Cometa Ison, “ao vivo” de Marte

Salvador Nogueira

O pessoal da Universidade do Arizona responsável pela câmera HiRISE, instalada a bordo da sonda Mars Reconnaissance Orbiter, publicou as primeiras imagens do cometa Ison obtidas da órbita de Marte.

Imagens obtidas pelo Mars Reconnaissance Orbiter mostram o cometa Ison

Não empolgou? Pois é. Nem a eles. “Baseado na análise preliminar dos dados, o cometa parece estar na porção inferior das previsões de brilho para a observação”, afirmaram Alan Delamere e Alfred McEwen, da equipe da HiRISE. “Como resultado, a imagem não é tão atraente visualmente, mas a atividade baixa da coma é melhor para estimar o tamanho do núcleo.”

Essas imagens acima foram obtidas na primeira tentativa de observar o cometa, no dia 29. Outras observações foram feitas nos últimos dois dias, quando o objeto atingiu sua máxima aproximação com o planeta vermelho, passando a 10,5 milhões de quilômetros da superfície (mais ou menos 27 vezes a distância Terra-Lua). Ao consolidá-las, o pessoal estará em boas condições para estimar o porte do objeto. Trata-se de um cálculo importante, pois ajudará a calcular o potencial de sobrevivência do Ison ao passar raspando pelo Sol (a 1,2 milhão de km), em 28 de novembro.

De toda forma, o brilho relativamente baixo é uma má notícia para os que esperam um grande espetáculo para os observadores terrestres lá pelo fim do ano, e ajuda a resfriar os ânimos após observações recentes por astrônomos amadores indicarem que o Ison estava aumentando seu nível de atividade e ficando esverdeado.

Os pesquisadores também tentaram usar o jipe Curiosity para observar o Ison da superfície de Marte, mas as imagens obtidas não permitiram sua detecção.

Provavelmente teremos mais informações quando o apagão da Nasa chegar ao fim, mas por ora resta a expectativa de como o cometa irá se comportar ao adentrar as regiões mais internas do Sistema Solar. Fica a torcida pelo aumento de brilho.

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Comentários

  1. Se o cometa Ison ao atingir o periélio e não mergulhar no Sol, será que ele sofrerá alterações na sua trajetória? Caso isto ocorra, será que ele não se dividirá em partes menores? Neste caso, ao fazer o percurso de saída o cometa não sofrerá atração para a órbita dos planetas (Vênus e Terra)? Falam de um outro corpo (asteróide?) que acompanha o cometa Ison. Isto é fato concreto ou somente sensacionalismo?

    1. Não há nada acompanhando o Ison. Ele pode se quebrar no periélio, mas continuará na mesma trajetória, sem ameaçar os planetas. Abraço!

  2. Ontem(12.10.2013) às 21:45 horas cruzou o céu de Brasília uma grande esfera brilhante com um cauda de cor verde. Passou “lentamente” a ponto de ser visto por todos que estavam numa festa de aniversário no Lago Norte. Não havia uma nuvem no céu Seria o ISON tão anunciado que se precipitou antes do anunciado pelos astrônomos para o fim de novembro?

  3. há a possibilidade desse cometa se fragmentar, após a passagem pelo Sol, e desses fragmentos podem haver o risco de colisões de algum ou alguns desses fragmentos com a Terra. Na verdade, ninguém sabe o que vai acontecer. Parece que há um objeto viajando com esse cometa, o que ninguém comenta ou parece esconder.
    De resto, é esperar o show!!

    1. Alexandre, o cometa pode de fato se fragmentar, mas nada atingirá a Terra, porque, mesmo fragmentados, os pedaços continuarão na mesma trajetória, bem longe do nosso planeta.

    1. Nibiru? Este é aquele planeta que tem uma órbita imbecilíptica? Deve estar desacelerando, pois pelo que disseram chegaria em 2012 não é NTSB ? Essa parvoíce de pseudos ciêntistas ainda consegue convenser alguém NTSB? Espero que você não seja uns desses conspiradores do apocalipse, e caso você acredita realmente nessas parvoíces, sugiro que estude mais.

  4. Não é inaptidão dos cientistas o fato de os cometas se apresentarem de forma difernete do que foi previsto. Cada cometa possui suas peculiaridades, sua propria composição química. à medida que a temperatura aumenta nas proximidades do Sol cada um reage de uma forma, dependendo da quantidade de materiais voláteis em sua superfície. Pode ser que o ISON se manifeste com muito brilho, mas a curva de brilho/luminosidade em relação à aproximação do Sol não é favorável a isso no momento. Mas no momento da aproximação máxima do cometa ao Sol nenhuma tendencia numérica funcionará como previsão, visto que ela se dará em condições extremas que poderão vaporizar mesmo os substratos mais profundos do astro. Então tudo podrá ser diferente, embora o evento possa ser muito mais efêmero do que gostaríamos.

  5. Muitos afirmam que Marte interagiu com o cometa. Algo relativo à descarga elétrica. Há o professor James McCanney estranha muito a coincidência do Hubble “tirar férias” no momento mais importante da astronomia dos últimos milênios.

    1. O Ison tem cerca de 5.000m (metros) de diâmetro. Seis mil km é o raio da Terra. O Brasil tem, do cabo d’Orange ao arroio Chuí, cerca de 4.400km. Que é quase a maior dimensão da Austrália (leste-oeste). Cinco mil metros um homem anda em uma hora, em média.

  6. O mais interessante é que entrei no google earth, acionei o infravermelho e vi um corpo celeste muito maior e que não se parece nada com cometa, o que a nasa nos esconde?
    Algumas pessoas falam de um novo planeta, não sei se é, porém tenho certeza que não é um cometa.

  7. Tomara que nenhum cometa seja tão visível , por que muito visível e que está pertinho da nossa querida terra.

    1. Pode ficar tranqüilo Guillermo, a aproximação máxima do cometa ISON com a Terra vai ser de 60 milhões de km, cerca de 160 vezes a distancia entre a Terra e a Lua, vamos torcer por um espetáculo no céu.

  8. Caro Salvado Nogueira, li esse artigo em inglês em um site de fora (estrangeiro), é feio você plagiar assim e não citar a fonte (o site)… Dá a impressão que você fez o trabalho, sendo que apenas vc usou o tal do CTRL “C e CTRL “V”… E fica ganhando os méritos como se tivesse escrito a matéria,, TOMA VERGONHA RAPÁ!

    1. Rapaz, não sei qual foi o plágio. A informação original foi publicada pelo pessoal da HiRISE, na Universidade do Arizona. É exatamente a eles que dou o crédito, no primeiro parágrafo do texto. De resto, desafio-o a demonstrar que esse texto meu é mera tradução.

  9. Na verdade, os cientistas estão tendo as informações que precisam sobre os cometas, e tem toda a tecnologia disponivel para abordagem por nave e coleta de amostras no local. As fotos são para entusiasmar a “galera”, e mostrar serviço para os contribuintes americanos que bancam a conta!!

    1. Coma é a atmosfera do cometa, gerada quando os materiais dele começam a sublimar. Ela compõe a bolinha de algodão em torno do núcleo e a cauda, que fica para trás, conforme o vento solar “sopra” os materiais sublimados para longe do núcleo.

  10. Ah, que pena. Espero que seu brilho aumente e seja possível ver a olho nu. Nem que seja apenas um pequeno ponto com uma leve calda.

    Salvador, nestas imagens, todos estes pontos brancos são estrelas?

    1. Alguns são, mas a maioria é ruído mesmo. A câmera HiRISE foi feita para bater fotos muito rapidamente, de forma que não dá tempo de entrar luz das estrelas menos brilhantes para aparecer na foto.

    2. Caro Rodrigo:

      Com todo o respeito, o ISON não é um pudim para ter calda… Ele tem está mais parecido a um anuro… já que quase não tem cauda…

      1. Haha, me desculpa o erro 😛 caUda*…
        É que ele me parece tão apetitoso, no sentido de apreciação, que acabei confundindo…

        Obrigado pela correção!

      1. Ou se o relógio é digital. Brincadeira. Convencionalmente “vê-se” o sistema solar de um ponto de vista ao “norte” (norte terrestre). Desse ponto de vista os planetas giram no sentido anti-horário. Os cometas não precisam estar no plano da eclíptica (que é o plano em que a Terra “gira” em torno do Sol e é mais ou menos o plano das órbitas planetárias). O ISON está fora desse plano mas pode ser considerado como girando no sentido anti-horário.

  11. Parece que estimar o brilho dos cometas não é o forte dos astrônomos. Me lembro bem da decepção que foi o Halley em 1985. Não passou de uma poeirinha…..

    1. Paulo, na verdade o parecer dos cientistas sobre aquela exibição do Halley não foi o que se divulgou na TV. O Halley tinha virado produto de consumo da cultura pop, por isso só se falava da fama e das exibições grandiosas dele no passado. Pouca gente divulgou o que os astronomos previam. Como exceção, eu li na revista “Despertai”, num número publicado vários meses antes da aparição do cometa que o Halley teria “sua pior apresentação em 2000 anos” devido ao mal alinhamento Terra-Sol-Cometa. Até hoje tenho cópia desse artigo que me previnira quanto á apresentação desapontadora do halley no céu noturno.

    2. É o forte dos astronômos, pois conhecem bem a ciência do assunto.

      É que você não se interessa e não acompanha diariamente os foruns em que eles comentam sobre os cometas que estão nos arredores.

      O caso do cometa Elenin, no ano passado, por exemplo, os dados obtidos geraram uma certeza impecável sobre o fim dele.

  12. Uma correção é necessária. A distância mínima foi de 10,5milhões de km ou 27LD ( Lunar distance). Imagens péssimas para uma sonda que tirou fotos de deimos e fobos com tanta qualidade. Depois do tal shutdown quero ver as fotos coloridas que certamente o Hubble e outros observatórios na terra estão fazendo.

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