Cinco provas de que o Nibiru não existe

Salvador Nogueira

A Nasa está escondendo um terrível segredo. Tem um pedaço do céu no Google Earth que foi omitido de propósito, para não revelar o que há ali. O cometa Ison não é o que parece ser. Uma catástrofe está para se abater sobre a Terra. Arrependei-vos, é o apocalipse.

O planeta Nibiru vem aí pra detonar. Detonar com o bom senso.
Ah-hã, Claudia, senta lá.

É nada. É tudo um monte de mentira mesmo. A Nasa, coitada, está de férias até o governo americano resolver voltar a funcionar. O pedaço “oculto” do Google Earth é um artefato da emenda de diversas imagens do céu para compor o cenário completo. O cometa Ison é um cometa mesmo, e tudo que você possa ter lido sobre ele estar mudando de curso artificialmente ou ser alguma coisa diferente é só cascata. Uma tragédia apocalíptica pode até chegar amanhã, mas ninguém tem essa informação no momento.

Orra, então quem é que fica espalhando essas lorotas de Nibiru por aí? Ah, bem, tem tantos charlatões, e tantas versões diferentes, que é difícil apontar quem foi o primeiro. Alguns apelidos que podem ser conhecidos do leitor: Hercólubus, Planeta X, Segundo Sol… tudo mais ou menos a mesma cascata. Mas a estória começou assim.

Nibiru é um nome que o escritor ajerbaijão Zecharia Sitchin (1920-2010) emprestou da mitologia suméria. Em 1976, ele escreveu um livro chamado “O 12º Planeta”, em que reinterpreta os mitos mesopotâmicos como se fossem informações astronômicas passadas aos antigos por extraterrestres. Para ter uma ideia do que ele sugere, é mais ou menos como você estudar a mitologia grega, descobrir que Afrodite e Ares tiveram um caso, pressupor que os gregos falavam de seus deuses quando na verdade o que eles queriam era relatar o que acontecia com os planetas correspondentes a eles. Logo, podemos concluir que Vênus e Marte, no passado, partilharam a mesma órbita. Dã.

Por esse mesmo método interpretativo (e com traduções de sumério contestadas por todos os especialistas), no passado remoto uma lua do planeta Nibiru teria colidido com o planeta Tiamat (uma deusa babilônia, ou, para Sitchin, um mundo que existiu no passado remoto entre Marte e Júpiter), e da colisão teriam nascido a Terra, o cinturão de asteroides e os cometas. Nem precisa ser Ph.D. em astronomia para saber que essa hipótese não faz o menor sentido.

Ainda de acordo com Sitchin, o planeta Nibiru teria uma órbita elíptica, e passaria pelas nossas redondezas a cada 3.600 anos, mais ou menos.

Até aí, beleza. O cara apresentou a ideia dele, publicou um livro em 1976, vendeu pra caramba, escreveu várias continuações, e tem gente que até hoje leva a sério (né, Julião? :-)). Vida que segue. Ou melhor, seguia até 1995, quando uma maluca americana que diz conversar com alienígenas do sistema estelar Zeta Reticuli começa a passar os “recados” transmitidos a ela de que uma catástrofe iminente estava para acontecer. Segundo ela, o Planeta X passaria pelo Sistema Solar interno e faria um estrago terrível na Terra, alterando o eixo de rotação e destruindo a maior parte da humanidade.

Essa doida (ou espertalhona) chamada Nancy Lieder disse em 1996 que o Planeta X dela era exatamente o 12º planeta do Sitchin (ele não curtiu). Ela também disse em 1997 que o cometa Hale-Bopp era só uma estrela distante e estava sendo divulgado com afinco pelas autoridades para distrair a comunidade mundial da aproximação do Nibiru. Teve de comer o sapato direito quando o Hale-Bopp se mostrou um espetáculo brilhante que todos puderam ver a olho nu no céu.

Aí ela falou que o Planeta X, com cerca de quatro vezes o tamanho da Terra, ia passar por aqui em 27 de maio de 2003. Uma semana antes da data, chegou a ir ao rádio nos EUA para aconselhar as pessoas a executarem seus animais de estimação, para que eles não sofressem com o cataclismo vindouro. A data passou, ela teve de comer o sapato esquerdo (e teve a cara-de-pau de dizer que a data até então propagandeada era para despistar os conspiradores que ocultavam a verdade). Desde então, a tia Nancy não voltou a cravar uma data para a passagem do Nibiru, embora continue insistindo que ele está vindo. Ele está VINDO!

Depois da tiazinha, muitos cascateiros se apropriaram dessa história, ou criaram versões alternativas. Uma das datas mais aventadas para a tragédia, depois do fiasco de 2003, foi a de 21 de dezembro de 2012, que coincidia com o fim de um ciclo do calendário maia. Agora tem gente falando no fim de 2013. E pode apostar que vão continuar falando dele nos anos vindouros.

O pessoal da Nova Era também embarcou forte nessa. Em 1999, o indígena peruano V. M. Rabolu sugeriu que a Estrela de Barnard, uma anã vermelha de verdade a seis anos-luz da Terra, era o planeta Hercólubus — o mesmo mundo que no passado teria passado de raspão pela Terra e levado ao colapso da civilização de Atlântida (a conjunção das lorotas só vai piorando, veja você).

Depois desse breve resumo cascatológico, não sei se precisa dizer, mas em todo caso aqui vai: é tudo mentira.

E para colocar essa boataria para dormir de uma vez por todas, aqui vão as já tradicionais “cinco provas do Mensageiro Sideral“™ contra teorias da conspiração (a primeira, você deve lembrar, atacou a ideia de que o homem nunca foi à Lua).

1- A Terra não corre risco de uma (nova) colisão gigante

Planetas de fato colidiam na época em que o Sistema Solar estava se formando, 4,5 bilhões de anos atrás. A formação da Lua, no entender dos cientistas, se deu pelo impacto de um objeto do tamanho de Marte com a Terra (mais sobre isso aqui), espalhando muitos detritos em sua órbita. Hoje, não existem mais objetos de grande porte em órbitas ameaçadoras que possam proporcionar uma colisão com nosso planeta. Claro, há os asteroides, que são bem perigosos e podem acabar com a civilização, mas nada que se pudesse chamar de planeta, ou mesmo planeta-anão. (O que faz pensar que os charlatões, além de tudo, são meio manés. Eles poderiam trocar um planeta por um asteroide, e a história toda já ficaria mais plausível e assustadora.)

2- É impossível esconder um planeta se aproximando

Isto é uma imagem do Hubble do objeto V838 Monocerotis, não o planeta Nibiru

Marte tem metade do tamanho da Terra e nós o enxergamos tranquilamente a olho nu, a quase 400 milhões de quilômetros de distância. Se um planeta estivesse se aproximando de nós, não haveria conspiração governamental capaz de escondê-lo. Astrônomos amadores do mundo inteiro estariam trocando informações sobre a posição e a órbita desse hipotético objeto. Por isso é possível falar sem medo de errar que não há no momento nenhum planeta chegando por aí. Ah, mas e as fotos que vira-e-mexe são divulgadas, algumas até à luz do dia, mostrando um objeto próximo ao Sol? São obviamente reflexos da luz solar no próprio interior da câmera. Os espertalhões dizem que o “Segundo Sol” (uma variante da hipótese do Nibiru, mas que prevê uma estrela e seu sistema planetário inteiro rumando na direção do nosso) não é tão facilmente observado justamente porque está vindo de trás do Sol. Mas eles se esquecem de que a Terra gira em torno do Sol. Nenhum objeto pode se esconder de nós ficando atrás dele por muito tempo. E quanto a algumas imagens que os malucos usam para dizer que se trata de Nibiru?  Os caras são tão malacos que pegam imagens do Hubble de outros objetos (como a nebulosa planetária V838 Monocerotis), e dizem ser imagens secretas do Planeta X não-divulgadas pela Nasa. Brincadeira?

3- Se Nibiru existisse, seria inabitável

Zacharia Sitchin argumenta que Nibiru é habitado por criaturas inteligentes que teriam dado aos sumérios conhecimentos de astronomia avançada que acabaram transcritos em seus mitos. Hmm, difícil evoluir num planeta que passa raspando o Sol a cada 3.600 anos. Um rápido período de inferno escaldante durante o periélio e milhares de anos com temperaturas que inviabilizam a preservação de água em estado líquido. Nenhuma forma de vida conhecida pode sobreviver a isso. E, com toda probabilidade, nenhuma forma de vida de nenhum tipo pode sobreviver a isso. É preciso um mínimo de estabilidade climática para que a evolução possa produzir criaturas inteligentes fãs dos sumérios. Se houvesse um planeta como o Nibiru de Sitchin, ele seria inabitável. Adeus aos “deuses astronautas”.

4- A órbita do Nibiru é instável

Quando um planeta tem uma órbita tão oval quanto a que teria Nibiru, ele normalmente é o único remanescente do sistema planetário ou acaba sendo ejetado dele. O astrônomo americano Mike Brown já avaliou a possível dinâmica do Nibiru e concluiu que ele seria expulso do Sistema Solar por Júpiter em coisa de 1 milhão de anos — um nada, perto dos 4,7 bilhões de anos do Sol e sua coleção de planetas. Talvez até existam outros mundos de grande porte, ainda desconhecidos, ao redor do Sol, mas eles teriam órbitas que os manteriam permanentemente além de Netuno, sem oferecer perigo aos terrestres.

5- Os ETs parecem ruins de serviço

Tanto os ETs de Sitchin, que supostamente ensinaram um bocado de astronomia aos sumérios, quanto os de Nancy Lieder têm um comportamento curioso. Em ambos os casos, eles nunca excedem a capacidade humana. Lieder foi instada a oferecer previsões sobre Júpiter antes que a sonda Galileo chegasse lá, mas os ETs com quem ela conversa não transmitiram informação alguma que pudesse ser confrontada. Já os “professores” dos sumérios falaram tanto da origem do Sistema Solar e tal, mas nem se deram ao trabalho de ensinar a seus alunos preferidos como construir uma luneta para prosseguir nos estudos depois que eles fossem embora. Sem falar em coisas básicas que eles poderiam ensinar, como o domínio da eletricidade ou alguma outra tecnologia útil que estivesse além dos povos antigos. Aliás, se os extraterrestres estão lá hoje, vivendo confortavelmente em Nibiru, por que não mantêm um bate-papo saudável com a humanidade por meio de rádio? A poucas horas-luz de distância, comunicação de duas vias seria perfeitamente viável. Mas não, eles preferem contatar a humanidade só quando estão nas redondezas, a cada 3.600 anos… não faz sentido.

A lenda urbana do Nibiru é interessante porque permite que abordemos conceitos reais da astronomia e da astrobiologia, e separemos os fatos da fantasia. Mas isso a ficção científica também faz, sem deixar as pessoas preocupadas com o fim do mundo. Que, ao que tudo indica, não vai acontecer tão cedo.

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Comentários

  1. Bom pelo que entendo um planeta sofre atração gravitacional em volta de uma estrela no seu sistema, então se ele passa próximo da terra a cada 3600 ele estaria muito afastado da sua estrela no que refere a tempo e velocidade, que me parece impossível nessa distancia ainda sofrer uma força gravitacional, a menos que essa estrela estivesse vindo junto com todo o seu sistema, essa é minha duvida!

    1. A teoria de Nibiru não se sustenta de várias formas e um delas seria justamente essa. Já vi alguns textos afirmando que Nibiru seria um planeta que orbitaria uma estrela anã marrom. Uma estrela desse tipo possui massa estimada de aproximadamente entre 13 e 75 Mj (Massa de Júpiter). Consequentemente, a aproximação de um sistema completo (estrela+Nibiru+outros possíveis planetas+satélites, etc) com toda essa massa, traria graves transtornos gravitacionais para o sistema solar. Transtornos esses que caso tivessem ocorrido no passado, ainda mais com a frequência de 3.600 anos como prevê tal teoria, já teriam dizimado a vida na Terra, isso se nosso planeta ainda existisse. E realmente é impossível que um planeta se afaste dessa forma de sua estrela, orbite o Sol e depois retorne para as proximidades da mesma. Planetas até podem orbitar duas estrelas ao mesmo tempo, mas isso em um sistema binário onde os dois astros maiores estão a uma curta distância entre si e o planeta afastado o suficiente para possuir uma órbita estável. Portanto, Nibiru, conforme é concebido, não existe.

      Márcio A. Silva – físico e astrônomo amador

  2. Parabéns, amigo!

    Sou católico, mas prefiro os céticos ou ateus lúcidos que fanáticos fundamentalistas. O senhor Sitchin costumava se autoproclamar “consultor especial do Vaticano para ufologia”, juntamente com o padre italiano, Corrado Balducci. Eis aí um link para uma entrevista com Balducci, desmentindo o senhor Sitchin:

    http://www.ceticismoaberto.com/ufologia/683/vaticano-acredita-em-ets

    Críticos do nível de Umberto Eco ou José Saramago são sempre bem-vindos. Forte abraço!

  3. Entre as sandices que nosso amigo blogueiro citado no meu comentário anterior disse antes de retirar a discussão do ar, estavam coisas do tipo: “Alguns dos acontecimentos previstos para 2013 por Brassard aconteceram, mas foram invisíveis e olhos leigos não conseguiriam ver…”; “Nibiru talvez fosse o ISON (que para ele e Brassard era do tamanho da Austrália), pois os dois possuíam órbitas muito parecidas, chegando bem perto do Sol e depois saindo da galáxia afastando-se para um ponto desconhecido do universo antes de retornar…” A Brassard teria dito que a Califórnia poderia afundar, países costeiros seriam engolidos pelo oceano, 87% da vida na Terra poderia desaparecer,como acontecera pelo menos cinco vezes em 300 milhões de anos, entre outras loucuras que qualquer um que tiver a curiosidade de visitar aquele blog que “preza” a liberdade de expressão, menos a dos “não-nibirutanos”poderá ler. Me respondam com sinceridade: será que alguém “normal” poderia considerar isso verossímil? Será que a Califórnia está debaixo do pacífico mas nós que somos leigos não estamos vendo??? kkkkkk Quanto ao fato de Nibiru sair da galáxia e depois voltar, não é necessário ser físico, astrônomo, cosmólogo ou qualquer coisa do gênero para saber que é impossível!!! Eu não sou cientista, por isso gostaria que alguém, cientista ou não, que entende mais sobre o espaço sideral que eu, tecesse algum comentário sobre esse passeio fora da Via Láctea de nosso “planeta intergalático”. E só pra finalizar: depois eles ainda dizem que nós, os “céticos” é que falamos bobagens, somos ovelhinhas enganadas pela matrix que é a conectividade representada hoje pela internet (palavras do blogueiro nibirutano) e somos burros!!! É mole???

  4. Sabe o que eu acho mais engraçado nessa história de Nibiru???? O fato de que alguns que acreditam (e muitos ainda se dizem pessoas instruídas) quando não têm mais argumentos para “provar” sua teoria eles partem para a apelação: hoje mesmo entrei em um blog (http://21dedezembro2012.blogspot.com.br/2013/08/ex-nasa-expoe-provas-da-chegada-de.html) onde o camarada defendia o monte de asneiras que Brassard teria falado em 2013. Depois de muito discutir e tentar provar que o Nibiru existe, mesmo com tudo o que ela teria dito não ter acontecido, o blogueiro retirou todos os comentários e proibiu novas postagens, mesmo com o fato de que no blog ele citar a liberdade de expressão!!!! Ou seja, contra fatos não há argumentos, há censura!!! Depois é a NASA e o governo americano que encobrem a verdade!!!! Só podia ser coisa de nibirutanos!!!! Não dá pra discutir com fanáticos!!!! kkkkkkkkk

    1. Apenas por curiosidade resolvi acessar o referido blog, e sinceramente, sem comentários. Concordo com sua colocação em gênero, número e grau: realmente não dá pra discutir com fanáticos.

  5. Caro Salvador e demais internautas,

    não acredito em Nibiru ou em teorias conspiratórias, por achar que são meros artifícios de charlatões para angariar uma grana, como você mesmo disse.

    No entanto, tenho uma dúvida, que acredito que as pessoas mais entendidas saberão responder: as estrelas e seus sistemas planetários estão em uma dança constante ao redor do núcleo galático e sofrem influências gravitacionais das mais diversas, umas em relação as outras, inclusive. Sei que alguns desses sistemas passaram e passarão perto do nosso em dado momento no tempo. Não é possível que nessa “dança gravitacional” haja uma troca de material entre os diversos sistemas? É possível que algum corpo de tamanho planetário se desgarre de sua estrela-mãe e seja ejetado para outra? Que dizer dos planetas errantes e das anãs-marrons, que os cientistas encontram com cada vez mais frequência? Se esses eventos existem e são frequentes, devem causar um belo estrago, não?

    1. Planetas errantes devem ser muito frequentes. Transferência de um sistema a outro, menos. De toda forma, é tanto vazio no espaço que só em raras ocasiões isso causa algum estrago.

  6. Cara, passeando pela net eu ainda encontrei gente falando que o Nibiru ainda está vindo e outros falando que ele já passou (oxente, mas como ninguém viu???)!!!! Quando esse pessoal vai cair na real e admitir que caíram no conto do vigário, ou da Pattie. L Brassard??? kkkkkkkkk

  7. Sobre a notícia de que dois novos planetas foram encontrados no sistema solar: primeiro o que houve foi um estudo sobre o comportamento orbital incomum de alguns objetos transnetunianos e de acordo com os pesquisadores seus cálculos sugerem que há pelo menos dois planetas além de Netuno que seriam responsáveis por essa anomalia orbital. Até agora, não há evidências diretas que sustentem essa teoria e o próprio pesquisador espanhol Carlos de la Fuente Marcos foi cauteloso ao explicar sua pesquisa dizendo que pode levar muito tempo para encontrarmos esses planetas, se eles realmente existirem, ou seja não há nenhuma certeza. David Jewitt, investigador na Universidade da Califórnia ponderou que o próprio Netuno pode ser o responsável por estas anomalias, ainda em novembro, quando fora proposta a existência de mais um planeta no sistema pelos mesmos pesquisadores. Segundo, se existirem, esses novos planetas orbitariam sempre a grandes distâncias do Sol, não possuindo órbitas altamente excêntricas que os traria às proximidades de Júpiter, pois do contrário já teriam sido ejetados do sistema. Portanto, mais uma vez, nada a ver com o suposto Nibiru.

    Márcio A. Silva – físico e astrônomo amador

      1. Júlio, uma curiosidade: na sua opinião, devíamos todos jogar fora todos esses estudos de habitabilidade de exoplanetas que os astrônomos fazem? Porque se existe um planeta numa órbita altamente elíptica que é habitado, qualquer coisa vale, né?

          1. Isso não seria um mistério. Interações gravitacionais criam órbitas elípticas. O único problema é que Júpiter já teria ejetado Nibiru se ele existisse na órbita descrita. Mas nada impede que existam planetas “Nibiru-like” em sistemas onde não há um Júpiter em órbita circular pra estragar a brincadeira…

          2. Agora Nibiru também é mais massivo que Júpiter?? Se fosse o caso, Júpiter jamais estaria nessa órbita quase perfeitamente circular. Sorry, Julião, a física não permite o que você quer…

      2. Notícia de 2012, basicamente o mesmo tipo de estudo que fizeram os espanhóis. Mais uma vez, nada a ver com o suposto Nibiru.

      3. Se periodicamente ( a cada 3.600 anos) um corpo tão massivo passasse pelo sistema solar interior, como seria o caso desse suposto planeta, os efeitos sofridos pela Terra seriam tais que provocariam grandes extinções em massa, suficientes para devastar a vida de tal forma, que provavelmente só restariam formas de vida bem simples em nosso planeta, como bactérias, já que o tempo de recuperação não seria de milhões, mas de apenas poucos milhares de anos. Como explicar o fato de que a última grande extinção ocorreu há cerca de 65 milhões de anos e de acordo com as evidências fora provocada pelo choque de um grande asteroide ou cometa?

        Márcio A. Silva – físico e astrônomo amador

  8. Me parecem bem interessantes e atraentes os argumentos e as “provas” pró Nibiru. Confesso que tenho uma queda por acreditar que ele exista. Mas quando comecei a ver fotos e videos desse suposto corpo celeste eu caí na real: os “Nibiristas” ou são completamente doidos ou não conhecem nada de astronomia (as alternativas não são excludentes). Meus queridos, acreditar que um corpo celeste planeta ou cometa possa vir a causar problemas ao sistema solar é razoável mas essas imagens que andam circulando pela internet mostrando um corpo luminoso ao lado do sol…Não. Isso não é razoável. Isso não pode ser levado a sério.

  9. “ZIGUE ZAGUE ESPACIAL”, gostei da expressão!!! Mas na realidade nenhum astro faz esse tipo de movimento que as supostas aparições de Nibiru sugerem. De acordo com seus crentes esse astro teria uma órbita bastante elíptica, que duraria cerca de 3.600 anos e inclinação de 30° em relação ao plano solar. Esse tipo de órbita está mais para um cometa do que para um planeta. Chamamos de excentricidade orbital a medida que representa o afastamento de uma órbita da forma circular e normalmente é representada por valores entre 0 e 1, valores superiores a 1 são vistos em órbitas de alguns cometas. No sistema solar, Mercúrio é o planeta mais excêntrico com um valor de 0,2056 atualmente. Os demais planetas possuem órbitas quase circulares com baixos valores de excentricidade como a Terra com 0,0167 na atualidade. Plutão, que foi rebaixado a planeta anão, é ainda mais excêntrico que Mercúrio. Para que aparecesse sempre próximo ao Sol, Nibiru teria que possuir uma órbita interna em relação à Terra. Explicando: Marte, Júpiter e Saturno (todos visíveis a olho nu) possuem órbitas externas à da Terra e podem ser vistos bem afastados do Sol, portanto em altas horas da noite, porém, Vênus e Mercúrio, planetas internos, só podem ser vistos muito próximos à nossa estrela. A distância angular entre Sol e Mercúrio nunca supera os 29° (cerca de um palmo de distância medido com o braço estendido) e Vênus pode alcançar até 49°. Em suas máximas elongações Mercúrio e Vênus podem ser vistos 2 e 3 horas respectivamente antes do nascer ou depois do por do Sol, dependendo do tipo de elongação, se este ou oeste. Mas é fato que esse suposto planeta não ocupa órbita interna no sistema solar, pois não levaria 3.600 anos para contornar a estrela ( a Terra o faz em apenas 1 ano) e se possuísse órbita externa deveria ser visto com todo seu esplendor ( já que seria 4 vezes maior que Júpiter) também às altas horas da noite e à medida que se aproximasse do periélio em sua órbita altamente excêntrica seu brilho noturno aumentaria consideravelmente pois chegaria bem mais próximo da órbita terrestre que Júpiter, tal qual um “cometa hipergigante”. Mas todas as “aparições” de Nibiru mostram no máximo pequenas esferas ao lado do Sol, o que é facilmente explicado como flares nas lentes das câmeras. Eu já vi na internet uma foto do Sol com uma pequena esfera negra em frente e alguém afirmando ser Nibiru. Porém, ou foi montagem, ou foi uma foto do trânsito de Vênus ocorrido em 2004. E para aqueles que insistem em afirmar que esse planeta ainda está se aproximando, fica o seguinte questionamento: onde estão os efeitos gravitacionais que um corpo tão massivo provocaria em todo o sistema, inclusive na Terra, caso estivesse mesmo tão próximo? Sem contar que já estamos em janeiro de 2015, cerca de 2 anos depois do que deveria ter sido o periélio de Nibiru, fenômeno que muitos “previram” sua ocorrência entre os anos de 2012 e 2013, e nada “fora do padrão” foi registrado pela astronomia mundial no sistema solar nesse período. Em resumo: não há qualquer coerência nessas supostas aparições de Nibiru, o qual como é proposto, não existe.

    Márcio A. Silva – físico e astrônomo amador

  10. Tenho uma dúvida. Sei que distante de Plutão existe uma espécie de cinturão de asteroides e cometas chamada de Nuvem de Oort. Não seria possível haver plantas lá? Nem que fossem do tamanho de Mercúrio?

    1. Difícil haver plantas, ou mesmo bactérias fotossintetizantes, tão longe do Sol. Mesmo que houve um corpo com um oceano de água líquida sob a crosta de gelo, aquecido por força de maré, como Europa em torno de Júpiter, seria difícil fazer fotossíntese lá…

    2. “Não seria possível haver plantas lá? Nem que fossem do tamanho de Mercúrio?” Ao ler essa passagem escrita por nosso amigo Clayton Ramos, acredito que ele queria dizer planetas e não plantas (um simples erro de digitação), já que o mesmo faz uma comparação com o tamanho de Mercúrio. Particularmente eu não acredito que exista na nuvem de Oort (ou após ela) um ou mais corpos com massa planetária, diferentes de planetas anões como Plutão e Éris, esse último, que pode ser o maior planeta anão do sistema solar com um período orbital de aproximadamente 560 anos e algo em torno de 97 UA ( 1 Unidade Astronômica equivale à distância média da Terra ao Sol: UA = 149.597.870.700m, valor constante e padrão definido pela União Astronômica Internacional em 2012) de distância do Sol em seu afélio. O astrônomo John Matese e o professor Daniel Whitmire, da Universidade de Louisiana, teriam argumentado que um planeta com cerca de 4 vezes a massa de Júpiter (não confundir massa com volume) poderia ter sido detectado pelo telescópio espacial Wide-field Infrared Survey Explorer (WISE) da NASA e poderia ser o hipotético planeta Tyche. Eles teriam afirmado que Tyche, se existisse, seria detectável pelos arquivos de dados coletados pelo WISE e ainda não analisados. No entanto diversos astrônomos viram essa suposição com grande ceticismo, pois as atuais evidências apontam para a não existência desse suposto “novo membro da família solar”. A análise dos dados do telescópio WISE, que deverá ocorrer nos próximos anos, poderá apontar se esse suposto objeto realmente existe ou não, e como disse, particularmente, não acredito na sua existência. Caso viesse mesmo a se confirmar, a órbita do suposto Tyche seria bastante excêntrica, porém externa à órbita de Netuno e nunca se aproximaria em demasia do Sol, portanto nada a ver com o mais suposto ainda Nibiru.

      Márcio A. Silva – físico e astrônomo amador

      1. Tyche e Nemesis já foram descartados pela análise posterior dos dados do WISE. Poderia haver planetas do tamanho de Mercúrio ou até um pouco maiores. Mas eles não poderiam ter a órbita elíptica de Nibiru, caso em que seriam ejetados do sistema por Júpiter.

        1. Eis uma informação que havia me escapado: a análise posterior dos dados do WISE e que, como eu já esperava, descartaram a existência de objetos massivos como os supostos Tyche e Nêmesis nas cercanias da nuvem de Oort. Quanto à possível existência de planetas com massa equivalente à de Mercúrio na nuvem de Oort, eu sinceramente não creio muito que eles possam existir, mas até poderia ser possível, inclusive alguns acreditam que possa haver objetos até maiores que a própria Terra nessa região da qual nosso atual conhecimento ainda é bastante limitado. Alguns creem que diversos objeto de massa considerável podem ter se formado e sido descartados na nuvem de Oort conforme os quatro planetas gigantes cresciam e migravam nos primórdios do sistema solar. Alan Stern, um dos principais cientistas da missão New Horizons seria um dos defensores dessa ideia. A missão New Horizons que estudará Plutão nesse ano de 2015, poderá ajudar a desvendar muitos segredos que se estendem até a Nuvem de Oort cujos corpos acreditamos serem formados principalmente por materiais voláteis como amônia, gelo e metano, com base nos estudos dos cometas de lá originados, embora a descoberta do asteroide 1996 PW numa órbita típica de um cometa de período longo, inspirou pesquisas teóricas sugerindo que a massa da nuvem de Oort, ainda não determinada, seja composta por 1 a 2% de asteroides. No entanto o mais importante disso tudo é que todas as evidências de que dispomos atualmente não são compatíveis com a existência de um planeta gigante com órbita excêntrica e que penetraria o sistema solar interior a cada 3.600 anos vindo dessa região.

          Márcio A. Silva – físico e astrônomo amador

  11. 1 – Realmente não há previsão de choque da Terra com Nibiru. Isso não é prova de que ele não existe. A Bíblia de Kolbrin afirma que ele passou próximo, trouxe detritos e atraiu detritos da Terra. A rota dos corpos celestes não é exata. Nesta passagem ele pode provocar efeitos catastróficos ou não. O fato é que ele está próximo.
    2 – O segundo sol já é visto em alguns momentos. Basta observar o céu com mais atenção pois o planeta geralmente é visto perto do sol. A luz do sol o torna visível.
    3 – Nibiru pode ser habitado em seu interior. Pode ser um planeta oco.
    4 – Nibiru pode estar sujeito a força gravitacional de outra/s estrela/s.
    5 – Os sumérios deixaram escritos explicando a existência de todos os planetas atualmente comprovados pela astronomia moderna. Porque não haveria mais um?

    1. 1- A prova de que ele não existe é que a órbita sugerida para ele é instável. Não poderia resistir ao tempo de existência do Sistema Solar.
      2- E como você explica que o “segundo sol” nunca aparece no céu noturno, se passamos, em nossa órbita em torno do Sol, metade de um lado do sistema planetário e metade do outro? Esse “segundo sol” é só artefato de fotografia pela luminosidade do Sol verdadeiro dentro da câmera…
      3- Por tudo que conhecemos de teoria de formação de planetas (que serve muito bem para explicar o nosso sistema), não há como produzir planetas ocos. A gravidade não deixa.
      4- Não na órbita sugerida para ele.
      5- Não, eles não deixaram. Isso é uma explicação forçada da mitologia suméria. Engraçado que, hoje, sabemos que Plutão não é planeta. Mas os sumérios, supostamente mais sabidos, não sabiam disso. Que coisa, né?

    2. Como assim “trouxe detritos e atraiu detritos da Terra”?
      Ele puxou coisas da Terra?
      Explica isso pelo amor de Nabucodonosor!!

  12. Talvez a existência do tal planeta seja extra-física. Pode ser invisível para nós mas exisitir em outra dimensão.
    Quem sabe? Mas ejeções de massa coronal vêm ocorrendo, e isso afeta a Terra, pode parecer imperceptível, mas afeta.

    1. Ejeções de massa coronal estão longe de ser imperceptíveis. Já outras dimensões, se existem, seguem tão imperceptíveis quanto de costume…

  13. caro marcio a da silva, eu não tenho como fazer mas voçe pode—um mapa das aparições do dito segundo sol , para ver qual seria a coerencia da rota dele.
    UMA HORA É ACIMA DO SOL E DEPOIS É ABAIXO E DEPOIS A DIREITA E DEPOIS A ESQUERDA. QUAL ASTRO FAZ ISTO UM ZIGUE ZAGUE ESPACIAL, SERIA A MAIOR PROVA DO EMBUSTE. GRATO

  14. Márcio A. Silva cara eu ia te dar Palmas mas vc ta merecendo o tocantins inteiro, abordou pontos da sua própria área e de áreas como astrobiologia. Os fanáticos ai, costumam vir com indícios e dados de fontes não confiáveis (uma “ciência” bem distorcida) e quando dados concretos são apresentados, costumam citar os pontos em que a ciência errou, que a ciência errou ninguém duvida, mas tbm acertou pra caramba, só que pra esse assunto aqui em especifico, deixo a seguinte dica pros caras que acreditam no “X”: se vcs realmente acreditam tão firmemente, provem que estão certos, o observatório nacional todo ano disponibiliza um curso a distancia de astrofísica (com certificado e tudo mais pra quem for até o fim), esse curso não vai dizer se o “planeta destruidor” exite, vai apenas dar o conhecimento necessário para vcs tirarem suas conclusões. O cientista que comprovar a existência desse astro, sem duvida, ganharia o prêmio nobel. Fica a dica então….vcs que acreditam podem ganhar o premio nobel e esfregar na nossa cara que estavam certos, mas primeiro busquem vcs mesmos as resposta, façam isso ao invés de ficarem buscando respostas na net de outros sem conhecimento.
    Mas uma coisa, a ciência funciona da seguinte forma (Vms levar em consideração o exemplo das singularidades conhecidas como “buraco negro”): antes da comprovação da existência dos mesmos a comunidade cientifica achava ridícula a ideia, mas ai o que aconteceu? veio uma cara com dados e comprovações cientificas que provaram a existência dessas singularidades, o mesmo se aplica a atual concepção sobre o “destruidor do sistema solar”, a ciência é assim, só muda quando um louco apresenta dados sólidos e compravados, não basta apenas balbuciar loucuras, tem que mostrar que a loucura é vdd.
    “Conhecereis a vdd e a vdd vos libertará.”
    a vdd vai te liberta da ignorância brother, mas ela não vai aparecer do nada, queres a vdd? vai buscar e cuidado com o fanatismo, ele deixa as pessoas cegas.

    Mas uma coisa, ia ser show o Márcio A. Silva trazer os amigos da comunidade acadêmica dele aqui, ai ia ter show de ciência de verdade.

  15. A IDEIA PODE SER ABSURDA, MAS NÃO FOI ZECHARIA QUE A INVENTOU EM 1976. NO LIVRO ; O MÉDICO DE LHASA, DE LOBSANG RAMPA , ORIGINAL ESCRITO EM 1959 , A PARTIR DA PÁGINA 159, TEMOS UM RELATO BASTANTE SEMELHANTE AO PRECONIZADO POR ZACHARIA. APENAS PARA ESCLARECER.

  16. Patético, o pior cego é o que não quer ver, até o Vaticano possui um telescópio chamado Lúcifer que acompanha a aproximação de nibiru e isso já foi declarado pelo próprio Vaticano. Vá se informar antes de publicar bobagens. Na minha opinião você tem o chamado “C na mão” e não aceita a ideia de um final ou recomeço como diz a bíblia. Ateus e cientistas são mesmo de enojar com suas teorias absurdas. Quem esta com a NASA, está contra Deus… Adeus Ateu

    1. Sandro, não sou ateu. Nem nibiruta. Manda o link aí do telescópio Lúcifer. Fico surpreso em “saber” que o Vaticano teria um telescópio chamado Lúcifer! Da última vez que chequei, Lúcifer jogava no outro time… rs

      1. Aí, como diria o Zé Simão, já é piada pronta: “vaticano ficará sabendo do fim dos tempos através de lucifer” kkkkk

    2. Sandro, O Telescópio chamado Lucifer não pertence ao Vaticano.

      O TELESCÓPIO LUCIFER NÃO É DO VATICANO, FOI CONSTRUIDO DO LADO DO OBSERVATÓRIO DO VATICANO. PROVAVELMENTE FIZERAM ISSO DE PROPÓSITO,

      O que ocorreu foi que o Observatorio do Vaticano, foi deslocado pra o Arizona, dai veio um engraçadinho e montou um telespocopio chamado Lúcifer do lado do Observatorio do Vaticano

    3. Nada contra nenhuma religião, mas realmente eu fico ao mesmo tempo surpreso e temeroso com o fato de que em pleno século XXI ainda possa existir um pensamento semelhante àquele que dominava durante a idade média e início da idade moderna, como na época de Galileu Galilei, por exemplo, que escapou por pouco de ser queimado vivo por defender a teoria do heliocentrismo que hoje provou-se correta, se considerarmos o Sol como ocupando aproximadamente o centro do sistema solar e não do Universo como fora proposto inicialmente. Naquela época falar que a Terra se movia pelo espaço era “teologicamente”uma heresia e quem defendesse essa ideia também estaria contra Deus!!!! O tempo passou e as coisas evoluíram. Ainda bem que pensamentos como esse, nos dias de hoje, estão restritos a um pequeno número de pessoas que embora se “enojem” de nós cientistas, usufruem de nossas descobertas e invenções que sem dúvida alguma tornaram a vida humana bem mais fácil e produtiva do que naquela época. Mas a ciência não faz essas “distinções”, ela é bem mais “democrática” que o fanatismo religioso. Acerca do telescópio LUCIFER, sua finalidade principal é a observação de jovens e distantes galáxias bem como melhorar a compreensão da formação estelar e planetária. Procurar por um planeta gigante que adentraria o sistema solar a cada 3600 anos, essa sim uma teoria completamente absurda, não está entre os objetivos do instrumento.

      Márcio A. Silva – físico e astrônomo amador

    4. Oxente, até hoje??? até o Vaticano acompanha a aproximação de Nibiru??? 2 anos depois do previsto para sua chegada e nada!!!!! Até uma tartaruga é mais rápida que esse “gota serena” desse planeta!!!!!! Tá que se aproxima e nunca chega!!!!! kkkkkk

  17. Opinião, cada um tem a sua; crença, cada um tem a sua e eu respeito isso, porém, nós cientistas trabalhamos com dados concretos, dados que possam ser testados e comprovados (ou refutados) cientificamente e não com crenças ou opiniões. E todos os dados de que dispomos apontam para a não existência de um corpo “supermassivo” o qual atravessaria o sistema solar periodicamente, como apontam as teorias sobre Nibiru. Contra fatos não há argumentos, e é FATO que a Terra não está sendo afetada gravitacionalmente por nenhum corpo intruso no sistema solar e nem o foi nos últimos 3.600 anos, uma vez que se isso tivesse ocorrido, certamente não estaríamos tendo essa discussão sobre Nibiru. Finalizando, não tenho uma “opinião” sobre esse suposto planeta, mas sim uma conclusão científica da sua inexistência.

    Márcio A. Silva – físico e astrônomo amador

    1. Marcio VC nao pode provar nada se exists ou nao. A nasa ja esta admitindo. E outra astronomos so visualizarao o planeta com telescopio quando tiver se aproximando, ou entao com telescopio infravervelho.

      1. A NASA está admitindo?!!! Pelo que eu saiba a agência foi uma das primeiras a desmentir todo aquele boato sobre Nibiru em 2012, basta pesquisar sobre David Morrison para ver do que estou falando. Quanto a uma possível visualização, meus equipamentos conseguem detectar corpos extremamente distantes e um planeta supostamente quatro vezes maior do que Júpiter, não passaria despercebido, até por que seria visto não só no infravermelho, mas também no espectro de luz visível, já que sua natureza seria semelhante à dos gigantes gasosos do nosso sistema e todos eles refletem luz solar. E o que dizer das perturbações gravitacionais que um corpo tão massivo quanto esse provocaria em nosso sistema, caso estivesse mesmo nessa parte da galáxia, mas que até agora não foram notadas? Até hoje nem eu, nem todos os astrônomos sérios e agências espaciais, não encontramos nenhum sinal de Nibiru, e se isso não basta para provar sua inexistência, o que pode provar sua existência?

        Márcio A. Silva – físico e astrônomo amador

        1. Você diz que seu equipamento pode ver planetas nos confins do sistema solar, poderia fazer um favor para mim? Tire uma foto da lua, que está bem próxima, mostrando o jeep que a NASA deixou lá e manda e mande para mim! Ou publique!

          1. Braides, seu questionamento é até interessante, por isso tentarei explicar o motivo pelo qual isso não é possível com poucas palavras: temos dois conceitos básicos chamados Medida Angular e Resolução do Telescópio. Esses dois conceitos combinados nos dizem que se por exemplo se apontarmos para a Lua um telescópio de 150 milímetros, capaz de resolver 0.93 arco-segundo, o menor objeto que poderíamos ver com ele na superfície lunar deveria ter no mínimo 1794 metros; se olharmos para a Lua com o SALT (um dos maiores telescópios do mundo localizado na África do Sul) que tem um espelho de 11 mil milímetros, ainda assim o menor objeto observável teria cerca de 24,51 metros, bem maior que um jipe com cerca de 2 metros de comprimento; para termos a capacidade de “enxergar” um objeto com entre 2 e 3 metros de comprimento na superfície lunar, nosso telescópio deveria ter cerca de 100 metros de diâmetro, o que o tornaria um instrumento gigantesco e impraticável. Nem sequer o Hubble, que consegue fazer belas imagens de objetos situados a bilhões de anos luz, é capaz de tal façanha. Espero que tenha compreendido o por que de eu não poder publicar ou lhe enviar uma foto de objetos deixados na superfície de nosso satélite. Mas com certeza, caso um objeto como o suposto Nibiru, cerca de 4 vezes maior que Júpiter estivesse na órbita de Plutão, por exemplo, certamente, não somente eu, mas todos os astrônomos e principalmente agências espaciais já o teríamos visto.

            Márcio A Silva – físico e astrônomo amador

    2. O que me deixa muito intrigado, é a forma de como o nosso amigo Márcio é persistente em dizer que o planeta Nibiru não existe. Não seria mais uma forma de tenta encobrir algum fato que está por vir?

      1. Não. Provavelmente é porque ele é bem informado e sabe que seria impossível esconder um planeta da comunidade astronômica mundial. 😛

      2. Meu caro amigo Cleuton, primeiramente gostaria de me apresentar: sou formado e pós-graduado em física, sou astrônomo amador, possuo um pequeno observatório particular que mantenho juntamente com alguns amigos colaboradores, todos particulares sem nenhum vínculo com o estado ou qualquer grande organização nacional ou estrangeira. Portanto, nem eu, nem meus amigos que mantemos esse observatório, devemos qualquer subserviência àqueles que supostamente estariam encobrindo a aproximação desse planeta imaginário. Sim, planeta imaginário, pois todas as observações que fazemos, todos os estudos, inclusive com a colaboração de astrônomos independentes de outros países, nos dão a seguinte conclusão: Nibiru, pelo menos da forma como vem sendo proposto, não existe. Eu não teria nenhum interesse em acobertar um fato como esse, caso realmente “algo” estivesse por acontecer. Da mesma forma, acredito que a grande maioria senão todos aqueles que trabalham de forma independente como eu, mundo afora, também não teriam esse interesse. Pode ficar tranquilo que se algum dia eu descobrir alguma anomalia no sistema solar, eu darei o alerta, pois acredito que qualquer pessoa teria o direito de saber o que a espera e se poderia fazer algo para se proteger e aos seus. E, sinceramente, eu não acredito que caso isso venha a ocorrer, o que considero totalmente improvável, algum “homem de preto”, venha bater em minha porta com ameaças ou uma tentativa de suborno para que eu fique de boca fechada. Eu até gosto de um filme, um livro ou um documentário sobre conspirações e até acredito que uma ou outra pode até existir, mas daí a calar milhões de pessoas e esconder a aproximação de um planeta gigante, eu acho um pouco demais para qualquer governo ou sociedade secreta. Até por que se algo assim acontecesse bastaria qualquer pessoa olhar para o céu e ver o que estivesse chegando. Bilhões em todo o planeta fariam isso. Mas não estou falando de flares das lentes das câmeras ou montagens. Estou falando de realmente ver a olho nu esse suposto planeta.

      3. Meu caro amigo Cleuton, primeiramente gostaria de me apresentar: sou formado e pós-graduado em física, sou astrônomo amador, possuo um pequeno observatório particular que mantenho juntamente com alguns amigos colaboradores, todos particulares sem nenhum vínculo com o estado ou qualquer grande organização nacional ou estrangeira. Portanto, nem eu, nem meus amigos que mantemos esse observatório, devemos qualquer subserviência àqueles que supostamente estariam encobrindo a aproximação desse planeta imaginário. Sim, planeta imaginário, pois todas as observações que fazemos, todos os estudos, inclusive com a colaboração de astrônomos independentes de outros países, nos dão a seguinte conclusão: Nibiru, pelo menos da forma como vem sendo proposto, não existe. Eu não teria nenhum interesse em acobertar um fato como esse, caso realmente “algo” estivesse por acontecer. Da mesma forma, acredito que a grande maioria senão todos aqueles que trabalham de forma independente como eu, mundo afora, também não teriam esse interesse. Pode ficar tranquilo que se algum dia eu descobrir alguma anomalia no sistema solar, eu darei o alerta, pois acredito que qualquer pessoa teria o direito de saber o que a espera e se poderia fazer algo para se proteger e aos seus. E, sinceramente, eu não acredito que caso isso venha a ocorrer, o que considero totalmente improvável, algum “homem de preto”, venha bater em minha porta com ameaças ou uma tentativa de suborno para que eu fique de boca fechada. Eu até gosto de um filme, um livro ou um documentário sobre conspirações e até acredito que uma ou outra pode até existir, mas daí a calar milhões de pessoas e esconder a aproximação de um planeta gigante, eu acho um pouco demais para qualquer governo ou sociedade secreta. Até por que se algo assim acontecesse bastaria qualquer pessoa olhar para o céu e ver o que estivesse chegando. Bilhões em todo o planeta fariam isso. Mas não estou falando de flares das lentes das câmeras ou montagens. Estou falando de realmente ver a olho nu esse suposto planeta.

        Márcio A. Silva – físico e astrônomo amador

  18. Nibiru/Hecólubus/Planeta X é 5x maior que Júpiter, e também (NÃO QUERENDO IMPOR RELIGIÃO MAS AOS MEUS MODOS DE VISTA) na camada em que Nibiru está, poderá ser muito mas evoluído que a Terra, ou seja, com criaturas preparadas para enfrentar muito tempo de sol escaldante…Nibiru já interferiu na rota de Netuno e Urano, e irá interferir em coisas no planeta Terra, não será o ”fim dos tempos” mas sim, uma evolução(MEU MODO DE PENSAR, NÃO CRITIQUE MEU MODO PLEASE BITCH!) que nos levará para Regeneração nos livrando de roubos,estupros,assassinatos…Tudo o que é ruim, e isto não acontecerá em um segundo, levará anos para tudo isso…Enfim, este é o meu modo de pensar.Cada um tem a sua opinião!

      1. Não é por nada… mas um louco chamado Raul Seixas, em uma música chamada “Todo mundo explica”, em determinado trecho diz: “O que é que a ciência tem?; Tem lápis de Calcular!; O que mais a ciência tem?; Borracha pra depois apagar!!!
        Tanto que a alguns anos atrás, para a ciência, buracos negros não existiam, eram apenas uma teoria ou motivo de piada, e hoje, a própria ciência admite que eles existem.
        Sobre Niburu/Hercólobus/Planeta X, eu não digo nem que existe e nem que não existe, mas algumas evidências remotas afirmam que a terra passa por grandes cataclismas a cada, aproximadamente, 15 milhões de anos (em um destes casos foram extintos os dinossauros), e quem pode me provar que estes cataclismas não foram influênciados por algum fenômeno fora da terra? A ciência acredita na queda de um grande asteróide, mas analisando friamente, olhe para a nossa lua e veja suas crateras… se alguma coisa tivesse atingido a terra teríamos que ter uma cratera gigante como evidência, fato é que a única cratera que acham que possa ser o vestígio desta colisão é a cratera de Chicxulub, mas perto das crateras existentes na lua, acredito que essa é muito pequena para causar tamanha aniquilação.

        1. A ciência trabalha com dados e experimentos e não é dona da verdade absoluta, por isso algo que no passado não era tido como plausível, hoje depois de experimentado com novas técnicas, pode ser comprovado. Isso se chama evolução. A ciência também evolui. Aquelas pessoas que criticam a ciência, parecem se esquecer de que todo o avanço que temos hoje no mundo, seja na medicina, seja na informática, seja nos transportes, seja em qualquer campo, é fruto da ciência e não de superstições, crendices ou seja lá o que for. Com relação à Lua possuir várias crateras e a Terra, aparentemente nenhuma, ou quase nenhuma, a explicação é simples: nosso satélite natural não possui uma atividade geológica intensa como a Terra, não passando pelo processo de transformação de sua superfície causado pela tectônica de placas e não possui uma atmosfera ativa com um intenso ciclo hidrológico. Tudo isso somado, apagou a maioria dos vestígios de impactos que a Terra já sofreu mas que estão totalmente preservados na superfície lunar.

  19. O assunto Nibiru, Hercólubus ou o que quer que seja (embora alguns digam que se trata de corpos diferentes) circula pela internet há um bom tempo e ganhou ênfase com a chegada do ano de 2012, porém este passou, já estamos no final de 2014 e nada do que fora “previsto” ocorreu. Circularam notícias dando conta de que uma ex-funcionária da NASA havia previsto a chegada desse corpo massivo aos arredores da Terra no final de 2013 e que o cometa ISON traria enormes transtornos ao planeta nessa mesma época e mais uma vez nada ocorreu. A explicação é simples: nenhum corpo desse porte ronda nosso planeta! Para quem entende um pouco de física e astronomia fica evidente que se algo tão massivo atravessasse o sistema solar dessa forma, esse seria completamente desmantelado, pois as forças gravitacionais envolvidas perturbariam de tal forma as órbitas planetárias que praticamente nada estaria mais no lugar. Um planeta relativamente pequeno como a Terra poderia ser arrancado de sua órbita, expulso do sistema ou arremessado contra o Sol facilmente caso um corpo, de acordo com alguns de seus crentes, quatro vezes maior que Júpiter, passasse raspando pela mesma. De acordo com algumas teorias, esse evento ocorreria a cada 3.600 anos aproximadamente e ainda que a Terra não fosse arrancada de sua órbita, certamente seria bombardeada por asteroides e cometas arremessados contra a mesma, como ocorreu há cerca de 4 bilhões de anos quando Júpiter e Saturno entraram na ressonância de 2:1, no evento conhecido por intenso bombardeio tardio, literalmente provocando uma sessão de tiro ao alvo contra os planetas internos. Isso certamente causaria extinções em massa e com um intervalo de tempo tão curto entre elas, apenas 3.600 anos, a vida não teria tempo hábil para se recuperar, e acabaria se tornando inviável no planeta. Basta ver o tempo que a Terra levou para se recuperar das extinções Permo-Triássica e K-T, por exemplo, para que isso fique evidente. Portanto, sem querer desmerecer Zecharia Sitchin, ou qualquer outro estudioso do assunto, Nibiru, da forma que vinha e ainda vem sendo pregado, é totalmente improvável.

    Márcio A. Silva – físico e astrônomo amador

  20. o interesante é que zacharias citing éra consultor da nasa e o iraque foi invadido para se pegar os artefatos sumerios, e locais que aparecem no google, o que realmente tem lá ??? mais de 20 paises inimigos para nós lá estão unidos, uma frota de mais de 100 navios de guerra com super tecnologia, ha! é só para casar piratas, mortos de fome e com umas langhas antiquadas, é tudo verdade???

    1. Sitchin nunca foi consultor da Nasa. Isso é mais um boato que usam para dar credibilidade às teses estapafúrdias dele. Achar que o Iraque foi invadido para que os americanos pegassem artefatos sumérios é bem imaginativo. E no Afeganistão, os EUA foram pegar o quê? Salgadinhos babilônicos?

      1. Hããã. Da última vez que eu li os EUA tinha ido lá “proteger” os poços de petróleo (muito mais lucrativo$$$ que um planetão que nunca chega, que trem demorado sô. 3600 anos levam tanto tempo assim?) e “levar democracia” pro povo sofrido.
        Acho que nem uma nem outra coisa funcionou muito bem, haja vista o Estado Islâmico aprontando o que apronta lá.
        Isso sem falar que museus britânicos e estadunidenses estão abarrotados de tabuinhas de barro sumérias/babilônicas. Pra que ir buscar mais?

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