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Salvador Nogueira é jornalista de ciência e autor de 11 livros

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A melhor imagem do cometa Ison

Por Salvador Nogueira

E aí, conseguiu ver o cometa Ison no final de semana? O Mensageiro Sideral não foi agraciado com um horizonte leste sem nuvens em São Paulo e ficou a ver navios. Mas o mesmo não pode ser dito do astrônomo amador britânico Damian Peach.

O cometa Ison fotografado por Damian Peach em 15 de novembro

Curtiu? Essa foi a imagem que ele obteve do Ison na última sexta-feira, 15 de novembro, depois que o cometa passou por um súbito aumento de atividade e de brilho. A cor esverdeada deu lugar ao azul, e diversos focos ativos podem ser observados (resultando nessa cauda múltipla). “Difícil acreditar que este é o mesmo cometa da minha imagem de 10 de novembro”, disse Peach. Veja a imagem a que ele se refere.

O mesmo cometa, fotografado por Peach com o mesmo equipamento, cinco dias antes

A nova foto é tão bonita que está sendo celebrada por Ignacio Ferrín, da Universidade de Antioquia, na Colômbia, como possivelmente a melhor. (Ferrín anda comendo seu chapéu com molho pardo, uma vez que suas previsões de destruição precoce do cometa não se concretizaram até agora. O site dele tinha até uma contagem regressiva para a desintegração do objeto, que no momento está zerada…)

Depois do aumento de brilho, o cometa passou a ser visível a olho nu (no momento, magnitude +5,3), mas no limite da capacidade humana. Isso significa que o céu precisa estar bem limpo e você precisa de visão perfeita para percebê-lo. Ainda é recomendável procurá-lo com o auxílio de binóculos.

Os próximos dois ou três dias podem ser a última chance de vê-lo com seus próprios olhos. Depois disso, o objeto estará muito próximo do Sol no céu para ser observado. Sua aproximação máxima com a estrela, chamada de periélio, acontece no dia 28 de novembro, e ninguém sabe se ele sobreviverá ao intenso calor e aos poderosos efeitos gravitacionais de passar a pouco mais de 1 milhão de km da estrela.

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