Planetas com dois sóis são comuns

O Universo é ainda mais interessante — e propício ao surgimento da vida — do que se supunha até agora. Um novo estudo feito por astrônomos americanos acaba de demonstrar que planetas que têm dois sóis são extremamente comuns, talvez até mais prevalentes do que os sistemas planetários em torno de estrelas solitárias, como o nosso Sol.

Concepção artística de Kepler-16b, um planeta que já sabemos ter dois sóis
Concepção artística de Kepler-16b, um planeta gelado do tamanho de Saturno que sabemos orbitar dois sóis.

É uma surpresa, porque até bem poucos anos atrás imaginava-se que a presença de duas ou mais estrelas girando em torno de um centro de gravidade comum em geral inibisse o surgimento de sistemas planetários estáveis. O novo trabalho, produzido com dados do telescópio espacial Kepler combinados a observações feitas em terra, sugere outra coisa. Aparentemente, a chance de encontrar um planeta em torno de uma estrela solitária, como o Sol, é praticamente a mesma de achá-lo ao redor de um astro duplo.

“É interessante e empolgante que sistemas de exoplanetas com companheiros estelares sejam muito mais comuns do que se acreditava até uns poucos anos atrás”, afirmou Elliott Horch, da Universidade Estadual do Sul de Connecticut, nos Estados Unidos, primeiro autor do trabalho, aceito para publicação no “Astrophysical Journal”.

Como cerca de 40% a 50% de todas as estrelas na Via Láctea são binárias, o trabalho permite duas conclusões importantes: a primeira é a de que o Universo é na verdade muito mais amigável à formação de planetas estáveis — e, portanto, ao surgimento da vida — do que antes se imaginava.

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A segunda, apenas aparentemente desanimadora, é a de que ainda temos que comer muito arroz-com-feijão para compreender em detalhe os processos que levam à formação de sistemas planetários nas variadas arquiteturas observadas lá fora. Mas isso na verdade é razão para festa entre os astrônomos. Em ciência, o prazer do desafio está nas dúvidas, não nas certezas.

Afinal de contas, quem diria, alguns anos atrás, que um planeta com dois sóis, como o fictício Tatooine (lar de Anakin e Luke Skywalker na saga “Star Wars”), seria tão comum na Via Láctea quanto planetas como a Terra, orbitando um Sol solitário? É uma surpresa, e das boas.

A DESCOBERTA
O primeiro passo do trabalho americano foi escolher cerca de 600 estrelas observadas pelo Kepler que tinham algum sinal de planetas ao seu redor. O satélite detectava esses indícios na forma de uma pequena redução momentânea de brilho da estrela (como se um planeta estivesse passando à sua frente, bloqueando parte da luz). Nem todos são mesmo planetas, mas sabe-se que os falsos positivos equivalem a cerca de 10% do total.

É importante mencionar que o Kepler detecta apenas uma pequena fração de todos os planetas existentes na região do céu para o qual ele está apontado, que por sua vez corresponde a apenas 0,25% de toda a abóbada celeste. Somente aqueles sistemas planetários que estão alinhados de modo que o planeta passe à frente da estrela em nossa linha de visada acabam identificados.

Pois bem, o grupo pegou essas 600 estrelas com potenciais planetas e as observou, usando para isso telescópios em solo, com uma técnica relativamente recente chamada de “speckle” (algo como “salpico”, em português). A ideia é registrar muito rapidamente a luz dessas estrelas, abrindo e fechando a captação em uma fração de segundo, de forma a coletar a menor quantidade possível de fótons (partículas luminosas). Por quê? Se você capta muita luz, as estrelas — brilhantes como são — “estouram” seu brilho na imagem e você não consegue enxergar se o astro é solitário ou tem algum companheiro estelar menos brilhante próximo. São obtidas várias imagens, que depois são combinadas e processadas numa só por um sofisticado programa de computador. Com o “speckle”, é possível identificar que estrelas são binárias.

Dos 600 objetos observados com essa técnica nos observatórios Gemini Norte, no Havaí, e WIYN, em Kitt Peak, no Arizona, os astrônomos conseguiram detectar 49 que muito provavelmente são estrelas duplas. Em paralelo, eles rodaram simulações para descobrir que percentual das estrelas duplas seriam detectadas pelo método (nem todas seriam, dependendo da distância entre os astros ou da possibilidade de um estar à frente do outro na captação da imagem). Juntando as duas coisas, eles chegaram à conclusão de que tanto faz se a estrela é solitária ou dupla — a chance de haver planetas ao seu redor é aproximadamente a mesma.

NOVAS INCERTEZAS
O resultado também é um ótimo exemplo de como é complicado caracterizar os sistemas planetários com precisão, diante das poucas informações que temos.

O tamanho do planeta detectado, por exemplo, é estimado com base no quanto da luz da estrela é bloqueada — ou seja, da relação de proporção entre o diâmetro da estrela e do planeta. Contudo, se de repente descobrimos que o astro é duplo, e não simples, tem mais luz vindo na nossa direção do que antes imaginávamos. Com isso, o planeta tende a ser maior do que a estimativa original.

Outra coisa é que, se a estrela é dupla, fica difícil saber em torno de qual das duas estrelas — ou, se bobear, em torno de ambas — o planeta está girando.

Por isso a importância da complementaridade das diversas técnicas de detecção e estudo de exoplanetas. É como se, a cada sistema planetário, os cientistas estivessem montando um quebra-cabeças diferente. E por vezes ter só uma parte das peças não permite que a gente veja que figura ele vai formar.

Não é à toa que o Mensageiro Sideral considera esta uma época especial na história da humanidade. Estamos, devagar e com cuidado, começando a compreender toda a grandeza criativa do Universo. E a era das grandes descobertas está apenas começando. Os próximos anos serão de arrepiar.

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Comentários

  1. Existem sistemas com mais de dois sóis no Universo e certamente as órbitas mais estáveis para qualquer planeta que orbite tais sistemas são aquelas que estejam muito longe do conjunto das estrelas principais do sistema. Um planeta assim, “enxergaria” o campo gravitacional das estrelas centrais como provindas de uma só estrela. Mas se houvessem sistemas onde algumas estrelas estivessem muito longe do centro de gravidade ao ponto de não interferir significativamente em qualquer planeta mais próximo do centro, este poderia encontrar uma órbita estável entre o centro e as estrelas mais distantes, mesmo que esta órbita seja “caótica”.

    1. Sistemas binarios criam ciclos de luz solar que dificultam o surgimento da vida, bem como como o sol interage de forma previsivel criando o clima mundial, com dois sóis a instabilidade é certa.

      1. Mas temos apenas um modelo conhecido, que é o nosso, quem sabe vida não pode surgir em lugares onde o fluxo de radiação varia constantemente. A vida já nasceria adaptada a condições tão distintas das nossas.

  2. Impossível não lembrar do filme “Solaris (1972)” de Andrei Tarkovsky. Fica a dica do livro homônimo (1961) de Stanisław Lem, no qual foi baseado o filme.

  3. Às vezes me sinto uma minúscula formiga diante do mar… curiosa para saber o que há do outro lado, mesmo sem ter a mínima noção da distância a percorrer, de como fazer essa viagem, e do tempo que ela levaria. O universo me fascina pela imensidão, pela variedade de corpos celestes, pela infinidade de possibilidades e mais ainda pelo pouco que sabemos. Acredito muito em vida fora do nosso planeta, e vida inteligente, porque não? O problema é a formiguinha atravessar o oceano sendo q mal consegue contornar uma gota d’água. Como vencer essa distância, se ela mal consegue ver um palmo humano à sua frente. O jeito é olhar, mas os olhos da ciência só enxergam centímetros galácticos focando num milímetro desse céu imensurável… Essa nossa pequenez é incômoda e nos deixa impacientes, ao mesmo tempo em que nos enche de sonhos e esperanças. Sou leitor desse blog e das ideias do autor, que não deixo de ler. Como a formiguinha, vejo q temos um caminho muito grande à frente… e a ciência está ao nosso lado.

    1. Gostei. Por isso é que precisamos ser humildes. Enquanto a Ciência ainda não desvenda os mistérios da criação, que tal a gente fazer coisas úteis e boas para nos sentirmos bem com nossa consciência. Um abraço.

    2. Nós estamos muito mais distantes que as formigas. Pra uma ou algumas delas atravessarem o oceano não é tão difícil quanto você pensa. 🙂

      E contornar uma gota é muito fácil pra elas também.

    1. Não, Nibiru continua tão instável como de costume. Não sei se você reparou, Júlio, mas nada mudou para ele. O Sol continua sendo uma estrela solitária. E outra: o que torna Nibiru instável é a órbita dele no Sistema Solar — com Júpiter num trajeto quase circular. Se ele estivesse sozinho no sistema, não haveria problema. 😉

        1. O satélite WISE procurou por ela, mas não achou de jeito nenhum. É altamente improvável que Nemesis exista.

          1. O que tu acha daquele asteroide que os astrônomos da Universidade do Tennesse dizem que poderá colidir com a Terra em 2880, justamente na mesma época em que, existindo, está previsto o retorno de Nibiru por esses lados.

    2. planetas errantes e gigantes gasosos podem estar além dos limites do sistema solar, mas nada disso é o planetinha nubutudofiofo porque algo desse tipo não permite que vida evolua tanto como a nossa, são densos demais e frios, mesmo algum rochoso seria tão gelado que toda a sua atmosfera seria petrificada em baixas altitudes.

      um planeta errante é inabitável, sempre. Seria mais lógico fugir do planeta do que permanecer nele, além disso, somente em sistemas em formação é que planetas podem ser lançados para fora do sistema, nesses momentos a vida ainda estaria longe de acontecer e dependeria de condições favoráveis, coisa que planetas errantes não possuem.

      além do mais, Júpiter e até Saturno dariam um sarrafo em qualquer nubutudofiofo que tentasse cruzar com eles, seria um tremendo desastre e o fim dos infelizes desabitantes de nubutudofiofo.

      e a companheira do Sol é cada vez menos provável, talvez uma anã marrom muito distante e sem influência significante. Mesmo assim, seria apenas uma anã marrom errante, coisa morta.

  4. a ciencia nao sabe nem como manter os cabelos na cabeça cabeça das pessoas, prova é tantos carecas, ou curar uma simples gripe, imagina quem perde tempo acreditando em tamanhas idiotices, prova disso é que a LUA comparada aos outros astros estaria ali no quintal de casa e ainda possui muitos misterios agora os cientista ve contar historinhas de milhares de anos luz, faça-me o favor nao tem o que fazer mesmo.

    1. Você subestima a ciência. Há vacina para a gripe e implante para os carecas. O que falta é dinheiro (para vacinar todo mundo e para acabar com todos os calvos), não tecnologia.

  5. Quando assisti Star Wars e vi o sistema com dois sóis, achei que isso já era sabido pela Ciência. Muito legal saber que a cada dia os Homens vão desconbrindo as coisas maravilhosas que Deus criou. Fico arrepiado e fascinado com tudo isso. Adoro saber de tudo isso, apesar de me sentir bem ignorante no assunto ainda.

    1. Ok, deus criou, mas porque criou se o que ele queria era criar vida na Terra?
      Criou só para dar emprego para astronômos no futuro? 😛

      1. Creio que existe vida em tudo e em toda parte. Mesmo nos lugares mais inóspitos. Claro, vida diferente da que conhecemos. Mas te entendo. Há que termos muita humildade, pois sabemos muito pouco ainda. Mas vamos chegar lá algum dia.

        1. Crê em deus, crê que ele criou o universo, crê que existe vida em todo lugar….

          Haja crença nesse mundo viu!

  6. Em um sistema binário a radiação solar seria muito maior assim dificultando e muito a vida como nos conhecemos

    1. Nada a ver. O aumento de radiação pode ser compensado pelo aumento da distância do planeta, e se forem duas estrelas anãs vermelhas mesmo juntas elas emitem menos radiação que o Sol. O Kepler-16 b representado acima, por exemplo, tem uma anã laranja e uma anã ver,elha, as duas menores que o Sol.

        1. Acho que não. Talvez estreitasse, pela variação de incidência de radiação. Nunca vi análises de zona habitável de estrelas duplas com distância intermediária entre elas.

        2. Sim, aumentaria a Zona habitável porque o efeito do giro dos dois sóis tornaria a faixa mais borrada para perto e para longe, mas leia também que é diminuída a probabilidade de um planeta existir nesta zona, porque a estabilidade é encontrada em dois sóis distantes com planeta perto de um sól ou em dois sóis próximos com planeta longe do dueto e orbitando o centro de massa (compreenda isto relendo o texto).

  7. Que fantástico! Certamente estamos no limiar de uma grande descoberta! Mal posso esperar para encontrarmos um “tatooine” por aí (earth-sized circunbinary planet).

    1. No aguarda de uma tecnologia revolucionaria, que nós permita ter um entendimento ainda maior do que a atual, ou quem sabe até podermos visitar um desses planetas de alguma forma ou até mesmo surpreendidos com vida extraterrestre !

  8. Olha me desculpe, mas novamente vemos o mesmo blá, blá, blá de sempre. Não sabiam disso até alguns anos atrás, não sabiam daquilo até poucos dias, não sabem o que ocorre agora, e por ai vai, ou seja, são teorias ou adivinhações jogadas ao acaso, já que ninguém pode contestar e dizer que é tudo mentira. Veja o exemplo do calculo que diz quanto de matéria tem no Universo, se não sabem quantos planetas existem, não sabem quantas estrelas existem, não sabem quantas galáxias, aglomerados, nem o próprio tamanho do universo com 100% de certeza, como é que querem vir com a conversinha de encher linguiça de dizer que tem X de matéria clara, escura, cor de rosa, verde limão, etc… como já disse, novamente o mesmo blá, blá, blá, pra vender livro.

    1. John, e eu volto a repetir: é assim que a ciência funciona — hipótese-teste-corroboração ou refutação-hipótese aprimorada-teste-corroboração ou refutação… E com isso, a cada momento, chegamos mais perto da realidade, sem nunca capturá-la de forma absoluta. Funciona.

    2. Amigo,tudo ainda muito cedo para termos certezas.Mesmo as certezas científicas se forem detalhadas,você com certeza não conseguiria entender muitas coisas,pois acredito que uma vida é muito pouco para aprender tudo.
      Certeza que temos é apenas que existem muita gente estudando e dedicando-se a desvendar algo em um pequeno espaço comparado ao infinito universo.

    3. John, lembra de um cara chamado Galileu, que quase virou churrasco enquanto apoiava o Heliocentrismo? Acabei de ver nas suas palavras algo da Santa Inquisição. Será que o heliocentrismo está certo então? As pesquisa evoluíram e novas descobertas foram feitas. Buscamos compreender novos universos com novos equipamentos e novas técnicas.

    4. É a mesma conversa da inquisição, na época de Galileu!!! Incrível!

      Este tambem adora ser o centro do universo!

  9. Como na Bíblia existem varias citações que no final dos tempos teremos varios sinais vindos dos ceus, e como ja foi visto a possibilidade de uma estrela proxima explodir criando entao dois sóis, o mundo cientifico principalmente vindo dos EUA , numa tentativa desesperada de por em descredito a fé, ja estao plantando nas mentes a naturalidade de tal evento.

    1. Aff. Fé demais não cheira bem. Ciência explica, ou tenta, o que a fé afirma, só pela fé. Sem fundamento algum.

    2. Não tenho nada contra a Bíblia e pouco a favor (por causa do valor histórico!) Mas não tá na hora deste pessoal crescerem e largarem esta cartilha?

      Não estamos mais na idade média para considerar este livro primordial! O mundo mudou e evoluiu. O que está escrito nele já é primitivo (Apesar que alguns espertinhos adorar usá-lo para estorquir tesouros).

      A ciência é primordial, temos muito que aprender sobre o universo!!!!

      Ai sim saberemos a nossa origem.

  10. A insanidade continua. É admirável a tenacidade desses pesquisadores mas, infelizmente para eles, todo esse “trabalho” é inútil. Os próximos anos vão “arrepiar” apenas quem perdeu o tempo precioso de sua vida procurando fantasminhas esverdeados pelo Universo afora.

    Teremos apenas a constatação, já sobejamente conhecida dos Teólogos e Estudiosos do Grande Livro, de que não existem outras civilizações no Universo além da nossa. Deus fez o Homem à sua imagem e semelhança para que ele reinasse sobre todo o Universo.

    “…mas nestes últimos dias falou-nos por meio do Filho, a quem constituiu herdeiro de todas as coisas e por meio de quem fez o universo.”

    (Hebreus 1:2)

    1. Não me admiro acerca do teu comentário.Trazer a tona um texto da era que nem sequer uma simples caneta esferográfica tinham……. Fazer o que né!????
      Querer comparar uma ciência ou melhor,pessoas que dedicam suas vidas em prol do conhecimento,pautado no que de melhor temos hoje em dia de tecnologias!
      Sem mais comentários….

    2. Meu caro, preferes fechar os ouvidos a razão e antes acreditar que Deus seria tão egoísta e tão limitado a esse ponto. O universo está cheio de vida por toda a parte. Na hora certa, e quando estivermos mais preparados, poderemos ter contato com eles. Talvez, demore ainda muitos séculos mas, quando for da vontade Divina, irá acontecer.

    3. O pior dos sedentos pelo Apocalipse, o maior dos preguiçosos mentais… É o grande Apolinário Messias, aquele que vomita a Bíblia todos os dias e quer a que gente engula o vômito.

        1. Muito engraçado. Hehehehe…. Só que até o “Malvado Favorito” tinha um coração bom e meio que se regenerou no fim das contas. Este daqui, não tem jeito.

      1. Gostaria de informar a alguns indigentes intelectuais que frequentam este blog que ninguém pode estar “sedento pelo Apocalipse” pois este evento já ocorreu há mais de 2000 anos e portanto claramente ele não pode significar o “fim do mundo”.

        Essa interpretação errônea é muito comum na literatura rastaquera que domina o cinema, as histórias em quadrinhos e toda a subcultura ocidental. Sim, “O livro da revelação”, como é usualmente chamado, que foi ditado por JESUS em pessoa e transcrito pelo Apóstolo João, é talvez a obra mais importante de TODA A HISTÓRIA DA HUMANIDADE pois representa a vitória do BEM sobre o MAL.

        Seus desdobramentos são inúmeros, sua influência na cultura ocidental é avassaladora e suas interpretações são discutidas até hoje. A mensagem principal é que a natureza não muda, ou seja, não há de fato um fim do mundo, mas um mundo novo, um conserto dele, ocorrendo de maneira cíclica com o passar das Eras.

        O meu pequeno resumo não faz jus a grandeza dessa obra mas, mesmo assim, acho que pude levar um pouco de Luz nas trevas.

        “Ele enxugará dos seus olhos toda lágrima. Não haverá mais morte, nem tristeza, nem choro, nem dor, pois a antiga ordem já passou”

        (Apocalipse 21:4)

        1. Ele respondeu! Milagre! Ele respondeu! Agora eu acredito no Apolinário! Só que não, o milagre não está completo.
          Mas isto não muda o fato de que muitas seitas cristãs e muitos seguidores vivem citando o Apocalipse e dizendo que ele vai acontecer agora neste início de século. Só pelo que me lembro, já foram uma ou duas dezenas de datas “calculadas”, outras que surgiram a partir de crendices e outras que vieram de medos de fenômenos naturais. A cada fenômeno natural que as pessoas desconhecem, lá vem um monte de fanáticos mostrar seus medos mais primitivos, alterando a natureza do fenômeno e dizendo que “são os sinais dos tempos”. Isto é culpa dos analfabetos científicos que andam a predominar nas listas de discussões sobre qualquer assunto do gênero. Eles querem impor suas crendices como se fossem verdades científicas e ninguém mais aguenta eles, só gente como eles mesmos.
          E sobre o livro do Apocalipse, há 2000 mil anos ele nem existia, ninguém sabe quem o escreveu e nem a data exata se conhece. Os fanáticos afirmam que ele foi escrito por Jesus, outros afirmam que foi João que escreveu anos depois, mas historiadores sérios e pesquisadores cristãos dizem que ele foi escrito na sexta década do primeiro século como uma forma de unir a igreja de Roma contra os inúmeros profetas e heresias que andavam em moda nas mais diversas regiões do mundo cristão e algumas religiões pagãs da época. Ele foi revisado no terceiro século. Mas até Lutero, Calvino, Knox e outros foram acusados de serem o “Anticristo” nas épocas onde eles surgiram. Se não me engano, não tenho certeza, Lutero contestou o tal livro e disse que ele não era o Anticristo, mas alguém da própria igreja o era. Em todo o caso, se fossem usar a lógica da Igreja Católica daquela época, todos os crentes de todas as denominações fundadas depois do Protestantismo seriam seguidores do Anticristo. (Acho que o Edir Macedo ganharia disparado a eleição para o cargo de Anticristo nos dias atuais.)

        2. Cara, um mundo perfeito, seria, quando não existisse mais religiões, guerras e diferenças sociais.

          Mas voltando ao tema do mundo, vai sim haver grandes mudanças, como sempre houve! E conforme as reviravoltas e fases do nosso planeta, a extinção é inevitável!

          Já é provado que o nosso planeta tem vários ciclos e mudanças, como já aconteceu antes.

          Em vez de você ficar ai paparicando o seu Deus, faça você mesmo a sua parte! Plante uma árvore, trabalhe em prol da natureza, proteja os animais, não jogue lixo no meio ambiente, pois tudo que resta neste planeta está acabando!

          O dia em que esta terra resolver pedir tudo de volta, nem o seu Deus dará jeito! Ai sim o seu apocalipse estará feito!

          Lembro de parte de uma música!

          “Não adianta ir a igreja rezar e fazer tudo errado”!

  11. Salvador

    Você me parece lúcido, conhecedor do assunto e não preconceituoso. Congratulações.

    Sou criacionista, mas entendo que muitas “convicções”, tanto de um como de outro lado, são meras suposições ou equívocos. Bom se todos se unissem em paz e harmonia, com o propósito de promover ol avanço do conhecimento, com sabedoria.

    1. Para o carlos Franco Rosa,

      Tomo a liberdade de comentar seu escrito, para que você conheça a visão de outras pessoas.

      No meu caso, agora aos oitenta anos, tendo passado por todas as fases possíveis, iniciando como fundamentalista e pregador, sinto-me bem à vontade para expressar-me.

      Você escreveu: “”Você me parece lúcido, conhecedor do assunto e não preconceituoso. Congratulações.””.
      Meu ponto de vista: sim, assim Salvador é. Como todo cientista. Nenhuma novidade. Os verdadeiros personagens da Ciência são lúcidos, humildes e lógicos. É condição sine qua non para os cientistas honestos.

      Você escreveu:””Sou criacionista, mas entendo que muitas “convicções”, tanto de um como de outro lado, são meras suposições ou equívocos.””
      Meu ponto de vista: Não. As convicções da Ciência são fundamentadas, testadas e provadas. Há sim verdades estabelecidas e absolutas na Ciência. Por exemplo a Matemática, a resistência dos Materiais, as fórmulas da Dinâmica, da Cinemática. A força da gravidade ao nível do mar no ponto especificado, a resistência à ruptura do aço SAE 1020. Qualquer cálculo de trajeto, distância e velocidade feito hoje, será igual, idêntico em seus conceitos e formulações a qualquer outro a ser feito nos próximos milênios. Onde a Ciência supõe e prevê algo duvidoso, ela tem a humildade de chamar de Hipótese, algo a ser questionado, revisado provado, testado. Há sim muitas e muitas hipóteses na fronteira da Ciência. Mas isto não tira a validade plena e absoluta das Teorias já solidificadas e exaustivamente provadas.
      No entanto, se você acredita que na religião há suposições e equívocos, você duvida da santidade e divindade da sua fé. No nível Divino não há como ter suposições ou equívocos.

      Você escreveu:”” Bom se todos se unissem em paz e harmonia, com o propósito de promover o avanço do conhecimento, com sabedoria.””
      Meu ponto de vista: Não. Não posso me unir a crenças que dizem que se você está doente, vá orar. Isto é assassinar os doentes. Não posso me unir a crenças que dizem claramente que a mulher tem que calar a boca nos templos. Isto é massacrar a inteligência de metade da humanidade. Não posso aceitar entidades que afogam todas as pessoas menos uma família. Isto é assassinato psicopata em massa. Não concebo heróis ou reis que nada fizeram além de matar cidades em série, até as crianças e os fetos, para ocupar o lugar geográfico deles. Não concebo uma cidade ser considerada o centro do mundo religioso para certas crenças, sendo que se você ler a história desta cidade verá que foi roubada de um povo e os que a roubaram mataram seus habitantes. Cidade da Paz, cuja origem foi roubo e assassinatos. E muitíssimo mais.

      Veja que neste blog, alguns enxergam a Divindade impessoal, benigna e a grande Mãe de TODOS. É um bom início.

      Sugestão, leia com os olhos da Inteligência os seus livros religiosos e depois leia Friedrich Nietzsche.

    1. Exato.

      Alfa Centauro além de dupla é a mais próxima da Terra, tornando fácil a observação das duas estrelas, mesmo com pequenos telescópios. Mas observar as duas estrelas de Sirius necessita de telescópios profissionais de grande capacidade.

    2. Na verdade, Sírius pertence à constelação de Cão Maior. Assim como Alpha Centauri (também chamada Rigil), é uma estrela binária. Canopus, a segunda estrela mais brilhante do céu, é da constelação de Carina. Todas essas estrelas são “Alpha”. É a designação dada à estrela mais brilhante da sua constelação. Aldebaran é a Alpha de Touro, Acrux é a Alpha do Cruzeiro do Sul, Spica é a Alpha de Virgem, e por aí vai…

  12. Isso é deveras interessante mesmo Salvador. Eu tenho um pequeno telescópio de 400 vezes de aumento, e fiquei surpreso quando vi pela primeira vez que a estrela Alpha de Canopus é uma binária. Foi lindo de se ver. Outra é a estrela Sírius, também conhecida como cabeça do diabo. Essa é uma das mais conhecidas pelos antigos, que afirmaram que foi de lá que partiu a civilização para o nosso planeta. Descobriremos mais, sim, cada vez mais.

    1. Tradição esta transmitida pelos Dogon. Povo que habita o Mali e o Burkina Faso, no continente da África. Os dogons do Mali são um povo que vive em uma remota região no interior da África Ocidental.
      Apesar de “primitivos”, possuem conhecimentos interessantes, como por ex. o sistema estelar TRIPLO de SÍRIUS (incluindo pelo menos uma estrela supermassiva que ainda não foi identificada pelos astrônomos) e dos seus períodos orbitais. Os sacerdotes dogons dizem que sabem desses detalhes, que aparentemente são transmitidos oralmente e de forma secreta, séculos antes dos astrônomos surgirem.

  13. Olá Salvador!

    Sabemos que nossa “zona habitável” seria de Vênus até Marte. Nesses sistemas binários a zona considerada habitável seria maior? E a possibilidade de achar planetas rochosos nesses sistemas também é a mesma que sistema com apenas uma estrela?

    1. Luiz, sabemos que sistemas circumbinários são possíveis. O Kepler já descobriu dez deles, e sabe-se que, para cada um detectado, 12 escapam à detecção. Então devem ser comuns também. E a presença de duas estrelas alarga a zona habitável. A última descoberta foi um planeta gigante circumbinário na zona habitável. Se esse planeta tiver luas grandes, elas podem ser habitáveis como a Terra!

      1. Salvador, uma coisa que eu fico me perguntando. Se o satélite Kepler, esta a mais de n mil anos/luz. Como o satélite consegue nos mandar informações tão rapidas. Fico pensando se essa informação vem tão rapida, porque nunca ninguem foi enviado sequer a marte? E o que falta para a humanidade conseguir este feito. Pergunto isso pois creio que o melhor jeito de saber se uma pessoa consegue viver é colocando alguem lá (tp cobaias)

      2. Salvador indo na sua linha de raciocínio. Imaginemos uma lua grande orbitando esse planeta gasoso neste sistema binário na zona habitavel. Essa lua com movimento de rotação igual a da terra e de translação em relação ao planeta. Ela teria 1 dia e duas noites certo? O dia em um lado desta lua quando ela estivesse na frente do planeta em direção aos seus sois e a primeira noite do lado que estivesse em direção ao planeta, e a segunda noite quando a lua estivesse totalmente escondida atrás desse planeta. Isso não mudaria drasticamente a temperatura dessa lua? deixando nula mesmo na zona habitável?

        1. Complementando minha pergunta. *nula a possibilidade de vida ou água liquida mesmo na zona habitável? Pois a temperatura não seria muito baixa?

        2. Luiz Gustavo, estava falando de um planeta circumbinário, ou seja, que orbitasse em torno das duas estrelas. No caso de um planeta que gira só em torno de uma das estrelas, a zona habitável dependeria das circunstâncias específicas, mas a estrela secundária poderia ter efeito mais discreto, algo como o efeito de aquecimento produzido pelo Sol em Urano. 😉

  14. Que espetacular. Salvador, seu blog deveria ser mais conhecido, mais lido do que já é. Fico inconformado como isso tudo não é interessante (ou até desinteressante) para outros. Mas, por outro lado, ao mesmo tempo ponho os pés no chão e lembro de que meus interesses podem não ser os mesmos dos outros. E isso é normal.
    De toda forma, é o melhor blog da internet.

  15. Seria possível haver um sistema solar onde uma estrela pequena orbitaria uma estrela gigante?

      1. Talvez essa estrela pudesse estar coorbitando a estrela maior ao lado de alguns planetas. E essa estrela menor poderia ela mesma possuir planetas em sua órbita. Estou complicando?

    1. As estrelas sempre orbitam o centro de gravidade do sistema e este ponto é calculado levando-se em consideração a soma de todas as massas dos componentes do sistema (planetas ,luas e asteroides inclusive) e suas trajetórias.

  16. Seu novo livro já está venda? Onde encontrá-lo? Deixa te contar uma história. Quando eu tinha mais ou menos uns 10 anos (hoje 37) estava brincando de pique e fui me esconder embaixo de um café no sítio do meu tio. Quando levantei a rama, saiu de dentro do pé uma bola de fogo do tamanho de uma bola de tênis, que era cinza, voava e fazia um barulho de motorzinho de carrinho de fricção. Ela ficou parada como se estivesse olhando para mim e quando tentei pegá-la, saiu voando em linha reta e fazendo esse barulho de motorzinho. Seria uma forma de vida extra ou intraterrestre? Aguardo uma opinião sua…Até mais PS: no mesmo dia contei para o meu tio, mas ele que eu tive uma alucinação…

    1. Gustavo, na minha opinião é um mistério. Pode ser uma alucinação, pode ser algo que veio do espaço. Quanto a intraterrestres, sou mais cético. O ponto é que nunca saberemos. Por isso não dou muita credibilidade à ufologia. É um tema interessante, mas nosso conhecimento evolui muito pouco a partir disso. Meu livro pode ser encontrado nas bancas de jornal e nas livrarias!

  17. Salvador, quando você diz que um exoplaneta pode girar em torno de um dos sóis, como seria isso? Seu plano orbital não passaria entre os dois sóis .. ou passaria? Ou seria “perpendicular” de modo a girar em volta de um só… dessa forma cada um dos sóis poderia ter seus planetas nesse sistema. Putz, desculpe a ignorância mas fico imaginando quais as possibilidades?

    1. Eles podem estar alinhados ou não. Depende da distância em que as estrelas se formaram originalmente. O que vemos em geral é que a variedade de sistemas é muito maior do que se imaginava a priori.

  18. Segundo os seguidores da Biblia, “na casa do meu pai tem muitas moradas” eu acho que aí eles estão prenhes de razão.

    1. Dá uma raiva, ler os comentários e encontrar sempre um cético religioso vindo com opniões falando da biblia… Se eu ou a maioria das pessoas que leem o blog quisessem saber da biblia iriamos a igreja ou em algum blog religioso, e não a um artigo falando de astromomia. Aos falsos religiosos que pregam a mentira diante da sociedade com analogias futeis e inuteis para o nosso cotidiano, vão passar um ano vivendo na selva e depois voltem aqui para comentar a vossa experiencia, pois isso é uma experiencia REAL, q serve muito mais que qualquer analogia idiota.

      1. Calma, amigão, não nos exaltemos, o debate tem que ser inclusivo. Não tenho nenhuma crença religiosa mas acho que a bíblia também faz parte do conhecimento humano.

        1. Não faz não. Aqui não é lugar de pregação de ignorância. Aqui é lugar de busca de conhecimento e não de trevas!

  19. Salvador, esclareça-me uma dúvida sobre os dois sóis de Tatooine, mostrados em Star Wars exatamente do mesmo tamanho, uma das estrelas teria que ser muito maior que a outra, estou certo? Outra coisa, e se hipoteticamente o gasoso Júpiter sofresse uma ignição e virasse um 2º sol, isso afetaria drasticamente a vida na Terra?

    1. Antonio, desconfio que em Tatooine deveriam ser duas estrelas gêmeas (talvez tipo G) como o Sol, e o planeta seria circumbinário, ou seja, giraria em torno das duas estrelas. Assim elas estariam sempre perto uma da outra no céu e a uma distância parecida. Uma coisa interessante é que nesses sistemas circumbinários a zona habitável é maior.

      1. Interessante, mas acredito que pela interação da gravidade das estrelas deveria ser uma zona bastante instável e turbulenta, com muitos objetos grandes – caso existisse um cinturão de asteroides e uma nuvem de Oort como no nosso sistema solar – sendo atraídos pela imensa gravidade para o interior do sistema bi-estelar e bombardeando os planetas. Só uma hipótese de um leigo, apaixonado pelo Universo.

    2. Se, hipoteicamente Júpiter sofrer uma ignição, o que é impossível pois é muito pequeno para manter a reação, então ele teria um evento de emissão de vento solar, como vemos em simulações de novas estrelas, o evento é suficiente para afastar a nuvem que criou o novo sol, então, seria suficiente para tirar planetas da órbita em que se encontram (terra inclusive) nem quero imaginar o que a ducha de radiação faria com a vida.
      Está comprovado que a explosão de etrelas a menos de 20.000 anos luz podem potencialmete extinguir a vida na terra, júpiter está apenas a uns poucos minutos luz.

      1. Mas Júpiter, nessa sua hipótese, não explodiria, apenas “acenderia”. De toda forma, como você mesmo disse, é impossível.

      2. Como o Salvador disse, me referi à ignição mesmo, já que 86% do lindíssimo Júpiter é formado por hidrogênio e 14% de hélio, muito parecido com a do sol. Me lembrei daquela continuidade de “2001- Uma Odisseia no Espaço”, bem meia-boca por sinal, onde o gigante de gás entrava artificialmente em ignição, pra sustentar a vida implantada por aliens numa de suas luas. Não sei se alguém se lembra, era uma hipótese bem interessante, apesar de absurda, que talvez afetasse negativamente a vida na Terra, que ficaria muito mais quente. Sei lá, só uma viagem sci-fi minha..rs

  20. vai ou não achar extraterrestre por ai , pq de planetas ja estão cheio o universo , quero ver um ET, rsrsrsrsr.

    1. Não sou nenhum pesquisador, nem cientista, somente uma pessoa curiosa como ti. Creio que os supostos ETs existam, só que creio que não são iguais aqueles que vemos na TV. Fico me perguntando, como um animal vive nas profundezas do oceano, nos árticos e nos lugares mais altos do mundo e penso, que uma coisa que sempre vejo é que a natureza sempre se adapta, sempre muda. Por este motivo tenho certeza que existe vida em outros planetas, tais como amebas, bacterias, capazes de viver em qualquer ambiente, já humanoide, igual a nós (iguais aos supostos Ets), creio que seja dificil.

  21. Bom dia Salvador!

    Certamente quando você era criança deve ter tentado girar os dedos indicadores em torno de um eixo imaginário; se ambos girarem em mesmo sentido já é difícil então, se girarem em rotações opostas ficam impraticáveis ou pelo menos era assim que eu achava, mas se colocarmos um centro físico para promover os giros, as coisas passam a ficar realizáveis.

    Entendo que as “leis” que regem o universo são muito mais complexas que minhas tentativas de girar dedos, mas intuitivamente queremos imaginar que exista um “centro” de gravidade que atua nas estrelas e também sobre os planetas que giram em torno de uma estrela ou de ambas, tornando o conjunto bem complicado para entendimento de leigos como eu, principalmente se houver múltiplos corpos orbitando cada estrela. As forças da gravidade, repulsão, matéria e energia escura ou outras formas de energia ainda por descobrir, devem atuar para que ocorra um equilíbrio harmônico por algum espaço de tempo até que um dia um corpo “chapado” promova colisões e consequências astronômicas.

    Sinceramente, gostaria de estar vivo e lúcido por mais uns cem anos para ver e entender sobre as descobertas que advirão, mas como será “endless curiosity” sempre haverá continuidades e dúvidas a serem satisfeitas então, terei de me conformar com os fatos disponíveis até o passamento ou que um distúrbio mental me impeça de entender.

    Obrigado pela matéria que nos faz “viajar” por onde jamais nenhum homem nunca esteve.

      1. Quer dizer que o senhor esteve no metrô jardim são paulo para ver a super-lua? se tivesse avisado poderíamos tomar um cafezinho. Moro bem perto.

  22. Muito interessante o artigo, quanto mais descobrirmos sobre o Universo e seus mistérios como exoplanetas que sustentem a vida, a matéria e energia escura, anti-matéria, buracos negros/quasares, big-bang, etc, mais respeitaremos esse nosso planetinha tão judiado, perdido na imensidão cósmica.

  23. fato: não estamos sós. problema: onde estão?
    Simples assim estamos caminhando nas descobertas, quem sabe quando estaremos encontrando nossos primos neste imenso universo. tenho esperança de poder ver isto, ainda em vida. seria uma alegria imensa para min, uma vez que nunca duvidei da existencia de vidas lá fora. Salvador continue nos instigando a ler e acompanhar suas materias que são verdadeiras aulas. belo trabalho!

      1. não complica mané, vc entendeu o que eu quiz dizer.
        seja esperto e tente compreender os comentarios, quem sabe tire algum proveito. o EU vive nos ensinando coisas nas entrelinhas. faça um exercicio mental nos seus parcos neuronios, quem sabe aprende algo.

  24. Salvador, não corremos o risco de detectar falsos planetas, quando em um sistema binário uma estrela passa na frente da outra, haverá uma queda de luminosidade. Não poderia ser interpretado como a existência de uma planeta, quando na verdade não é?

    1. Sim, uma parcela de falsos positivos pode advir disso. Antes de confirmar a existência de um planeta, os cientistas se certificam de que não é esse o caso (usando speckle ou outros meios).

    2. Eu ia perguntar exatamente a mesma coisa:
      “Salvador,
      descobrir planetas pela variação do brilho não pode na verdade estar captando variações de brilho causadas pelo movimento orbital das próprias estrelas binárias? E se estrelas binárias são tão comuns, a margem de erro pode ser grande, não?”

      Como já foi respondida, fica apenas o agradecimento por você ter acordado tão cedo, postar o texto, e agora a gente começar o dia universo a fora. (Nunca vi um blog com tanta rasgação de seda. huahuahua)

      1. Ainda bem, porque muitos comentaristas costumam ser hostis aos blogueiros. Fico feliz de ser exceção. 🙂

  25. É isto que eu acho. Com a nova geração de equipamentos que está para entrar em operação nos próximos 10 anos, nosso potencial de descobertas aumenta drasticamente. Acho mesmo que podemos estar no limiar de descobrir que não estamos sozinhos ou até de confirmar que somos tão raros, que uma outra civilização está muito longe de nós.

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