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Salvador Nogueira é jornalista de ciência e autor de 11 livros

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Depois da tempestade, a aurora

Por Salvador Nogueira

Atenção para mais um boletim do clima espacial: a tempestade solar prevista para atingir a Terra hoje já está interagindo com o campo magnético terrestre e produzindo seu mais belo efeito — auroras.

Aurora registrada no sul dos EUA pelo astrofotógrafo Chris Schur
Aurora registrada na madrugada do dia 12 em Payson, Arizona, sudoeste dos EUA, pelo astrofotógrafo Chris Schur.

Esses fenômenos acontecem comumente nas regiões mais próximas dos polos magnéticos da Terra, onde partículas carregadas do vento solar encontram as altas camadas da atmosfera terrestre. Mas num momento de intensificação de atividade solar, elas podem aparecer mais distantes dos círculos polares.

O astrofotógrafo americano Chris Schur já as registrou no Arizona, estado do sudoeste americano, na divisa com o México! “Primeira aurora aqui durante todo o máximo solar”, destacou, ao se referir ao período de maior atividade de nossa estrela-mãe, num ciclo que dura 11 anos. É nessa época que acontecem as maiores tempestades solares.

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A tempestade dupla (resultado de duas ejeções de matéria ocorridas na superfície do Sol, uma no dia 9 e outra no dia 10) não foi suficientemente forte para provocar qualquer interferência significativa no cotidiano dos terráqueos. Em casos extremos, eventos como esse podem danificar satélites, perturbar o sistema de GPS e afetar redes elétricas em solo.

A primeira onda de partículas chegou na madrugada de hoje, e a segunda acaba de nos encontrar. A Terra ainda estará nas próximas horas passando pela rabeira da corrente de partículas resultante da segunda ejeção, mas é improvável que o evento produza alguma consequência maior.

Exceto, claro, pelo espetáculo das auroras. Ufa.

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