Treinamento em jornalismo científico

Sempre quis trabalhar com divulgação científica? Tem vontade de praticar jornalismo de ciência, mas não sabe nem onde, nem como? Quer ajudar a espalhar conhecimento e pensamento crítico por esse Brasilzão? Seus problemas acabaram!

Folha abriu no último domingo (15) as inscrições para o 3º Programa de Treinamento em Jornalismo de Ciência e Saúde. Os interessados em participar podem mandar suas fichas de inscrição pelo site até o dia 15 de abril.

Clique aqui para se inscrever

A primeira fase da seleção consiste em análise de currículo e uma prova on-line, que será realizada entre os dias 16 a 19 de abril. Os mais bem colocados serão selecionados para atividades e exercícios na sede da Folha, entre os dias 27 a 30 de abril, em São Paulo-SP, como parte da segunda etapa.

O curso, patrocinado pela Pfizer, terá duração de quatro semanas, dos dias 8 de junho a 10 e julho, e é destinado a estudantes ou formados em jornalismo e também graduados em outras áreas que tenham interesse em fazer carreira no jornalismo.

Os trainees do 2º Programa de Treinamento em Jornalismo de Ciência e Saúde, realizado em junho de 2014, realizaram atividades como acompanhar a rotina de repórteres e editores de “Ciência + Saúde”, além de exercícios de reportagem e redação jornalística.

Também tiveram cursos de noções de estatística médica, leitura de “papers”, ética científica e ética jornalística, inglês instrumental para ler artigos científicos e outros.

Todo o processo, além de mais informações sobre o curso, será divulgado no site do Treinamento em Ciência e Saúde.

Comentários

  1. A idéia é ótima, MAS fico surpreso em saber que o patrocínio será de um laboratório farmacêutico. Sabe-se que os laboratórios manipulam os resultados das pesquisas que realizam para aprovar suas medicações. O link abaixo é de uma palestra no TED proferida pelo médico inglês Ben Goldacre (que tb é colunista do British Medical Journal e do jornal The Guardian) revelando os detalhes destas manipulações e fraudes cometidas pelos laboratórios farmacêuticos. A Pfeizer permitirá que esses procedimentos, segundo atesta Goldacre, sejam revelados e discutidos com os trainees? Tenho minhas dúvidas.
    Link do TED: http://www.ted.com/talks/ben_goldacre_what_doctors_don_t_know_about_the_drugs_they_prescribe
    Att,
    Mario Wagner
    Prof. FAMED/UFRGS e PUCRS.

  2. Parabéns à Folha pela iniciativa!

    Só não me inscrevo pela idade e pela falta de condições pessoais de me comprometer de novo com obrigações, horários…

    Sou engenheiro eletrônico aposentado e fiz, sem concluir, Licenciatura em Física na USP, tendo em 2006 feito a matéria semestral de Jornalismo Científico na ECA-USP.

    Acho muito importante essa atividade para o Brasil, nosso analfabetismo científico é abissal.

  3. Salvador, com esse post lembrei do penúltimo parágrafo da sua despedida ao astrônomo Ronaldo Mourão:

    “É difícil dizer por que isso mexeu tanto comigo, mas mexeu. Pode soar presunçoso, mas eu senti que ali ele simbolicamente passava o bastão. Não para mim pessoalmente, mas para a próxima geração de divulgadores. Tenho tentado fazer jus a essa enorme responsabilidade.”

    http://mensageirosideral.blogfolha.uol.com.br/2014/07/26/ao-mestre-com-carinho/

    Parabéns pelas publicações encorajadoras para formar novos divulgadores e quando for passar o bastão, desejo que cada um dos que tiverem oportunidade desse sentimento, ganhem também um Apolinário e centenas de comentaristas com gana de conhecimento.

  4. Salva, uma opinião sua, sem relação com o curso da Folha: é contra ou a favor da exigência de formação superior pra se exercer jornalismo?

    1. Contra. Pura reserva de mercado. Aprendi muito mais trabalhando na Folha do que na faculdade.

  5. Caramba!

    Pensei nisso justamente hoje, em como seria legal de repente abrir um empreendimento social para levar ciência divertida às escolas, colégios e comunidades!!!!

    Pelo visto, ainda bem, tem mais gente pensando nesse sentido.

    ;D

    Valeu, Salva!

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