Mensageiro Sideral

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Salvador Nogueira é jornalista de ciência e autor de 11 livros

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AO VIVO: A primeira visita a Plutão

Por Salvador Nogueira

Nesta terça-feira (14), a sonda americana não-tripulada New Horizons realizou o primeiro sobrevoo de Plutão e seu sistema de luas. Em sua máxima aproximação, marcada para as 8h49, a espaçonave passou a meros 12.500 km da superfície do planeta anão — a distância é menor que o diâmetro da Terra. Mas a emoção da missão teve seu pico na espera da retomada das comunicações após o sobrevoo, às 21h53. Confira a seguir o passo a passo da conclusão apoteótica da viagem a Plutão.

Melhor imagem que teremos de Plutão hoje, obtida antes do início do sobrevoo. (Crédito: Nasa)
Melhor imagem que teremos de Plutão hoje, obtida antes do início do sobrevoo. (Crédito: Nasa)

22h00 – Telemetria indica que a espaçonave está saudável, realizou todas as observações como planejado e tem todos os dados armazenados. Agora começa outra espera — o longo download. Amanhã já chegam as primeiras imagens pós-sobrevoo. E serão espetaculares. Se você achou hoje bacana, não perde por esperar. Isso é exploração. Isso é o espírito humano, em seu melhor momento. Nós conseguimos. Um novo mundo se revela diante da espécie mais teimosa e determinada do terceiro planeta a contar do Sol.

21h53 – CONTATO RECUPERADO! A NEW HORIZONS ESTÁ VIVA! Veja como foi no vídeo abaixo.

21h49 – Quase aqui. Se tudo correu bem, o sinal da New Horizons acaba de atravessar a órbita de Marte, viajando à velocidade da luz, a caminho da Terra. Nosso vizinho avermelhado já recebeu tantas espaçonaves que nem cabe mencionar todas, exceto talvez uma. Exatamente hoje, 14 de julho, completamos 50 anos da passagem da americana Mariner 4 — a primeira sonda a sobrevoar Marte. Veja a imagem que ela mandou em 1965. Um longo caminho na exploração em cinco décadas, hein? E prepare-se, porque agora faltam só mais 4 minutos para a chegada da transmissão de telemetria da New Horizons à Deep Space Network, a rede de radiotelescópios da Nasa. O sinal deve chegar primeiro à antena de Camberra, na Austrália. Ou não. Veremos.

Crateras marcianas, vistas pela sonda Mariner 4, em 1965 (Crédito: Nasa)
Crateras marcianas, vistas pela sonda Mariner 4, em 1965 (Crédito: Nasa)

21h27 – Começa a coletiva da Nasa à espera do whatsapp da New Horizons, dizendo “Cheguei bem”. Sinal é esperado para as 21h53. Dê uma olhada no vídeo acima.

21h16 – Estamos chegando. O sinal deve estar cruzando a órbita de Júpiter, o quinto e maior dos planetas do Sistema Solar. Ele já foi visitado por diversas espaçonaves — a maioria delas de passagem. A única a orbitá-lo foi a americana Galileo. Passaram por lá as Voyagers e a Pioneer 11, mas o voo inaugural foi da Pioneer 10, em 1973. Veja uma sequência de “fotos” da aproximação.

Júpiter registrado pela Pioneer 10, em 1973 (Crédito: Nasa)
Júpiter registrado pela Pioneer 10, em 1973 (Crédito: Nasa)

Bacana, mas não poderíamos passar por esse marco do Sistema Solar sem lembrar que a própria New Horizons já esteve por lá, em fevereiro de 2007, e fez uma série de observações. O objetivo principal era usar Júpiter como um “estilingue” para acelerar a sonda na direção de Plutão. Mas, já que estamos lá, por que não fazer estudos e testar os instrumentos? Saque como a New Horizons “viu” Júpiter.

Júpiter e Io em imagem da New Horizons, em infravermelho. (Crédito: Nasa)
Júpiter e Io em imagem da New Horizons, em infravermelho. (Crédito: Nasa)

20h38 – Se tudo correu bem, neste momento o sinal da New Horizons está cruzando a órbita de Saturno, o sexto planeta. O terreno vai se tornando mais conhecido conforme nos aproximamos da Terra. Recentemente, o famoso planeta dos anéis foi completamente esquadrinhado pela sonda orbitadora americana Cassini, e sua maior lua, Titã, já recebeu um módulo de pouso europeu, o Huygens, em 2005. Antes dessas missões, Saturno recebeu a visita das sondas Voyager 1 e 2, em suas épicas jornadas de descoberta. Mas a primeira espaçonave a fazer um sobrevoo por lá foi a americana Pioneer 11, em 1979. E esta foi uma das imagens que ela mandou de volta. A câmera não era nenhuma maravilha e, noves fora o valor histórico, a foto ajuda a realçar o tamanho do sucesso da primeira missão a Plutão, beneficiada pelo avanço tecnológico das últimas décadas.

Saturno fotografado, maomeno, pela sonda Pioneer 11, em 1979. (Crédito: Nasa)
Saturno fotografado, maomeno, pela sonda Pioneer 11, em 1979. Titã também aparece. (Crédito: Nasa)

19h15 – E agora o sinal transmitido pela sonda New Horizons acaba de cruzar a órbita de Urano — o sétimo planeta do Sistema Solar. Como Netuno, ele só foi visitado uma vez, e pela mesma Voyager 2, que passou por lá em 1986. Uma das fotos mais marcantes aconteceu depois do sobrevoo, quando a sonda se voltou para registrar o fino crescente do planeta. Só se pode ter uma visão dessas depois que você está além do planeta. A fotografia ilustra a capa de um dos livros de Carl Sagan, “Bilhões e Bilhões”.

A despedida de Urano fotografada pela Voyager 2 em 1986 (Crédito: Nasa)
A despedida de Urano fotografada pela Voyager 2 em 1986 (Crédito: Nasa)

17h52 – O sinal transmitido pela sonda New Horizons acaba de cruzar a órbita de Netuno — o oitavo planeta do Sistema Solar. Até hoje, ele só foi visitado por uma espaçonave, a americana Voyager 2, em 1989. A exemplo da jornada atual, foi só um sobrevoo. Dê uma olhada em uma das imagens que ela fez desse gigante gasoso gelado.

Imagem de Netuno capturada pela sonda Voyager 2, no único sobrevoo já feito deste mundo. (Crédito: Nasa)
Imagem de Netuno capturada pela sonda Voyager 2, no único sobrevoo já feito deste mundo. (Crédito: Nasa)

17h27 – A ESPERA COMEÇA! A essa altura, se tudo correu bem, a sonda New Horizons já disparou seu sinal de comunicação com a Terra, transmitindo um pacote de dados de telemetria — nada de ciência — e informando o estado da espaçonave. Viajando à velocidade da luz, a transmissão deve chegar por aqui em mais quatro horas e meia. Para isso, cruzará as órbitas de todos os planetas exteriores.

16h08 – A equipe científica da New Horizons acaba de soltar imagens *incríveis* em cores exageradas de Plutão e de Caronte obtidas antes do sobrevoo. Note que essas não são cores reais, são apenas filtros que ajudam a identificar a composição das superfícies. E o que vemos é que tanto Plutão — como já era esperado — como Caronte — o que não era esperado — têm bastante complexidade. Os cientistas estão trabalhando para identificar que compostos estão em cada pedaço de chão e como eles foram trabalhar lá. Muita coisa interessante vem aí. Dois mundos cheios de nuances diante dos nossos olhos. Como nunca vimos antes. É o sabor da exploração.

Filtros em cor exagerada revelam a complexidade na composição de Plutão e Caronte (Crédito: Nasa)
Filtros em cor exagerada revelam a complexidade na composição de Plutão e Caronte (Crédito: Nasa)

15h24 – O físico britânico Stephen Hawking gravou uma mensagem de congratulações à equipe da sonda New Horizons pelo sobrevoo de Plutão. “Exploramos porque somos humanos e queremos saber.” É isso. Veja o vídeo abaixo.

15h00 – Plutão naturalmente bombou hoje na internet. Quer saber quais foram as sete perguntas mais apresentadas ao Google sobre o assunto e, claro, as respectivas respostas? Clique aqui.

12h40 – De partida, a New Horizons está agora a quase 200 mil km de Plutão. Nas próximas horas, a sonda tentará observar a região polar sul do planeta anão, obscurecida durante o longo inverno plutoniano (que dura mais ou menos 60 anos terrestres). Lá não bate o Sol no momento, mas a sonda tentará ver o que der com base na iluminação fornecida pelo brilho de Caronte. Por esse motivo os cientistas optaram por sincronizar o sobrevoo com a face de Plutão que não está voltada para sua maior lua — a ideia era se aproveitar do brilho dela “do outro lado”. Mas ninguém sabe o quanto dará para ver da superfície com essa técnica.

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Caronte iluminando a noite plutoniana para a New Horizons, em concepção artística (Crédito: SwRI)

11h11 – Do Baú do Mensageiro: a missão New Horizons foi oficializada pela Nasa, meio a contragosto (por força do Congresso americano), em 2001. Em fevereiro de 2002, escrevi para o caderno Mais!, da Folha, minha primeira reportagem sobre a jornada a Plutão. Dá uma perspectiva boa sobre os bastidores da formulação da missão e conta com entrevistas com Andy Cheng, cientista do projeto, e o finado astrônomo Ronaldo Mourão. Note que Plutão ainda era planeta, mas a discussão já estava rolando solta. Dê uma olhada nela aqui.

10h45 – Agora é a vez de a New Horizons observar a ocultação do Sol por Caronte, em busca de mínimos vestígios de uma atmosfera na lua. A distância para Plutão já subiu para 95 mil km. Estamos nos afastando.

10h26 – Acabou há alguns minutos a entrevista coletiva pós-aproximação máxima. Algumas coisas interessantes ditas por Alan Stern, cientista-chefe da New Horizons.

– “Que tal uma salva de palmas para esse bonito planeta?”, disse, ao revelar a imagem da face de Plutão, para a euforia incontida dos jornalistas e entusiastas presentes no auditório do Laboratório de Física Aplicada (APL), em Laurel, Maryland.

– A melhor imagem de hoje — a que está no começo do texto — tem resolução de 4 km por pixel. É mil vezes melhor do que o Hubble consegue fazer a uma distância de 5 bilhões de km. As que vão descer amanhã, caso a sonda sobreviva, serão 10 vezes melhores.

– É possível ver neve na superfície. Naquele friozão, como se haveria de esperar, neva. Só que lá a neve é feita de nitrogênio, o principal componente da atmosfera de Plutão. Segundo Stern, existe troca permanente entre a atmosfera e o solo nesse ciclo. (Nitrogênio também é o principal componente da atmosfera terrestre, só que aqui a neve é de água. Lá é de nitrogênio, que tem ponto de congelamento muito mais baixo).

– Por enquanto, nenhuma evidência de nuvens ou névoas na atmosfera. “Mas não quer dizer que não estejam lá”, alerta Stern, sempre cauteloso ao afirmar qualquer coisa com as poucas informações disponíveis. O mesmo vale para gêiseres.

– A superfície tem sinais que contam sua história pregressa, como crateras de impacto, e também preserva sinais de atividade geológica, “indicando atividade tectônica no passado e talvez até no presente”. (Ontem já discuti a possível implicação disso.)

9h14 – A sonda New Horizons agora observa o início de um eclipse solar promovido por Plutão. A ideia é usar o evento para estudar em detalhes a tênue atmosfera do planeta anão, conforme os raios solares a atravessam.

9h03 – Aproximação máxima de Caronte, maior lua de Plutão. A New Horizons passou a cerca de 29 mil km da superfície.

Às 9h15, começa uma conferência de imprensa que apresentará os últimos resultados disponíveis enviados pela sonda, antes de interromper o contato com a Terra para o sobrevoo, por volta de meia-noite de segunda-feira (13). Dê uma olhada.

8h50 – NEW HORIZONS ATINGE APROXIMAÇÃO MÁXIMA DE PLUTÃO. Distância: 12,5 mil km.

Sabemos que isso aconteceu porque depende apenas das leis da física. Nada poderia impedir esse sobrevoo. Mas não sabemos nada sobre a saúde da espaçonave. Ela pode até ser, a essa hora, uma pilha de sucata a 5 bilhões de km de distância, após uma colisão catastrófica e imprevisível. Será? A chance de zoeira é de apenas 1 em 10.000. O controle da missão em Laurel, Maryland, está literalmente às moscas. A espaçonave está por conta própria. A festa é grande no evento organizado no mesmo local. Mais de mil pessoas. Acho que eles estão se agarrando à probabilidade de sucesso de 99,99%.

8h33 – Distância de Plutão: 20,1 mil km. A Nasa divulgou no Instagram uma imagem maravilhosa de Plutão, colhida pela New Horizons pouco antes do início do dia. Será a melhor imagem que teremos do planeta anão durante essa etapa crítica da missão, em que a nave não mantém contato com a Terra para se concentrar na coleta de dados científicos. Confira a cobertura em vídeo, ao vivo, feita pela Nasa TV.

8h20 – Distância de Plutão: 28 mil km. Faltam 30 minutos para a aproximação máxima.

8h10 – Distância de Plutão: 35,8 mil km. Uma das coisas que a New Horizons já conseguiu determinar durante sua aproximação, antes mesmo do sobrevoo de Plutão, foi o seu tamanho. É uma controvérsia que dura por décadas, mas agora sabemos que ele é de fato o maior objeto conhecido do cinturão de Kuiper — um repositório de cometas e outros objetos remanescentes da origem do Sistema Solar que reside além da órbita de Netuno. Cálculos de seu tamanho feitos com base nas imagens da sonda revelam que ele tem 2.370 km de diâmetro, com margem de erro de 20 km para mais ou para menos. Com isso, ele bateu Éris — outro planeta anão localizado no cinturão e que teve suas dimensões medidas com precisão por um grupo internacional com participação brasileira. Descoberto em 2006, Éris tem 2.326 km, mais ou menos 12 km.

Comparação entre os tamanhos da Terra, de Plutão e de Caronte, com base em imagens da New Horizons (Crédito: Nasa)
Comparação entre os tamanhos da Terra, de Plutão e de Caronte, com base em dados da New Horizons (Crédito: Nasa)

A ironia é que toda a confusão sobre a classificação de Plutão foi precipitada pelo fato de que Éris parecia ser maior que ele. Sua descoberta, em 2005, levou a IAU (União Astronômica Internacional) a criar uma definição oficial para o termo “planeta”, rebaixando Plutão à categoria de “planeta anão”.

8h01 – Distância de Plutão: 43 mil km. Se você quiser saber exatamente o que a espaçonave está fazendo — quais instrumentos estão ligados a cada instante e onde ela está com relação a Plutão –, o JPL (Laboratório de Propulsão a Jato) da Nasa tem um programinha de computador sensacional, chamado Eyes on the Solar System. Ele mostra, em tempo real, a posição e as operações da New Horizons. Mas, claro, tudo é baseado na trajetória programada e nos comandos pré-programados. Nesse momento, a sonda não está nem transmitindo telemetria. Para baixar o aplicativo e instalá-lo no seu computador, clique aqui.

7h50 – Distância de Plutão: 51 mil km. Enquanto aguardamos a passagem, é uma boa oportunidade para lembrarmos quais são os instrumentos científicos que viajam a bordo da New Horizons. É natural nos concentrarmos nas imagens, mas tem muita coisa acontecendo ao mesmo tempo para nos trazer a mais completa compreensão de Plutão e de suas luas.

São sete ao todo:

Alice: Espectrômetro ultravioleta para analisar a composição da atmosfera de Plutão

Lorri: Telescópio óptico de alta resolução acoplado a uma câmera

Ralph: Câmera óptica e infravermelha para fornecer imagens coloridas, além de informações térmicas e de composição

Pepssi: Detector de partículas para estudar moléculas e átomos que estejam escapando da atmosfera de Plutão

Swap: Instrumento usado para medir as propriedades do vento solar em torno de Plutão

REX: A antena principal de comunicação também fará um experimento, ao transmitir ondas de rádio através da atmosfera de Plutão na direção da Terra

SDC: Contador de partículas de poeira desenvolvido por estudantes da Universidade do Colorado

Todos eles estarão furiosamente colhendo dados nas próximas horas, e o pacote completo de informações só será transmitido depois que o encontro acabar oficialmente, a partir de amanhã.

7h30 – Distância de Plutão: 67 mil km. A New Horizons viaja na direção do planeta anão a quase 14 km/s, o equivalente a 50.400 km/h! Em sua aproximação máxima, em pouco mais de uma hora, a sonda estará atravessando a órbita de Caronte, a mais interna e maior das luas plutonianas. Há o temor de que ela possa trombar com algo no caminho — o sistema é presumivelmente rico em poeira erguida por impactos de bólidos espaciais nas menores luas de Plutão –, e até um grãozinho de rocha é perigoso se você está voando a 50 mil km/h. Haverá um frio na barriga até a sonda transmitir um sinal de volta para casa e ele ser recebido, mas ainda assim é um risco calculado. Segundo Alan Stern, o cientista-chefe da missão, os engenheiros projetam que a chance de uma colisão catastrófica e imprevisível durante a travessia é de 1 em 10 mil. Não chega a ser um número que tire o sono.

Imagem de Plutão e Caronte feita durante a aproximação final, em 11 de julho, pela sonda New Horizons. Agora vai! (Crédito: Nasa)
Imagem de Plutão e Caronte feita durante a aproximação final, em 11 de julho, pela sonda New Horizons. Agora vai! (Crédito: Nasa)

7h20 – A sonda está a apenas 76 mil km, aproximadamente, de Plutão. Os instrumentos da sonda trabalham furiosamente, segundo uma sequência automática de comandos carregada previamente no computador de bordo. Como a distância entre a Terra e o planeta anão é muito grande — leva cerca de quatro horas e meia para um sinal viajar de um até o outro, num percurso de uns 5 bilhões de km –, todos os procedimentos precisam ser conduzidos automaticamente, sem intervenção do controle da missão.

Somente depois que a travessia do sistema estiver concluída, às 17h27, um sinal partirá da New Horizons para a Terra, sinalizando o sucesso das manobras. Sua recepção pela rede de radiotelescópios da Deep Space Network deve acontecer às 21h53.

A agência espacial americana deve começar as transmissões de vídeo a partir das 7h30 (veja o vídeo aí em cima), e o administrador da Nasa, Charlie Bolden, já foi flagrado dando entrevistas a veículos de comunicação no sinal aberto. Pode apostar que ele deve entrar oficialmente na polêmica sobre a classificação de Plutão. Há pouco, disse que, baseado nas fotos da New Horizons, o astro “se parece com um planeta para ele”!

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