Mensageiro Sideral

De onde viemos, onde estamos e para onde vamos

 -

Salvador Nogueira é jornalista de ciência e autor de 11 livros

Perfil completo

Publicidade

Astronomia: Escrito nas estrelas

Por Salvador Nogueira

O movimento dos astros pode mesmo definir a sua vida. Principalmente se você for um dinossauro.

Concepção artística de asteroide passando de raspão pela Terra. (Crédito: ESA)
Concepção artística de asteroide passando de raspão pela Terra. (Crédito: ESA)

PARA QUE SERVE?
Uma crítica comum à astronomia é a suposta falta de conexão entre esses estudos e utilidades práticas. Mas isso faz tanto sentido quanto dizer que não devíamos estudar a África por morarmos na América.

UNIVERSO CONECTADO
É falsa a impressão de que não existem conexões entre o que ocorre na Terra e o que se passa no espaço. Na verdade, fenômenos cósmicos com frequência têm profundos efeitos para quem está no terceiro mundo a contar do Sol.

PANCADARIA CÓSMICA
Muitos asteroides e cometas, por exemplo, têm órbitas que intersectam a trajetória da Terra. Na maior parte das vezes, quando um está passando por ali o outro não está. Mas, quando os destinos se encontram, os danos são catastróficos. Os dinossauros que o digam.

FARELO DE COMETAS
Além disso, a Terra recebe constantemente material vindo do espaço. Nesta terça-feira, por exemplo, nosso planeta cruzará a órbita do cometa Halley. O astro não estará lá para nos receber (ainda bem), mas diversos detritos deixados por ele entrarão na nossa atmosfera, provocando uma chuva de meteoros, as Orionídeas.

CARONAS INTERPLANETÁRIAS
E não é só com asteroides e cometas que a Terra troca figurinhas. Vira e mexe caem por aqui também pedaços de outros planetas. Há diversos meteoritos que vieram de Marte, ejetados por colisões lá. Estudos mostram que micróbios podem pegar carona nessas rochas e saltar de um mundo a outro, contaminando-o com vida.

SOL EM FÚRIA
E a relação mais íntima que a Terra tem é com o astro-rei. Além de nos propiciar clima ameno, o Sol de vez em quando ejeta grandes quantidades de material. Essas tempestades solares podem até danificar nossas redes elétricas e destruir nossos satélites, quando muito severas. Na melhor das hipóteses, produzem as belas auroras.

A coluna “Astronomia” é publicada às segundas-feiras, na Folha Ilustrada.

Acompanhe o Mensageiro Sideral no Facebook e no Twitter

Blogs da Folha

Publicidade
Publicidade
Publicidade