Mensageiro Sideral

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Salvador Nogueira é jornalista de ciência e autor de 11 livros

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Astronomia: Inteligência planetária

Por Salvador Nogueira

Tenho certeza de que você já se perguntou isto: existe mesmo vida inteligente na Terra?

Tecnologia, temos! Mas isso reflete inteligência? Segundo quem? (Crédito: Nasa)
Tecnologia, temos! Mas isso reflete real inteligência? Segundo quem? (Crédito: Nasa)

A RÉGUA
O homem é a medida de todas as coisas, já dizia o pré-socrático. Podemos discutir essa ideia à exaustão, mas é inegável que ela se aplica ao nosso próprio modo de encarar a inteligência. A definição intuitiva dela é “algo que os humanos têm, mas os outros animais não”.

CLUBE PRIVÊ
Não por acaso, as maiores marcas da inteligência são exclusivas da humanidade: a escrita, a tecnologia avançada e a capacidade de desvendar os segredos do cosmos por meio da ciência.

O NOSSO PEDAÇO
Enquanto a discussão é circunscrita à Terra, a definição é vaga, mas funciona. Por mais que reconheçamos o tutano em outros animais, não há Shakespeares ou Einsteins entre chimpanzés e golfinhos. O Universo, contudo, convida-nos à humildade.

LÁ FORA
Imagine uma civilização nascida num planeta distante. Para eles, o ET é que será a medida de todas as coisas. E vai saber qual é o poderio intelectual desses caras. Quem disse que eles não nascem com uma noção intuitiva de mecânica quântica ou algo do tipo? Para eles, podemos todos ser uns tapados.

ESCALA
Diante do relativismo, por que não adotar uma definição de “inteligência planetária”? É o que sugere o astrobiólogo americano David Grinspoon. Assim como há quem veja a biosfera terrestre como um imenso organismo vivo — a famosa hipótese Gaia –, poderíamos avaliar a inteligência de um planeta pela capacidade de seus tutores de gerir seu próprio ambiente.

SER OU NÃO SER?
Por esse critério, a julgar pela sujeira que estamos injetando na atmosfera — a ponto de ameaçar a estabilidade do clima –, a Terra ainda não seria um mundo inteligente. Mas Grinspoon sugere que nosso atual momento possa representar as dores de parto de uma verdadeira inteligência planetária. Será? Veremos o que sai logo mais da Conferência do Clima em Paris.

A coluna “Astronomia” é publicada às segundas-feiras, na Folha Ilustrada.

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