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Salvador Nogueira é jornalista de ciência e autor de 11 livros

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Astronomia: A vida como ela é no Sistema Solar

Por Salvador Nogueira

Asteroide cai no mar, cometas passam de raspão, Júpiter é alvejado. Será que o fim está próximo?

SEQUÊNCIA SINISTRA
Há dois meses, um asteroide perigoso caiu em nosso planeta, perto da costa brasileira. Sobre o oceano, felizmente não causou danos. Em 17 de março, astrônomos flagraram Júpiter sendo alvejado. Quatro dias depois, dois cometas passaram de raspão pela Terra. As coisas definitivamente não parecem estar tranquilas e favoráveis.

APOCALYPSE NOW
É o fim do mundo? Salve-se quem puder? Calma lá, não se trata disso. O que estamos vendo hoje, na verdade, é o que sempre foi — “a vida como ela é” no Sistema Solar. A única diferença é que só agora, nesses últimos tempos, começamos a ter as tecnologias para monitorar adequadamente esses impactos celestes.

O REI DA PANCADARIA
Pegue o caso de Júpiter, por exemplo. O preço de ser o maior dos planetas é que você também acaba sendo o que mais apanha. Houve a famosa colisão com o cometa Shoemaker-Levy 9, em 1994, que foi observada até pelo telescópio Hubble.

UM POR ANO?
Desde então, foram flagrados outros quatro impactos em Júpiter, antes do mais recente: um em 2009, dois em 2010 e um em 2012. O que mudou? Mais e mais astrônomos amadores têm usado câmeras digitais em seus telescópios para fotografar o céu. E aí a surra constante fica evidente.

AQUI COMO LÁ
O mesmo vale para pancadas na Terra. Redes de telescópios profissionais e amadores têm se dedicado a descobrir asteroides perigosos e flagrar a entrada de meteoros. Na última sexta-feira, o observatório Sonear registrou uma incrível bola de fogo no céu de Minas Gerais.

PREVISÃO DO TEMPO: CHUVA DE PEDRA
A Terra tem sofrido bombardeio constante ao longo de sua história. Muito de vez em quando, a coisa fica mais séria. Mas estima-se que um evento do naipe “fim do mundo”, como o que matou os dinossauros, aconteça em média uma vez a cada 100 milhões de anos. Ou seja, não estamos livres do perigo, mas a chance de que aconteça em breve também é bem pequena.

A coluna “Astronomia” é publicada às segundas-feiras, na Folha Ilustrada.

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