Astronomia: O mistério dos sistemas solares que dão errado

Salvador Nogueira

Descoberta de planetas jovens ajuda a explicar o que leva sistemas solares a darem errado.

O CASO DOS HOT JUPITERS
Um dos mais intrigantes mistérios é o dos sistemas planetários que deram errado. Eles têm um mundo gigante gasoso muito próximo de sua estrela-mãe e chance quase zero de abrigar um planeta como a Terra, amigável à vida.

PODE ISSO, ARNALDO?
Problema: por tudo que sabemos, esses planetas gigantes jamais poderiam ter surgido onde estão. Só haveria gás suficiente para formá-los longe de suas estrelas. Por isso, os cientistas apostam que eles nascem afastados, à la Júpiter, e depois migram para dentro — destruindo tudo no caminho. A questão é: por quê?

MOVIMENTO MIGRATÓRIO
Os astrônomos trabalham com duas hipóteses: ou os gigantes interagem com o disco de poeira da formação planetária e isso faz com que mergulhem, ou seu deslocamento acontece quando eles passam de raspão por estrelas ou planetas vizinhos. No caso, a gravidade agiria como estilingue, atirando-os para dentro.

NOVOS REBENTOS
Agora, duas descobertas parecem favorecer uma das opções. Usando o satélite Kepler, astrônomos encontraram um planeta maior que Netuno com 11 milhões de anos, a completar uma órbita a cada 5,4 dias. E, num achado ainda mais incrível, uma equipe usou dados de três telescópios para achar um mundo do porte de Júpiter com só 2 milhões de anos. Ele orbita seu sol a cada 4,9 dias.

JÁ VAI?
São praticamente recém-nascidos (lembre que o Sistema Solar já é um senhor de 4,6 bilhões de anos) e indicam que esses planetas se colocam muito cedo em suas órbitas finais, o que aponta interação com o disco de poeira como principal mecanismo. Mas calma lá.

PARA EMBARALHAR TUDO
Outro estudo acaba de mostrar que a frequência desses sistemas zoados é cinco vezes maior no aglomerado M67 do que em estrelas solitárias (5% contra 1%), o que também sugere um papel para estilingues gravitacionais. Isso se não houver um terceiro mecanismo, ainda não aventado. Moral da história: no fim das contas, a natureza é sempre mais criativa do que sequer conseguimos imaginar.

A coluna “Astronomia” é publicada às segundas-feiras, na Folha Ilustrada.

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Comentários

  1. Sou leigo mas já venho a um tempo acompanhando o mensageiro, estou apenas lendo seus artigos e aprendendo, não me acho ainda em condições de dar minha opinião sobre os assuntos, mas vou continuar sempre lendo suas notícias para poder entender mais sobre o universo e talvez começar uma conversa inteligente com você, desde já agradeço por me proporcionar um pouco mais de entendimento para as descobertas do universo. Abraço

  2. Todo preconceito e radicalismo são retrógrados. Pensar com essas ferramentas é voltar ao fim da fila da evolução, tanto científica quanto filosófica.
    Tenho um estudo analógico sobre recentes teorias quânticas e neurocientíficas, com postulados de livros espiritualistas transcendentais.
    Quem quiser ler, basta me solicitar, envio com todo prazer.
    Salvador, meu caro, você está na dianteira da fila. Não pare sequer para responder. Siga em frente.

  3. Olá Salvador,

    Os dias a que seu artigo se refere são dias terrestres? Este mês são visíveis a olho nu, Júpiter, Marte e Saturno. Se Júpiter tivesse essa velocidade de translação de de 4,5 dias terrestres, o veríamos se mover à noite. Seria interessante, mas de que forma isso afetaria o sistema solar?

    Um grande abraço.

    1. Estou confuso com a sua pergunta. A rotação de Júpiter é de 10 horas. Translação, o período é de 12 anos.

  4. gosto desses assuntos do espaço.. mas depois de tantas sondas e satélites e nada de vida…nada concreto

    1. Felipe, entenda que a principal vida a ser investigada somos nós mesmos. Essas sondas respondem a perguntas do tipo “Por que somos tão curiosos?”, “O que podemos aprender?”, “Como o Sistema Solar, do qual fazemos parte, teve origem?”. Elas são perguntas motivadas pela vida, mas não pela vida extraterrestre. Na verdade, pela vida humana, que anseia por respostas sobre seu contexto cósmico. A Juno não se destina a buscar vida em Júpiter, mas ajudará a entender como a vida veio a surgir na Terra (e, por consequência, como pode surgir em outros lugares). 😉

  5. Mensagem ao radicais xiitas das religiões, e para os que adoram ofender o blogueiro e os leitores: por que não vão embora? A presença de vcs não é bem vinda. Vcs estão pagando de malas sem alças. Ninguém aqui está achando bacana ou interessante os pontos de vistas proferidos… Nós não entendemos: vcs odeiam o tema, nem o acreditam, então que fazem aqui enchendo o saco de quem está curtindo de forma educada e civilizada um assunto que tanto gostamos? Adoramos a temática do blog, não serão vcs as pessoas nem as suas palavras que nos farão mudar de opinião, muito menos deixar de curtir o tema… Então façam um grande favor para nós: vão embora e vão divagar seus interesses em fóruns adequados para vcs… É inútil a presença de vcs aqui no blog, assim como vcs são inúteis para nós…

    1. Finalmente alguém com culhões para falar o que devia ter sido dito a tempos aqui… Vcs crentes fanáticos, e os “donos da verdade absoluta”: VÃO EMBORA…. SE SABEM ESCREVER ASNEIRAS ENTÃO DEVEM SABER LER… VÃO EMBORA!!!!!

  6. Embora Nicolau Copérnico e Johannes Kepler fossem monges beneditinos, o coautor da teoria do big bang fosse também Padre e amigo do Einstein (que era judeu), não misturaram a sintonia. A ciência também é dom do Espírito Santo e, portanto, cada descoberta científica serve para mostrar como Deus é perfeito. E, como a Bíblia utiliza muito a linguagem figurada e poética para fins didáticos, não serve para desqualificar a ciência, mas completá lá. Paz e bem a todos!

    1. Informação errada – Kepler era alemão e protestante, Estudava num seminário luterano era detestado pelas ideias que defendia – até que o francês é mais bonito que o alemão, uma ideia bem desagradável de se fazer num seminário alemão. Mas como defendia também o sistema copernicano , por achar que o Sol era símbolo de deus, arrumaram uma forma de ficar livre dele conseguindo sua nomeação para Astrólogo Imperial. Nunca chegou pois a ser sacerdote luterano e teria sido impossível ser monge beneditino. Isso não é relevante para uma lógica tão absurda como a apresentada. Entra até Einstein, judeu mas ateu. Prova exatamente o que?

    2. Se Deus existisse, se fosse grande e perfeito, teria deixado prova material e irrefutável de sua passagem. Simples assim.

      1. Ou não. Um ser todo-poderoso não precisa deixar prova de nada, se assim o desejar. Por isso a hipótese não é verificável ou refutável, e por isso não dá colocar Deus no rol de questões que a ciência pode abordar. É questão de fé e pronto.

  7. Tudo está pendente em relação á vida… No nosso caso dependemos do oxigênio que respiramos e dos elementos oriundos da crosta terrestre (tabela periódica). Considerando que estamos tentando encontrar vida como a nossa é muito dificil, mas será que a biota procurada não será oriunda de outro tipo de vida desconhecido? Pelo que lí hoje aquí falou-se até de Espiritismo e quase nada desta nossa vida evoluída que temos. Nós consideramos que os humanos tem uma “alma”, e os animais, microrganismos,virus? Não que seja necessário ter alma, mas sim capacidade de gerar a vida que conhecemos… ENTÃO devemos pensar um pouquinho mais em conhecer vida biológica igual e ou diferente das que temos por aqui…

  8. Salvador, cada vez que leio sua coluna me sinto mais burro frente a imensidão do cosmo e tudo o que ainda tem a nos ensinar. Mas fico realmente muito estarrecido com os comentarios sem pé nem cabeça daqueles que não entendem, e não querendo entender, ficam de mimimi… , e de outros que para tudo que é dito, tem que colocar religião no meio. Acho que é o direito de cada um crer no que quiser, mas este é um blog de divulgação cientifica (método cientifico, por favor gente, fatos… não crendices). Duvidas e questionamentos todos tem, mas ficar falando mal de quem quer apenas espalhar conhecimento é desrespeito aos anos de estudo e pesquisa. Parabéns pelo blog.

  9. É difícil imaginar que uma planeta seja capturado por um sistema solar e fazer parte dele. Muito provavelmente ele se comportaria de forma instável, e com isso cairia no sol do sistema. As nuvens de poeira de uma estrela nova é que formam planetas, a peculiaridade de cada planeta, ou planetas, do sistema depende de como essa nuvem foi espalhada, creio eu.

    1. Laércio, pode, sim, acontecer de um objeto ser capturado por uma estrela ou planeta e ficar em órbita dele. Virará um planeta ou uma lua, conforme o que o capturou. Tudo dependerá de sua massa, trajetória e velocidade.

      Muitas luas do sistema solar foram capturadas assim (a nossa não, foi formação catastrófica).

  10. Parabéns a todos pela convesa de alto nível!
    Nunca consegui ler mais de dois comentários desse do UOL.

  11. Porque a ciência insiste apenas na busca de vida encarnada (material )como em nosso planeta, que é diminuto frente à grandeza do universo . Porque não aceitar a vida espiritual -sutil -e invisível aos nossos olhos e aparelhos de pesquisa ainda grosseiros, nada obstante a evolução já conquistada. A doutrina espírita tá aí a disposição da ciência, o livro dos espíritos explica tudo isso, deviam considerar pelo menos pra início de novas descobertas que vão revolucionar o mundo científico. O pior cego, dizem, seria aquele que não deseja ver.

    1. Hoje de manhã estive pensado exatamente nisso. Talvez para encontrar algo lá em cima será preciso primeiro detectar aquilo que está a nossa volta (Seres espirituais).

        1. Espiritos são formados por energia e talvez os Ets tambem sejam. Quando conseguirmos detectar os espiritos aí teremos tecnologia suficiente para detectar outros tipos de seres,

          1. De acordo com os meus cálculos, os espíritos são formados por zaptrons, não possuindo massa e tendo como característica principal não interagir com a materia e energia, sendo necessário um detector zaptronico, formado de zaptrons, para detectar os tais espíritos.

    2. Porque espiritos e afins não são sustentados por evidências, e sim pela credulidade por parte de quem acredita. Então quando é aplicado a metodologia científica nessas questões a mesma encontra respostas muito mais simples e plausíveis para isso.

      “O pior cego é aquele que não quer ver” – concordo, principalmente aqueles que não querem ver a resposta precisa da ciência, de que espiritos não existem, porque possuem uma profunda necessidade de acreditar.

      1. Quer dizer que se há evidência existe e se não, não existe? é bem verdade que a metodologia científica trouxe muitos progressos a humanidade… Ora, o papel da ciência é questionar, questionar… Esse é o combustível que a alimenta…, só que o farol dessa “ciência” é insuficiente, não consegue enxergar todas as coisas, ainda mais se falando dum universo macro e micro, em que o homem esta muito aquém de enxergar até a própria ponta do nariz, portanto seria mais inteligente da sua parte e companhia de falar: NÃO SABEMOS, NÃO TEMOS EVIDÊNCIAS… Do que afirmar categoricamente NÃO EXISTE, isso faz você cair no ridículo, pois você se sustenta na ciência humana, e nós crentes baseamos na FÉ, acreditar no autor da verdadeira ciência: DEUS.

      2. O interessante é que perante todos os comentários, religiosos ou científicos, ou como poderia me referir a uma mescla dos dois, me deparo com uma credulidade na metodologia científica como se fosse infalível! Este é o maior engano que muitos persistem em cometer. Muitos dos grandes cientistas, descobridores, inventores… não eram ateus, e nem se valeram de uma metodologia muito fina para chegarem às suas descobertas, às vezes era na tentativa e erro, se valiam da fé e observações que muitas vezes nem eram tão organizadas, aconteciam por acaso! Não me entendam mal, não desprezo a metodologia, acho-a importantíssima, mas havemos de aceitar numa visão holística que mesmo seguindo-a, podemos cometer deslizes, passar despercebidos ou nem mesmo conseguir compreender todo o material de pesquisa coletado, acredito que nossa ignorância ainda é suprema perante a imensidão do Universo, estamos ainda aprendendo o Bê-a-Bá e nos portamos como uma civilização detentora de toda a verdade científica! Quantos não se enganaram em suas conclusões precipitadas? Por muito tempo os cientistas não sabiam o pouco que sabem sobre o Universo, e nem por isso ele deixou de estar lá, do geocentrismo ao Big-Bang há um passo gigantesco, mas é só o primeiro de infinitos outros que ainda temos de percorrer! O que não foi comprovado, não quer dizer que não exista, talvez só não tenhamos conhecimento para compreender o melhor método de comprovar, assim que muitas das hipóteses a princípio refutadas e descartadas hoje são as teorias mais válidas no mundo científico, nas mais diversas áreas de conhecimento!
        Ademais Salvador adoro seu blog, sempre traz muitas curiosidades, e nos permite refletir muito sobre o maravilhoso “Universo da Ciência” e a “Ciência do Universo”, um parabéns pelo seu trabalho, o resto é dor de cotovelo 😀

        1. O método científico inclui não acreditar em resultados sem comprovação por outros cientistas… Não existe “fé cega” no método, ao contrário, ele se baseia na dúvida se o resultado é mesmo correto. A Ciência vive de tentar provar o acerto de algumas hipóteses e, caso surjam evidÊncias contrárias, ela absorve esse novo conhecimento e segue adiante.

          Quanto a cientistas religiosos, eles existem, mas normalmente não aplicam nas suas crenças os métodos que aplicam em suas pesquisas.

          Não existe como comprovar a existência ou a não existência de deuses, de espíritos e de vida após a morte no âmbito da Ciência, portanto, enquanto isso não for possível, a Ciência deixa a religião de lado, esses assuntos não são considerados científicos.

    3. Isso é verdade, mas a ciência não precisa estudar espíritos, pois eles estão por aí o tempo todo, eu jogo truco com eles, pena que eles são ladrões eles somem só pra ver as cartas.. Gnomo também é legal ver, vários duendes também existem e aparecem.. Essa ciência é um saco né.. kkkkkkkkkkk

    4. Que tal a resposta…. Porque não existe evidência do que você está propondo ??? A ciência teórica só tem sentido com a experimental, ou observável. A tua proposta não se encaixa em nenhuma delas.

  12. Foi bem interessante ler todos estes comentários que desconhecia. Ontem estive ocupada escrevendo um pequeno artigo relativo a nossa vida na Terra. Considerei que a nossa biota pode ser criada após o estabelecimento das bactérias fixadoras de nitrogênio que consumiram o o N inerte do Ar,,, Mas como elas se estabeleceram antes? seu dna não tinha o N14 que conhecemos, ou os outros N15??? Acho que estou falando absurdos….

        1. Deixa eu ver se entendi. Você me chama de salafrário, eu mantenho a elegância e ganho reprovação? Hmm, como é estranho o comportamento humano na internet. 😛

          1. Cara, não sei por que você se ofende tanto com esse blog… mas adoraria saber. Mesmo. (Não que isso justifique você me agredir pessoalmente. Ainda se eu fosse fazer como o meu colega Sakamoto e escrevesse um livro sobre gente me ofendendo na internet só para ganhar um troco a mais, ainda valeria a pena. Mas não é o caso. rs)

          2. Pior que o mané é masoquista pra caramba, odeia o blog, odeia você, mas não só volta sempre como perde tempo comentando!

            Isso que é falta de amor próprio!

          3. Faça um favor a você mesmo e não se compare ao Sakamoto. Enquanto seu blog é legal, o dele já foi um dia (quando ele se limitava a falar de trabalho escravo), até o momento em que seu conflito de interesse começou a resvalar nos seus textos e tivemos aquele causo em que ele se desmoralizou sozinho. O bom de astronomia é que é muito difícil ter ligação com o assunto chato da política. Portanto, continue assim!

          4. Davi, procuro evitar mesmo conexões, até pela minha desilusão total com a política nacional. E entendo que o Sakamoto te incomode — às vezes me incomoda! –, mas é um direito dele expressar quaisquer opiniões que ele tenha e eu respeito isso acima de tudo. 😉
            Abraço!

        2. Jazz us… 100 or!… Tú é anta, bicho!… Sabia que existe um site para os seguidores da Universal, da Umbanda, da quimbanda, do catolicismo, do raio que o parta… Dá uma ajuda aí, vai?!… Leia, estude, aprenda, apaixone-se, vire gente e… Depois volte, nós lhe receberemos, com seus comentários de braços abertos… Mas não tenha pressa, porque ela é inimiga da perfeição!… Pense assim, daqui uns 300 anos eu volto a essa coluna e arrebento… Vai na fé, vai!…

    1. Márcio
      Você arrotou uma resposta típica dos fanáticos religiosos, ou outros grupos dominados pelo fanatismo. Este é um site sério, científico, gerenciado por um expert, respeitável expert, em astronomia. Não cabem colocações absurdas, ancorados pelo extremismo, pelo fanatismo religioso. Eu gostaria imensamente que espíritos fossem realidade. Tenho 3 entes queridíssimos que já se foram, precocemente, e daria a vida para ter algum contato. Mas há uma impossibilidade clara: espíritos e tudo o mais que lhe dão um suporte teórico simplesmente inexistem. Não fico me enganando com tais possibilidades. Nada há além desta vida que vivemos, agora. Nada. Não há nenhuma evidência científica dessas coisas. É tudo balela, ditada pelo eu penso, o eu acho, e, sobretudo, pelo medo da morte. Nada mais. Que o dono deste site me desculpe o desvio deste meu post.
      Uma recomendação: não perca mais tempo com tais besteiradas; aprenda ciência, estude ciência e….seja feliz!

  13. Precisa acabar com mistério e alertar o mundo sobre o planeta Nibiru, que a cada 3600 anos faz uma rota próxima a terra e que está chegando. Para nosso azar esse ciclo de 3600 anos está entre 2016 a 2018 ou seja podemos sofreR as consequências dos campos magnéticos com sua passagem.

    Fica a dica, basta pesquisar Nibiru ou Planeta X

      1. Homem… não adianta meio mundo alertar, esse povo segue a máxima do Arquivo X, então nem adianta que esse devaneio de Nibiru, Planeta XYZW, o Segundo Sol de Cássia Eller ou o que diabos mais esse pessoal invente, vai continuar a ser repetido.

    1. Legal, paulinho! Em 2019 você volta aqui e nos fala da próxima data em que Nibiru deverá vir. Ah, não se esqueça de explicar, então, por que ele não terá vindo. Aguardaremos você aqui.

      1. Duro fazer ciência no Brasil né Salvador?! Parabéns pelo trabalho, cada artigo seu me encho de esperança que um dia entenderemos pra valer essa vastidão do Universo (encarnado mesmo como disse nosso amigo espírita acima…rs).
        Abraços!

        1. O Salvador nunca fez Ciencia, ele divulga ciencia. O Brasil tem excelentes cientistas, fazendo ciencia com pouca grana. O Brasil tem pessimos divulgadores da ciencia. O Salvador e um outlier.

  14. Salvador, como os cientistas podem saber a idade de um planeta gasoso, especialmente dizer que ele tem 11 ou 2 milhões de anos apenas? Ou essa é a idade do sistema solar deles (portanto, da estrela) e eu entendi errado o texto?

      1. Valeu, Salvador! Claro, repensando o assunto, em todo sistema estelar os planetas têm a mesma idade de suas estrelas, formam-se juntos…

  15. Salvador,

    Um planeta gasoso tão próximo de sua estrela não teria sua atmosfera varrida pelos ventos solares?

    1. Teria sim. Como de fato o é, sobretudo naqueles bem próximos mesmo, que completam a órbita em horas, em vez de dias.

  16. Salva, bom dia.

    Acredito que a sua intenção foi dizer que estes sistemas “deram errado” em termos de chances para surgimento de vida, uma vez que os hot-jupiters dificultam esse evento… Mas nesse ponto, entramos em um terreno arenoso, pois:

    1- Apenas considerando a conceito de suporte à vida: Mesmo em sistemas com planetas rochosos situados nas zonas habitáveis de suas estrelas, ainda não é possível dizer que estes sistemas “deram certo”, pois apesar de tudo estar aparentemente nos seus devidos lugares, ainda não temos certeza de que a vida realmente eclodiu… ou seja, estes sistemas podem ter “dado errado” também, só que por outras razões ainda mal conhecidas…

    2- Ampliando as possibilidades: Uma vez que a vida seria apenas uma das diversas consequências, havendo outras inúmeras possibilidades, fica um tanto entranho dizer que algo “deu errado” só porque não se presta a uma finalidade específica que para nós é desejável.

    Desculpe se fui chato, mas foi realmente algo que me incomodou…

    1. Complementando meu argumento 1: Precisamos encontrar outros sistemas com planetas comprovadamente “vivos” para confirmarmos nosso modelo em relação àquilo que “dá certo” ou “dá errado” em termos de vida, uma vez que temos apenas 1 exemplo prático para sustentar o nosso modelo…

      1. Claro, estamos trabalhando nisso. Por ora, a hipótese de trabalho, como eu disse é de que fl = 1.

    2. Bruno, a questão “sistemas solares que deram certo/errado” foi só minha tentativa de conectar o real assunto do post (Hot Jupiters) com o que mais importa à maioria dos leitores — a possibilidade de um sistema abrigar vida ou não. Tudo isso encapsulado num título. Ele obviamente não ambicionava a precisão — até porque não há conceito mais vago do que “dar certo/errado”. Depende do referencial, claro. Mas se eu pensar que um leitor é incapaz de ler o texto para entender o que quero dizer com o título, melhor abdicar de escrever logo de uma vez.

      Sobre a possibilidade de um planeta favorável à vida não ter vida, claro, existe. Mas o paradigma reinante é de que a química pré-biótica está de tal modo espalhada pelo Universo que dificilmente um planeta que teve condições para a vida durante um período respeitável de tempo não a produziria. Claro, o paradigma pode estar errado, mas a maioria dos cientistas costuma tratar o fator fl na equação de Drake (fração de planetas habitáveis que efetivamente desenvolve vida) como 1, ou seja, 100%.

      Sobre o seu item 2, ele remete ao que disse no começo. Usei “deram certo/errado” adotando o referencial do leitor médio, que eu por minha vez extraí dos anos e anos que tenho de interação com leitores. Para eles, imagino eu, “dar certo ou errado” vai ter uma conexão direta com vida.

      1. Perfeita a sua resposta Salva, não poderia ter me convencido melhor. Além de me relembrar que às vezes devemos ceder na precisão em benefício da abrangência, ao mesmo tempo, fez com que eu me sentisse “above the cut”… o que sempre massageia o ego… 😛

        1. Você, assim como a maioria dos leitores assíduos, está bem acima da média. Believe me. 😛

  17. Salvador, três dúvidas:

    1) Planetas assim podem, em suas prováveis luas, desenvolver vida? Ou deveriam estar mais distantes para aventarmos esta possibilidade?

    2) Ainda sobre planetas desse tipo, o conceito de “zona habitável” sempre me intrigou. Os nossos gigantes estão fora dela, a princípio muito frios. Mas Io é bem quente, na verdade me lembra o mundo do Piteco, dos gibis do Maurício de Souza. Não seria correto aventar o Io que deu certo?

    3) Como, de acordo com as previsões, o sol deve inflar-se, a “zona habitável” de nosso sistema tende a deslocar-se. Não podemos aventar um possível florescimento futuro de algumas luas de nossos gigantes, tal qual fossem “embriões” congelados?

    1. Corrigindo meu comentário anterior:
      2) (…) “Não seria correto aventar UM Io que deu certo?”

    2. 1) Não. Hot Jupiters orbitam mais perto de seus sóis que Mercúrio do nosso. Nem mesmo em luas poderia haver vida.

      2) O Io que deu certo é Europa — e por isso procuramos vida lá. Mas a superfície europana não é habitável, só seu subsolo, o que requalifica o “deu certo” a um nível inferior ao da Terra, pelo menos do nosso ponto de vista. (Vai que há uma biosfera europana submersa tão variada quanto a nossa? Pelo que entendemos das fontes de energia disponíveis, é altamente improvável. Mas a astrobiologia ainda é uma ciência infante…)

      3) Sim, podemos. O problema é que a fase “inflada” dura muito pouco e é bem turbulenta. Não sei se seria tão bom para eles quanto a fase mais estável foi para nós.

      1. Obrigado, Salvador! Quanto ao satélite Io, o que me intriga é que é possível ser quente mesmo longe da zona habitável (neste caso, por conta dos efeitos de maré). O que me pergunto é se (num outro sistema) seria possível uma configuração não tão extrema quanto à de Io, produzindo calor capaz de dar suporte à vida, em regiões distantes da zona habitável da estrela.

        1. Não sei se poderíamos ter um meio-termo entre Io e Europa. Desconfio que não, porque planetas gigantes gasosos se formam em locais em que seus satélites teriam grandes quantidades de gelos. Com isso, ou teríamos uma lua muito ativa — e toda a água iria para o saco, como aconteceu com Io — ou teríamos uma lua moderadamente ativa, e teríamos um oceano coberto por uma capa de gelo. Lembrando que água líquida não é estável no vácuo, e essas luas não têm atmosferas apreciáveis…

          1. Gostaria de ver o dia em que uma nave espacial atracaria no planeta Terra e dela descessem seres extraterrestres dizendo: – Olá… somos Plutonianos, nossa civilização se desenvolveu num imenso oceano sob a crosta de nosso pequenino planeta.
            Bem! Aí como ficariam as zonas habitáveis?

          2. Taí uma coisa que eu gostaria de ver. Alguém atravessar centenas de km de gelo, para cima, e então se lançar ao espaço. rs
            Falando sério, a zona habitável é um conceito meio frágil de fato. Ele é só um ponto de partida, na verdade. Tenho certeza que acharemos planetas lá fora que estão fora da zona habitável e são habitáveis, e planetas que estão na zona habitável e não são habitáveis (como Marte, que nós já achamos, inclusive. Hehehe).

          3. praticamente matou a charada: se a Lua estiver em um ponto onde a água na superfície for líquida, devido ao calor do Sol (como Júpiter e Europa na faixa habitável) é bem provável que Europa perderia toda a água que seria engolida por Júpiter. Mas, se a Lua tiver tamanho suficiente para manter uma atmosfera, ela terá de estar cada vez mais distante de Júpiter, ou será engolida.

            e acrescentando sobre um sistema não dar certo, a melhor justificativa é que as simulações demonstram que os planetas dentro da faixa habitável, mesmo um que esteja no ponto mais externo, como Marte (a Terra fica no meio e Vênus está no ponto mais interno), acaba se desestabilizando com algumas centenas de milhares de anos e é ejetado para fora, podendo acabar passando bem próximo da estrela, matando tudo o que é vivo e ainda, se der sorte, ficar em uma órbita muito afastada. Mas geralmente vira um planeta sem estrela, frio e morto.

            ao que parece, na formação planetária há uma competição para ver quem engole mais gás e os planetas do tipo Júpiter se formam muito rapidamente como se tentassem virar logo uma estrela antes que o gás acabe.

            e sobre a gravidade, a detecção dos buracos negros que se fundiram estão mexendo com a cabeça do pessoal, e parece que cair em um bh não o mataria de imediato. Mas até que ponto um astronauta sobreviveria, é uma incógnita. O certo é que pode-se sofrer um desmembramento por aceleração ou não teríamos o Raio-x lá escapando por aquecimento da matéria que cai para dentro. Fora que o bh se alimenta o tempo todo e não apenas quando algo grande, como uma estrela, cai perto dele.

  18. Quanto mais procurarmos, mais surpresas acharemos, obrigando a refazer nossos paradigmas e talvez não esteja muito longe esse de que são precisos bi de anos para determinadas transformações ocorrerem no universo, uma vez que dependem de leis que já existem, bastando ter os requisitos necessários para que se manifestem

  19. Bom dia Salvador!
    E aproveitando o ensejo a sonda JUNO ta chegando ao nosso maior gigante gasoso!
    Salvador sei que umas das missões da JUNO, é verificar se Júpiter possui um núcleo solido, a é loucura mas não dá pra não pensar na existência de vida bacteriana nesses planetas, ainda que seja algo improvavel kkk…. Deixando a loucura de lado creio que a JUNO, nos trará boas surpresas!

    1. Éder, é bem improvável por conta da pressão e, sobretudo, do fluxo das correntes atmosféricas desses mundos. Impossível é uma palavra forte demais para usar em ciência, salvo nos casos em que as leis física proíbem expressamente. Mas digamos que é altamente improvável.

      1. Essa é a beleza da ciência. Por mais absurda que pareça uma ideia, não dá para descartar só com a achismos, muito menos ridicularizá-la. A contrario senso, uma ideia não pode se titularizar de conclusão, sem evidências, muito menos atrair prerrogativa de certeza sem provas. Não há paráfrase melhor: “devemos manter a mente aberta, mas não tão aberta a ponto do cérebro cair”

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