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Salvador Nogueira é jornalista de ciência e autor de 11 livros

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Depois de 47 anos, Buzz Aldrin relembra a Apollo 11 (e coisas estranhas que viu na janela da cápsula)

Por Salvador Nogueira

Exatos 47 anos atrás, no dia 20 de julho de 1969, o módulo lunar da Apollo 11 fez sua histórica alunissagem no Mar da Tranquilidade — o primeiro pouso tripulado na superfície da Lua. A bordo, estavam os astronautas Neil Armstrong e Buzz Aldrin. Neil, infelizmente, morreu em 2012. Mas Buzz, aos 86 anos, ainda está por aí, na ativa, e o Mensageiro Sideral recentemente teve a chance de bater um papo com ele e rememorar a grande aventura, que pelo visto tem um sabor agridoce para o astronauta veterano.

Na conversa, Buzz  destacou o fato de ser para sempre o segundo homem na Lua, nem o primeiro, nem o último, referindo-se ao fato de que seu comandante na missão foi o primeiro a descer da espaçonave e marcar pegadas no solo lunar, e o último homem na Lua foi Gene Cernan, da Apollo 17.

Aldrin relembrou as intensas discussões sobre quem deveria descer à frente e dar o “pequeno passo para um homem/gigantesco salto para a humanidade”, mas, olhando para trás, Buzz conclui que a forma como aconteceu foi a mais acertada, com Neil Armstrong indo primeiro, uma vez que a pressão toda pelo sucesso da missão estava sobre ele.

Buzz Aldrin dentro do módulo lunar da Apollo 11, em 21 de julho de 1969, após a histórica caminhada pela Lua. (Crédito: Nasa)
Buzz Aldrin dentro do módulo lunar da Apollo 11, em 21 de julho de 1969, após a histórica caminhada pela Lua. (Crédito: Nasa)

Na conversa, Aldrin também relembrou o famoso “avistamento” de uma luz acompanhando a nave a caminho da Lua, após a separação do terceiro estágio do foguete Saturn V. Provavelmente era um dos painéis que se desprendeu durante a desacoplagem do módulo lunar, mas ele destaca que não havia como ter certeza. E não se permite conclusões mais ousadas, citando o astrônomo Carl Sagan. “Afirmações extraordinárias exigem evidências extraordinárias.”

Aldrin estará no Brasil em agosto para a Olimpíada, trazido pela fabricante de relógios Omega, cronometrista oficial dos jogos. E a entrevista completa você poderá ler nas páginas da revista “Audi Magazine” de agosto, que terá “Herói” como tema da edição! Vale a pena conferir!

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