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Salvador Nogueira é jornalista de ciência e autor de 11 livros

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Astronomia: O que é um buraco negro?

Por Salvador Nogueira

Você sabe o que é um buraco negro? Como ele nasce? Bem, chegou a hora de descobrir.

A GRAVIDADE DA QUESTÃO
A chave para entender os buracos negros é a gravidade, essa força tão difícil de explicar e fácil de sentir — basta um tropeço para você descobrir que está sendo atraído constantemente para o centro da Terra. É a gravidade que mantém o planeta coeso e também é ela que faz com que o Sol seja uma bola de gás, em vez de uma nuvem difusa. Quanto mais matéria reunida num lugar só, mais gravidade.

EQUILÍBRIO DE FORÇAS
O Sol é bem maior que a Terra, e por isso sua gravidade é mais intensa. Seu interior é tão comprimido que faz com que os átomos grudem uns nos outros — gerando energia no processo. É o que o faz brilhar. E é também o que mantém sua estabilidade. Enquanto a gravidade tenta esmagá-lo, a energia gerada em seu núcleo faz o esforço inverso, “inflando-o”.

FIM DE JOGO
Só que uma hora o combustível acaba, e a gravidade passa a agir desimpedida. No caso do Sol, depois que ele “morrer”, em mais uns 5 ou 6 bilhões de anos, o que restar dele será comprimido radicalmente, contido apenas por um limite de compactação que a própria matéria impõe. Nossa estrela terminará seus dias como um cadáver que os astrônomos chamam de anã branca.

VELOZES E FURIOSAS
Contudo, há no Universo estrelas bem maiores que o Sol. Elas terminam suas vidas em enormes explosões: as supernovas. E o que resta da detonação é comprimido de tal forma pela gravidade que supera o limite de compactação da matéria. Aí os elétrons caem nos prótons e temos um imenso átomo gigante só feito de nêutrons — uma estrela de nêutrons.

SEM LIMITE
Só que existem estrelas ainda maiores. E, nesses casos extremos, não há força conhecida que impeça a gravidade de ir às últimas consequências, comprimindo a matéria num espaço infinitamente pequeno. Eis aí um buraco negro. A despeito da pompa, ele é só uma estrela que foi esmagada até caber num espaço menor que a cabeça de um alfinete.

A coluna “Astronomia” é publicada às segundas-feiras, na Folha Ilustrada.

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