Astrônomos estimam quantas galáxias há no Universo observável: por baixo, 2 trilhões

Salvador Nogueira

O ancestral debate acerca de com quantos paus se faz uma jangada permanece sem resposta definitiva. Mas um novo estudo parece abordar com alguma convicção uma questão ainda mais difícil: com quantas galáxias se faz o Universo observável?

A resposta, de acordo com a equipe de Christopher Conselice, da Universidade de Nottingham, no Reino Unido, gira em torno de 2 trilhões. O número está alinhado com simulações de computador recentes realizadas por cientistas para estudar a evolução do cosmos desde o Big Bang, há 13,8 bilhões de anos, mas é pelo menos dez vezes maior do que aparece nas imagens mais profundas que fazemos do espaço.

O resultado ajuda a explicar por que os astrônomos estão constantemente batendo o recorde da galáxia mais distante e dá uma pista bastante boa de como esses grandes agregados de estrelas surgiram e evoluíram com o passar do tempo.

O trabalho, aceito para publicação no “Astrophysical Journal”, lançou mão de diversas campanhas de observação do espaço, dentre elas as históricas sondagens de campo profundo realizadas pelo Telescópio Espacial Hubble em 1996 e em 2006.

Essa história, aliás, merece ser relembrada. Nos anos 1990, a comunidade astronômica estava em polvorosa com os resultados extraordinários obtidos pelo Hubble. Cada grupo de pesquisa disputava a tapa tempo de observação do telescópio, com a escolha criteriosa de alvos que trouxessem o melhor resultado científico. E, em meio a tudo isso, o astrônomo Robert Williams lançou uma ideia inusitada: e se apontarmos o Hubble longamente para uma região do espaço onde parece não haver *nada*?

Era uma aposta ousadíssima. Mas Williams tinha uma carta na manga: ele era o diretor do STScI (Instituto de Ciência do Telescópio Espacial), órgão responsável pela administração do venerado satélite da Nasa e da ESA, e com isso tinha uma certa liberdade para alocar tempo pessoalmente para projetos que julgasse meritórios.

E assim nasceu a primeira imagem de campo profundo do Hubble: naquele pedacinho de espaço onde parecia não haver nada, o telescópio espacial encontrou milhares de galáxias, a distâncias abissais da Terra. Essa se tornou nossa primeira tentativa séria de chegar ao limite do Universo observável.

Aproveitando a deixa: Universo observável. Por que essa palavrinha aí? Por que não simplesmente “Universo”? Tem uma diferença entre um e outro e ela é bem significativa. Sabemos que o Universo hoje tem 13,8 bilhões de anos, e também sabemos que a velocidade da luz no vácuo é de 300 mil km/s — alta, mas ainda assim bastante modesta se comparada às enormes distâncias cósmicas.

Juntando essas duas coisas, chegamos à inescapável conclusão de que não podemos, no presente momento, observar o Universo inteiro. Estamos limitados apenas aos objetos cuja luz teve tempo para chegar até nós. O nosso Universo observável, no momento, tem um diâmetro de cerca de 90 bilhões de anos-luz.

“Ei, ei, ei, peraí”, diz o leitor atento. “Se a luz só teve 13,8 bilhões de anos para viajar desde o Big Bang até o presente momento, como podemos enxergar algo que esteja a 45 bilhões de anos-luz?”

Pergunta perspicaz. Mas lembre-se de que o Universo está em expansão desde o Big Bang, o que significa que a distância entre o objeto observado e nós aumentou significativamente desde que a luz saiu dele e começou sua viagem em nossa direção. Naquela época, a distância era menor.

Com efeito, conforme a luz atravessa o espaço que está literalmente se esticando, seu comprimento de onda é esticado. Por isso, galáxias mais distantes são mais bem observadas no infravermelho do que em luz visível — aqueles fótons eram visíveis quando saíram de lá, mas tiveram seu comprimento de onda alterado para infravermelho durante a viagem.

(Esse, por sinal, é o principal método para estimar a distância até essas galáxias — medindo o quanto o comprimento de onda da luz se esticou, sabemos por quanto espaço em expansão ela teve de passar.)

Legal, fizemos um belo desvio, mas voltemos agora à pesquisa de Conselice e seus colegas. Eles pegaram essas diversas sondagens do espaço profundo, com sua contagem de galáxias, e construíram uma função matemática que descreve a distribuição de galáxias em razão da distância que estão de nós.

Descobriram então o Universo profundo tem muito mais galáxias do que as nossas redondezas. Em contrapartida, elas são bem menores do que as que temos por aqui. E isso é exatamente o que eles esperavam.

Por quê? Como a velocidade da luz é limitada, quando olhamos para longe, estamos olhando para o passado. E os modelos consagrados de formação de galáxias espirais de porte respeitável, como a nossa Via Láctea, sugerem que elas são feitas a partir da fusão de galáxias menores, ao longo de bilhões de anos.

O fato de que, nas profundezas do Universo observável, há maior densidade na distribuição das galáxias e elas costumam ser bem menores confirma tudo que sabemos sobre a evolução do cosmos nos últimos 13,8 bilhões de anos.

(Por ironia do destino, um mistério ainda a ser totalmente elucidado diz respeito ao fato de que observamos uma quantidade menor de galáxias na época atual do que a prevista pelos modelos. Mas, no que diz respeito ao passado remoto, teoria e prática se encontram lindamente.)

O fato de que há 2 trilhões de galáxias com massa equivalente a pelo menos 1 milhão de sóis no Universo observável é bastante empolgante: revela que muitas descobertas devem advir da próxima geração de telescópios em solo e no espaço, como o GMT (Giant Magellan Telescope), o E-ELT (European Extremely Large Telescope) e o Telescópio Espacial James Webb.

Agora, não saia por aí dizendo que o Universo hoje tem 2 trilhões de galáxias — esse número a essa altura deve ser menor. Lembre-se de que só temos o potencial para ver todas essas porque, quando olhamos para longe, estamos enxergando o passado. A essa altura, lá nos cafundós do espaço observável, todas as pequenas galáxias que teremos a chance de ver com os novos telescópios, e cuja luz terá 13 bilhões de anos de idade, já se fundiram para formar outras de maior porte, mas menos numerosas.

O Universo tem um jeito estranho de se revelar a nós: ele permite que enxerguemos todas as épocas, funcionando como uma literal máquina do tempo para os astrônomos. Mas impõe com isso também uma limitação: jamais poderemos saber o que aconteceu com essas galáxias bilhões de anos depois que sua luz iniciou a jornada até aqui.

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Comentários

  1. Assim como os céus são mais altos do que a terra, assim os meus caminhos são mais altos do que os vossos caminhos, e os meus pensamentos, do que os vossos pensamentos”, diz Jeová Deus. — Isaías 55:9.
    Por mais especulações que o homem faça sobre a criação do universo sua grandeza e beleza, jamais compreenderemos plenamente o trabalho de Jeová Deus.
    Jeová Deus é o Criador da vida. (Salmo 36:9) Ele é a grande Causa Primária. Seu nome, Jeová, significa “Ele causa que venha a ser”. Suas criações são inumeráveis. Certamente há milhões mais do que o homem se apercebe. O Salmo 104:24, 25 sugere isso: “Quantos são os teus trabalhos, ó Jeová! A todos eles fizeste em sabedoria.” Jó 26:14 é explícito nisso: “Eis que estas são as beiradas dos seus caminhos, e que sussurro sobre o assunto se tem ouvido dele! Mas quem pode mostrar ter entendimento do seu poderoso trovão?” Vemos umas poucas beiradas, ouvimos alguns sussuros, mas entender o pleno significado do seu poderoso trovão está além do nosso alcance.
    19 No entanto, temos uma fonte melhor para vê-lo do que por meio das suas criações físicas. Esta fonte melhor é a sua Palavra, a Bíblia. Recorreremos agora a esta fonte no artigo que segue.

  2. Por ser leigo, estou sem os condicionamentos e paradigmas do grupo de notáveis, estudantes do assunto. Observo possíveis inconsistências no que tenho lido neste site. Por exemplo, quando especulam sobre a forma do universo ser finita ou infinitamente esférica, deixam de considerar a lei da relatividade, que também afirma que “o universo é curvo”. Desse modo, quando comentam o big-bang, imaginam os fragmentos de uma “ervilha primordial”, movidos pela força centrípeta da explosão, se afastando do centro em linha reta, e não em linha curva, como preconiza a lei da relatividade. O big-bang é também concebido como uma única “grande explosão”, como a que produz o estampido único de uma bomba de São João, e não, como o som de uma rajada de metralhadora, ou uma cadeia de explosões sucessivas, tal como ocorre com uma bomba atômica. Evidentemente, número estimado de dois trilhões de galáxias contidos no universo observável reflete também a atual incapacidade humana de, com seus potentes telescópicos, perscrutar ainda mais além, as galáxias desaparecerem no horizonte a partir da base, até atingir o topo, como ocorre com os navios que se afastam da costa, mar adentro.

  3. No contexto terrestre dentro do contexto cósmico, nossos telescópios são como microscópios; até onde pode evoluir as técnicas que constituem um microscópio para que veja até um átomo? O contexto da terra e de nosso sistema solar perante todo contexto cósmico nos limita a observância devido a interação que o microscópio passa a ter com o que observa; Assim acontece com os telescópios, as técnicas utilizadas na construção dum telescópio para observar o universo tem um limite em que o telescópio passa a interagir de algum modo com o verdadeiro comportamento do observado, bailando como estrelas binarias observador e observado, distorcendo o comumente movimento um sobre o outro. Ou seja, a ilusão técnica esta em paralelo a ilusão ótica que faz parte do conjunto técnico.

    Aquilo que observa faz parte do que é observado, de modo direto ou indireto, de longe ou de perto, somos o cosmos, somos o universo.

  4. Boa tarde Salvador, li todos os comentários e acho que meio Consegui diminuir minha duvida que sempre foi o seguinte. O universo existe ha 15bilhoes o big bang e sua extensão se da em 95 bilhões de anos luz como cada ponto esta viajando a milhares de kilometros foi isso que fez ter toda essa extensão ? Abraço

    1. Acho que ele se referiu à expansão do espaço, Salvador…

      Veja, Walter, os objetos PARECEM estar se afastando de nós por eles mesmos, mas, na verdade, o ESPAÇO se expande, criando mais espaço entre nós e eles, de modo que eles se afastam de nós fisicamente. E sim, essa velocidade é enorme e, por isso, mesmo tendo surgido no Big Bang há 13,5 bilhões de anos, eles estão muito mais longe de nós agora.

  5. Caro Amigo,

    Se estamos vendo as galáxias com 13 bilhões de anos, que provavelmente se fundiram e criaram outras, por que não vemos essas outras ??
    E se vemos, não vale a regra de 1 + 1 = 1 ??
    Pois se não descartarmos as mais antigas temos que 1 + 1 + 1 = 3 !!

    Grande abraço !!!

    1. Porque ainda não deu tempo (e nem dará, em razão da expansão cósmica). Só podemos ver o passado distante, porque só a luz do passado distante teve tempo de chegar até nós, desde o início do Universo.

  6. Apenas perguntando, porque lendo isso realmente fiquei em dúvida:

    mas para um hipotético viajante (digamos para o fóton) a viagem em velocidade c é virtualmente instantânea, correto? Porque o espaço entre fonte e observador diminui quando se viaja nessa velocidade, correto?

    Então a o espaço eventualmente criado entre a galáxia distante e eu não vai se encurtar para a passagem do fóton (na perspectiva deste), permitindo que ele chegue até o destino?

    Em outras palavras, por mais que se coloque ‘mais espaço’, o viajante à velocidade da luz supera esse espaço, pois ele se encolhe?

    Ou estamos diante de um paradoxo??

    1. Tijolada, se o espaço cresce mais rápido que o fóton viaja, o fóton vai viajar para sempre (na sensação de uma viagem instantânea) que nunca vai chegar ao seu destino. Agora, qual é o significado de instantâneo pela eternidade? Não faço a mais vaga ideia. Ainda bem que não sou um fóton… rs

    2. O mais interessante nessa idéia, acima de tudo, é que o fóton não percorre
      espaço algum. Para ele, o fóton, ele está sempre no mesmo lugar… inerte.
      A ilusão de movimento está no observador.

  7. Salvador, seja rho a densidade local de galaxias (em um volume nao muito pequeno para que haja muito variacao e nem muito grande para que o afastamento no tempo seja importante).
    Usando N = rho x 4 pi/3 R^3, onde R = 45 bilhoes de anos-luz, teriamos uma estimativa
    do numero de galaxias? Esse numero fica no intervalo 200 bilhoes < N < 2 trilhoes ?

    1. Boa pergunta, Osame. Em tese, essa é a conta certa. Mas não sei se ficaria no intervalo 200 bi < N < 2 tri, pelo simples fato de que o "200 bi" já era uma estimativa de contagem de galáxias no campo profundo, ou seja, já reflete uma densidade maior no passado.

  8. É no mínimo subjetivo afirmar que o “espaço” entre as galáxias se expande e por isso elas se afastam a uma velocidade eventualmente maior que c.

    Uma teoria que surge sugere que o Universo possa ter 4 (ou mais) dimensões espaciais. Pense no universo como uma hiperesfera 3D em expansão nas 4 dimensões que ocupa (suas próprias 3 mais a quarta na qual ela se curva).

    Parece difícil, mas se tirarmos uma dimensão fica fácil visualizar. Imagine um Universo 2D que se localiza na superfície de um balão. A superfície de um balão é um universo 2D (ou seja, com um sistema de duas coordenadas é possível localizar qualquer ponto), todavia é curvado na terceira dimensão. Ele não é infinito, mas também não tem princípio nem fim no espaço. Conforme o balão vai sendo enchido, as Galáxias 2D que estão nele vão se afastando umas das outras – todas! – e dependendo do ritmo da expansão, um observador 2D dentro desse universo 2D pode ter a impressão de que esse afastamento ocorre em velocidade superior a c. Mas essa velocidade é apenas aparente.

    Acho que vale refletir a respeito.

    Fontes:

    http://hypescience.com/nosso-universo-foi-criado-por-um-buraco-negro-de-quatro-dimensoes/

    http://www.silvestre.eng.br/astronomia/artigos/bigbang

    https://noticias.terra.com.br/ciencia/espaco/explosao-de-estrela-4d-pode-ser-origem-do-universo-diz-estudo,dc8001b703581410VgnVCM10000098cceb0aRCRD.html

    1. Complementando, por essa teoria, o Universo que conhecemos seria a ‘casca’ 3D de uma hiperesfera 4D. Sem início nem fim no espaço, ilimitado, mas finito. Se você saísse para qualquer lado e viajasse tempo suficiente, acabaria voltando para o ponto de onde saiu.

      1. O que me impede, dentro desse Universo 4D, de andar em direção à borda com velocidade suficiente – inclusive maior que C – e alcança-la? E não ter que, obrigatoriamente que voltar ao ponto de partida?

        1. O que te impede é o fato de não existir borda. É difícil compreender porque nossas mentes estão ‘presas’ em 3D, é-nos impossível imaginar 4D, não devemos nem tentar imaginar, só ‘chegar lá’ através da teoria.

          Mas dá pra ter uma idéia: imagine que você é um ser 2D, e seu universo é a casca de um balão inflável. Para qualquer lado que você ande, você nunca vai encontrar uma “borda”. É como andar na superfície da Terra – a superfície da Terra é um bom exemplo de plano 2D curvado na 3a dimensão.

  9. Aaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaah!!! É o espaço entre nós e “elas” que aumenta. Aí sim fez sentido. Valeu mesmo!

  10. Certo. Provavelmente o Universo seja esférico como supõem as observações. Então, nesse contexto, é natural crer que o espaço, quanto mais próximo da borda, se estica mais rapidamente que no centro. Por isso a conclusão, ainda não provada empiricamente, de que nas regiões mais afastadas o espaço esteja se esticando mais rápido que a Luz.
    Dentro desse pensamento, acredito certo que, fora dos grupos locais, nenhuma galáxia poderá contemplar a luz de outra qualquer, pois naquela região o espaço está se esticando muito mais rápido que o caminho que a própria luz pode percorrer.
    Indo mais além: Naquelas condições a luz nem mesmo sairá da galáxia, ou das galáxias em questão.
    Não sugere as observações de Buracos Negros?
    (Mas pode ser que realmente eu ainda não esteja entendendo a mecânica disso tudo, não por falta de esforço. rsrsrss)

    1. Marcos,
      Seu conceito está errado, um hipotético observador que estivesse próximo ao limite externo do universo (se isso existir), praticamente não perceberia a velocidade de expansão, se observasse os astros próximos a ele, da mesma maneira que não observamos a expansão do universo quando estudamos os astros a nossa cercania, a expansão ocorre em pequena velocidade ponto a ponto no espaço, ela só é grande e maior que a velocidade da luz se considerarmos astros muito distantes do observador, pois esta velocidade final constatada, será a somatória da expansão de todos os pontos da trajetória entre o observador e o astro muito distante observado.

      1. Oi Afrânio.
        Me permita discordar.
        Se o Universo partiu de um Big Bang, é certo que haja um limite externo que antes não existia correto? Outra hipótese – partindo do Big Bang – é impensável.
        Se estamos em um Universo esférico e em constante expansão, existe o lado de fora e o lado de dentro. Galáxias que se encontram mais próximas do centro da hipotética esfera se distanciam em uma velocidade tal. Outras que se encontram um pouco mais afastadas do centro se distanciam mais rápido devido a inflação. (Lembre: Nessa teoria em questão, as galáxias não se movem no espaço. É o espaço entre elas que está aumentando. Expandindo.) Sendo assim as Galáxias mais próximas da borda estão se distanciando em um ritmo frenético, muito mais rápido que a luz.
        Se as Galáxias estivessem viajando pelo espaço, sua premissa estaria correta. Porém, se as galáxias estiverem se utilizando do espaço para concluírem sua viagem, então toda a Teoria do Big Bang teria que ser revista.
        Sendo assim. Teimo em concluir: Nos confins do Universo Exterior as Galáxias, caso existam, são conjuntos solitários e desconhecedores do imenso Universo que as criou.

      2. Marcos,
        Quanto a estas suas afirmações:

        1 – Se o Universo partiu de um Big Bang, é certo que haja um limite externo que antes não existia correto?
        Não podemos afirmar que é correto, o espaço/tempo surgiu com o Big Bang!

        2 – Se estamos em um Universo esférico e em constante expansão, existe o lado de fora e o lado de dentro.
        Errado! A teoria da relatividade informa que o espaço não tem fronteiras!

        3 – …… as Galáxias mais próximas da borda estão se distanciando em um ritmo frenético, muito mais rápido que a luz.
        Errado! Nada pode viajar mais rápido que “C” velocidade da luz! (Novamente a teoria da relatividade)

        A constatação que a velocidade de afastamento das galáxias exteriores EM RELAÇÃO A NÓS pode ser maior do que a velocidade da luz “C” é facilmente entendida por este simples exemplo:

        Imagine um elástico de 10 metros de comprimento, com pontos numerados de 1 até 1.000, marcado sobre ele a cada centímetro, correspondendo ao total de 1.000 centímetros (10 metros) de toda a superfície do elástico. Agora estique este mesmo elástico assim preparado, até ele atingir 20 metros de comprimento, NO INTERVALO DE 1 MINUTO. Ao observarmos o que ocorreu, verificaremos que o intervalo entre qualquer número seqüencial, por exemplo, do número 880 ao número 881, a distância entre eles que era de 1 centímetro passou para 2 centímetros durante o experimento, portanto, podemos afirmar que para este ou qualquer outro par que tinha inicialmente 1 centímetro de distância entre si, a velocidade de separação foi de 1 centímetro por minuto. Agora, consideremos a distância entre, por exemplo, o ponto 20 e o ponto 200, e verificaremos que eles se distanciaram 180 centímetros, portanto a uma velocidade de 180 centímetros por minuto entre eles…, e assim por diante. Se tomarmos os pontos de número 1 (em uma das extremidades do elástico) e o ponto de número 1.000 (na outra extremidade) obteremos a velocidade de 1.000 centímetros por minuto, ou seja, os 10 metros que esticamos o elástico em 1 minuto. Agora extrapole para as distâncias estelares e você facilmente superará a velocidade da luz para os pontos mais distantes entre si, sem contrariar os postulados do seu Alberto.

        É isto que eu quis dizer quando afirmei na resposta anterior que “a velocidade final constatada será a somatória da expansão de todos os pontos da trajetória entre o observador e o astro muito distante observado” CQD

          1. Caguei de novo pra sua existência medíocre, só estava aplaudindo o esforço do afrânio, que já contribuiu muito mais com o blog neste comentário do que você a vida toda, jumento.

          2. Então, vamos lá. Depois da treta toda, fui reler o post do Afrânio. Não há nada de errado com ele.
            Ele não diz em nenhum momento que a velocidade da luz medida dessas galáxias ultrapassa c. A luz sempre viaja (e é percebida) à velocidade da luz, não importando a condição do observador. Essa é a base da relatividade. Se um dia descobrirmos que a velocidade da luz no vácuo pode variar, teremos de jogar a relatividade fora (e chorar em prantos pela falta de uma teoria que explique tanto quanto ela). Então, isso é absolutamente intocável até prova em contrário. A velocidade da luz é sempre percebida como c, seja qual for seu estado de movimento.
            Tendo dito isso, o que o Afrânio destaca é que o espaço entre nós e as galáxias mais distantes está se expandindo mais depressa do que a luz consegue viajar. Isso significa que um raio de luz que saia HOJE desta galáxia distante, viajando à velocidade da luz, não vai chegar nunca até nós, porque “nasce” mais espaço do que ela consegue atravessar. Se por acaso o espaço parasse de se expandir, esse raio de luz chegaria até nós, e nós mediríamos sua velocidade, naturalmente, como c. Mas ninguém aí sabe onde fica o freio de mão da expansão cósmica. A julgar pela ação da energia escura, ela deve continuar para sempre. E isso quer dizer que a galáxia distante que hoje percebemos como ela era 13 bilhões de anos atrás atualmente está fora do nosso horizonte observável, porque a velocidade de recessão (tecnicamente, o ritmo de esticamento do espaço entre nós e ela) é superior a c.
            Se eu precisar fazer uma crítica ao post do Afrânio, destacaria apenas que é incerto que o espaço e o tempo tenham nascido com o Big Bang. Isso é uma possibilidade, mas outra é que o Big Bang tenha se dado num espaço e num tempo pré-existentes. Não sabemos. Talvez, quando conseguirmos detectar as ondas gravitacionais do Big Bang, saibamos. Por ora, se o Big Bang é o início do tempo e do espaço ou não, isso é fruto de especulação. (É certo que ele é o início do espaço observável tal qual o vemos hoje, mas não de todo o espaço que pode haver lá fora, além do horizonte observável.)
            Ufa! Crianças, vamos todos ser mais harmoniosos. Sei que os ânimos andam acirrados por conta de uns e outros — eu mesmo não tenho mais paciência para discutir design inteligente e historicidade de Jesus –, mas somos uma comunidade legal. Tentemos manter a coisa no alto nível de costume, pelo menos quando os trolls do UOL não estão olhando… rs
            Abraços a todos!

          3. E, ao contrário de você que é analfabeto científico, ENTENDI o que ele disse no comentário, o que não tem ABSOLUTAMENTE nada a ver com o que você acaba de afirmar, jumento.

          4. Grato Salvador e Eu™, Tenho estudado muito, e sinto que meus conceitos melhoraram. É uma pena que eu não tenha a capacidade didática e de comunicação que vocês têm.

        1. Está bem errado isso, Afrânio. A velocidade da luz no vácuo é ‘c’ para qualquer observador, em qualquer situação de velocidade dos observadores.

          Imagine o seguinte: Eu saio viajando pra um lado a 200.000 km/s (em relação ao ponto de partida). Você sai viajando para o lado oposto a 200.000km/s (em relação ao ponto de partida). Você olha na minha direção. Você nunca vai me ver, certo? ERRADO. A minha imagem vai viajar a 300.000km/s em sua direção e vai chegar. A conta não fecha por causa da distorção do espaço-tempo. ISSO é relatividade.

          Quando duas galáxias se ‘afastam’ a uma velocidade superior a ‘c’, isso é apenas uma velocidade APARENTE, influência da dimensão extra. Caso contrário, afrontaria sim a teoria do seu Alberto.

        2. EuTM disse: “Caguei de novo pra sua existência medíocre, só estava aplaudindo o esforço do afrânio, que já contribuiu muito mais com o blog neste comentário do que você a vida toda, jumento.

          Eu™ – 18/10/2016 2:42 pm -”

          Você gosta de cag…. hein? Fase anal ainda não terminou? 😛

          1. Sabe o que eu acho mais triste nesses embates? É que nem podemos colocar na conta de chamadas no UOL… São os próprios leitores recorrentes do blog que resolveram tretar e criar intrigas. O Troll aí, vem fazer o quê? E aquele pateta do Oswaldo Gil? E o cara que está sempre a zapear, como é mesmo o nome dele? E o Diogo “Toupeira sapiens” Morelli? Esses caras estão aqui TODOS OS DIAS só para encher o saco. Incrível, né? Incrível e deprimente, devo dizer.

            Peço aos visitantes de bem que não esmoreçam. Vamos prevalecer! 🙂

        3. Interessante. O Salvador não elencou o EuTM entre os leitores recorrentes que resolvem tretar.

          1. Não, não elenquei. Eu gosto do EuTM. Acho que ele agrega bastante valor aos comentários, além de ser meu amigo. Às vezes se sobressai. Hoje mesmo pediu desculpas porque ia dar uma “última alfinetada”. Em respeito à longa ausência, tolerei. E, não vou mentir, às vezes dou risada das raquetadas que ele distribui. Mas só às vezes. 😛

        4. Oi Afranio. Achei bastante claro seu comentário. Obrigado.
          Agora imagine. Apenas imagine que você tenha duas bexigas que podem se dilatar imensamente ok?
          A primeira você enche com 20 centímetros de diâmetro e a segunda com 200 centímetros.
          Na superfície das duas bexigas você desenha pontos, todos na mesma distância entre si.
          Em seguida enche as duas bexigas na mesma proporção de enchimento.
          Pergunto: Os pontos da primeira bexiga se distanciarão na mesma proporção que da segunda?
          … desculpe usar bexigas, mas você usou um elástico.
          abraço.

        5. Adorei ver essa explicação do Afrânio, devidamente balanceada pelo Salvador. Ele merece os aplausos dados pelo Eu(TM)! E o Salvador está certo, por que vir com pedras quando o debate está de alto nível?

          Tirando essa trollagem inútil, os comentários no post só o abrilhantam pela qualidade das dúvidas sérias e bem intencionadas. Por isso, o Mensageiro Sideral é uma das melhores coisas que a Internet trouxe para nós.

    2. Aí é que está – não existe borda. O universo NÃO é esférico. NÃO existem galáxias numa ‘região limite’, onde olhando para um lado o observador vê o universo e olhando pro outro vê o ‘nada’.

      Este site aqui explica passo a passo: http://www.silvestre.eng.br/astronomia/artigos/bigbang

      mas é só botar Universo 4D no google que você encontra bastante material.

      1. Dentro de uma proposta 4D posso até concordar com você, mas aqui estamos falando sem levar em conta essa mais uma nova teoria. Estamos concluindo nossos raciocínios dentro de um contexto 3D e ainda por cima levando em conta a teoria do Big Bang.
        É baseado nisso que afirmo que o Universo é esférico e finito.
        Dentro de outras teorias, como a M, tudo muda.

        1. Pelo que eu saiba, Marcos, a Astronomia ainda considera o Universo infinito e não-esférico… Esse ainda seria um dos maiores dilemas da Ciência, ainda não há uma resposta definitiva…

  11. Olá Salvador!

    Essa estimativa de 2 trilhões de galáxias de alguma forma modifica a proporção de matéria, matéria escura e energia escura?

    Obrigado pela paciência e atenção que nos dá.
    Paulo

  12. gostei da sua participação no Matéria de Capa. Você inclui, esclarecendo informações e fatos, leigos apaixonados pela astronomia.

  13. Salvador Nogueira e sua miniatura da Enterprise. 😀
    Muito bacana a sua participação no Matéria de Capa. Parabéns! É um ótimo programa. Principalmente quando fala de astronomia.
    Salvador, você já fez umas imagens com aquele seu telescópio, ou ele e só de enfeite? Compartilhe aí com a gente!

    1. Obrigado! Eu nunca fiz imagens com o telescópio, mas observava com ele, até meu filho derrubar no chão e zoar com o brinquedo. Virou enfeite agora. E a grana está curta para um upgrade. Mas eu chego lá! 😉

  14. Salvador.

    Tenho acompanhado suas matérias na Folha com grande interesse. Você consegue simplificar o que é complicado, com muita arte.

    Faço uma pergunta: por que o nome Mensageiro sideral? Na minha fantasia, você o escolheu para chamar o público em geral, e particularmente o pessoal com pé no misticismo, para informar sobre o fazer da ciência ‘normal’ (no dizer de Khun). Foi isso? Esse nome é bastante coerente com os conteúdos das matérias, ao mesmo tempo em que evoca astrologia, anjos celestiais e assemelhados.

    Muito obrigada
    Um abraço
    M.Luiza

    1. Maria Luiza, o nome Mensageiro Sideral é uma homenagem ao saudoso Galileu. Seu primeiro livro — em que ele reporta a descoberta das luas de Júpiter, as montanhas e crateras da Lua e as incontáveis estrelas que compõem a Via Láctea — foi intitulado Sidereus Nuncius. A tradução mais erudita seria “Mensagem das Estrelas”. Mas uma tradução possível seria “Mensageiro das Estrelas” ou “Mensageiro Sideral”.

      Então, não pensei realmente em atrair o pessoal com pé no misticismo, embora ache a estratégia válida e, se o nome ajuda, tanto melhor. Uma ação premeditada com esse fim foi publicar minha coluna semanal de Astronomia no jornal impresso ao lado da Astrologia. 😉

      Abraço!

  15. A tribuna é livre?
    Sendo…
    Fogo de chão.

    Alquimia luxuriosa;
    Este desejo metafórico e tête-à-tête.
    Teses, modelos cíclicos, refutações em pormenores calendários (analíticos).
    Escapulário
    Forma, cor, tamanho e estilo.
    Escapuliu?
    A compreensão cósmica também é assim;
    Qual o gosto do espaço?
    Têm gosto?
    O tempo de cocção, (datação Bilionésima), das matérias por vezes extrapola a validade dos ingredientes.
    Imaterialidades;
    Questão de conclusão de curso:
    Se é tão fora (extra) quanto dentro (nano/intra) pode-se usar quaisquer métodos de datação? Apertadamente e acertadamente, medir/observar os sentidos de (absorção dos obstáculos por velocidades em trânsito)?
    Mudar a receita até a saída mais próxima; “transmutação dos estados” em algo comestível? Algo digerível?
    Leve em esta conta (as despesas e os bichos extintos).
    Expurgando os demônios da ciência!
    Intervenção criativa em nós;
    Há realmente neste caso (cocção do pensamento) algum acertado/método científico? Lá vêm a tal percepção ótica da realidade de novo!
    Se ainda não chegamos lá, algo nos limitou;
    Vastíssimo chef cozinheiro.
    Entendendo as pragas; E deixando bem claro, gosto de sopa de letrinhas.
    Seria este, o simples bombardeio cósmico, o único “irresponsável” por todos “espécimes” de desventuras em série em este fogo de chão?
    Obra do “ocaso” e vamos conhecendo as razões:
    Mutações e cálculos matemáticos em bamboleios gravitacionais espiem… o armazém das Utopias.
    Respeitemos os prazos de validades? Em quase tudo, há margem para erros.
    Misturança?
    Vixe… Incoerência dos Sabores!
    E não culpem a flora cerebral ops… intestinal por não dar conta deste recado.
    Em esta microbiota, incompatível, expulsando via “buracos negros” algo incognoscível, por vezes “matéria dura fria e escura”.
    A sopa galáctica é assim… Cheia de “acassos” gastronômicos.
    Perde-se a vesícula estelar dantes abarrotada por mo di quê?
    Um belo arroto e ainda cabe mais.
    Desconforto inteligível ou novamente obra do acaso?
    O próximo passo, receita andarilha !
    A altivez dos achismos e o limitador das opções.
    As distâncias
    Onde podemos ir? Senta a pua (acelera o moto perpétuo ai sô)!
    Compreendida a receita em tantos D(s) Dimensões
    4…3…2…1…
    Humfh… Haverá os impossíveis gastronômicos, seu crítico culinário de uma figa!
    Figa? Mandinga, Reza Brava. E os Ismo(s), neologismos, achismos, puxa-saquismos, ateísmos etc.
    Em todo empreendimento humano precisamos ter fé. Nisto, naquilo e o aquilo outro?
    É… É preciso ter fé!
    Receita lida e entendida, má ou meno, quero sim, quero não, põe sim, põe não.
    Emulsificador e mãos á massa!
    “A estabilidade é a chave para o sucesso”.
    Estabilidade em queda livre? Segurem-se nas poltronas da confiança, pois a batedeira planetária está ligada.
    No circuito dos saberes e de gostos bem pessoais: eu como, eu gosto, gostei, não gostei, sei lá entende?
    Aquela pausa dos momentos; onde tudo e nada passa diante de nossos olhos (nus).
    Será que vai ficar bom? Senão, precisaremos revisar os dons.

    Há um único D’us, ora delimitador ora libertador de todas as formas e coisas.
    Transcendente, atemporal e imortal!
    Obrigado HaShem!

  16. Os cientistas querem impor um limite ou um começo para o universo. Para que haja limite, tem que haver alguma coisa depois desse limite. Para que haja começo, tem que haver alguma coisa antes. Para que haja Big Bang, tem que ter sido originado de alguma coisa. Ou seja, o universo sempre existiu.

    1. Não são os cientistas que impõem os limites. É o Universo que impõe um limite aos cientistas. 😉

  17. Mestre Salvador, li há tempos atrás ( 2 ou 3 anos), que como o tempo e o espaço foram criados a partir do Big Bang, pois antes, em tese, não existiria nada, a velocidade de expansão do universo não precisaria, necessariamente, ser igual ou inferior a velocidade da luz. Ou seja, a expansão inicial poderia ser superior a velocidade da luz, pois não haveria espaço ” pelo seu caminho”…tem algum sentido ? Abraços !

    1. Fernando, não há garantia alguma de que o tempo e o espaço tenham nascido no Big Bang. Esse é um modelo possível, mas é difícil discriminar entre ele e outros modelos que pressupõem a existência de tempo e espaço antes do Big Bang…

  18. Boa tarde salvador, tenho uma pergunta, mas não sei nem se vou conseguir formular ela.
    Pensando aqui, então é possível atrás do apontamento das lentes de um telescópio, observar o tempo no passado, de forma que possamos viajar do início do big Bang, até próximo aos dias atuais, ex: 13 bilhões de anos atrás, 7 bilhões, 1bilhao, 500 milhões. Etc…. Isso com locais diferentes do universo…

  19. Salvador Nogueira és um dos melhores do mundo na arte de explicar assunto tão complexo em linguagem que qualquer criança entente. Isso é que é talento. Aplausos

  20. Salvador, ao observarmos o espaço profundo, vemos objetos como eram há 13,8 bilhões de anos atrás. No entanto, nós observadores não estávamos aqui quando tudo começou, quero dizer que luz, a informação, de como tudo era no começo já passou por aqui e a perdemos. Seria por isso que não conseguimos observar galáxias em formação ou, no limite extremo, o começo de tudo?

    1. Sergio, o que você esquece é que o começo se deu em toda parte, de modo que, se a luz que foi emitida na borda do Universo observável acaba de passar por aqui, a que foi emitida um pouquinho além dele estará chegando em breve! Por isso ainda vemos a radiação cósmica de fundo, emitida 380 mil anos depois do Big Bang!

        1. Tipicamente são 6, mas não há uma lei que proíba fazer com mais ou com menos paus. Existem jangadas com outras quantidades de paus.

  21. Salvador, não sei se é quase pedir pra vc desenhar… O que se expande em velocidade superior à da luz seriam as bordas do universo? Porque, se são as bordas, de que maneira as galáxias, que não se deslocam acima da velocidade da luz, poderiam desaparecer do nosso campo de visão, ainda que se desloquem na mesma posição em que o universo se expande? Quero dizer que, se elas próprias não se deslocam acima da velocidade da luz, como seria possível que em algum momento a luz delas não mais chegue até aqui? Por que que a expansão do universo faria com que a galáxia, que não se desloca acima da velocidade da luz, se torne invisível?
    Faz sentido a pergunta?

    1. Gustavo, imagine que a galáxia esteja “parada” lá nos canfundós do Universo. Com relação ao espaço subjacente a ela, o movimento é de baixa velocidade. Contudo, o espaço entre ela e nós está se esticando — a distância entre nós está aumentando sem ela se mexer, a um ritmo superior a 300 mil km/s. O nosso horizonte observável, por sua vez, cresce a 300 mil km/s. Logo, mesmo se mexer com relação ao espaço, ela estará fora dele.

      1. Tá errado isso, Salvador. A velocidade da luz no vácuo entre dois objetos é SEMPRE ‘c’. Mesmo que eles se afastem um do outro a qualquer velocidade. Mesmo que o ‘espaço entre eles se estique’.

        1. Mas é exatamente isso que eu tenho dito. A velocidade da luz no vácuo é sempre c, não importando a velocidade do observador ou da fonte de luz.

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