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Salvador Nogueira é jornalista de ciência e autor de 11 livros

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Astronomia: Governo dos EUA faz exercício para lidar com impacto de asteroide

Por Salvador Nogueira

Governo americano faz ensaios para lidar com o possível impacto de um asteroide na Terra.

Representantes da Nasa, da Fema e de outras instituições do governo americano simulam reação a impacto de asteroide no último dia 25 (Crédito: Nasa)
Representantes da Nasa, Fema e outras instituições do governo americano simulam reação a impacto de asteroide no último dia 25. (Crédito: Nasa)

ENSAIO PARA TRAGÉDIA
O governo americano está conduzindo treinamentos para lidar com o potencial impacto de um asteroide na Terra. O último dos exercícios foi realizado em 25 de outubro, promovido por duas agências federais: a Nasa e a Fema. A primeira cuida do espaço, e a segunda é responsável por gerenciar emergências.

SÓ UM EXERCÍCIO
Os esforços não refletem a descoberta de um asteroide que vá colidir conosco. Trata-se meramente do reconhecimento de que, cedo ou tarde, algo assim pode vir a acontecer. “Não é uma questão de se, mas de quando lidaremos com uma situação assim”, disse Thomas Zurbuchen, vice-diretor do setor de ciência da Nasa.

QUATRO ANOS EM UM DIA
O exercício envolveu a simulação de uma crise causada pela descoberta de um asteroide que daqui a quatro anos, em setembro de 2020, iria colidir com a Terra. Esse bólido fictício teria entre 100 e 250 metros, capaz, portanto, de danos consideráveis — mas não o fim da civilização, reservado apenas àqueles com 1 km ou mais.

AÇÃO COORDENADA
Representantes de várias instituições entraram no jogo. Entre os participantes estavam agentes da Nasa, da Fema, do Departamento de Energia, da Força Aérea americana e do escritório de emergências da Califórnia, estado onde a pedra espacial supostamente iria cair.

SEM DEFLEXÃO
Com só quatro anos entre a descoberta e o impacto em si, os cientistas nem cogitaram uma missão para tentar desviar o asteroide. Os esforços foram concentrados em mitigação, com a evacuação da região metropolitana de Los Angeles e a criação de estratégias de como informar adequadamente o público.

PERIGO REAL
Tudo não passou de um exercício. Mas ele mostra que finalmente o risco dos asteroides começa a ser levado a sério pelos governos. Já não era sem tempo; no mês passado, o número de objetos próximos à Terra descobertos ultrapassou o marco de 15 mil. Nenhum deles oferece perigo imediato — mas há muitos mais de onde vieram esses, apenas esperando para ser descobertos.

A coluna “Astronomia” é publicada às segundas-feiras, na Folha Ilustrada.

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