Pesquisa da Nasa diz que ‘motor espacial impossível’, que opera sem combustível, funciona

Um “motor espacial impossível” que está sendo investigado num laboratório da Nasa, o chamado EM Drive, passou por mais um importante teste: teve o mesmo desempenho no vácuo que havia demonstrado antes em experimentos feitos no ar.

Harold "Sonny" White, físico da Nasa, e um propulsor que dispensa combustível. Estão dizendo que funciona... (Crédito: Nasa)
Harold “Sonny” White, físico da Nasa, e um propulsor que dispensa combustível. Estão dizendo que funciona… (Crédito: Nasa)

Os resultados da equipe da Nasa acabam de ser publicados num periódico com revisão por pares, o “Journal of Propulsion and Power”, do importante AIAA (Instituto Americano para Aeronáutica e Astronáutica). É a primeira vez que o tema controverso ganha as páginas de uma revista científica com esse sistema de controle de qualidade.

De acordo com os resultados obtidos, o dispositivo gerou um impulso bastante modesto, mas, para algo que não usa propelente algum, trata-se de um resultado surpreendente e extremamente animador. No fim das contas, pode vir a ser a tecnologia que viabilizará viagens interestelares, algo que está totalmente fora do alcance dos métodos de propulsão tradicionais — pelo simples fato de que é impossível levar combustível suficiente para realizar a viagem.

Claro, fale para a imensa maioria dos físicos que algo vai se acelerar no vácuo sem uma massa propelente que seja capaz de gerar um jato de exaustão na direção oposta, e eles dirão que isso é impossível, pois contraria as leis da física. Um dos princípios mais elementares é a famosa conservação do momento.

Não, não é quando a gente tira uma foto para ter um momento guardado para sempre. Em física, momento é tão somente a quantidade de movimento, expressa pela multiplicação da massa pela velocidade de um objeto. Em tese, você pode transferir momento de um objeto a outro. Mas as coisas, em tese, não deveriam funcionar se você tenta acelerar sem “roubar” momento de algum outro lugar. Por tudo que sabemos das leis da natureza, não se pode criar mais momento do nada.

Por esse pequeno grande detalhe sempre houve — e continua a haver, sejamos francos — muita desconfiança por trás do conceito, desde que ele foi apresentado, no começo dos anos 2000.

Os próprios pesquisadores da Nasa (liderados por Harold “Sonny” White, chefe do laboratório Eagleworks, instalado no Centro Espacial Johnson, em Houston) mantêm uma postura agnóstica com relação à tecnologia controversa, noves fora os resultados positivos. Em seu artigo, eles listam exaustivamente todas as fontes experimentais de erro que poderiam explicar os resultados. Eles particularmente não acreditam que alguma delas esteja gerando um falso positivo, explicando detalhadamente o que fizeram para mitigar os problemas em seu experimento. Mas também admitem que não podem descartar completamente boa parte delas — e sempre pode ser algo em que eles sequer pensaram. De toda forma, um item dessa lista já pôde ser completamente descartado: o ar não tem participação no modesto impulso gerado.

Os testes foram feitos com a acoplagem do dispositivo a um pêndulo de torção, mantidos numa câmara a vácuo. O motor em si lembra basicamente uma secção transversal de um cone. Em seu interior, uma fonte de energia elétrica gera radiação eletromagnética em micro-ondas (o EM do nome), e é isso que, de algum modo, geraria a propulsão. No experimento, esse dispositivo foi alimentado com eletricidade, com diferentes níveis de potência: 40, 60 e 80 watts. A ideia básica do experimento era medir qualquer propulsão que alterasse o padrão de movimento do pêndulo.

 

O EM Drive (secção de um cone em cor de cobre) instalado no pêndulo de torção no Centro Espacial Johnson (Crédito: White et al.)
O EM Drive (secção de um cone em cor de cobre) instalado no pêndulo de torção no Centro Espacial Johnson (Crédito: White et al.)

Para se certificar de que estavam medindo mesmo o motor em funcionamento, testes foram feitos para gerar propulsão à frente, para trás e nula (usando, ainda, em outra configuração um peso morto equivalente ao dispositivo ligado ao pêndulo para efeito de controle).

“Os dados de impulso para frente, para trás e nulo sugerem que o sistema estava funcionando com uma taxa de empuxo por potência de 1,2 milinewton (mais ou menos 0,1 milinewton) por quilowatt”, escreveram White e seus colegas.

CERTO. SE FUNCIONA, COMO FUNCIONA?
Há duas formas de responder a essa pergunta, a curta e a longa.

A curta é: ninguém sabe.

A longa é: mesmo entre os entusiastas do EM Drive não há acordo. Um de seus primeiros proponentes, o britânico Roger Shawyer, sempre defendeu que não há mistério e que seu propulsor sem combustível não viola as leis da física.

O que ele diz é que é possível configurar a cavidade (a secção do cone) de forma que um bate-rebate das micro-ondas em seu interior trocasse momento com o fundo do dispositivo, gerando propulsão. A imensa maioria dos físicos — inclusive o pessoal da Nasa — diz que isso não faz o menor sentido.

Contudo, eles também mediram alguma propulsão, e acham que não é erro experimental: precisa ser explicado, portanto.

White, que é formado em engenharia mecânica com doutorado em física, também acredita que o dispositivo não viola as leis da física, mas por outro motivo: segundo ele, o EM Drive interage de uma forma exótica com a energia do próprio vácuo. Uau.

Pois é, foi-se o tempo em que o vácuo era um “nada” puro e absoluto. Hoje sabemos que mesmo o mais vazio dos vazios tem alguma coisa — ele tem energia, ou, mais precisamente, tem a probabilidade, por menor que seja, de não ser vácuo.

Uma das demonstrações mais chocantes da mecânica quântica é que essa probabilidade não é mero artefato teórico. Ela se realiza de fato na natureza, gerando no vácuo um mar de partículas virtuais. Elas são em tudo similares às partículas convencionais, que formam tudo que existe no Universo, com uma diferença essencial: elas aparecem e desaparecem numa fração de segundo e, por isso, não afetam o balanço total de energia do Universo. (Partículas que aparecessem no vácuo e não desaparecessem mais violariam outro princípio de conservação, o da energia.)

Usando interpretações menos comuns da mecânica quântica, White e seus colegas sugerem que o tal EM Drive estaria interagindo com esse mar de partículas virtuais e, de algum modo, é delas, em sua fugidia existência, que o dispositivo “roubaria” o momento para produzir sua propulsão, sem violação das leis físicas.

Faz algum sentido? Hm, ótima pergunta. Se eu soubesse a resposta, poderia me tornar o primeiro especialista reconhecido em EM Drives. Como esse cara ainda não existe, vamos ter de conviver com a dúvida, pelo menos por enquanto.

E O TAMANHO DA REVOLUÇÃO?
Bem, vamos supor que, independentemente de como funcione, o negócio pelo menos funcione de fato. Falamos lá em cima do impulso medido: 1,2 milinewton por quilowatt. Como comparamos isso com outras formas de propulsão mais conhecidas?

Não podemos colocar isso lado a lado com um foguete de combustão química, porque não tem nem comparação. O foguete ganha de lavada. Os ônibus espaciais americanos, por exemplo, tinham um pico de empuxo de 30,1 meganewtons. Saltamos dos mili (milésimos) para os mega (milhões).

Precisamos de um coice desses, como o do ônibus espacial, para vencer o campo gravitacional terrestre. Então você não pode imaginar decolar do chão com um EM Drive — ao menos não com esse desempenho medido. Seria como tentar soprar numa nave para ela subir.

Em compensação, em dez minutos de propulsão o ônibus espacial esgota seu combustível, atinge uma órbita e está à mercê da inércia, sem capacidade de acelerar mais. É nessa hora que o EM Drive, em tese, brilharia. Como ele não usa combustível, poderia acelerar indefinidamente — é o famoso “devagar e sempre”.

Uma tecnologia avançada e recente que mistura um pouco de cada coisa — usa combustível, mas é econômica, e tem empuxo fraco, porém duradouro — é a chamada propulsão iônica. Ela já foi usada com sucesso em algumas espaçonaves, como a sonda Dawn, que está neste momento explorando o planeta anão Ceres, no cinturão de asteroides.

White compara o desempenho do EM Drive medido no laboratório deles com o de um propulsor iônico de última geração. Enquanto cada quilowatt de eletricidade gera 1,2 milinewton de impulso com o EM Drive, um motor de íons geraria 60 milinewtons. Ou seja, uma tecnologia como a embarcada na Dawn é umas 50 vezes melhor que esse EM Drive aí.

E a Dawn, não custa lembrar, levou quatro anos para ir da Terra até o cinturão de asteroides, que fica aquém da órbita de Júpiter — logo ali na esquina, se estamos sonhando em voo interestelar.

Então, importante, pelo menos no momento, a gente não se prender muito a números incríveis que têm sido atirados por aí, como ir à Lua em quatro horas, a Marte em 70 dias e a Plutão em 18 meses. Calma lá.

De onde a galera tira esses números, então?

De uma extrapolação que White e sua equipe fizeram em outro momento, supondo que se pudesse chegar a um nível de propulsão de 0,4 newtons por quilowatt — um desempenho pouco mais de 300 vezes maior que o medido.

Com esse mesmo desempenho, ir até Proxima Centauri, a estrela mais próxima, a 4,25 anos-luz, levaria 122 anos. Se fosse possível melhorar o desempenho por um fator de dez, para 4 newtons por quilowatt, a viagem levaria 29,9 anos.

Legal, né? Mas é 4.000 vezes mais do que o desempenho medido, e esse desempenho ainda pode nem ser real!

Moral da história: ainda temos um longo caminho a percorrer.

A boa notícia é que, como nem sabemos como isso poderia funcionar, no momento em que descobrirmos, teremos capacidade de projetar essas coisas para funcionarem com mais eficiência. E aí talvez descubramos que é possível fazer esse salto de 4.000 vezes no desempenho.

Por ora, no entanto, a aposta mais segura para missões interestelares é a tecnologia de velas com propulsão a laser, desenvolvida pelo projeto Breakthrough Starshot. Pelo menos, ela não envolve nenhuma física maluca. E, de toda forma, é muito legal vermos diferentes alternativas aparecendo. Sinal de que, cedo ou tarde, vamos matar essa charada e descobrir como viajar entre as estrelas.

Quem sabe até mais depressa que a própria luz? Harold White também trabalha numa linha de pesquisa que tenta criar uma dobra espacial, encolhendo a distância entre dois pontos, à moda de “Star Trek”. Mas o progresso aí é ainda mais lento que o dos EM Drives. Ou seja, não prenda a respiração.

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Comentários

  1. Tenho certeza absoluta de que antes que subam mais alto como imaginam, eles descerão ao mais profundo dos abismos. Acompanhe.

  2. Veja, fiz aqui umas contas de padaria com as seguintes fórmulas:

    F = m . a
    v = vo + at – considerando vo=0, t = v/a, e portanto t = vm/F

    Sendo
    F = 0,001 (1 milinewton)
    m = 1000 (1 tonelada)

    Para atingir
    100 kilometros por hora (+/- 28 m/s) – 324 dias
    1000 kilometros por hora (+/- 278 m/s) – 9 anos
    3.000 kilometros por segundo (c/100) – 95 mil anos
    30.000 kilometros por segundo (c/10) – 951 mil anos
    300.000.000 kilometros por segundo (c) – 9,5 milhões de anos

    Claro que isso não leva em conta efeitos relativísticos.
    Perguntas:
    1) Essa abordagem newtoniana está correta?
    2) A partir de qual velocidade o efeito relativístico começa a ser importante?
    3) Qual seria a fórmula para o cálculo do tempo levando em conta os efeitos relativísticos?

    Valeu e mais uma vez parabéns contínuo no espaço e no tempo pelo seu blog!

    1. A partir dos 30 mil km/s já começaria a diminuir, ainda que bem pouco, a aceleração. E, claro, 300 milhões de km/s é proibido pela relatividade. A velocidade máxima permitida no Universo é a da luz, 300 mil km/s.

        1. Bem, a resposta vale do mesmo jeito. Quando chega a uns 30 mil km/s, a coisa já começa a ficar relativística. E vai ficar séria mesmo passando de 0,25 c.

    2. Boa tarde meu amigo.
      Seus cálculos são bons, mas eu acredito que não serve para este motor.
      Teste feitos nele mostra uma de dobra espacial.
      Um laser disparado na borda do motor, para ver se ele curvava o espaço, demonstrou que nessa ária a luz viajou 300mil vezes no mínimo mais rápido que a luz.
      Se tal fato for entendido e aplicado em toda nave, não haverá velocidade para começar a sentir os efeitos relativista.
      Se não descobri como funciona e só usar o motor os efeitos relativistas são sentidos com mais intensidade aos 90% a velocidade da luz, mas com um motor como o emdrive isto é um mistério

  3. Salvador, parece que a melhor proposta para o motor EmDrive é utilizá-lo continuamente em longas distâncias. Entretanto, para manter uma aceleração constante, conforme a velocidade da nave vai aumentando, não seria necessário mais e mais potência para alimentar o motor? Se este for o caso, isto tornaria o projeto inviável?

    Abraços

    Cleber

  4. Salvador, me saaalve!!! De onde vai sair a energia para alimentar o motor??? “No experimento, esse dispositivo foi alimentado com eletricidade, com diferentes níveis de potência: 40, 60 e 80 watts”…

      1. heheheh… Na verdade, então, não é um motor espacial que opera sem combustível. Essa NASA, viu?! E, se obtém o empuxo a partir da eletricidade, assim como o iônico, não percebi sua vantagem, já que o rendimento W/N é inferior.

        1. Vou repetir: ele não usa combustível. O motor iônico, além de eletricidade, precisa de gás xenônio para o jato de exaustão do motor. Acabou o xenônio, acabou o motor. Esse não, se você entregar eletricidade, ele não precisa de combustível, só eletricidade. É uma grande diferença, porque você pode manter uma fonte elétrica por décadas (se pá, séculos, com um reator nuclear no capricho, ou mesmo com paineis solares para atividade interplanetária), mas não há como levar gás xenônio para gastar em décadas…

  5. Salvador,

    Saindo dos papos políticos e religiosos, que não têm nada a ver com a matéria aqui!
    Se conseguirmos melhorar este motor impossível e ainda mais que ele seja tão potente quanto a um de íons. Quanto tempo levaria para conseguir acelerar uma nave até, digamos cerca de 10% da velocidade da luz? Se o vácuo interage com o motor, será que ele não limitaria a velocidade final da nave? -Explicando: se um objeto cai na atmosfera o atrito com o ar reduz sua velocidade, então se o vácuo interage com o motor provavelmente ele causaria uma resistência, mesmo que minima, na nave? Estou errado?
    Outra pergunta!
    Se conseguissemos a aceleração que precisamos para enviar uma nave até a próxima centaury, teríamos capacidade hoje para conseguir receber sua telemetria distinguindo dos ruídos das ondas de radios emitidas pelas estrelas e outros objetos celestes??

    grato!

    1. Entendo o que você diz, mas não, não teria esse problema de “resistência” do vácuo, porque, seja lá qual for a interação do tal motor, seu resultado claramente supera qualquer resistência, uma vez que há aceleração.

      Sobre o quanto ele precisa melhorar, é muito. Não bastaria atingir o desempenho de um motor iônico. Teria de ser melhor.

      Por fim, comunicação não seria um grande problema. Tecnicamente desafiador, mas viável.

  6. Salvador,
    Saindo dos papos políticos e religiosos, que não têm nada a ver com a matéria aqui!
    Se conseguirmos melhorar este motor impossível e ainda mais que ele seja tão potente quanto a um de íons. Quanto tempo levaria para conseguir acelerar uma nave até, digamos cerca de 10% da velocidade da luz? Se o vácuo interage com o motor, será que ele não limitaria a velocidade final da nave? -Explicando: se um objeto cai na atmosfera o atrito com o ar reduz sua velocidade, então se o vácuo interage com o motor prova

  7. Salvador, desculpe estar comentando numa matéria antiga, mas gostaria de saber se poderia haver alguma relação entre as microondas usadas no motor com os neutrinos. Estas tais de partículas virtuais não poderiam ser os neutrinos, ou algum tipo de interação com eles?

  8. Vocês viram aquela que livrei o Brasil do “surto”” da H1N1? A verdade sempre , prevalece!! na verdade .
    O que eu estou precisando esta, passar uns tempos no Cáucaso ou num tibet da vida; tipo assim fazer um tempo de jejum, tirar esta cruz das costa, e não me aflingir tanto com o paradigma alheio etc.. !
    Isso por um tempo!! ai voltaria um exímio paciente das letrinhas!! num grau não tão quanto , más uns de 12% onde o salvador esta!! já daria pro gasto, ele sabe tudo das letras . o próprio Araão.Mas com um Pais do Contra , com Pessoas do contra, isso cansa …(catatonia pura).
    Você nem uma notação existe para uma base , amplamente refutada pela ciência se vasculharmos a antropologia científica!talvez mudando as bases do Abaco ficaria facim facim! etc..
    Agora imagina escrevendo linhas e no ponto final , o noot da um tilt e reinicia ferrou haja paciência!rsrsrs!!
    Dai entender a Alma (analogia da meteria escura) intocável ponto zero nulo harmônico espacial e dai=Ação e reação como uma analogia das possibilidades combinatórias de um ranger uníssono ,com base 12, entendendo-se base 6 como estando o limite do meio=Zero(alma do cosmos).
    Ai salvador ja começa a computar tentativas , e nem me deixa relaxar! rsrsr
    Tenso!rsrsr relaxa salva!Tamos Juntos!

      1. MC, isso ta regado a uma crônica, assim tipo meio, só pra relaxar!! e você nem deixa, rsrsrs!!
        O Caso da minha controvérsia, com do salvador e com alguns do blog, esta parecendo uma daquelas piadas, do gênio e os três pedidos, que quando o cara espanta ou ta com um baralho e um tênis na mão , ou ta no meio de um monte de japonês na guerra das coreias , e la se foram os três pedidos!!rsrsrsrsrsrr!!!
        Melhor zerar os pedidos ai porque num tava valendo, eu estava apenas !introduzindo! teoria!
        e acabei parando no BBB da fazenda no dia de paredão, e acabei indo pra roça!!hahahaha!!
        mas ja ta tudo tranquilo , salva vai me dar o colar do anjo de araão!!

      1. Mas se o motor gera momento eu não poderia botar meia dúzia em torno de uma roda e fazer a roda girar pra sempre? Aí é só transformar energia cinética em elétrica, não?

        1. Ele gera momento a partir de eletricidade. Se você quer converter o momento de novo em eletricidade, até pode. Mas certamente vai ter perdas (dissipação) no caminho. Vai sair com menos eletricidade do que entrou.

          1. Olha, achei essa questão instigante.
            Hiper modestamente, olhando de longe, penso que sua resposta se baseou em um princípio que não cabe aqui, que é o de conservação de energia.
            Não cabe porque o motor não está “pegando” a energia para a propulsão da fonte elétrica.
            Ele pega da energia do vácuo (ou de qualquer outra coisa).
            Então, mantendo a fonte de 60 watts, a tal roda iniciaria o seu movimento e continuaria acelerando naquela ínfima taxa de poucos milinewtons. Mas, como o tempo, poderia acumular uma velocidade absurda. E – quem sabe – gerar uma energia absurda também, porque não, muito maior do que aquela que produziu o efeito quântico – pois insisto, não parece ser dessa eletricidade que a energia vem, e portanto não parece ser necessária a conservação de energia em relação à fonte! Então aí teríamos uma máquina auto alimentada, roubando a energia do vácuo para sempre, sem a necessidade de um reator eterno. Pra mim, aceitando o absurdo inicial que é a própria existência do EM drive, é crível.

  9. Salvador, em relação aos motores elétricos, não acha que pela eficiência deles , já não deveriam ser muito mais populares pelo mundo?Vi um comentário sobre política, você tem alguma opinião sobre o impacto da PEC 241 (ou 55 no senado) nas universidades federais?Como enxerga essas ocupações?

    1. A PEC não é boa para ninguém. É um ajuste de despesas. O governo não pode ter despesa de país rico se tem receita de país pobre. É um remédio amargo, mas necessário. Agora, é difícil diagnosticar o impacto exato em cada área, uma vez que a PEC só estabelece um teto para o total de gastos, mas não impede o governo de gastar mais em determinadas áreas (contanto que gaste menos em outras, para compensar). O que se pode esperar? Funcionalismo público tem estabilidade, de modo que os gastos com docentes e pesquisadores concursados deve ser mantido integralmente. Onde vão cortar, se tiver de cortar? Em bolsas e projetos de pesquisa. Esse eu vejo como o maior risco oferecido pela PEC às universidades federais. Talvez acompanhado de algum sucateamento.

      Uma solução que poderia ser implementada — mas duvido — seria estabelecer pagamento de mensalidade nos cursos de graduação e pós daqueles que de fato podem pagar. Assim, para quem precisa, a faculdade continuaria gratuita, mas quem pode teria que pagar. Isso talvez ajudasse a manter as universidades no azul mesmo com o congelamento de gastos federais.

      Sobre as ocupações, o tema é bem espinhoso. Acho que as demandas são justas e a juventude sempre foi conhecida pelo idealismo e pela vontade de transformar o mundo para melhor. Imagino também que não se possa supor que os alunos sejam um grupo homogêneo. Há os que ocupam por idealismo, há os que ocupam por ideologia e, sim, deve haver os que ocupam por preguiça. De todo modo, chamam a atenção para o grave problema da educação básica no nosso país — onde encontramos uma inversão bizarra de valores: ensino básico público medonho e ensino superior público de excelência. Essa discrepância faz com que a imensa maioria dos aprovados no ensino público superior sejam oriundos do sistema privado de ensino básico, cuja qualidade costuma ser superior. Ou seja, faculdade de graça para quem pode pagar e faculdade paga e ruim para quem não pode pagar e pouco aprendeu no ensino básico.

      É ponto pacifico portanto que o ensino básico realmente enseja uma “revolução”, por assim dizer. Por outro lado, não vejo nada muito substancial de propositivo saindo das ocupações. Quais são as propostas para melhorar o ensino básico? A mocinha lá das ocupações foi dizer aos deputados do Paraná que estavam com as mãos sujas de sangue, fez um melodrama, mas o que ela propôs de concreto?

      As ocupações me lembram, em termos de legalidade, as greves. É direito do trabalhador fazer greve para ver suas justas reivindicações atendidas. Pois bem, quais são as reivindicações concretas das ocupações? Falta essa peça no quebra-cabeça.

      Claro que seria ridículo esperar que os estudantes apresentassem a solução para o problema da educação básica no Brasil. Por outro lado, é igualmente ridículo que eles protestem de forma tão disruptiva — interrompendo as aulas e atrasando o progresso escolar de milhares de jovens — sem um mínimo conjunto de demandas sobre as quais o governo pudesse agir para solucionar o impasse.

      1. Salva, permita-me discordar de uma afirmação sua — embora nem seja aqui que deveria fazê-lo…

        Não acho que o br tem receita de país país pobre. O nosso problema é que gastamos mal, mesmo descartando o roubo descarado que vemos diariamente.

        Hoje, o br subverteu a ordem. O país tem uma máquina pública que não existe em função do povo, mas justamente o contrário. Para o poder público, é o povo que existe em função de manter a máquina. Daí o fato de que, por maior que seja a arrecadação, nunca será suficiente, pois a máquina automaticamente se “ajustará” àquele aumento de receita.

        Quem sofre? O povo, ora…

      2. Só uma correção! O Brasil tem arrecadação maior que de muitos países ricos, só que com péssima administração gasta mal, principalmente com a corrupção e mordomias.

        1. Tem arrecadação grande, mas não é grande comparada ao tamanho da população. Se fôssemos dividir toda a riqueza do país, o PIB, igualmente a cada um de seus habitantes, teríamos R$ 2.400 por mês para cada um. A arrecadação do governo é cerca de 35% do PIB. Então, se ele for aplicar a grana dos impostos igualmente para cada um dos cidadãos, daria um investimento mensal de menos de R$ 900 por pessoa. Você acha que dá para entregar saúde e educação de qualidade a uma pessoa, para não mencionar todo o resto, com R$ 900 por mês? O Brasil é um país grande, e por isso parece rico. Mas, se você olhar para o tamanho da população, é pobrinho, lamento dizer.

          1. Salvador, estudo em uma grande universidade pública de Minas e vários prédios estão ocupados, não é unanimidade(na verdade longe disso) essas ocupações aqui no campus, embora no começo das ocupações existia um apoio maior da comunidade que frequenta a universidade, porém o fato de não existir ou não ser divulgada uma pauta mais pragmática sobre as ações dos participantes, o apoio ao movimento está perdendo força.Minha pergunta é: existe alguma chance real dessa PEC não ser aprovada?Você acha que deveria ter existido mais diálogo com a população para definir melhor as áreas onde seriam feitos maiores cortes ou existe algum interesse privado de algum grupo por trás disso?

          2. Eu acho que a PEC tem de ser aprovada e, volto a repetir, ela não especifica onde os cortes devem incidir. Só estabelece o piso de gastos nas variadas áreas reajustado apenas pela inflação e determina que o total de todas as áreas não ultrapasse o teto. Se o governo quiser investir mais em educação, ele poderá. Só que vai ter de tirar de outro lugar. E isso se chama responsabilidade fiscal. Precisamos realinhar receitas e despesas. Quando isso estiver feito, podemos voltar a investir acima da inflação, mas sem oba-oba, ou de outro modo voltaremos ao mesmo buraco rapidamente.

    2. Lucas, respondo essa:

      “Salvador, em relação aos motores elétricos, não acha que pela eficiência deles , já não deveriam ser muito mais populares pelo mundo?”

      Basicamente os motores não são o problema. Baterias sim. Peso, autonomia e vida útil. Por mais que iniciativas como a da Tesla venham tentando mudar isso, até que alguma tecnologia de armazenamento de energia REALMENTE inovadora apareça, vai demorar um pouco mais para a popularização dos veículos elétricos.

      1. A forma como o Brasil lida com a área aeroespacial, astronomia e cosmologia sofre alguma alteração prática com mecanismo de controle de gastos?

  10. Oi querido mensageiro, tudo bom? Fantástica essa incógnita máquina rsrs.Adoro esses temas futuristas que nós faz viajar na maionese, e esse então dá um nó danado na cuca. (Imagina construir algo e não saber explicar como funciona?)
    Parabéns pela matéria e por dissecar o assunto muito das vezes resumido na maioria dos sites nacionais.valeu!

  11. Salvador do céu, você consegue impossibilitar o impossível. Qualquer dia vai colocar a descoberta do moto contínuo, que algum cabeça deve estar dando os retoques finais.

    1. Que merda deve ser ter a mente fechada a ponto de não querer entender qualquer coisa que saia diferente do script, né? 🙂

  12. Escute, Mano Salva!

    Esse “motor impossível” já está passando de fase, da utopia para a hipótese, haja vista, a anuência positiva dos pares de cientistas renomados da Nasa.

    Caso isso se confirme, a terceira lei de Newton (ação/reação) estará indo literalmente para o espaço.

    Assim sendo, sobrará para a mecânica quântica desvendar/descascar esse tremendo pepino científico.
    Outra!
    A independência de combustível é TUDO de que precisamos para chegarmos às estrelas, porque, até onde eu saiba, não existe como fazer “pit stop” sideral para encher o tanque.

    Concordas ou sem cordas?

    1. Concordas, mas ainda há um loooongo caminho para ver se isso é para valer. Eu apostaria, hoje, que não.

  13. Salvador, relendo o artigo me veio uma dúvidas q virou outra…
    Uma das hipóteses para o funcionamento do motor é q ele está interagindo com partículas virtuais. Sempre quando ouço isso é dito q elas se formam no vácuo.
    Também é dito q já tem certeza q o ar não influencia no resultado.
    Então deduzi q o motor já foi testado num ambiente com ar e funcionou. Estou certo?
    Se sim, as partículas virtuais também são criadas num ambiente que não é um vácuo?
    Grato mais uma vez 🙂

    1. Isso, foi testado num ambiente com ar e disseram: deve ser expansão térmica o efeito medido. Aí fizeram no vácuo, para descartar a expansão do ar com o calor, e, voilà, o efeito é praticamente igual. Não quer dizer que funcione, mas expansão do ar pelo calor não é. 😉

    1. Continuo duvidando. A dúvida é saudável. Ela é que nos levará à certeza, seja ela qual for. 😉

  14. Bom, nos dias de hoje, não sabemos como funciona. Daqui um tempo, estaremos entendendo. Daqui uns anos, dominando, e nada mais será como antes.

    A menos que o lobby dos árabes seja muito grande… 😛

    Como boa parte das pessoas aqui, encaro esse resultado ainda com ceticismo, mas aquela esperança de um “novo salto” sempre fica lá no fundo.

  15. se foi ou não foi estou enviando de novo pra confirmar!!
    Salvador peço calma nesta hora, relaxa, talvez , “alguém”, queira retirar este termo, da nomenclatura notacional matemática, já que cinto falta dele para tentar explicar , o que preciso; também confesso que, estou eu quem inventei(tentei introduzir), “hexacimal”, já que existe binário octal e hexadecimal=16, dai se falam hexadecimal base 12 quando querem falar =12, ou eu deveria dizer hexadecimal base 6=6,(mais fácil estaria dizer . duo(2)hexacimal, do que duo(2)hexadecimal, base 6, não acha?; mas como estou a dizer, existe, uma proposta “implícita”, a se revelar ou não de “alguns” , uma notação de base (6), tão fundamental, a compreensão da existência do nada e do tudo assim como o da matéria, em teus estados, como tento introduzir! uns diriam, teoria da conspiração científica. rsrsr!! aquele que disse (gande , lenom chaplim), estava certo, não me odeie , se por acaso sair da formalidade etc..não conseguir me entender!
    Isso esta proposital, como um passo a frente na hipótese, tente me compreender.
    Afinal a evolução da ciência esta uma causa nobre.!!
    você com a centenas de postagens que existiram por , ai merecia uma cessão de analise por conta. rsrsrs!
    Como muitos , como eu também admiram , tua forma de manusear as palavras, de forma simplificada etc.. vê se você descobre ai alguma forma , de expressar a notação hexadecimal base 6.
    Me de ai uma proposta mais simplificada, para a notação sugerida?.ela existe?
    ai esta a a pergunta!!
    Tamos juntos. a gente já poderia estar lá na frente!!

    1. Base 6 bastaria. Agora, por que diabos alguém poderia querer fazer contas em notação base 6? E como explicar todo o resto? Você não faz sentido, meu caro. Juro mesmo. Então, ou você começa a fazer sentido, ou vai ser barrado sistematicamente. Já te dei a última chance muitas vezes. Esse é a última das últimas.

      1. Coloquei o nome do rapaz no Google e apareceram vários comentários dele na coluna da Cristiana Lobo igualmente com frases desconexas, além de muitos erros de grafia. Talvez se trate de uma pessoa especial. Um abraço!

    2. Acho que Gilberto deveria aprender português e interpretação e elaboração de texto, antes de propor alguma teoria .

  16. Boa tarde Salvador.
    Agora lendo este post de um motor sem combustível, e que usa praticamente nada me remeto a esta era pós moderna onde meu estudo conceitual sobre o NADA vem se mostrando cada vez mais assertivo. Realmente O NADA É UMA FACA SEM LÂMINA CUJO CABO FOI PERDIDO.
    Abraços

    Piccareta

  17. Lembra-me um esplendoroso malfagador!

    Ahh, que supimpidade em um engenho tão pequeno! Quanta malfagação!

  18. Parabéns, Salvador Nogueira. Excelente matéria, que explica de forma simples esse assunto tão explorado por sensacionalistas de plantão. Aproveito a oportunidade para lhe parabenizar também pelo canal no Youtube, que está simplesmente fantástico!

    Excelente seu trabalho de divulgação científica.

    Abraço,

    Diógenes Henrique

  19. ah não… estourou meu limite de acessos ao site… eu só clico aqui no MS pra não “gastar” minha cota mensal… e meu cadastro nunca me permite logar…

  20. Só queria saber de alguém antenado e versado em ciência, o MS acha que depois do impeachment a nossa política melhorou pelo menos 0.001%?

    1. Acho que a nossa política, de uma forma geral, não. Mesmos métodos, mesmas práticas. O que melhorou foi a política econômica. Essa sim. Era a única possível, na verdade. Se você gasta mais do que ganha, depois tem de apertar o cinto e cortar despesas. A Dilma sabia disso. E estava tentando cortar — mas sem sair chamuscada e impopular, o que era impossível, e sem apoio do Congresso, o que também era impossível. Mas que estava tentando, estava. Colocou o Joaquim Levy na Fazenda para quê? Mas, claro, ele não conseguiu implementar nada, porque o Congresso era hostil ao governo. Imagine que chance Dilma teria de aprovar um ajuste fiscal como o feito agora, que exige aprovação de dois terços dos deputados, se não conseguiu nem um terço dos deputados para salvar seu mandato?

      Então, do ponto de vista da economia, melhorou sim. Temos uma projeção modesta de crescimento para o ano que vem — atrapalhada em parte pela eleição do Trump, que criou alguma turbulência econômica, que pode ou não se justificar, dependendo do que ele fizer — e agora temos os instrumentos para botar a casa em ordem. Vai ser uma merda para a população? Claro que vai. Não tem jeito. Não tem como cortar despesas todo mundo ficando feliz. Ninguém ficou feliz aqui em casa quando suspendi a TV a cabo. Mas, se não tem grana, que fazer? É o caso do governo. Se conter os gastos e crescer de forma robusta, poderá se reequilibrar em uma década, e aí podemos rever esse famigerado congelamento de gastos.

      Do ponto de vista da ciência, as coisas não melhoraram. A fusão ministerial (com Comunicações) não foi boa, e algumas medidas simplesmente ridículas foram aventadas (como colocar as agências de fomento à pesquisa sob uma subsecretaria de serviços postais!!!), mas com a grita da comunidade científica ajustes estão sendo possíveis. Uma boa medida foi o reestabelecimento do Conselho Nacional de Ciência e Tecnologia, presidido pelo próprio presidente da República. Para saber mais sobre isso, recomendo a leitura de um depoimento escrito pelo presidente da Academia Brasileira de Ciências, que esteve presente à primeira reunião do novo Conselho: http://www.abc.org.br/article.php3?id_article=8229

      Mas, por enquanto, o que temos são sinalizações e promessas. Queremos fatos concretos. E num ambiente de contenção de gastos e de retração econômica por praticamente dois anos seguidos, será uma batalha anual, com certeza.

      Agora, tendo dito tudo isso, claro que a ética na política não melhorou nada. Continuam os mesmos sem-vergonhas de sempre. Aliás, quem agora reclama do Temer esquece que ele só está aí porque foi eleito junto com a Dilma. E se o eleitor não presta atenção a quem são os vices e não conhece os riscos de tê-los como segundo na linha de sucessão, a culpa não é dos vices, é do eleitor. (Vamos e venhamos, desde que os militares saíram do poder: Tancredo Neves ganhou; Sarney que governou. Fernando Collor ganhou; Itamar governou. O brasileiro já devia ter aprendido que vice é importante…)

        1. É o tipo da pergunta que, se eu não fundamentar bem a resposta, os malucos de lá e de acolá vão me apedrejar até a morte. Ou, na hipótese mais gentil, dizer para eu calar a boca e parar de falar de política, porque o meu negócio é astronomia. 😛

      1. Salva,
        É muito fácil jogar a culpa no eleitor dizendo que ele não presta atenção no vice, ou que não sabe escolher um bom candidato. Então pergunto: Pode-se escolher o vice do candidato menos ruim? Houve nos anos após o regime militar algum candidato minimamente competente e honesto que se pudesse escolher?? Existe espaço na política para homens honestos e do bem??? Se existir divulgue quais são, pois garanto que é o anseio de todos encontrar um pelo menos que preste!!!!

        1. Rapaz, pergunta difícil. Vi alguns candidatos “do bem” disputando, por exemplo, uma vaga na Câmara. Mas sem grana para fazer campanha, difícil ganhar…

  21. Salvador, meu computador esta desligando, dai mandei e caiu , por isso estou enviando de novo!
    Salvador eu te pergunto, de 0 a 100 , qual a nota que , você ]se] daria , para [teus] conhecimentos em Ondulatória!?
    dai a analogia mais aproximada dos nossos sentidos desta razão proporcional universal cósmica que falo! ou tento falar!
    Você me parece conhecer , bastante.
    Você esta tratando de forma banal, a tua possibilidade de conhecer, e entender, a razão relacional do ponto harmônico da relatividade, o porque, do que, do qual ! da existência do nada como( o tudo), dês dos Quasares, Buracos negros, matéria escura, formação do átomo(matéria), neutrônios, Bóson de Higgs ! etc.. tudo que você ainda acredita não saber , por admitir e conceber os paradigmas sobre o tema. Só estou tentando desfazer os paradigmas decimais introduzindo a verdade quântica hexacimal a qual ao meu ver deva estar aferida a relação da relatividade , para que obtenhamos harmônicos síncrono com a ciência (com-ciência da Realidade.
    isso envolve a congruência dos conhecimentos e cálculos de; arquimedes, aristoteles, pitagoras, a maxuel, galileu galiei, joannes kepler , isacc newton , Albert Einstein, Werner Heisenberg, Max Planck, Louis de Broglie, Niels Bohr, Erwin Schrödinger, Max Born, John von Neumann, Paul Dirac, Wolfgang Pauli, Richard Feynman
    Me responde ai a pergunta que te fiz, par eu entender , porque você não entendeu!
    Digamos por analogia, que eu estivesse Moisé,s você estaria Arão, dai você poderia tentar explicar: o que eu estou tentando, já que você tem o dom da palavra, e eu nem tanto como você!
    dai de um crédito, aos pró, pós jônicos-Broglianos. pls
    No mínimo uma chance justa deveria estar em três tentativas.

    1. O que eu conheço de ondulatória é o que se ensina no Ensino Médio. Basta para dizer que você não faz sentido. E uma coisa que não existe é “hexacimal”. Talvez “hexadecimal”, que eu sei o que é, mas você, não sei. E agora acabou. Sério. Você pode fazer comentários *humanos*. Baboseira pseudotécnica não passará mais.

    2. o que seriam “neutrônios”? seriam nêutrons inteligentes? ou a subpartícula fundamental dos neurônios?

  22. Salvador, o empuxo é pequeno porque a energia é pequena certo? 80w é pouco?

    Se eu não estou viajando na maionese, poderiam usar vários motores desse em paralelo e com algum dispositivo radioativo para gerar energia.

    Viajei?

    Abs

    1. O empuxo, em tese, seria proporcional à potência — a eletricidade usada. Mas isso é em tese. Não sabemos se isso escala desse modo. Não sabemos quase nada. Nem como funciona. 😛

      1. Mas, se colocássemos vários destes mesmos motores juntos, aumentaria o empuxo, não?
        Ou melhor, se alguma nave colocar 50 (rs rs) motores desses, seriam 50 vezes mais empuxo?

        1. Sim, supondo que a massa da nave continue a mesma. Mas você está aumentando a massa da nave ao incorporar mais motores e uma fonte de energia mais poderosa para alimentá-los. Há um limite para que isso deixe de ser vantajoso.

  23. O que o Salvador está tentando explicar é que não há momento resultante explicável. Considerando que a energia elétrica (não é combustível, gente, é energia apenas) gera as micro ondas e elas ficam rebatendo dentro da cavidade seria de se esperar que qualquer pressão exercida pelas ondas na parte de trás, será anulada pela pressão exercida na parte da frente. O máximo que se esperaria, e ainda assim só no início da operação, era algum tipo de vibração. Uma boa analogia para o ceticismo da comunidade acadêmica seria o seguinte:

    Pegue um skate e coloque sobre ele um ventilador. A frente do ventilador, preso ao skate, coloque uma vela, como a de barcos. Ligue o ventilador. É claro que isso não funciona. Afinal, a força exercida pela vela a frente se anula à força do próprio ventilador indo para trás. Daí o estranho da coisa.

    O próprio Roger Shawyer, inventor do EM-Drive, diz estar avançado nas pesquisas para a segunda versão de seu motor, que utilizaria supercondutores para maior eficiência. Segundo ele, poderemos estar usando carros voadores em 20 anos, caso ele consiga atingir a eficiência que prediz teoricamente.

    Isso poderia mudar o panorama da questão energética no mundo. Tomara que dê certo. Obrigado pela matéria, Salvador. Está difícil encontrar referências não internacionais sobre o assunto. É você iluminando as cabeças brasileiras novamente. Parabéns.

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