Grupo anuncia projeto para lançar a primeira sonda brasileira à órbita da Lua

Salvador Nogueira

No que depender de um grupo seleto de cientistas e engenheiros, até dezembro de 2020 o Brasil lançará sua primeira missão lunar. A apresentação formal do projeto será realizada nesta terça-feira (29), na Escola de Engenharia de São Carlos da USP (Universidade de São Paulo).

Batizado de Garatéa-L, o projeto combina o poderio intelectual de algumas das maiores instituições de ciência e tecnologia do país e a ousadia da cultura de startups tecnológicas para planejar e realizar com sucesso, em tempo recorde, o primeiro voo orbital de espaço profundo nacional.

“A ideia é nos beneficiarmos da recente revolução dos nanossatélites, mais conhecidos como cubesats, para colocar o país no mapa da exploração interplanetária”, afirma Lucas Fonseca, engenheiro espacial da empresa Airvantis e gerente do projeto Garatéa-L, que conta com contribuições e participantes do INPE (Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais), do ITA (Instituto Tecnológico de Aeronáutica), da USP, do LNLS (Laboratório Nacional de Luz Síncrotron), do Instituto Mauá de Tecnologia e da PUC-RS (Pontifícia Universidade Católica do Rio Grande do Sul).

(E fico feliz em informar que o Mensageiro Sideral faz parte da equipe, dando suporte à comunicação pública do projeto. Sinceramente, há tempos algo no programa espacial brasileiro não me empolgava tanto. Essa missão pode vir a ser um divisor de águas para o Brasil, e a prova de que é possível ter ambições maiores, mesmo com orçamentos restritos, como é o caso do nosso.)

UBER ESPACIAL
O lançamento será realizado numa parceria entre duas empresas britânicas com as agências espaciais europeia (ESA) e do Reino Unido (UK Space Agency), no bojo de sua primeira missão comercial de espaço profundo – a Pathfinder. O veículo lançador contratado é o indiano PSLV-C11 – mesmo foguete que enviou com sucesso a missão Chandrayaan-1 para a Lua, em 2008.

“É uma oportunidade única de trabalhar com os europeus num projeto que pode elevar as ambições do Brasil a um outro patamar”, diz Fonseca, que tem ampla experiência em missões de ciência planetária. Antes de iniciar o atual projeto, ele trabalhou no desenvolvimento da Rosetta, espaçonave da ESA que realizou o primeiro pouso em um cometa, em 2014.

No lançamento europeu, diversos cubesats – dentre eles o brasileiro – serão levados à órbita lunar por uma nave-mãe, que também fornecerá o serviço de comunicação com a Terra e permitirá a coleta de dados por pelo menos seis meses.

Para o Brasil, é uma grande novidade. E o pessoal da Garatéa quer que todo mundo se envolva. Por isso, você pode deixar seu nome no site da missão, para que ele seja enviado à Lua na memória da sonda.

A estrutura interna da pequena Garatéa-L. É praticamente uma caixa de sapato espacial, com 30 cm por 20 cm. (Crédito: Garatéa Space)
A estrutura interna da pequena Garatéa-L. É praticamente uma caixa de sapato espacial, com 30 cm por 20 cm. (Crédito: Garatéa Space)

“BUSCA VIDAS”
A Garatéa-L tem um forte componente de astrobiologia – o estudo do surgimento e da evolução da vida no Universo. Em seu interior, viajarão até a órbita da Lua diversas colônias de microrganismos vivos e moléculas de interesse biológico, que serão expostas à radiação cósmica por diversos meses.

O experimento, coordenado por Douglas Galante, do Laboratório Nacional de Luz Síncrotron, em Campinas, e Fábio Rodrigues, do Instituto de Química da USP, em São Paulo, tem por objetivo investigar os efeitos do ambiente espacial interplanetário sobre diferentes formas de vida.

O esforço é um passo adiante com relação a experimentos realizados na estratosfera com balões meteorológicos, que expuseram diversas amostras aos raios ultravioleta solares sem a filtragem da camada de ozônio terrestre.

“A busca por vida fora da Terra necessariamente passa por entender como ela pode lidar – e eventualmente sobreviver – a ambientes de muito estresse, como é o caso da órbita lunar”, diz Galante. “O conhecimento obtido com a missão sem dúvida ajudará a compor esse difícil quebra-cabeça.”

É a astrobiologia também o que dá nome à missão: Garatéa, na língua tupi-guarani, significa “busca vidas”. (O L é de Lunar.)

Um instrumento embarcado também fará a medição dos níveis de radiação em órbita cislunar – resultado que terá importância para planos internacionais futuros de missões tripuladas de longa duração à Lua. Amostras de células humanas serão embarcadas também, em experimento coordenado por Thais Russomanno, do Centro de Pesquisa em Microgravidade (MicroG) da PUC-RS, para verificar que efeitos o ambiente radiativo extremo, longe da proteção da atmosfera e distante do campo magnético terrestre, poderia causar em astronautas durante missões de longa duração além da órbita terrestre baixa – pesquisa importante para futuros planos de missões tripuladas à Lua ou mesmo a Marte.

OBSERVAÇÃO LUNAR
Além dos experimentos com viés astrobiológico, a Garatéa-L também fará estudos da Lua em si. A sonda será colocada numa órbita polar altamente excêntrica, que permitirá a coleta de imagens multiespectrais da bacia Aitken, localizada no lado afastado da Lua e de alto interesse científico. As especificações da câmera estão a cargo do INPE.

A órbita elíptica polar da Garatéa, em contraste com a de sua nave-mãe britânica (Crédito: Garatéa Space)
A órbita elíptica polar da Garatéa, em contraste com a de sua nave-mãe britânica (Crédito: Garatéa Space)

O custo estimado do projeto é de R$ 35 milhões, que já começaram a ser levantados junto a órgãos de fomento à pesquisa e a patrocinadores privados. “É um modelo novo de missão, com os olhos para o futuro, que pode trazer muitos benefícios para o país”, diz Fonseca. “Isso sem falar no impacto educacional de inspirar uma nova geração a olhar para o céu e acreditar que nada é realmente impossível, se você tem foco e dedicação.”

A espaçonave precisa estar pronta para voar até setembro de 2019 – mesmo ano em que se completa o cinquentenário do primeiro pouso do homem na Lua.

APRESENTAÇÃO PÚBLICA DA MISSÃO
29 de novembro de 2016, terça-feira, das 19h às 22h
Anfiteatro Jorge Caron
Escola de Engenharia de São Carlos da USP
R. Miguel Petroni, 168-178
Jardim Bandeirantes, São Carlos – SP

SITE DA MISSÃO
http://www.garatea.space/

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Comentários

  1. QUANTO A DISCUSSÃO, ENTRE MOCHILEIRO E SALVADOR NOGUEIRA NO INICIO DO BLOG, SÓ ACHO QUE UM CIDADÃO, QUE NÃO TEM A CAPACIDADE DE ENTENDER, METÁFORA TÃO UTÍL; DEVERIA PENSAR DUAS VEZES ANTES DE PEJORATIVIZAR SEUS IRMÃOS BURROS!
    E ABSOLUTAMENTE VALIDA A QUESTÃO DO NOSSO AMIGO MOCHILEIRO.
    _APESAR DE NÃO SER CONTRA TRABALHOS CONJUNTOS, AS PARCERIAS TECNOLÓGICAS, POIS É MUITO CLARO, QUE SI PODE TER MUITAS VANTAGENS COM PROJETOS ASSIM;
    POREM O BRASIL TEM UM PÉSSIMO HISTÓRICO EM RELAÇÃO EXTERNA; NA HORA DE REALMENTE TRAZER VANTAGENS PARA O PAÍS, O BRASIL PAGA CARO PELOS CONHECIMENTOS ESTRANGEIROS, E O NOSSO E ABERTO OU VENDIDO A PREÇO DE BANANA; CONFORMANDO-SE AINDA, À SÓ SI DEDICAR À GRANDES PROJETOS DOS OUTROS.
    _E É IMPRESCINDÍVEL QUE O BRASIL TAMBÉM MOSTRE COMPETÊNCIA EM COMEÇAR E TERMINAR PROJETOS CONCRETOS!
    E AINDA QUERO LEMBRA-LO A UMA NOÇÃO, QUE MESMO QUE VOCÊ POSSA NÃO SI APLICAR AGORA, CONCERTEZA E IMPORTANTE PARA TODA VIDA; ATENDE PELOS NOMES DE EXCESSO DE BAGAGEM, DE TEORIA, FALTA DE NORTE, MARGINAL INFINITA EM NÃO SI CHEGANDO À LUGAR ALGUM!
    E COMO MARGINAIS QUE VOCÊ VIAJA SEM FIM, SEM SEM NUNCA ACESSAR UMA PONTE DE ACESSO AO OUTRO LADO, “QUE SI FAÇA NOVAS PONTES SOBRE A MARGINAL””

  2. Não conhecia o projeto!! Muito interessante…

    Parabéns pela participação Salvador!

    Abraço!

  3. Não rolaria tentar financiar esse projeto também via crowdfunding?

    Os resultados das pesquisas vão ser divulgados publicamente? Acho muito legal a forma como o NASA Goddard Center usa as redes sociais e o proprio site.

  4. Salvador, existe alguma chance, ainda que minúscula, infinitesimal, de existir um fundinho de verdade na teoria da conspiração que fala das Apollo 18, 19 e especialmente 20, que teria sido uma operação conjunta de EUA e URSS para procurar vida ou registro de vida ET inteligente no lado oculto da Lua? Ou nem essa chance infinitesimal existe? Abraço.

  5. Salvador, você sempre fala , que o que eu falo não faz sentido, mas por logica entendo , que se você usar o verbo “ser” digamos em alguma forma de conjugação subjuntiva , ira convergir o teu pensamento de logica(discernir)a este paradigma.
    Vejamos , se por logica(analogia); eu te demonstrar a capacidade de alienação da massa, pela mídia , citando o caso de Geraldo Vandre. ele esteve sempre por ai, imagina que a mídia sabe que o Belquior esta no Uruguai,etc..!
    dai para entendermos a amplitude possibilidade da massificação global, quando se querem omitir os fatos.
    dai parto desta logica para fazer uma nova formulação de reflexão.?!
    digamos que estejamos( só para classificar e obter uma lógica que faça sentido), como massificados do atlântico, digamos que existam os massificados mediterrâneo, e que existam os massificados do pacifico.
    ai te digo , você precisa fazer uma visita aos museus britânicos(a nível de antropologia das civilizações), para você ver o que tem ali(grã-bretanha) e não chega até nós brasileiros.
    dai te falo, se você vivesse no oceano pacifico, e ouvir o que eles falam =(agencia japonesa, agencia chinesa , agencia russa),sopre a antropologia, assim conforme das civilizações extra-terrestres e ate lunar, o que posto aqui faria mais sentido pra você.
    Estão sobre estes paradigmas que tento falar para você.
    diga o que eles falam lá?, dai você achar que o que eles falam lá(no pacifico), não esta a verdade , só aqui existe a verdade?; quando esta só você ir la em Londres, para você ver o quanto esta omitido de nós(gigantes, múmias,artefatos, etc..)!!ai você vai ver que o que eu falo, faz algum sentido!!
    dai para terminar esta quase cronica argumentativa, te pergunto!! .
    Onde esteve Geraldo Vandre este tempo todo? e o que eles(agencias indianas -russa-chinesa-japonesa) falam la sobre o tema(UFO-E.T-Aliem etc..) para os massificados do pacifico.assuntos de(“lunarianos”) e mundo intro-terreno etc..!!!?ai esta a pergunta!!

  6. Com todo respeito aos profissionais envolvidos no projeto, portanto não me referindo a eles, mas ao programa brasileiro como um todo: carimbo de incapacidade na testa.
    Não só acabou com o projeto do VLT, manda astronauta passear em foguete dos outros, que recebem um monte de dinheiro pra levá-lo, e agora pagamos um monte de dinheiro para outros países desenvolverem nosso satélite, que será lançado por outro pais, também as nossas custas.
    Então o “faz-de-conta” fica assim: nós pagamos o desenvolvimento espacial de outros países e fingimos que isso nos traz algum benefício. Vamos mandar um brinquedinho pra lua a custa de milhões pra descobrir o que já se sabe.
    Piada pronta.

    1. Você está enganado. Estamos fazendo pesquisa de ponta em nossa missão lunar. Os americanos já estão interessados nos resultados e eles devem ser complementares a outros experimentos de cubesats planejados nos EUA para baixa órbita. Então, você fala muito, mas não sabe tanto assim. A começar pelo “carimbo de incapacidade”. Se o governo não investe a grana, não adianta ter os mais geniais engenheiros trabalhando. Não sai nada. Como diz o gracejo, inventado não para nós, mas para a Nasa, “no bucks, no Buck Rogers”. 😉

      1. Não me surpreende que o americanos estejam interessados…
        Para nós é bonitinho de ver o resultado, mas não vamos ter aplicação prática para o mesmo, enquanto os americanos nos encarregam e nos deixam pagar pela pesquisa de que necessitam.
        É igual aquele papo de que em todo projeto sempre acham um brasileiro participando, mas na maioria não passam de mão-de-obra barata, ainda por cima subsidiada por algum programa brasileiro ($$) para projetos de outros países que irão lucrar com os resultados obtidos, vendendo know how. Vide quem vai lançar os cubesats..
        “será realizado numa parceria entre duas empresas britânicas com as agências espaciais europeia (ESA) e do Reino Unido (UK Space Agency), no bojo de sua primeira missão COMERCIAL de espaço profundo.”
        Deve ser amor a ciência que os motiva…

        1. Não, na verdade eles estão interessados porque tivemos uma ideia que eles não tiveram. Só isso. Mas, claro, o seu viralatismo não permite acreditar nisso. 😉

          1. Sim, tivemos uma idéia que não tiveram, e o proveito é deles.
            Nós nos cobrimos de glória e eles de cifrões. Ô povo ingênuo, desde a época da tanguinha troca ouro e madeira nobre por espelhinhos… e a culpa é do vira-lata…

          2. O proveito é nosso! Nós é que vamos fazer a missão, nós é que vamos produzir o conhecimento, os nossos cientistas e engenheiros estarão ocupados, e qualquer tecnologia desenvolvida pela missão será nossa. Dizer que o proveito é deles é como dizer que a Nasa manda uma sonda a Júpiter e o proveito é todo nosso, só porque eles divulgam os dados colhidos pela sonda! 😛

          3. Pra mim é um negócio sem pé nem cabeça. A gente faz um experimento isolado, que não faz parte de um projeto maior que nos traga benefícios. De que adianta estudar o lado escuro da lua, vamos acampar lá? Ou o efeito da radiação cósmica sobre células humanas? Que valia tem isso? Se é somente pra ocupar engenheiros (me incluindo) que se faça novas pontes sobre a Marginal.

          4. Com o perdão da franqueza, mas você é meio burro, apesar de engenheiro. Que eu saiba, não dá para ocupar engenheiros espaciais com obras de engenharia civil.

            Sobre o experimento, ele não é isolado. O grupo que está realizando os experimentos médico e astrobiológicos já trabalha há tempos com isso e já realizou diversos outros experimentos correlacionados. Exemplo: num experimento recente, levaram bactérias num balão meteorológico para expor aos raios UV do Sol, submetendo-as a um ambiente similar ao da superfície de Marte. O experimento lunar entra no bojo dessa LINHA DE PESQUISA, que visa entender as reações e a capacidade de sobrevivência de organismos simples em ambientes hostis. O experimento médico, a mesma coisa; já foram realizados outros experimentos em microgravidade com voos suborbitais, e o ambiente lunar oferece uma oportunidade de investigar circunstâncias ambientais diferentes que não podem ser simuladas na Terra.

            Então, tudo isso é conhecimento gerado. E os desafios tecnológicos que serão enfrentados para dar mais este passo depois se revertem em ganhos para o país. Se o LIT, laboratório do Inpe que já é usado comercialmente para integrar e testar satélites estrangeiros (ou seja, já rende dinheiro para o país), for qualificado para integrar e testar uma missão de espaço profundo, ele estará apto a abranger um número muito maior de clientes. O mesmo vale para outros desenvolvimentos técnicos embarcados, como painéis, sistema de controle de atitude etc. Uma vez desenvolvidos, eles podem ser comercializados para outras missões, nacionais ou estrangeiras. É mais dinheiro que entra. (E é o que justifica a missão ter um viés privado importante; não é só ciência, teremos P&D que vai se reverter em produtos.)

            Isso sem falar na importância geopolítica de ir à Lua. Diversos países estão preparando missões lunares com os mais variados graus de ambição, e se o Brasil pretende ser um ator importante na futura exploração e colonização lunar, é bom a gente ao menos colocar o pé na porta (da mesma maneira que fizemos na Antártida).

            Por fim, conhecimento, meu caro, nunca é um ganho inútil. Não sabemos exatamente no que pode resultar o aprimoramento do nosso conhecimento sobre a Lua, mas muito me admira que uma pessoa possa vir aqui sistematicamente neste blog e achar que estudarmos outros corpos celestes é inútil. Aqui só cobrimos essas coisas “inúteis”.

  7. Sacanagem, agora o pessoal ficam todo mundo chingando o Internacional como se o Internacional tivesse culpa do avião ter caído. Todo mundo tá vendo que não tem clima pra jogar a última rodada, o mais justo é cancelar mesmo e não cai ninguém ah e cancela também a final da Copa do Brasil fica sem campeão este ano!!

    1. E quem está subindo? Não sobe também? O certo é esperar a poeira assentar — e vai assentar –, jogar a última rodada e tocar para o ano que vem.

    2. Não li nem ouvi ninguém chingando o Internacional. Já xingando, tem de monte. Pelo menos ligue o corretor do navegador.

      1. Enche sim, concordo. Mas haverás de concordar comigo que existem piadas que não se pode perder.

  8. Parabéns aos idealizadores do projeto. Igualmente, parabéns Salvador, Sérgio Sacani, Douglas, Lucas e Júnior pela LIVE de ontem no Space Today.

  9. Mano Salva, ouça esta!

    Achei interessante uma reportagem sobre o SGCD, uma parceria franco-brasileira que está sendo finalizada e, deverá ir ao espaço em março/2017 para uma órbita geoestacionária a 36.000km acima da superfície terrestre.
    Pelo que entendi, esse será um satélite voltado para a defesa e seu centro de controle (Brasília/Rio de Janeiro) ficará sob a responsabilidade da Marinha.
    Esse satélite de defesa militar cobrirá todo o território nacional e também irá contribuir
    para a inclusão digital total nas áreas mais remotas do país.
    Esse projeto conta com 22 brasileiros trabalhando no desenvolvimento do dispositivo como parte do processo de absorção de tecnologia., abs.

    1. Sim, Nyco. É um projeto bem caro, da ordem de bilhão de reais, que envolveu a compra do satélite da empresa europeia Thales-Alenia. Para o Brasil, houve transferência de tecnologia e a participação de brasileiros na construção. Mas note que aí fomos nós comprando um satélite dos gringos, não nós desenvolvendo um satélite.

    1. Acho que o programa espacial brasileiro está atrasado em 40 anos sem PEC. Então não vamos nem sentir a diferença. rs

  10. Sempre é bom começar com algum projeto e alguma exploração espacial, mas infelizmente vejo que no Brasil só conseguiremos progredir se for no âmbito privado, o nosso governo não está interessado nisso, talvez se eles pudessem roubar alguma coisa eles possam investir.

    Boa sorte para esse projeto.

  11. Com relação aos comentários, não podemos olhar a questão só por um prisma, a autonomia em desenvolver lançadores como sinônimo de poderio. O projeto em tela é uma ação rumo ao espaço que pode abrir várias portas, esse é o ponto. E o fato é que estaremos no espaço. Ninguém precisa repetir a história de outro para ser vencedor. Os americanos e soviéticos não inventaram os foguetes mas utilizaram das ideias anteriores para em determinado ponto da história serem vencedores. Os japoneses não inventaram o transistor, mas vejam sua presença mundial em eletrônicos hoje. Em síntese, diversos caminhos levam a vitória em um determinado ponto da história, e a história não acaba hoje nem no nosso tempo de vida. Que esse projeto seja um caminho, desdobrador de vários outros para o avanço da ciência brasileira! boa sorte!

  12. Boas

    Sempre acompanho todas as matérias que são postadas pelo Salvador, também sempre fico a ver os comentários, e na maioria deles comentários muito interessantes e hoje resolvi deixar o meu comentário também sobre a matéria!
    É muito importante que o Brasil faça suas pesquisas, e como ainda não dispomos de tecnologia para levar nada para fora do Espaço, é plausível que se pegue “carona” em parceria com outras agências e se consiga colocar uma sonda Brasileira no Espaço. Desejo que realmente tenhamos enfim uma sonda na Lua, e que através deste projeto realizado possa estar abrindo interesse da população e também das autoridades para aumento de investimentos em Ciência e Tecnologia e fazer com que o Brasil possa diminuir o atraso tecnológico que possuímos! Para mim uma nação só se torna rica à partir do momento que investe na Educação, Ciência e Tecnologia. Um exemplo mesmo, na maioria escolas da rede pública existem disciplina de ENSINO RELIGIOSO para ensinar “pseudociência”, mas pouquíssimas que possuem um LABORATÓRIO para ensinar a pesquisa e a realização de experimentos.
    Estou na expectativa pelo sucesso deste projeto, e espero que até 2020 já tenhamos a Sonda com bandeira do Brasil no espaço! Parabéns e sucesso no projeto!

    1. Complementando seu comentário, acho q é a forma que vemos a educação, talvez seja cultural.
      Observe q as escolas ensinam por ensinar, incapaz de incutir na cabeça dos alunos a finalidade prática do ensino. Até mesmo no ensino religioso o que é ensinado se resume ao q não podemos fazer, sendo que seria muito mais proveitoso se fosse ensinado o que devemos fazer. É tudo como se o resultado fosse obra do acaso, que não depende de esforço.
      Se desde criança fossemos educados para focar no resultado, atingir metas, usar o conhecimento a nosso favor, pode ter certeza q seríamos um povo diferente, e um Brasil muito além do que somos hoje.
      Mas tem jeito, uma boa reforma na educação do país pode virar o jogo.

    2. De acordo, é o óbvio ululante (nossa, deus nos livre 🙂 ). Se não começarmos nunca, não começaremos nunca 🙂

  13. Salvador, não quero parecer rabugento mas me esclareça uma coisa ou duas. A parte difícil desse negócio de enviar um satélite para órbita lunar não é justamente o transporte? Como consequência, o que seria mais proveitoso, do ponto de vista de P&D, seria exatamente a necessidade de vencer os obstáculos para desenvolver um veículo capaz de levar nossos equipamentos até lá?
    A realidade dos europeus é outra porque eles já detêm a tecnologia para o transporte, de modo que faz sentido optarem pelo meio mais barato (i.e., pegando um táxi indiano).
    Um abraço.

    1. A importância de ter a tecnologia de lançamento é de soberania — em caso de guerra, você precisa ter a capacidade de acesso próprio ao espaço. Em tempos de paz, esses serviços podem ser adquiridos no mercado e é justamente essa a revolução promovida pela SpaceX — ao baratear o custo, torna os empreendimentos espaciais viáveis mesmo com um orçamento modesto.

      O desafio de desenvolver tecnologia de lançamento é imenso, mas não devemos subestimar o desenvolvimento tecnológico de uma sonda cubesat que funcione num ambiente de espaço profundo, sob radiação mais intensa.

      Por fim, lembremos os objetivos científicos — a principal razão de ser de qualquer missão de exploração.

      Não é o nível de dificuldade que determina a validade de uma missão; são o retorno e a relação custo-benefício.

  14. Nessa proposta de miniaturização (bem democrática), fico imaginando como seria a inserção na órbita lunar, supondo que o satélite possui pouca ou nenhuma propulsão. A “nave mãe” libera os pacotes todos juntos e eles cumprem a órbita pré-determinada, numa “núvem”?

  15. É de dar dó ouvir qualquer notícia sobre o glorioso “Programa Espacial Brasileiro”. Só serve para a manutenção de empregos públicos sem nenhum compromisso com resultados sérios.
    É suficiente a apresentação do seu currículo para se entender: o Brasil detém o recorde de matar 21 pessoas sem ter conseguido, até agora, colocar nem um alfinete em órbita. Em comparação, os americanos, com o programa mais bem sucedido do mundo, perderam 2 tripulações do ônibus espacial (17 tripulantes), além de 3 astronautas em Terra.
    É o brasileiro querendo inventar a roda quando não sabe nem andar a cavalo…

    1. Sérgio não sei se você teve a chance de ler ainda ontem no UOL uma matéria super interessante que mostrava que no Brasil a escolaridade em nível superior não alterava em nada produtividade, criatividade etc. Talvez quando os brasileiros frequentarem “escolas” e não “iscolas” teremos melhorias e mais ainda, quando as escolas entrarem nos alunos e não apenas os alunos entrando nas escolas para obtenção de diploma cuja obtenção é discutível, mas atendem as exigências nos concursos.

    2. Ainda bem que a iniciativa Garatéa-L não envolve a AEB, só as UK Space Agency e a ESA, conforme citado no texto!

    3. O Brasil é realmente muito atrasado com relação à exploração espacial. Aí quando surge uma iniciativa, por menor que seja, aparecem pessoas como você para jogar pedra.
      Essa atitude pode explicar muita coisa.

  16. Olá, Salvador!

    Antes de mais nada, meus parabéns por fazer parte deste projeto!

    Acessei a página do Airvantis e fiquei curioso para saber mais sobre os projetos APUS e ARGUS.

    Você poderia ampliar?

    Obrigado!

    Marcelo.

  17. Hoje eu tenho 50 anos e ficarei muito feliz qdo brasileiros e com tecnologia brasileira conseguir colocar em órbita um “satélite”

  18. Porque não usar um dos nossos superfoguetes Saci III, Currupira I ou Chupa-cabras V? O projeto é legal, mas depender de terceiros pra lançar a sonda é assinar o atestado de incompetência.

    1. Ou é aproveitar uma oportunidade. Note que os europeus não tiveram esse pudor e contrataram o lançador indiano para a missão.

      1. Sem querer confrontos, mas teria sido incompetência dos europeus ou uma carona a preços módicos dos indianos???

      2. O foguete francês Ariadne foi por muito tem um foguete de aluguel para vários países lançarem seus satélites.

        1. Sim, mas o custo do lançamento do Ariane 5 ou do Vega são muito maiores que o do PSLV. É uma questão econômica, mesmo motivo pelo qual você tem tanta coisa Made in China embora exista indústria brasileira.

      3. Sim, mas acho que se não provarmos aos donos do mundo que nosso lançador NÃO é um ICBM como eles pensam, nosso programa espacial nunca será completo pois não teremos autonomia.

  19. Pelo andar da carruagem, dá para chegar à conclusão que o evento do primeiro homem brasileiro a pisar na Lua levará uns 1000 anos. Ainda estamos pensando em lançar a primeira Sonda, “à órbita da Lua”…

    1. Na verdade, tudo depende de o Brasil querer. Existe um ímpeto muito grande de levar humanos à Lua na próxima década, e tudo que o Brasil precisaria para fazer parte dessa aventura é se emparceirar com as nações interessadas.

  20. Seria bom se fosse verdade, mas eu preferiria que tivessem feito o anúncio depois que a nave já estivesse a caminho da lua, porque de grandes feitos que jamais se concretizam nós já estamos cheios.

    1. Silvano, veja como foi o Brasil descobrir que tinha um astronauta só às vésperas do voo dele, sendo que ele já estava havia sete anos em treinamento e mais de 20 na Força Aérea. Quando voltou e foi para a reserva da FAB, foi acusado de oportunista.

      A sociedade precisa saber das coisas de antemão, até para compreendê-las e opinar sobre elas. Ignorância NÃO É uma bênção.

  21. Ainda dependemos da China e Índia para lançar foguetes tem dó. Acho que daqui 100 anos vamos conseguir lançar um foguete. Brasil em termos de tecnologia deixa a desejar em quase todas áreas. Não temos um motor de veículo próprio nacional, não temos celular nacional, não temos eletrônicos nacionais. Tudo que é bom vem de fora.

  22. Interessante notícia, torço para que chegue a bom porto. Lembro de duas falhas recentes: o Brasil tinha ficado de colaborar com a Estação Espacial Internacional (creio que fabricaríamos 4 janelas, talvez aquelas que aparecem em fotografias de astronautas com a Terra ao fundo) e se beneficiaria com amplo acesso à Estação, porém, nada foi feito. A outra foi o acidente de Alcântara em 2003, que matou especialistas brasileiros em conhecimento aeroespacial, e, nada mais se soube sobre o desenvolvimento de VLS (Veículo de Lançamento de Satélite) de órbita alta. Atualizado Salvador, tens notícias a esse respeito? Sei que os ucranianos têm nos fornecido foguetes de órbitas baixas, mas não é a mesma coisa, seria um grande avanço dominamos a tecnologia espacial. Grato pela atenção.

    1. Vamos por partes. 🙂
      No acordo original da estação, o Brasil forneceria uma plataforma para experimentos (Express Pallet) e outras peças menores, a um custo estimado de US$ 120 milhões.

      O VLS evolui em passo de tartaruga é não vai a lugar algum. Escreverei mais sobre isso em breve.

      Sobre o acordo com a Ucrânia, foi cancelado antes que um foguete sequer voasse, a um prejuízo de R$ 1 bi.

      1. Nossos últimos governos têm aplicado mau nosso dinheiro, desperdícios na casa do bilhões de dólares, acho que os US$ 120 milhões em pesquisa espacial para a Estação Espacial Internacional – um valor não tão alto considerando o tema – seria um bom investimento, principalmente porque desenvolveríamos tecnologia, e, indubitavelmente muito melhor do que o prejuízo com o cancelamento do contrato com a Ucrânia, e, sem resultados práticos. Aguardo a matéria sobre o VLS, li que o Brasil chegou a desembolsar US$ 3 milhões de dólares com uma consultoria com o russos para apontar os erros do VLS. Grato pelas informações Salvador.

  23. Totalmente desnecessario…..porque nao investir esse dinheiro em desenvolver novas tecnlogias que facilitariam a viagem de ida e volta …..existem tecnologias disponiveis mas nao exploradas pelo fato do poder financeiro ser maior do que os beneficios de que essas tecnologias poderiam oferecer a humanidade…….essa de ficar mandando robozinhos e gastar dindin a toa e muito atraso em escala mundial….

  24. Levando em consideração as ultimas tentativas dirigidas pelo instituto de aeronáutica do Brasil (ITA)…os resultados não são promissores…lembremo-nos do saci I de so saci II. fracasso I e II respectivamente.
    No mais a instituição ITA, vem se degradando ao longo dos anos, vestibulares obscuros, resultados não divulgados e a incrível aprovação de membros de familiares de membros da alta patente do exército.
    Um país que não foi sequer competente para colocar um misero satélite em órbita da Terra, traça projetos dessa natureza? Ah…agora conta a do papagaio que essa perdeu a graça.

  25. Puxa, tomara que o projeto avance! Talvez algum grande banco privado resolva patrocinar o projeto. Imagine o retorno em imagem da marca, simplesmente pelo fato de ajudar grandes universidades e institutos a realizarem um feito científico como esse! Ligará o nome desse banco ao futuro, para sempre!

  26. Sinto-me orgulhoso como brasileiro, quando vejo brasileiros como vcs. Continuo sonhando, como um jovem, apesar dos 70 de idade. Obrigado pelo prazer de sonhar e me orgulhar. Muita sorte e prosperidade nas suas pesquisas.

  27. Gostaria de parabenizar a todos os envolvidos pela missão e vamos pensar como contribuir.
    Vamos ver o que consigo arrumar de patrocínio.

  28. Fica sugestão fazer um esforço de um financiamento coletivo. Sei que será apenas simbólico em cima do valor total necessário, mas acho que é uma boa para envolver as pessoas com a lógica da contribuição e recompensas (pequenas, como um material exclusiva da missão, receber as primeira novidades, sei lá). Abraços

  29. Acho extremamente indelicado o que se faz aqui.
    Vocês colocam para perguntarmos; aí perguntamos.
    Aí vocês, simplesmente, detonam e retiram as perguntas.
    Um total desrespeito com quem está interessado na matéria.

      1. Caro Salvador,

        Uma sugestão: coloque ao pé de cada artigo seu um alerta padrão falando sobre seu “modus operandi” no blog — sua diretriz de aprovar quase tudo e sua dificuldade de, às vezes, fazê-lo rapidamente.

        A maior motivação para isso é a frequência com que vc tem ido para a home do uol, o que traz visitantes novos. Claro que brasileiramente muitos nem vão ler (ficam só no título), mas aí cabe um bom esculacho!

        abs.

  30. R$ 35 milhões?
    Poxa, o projeto até é bem baratinho. A Lua? Quem diria! Antes só engatinhávamos em nossa órbita.
    Espero que tudo saia a tempo para o cinquentenário e que possa expandir nosso “horizonte”.

  31. Lembro-me de que as primeiras missões à lua tinham a preocupação de esterilizar todos os materiais, para não levar qualquer contaminação. Agora parece que essa preocupação não existe mais. Não há mais risco?

  32. Rezo para que não ocorra outro acidente (pra mim foi sabotagem) como em 2003 em Alcântara. Foi uma tragédia em que perdemos 21 engenheiros e físicos do mais alto conhecimento cientifico e que atrasou nossos sonhos em 10 anos.

    1. Achar que foi sabotagem só serve para tentar se convencer que não somos competentes em vários aspectos. Espero que a missão Garatéa-L prove o contrário.

  33. Parabéns pela iniciativa do Projeto. O Brasil necessita muito de iniciativa como esta na área da ciência e tecnologia, para incluir nossos professores e jovens cientistas no mundo do conhecimento.

  34. Não temos nem dinheiro pra comer, qto mais pra lançar papel alumínio de 35 reais na lua para estudar alguma coisa. Acorda Brasil!!! Olha a lava-jato!

  35. País de quinto mundo,atrasado em tudo, não investe em pesquisas e ainda quer ter condições para ir ao espaço?kkkkk.

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