Faça uma visita virtual à superfície do Sol!

O Sol nos parece tão grande e poderoso que custa percebermos que é apenas mais uma estrela de incontáveis bilhões que temos só na Via Láctea, a nossa galáxia. Conheça um pouco mais sobre como nossa estrela nasceu, há 4,6 bilhões de anos, do que ela é feita, o que a faz brilhar e quais são suas principais características, numa incrível viagem virtual até suas imediações. É o terceiro episódio da série de vídeos em 360 graus produzida pelo Mensageiro Sideral, promovendo um tour guiado pelo Sistema Solar.

Vídeos 360 como esse podem ser visualizados no computador, usando as setas para mudar a direção da câmera, mas é mais divertido de ver no celular, onde você usa a direção de apontamento dele para ver uma parte diferente da cena. Para quem for um gamer fanático, tudo fica ainda mais legal e imersivo em dispositivos de VR (realidade virtual), desde o Google Cardboard até o Oculus Rift ou HTC Vive.

Confira também os dois episódios anteriores, sobre a Terra e a Lua.

Acompanhe o Mensageiro Sideral no Facebook, no Twitter e no YouTube

Comentários

  1. Este post, assim como a maioria dos posts naturalistas, misturam dados científicos (composição e funcionamento do sol) com crenças fundamentadas em fé (como o sol SUPOSTAMENTE surgiu “naturalmente”), tornando a notícia um verdadeiro cavalo de Tróia.

    Cientificamente podemos observar “do que o Sol é feito, o que o faz brilhar e quais são suas principais características” porém, pela ciência, não há nenhuma corroboração in loco da fé de que a gravidade poderá transformar um conglomerado de gases em sóis.

    Como se não bastasse esta ausência de testes sobre esta crença, ainda, pela mesma ciência, vemos evidências de que esta conjectura é falsa, como por exemplo a estrela SDSS J102915+ 172927 que é composta por Hidrogênio e Hélio (De acordo com esta doutrina naturalista em torno da formação de estrelas, esta estrela não deveria existir uma vez que faltam-lhe quantidades maciças de elementos mais pesados como o oxigênio, o carbono, lítio e o ferro)
    Poderia listar várias evidências contrárias a esta fé, porém meu comentário se tornaria muito extenso (mais do que já é rsrsrs).

    Será que algum dia, os cientistas que são crentes no naturalismo, assim como os seus asseclas, serão honestos em seus posicionamentos, mostrando com clareza o que é ciencia e o que é fé?
    Eu acho que nunca farão isso visto que se fizerem esta separação, mais de 80% do que declaram seriam enquadrados como crença, perdendo sim a credibilidade que eles ganharam na base da enganação.
    🙂

      1. Não entendo esta tua obsessão pelo Papa. Desde quando a opinião dele é importante para ti?
        Quer se tornar Católico, Salvador? rsrsrs

        1. Sou fã dele. Não sou católico, mas tenho um respeito pelo papa como uma liderança de um grande número de fiéis no mundo. Você conhece algum outro líder religioso que comande número similar de pessoas? Se conhecer, adoraria que você o consultasse e contasse o que ele acha… rs

          1. Eu conheço. Ele acredita não só na evolução das espécies, mas também na evolução espiritual ao longo das encarnações. Não lembro o nome dele agora, mas pode chamá-lo de Dalai Lama que ele responde.

      2. pra mim, o papa Francisco é o anticristo previsto no apocalipse… 😀

        e salve o Lord Cthulhu!!! 😀

    1. Morelli,

      Enganação é acreditar em Adão e Eva. É crer que o velho barbudo, vaidoso e vingativo, que surgiu do nada, criou uma imensidão apenas para colocar num pontinho à margem dessa imensidão sujeitos como você.

      Vocês, fundamentalistas cristãos, estão se esforçando para emprestar algum cientificidade ao seu discurso, mas se esquecem que há pouco tempo, outros morellis por aí insistiam — e ainda insistem — que estrelas são lampadinhas acendidas pelo barbudo. Que o Sol surgiu depois da Terra. Que a Terra é plana.

      Você aceita uma análise espectral de uma estrela distante, mas acredita que Eva foi criada da costela do Adão.

      É muita inconsistência. Papo de engana-trouxa.

      1. MC

        “”Enganação é acreditar em Adão e Eva.

        Porque seria enganação aceitar uma conjectura que é embasada em dados científicos e históricos?

        É crer que o velho barbudo, vaidoso e vingativo, que surgiu do nada, criou uma imensidão apenas para colocar num pontinho à margem dessa imensidão sujeitos como você.

        Na falta de um argumento racional, lhe sobra Falácias.
        Será que ainda não percebeu que este teu espantalho não reflete o que eu ou qualquer Cristão acreditamos?

        outros morellis por aí insistiam — e ainda insistem — que estrelas são lampadinhas acendidas pelo barbudo. Que o Sol surgiu depois da Terra. Que a Terra é plana.


        Nem eu e nem meus conhecidos defendem tais absurdos.
        Quando deixarás de mentir e se focará na VERDADE?

        1. Acho que ele vai focar na verdade assim que você postar o e-mail que recebeu do papa Francisco! 🙂

  2. salvador, uma dúvida que tenho, apesar de ao menos teoricamente já possuir toda a base para responder: qual a relação da temperatura do gás com sua densidade? por exemplo, mesmo tendo a fotosfera milhões de graus, sua densidade é baixíssima, né? supondo que de alguma forma sobrevivêssemos à baixíssima pressão de quase vácuo, a colisão de tão rarefeito gás nesta altíssima energia cinética talvez nem fosse capaz de nos causar danos, não é? ou esqueci de alguma coisa nesta consideração?

    1. Pois é, a fotosfera é bem pouco densa mesmo. 1 milionésimo da densidade do ar terrestre ao nível do mar. E o problema aí não é nem o calor por si só, mas a energia das partículas individuais. É um banho de radiação danado, capaz de nos zoar completamente. rs (Tanto que as tempestades solares, ainda menos densas, são extremamente perigosas para os astronautas, por conta dos efeitos da radiação. São prótons e elétrons de alta energia colidindo com você aos montes…)

      1. sim, agora entendi! 😀 podem não conseguir efetivamente aquecer algo no sentido convencional pela baixa densidade, mas embora rarefeito, a energia de cada partícula individualmente é alta o bastante para provocar outros tipos de estragos, ainda mais graves!

  3. Salvador, é possível afirmar que 100% dos astros que geram calor na mesma quantidade e intensidade (ou maiores) que o sol passam por um processo físico-químico como o da nossa estrela?Ou isso é algo frequente, mas existem outras formas no vasto universo?

    1. Se o lance é gerar energia, sim, todas as estrelas — as maiores e as menores que o Sol — têm essas reações de fusão termonuclear. Agora, cadáveres estelares, planetas e anãs marrons (estrelas abortadas) emitem bastante calor, mas aí é dissipação. É o calor de formação desses astros que vai lentamente se perdendo.

      1. Em muitas o processo de fusão é diferente…. nas gigantes vermelhas a fusão não acontece mais no núcleo, mas na periferia…. nas anãs brancas a fusão não é de Hidrogênio em Hélio, mas de outros elementos como Carbono e Oxigênio… Mas a lógica é a mesma.

        1. Nas anãs brancas não há fusão mais, salvo nas explosões, quando ela rouba matéria de uma vizinha. Uma anã branca isolada é feita de matéria degenerada e não realiza fusão. Já a gigante vermelha é uma fase pelas quais passam as estrelas quando ficam velhas e justamente esgotam seu combustível no núcleo — e aí passam a usar outros elementos para fusão, primeiro hélio, depois oxigênio, carbono e aí vão subindo pela tabela periódica, conforme a quantidade de massa que têm. O fim da linha é o ferro.

          1. Não exatamente, Salva…. as gigantes vermelhas ainda fundem sim H em He, mas na crosta, não no núcleo, que de é Hélio inerte.

            Quanto à anã branca, errei mesmo, ela não tem mais fusão.

          2. Sendo ainda mais específico, as gigantes vermelhas fundem ainda H em sua primeira fase, mas depois param de fundir H e passam a fundir He. 😉
            Abraço!

      2. Sendo ainda mais específico, o fim da fase de fusão de H e o início da fusão de He meio que se misturam, porque sem a fusão de H não haveria calor suficiente para a fusão do He. É na fase final da queima de H que a estrela começa a encolher, esquentando o núcleo e possibilitando a fusão do He. Se não me engano, He–> Be –> C.

  4. Salvador,

    No processo de fusão nuclear de Hidrogênio em Hélio, como surgem os neutrôns do atomo de Hélio, se não há nenhum no átomo de hidrogênio?

    1. Lucas, eu não entro em detalhes, mas o processo é uma cadeia mais longa. Hidrogênio-1 colide com hidrogênio-1, e o resultado é hidrogênio-2, com a emissão de um pósitron e um neutrino. Depois hidrogênio-2 colide com hidrogênio-1 para formar hélio-3, e de hélio-3 em hélio-3 gera-se hélio-4, com a liberação de dois hidrogênio-1 que voltam ao ciclo.
      Veja esta figura:
      https://en.wikipedia.org/wiki/Nuclear_fusion#/media/File:FusionintheSun.svg

      1. Lucas, quando os dois Hidrogênios colidem, é liberado um pósitron (micropartícula semelhante ao elétron, mas com carga positiva). Essa carga positiva do pósitron é “retirada” de um dos prótons. Com a perda da carga positiva, esse próton vira nêutron.

  5. Salvador , gosto de ver o sol no JHelioviewe, eu também estudo computação, por isso ,não aceito logo de primeira ,quando me dizem que a lua tem movimento de rotação, rsrs tenho procurado imagens ai, da fase crescente e da minguante, tenho tido dificuldade de se obter imagens reais, so tenho visto imagens em 3D ou 2D, isso quando para paradigmar, eles as invertem de cabeça para baixo etc etc. você não acha estranho ter dificuldade entre trilhões, ainda se tratando do astro mais próximo da terra? images do polo sul não captaria tua rotação en tão porque não as fazem completo?
    Acredito que com a possibilidade de se admitir a movimento de “rotação”, como demonstrado anteriormente; e se ter tanto a lua nova como a cheia mostrando a mesma face, eles criaram esta tese, mas nos vamos chegar a conclusão, no stallarium mesmo fácil se obter imagens da lua bem próximas da real mas em 3D, por favor não postem links de imagens 3D ou 2D, para tentarem justificar tuas posições. vamos para imagens reais. depois vou postar os link da fase minguante e crescente, onde de qualquer forma se a lua tivesse rotação o lado oculto estaria exposto.
    portanto esta notório saber que o lado oculto da lua, tem característica diferenciadas da exposta, uma esta repleta de crateras(oculta)óbvio, sempre recebem os asteroides, pois sempre esta voltada para o espaço, já que a lua não gira; a outra composta de mares! lógico, absorve uma grande quantidade de água, que a terra emana para o espaço! já que esta sempre voltada para terra , já que a lua não gira, inclusive por pressão de ação e reação com a face da terra, como disse antes , parece que a face que sempre esta voltada para terra esta afundando em uma cratera principal, logico a paulada sempre do mesmo lado. e por ai vai, vamos chegar a conclusão.

    1. Cara! Você se esforça ou sai naturalmente essas idéias de sua cabeça?
      Não acredito que você concorde com dois por cento do que você fala.
      Ou isso, ou estamos diante de um caso raro que a ciência precisa estudar.

    2. já que a lua não gira;

      Gira. Repetir inúmeras vezes a mesma coisa não vai te fazer ter razão. Fez a maquete que Salvador indicou?

    3. Bertinho, cazzo! Não envergonha a classe. Se você estuda computação, você simplesmente não tem direito de ser ilógico, menino. Faz a maquete. Ou volte às lesmas. Assim você envergonha os computeiros destas plagas…

  6. POR QUÊ O FRANGO ATRAVESSOU A RUA???

    (VERSÃO MENSAGEIRO SIDERAL)

    Gilberto Pessagno: O frango atravessa a rua para seus olhos não ficarem eclodindo, como no vídeo que está no meu canal do youtube.

    Diogo Morelli: As leis da termodinâmica são insuficientes para fazer o frango atravessar a rua. Logo, só pode existir Deus que criou o frango e fez ele atravessar a rua. Reconheça, Salvador.

    Piccareta Espertini: O frango tentou dar uma de malandro, mas eu cheguei do outro lado primeiro.

    Cláudia: O frango tento atravessa a rua mais não conseguiu porque está escrito na PALAVRA que o humano é pó e ao pó voltara mais os homem não acreditão na PALAVRA e prefere segui o que dis os cientista mais quem é que sabe mais é os cientista ou Deus em diga quem é que sabe mais

    EuTM: Você tem alguma PROVA de que o frango atravessou a rua, seu estúpido??

    Perna: Salvador, um assunto OFF TOPIC, você acha que se o frango atravessar a rua com a metade da velocidade dá tempo de chegar do outro lado sem ser atropelado?

    Radoico: o frango atravessou a rua para dar os parabéns ao Salvador! Parabéns Salvador!

    Geraldo Carmo: O frango atravessou a rua para provar que o homem não foi à Lua, é tudo uma farsa.

    Geraldo CarmoTM: Esse frango é um fake que está usando o meu nick!

    Salvador Nogueira: O frango atravessou a rua para me pedir pra moderar esses trolls, mas eu continuo mantendo o espaço democrático.

    1. Minha resposta seria diferente, o frango atravessou a rua porque tinha uma galinha interessante do outro lado.

    2. Perna
      Gostei do seu senso de humor, porém farei uma correção na lógica que usaste no meu comentário.
      Não sei se percebeu mas meu papel neste blog não é responder, mas sim questionar e criticar.
      Portanto se o tema fosse uma questão “POR QUÊ O FRANGO ATRAVESSOU A RUA?” provavelmente eu não diria nada.
      🙂

        1. MC

          “”Eu sempre desconfiei que você era um troll””

          Sempre desconfiei que para ti, qualquer pessoa que questionasse ou criticasse a sua crença, seria considerado troll. Agora tenho certeza.
          🙂

  7. Salvador, segue uma frase para criar polêmica, que considero correta, no entanto:

    “A pesquisa científica só pode florescer se aliada a alguma religião ou ideologia. A ideologia justifica os custos da pesquisa. Em troca, a ideologia influencia a agenda científica e determina o que fazer com as descobertas.”
    Yuval Noah Harari (Sapiens: uma breve história da humanidade)

    1. Acho que não necessariamente. A primeira parte, sim, é verdadeira. A pesquisa científica só pode florescer sob uma ideologia que considere desejável compreender o mundo em que vivemos com base num método que parte de hipóteses testáveis. Agora, veja que essa ideologia pode ter um viés mais aplicado ou mais fundamental. Se a ideologia apregoar que o conhecimento é sua própria recompensa, que é desejável compreender o mundo meramente para sabermos onde vivemos, ela colocará poucas amarras à agenda científica e em seu uso. Se a ideologia, por sua vez, tiver um viés aplicado/desenvolvimentista, em que a ciência tem papel central para a melhoria das condições de vida de um povo ou um grupo de pessoas, aí o peso da ideologia gerará um viés nas pesquisas e em suas aplicações. Poder-se-ia dizer que a primeira vertente é utópica; nenhum governo, que em última análise é quem paga a maior parte da pesquisa científica, será totalmente alinhado com a filosofia de “conhecimento pelo conhecimento”; a iniciativa privada, menos ainda. Por outro lado, os próprios cientistas costumam ser bastante norteados por esse princípio, de forma que o sistema todo se equilibra.

  8. Salvador, acho que vou te por numa saia justa mas é pra isso que você dá sua cara à tapa aqui né?

    Sinceramente tá difícil saber em quem acreditar. O jornalista Felipe Moura entrevistou o climatologista da USP, Ricardo Felicio e parece que o “aquecimento global” não é esse monstro todo que pintam pra gente… se puder postar link aí vai:

    http://veja.abril.com.br/blog/felipe-moura-brasil/climatologista-fala-ao-blog-sobre-mentiras-de-mudanca-climatica/

    O que o MS teria a considerar?

    1. A ignorância começa por chamá-lo de climatologista. A exemplo do Molion, outro negacionista famoso da mudança climática, o Ricardo Felicio é METEOROLOGISTA. É aquela coisa que, em tese, todo mundo deveria sair da escola sabendo: a diferença entre tempo e clima. Meteorologista estuda o tempo, que é a flutuação diária, semanal e mensal que vemos nas condições da atmosfera; climatologista estuda o clima, que são os padrões mais regulares observados nos sistema oceano-atmosfera, compreendendo anos, décadas, séculos e, em última instância, as escalas geológicas.

      Meteorologista trabalha com variabilidade num sistema caótico; hoje vai chover, amanhã não vai, a probabilidade é tanto.
      Climatologista trabalha com parâmetros mais fixos; cobertura total de nuvens, nível de radiação solar, temperatura da atmosfera e dos oceanos, composição de gases na atmosfera.

      Se um meteorologista começa a aplicar seus métodos estatísticos, destinados a sistemas de alta variação, aperiódicos e de curta duração, a problemas de climatologia, vai inevitalmente chegar a conclusões erradas. Por tudo isso, o Felipe Moura Brasil faz um duplo desserviço a seus leitores: entrevista o cientista errado para defender uma política indefensável.

      Seria como se eu, para aprender sobre cosmologia, entrevistasse um biólogo. A visão leiga muitas vezes trata cientista como uma coisa genérica, e não é. Pesquisas mostram que um cientista de uma determinada área é tão leigo sobre outras áreas quanto um cidadão médio. O grau de especificidade das disciplinas científicas hoje é tão grande que são raros os pesquisadores capazes de transitar entre elas com fluidez.

      Felicio em particular não se mostra brilhante em seu currículo Lattes, que você pode checar aqui: http://buscatextual.cnpq.br/buscatextual/visualizacv.do?id=K4769802H5

      Ele não tem uma publicação sequer em revista científica de alto impacto, nem mesmo em sua área de especialidade, a meteorologia. A única coisa que o diferencia, por sinal, é seu “ceticismo” à mudança climática — descrito já no resumo do seu currículo, redigido por ele mesmo:

      “Graduado em Ciências Atmosféricas – Meteorologia pela Universidade de São Paulo (1998), mestrado em Meteorologia pelo Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (2003) e doutorado em Geografia (Geografia Física) pela Universidade de São Paulo (2007). Atualmente é Prof. Dr. da Universidade de São Paulo. Tem experiência na área de Geociências, com ênfase em Geografia e Meteorologia, atuando principalmente nos seguintes temas: Climatologia Geográfica, Antártida, Meteorologia e ciclones extratropicais que atuam no Brasil e no cinturão polar. Realiza pesquisas sérias e críticas sobre a variabilidade climática e seus desdobramentos, desmistificando as “mudanças climáticas antropogênicas” e sua ideologia embutida.”

      Bem, até aqui, fiz uma avaliação superficial da fonte — algo que todo jornalista de ciência deve fazer ao entrevistar alguém, justamente por partir do pressuposto de que a qualificação da fonte é importante no saber que ela possui. Qual foi o critério que Felipe Moura Brasil usou para definir que esse é um bom contraponto, um bom entrevistado? Não foi a especialidade dele. Não foi o currículo dele. Não foi uma pesquisa que ele tenha publicado. O que foi? Foi SÓ o fato de ele ser negacionista. Não o fosse, não teria sido entrevistado.

      Agora, vamos parar de criticar o colega jornalista pelo desserviço e vamos voltar ao tema em questão. Qual é a dificuldade de aceitar que o aumento de CO2 na atmosfera pode gerar aquecimento global? Sabemos por experimentos como funciona o efeito estufa e como o CO2 é capaz de gerá-lo. Sabemos que a temperatura média do planeta está subindo de forma consistente desde a década de 1960, quando se intensificou a emissão de CO2 para a atmosfera. Sabemos que nada mudou nesse período para explicar essa tendência, exceto a quantidade de CO2 atmosférico. Sabemos que ele é fruto de combustíveis fósseis que levaram milhões de anos para se acumular sob o solo, e estamos despejando tudo de volta na atmosfera a uma velocidade geologicamente estonteante. Onde a mudança climática antropogênica pode ser controversa?

      Variabilidade natural — como costumam argumentar os meteorologistas, uma vez que essa é a ciência a que tiveram acesso em seus estudos — não funciona. Veja a diferença entre variabilidade natural, assunto para os meteorologistas, e tendência climática, assunto para os climatologistas, neste gráfico: https://en.wikipedia.org/wiki/Instrumental_temperature_record#/media/File:Global_warming._Short-term_variations_versus_a_long-term_trend_(NCADAC).png

      Então precisamos de uma explicação. Se não é a emissão antropogênica de CO2, é o quê? A boa prática científica diz que só podemos substituir uma hipótese corroborada pelas observações se tivermos uma outra hipótese, ainda melhor, para explicá-las. Qual seria essa hipótese alternativa? O que explica esse gráfico aí, se nada mais correlaciona com a tendência observada, salvo o aumento de CO2? Sigo solicitando isso.

      Ah, alternativamente, podemos adotar um negacionismo “light”. A mudança climática existe, mas não é esse bicho-papão. É uma ideia que era defendida pelo Aziz Ab’Saber, notório geógrafo brasileiro. Normalmente essa visão é baseada em estudos que sugerem que CO2 aumentado na atmosfera dá mais subsídio à fotossíntese, logo seria bom para a cobertura vegetal, que tenderia a vicejar nessas condições, e não fraquejar. Eles costumam evocar épocas geologicamente antigas (como o Cretáceo, por exemplo), em que havia mais CO2 na atmosfera do que hoje, a temperatura era mais quente do que hoje, e a natureza estava em um ótimo momento em termos de biodiversidade.

      Tudo isso é verdade. Mas o que eles parecem não levar em conta é que o grande problema não é se o planeta está mais quente ou mais frio, mas é a mudança em si e a velocidade com que ela transcorre. Os mesmos dinossauros que brilhavam num mundo cheio de CO2 atmosférico e mais quente, com zero gelo nas calotas polares e um nível do mar bem mais alto, foram os que acabaram extintos subitamente. Sabemos que a causa foi a colisão de um asteroide. Mas o que exatamente o asteroide causou para matar os dinossauros? MUDANÇA CLIMÁTICA. A luz do Sol passou meses barrada pelo acúmulo de poeira na atmosfera, a temperatura despencou, as plantas morreram, e com eles 75% das espécies que habitavam nosso planeta. Mudança muito rápida em pouco tempo causa problemas insolúveis de adaptação. A seleção natural não tem tempo suficiente com que trabalhar na direção de uma maior aptidão, e as espécies morrem mesmo.

      É disso que estamos falando agora. Um planeta 2, 3 graus mais quente pode não parecer um grande drama. Alguém pode argumentar que as planícies canadenses, hoje gélidas, tornar-se-ão ótimas para o plantio. Verdade, pode muito bem acontecer. Mas o que a gente faz com os agricultores do oeste do Paraná, que também vão ganhar condições inclementes para seus plantios, que por sua vez não terão tempo para se adaptar? Vamos mandá-los todos para o Canadá?

      Mudanças são sempre difíceis e geram prejuízos. É o fim do mundo? Provavelmente não. Todos os modelos climáticos sugerem que não haverá uma tendência suficiente para empurrar a Terra para um efeito estufa descontrolado à la Vênus. Mas as mudanças serão suficientes para deixar muita gente passando fome e transformações radicais na agricultura mundial. Isso fora o nível do mar. (O Cretáceo tinha mais CO2, temperatura mais alta e nível do mar mais alto. Ring a bell?) Podemos todos virar Holandas e “barrar” o mar para que ele não devaste nossas cidades? Talvez, dependendo do aumento. Mas um mar mais quente é um mar que tem mais energia também. Será que as ressacas vão todas destruir ciclovias, como aconteceu no Rio, em mais algumas décadas, não importando a qualidade da construção?

      E uma atmosfera mais quente? É mais energia no ar? Teremos mais distúrbios, tempestades, furacões? Há incertezas nesses modelos, claro. É difícil modelar em detalhes um sistema do tamanho do planeta, computando interações entre oceanos e atmosfera. Mas o fato simples é: temos mais energia no sistema, porque ela está irradiando menos para o espaço. Isso vai causar mudanças e é razoável supor que algumas delas serão violentas.

      Mudança climática é tão simples quanto o princípio de conservação de energia. Se temos mais gases-estufa, haverá maior retenção de energia solar que, de outro modo, seria refletida para o espaço. Mais energia no sistema, haverá efeitos observáveis. O mais claro é o aumento de temperatura média global. Há outros. O que há para duvidar?

      Como último aperitivo, deixo uma história maravilhosa. Pesquisadores da Exxon (grande indústria do petróleo) já sabiam da mudança climática desde 1977. E abafaram os resultados de suas próprias pesquisas. Muito antes de os climatologistas imparciais financiados pelo sistema acadêmico tomarem gosto pelo tema. Lá se vai a teoria da conspiração. Exceto aquela em que a conspiração é da própria indústria do petróleo.

      https://www.scientificamerican.com/article/exxon-knew-about-climate-change-almost-40-years-ago/

      1. Resumindo, para os preguiçosos:

        1. Quando quiser uma resposta a um problema, pergunte a um especialista de verdade;
        2. A única causa percebida para o aumento médio da temperatura do planeta desde a década de 1960 é o aumento de CO2 na atmosfera, que coincide com o aumento de queima de combustíveis fósseis (carvão e petróleo) pelos humanos. Se os negacionistas dizem que não é culpa da civilização humana, qual o motivo do CO2 aumentar? Eles não sabem…

        1. Acho que o motivo de o CO2 aumentar é consensual. O que não é consensual (para os negacionistas apenas, que fique claro) é que o aumento do CO2 está atrelado ao aumento da temperatura média da Terra nas últimas décadas. Se não é o aumento do CO2, então o que é? Essa é a resposta que falta aos negacionistas para retornarem ao mundo da ciência, em que se derruba uma hipótese que se encaixa aos fatos encontrando outra hipótese que se encaixe melhor e explique mais fatos.

      2. Grande resposta, Salvador! Poderia fazer um post sobre o tema, quem sabe um debate na TV Folha entre especialistas sérios, o que acha? Mas já alertando que vão chover críticas e ofensas vazias.

        Já assisti entrevistas desse Ricardo Felício. Ele provavelmente responderia a você que a atmosfera terrestre é composta de 0.04% de CO2 e que o aumento de emissões humanas não acarretaria o incremento do efeito estufa. Segundo ele, o grande agente da temperatura global seria o vapor de água. Também falaria que os efeitos das emissões de CO2 são apenas locais. Contestaria toda a metodologia aplicada pelos climatologistas em suas pesquisas, indicando que o aumento de CO2 é resultado do aumento de temperatura, e não sua causa, citando, inclusive, o painel do IPCC. Por fim, diria que a hipótese alarmista do aquecimento global seria parte de uma política ideológica que visa diminuir as emissões de carbono pelas nações em desenvolvimento, freando seu crescimento econômico (qual o sentido disso? Afinal, o capitalismo global vive de crescimento econômico). Sim, ele disse tudo isso neste debate aqui: https://www.youtube.com/watch?v=g9gSItIJUTM

        Esses argumentos dele são estranhos. Como você mesmo disse, não há um hipótese plausível para o aumento vertiginoso das temperaturas nos últimos 200 anos, salvo se você apontar problemas da metodologia utilizada. Se esse fosse o caso, outros pesquisadores já teriam facilmente contestado os experimentos e pesquisas realizados. As opiniões dele parecem ser mais fruto de senso comum ideológico, o que é contraditório, já que ele mesmo traz ao debate “teorias da conspiração” e um viés político.

        1. Acho que é bem por aí mesmo. A chance dele de se destacar é ser negacionista. (Existe uma vertente do jornalismo preguiçoso, falso virtuoso, de que toda questão tem dois lados e que ambos devem ser ouvidos. Isso funciona bem para as situações clássicas de jornalismo. Mas não funciona bem com a ciência — sempre vai ter um doido para dizer algo diferente, mas não é por isso que a cada matéria sobre cada assunto você deve dar voz a esse doido — e não funciona bem nessa época estranha de pós-verdade que estamos vivendo.)

          É verdade que o vapor d’água é um gás-estufa mais poderoso que o CO2, e também é verdade que o CO2 responde por uma parcela ínfima da atmosfera. Mas quando você mexe no sistema, o equilíbrio todo muda. Se a temperatura sobe um pouquinho que seja, já muda o equilíbrio do oceano, que vai influenciar a quantidade de nuvens, que vai induzir mais vapor d’água na atmosfera. Tem nuvens mais altas que ajudam a rebater o calor para o espaço, pois são brancas. Tem nuvens que ajudam a prender o calor. São incontáveis efeitos, e o único jeito é modelá-los num supercomputador e ver o que acontece.

          Os estudos que explicam a mudança climática são fruto de vários desses modelos, TODOS INDEPENDENTES, rodando em supercomputadores para ver se eles “preveem” o passado e assim explicam os dados já observados. Uma vez que eles façam isso, os cientistas rodam o modelo para o futuro e veem o que vai dar. O IPCC meramente faz um catadão de todos esses estudos independentes e extrai o consenso. E o consenso, quase unânime (98% dos climatologistas), é de que a mudança climática é antropogênica e causada pelo aumento de CO2 na atmosfera, que por sua vez produz um efeito cascata.

          Quer contestar? Beleza. Faça um modelo melhor, rode num supercomputador e prove que não é isso. Fora desse contexto, não tem muita conversa. É, como você disse, só ideologia.

      3. Olha, por isso não abandono esse blog, dá gosto de ler porque a gente vê que o Salvador não curte senão com mínimos detalhes! Se a gente tivesse mais gente assim nos jornais!

      4. fato: o planeta passa sim por ciclos de resfriamento e aquecimento, e isto podemos comprovar cientificamente por registros fósseis de milhões de anos, e observar que na natureza isto ocorre com regularidade.

        por coincidência, feliz ou infeliz, nossa revolução industrial, e injeção artificial de causadores de efeito estufa na atmosfera, coincidiu com o início de um destes ciclos de resfriamento. por isso demoramos para perceber, porque o aquecimento artificial que causávamos coincidia com o resfriamento cíclico natural.

        só que uma hora a interferência artificial claramente suplantou a natural, e tudo começou a aquecer DE VERDADE! a diferença é que a interferência artificial não é cíclica, reversível, e quando se iniciar o ciclo natural de aquecimento, isto vai se somar ao aquecimento natural que provocamos, e muito provavelmente vai se tornar algo insuportável!

        tivemos muita sorte de nossa interferência artificial coincidir com um contrabalanço natural na direção oposta, e mais ainda de percebermos isto a tempo de evitarmos o desastre. infelizmente jogamos agora tudo isto fora, por uns imbecis insistirem em sustentar que tudo isto, perfeitamente comprovado, é balela, e não merece atenção… 🙁

        1. David,
          Estes ciclos de resfriamento e aquecimento a que você se refere duram em média quanto tempo?
          Com a freqüência e ritmo destes ciclos será que podemos afirmar o que você escreveu:

          “quando se iniciar o ciclo natural de aquecimento, isto vai se somar ao aquecimento natural que provocamos, e muito provavelmente vai se tornar algo insuportável!”

          O movimento de precessão dos equinócios é muito lento comparado ao tempo biológico, será que quando o aquecimento, resultante da soma do ciclo natural e do aquecimento antropogênico, “se tornar algo insuportável”, haverá alguém para reclamar?

          1. Afrânio, inspecionando rápido este gráfico, eu diria que é algo em torno de 100 mil anos:

            https://imagens.canaltech.com.br/41566.58568-Grafico-Ciclo-Climatico-1.jpg

            mas vemos claramente, lá no canto direito (épocas mais recentes) que foge um pouquinho do padrão observado até então. PODE ser coincidência, mas a lógica nos leva a acreditar que se trata da interferência humana, impedindo o ciclo de resfriamento que seria natural…

          2. no gráfico fica evidente a correlação entre nível de CO2 e variação de temperatura.
            mas veja também que o nível de C)2, pelo menos nos últimos 4 ciclos, nunca ultrapassou a concentração de 300 partes por volume molar (ppmv), sendo que atualmente caminhamos a passos largos para esta concentração, se é que já não a ultrapassamos…

          3. David,
            O gráfico parece indicar na linha 00 um aumento substancial da concentração de CO2, (se não for distorção visual apenas), porém, ele é muito claro mostrando que a linha azul não atingiu os picos dos ciclos anteriores, sendo visivelmente menor a variação positiva da temperatura, tendo seu pico máximo em +2 graus, o que é exatamente contrário a expectativa de aumento do aquecimento global por conta do CO2.
            Veja… Estou apenas analisando o gráfico, “Não sou um negacionista”!

          4. analisar gráficos pode ser um pouco complicado mesmo…
            mas vamos tentar:
            (1) vemos nos ciclos anteriores que, depois que o nível de CO2 atinge seu pico, a temperatura começa a cair bem rápido!
            (2) nas épocas recentes, exatamente quando o nível natural de CO2 deveria naturalmente atingir um pico e começar a cair, existe uma injeção articial maciça de CO2
            (3) a temperatura aparentemente não aumengta absurdamente, mas também não cai. parece ficar constante, o que também é muito ruim (foge do padrão natural)

            sim, pode ser que exista algum fator desconhecido que esteja segurando este aumento de temperatura. mas veja bem: fator DESCOHECIDO! não sabemos o que é ainda. vale a pena arriscar e continuar aumentando a concentração de CO2? é inteligente usarmos nós mesmos como cobaias de um experimento global? eu ficaria mais tranquilo se pudesse testar antes em planetas alienígenas, hehehehe 😀

          5. David,
            Sem dúvida, agora olhando o gráfico novamente, vejo com nitidez este 3 pontos que você salientou, e quanto ao último parágrafo, eu também me apavoro com a possibilidade de ser cobaia! rss
            Muito obrigado pela aula, aos poucos vou melhorando meus parcos conhecimentos de física nestas deliciosas conversas aqui no blog.

      5. não causariam o “fim do mundo”, mas certamente não suportariam mais (na verdade, nem hoje suportam) 7 bilhões de habitantes no planeta. pode não ser o fim do mundo pra uma minoria privilegiada, mas seria para a maior parte da população atual… 🙁

        1. Pois é. É que os negacionistas tentam distorcer o discurso e dizer que o planeta vai virar uma sauna inabitável. E não é isso. Mas, com 7 bilhões de bocas para alimentar, qualquer mexidinha é embaçada.

    1. O problema não é exatamente com os meus vídeos. E a interação dele com o seu sistema. Você pode nos contar onde você os está ouvindo? Já experimentou usar outro equipamento?

  9. Olá Salvador!! Sou professor da rede pública do RS na disciplina de Geografia e gosto muito de trabalhar um pouco de Astronomia antes de iniciarmos a Geologia no Ensino Médio! Acompanho sempre suas colunas na Folha e utilizo muito dos seus recursos e conhecimentos em minhas aulas. Parabéns e obrigado por nos enriquecer (meus alunos e eu) com suas fabulosas colunas.

    1. Valeu, Lucas! Fico feliz de saber que há multiplicadores para que espalhemos juntos as maravilhas do Universo! 🙂

    1. Luiz, você entende o que quer dizer o “Tempo” de 4 a 5 bilhões de anos.(nós vivemos 80 anos em média)

      1. Antes de o Sol se tornar uma anã branca, ele será uma gigante vermelha. Aí, amigo, nem Marte suportará a vida – é possível que a coroa solar chegue até lá.

        Se a humanidade tiver evoluído e se capacitado a descobrir outros mundos, poderemos já estar vivendo em uma das luas de Júpiter ou Saturno…

      2. Creio que daqui a 2 bilhões de anos não haverá mais planeta terra habitável, isso numa visão otimista, haja vista, a degradação progressiva e insana do planeta.
        Até lá, já estaremos estabelecidos ao redor de uma outra estrela.

      3. existe uma estimativa de que, com os avanços previstos a curto prazo nas áreas de biologia e nanotecnologia, quem tem hoje em torno de 50 anos possui 50% probabilidade de viver até os 1000 anos… talvez em 1 ou 2 séculos 4 bilhões de anos deixe de ser um intervalo tão inimaginável assim, né?

        1. Vai saber. Essas promessas aí são mais ou menos como as da fusão nuclear. Faz 40 anos que estamos a 20 anos de tê-la. rs

          1. outra pergunta que eu faço é: digamos que realmente se torne possível viver 1000 anos; será que alguém vai mesmo querer viver 1000 anos? pra quê? 😀

          2. Essa é uma pergunta ainda mais relevante, mas que só pode ser respondida se alguém tiver a experiência. 😛

          3. eu imagino (mas é só uma ideia maluca) que quando todos puderem viver indefinidamente pelo tempo que quiserem (exceto por acidentes e mortes provocadas, claro!) vai ser inevitável que a sociedade acabe criando algo como um “dia da despedida”, uma data em que o indivíduo, por algum motivo, decide que quer parar de viver e se suicida serenamente, chamando amigos e familiares para o último adeus. 🙂

      1. Mas vai demorar pro Sol “pifar”. Talvez quando ele se tornar uma Anã Branca, Mercúrio e Vênus se tornem habitáveis….

          1. mas considerando que na fase de gigante vermelha a atmosfera é muito tênue, será que depois que a estrela encolhe pra virar anã os planetas não continuam lá??

          2. Acho que não porque a atmosfera, embora rarefeita, causa arrasto. Os planetas acabarão perdendo velocidade orbital e mergulhando nela…

  10. Ao contrário de um comentário, prefiro uma pergunta prezado Salvador: Se a intensidade do sol chega escaldante na terra, porque a atmosfera é tão fria o tempo todo?

    1. Na verdade, o que chega à Terra é a luz do Sol, que é majoritariamente em frequências visíveis. Essa luz visível é absorvida pela superfície da Terra, que a reemite na forma de infravermelho. E é esse calor que esquenta a atmosfera. Mas como ele é resultado dessa reemissão, mais perto da superfície da Terra é mais quente do que nas altitudes maiores.

  11. Gostei da aula sideral. Garanto que nossos alunos de ensino médio ou fundamental não sabem nada sobre esse mundo fantastico do nosso sol. Como eu, pois não tive o privilégio de estudar nada sobre o sol, muito embora tenha feito magistério. Gostaria de obter mais aulas ou informações,como esta, do nosso misterioso sol. Ok!

  12. Salvador, posso fazer uma pergunta OFF TOPIC ?

    Imagina que um de nós pudesse ficar “peladão” em pleno Espaço. (ou só de capacete para respirar).

    Com que intensidade o vácuo roubaria calor do nosso corpo? Sentiríamos muito frio?

    1. Não gosto nem de imaginar isso. O calor nem seria o problema maior. Imagino a pressão como o maior problema. Nosso corpo tem uma pressão interna que compensa a pressão externa da atmosfera da Terra. Pequenas variações de pressão já causam desconforto, como se vê nos voos de avião ou nos mergulhos marinhos. Imagine um ambiente com pressão externa zero. Seu corpo vai querer explodir. E é mais provável que você frite do que esfrie, se estiver exposto à luz solar. (Não perca de vista de que o vácuo não tem temperatura porque não tem matéria; mas a radiação solar ia esquentá-lo feito um churrasco sem aquela roupa branca de astronauta para rebatê-la. 😛

    2. Os olhos são a 1ª coisa a saltar fora do corpo, devido á pressão interna como o Salvador falou.
      Tem um filme do Schwarzenegger, onde aparece esta reação sobre o corpo humano em ambiente sem pressão.

      1. hehehe… Total Recall (1990). No Brasil, O Vingador do Futuro.

        Refilmado em 2012, com o Colin Farrel no papel principal. Na refilmagem, acho que não tem olhos saltando!

          1. Tentando novamente…

            Bingo! Então o roteirista do primeiro filme foi o Bertinho!

            Salvador, pela primeira vez o sistema “deu pau” comigo. E expôs o email do colega David Machado. Em acontecendo com um troll desqualificado (pleonasmo), teríamos o email dele exposto…

            David, sou ruim nisso. Já esqueci o email (lembro-me apenas da intituição). Segredo guardado!!!

        1. Refilmagem de merda. Não tem olhos saltando pois nem foram a Marte, colocaram um túnel que atravessa o núcleo da Terra indo da Inglaterra para a Austrália como se fosse mais barato fazer um troço deste. As outras regiões do planeta estavam cheias de gases de uma guerra química que impediam a habitação delas como se gases só fossem poupar apenas duas regiões e não se dissipariam nas outras. Mas a ficção científica é isto, apenas ficção, não precisa ser verdadeira ou científica, mas ser entretenimento e por isto ainda mantiveram a mulher com três seios.

          1. De acordo Geraldo, mas pelo que li, a idéia original era exatamente a do túnel subterrâneo. Paul Verhoeven que levou a história para Marte.

  13. Na 1a pagina do site, chamada pra o interessante tema: Assista !
    Ao clicar, conteúdo é bloqueado….
    Para que se cadastrar ? Para receber centenas de Spams depois ?
    .
    Paywall faz sentido em informacoes realmente jornalísticas, editoriais, furos, ou seja, trabalho realmente que a Folha agregou valor. Não para noticias que tem fontes alternativas ou repetitivas.
    .
    Folha, a caminho de se tornar irrelevante.

    1. Puxa, Joca, você desmereceu o trabalho do Salvador. Saiba que há pessoas que mantêm a assinatura do UOL só pra ter acesso amplo ao Mensageiro…

      1. Como sempre cito, o Salvador é otimo, mas precisa de um lugar melhor que desteque seu trabalho e não o esconda sob argumentos de Paywall e criacao de spams…registre-se na Folha e receba 100 spam emails por dia de absoluto lixo

    2. Amigo, a Folha não agregou valor ao dar as notícias? Você ficou doido? Quem pagou os jornalistas, incluindo o Salvador? Pense um pouco no custo de fazer um jornal e site de notícias igual ao da Folha…

      Tenho certeza de que se você pagar tudo isso, eles abrem o site de graça… algumas dezenas de milhões de reais por ano é suficiente, que tal?

  14. Salvador, o Sol é uma estrela amarela mesmo ou é branca e enxergamos amarela por causa da nossa atmosfera?

    1. É branca. Estrelas vêm em três cores — avermelhadas, brancas e azuis. O Sol é branco. Se você analisar o espectro, verá que ele irradia mais luz na faixa amarela-verde do espectro visível, mas a diferença é pouca com relação às outras cores, produzindo uma luz de cor branca. A atmosfera faz ele parecer amarelado, mas a luz dele claramente é branca. Se você coloca um papel branco sob o Sol, ele parece branco, não amarelo. Agora ilumine-o com uma lâmpada amarela para ver que cor ele fica… 😉

        1. É. Mas lembremos que não é bom olhar direto para o Sol — nem na Terra, nem na Lua. O que vemos ao olhar o Sol (ok, já fiz várias vezes, mas não recomendo) é um brilho multicolorido muito louco pela luz fortíssima. Somos incapazes de dizer a cor do Sol mesmo na Terra se ele estiver a pino. Só podemos olhar para ele com mais facilidade no nascente ou no poente, quando ele está perto do horizonte e sua luz está cruzando uma camada bem maior de ar. Aí podemos vê-lo amarelado, o que é uma percepção falsa, causada pelo espalhamento de luz na atmosfera.

          1. Salva, mas se morássemos nas cercanias de uma estrela laranja ou vermelha, a luz que chegasse à atmosfera seria radicalmente distinta (em termos de cor do espectro eletromagnético), não é? Aliás, acho que a vida seria totalmente diferente. As plantas seriam negras, para absorver melhor a luz vermelha e infra-vermelha. Imagina que mundo triste e soturno para nós da Terra kkk..

  15. SN, caso goste de filosofia (imagino que sim), procure um texto de Giacomo Leopardi chamado “Copernico”. Grande abraço!

    P.S. Semana que vem sai o resultado da fuvest.

    1. hehehe, já passei 3 vezes por esta aflição!

      estou fazendo minha terceira faculdade: primeiro ciências da computação, que QUASE acabei (larguei por começar a trabalhar na área e não conseguir mais conciliar os horários…), depois matemática computacional, com a qual me desiludi e larguei completamente no primeiro ano, e atualmente Física, curso pelo qual estou completamente apaixonado e, desta vez, estou motivado a ir até o fim!! 😀

      pode acreditar, sei bem pelo que está passando! boa sorte para você! 🙂

Comments are closed.