Astronomia: Winston Churchill, o astrobiólogo

Salvador Nogueira

Museu descobre artigo escrito em 1939 por Winston Churchill sobre vida extraterrestre.

GÊNIO É GÊNIO
Todo mundo conhece Winston Churchill, o político e orador de raros talentos, primeiro-ministro britânico durante a Segunda Guerra Mundial. Mas agora você vai conhecer Winston Churchill, o astrobiólogo. Em meio a caixas de documentos doadas três décadas atrás a um museu nos Estados Unidos, acaba de ser encontrado um ensaio de 11 páginas em que ele discorre sobre vida extraterrestre. A descoberta foi reportada na revista científica “Nature”.

JAMAIS PUBLICADO
O documento, escrito em 1939 e ligeiramente alterado em meados da década de 1950, mostra a incrível capacidade do líder britânico de falar sobre ciência e, mais que isso, pensar como cientista. Quase igual aos políticos do nosso Congresso.

ENTRE VÊNUS E MARTE
Destinado a servir como uma peça de divulgação para o público, o artigo era intitulado: “Estamos sozinhos no Universo?” Nele, Churchill descreve ideias modernas, como o papel central da água para a biologia e o conceito de zona habitável — o que, para ele, restringiria a busca por vida extraterrestre no Sistema Solar a Vênus e Marte.

PARADIGMA DA ÉPOCA
Na época, a maioria dos astrônomos defendia que o surgimento dos mundos do Sistema Solar era fruto de um raro acidente cósmico, por conta de uma estrela que teria passado raspando pelo Sol e, com isso, arrancado parte de sua matéria, que então teria coalescido para formar os planetas.

PRINCÍPIO COPERNICANO
Churchill menciona essa hipótese, mas, num momento inspirado, não a abraça. “Sabemos que há milhões de estrelas duplas, e se elas puderam se formar, por que não sistemas planetários? Não sou vaidoso o suficiente para pensar que meu sol é o único com uma família de planetas.” Hoje, sabemos que ele estava certo.

VIAGENS ESPACIAIS
Por fim, Churchill aborda algo que soava como ficção científica naquela época: “Um dia, possivelmente no futuro próximo, será possível viajar à Lua, ou mesmo a Vênus ou Marte.” Temos hoje uma porção de sondas perambulando pelo Sistema Solar que não o deixam mentir.

A coluna “Astronomia” é publicada às segundas-feiras, na Folha Ilustrada.

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Comentários

  1. ” Sim, eu sei. Mas não posso contar por causa do embargo.” Como assim algum tipo de controle sobre vcs ? sobre o que pode ser divulgado ou não? e por quem é feito essa ordem? fiquei confuso agora….

    1. Jornalistas científicos credenciados têm acesso antecipado a artigos da “Nature”, da “Science” e de outras publicações científicas para que eles possam preparar a reportagem com qualidade e saiam em pé de igualdade na hora da divulgação. Caso contrário, todo mundo ficaria surtado para dar primeiro e faria um serviço porco. Mas não se preocupe, pois não há “conspiração”. rs

      (E quem descumpre essas regras e divulga antes da hora é cortado do serviço, então nem pense… :-P)

      1. “Não há conspiração”. Não, imagina. Eles apenas divulgam o material primeiro a uma minoria escolhida pra testar a reação antes de divulgar pro público. Mas não tem conspiração, claro que não.

        1. Nada ver, Maicon… eles simplesmente já conhecem os divulgadores científicos sérios e permitem que eles fiquem preparados para explicar a seu público a notícia, de modo bem embasado. O objetivo aí é informar com qualidade, sem criar boataria e desinformação.

          Não tem sentido o que você escreveu, eles não estão “testando a reação de ninguém”. Outros cientistas do ramo, sim, vão poder reagir, pesquisar o descobrimento e confirmar ou contradizer o que foi publicado. É assim que a Ciência avança, sem “teorias da conspiração”.

  2. Não consegui ler a matéria, mas gostei muito dos comentários do PENA com o SALVADOR…

    Interessante como a mídia conseguiu mesmo fazer um cara tão pensante como o Salvador dizer o que diz do Trump, e ser simpatizante do Obama, o mesmo que criou um plano de saúde para todos pagarem e ainda usar o próprio nome no programa rsrs

    1. O programa não se chama Obamacare, esse foi um apelido para caber em manchetes (espaço para título é limitado). O programa se chama Affordable Care Act. É o tipo de coisa que você só sabe se realmente lê jornais. Então, sim, jornais sérios me dão informação que me ajuda a formar — mas não manipular — minha opinião. Se você não tira informações da mídia, de onde você tira? Do twitter do Trump? Boa sorte com essa fonte… 😉

      1. Obrigado, Charlie.

        Exato, é o que eu digo… a mídia fez um trabalho tão forte que mesmo pessoas inteligentes e usualmente bem-informadas criaram e reproduzem uma imagem falsamente construída.

        A mesma mídia que chama o Trump de racista – sem que ele nunca tenha manifestado qualquer idéia racista – somente porque ele quer controlar quem entra e sai de seus país, é a mídia que “ignora” o fato de que países árabes não te deixam entrar neles se houver um carimbo de passagem por Israel no teu passaporte. Países que têm em suas constituições o objetivo expresso de “destruir o Estado de Israel”.

        Eu não sei você, mas eu não quero que pessoas oriundas de um país assim entre no meu País sem visto. Se eu não quero, quem dirá o morador do principal alvo de terrorismo no mundo.

        Quanto aos “jornais sérios”, quais são eles? Se você respondeu Folha e CNN, parabéns, você está sendo manipulado. E o resultado é essa intolerância toda contra um presidente eleito legitimamente.

  3. Salva.

    Fiquei sabendo que a NASA vai fazer um pronunciamento nesta semana a respeito de exoplanetas. Voce tem alguma idéia do que possa ser?
    Grato pela atenção.

        1. Imposto pela “Nature” para acesso antecipado aos artigos que ela vai publicar na edição desta semana.

        1. Ainda não. Estão focando a busca na Casa Branca no momento. rs
          (Desculpe, não resisti a uma piadinha, mas na paz.)

  4. Quem ler o livro Churchill, Hitler e a Guerra Desnecessária, possivelmente passará a pensar um pouco diferente deste “grande homem”!

    1. Eu lembraria bem quem é o autor antes de levar muito a sério o que ele diz. Principalmente quando ele tenta pintar os alemães com cores mais gentis na Primeira e Segunda Guerras. Na primeira, acho até que há margem para discussão. Mas, na segunda, qualquer coisa que pinte os nazistas como menos que facínoras genocidas é puro revisionismo histórico.
      Aqui, um dos poucos textos que achei sobre o tal livro: http://revistaepoca.globo.com/Revista/Epoca/0,,EMI6384-15230,00.html

  5. Existe uma versão brasileira de um estadista deste porte, mas é do século passado – D. PedroII. Apesar dos mal informados de sempre não darem o devido crédito. Para ficar numa referência, o dia do astrônomo no Brasil é comemorado no dia do aniversário dele. Acho que isso é bem significativo. Outro exemplo interessante teria sido José Bonifácio, mas aí a distância no tempo já atrapalha muito.

    1. Verdade, Beto! Sou fã do Dom Pedro II. Aliás, quando mencionei a história do Churchill aqui em casa, mencionei também o Pedro II — e o contraste forte entre ele e o I.
      Mas aí, sacomé, Brasil é o país do golpe…

  6. Excelente! Prezado Salvador, você tem notícia sobre outros pensadores que seguiam na mesma linha de Churchil? O que quero esclarecer é se ele escreveu sobre ideias “originais” ou se elaborou um bom texto a partir de ideias que já circulavam no meio científico.

    1. Certamente as ideias já estavam em circulação. Mas havia todo tipo de ideias em circulação. O mérito foi ele ter destilado as ideias certas, atuais até hoje. Poderia ter escolhido todas as ideias erradas e ter produzido um texto completamente obsoleto hoje. Se os Apolinários e Diogos da vida estivessem escrevendo algo sobre isso em 1939, certamente teriam seguido um caminho que tornaria seu texto inválido hoje em dia…

  7. Não à toa foi eleito o maior britânico do século XX. Quando lembro que por um período a Grã Bretanha ficou sozinha na segunda guerra e conseguiu segurar a onda até a entrada dos EUA e o crescimento da URSS, admiro ainda mais o Churchill.

    Pra quem curte história das guerras, recomendo o livro Minhas Memórias da Segunda Guerra Mundial, do Churchill…. não por acaso, ganhou o Nobel de literatura.

    Creio que esse mundo cheio de mimimis dos dias atuais precisaria de uns caras como ele.

  8. Salvador é o colunista mais inteligente da internet brasileira, sem dúvida. E para as pessoas inteligentes devemos fazer as perguntas mais difíceis.
    Lá vai: quem é o Churchill de hoje em dia, nobre escritor? Quem é nosso “jênio” orador? Estarei “serto” se disser que aqui no Brasil é José Manuel Temer – e seu latim impecável -, e nos Estados Unidos é o Donald Trampo, e seu magistral idiolecto?

    Quem é o verde-louro que fulgura nesse lábaro estropiado?

        1. Putin é autoritário, corrupto e ignorante. Eu não sei se eu usaria alguma dessas três palavras para definir o Churchill. Certamente não usaria as três.

          1. Autoritários ambos são, Putin muito mais. Ignorante, nenhum dos dois chega nem perto. Putin era agente da KGB altamente treinado. Corrupto o Putin é e o Churchill talvez tenha sido ou não, ninguém sabe.

            Mas qual outro líder do mundo atual teria o carisma, a inteligência e a presença de espírito de um Churchill? O Trump talvez chegue lá, mas ainda está começando. Berlusconi? Já decaiu bastante. Macri? Não tem expressão suficiente. Maduro? Kim Jong Un? Rafael Correa? Hollande? Merkel? Santos? Simplesmente não tem.

            O que mais se aproxima do perfil é o Putin, respeitadas as diferenças.

          2. Trump? Gotta be kidding me. Trump é grotesco. Não fala lé com cré. Ele é tão carismático quanto a média dos vencedores do Big Brother…
            Putin, de fato, era agente da KGB. Deve manjar tudo de inteligência. Mas, no geral, parece ser bem ignorante. Veja a situação do programa espacial russo e da ciência russa…
            Pela lista, você tem um gosto estranho para políticos. Obama está mais perto de Churchill que todos esses. Não por acaso, terminou sua presidência com nível recorde de aprovação. E não vamos perder de vista que o Trump ganhou por conta de cálculos políticos no colégio eleitoral. A rigor, havia 3 milhões de americanos a mais querendo Hillary presidente do que Trump. Se isso é sucesso eleitoral, é porque o jogo tem regras estranhas, e não porque ele seja carismático.

          3. Discordo de você em alguns pontos:

            – O Obama terminou sua administração com altos índices de aprovação por conta do apoio maciço da mídia. Mas uma olhada mais acurada nos números da administração denotam o desastre que foi a mesma.

            – O Trump não é “grotesco”. Essa é apenas a imagem que a imprensa mundial (em especial a CNN, jocosamente chamada Clinton News Network) construiu. Um grotesco que não fala dé com cré não constrói o império financeiro que ele construiu.

            – O Trump não ganhou a eleição por “cálculos políticos”. Ele venceu a eleição direta. Quem escolhe o Presidente lá são os estados, não o povo diretamente. Essa é a forma como a democracia deles – uma das mais robustas do mundo – foi construída e funciona há mais de 200 anos. Isso não são “regras estranhas”.

            – Carisma não tem a ver com as posturas nem com o caráter do político, e sim com a capacidade de ganhar a simpatia dos demais. É inegável que Hitler, Lula e Chávez foram políticos carismáticos. Nesse sentido o carisma do Trump. Veja que eu não comparei o carisma dele com o do Churchill, apenas fiz a ressalva de que ele “pode chegar lá”.

            – O Putin não priorizou o programa espacial. Verdade. Isso não tira seu carisma – só o desmerece um pouco entre nós, apaixonados pelo tema. Hás de convir que somos minoria.

            – Minha lista mostra alguns dos mais destacados líderes atuais… não quer dizer que gosto nem que não gosto deles (a maioria eu não gosto mesmo), apenas citei nomes a título de comparação.

            Por fim, como eu disse em outro comentário, acho que o mundo carece de líderes como o Churchill. Não existe. O mais próximo disso, em minha opinião, continua sendo o Putin.

          4. Trump é grotesco. Sorry.
            E não questiono a legitimidade da eleição — as regras são as regras, e valem para todo mundo igual. Posso não gostar das regras, mas não é porque desaprovo o regulamento de um campeonato que vou dizer que o campeão é ilegítimo.
            Questiono se a eleição é a vontade da maioria. Entre os eleitores, não é.
            Sim, concordo com você que carisma não tem a ver com caráter. Mas no caso do Trump, ele não tem nem caráter, nem carisma. Ou teria vencido no voto popular também. Um cara que perde no voto popular para Hillary Clinton não é exatamente carismático.
            O Putin não priorizou a ciência como um todo. Cite o último grande avanço científico promovido pelos russos. Isso quebra um país no longo prazo, e não por acaso a Rússia não é exatamente um paraíso do crescimento econômico.

          5. O Trump ganhou a eleição – dentro das regras – contra o adversário e contra todo o establishment, contra toda a imprensa, contra o judiciário e contra parte do próprio partido Republicano. Ganhou porque conseguiu falar a linguagem do trabalhador-médio. Ganhou porque conseguiu atingir diretamente o seu eleitor. Se isso não é carisma, então não existe carisma.

            Você não gosta dele, ok. Mas está sendo passional, permitindo que seu desgosto contamine sua opinião racional.

            Quanto ao Putin, concordo com tudo o que você falou. Mas ele tem carisma, e era disso que falávamos.

          6. Peraí, não estou entendendo. Você disse que o Obama tinha boa avaliação por influência da imprensa. E aí diz que o Trump ganhou, a despeito da influência da imprensa. Você precisa decidir se a imprensa influencia ou não.

            Ele é um egomaníaco racista misógino retardado. Realmente fico passional no que diz respeito a pessoas assim. Mas você tem razão, ele tem muito em comum com o Hitler, em termos de estilo (e mediocridade intelectual).

          7. “Ele é um egomaníaco racista misógino retardado.”

            Se o mundo chegou a tal ponto, elegendo um cara assim (ou não, na opinião do Perna), como não questionar nossa própria sanidade? Se só de falar “política” já dá calafrios em todo mundo. Não se consegue nem discutir sem acessos de fúria. Prefere-se evitar uma coisa afeta todo mundo, todo dia.
            Eu ainda deixo de pé aquela minha proposta pro Salvador.
            Fazer jornalismo político com cabeça e não fígado, porque isso ele sabe fazer aqui no blog 😛
            E de mais gente assim a mídia precisa URGENTE!

          8. A imprensa influencia, claro. Nunca disse o contrário. A imprensa influenciou para a avaliação positiva do Obama. A mesma imprensa influenciou e muito em favor da Hillary, que NEM ASSIM conseguiu ganhar a eleição. Eu disse isso o tempo todo.

            A única semelhança que vejo entre Hitler e Trump é o topete. Muito mais próximos de Hitler estão justamente aqueles que o Trump quer barrar – e a História comprova isso, a começar pelas alianças durante a WWII, seguindo pelo fato de que ambos, Hitler e muçulmanos, têm (tinham) o objetivo de dizimar Israel – de quem o Trump expressamente declara ser aliado.

            E dizer que o ditador alemão era intelectualmente medíocre só pode ser um comentário passional teu.

            *Off Topic mas não muito: hoje vi a Folha dizendo que “a extremista Marine le Pen se recusou a usar véu em reunião com o xeique do Líbano”. Ou seja, uma é candidata à Presidência de uma das democracias mais livres do mundo. O outro é um ditador de uma teocracia. Ele quer impor a ela até as vestes que ela deve usar. Mas pra Folha, ELA é que é a extremista. E o povão engole….

          9. Os amigos de Hitler e de Trump são bem parecidos… rs
            Mas, enfim, não estou a fim de discutir mais isso. Já vimos que você gosta do Trump. Até o Hitler, parece, você considera intelectualmente sofisticado… então tá. Vamos ter de concordar em discordar. Nem vou perguntar o que você acha do Bolsonaro… 😛
            (Sobre Le Pen, ela é extremista porque é extremista, não porque não quis usar o véu… não confunda Nabucodonosor com aquela outra coisa… rs)

          10. Concordo 100% com o Salvador… Obama, assim como Churchill, foi um estadista. Trump é um despreparado que conseguiu, pelo populismo mais baixo, vencer a eleição. Trump está mais para um Perón e uma Cristina Kirchner do que para um estadista. E Putin não passa de um gângster que se supõe um Ivan, o Terrível, czar russo imperialista.

          11. Não, eu não gosto do Trump, nem desgosto. É problema dos americanos, não meu.. Mas eu acho anti-republicano a imprensa chamar e inflar protesto contra a posse de um presidente eleito. Acho anti-republicana uma imprensa que distorce fatos a fim de gerar – até mesmo em pessoas esclarecidas – opiniões distorcidas.

            Se o Hitler fosse intelectualmente medíocre, não teria reerguido a Alemanha do nada e quase (graças a Deus, e também ao Churchill, ficou no quase) conquistado o mundo. Óbvio que reconhecer a inteligência de um genocida não significa que eu o apóie, acredito que você entenda isso.

            Sobre o Bolsonaro: também não vou perguntar o que você pensa sobre ele. Até porque é só seguir a cartilha.

        2. Comentário infundado. Putin é , para além dos comentários de Salvador, vaidoso, ganancioso e grotescamente um tiranossauro rex não extinto,

          1. Lamento, Perna, mas seus elogios ao Putin também não têm nenhum fundamento. Só a jogada dele na Ucrânia já mostra o monstro que ele é.

          2. Radoico, vamos separar as coisas. Em momento algum eu elogiei o caráter do Putin, ou as motivações dele. Claro que ele é um monstro. Mas estamos falando, digamos assim, da FORMA e não do CONTEÚDO. O Putin é um cara carismático (para o povo dele) e muito preparado. Infelizmente, pessoas carismáticas e muito preparadas também às vezes são monstros.

        3. “Exato. Seguir a cartilha do bom senso. Hehehe”.

          Pois é, e bom senso é algo que varia de pessoa para pessoa. Viva as diferenças. 🙂

  9. Me lembrou do “Ministério do Espaço” – uma história em quadrinhos escrita para homenagear Dan Dare, um personagem das hqs britânicas dos anos 50, belamente desenhado. Nessa história, o roteirista Warren Ellis imagina o que teria que acontecer para que a Grã Bretanha tomasse a frente na exploração do espaço. Boa hq. Na história, Churchill precisa ser convencido e parece mais cético do que sugere esse artigo recém-descoberto.

    http://www.planocritico.com/critica-ministerio-do-espaco/

  10. Independente das opiniões, achei interessante a sua abordagem, mas foi um pequeno texto extraído desse seu artigo que mais me fixei. Diz o seu texto:
    “PARADIGMA DA ÉPOCA
    Na época, a maioria dos astrônomos defendia que o surgimento dos mundos do Sistema Solar era fruto de um raro acidente cósmico, por conta de uma estrela que teria passado raspando pelo Sol e, com isso, arrancado parte de sua matéria, que então teria coalescido para formar os planetas.”

    1. Sim, na primeira metade do século 20, a hipótese de formação dos planetas que estava mais em voga era esta, pois havia uma dificuldade em explicar a distribuição do momento angular entre o Sol e os planetas segundo a hipótese anterior, defendida por Laplace no século 19, de que os planetas se formavam a partir de discos de gás e poeira em torno da estrela nascente. De acordo com a hipótese corrente na época em que Churchill escrevia, apenas raros encontrões entre estrelas poderiam produzir sistemas planetários, o que colocaria o nosso numa condição de grande raridade. Contudo, certo mesmo estava Laplace — planetas se formam em discos ao redor das estrelas nascentes, como já foi fartamente observado, e também são extremamente comuns, como também já foi fartamente observado. Churchill ousou apostar no que em sua época era o cavalo errado, baseado no princípio copernicano, e se deu bem! 🙂

  11. É uma questão de lógica matemática. Se pensarmos que cada estrela com planetas é um “laboratório” em que diferentes condições de temperatura, radiação, composição atmosférica (quando há) e reações químicas são experimentadas, e que a vida é resultado de determinadas condições (o que ainda também não foi provado, mas é altamente provável), inclusive com várias combinações a gerando de maneiras diferentes (aqui mesmo na Terra temos os extremófilos), então o número de laboratórios no Universo (quase incalculável de tão imenso) praticamente garante que em muitos casos a vida tenha surgido. É como acertar a MegaSena – dificílimo, mas se forem feitos bilhões de apostas, durante bilhões de anos, a matemática das probabilidades nos diz que a chance de haver ganhadores é altíssima, quase uma certeza. Apenas se eles existem, e já nos encontraram, estão mantendo distância, porque…porque…Trump, Michel Temer, Síria, Terrorismo, Brexit…precisa explicar mesmo?

  12. Enquanto se discute o sexo dos anjos, a exemplo dos diamantes, ouro, minério de ferro, cobre e bauxita, agora nos levam o pré sal. Somos mesmo um povo e tanto!

    1. A Refinaria de Passadena tinha um valor de 42 milhões em 2005, em 2006 compraram 50% da refinaria por 360 milhões e em 2016 o restante dos 50% foi comprado por 820 milhões. Valores em US$

      Bela administração dos “defensores do pré-sal”.

  13. Enquanto um estadista Inglês escrevendo sobre ciências, há quase 70 anos, consegue mostrar visão e inteligência, temos em nosso Congresso, políticos que pregam o Criacionismo…Tristeza…

    1. Se há políticos no congresso pregando o criacionismo, é porque existem eleitores que assim acreditam. Político não é burro, político diz o que o seu eleitor quer ouvir.

      Se serve de consolo, quase metade da população dos EUA também acredita no criacionismo. Há estados inclusive onde se ensina o criacionismo nas escolas.

      1. Não serve de consolo. E temos o Congresso que elegemos, você tem toda a razão. Por isso eu me preocupo mais em atuar, como jornalista, tentando levar a ciência e o pensamento crítico às pessoas do que em atacar esse ou aquele político. Enquanto não consertarmos os eleitores, pouco importa o que dizem os políticos.

        1. ” Por isso eu me preocupo mais em atuar, como jornalista, tentando levar a ciência e o pensamento crítico às pessoas”.

          Por isso que virei leitor assíduo do teu blog. 🙂

  14. Que visionário! Impressionante a perspicácia de Churchil. Inacreditável como alguns tentam diminuí-la, seja lá qual for o motivo.

    Não sei se concorda, Salvador, mas tipos visionários como esse estão em falta atualmente..

  15. Salva, o movimento sciefy da época era bem consistente para poder ter influenciado o Churchill? Já que não haviam tantos periódicos científicos e mal estavamos observando a borda do nosso sistema solar? Isso foi uma genialidade dele…

    1. Acho que ele estava tentando por panos quentes à coisa toda. Livio lembra na “Nature” que o artigo veio apenas um ano depois que Orson Welles apavorou os americanos simulando, pelo rádio, uma invasão vinda de Marte. A exemplo do que divulgadores de ciência precisam fazer hoje em dia, Churchill estava colocando o tema sob uma perspectiva equilibrada. 😉

  16. Obrigado pela resposta.
    Mas estudos de experiência quase morte refutam as suas alegações. A visão vivenciadas pelas pessoas que passaram por EQM provam que é um ângulo diferente de capacidade do campo visual, inclusive informando fatos e objetos em outro ambiente daquele que o paciente passou o EQM. Obrigado pela resposta, o importante é o debate.

    1. Coloque o link do estudo a que você se refere. Os que eu li, todos, apontavam na direção contrária. Concordo que o importante seja o debate, mas ele precisa ter alguma base. Aqui uma reportagem minha para a Super sobre esse tema, escrita em 2008: http://www.gestaoescolar.abril.com.br/ciencia/algumas-pessoas-acham-voltar-morte-447593.shtml
      Fiz outra, mais longa, para a Galileu, em 2007: http://revistagalileu.globo.com/Revista/Galileu/0,,EDG78259-7943-193-3,00-EM+BUSCA+DA+ALMA.html
      E tem o estudo de 2015, que abordei para a GloboNews, mas infelizmente se perdeu nas areias da internet…

  17. “quase igual aos nossos políticos”. Ensaiar uma comparação entre Churchill e os políticos brasileiros é piada de mal gosto

  18. Existe vida sim fora do planeta Terra, bem como Consciência fora do corpo. Porque a ciência não aceita isso logo?? Dói menos

    1. Consciência fora do corpo até agora todos os experimentos refutaram. Sabemos como funcionam as experiências de sensação de sair do corpo — podem ser geradas artificialmente com estímulos elétricos no cérebro que alteram o “mapa” que ele cria para separar ele mesmo do resto do mundo. Contudo, esses mesmos experimentos demonstram que não há real saída do corpo porque, durante a experiência, o sujeito não é capaz de ver objetos que estão fora do seu alcance de visão de onde ele realmente está deitado. O cérebro produz a ilusão usando somente as informações que ele tem, e não as que a mente teria se estivesse fora do corpo.

        1. Bruno, cheguei a fazer uma das minhas colunas para a GloboNews sobre este estudo! (Infelizmente, depois que não renovaram meu contrato, tiraram todas as colunas do ar, então não posso te passar o link.) Muito interessante! Mas ele não suporta a ideia de vida após a morte; só suporta a ideia de que não entendemos a morte também bem, e o que julgamos um nível de atividade cerebral incompatível com a consciência talvez ainda não seja.

          1. Salvador, não é correto a Globonews tirar da Internet quadros que ela produziu apenas porque o autor e apresentador teve o contrato encerrado… Se foi ao ar e foi colocado na internet, deveria continuar lá, pelo seu valor educacional e testemunho da história do seu tempo.

            E se resolveram tirar, deveriam ter te avisado e liberado o material!
            Voltamos ao livro “1984”? 🙁

          2. Também acho. E o pior: eu tinha todos esses vídeos — até o crash do meu HD.
            Mas, enfim, é praxe por lá: do G1, minhas matérias não sumiram, mas minha coluna/blog, chamado, adivinhe só, Mensageiro Sideral, foi tudo embora. Você só acha algumas páginas no WayBackMachine, do Archive.org.

      1. Vc está esquecendo que há muitas experiências de quase morte inclusive em cegos congênitos e de pessoas que descrevem em detalhes coisas impossíveis de serm vistas do local em que se encontravam durante a experiência, como números de telefone com 5 dígitos, cuja probabilidade de acertar ao acaso era de uma em cem mil. Além disso, há muitos casos de pacientes em coma profundo e que ao despertarem se lembram perfeitamente de quem veio visitá-los e o que disseram

        1. Mais uma vez, queria o link pro artigo científico. Difícil comentar essas coisas sem ter certeza de que a fonte é minimamente confiável. Fica na base do testemunho.

          1. Muito do que afirmei é por experiência própria.Tenho uma bagagem profissional de nada mais nada menos do que 43 anos. Quer fonte mais confiável do que essa?

          2. E qual é a sua profissão exatamente? Você é médico cirurgião? (Se for, espero, para o bem do seu paciente, que você esteja mais concentrado nele do que no que ele pode ou não ver da mesa de cirurgia numa experiência de quase-morte… rs)

        2. Deve ser por isso que teve tanto paciente em quase-morte! kkkkkkk. Imagina, o cara azul sem respirar e o cirurgião procurando a alma passeando pela sala de cirurgia….

    2. ambos precisam de comprovação experimental para terem validade científica.
      aceitar uma verdade apenas pela fé é para religiosos…

      1. A única coisa que a ciência aceita é justamente que não sabe. A dúvida é a base do conhecimento. É o que permite formular hipóteses e então colocá-las à prova. A hipótese de que o Sistema Solar fosse vulgar (ou mesmo que fosse único) era científica, e o teste para ela era a busca de sistemas em formação e de planetas ao redor de estrelas. Agora sabemos que o Sistema Solar é comum, como sugeria cautelosamente Churchill. A hipótese de que a água é central para a vida está sendo testada agora, com a busca de evidências de vida passada em Marte e de vida presente em Europa. E a ideia de uma zona habitável será testada em breve quando poderemos caracterizar o ambiente de planetas que recebem nível de radiação estelar similar ao da Terra. Onde exatamente tudo que foi discutido no artigo deixou de ser ciência para ser crença?

        1. Fiquei com a impressão que o Uendel estava se referindo à pergunta do Ops – “Porque a ciência não aceita isso logo?” – num comentário anterior.

  19. Para alguns ver o universo em 3D e intuí-lo em essência é como o piloto de motos que vê sua motocicleta em ‘câmara lenta’ entre os adversários. Não é pra muitos!

  20. A idéia de vida extraterrestre remonta à antiguidade, inicialmente com forte influência religiosa, como no budismo, hinduísmo e judaismo (O talmud, por exemplo, citava a existência de nada mais nada menos que 18 mil mundos), mas com o fim da Idade Média, a idéia começou a ter bases mais científicas, como Giordano Bruno, no século 16. Não há nada de especial nem original portanto, nas idéias de Churchill.
    O único diferencial que por enquanto nos torna ‘especiais’ em relação a outros mundos conhecidos é a vida, pois tudo o mais que existe em nosso planeta também existe em muitos dos mundos já observados

    1. Você está errado. No contexto religioso antigo, esses outros mundos eram outros universos, então não eram seres que co-habitavam conosco nesse Universo. A ideia moderna dos ETs só surgiu mesmo a partir de Copérnico, mas ainda assim sem qualquer apreciação das limitações biológicas. Ninguém citava a importância da água e imaginava-se que a vida pudesse surgir nas mais variadas condições. Ainda no século 19, falava-se de vida em Mercúrio, por exemplo.

      Churchill mostra uma incrível sensibilidade para destacar ideias importantes, que seguem guiando a astrobiologia até hoje: importância da água, conceito de zona habitável e a ideia de que sistemas planetários são comuns — algo que CONTRADIZIA a hipótese mais aceita na época.

      Ele não estava escrevendo de mitos antigos ou especulações vãs. Estava caminhando com a ciência, num tema extremamente difícil e controverso, em 1939. Se você não se impressionou, eu me impressionei.

      1. Como pode afirmar se alguém está certo ou errado em temas dos quais apenas se especula? Vc tem absoluta certeza de que textos religiosos falavam de outros universos? Com base em quê?.Vc faz muitas afirmações sem o embasamento necessário. Os antigos não eram tão desinformados como vc acredita

        1. Tersio, muitas das coisas que o Churchill fala nós já sabemos, como a possibilidade de viagens espaciais e o fato de que formação de planetas é o desfecho usual da formação de estrelas. De resto, ele não afirma que existem ou não existem ETs. Ele tem esse cuidado, mais um sinal de boa prática científica. De novo, nào sei do que você está falando quando critica o texto.

          Quanto aos antigos, é fácil dizer que eles se referiam a outros Universos porque sabemos como eles pensavam sobre ESTE Universo — com a Terra no centro dele e tudo mais girando ao redor. Nesse esquema de mundo os planetas são muito menores que a Terra e não são considerados locais para habitação.

          1. Já falei várias vezes (uma vez aqui e umas duas, três vezes em outros páginas científicas do UOL)

            O tersiog é o elemento mais insidioso dos blogs científicos, pois ele usa uma “pretensa erudição” para tentar empurrar goela abaixo as merdas religiosas dele.

            Ele disfarça bem, se vc lê meio desatento, nem percebe a bosta religiosa, só algumas palavras com estofo científico e ai até é capaz de pensar que é um texto sério. Tudo merda, apenas isto, merda com ouro em pó, para disfarçar.

            Mas uma coisa não podemos negar, ele sabe usar os conceitos do “Método Socrático” muito bem. Só quebra a cara quando encontra um Salvador de frente, hauhuahuahu

            ————————–

            INSIDIOSO
            1.
            que arma insídias; que prepara ciladas; enganador, traiçoeiro, pérfido.
            2.
            fig. que parece benigno, mas pode ser ou tornar-se grave e perigoso

  21. Grato por ter atendido meu pedido sobre o assunto, Salvador. É uma pena que o texto dele, por questão de espaço, não pode ser colocado na integra em sua coluna.

    1. Ronald, o texto dele ainda não apareceu em lugar nenhum. Está em posse do museu e ainda não foi publicado. Tudo que temos é um comentário do Mario Livio na Nature que cita trechos…

  22. Existe um grande segredo por trás da corrida espacial, mas sonhos são manipulados por mentirosos em busca da ganância de inescrupulosos soberanos que fazem de tudo pelo poder e glória pessoal, o escravizando assim toda um era de pessoas que buscam apenas alimento e paz.

  23. Viu só a cabela do velhinho?
    “Are we fighting this war with weapons or slide rules?” Churchill replied, “Let’s try the slide rule.”

  24. Não é de se admirar que eu Winston Churchill tenha assentido positivamente para ideia, até então totalmente incomum, do matemático Allan Turing, após ler uma carta do mesmo, na qual o matemático se queixava dos seus superiores no setor de inteligência britânico. O premiê inglês autorizou e incentivou os esforços de Turing para que fosse então construída uma máquina capaz de decifrar os códigos de guerra nazista. De fato tínhamos uma mente científica no comando da Inglaterra. Churchill foi com certeza uma das maiores personalidades do século XX. Não fosse por sua determinando incansável e inabalável confiança nos dias mais sombrios da nossa história, os ingleses teriam capitulado diante dos alemães.Sem Churchill para ser uma pedra irremovível no sapato de Hitler, os nazistas poderiam, talvez, ter vencido a guerra.

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