Cientistas encontram fósseis mais antigos da Terra e se aproximam da origem da vida no planeta

Um grupo internacional de pesquisadores encontrou na província de Quebec, no Canadá, as mais antigas evidências confirmadas de vida na Terra. São microfósseis que têm pelo menos 3,77 bilhões de anos — e podem ser ainda mais velhos que isso.

O achado, publicado na edição desta quinta-feira (2) da revista científica britânica “Nature”, coloca os cientistas mais perto da origem da vida no planeta e confirma que ela se estabeleceu nele com incrível rapidez, o que faz supor que seu surgimento não seja um fenômeno raro.

A idade de 3,77 bilhões de anos para os fósseis recém-encontrados é apenas um valor mínimo. Mas, de acordo com os pesquisadores liderados por Dominic Papineau, do University College de Londres, eles podem ser ainda mais antigos; uma técnica alternativa de estimativa de idade sugeriu que as rochas remontam a 4,28 bilhões de anos atrás.

Chega a ser chocante. A própria Terra se formou há 4,54 bilhões de anos. Caso a estimativa mais antiga de idade dos fósseis acabe se confirmando, o surgimento da vida em nosso planeta teria ocorrido num estalar de dedos do tempo geológico. E, mesmo que a idade real do novo achado esteja mais próxima da mínima, 3,77 bilhões de anos, é um salto de cerca de 300 milhões de anos para trás com relação à evidência fóssil segura mais antiga conhecida até então (sobre a qual o Mensageiro Sideral falou aqui, em 2013).

Um aspecto interessante da descoberta é que ela envolve justamente o ambiente que os cientistas já consideravam como o candidato mais promissor para a origem da vida em nosso planeta: um leito oceânico sob a presença de fontes hidrotermais.

Fumarolas negras no fundo do oceano Atlântico; ambiente é similar ao do registro fóssil encontrado. (Crédito: NOAA)

Os pesquisadores encontraram na rocha uma série de túbulos e filamentos que parecem consistentes com a ação de seres vivos, tanto em sua forma (a morfologia) como na composição mineral fossilizada.

“Com base nas linhas de evidências químicas e morfológicas, os tubos e filamentos são mais bem explicados como restos de bactérias filamentosas que metabolizam ferro, e portanto representam as formas de vida mais antigas reconhecidas na Terra”, escrevem os pesquisadores em seu artigo na “Nature”.

Os autores concluem dando uma dica aos astrobiólogos: “Dada essa nova evidência, sistemas submarinos antigos de fontes hidrotermais deveriam ser vistos como sítios potenciais para as origens da vida na Terra e, portanto, alvos primários na busca por vida extraterrestre.”

ET ONDE?
Atualmente, no Sistema Solar, sabemos que tanto a lua Europa, de Júpiter, quanto a lua Encélado, de Saturno, têm condições semelhantes a essas em seus oceanos, recobertos por uma densa camada de gelo. E, no passado, sabemos que nosso vizinho, Marte, teve condições semelhantes.

Aliás, o planeta vermelho tinha um ambiente essencialmente idêntico ao da Terra — amigável à vida — quando essas bactérias, hoje fossilizadas, estavam botando para quebrar por aqui. O mesmo que aconteceu aqui pode ter ocorrido lá?

A maior dificuldade com que os cientistas se defrontam, a essa altura, é explicar como pode não ter acontecido. Afinal, eram ambientes similares, com a mesma disponibilidade de compostos químicos e tempo similar para o desenvolvimento — isso sem falar na possibilidade de troca direta de material pré-biótico e biológico entre os dois planetas por meio de meteoritos.

“Nós esperamos encontrar evidência de vida passada em Marte há 4 bilhões de anos”, disse Matthew Dodd, estudante de doutorado de Papineau e primeiro autor do estudo, em nota divulgada pelo University College de Londres. “Ou, se não acharmos, a Terra pode ter sido uma exceção especial.”

Duro é encontrar razões para justificar a hipótese da excepcionalidade da Terra, um planeta em tudo mais bastante comum.

Ao mesmo tempo, o fato de esses fósseis só terem sido descobertos agora mostra como é difícil montar o quebra-cabeça do passado remoto da vida — isso na Terra, onde é simples sair por aí e vasculhar o planeta inteiro.

Imagine como será complicado fazer a mesma coisa em Marte e testar a hipótese de que o planeta vermelho tenha tido vida no passado. Embora aquele mundo tenha uma área total que equivale à de todos os continentes terrestres combinados, a plataforma de pesquisa mais móvel que já mandamos para lá, o jipe Opportunity, andou cerca de 44 km em 13 anos. É um salto gigantesco para um rover robótico, mas ainda um pequeno passo para procurar rochas com potencial para abrigar fósseis de vida marciana antiga.

De toda forma, está claro que vai valer a pena dar uma procurada. Achando ou não alguma coisa lá fora, o certo é que aprenderemos mais sobre as circunstâncias de nossa própria existência.

BÔNUS: Dicas de observação do céu de março!

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Comentários

  1. Salvador, sempre vejo você e vários leitores do blog, sempre que possível, mandando Deus ou Deuses pastar. Fica parecendo que não são hipóteses plausíveis (claro, que a ciência provavelmente nunca testará), mas… Não temos certeza de nada, certo? Então, quanto a essa questão estamos no escuro…, né? hehehe

    1. Nunca mandei Deus ir pastar. Deus nem posta aqui nos comentários. 😛

      O que eu critico, veementemente, é quem acha que podemos substituir o método científico pela ignorância, evocando o nome de Deus para isso. Em vez de tentar entender o mundo, dizer “Deus que fez, é assim, joelhos dobrarão, patati-patatá”. Isso me deixa realmente fulo, porque é esse culto à ignorância que torna o mundo tão ruim quanto é. O papa Francisco, mito, entendeu bem: o importante é ser uma boa pessoa. Não é acreditar nesse ou naquele deus. Ateu bom vai para o céu, mas cristão hipócrita não. E não existe atitude mais hipócrita do que renegar a ciência básica, e aí abraçar a ciência aplicada na hora de ir ao médico. Afinal, é tudo vontade de Deus e acabou, ou aquela maldita pneumonia que você tem é fruto de uma bactéria chata que deve ser estudada e combatida com antibióticos, testados rigorosamente por meio do método científico?

      Com a ciência, é verdade, não temos certeza de nada, mas temos quase certeza de muita coisa — o método científico só permite “quase certeza”. Mesmo que seja com 10-sigma, ou 99,9999…% de certeza, nunca é 100%.

      É com esses 99,9999…% de certeza que podemos dizer que a Terra tem 4,5 bilhões de anos. Temos também uns 99,9999…% de certeza de que as espécies são fruto da evolução darwiniana, movida pela seleção natural. Quando a coisa chega nesse ponto dos 99,9999…% é que dizemos que uma teoria foi bem-sucedida. Então, veja, quando dizem “é só uma teoria”, não é “só” uma teoria. É o mais perto que a ciência pode chegar da verdade. O que é beeem perto — vide o caso com a sua pneumonia e os antibióticos.

      Tentar embaralhar o jogo com base em 0,0000…1% é desonesto. E tentar manter as pessoas na ignorância para explorar a fé delas, normalmente com ganho material em cima delas, é muito, muito desonesto. O mais bonito seria ver os religiosos preservando sua fé mesmo sabendo tudo que a ciência é capaz de descobrir, e não os religiosos preservando sua fé sob um véu de obscurantismo. Para mim, se as igrejas precisam esconder e desmerecer os métodos e as descobertas científicas de seus fiéis para se manterem, é melhor que elas sumam mesmo. Porque, posso te assegurar, isso só dá margem para a exploração e a manipulação dos ignorantes. Temos aí os Silas Malafaias e Marcos Felicianos que não me deixam mentir.

        1. É um milagre!!!
          Vejam, todos os fieis! Joelhos dobrarão se vocês não ouvirem a palavra de Deus, que vem no meu blog com EXCLUSIVIDADE! 🙂

        2. kkkkkkkkkkkk porr@ Deus até que enfim, poste mais por aqui, precisamos conversar kkkkkkk

          1. kkkkkkkkkkkkkkkkkkkkk quase dei pala no trabalho!! Grande Salvador, seeeeeensacional repsosta!

  2. O que me deixa preocupado é a quantidade de novinhos fazendo esses comentários… e não é trolagem e nem “velhinhos” se passando, é uma mulecada cada vez mais ignorante em pleno 2017. Eu conheço vários pessoalmente.

    Fico pensando se a família, nos dias de hoje, ainda consegue ter algum tipo de influência significativa ou isso é resultado da divulgação em massa daqueles lixos pseudocientificos no youtube, facebook, twitter, etc. Não tem um dia para eu assistir um video do Mensageiro Sideral e o Youtube não me recomendar algo como o “chip da besta” ou a “farsa da naza” (escrito com Z mesmo…).

    1. Chip da besta é o melhor…se for ver, já temos o “chip” da besta…está bem aí, nossos smartphones, que nos permitem fazer de tudo, tem nossas informações pessoais, etc.

      Todo mundo usa, mas só vira chip da besta de implantar na pele… 😛

    1. ah não, Deus!!! me dê um câncer, jogue um raio na minha cabeça, sei lá!!
      mas estragar meu modem já é sacanagem hein!!!!

      1. Poderia ser pior, meu filho. Eu poderia fazer o Tite voltar a convocar o David Luiz e o Júlio César.

  3. O Estado Islâmico destrói antiguidades de povos antigos que acreditavam em outros deuses e chacinam povos que seguem outras religiões, destruindo também os centros de culto delas. Olhando os comentários de muitos aqui, um dia ainda haverá o “Estado Cristão” neste país? Será que os métodos dos fanáticos daqui um dia serão iguais aos métodos dos fanáticos de lá? O conhecimento científico será o primeiro alvo da ignorância deles?

    1. Democracia e ditadura andam lado a lado sempre, quem diz qual das duas prevalece é o equilíbrio. Enquanto as minorias não forem tão minorias assim, ou pelo menos enquanto elas, somadas com apoio equilibrarem com o outro lado, não existe ditadura. Quando as minorias realmente se tornam bem pequenas, sem ninguém que as apóie até o equilíbrio, a coisa vira ditadura. Então sim, infelizmente, eu acredito que em alguns anos teremos algo como um Estado Cristão por aqui. A bancada da Bíblia já é gigantesca, e poucos políticos não-convertidos têm coragem de levantar a voz nesse assunto. Já temos um bispo da Universal prefeito do Rio. O próximo passo é se apoderar do judiciário. Daí ferrou.

  4. Esse achado no Quebec revela que a vida não surgiu na Terra. Veio do espaço, pelo menos em seu modo mais rudimentar e primário. O planeta Terra era muito jovem, cerca de 300 milhões de anos apenas, para permitir a criação da vida. Evidentemente, a Terra se tornou o ambiente perfeito para a evolução darwiniana. Talvez a Nasa e as outras agências espaciais deveriam buscar em Marte e outros mundos não micróbios ou bactérias, mas moléculas de RNA e DNA, para começar.

  5. Enquanto o infinito existir existirão mistérios e a ciência terá sempre uma fronteira e portanto um limite a ser ultirapassado.

    1. INFINITO, a rigor, não existe! é só um artifício mental que usamos para significar algo que sempre pode superar qualquer coisa que tentarmos imaginar, sempre que precisarmos disto.

      A prova por indução usada na matemática, por exemplo: obviamente não testamos uma tese para os infinitos casos possíveis (nem teríamos como fazer isto), mas provamos que, se conseguimos demonstrar algo até N (qualquer que seja N), automaticamente demonstramos para N+1, e isso nos dá a garantia de que vale também para N+a, N+3, N+4… até onde quisermos provar, sem precisar repetir a prova para cada caso particular.

      No campo da física, universo infinito também não tem nenhuma utilidade prática. Pela relatividade, existe uma distância (FINITA) na qual tudo no universo se afasta de nós na velocidade da luz. Tudo que nos afetou até hoje é consequência do que está dentro do cone de eventos passados, e tudo que podemos afetar em nosso entorno no futuro está dentro do cone de eventos futuros. Mesmo que o universo seja infinito, nós nunca teremos acesso a esta “parte infinita”. Ela não afetou de maneira alguma no que existe hoje, e o que existe hoje não pode afetá-lo também de maneira alguma. Para todos os efeitos, é como se não existisse. Existindo mesmo ou não… 🙂

  6. Caro amigo criacionista, fiz esse breve resumão para você. Pode haver alguma imprecisão científica pois sou apenas um leigo, mas acredito que é valido mesmo assim.

    O universo tem uns 15 bilhões de anos mais ou menos e teve início através do famigerado big-bang.

    A Terra, por sua vez, surgiu há uns 4,5 bilhões de anos por ação da gravidade que reuniu o gás e a matéria inerte que existia no disco de poeira que se formou redor do Sol.

    Ah, o Sol também se formou por ação da gravidade, reunindo o gás de uma nebulosa (nuvem de gás resultante de uma supernova – uma estrela de primeira ou segunda geração) que explodiu há bilhões de anos.

    A vida surgiu entre 4,2 e 3,7 bilhões de anos atrás, ou seja, algumas centenas de milhões de anos após a formação da Terra.

    A vida começou como simples moléculas replicantes de RNA e DNA, depois vieram as bactérias eucariotas (organismos com membras e organelas), com a reprodução sexuada surgiram bactérias mais diversificadas, organismos multicelulares mais complexos, com células especializadas, a vida seguiu evoluindo até os vertebrados, peixes, anfíbios, répteis, aves e mamíferos.

    A vida animal também evoluiu para dar origem a toda a gama de invertebrados, molúsculos e artrópodes, sem perder de vista as bactérias fotossintetizantes, as algas, os vegetais e fungos que preenchem outras categorias de seres vivos bem sucedidos.

    Só a nossa espécie, a humana, tem, pelo menos, uns 200 mil anos.

    Foi a seleção natural, um dos mecanismos através do qual a evolução atua, a grande responsável pela diversidade da vida encontrada aqui na Terra hoje, selecionando as mutações genéticas aleatórias que tornam o indivíduo mais bem-adaptado a sobreviver as pressões do meio ambiente, permitindo que esse invidio privilegiado com uma mutação aleatória que se mostrou mais benéfica, passe os seus genes adiante.

    A vida é um fenômeno natural que começou na Terra somente há alguns milhões de anos após a formação do planeta e o fenômeno pode muito bem ter se repetido em outros planetas e luas do nosso sistema solar, bem como, em incontáveis mundos que permeiam as estrelas da nossa galáxia e do universo, desde que existam condições propícias para o seu surgimento.

    A vida como a conhecemos depende da água líquida como principal fator, para tanto, um planeta com temperatura moderada é sempre um bom candidato à vida. Mas a água líquida pode existir em mundos fora da zona habitável em razão de outros fatores, a exemplo do mar subterrâneo da lua Encelado de Saturno.

    Bom, se você acredita que mesmo diante de todo o nosso saber científico existe uma razão por trás disso tudo, ok… você posse chamar essa vontade de Deus. Seu pensamento é válido. Pode ser que haja um princípio racional no universo. Mas não cumpre a ciência responder isto.

    Todavia, se você prefere acreditar na mitologia judaica da criação do universo e do mundo, tenho para mim que você tem o direito de fazê-lo. Faz parte da liberdade de pensamento.

    Mas se você vem em público questionar a ciência para pregar as passagens da bíblia, saiba que a ciência tem instrumentos e dados suficientes para provar que as suas supostas verdades não existem. Então não se magoe, pois é o que vai acontecer.

    E mais, uma mentira, mesmo que repetida diversas vezes, não se torna verdade. Então não adianta citar o livro do genesis aqui toda vez que o Salvador publicar algo sobre a origem da vida.

    1. No fundo tenho pena de você, Victor. Espero que Deus fale com você (como falou comigo) e você ainda escolha o caminho Dele.

      1. Pastor, pastor… cada um escolhe o seu caminho. Não foi Deus quem nos deu o livre arbítrio? Então se manca, né? Vai contrariar o Homem? Aí quando os joelhos dobrarem, yadda-yadda, vai dar ruim para você. Cuidado agora. Deus está vendo. 😛

        1. Cada um escolhe seu caminho. E eu torço (e trabalho muito) para que o máximo possível de pessoas escolha o caminho que Jesus nos ensinou.

          “Eu sou o caminho, a verdade e a vida. Ninguém chega ao pai a não ser por mim”. João, 14:6.

          1. E eu torço muito para o senhor passar a pagar impostos, como eu pago. 😛

            “Sem prejuízo de outras garantias asseguradas ao contribuinte, é vedado à União, aos Estados, ao Distrito Federal e aos Municípios (…) instituir impostos sobre (…) templos de qualquer culto.” Constituição Federal de 1988, Art. 150.

          2. ‘deus’ também falou comigo, e disse que você esta errado em seguir a crença cristã, pois o verdadeiro deus único e soberano é ele, Odin…o pai supremo, que nos receberá em Asgard através do seu filho Thor!! 🙂

          3. Cobrar impostos desse povo não adianta, iam repassar os fiéis e continuar arrecadando, porque é o que realmente importa : dinheiro entrando

            Eu torço muito é para que seja proibido dízimos, contribuições ou similares. Ia praticamente acabar com essas máquinas de fazer dinheiro que chamam de “templos” e não ia sobrar um desses estelionatários picaretas que se auto-intitulam pastores.

      2. Deus falou comigo e eu escolhi o caminho d’Ele: estudar a natureza, buscar explicações, aperfeiçoar meu conhecimento, buscar conhecer todos os mistérios à luz da razão, evoluir moralmente, raciocinar antes de crer, aceitar que o desenvolvimento da humanidade altera leis e princípios, não ficar paralisado numa fé cega de mil anos. Então, Ele te disse outra coisa?

      3. Deus não precisa falar comigo para me dizer como se deu a criação, não precisa porque o universo fala por si só. Basta apontar um telescópio potente como o Hubble para longe e veja, nós j[a vemos o passado! O campo profundo do Hubble mostra galáxias bebês, quando o universo ainda era um recém nascido.

        Podemos voltar ainda mais no tempo e temos a radiação cósmica de fundo que permeia todo o universo observável e é resultado direito direto do big-bang (surgiu apenas há 400 mil anos depois do big-bang).

        Felizmente quem nós conta a história do universo é o próprio universo e não Deus. O universo deixou pequenas pistas e aos poucos vamos montando o esse quebra cabeças.

        Esse mesmo quebra cabeça já sugere como a vida pode ter surgido e nos mostra como ela evoluiu. Novamente, Deus não precisou me contar. Quem nos contou isso foi a paleontologia, a genética, a geologia, a ciência.

        Agora, vamos pensar um pouquinho, extrapolando a ciência, mas tentando se valer de alguma lógica para pensar nesse ser todo poderoso chamado Deus. Se de fato existe um princípio racional que conduziu à criação do universo, tenho para mim que essa vontade ou princípio racional teria pelo menos uns 15 bilhões de anos de idade. Uma eternidade para nós seres humanos. A primeira conclusão a que chego é que Deus não deve conta o tempo, porque senão morreria de tédio.

        No entanto, é difícil pensar que no alto da insignificância do meu ser, eu ainda detenha algum privilégio para falar diretamente com Deus e que Ele queria me ouvir. Acho difícil. Principalmente sabendo que eu existo num universo com 15 bilhões de anos e com trilhões de estrelas (não é bilhões, são trilhões mesmo).

        Tá, posso agradecer ao universo por existir, principalmente numa época em que tais descobertas são possíveis, mas a minha existência ou a sua se deve à uma longa lista de fatores, uma feliz coincidência.

        Vejamos: o primeiro fato desta feliz coincidência eu atribuo ao meus pais que, por alguma razão maluca, se apaixonaram e fornicaram há 36 anos atrás (não quero imaginar a cena, não quero imaginar a cena, droga!), depois aos pais dos meus pais que fornicaram, vou nessa linha até chegar aos nossos ancestrais que viveram lá na África e que obviamente fornicaram antes de serem comidos por animais maiores do que eles, passo pelo meteoro que matou os dinossauros, às primeiras bactérias que passaram a fornicar e deram origem a reprodução sexuada há milhões de anos atrás, até chegar às primeiras cadeias de aminoácidos que boiavam lá no sopão primordial e que não fornicavam com ninguém.

        É uma lista enorme de fatores (de gente e de seres vivos fornicando, eu sei). No entanto, não vejo uma causa direta para a minha existência ou a nossa, só uma feliz coincidência de fatores e culminaram com a minha existência. E mais, tudo indica que sou apenas uma gota d’água num oceano sem fim de planetas, estrelas e galáxias, como infinitos mundos habitáveis com algum tipo de vida (trilhões é verdade).

        Eu poderia agradecer a Deus por ter me criado, mas sinto que sou uma feliz coincidência, mas mesmo que eu esse privilégio de falar com Deus, por mais que eu me sinta grato, diante da imensidão do universo, sei que sou insignificante.

        Todavia, se por alguma razão infinitamente improvável, Deus for um avido leitor do Mensageiro Sideral (daquele tipo de leitor que curte ler até os comentários dos comentários), vou aproveitar o ensejo para deixar aqui o meu mais singelo obrigado:

        Obrigado Deus, por criar o universo sem eu qual eu não poderia existir numa época em que a humanidade é capaz de buscar a suas próprias respostas através da ciência sem apelar para um livro escrito por uma tribo de 5.000 atrás. Meu sincero obrigado!

  7. Salve Salva…
    Tá difícil extrair um bom conteúdo dos comentários hoje.
    Saiu em destaque na Uol, chove ignorantes aqui.

    Abçs

    1. Issaí. É o preço a pagar. Mas acho importante. Mantém a gente em contato com a dura realidade lá fora.

  8. A maioria dos cientistas não acreditam em Deus, dizem q não existe e tal. Mas acreditam q podem dizer a idade de um fóssil em BILHÕES DE ANOS… ahh vai cagar…

    Vou arrumar uma inchada e botar esses vagabundos pra limpar uma data…

    xau, obrigado!!

    1. Wolverine, em primeiro lugar, quando cientistas falam em Deus (pró ou contra), estão manifestando uma opinião pessoal. A ciência não pode falar de Deus, salvo, talvez, para dizer que ele é uma hipótese supérflua para explicar todos os fenômenos que ela é capaz de explicar sem evocar algo sobrenatural. Em segundo lugar, em vez de atacar, você poderia ter feito a pergunta: como eles sabem disso?

      Aí eu te explicaria que há certos elementos químicos que naturalmente se convertem em outros, por um processo chamado decaimento radioativo. Prever quando cada átomo vai decair é impossível, em razão de fenômenos ligados ao princípio da incerteza de Heisenberg, uma das bases da mecânica quântica. Contudo, é possível medir quanto tempo leva para metade de uma amostra de átomos sofrer esse decaimento. Não podemos falar de cada um individualmente, mas a média deles é sempre a mesma. Isso se chama meia-vida e já foi observado em laboratório com altíssima precisão.

      Ao comparar, portanto, numa rocha a quantidade do elemento a decair e a quantidade que já decaiu, podemos estimar quanto tempo se passou desde que a rocha foi formada. Essa medição foi feita com muitas rochas, tanto meteoritos formados na época em que o Sistema Solar estava nascendo, como amostras terrestres de várias épocas e amostras lunares trazidas por missões espaciais. Todas as medições são consistentes entre si, o que dá uma boa dica de que estamos no caminho certo (se o método não fosse confiável, já teríamos observado desvios em laboratório e teríamos toda sorte de datações, mas nada disso ocorre).

      E é assim que os cientistas são capazes de estimar a idade de coisas muito velhas.

      Aposto que o Prof. Xavier sabia de tudo isso. Faltou só ele te contar. Volta pra escola, Wolverine! 😛

      1. Aposto que o Prof. Xavier não saberia explicar o motivo de ter sido encontrado carbono 14 em tecidos moles de fósseis de dinossauros.
        Devido à meia-vida do isótopo (5.730 anos), não deveria haver nenhum C-14 detectável ​​após 100 mil anos?
        Bom, pelo menos Wolverine é imortal! Rs

        http://crev.info/2015/06/c14-dinosaur-bone/

        1. Claro que sabe! Contaminação. Sua mão tá cheia de C-14. Se você manipular o fóssil antes, voilà! Claro que só idiotas (e malandros) a essa altura fazem testes de C-14 em fósseis de dinossauro, então fica ainda mais fácil explicar como o C-14 foi parar lá. 😉

          1. Ótima explicação! Muito científica! Kkk
            Sem mais… estava passeando pelo uol e parei nesse blog. Foi bom conhecer!

          2. Bem, acho que contaminação é uma explicação bem científica. É importante ressaltar que não só criaciotários têm problemas com contaminação de C-14 em datações. Qualquer antropólogo vai te dizer que datação por C-14 de fósseis precisa ser “calibrada”, porque não é trivial acertar o alvo contornando os problemas de lidar com C-14 num mundo cheio de C-14.

          3. Como você pode considerar uma pesquisa científica séria como contaminada? No mínimo seria tendencioso… mas já entendi que pela sua biografia você é jornalista de ciência! Agora está claro pra mim! Jornalismo difere bastante de ciência! Sucesso com o Jornalismo!

          4. Que pesquisa científica séria? Para eu julgar mais profundamente a seriedade da pesquisa preciso da referência bibliográfica. Em que journal foi publicada? Quero o link pro paper.
            Eu só me pus a explicar genericamente como C-14 pode produzir resultados falsos — algo que todo pesquisador sério já sabe. Se esses em particular não sabiam, desconfio da seriedade deles. Se os editores do journal em que eles publicaram o artigo também não, desconfio da seriedade do journal. Mas, sem a referência bibliográfica, não posso fazer juízo a respeito. Ciência difere bastante de criacionismo! Sucesso com o criacionismo!

        2. carbono 14 não é o único datador radioativo possível. existem inúmeros outros de meias-vidas maiores, e dependendo da primeira estimativa que se consegue da idade de um fóssil (a camada sedimentar onde ele foi encontrado, por exemplo, é um bom “primeiro chute”) se escolhe que isótopo deve ser utilizado para maximizar a precisão na determinação da idade do mesmo…

          ah sim, e datação radioativa não é a única forma de se medir a idade de algo, embora possa ser a mais precisa. mas quando se diz que algum artefato tem tantas dezenas ou centenas de milhões de anos, isto não é deduzido de uma única evidência, mas de um conjunto de evidências distintas que convergem todas para respostas compatíveis.

        1. Colocar uma inchada para trabalhar é maus tratos, a mulher já sofre com retenção de líquidos. Não, melhor deixar a inchada repousar até ela se recuperar kkkkkkkkkkk

  9. A matéria acima também se enquadra exatamente no ramo da astrobiologia, no qual tem muitos acadêmicos já fazendo pesquisas nos laboratórios simulando ambiente propício para evolução ao vida ao longo do tempo. Deixando misticismo de lado, há muita coisa para se comentar. Mas se as observações não forem baseadas no profundo estudo científico, não há como compreender a verdade existente. É preciso muitos anos de estudo para se tomar consciência da existência de si e do próprio universo.

  10. Deus tem vários meios para testar a nossa fé, para Ele nada é impossível. Criar supostos “fósseis” para os infiéis “pesquisarem” é só uma das formas que Ele usa pra separar quem é do Seu povo e quem é do inimigo. Eu vou ser salvo, e você?

    1. Salvo de quê? De que exatamente você espera ser salvo? Diz aí que eu te digo se eu e você vamos ou não ser salvos… rs

        1. Nah, pelo que sabemos, o Universo vai acabar gelado e diluído num mar de partículas num espaço-tempo em expansão. Pode desencanar. Não teremos fogo eterno.
          Mas vamos fazer o seguinte: se tiver fogo eterno, você pode me procurar e comemorar na minha cara. Enquanto não tiver, aceitamos que as melhores evidências disponíveis sugerem que você só fala asneira. Fechou? 😉

          1. Se essa for a vontade de Deus, o universo certamente terminará da forma que você descreve. E se o seu destino for esse, não terei nada que comemorar, pelo contrário, ficarei muito triste.

          2. Eu estou em paz com o destino do Universo, assim como com o meu. É mais uma pecinha do egocentrismo humano querer a vida eterna, nem que seja inventando coisas como céu e inferno para disfarçar o fato de que todo mundo morre aqui…

          3. Pode ser que eu esteja errado, esse assunto é deveras complexo, mas nao é o espaco que esta expandindo, e nao o espaco-tempo?

          4. Não existe só espaço. Uma das consequências da relatividade é que só existe um espaço-tempo em quatro dimensões.

        2. Só uma perguntinha ‘xará’: Quem foi que criou esse tal de ‘fogo eterno’ mesmo??? – (Hhhhmmmmmmmmmm…que paradoxo não??)

      1. O “Salvador” Nogueira está tentando salvar o Marcelo da ignorância religiosa com seu blog fartamente educativo, mas tem gente que não quer ser salva. Salvador, desculpe pelo trocadilho, mas não resisti. Parabéns por esta e por tantos outras postagens ricas em conhecimento.

        1. Pois é. Tanto que meus pais estavam na dúvida: Salvador ou Doril? Aí foram informados que Doril, a exemplo de Eu, tinha TM, cogitaram brevemente Analgésico, passaram por Ácido acetilsalicílico, mas acabaram em Salvador mesmo. Nome mais popular e fácil de pronunciar. 😛

    2. A pergunta que não quer calar é: “A troco de que?”

      Fico imaginando a lógica maravilhosa: “Olha, eu quero que acreditem em mim, mas vou forjar provas de que não existo, para que duvidem cada vez mais de mim. E ai de quem duvidar de mim!” 😛

      1. Doido, né? Mas temos que buscar a origem de tudo, o princípio do Universo antes da bolinha resolver expandir bigbangando-se. De onde veio a bolinha? Se este universo vai se expandir até gelar, teria a bolinha vindo de onde? De um Universo anterior, que se retraiu até o limite? Se este, eventualmente, for o único universo que existe mas foi gerado de um anterior, por que o primeiro seguiu regras diferentes do atual? Por que a gravidade apareceu? A que lei ela obedeceu para aparecer? “É característica inerente à matéria” é fraco, bem fraco. Por que o eletrão é assim ou assado e o protão assado ou assim? Que lei obriga isto? Por que as leis da termodinâmica existem? Para onde vai a informação que eu sou? Para onde irá a energia do Universo quando ele congelar? Se transformará em que? Ficará diluída pela imensidão gélida? Em forma de que?

        1. E pra cada resposta, abrem-se novas perguntas. E isso que nos faz mover…poderia ser bem cômodo dizer que foi Deus e pronto, vamos continuar em nossa ignorância.

    3. Que estranho, sempre achei que esta era a função do diabo!
      E o que sobra pra ele fazer, se deus tira dele esta função tão importante?

  11. As rochas da região de Quebec onde esses fósseis foram encontrados pertencem a um grupo muito particular, denominados terrenos TTG (tonalitos-trondhjemitos-gnaisses) do tipo Greenstone Belts, que são remanescentes da crosta oceânica primeva, em uma época em que provavelmente não havia crosta continental. A maior parte dessa crosta oceânica primitiva foi consumida em processos de subducção, mas alguns remanescentes ainda exitem, curiosamente, envoltos por rochas características de crosta continental mais recente, as chamadas áreas cratônicas arqueanas (formadas até 2,5 bilhões de anos antes do presente).
    Reparem que, caso sejam identificados terrenos TTG em Marte ou qualquer outro lugar fora da Terra, além das implicações sobre a existência de formas de vida antiga, certamente haverá a descoberta de jazidas minerais, pois todas as grandes províncias metalíferas existentes em nosso planeta estão associadas a esse tipo de crosta muito antiga (no Brasil, destacam-se o Quadrilátero Ferrífero e Carajás).
    Sobre os comentários acerca de Deus e tudo o mais, aqui vai uma dica para crentes e descrentes: o pensamento mítico é muito anterior ao pensamento racional e está presente nas profundezas de nossa mente, assim como as plumas mantélicas que emergem do Manto Terrestre e fazem as placas tectônicas se moverem. Nossa linguagem é moldada por essa forma de pensamento e nem mesmo a ciência está isenta dessa influência. Lembrem-se que a ciência de concentra em fenômenos e NÃO TEM PRETENSÃO sobre uma explicação da totalidade (para dar um exemplo, os fenômenos relacionados à dinâmica da magnetosfera terrestre nada têm a ver com os fenômenos da economia capitalista). O pensamento mítico é o oposto disso: busca compreender a totalidade do cosmos, expressa em linguagem SIMBÓLICA, em que a metáfora é a essência da linguagem. Uma leitura excitante sobre esses temas e sua relação com a ciência moderna está em dois livros de Mircea Eliade, “Mito e realidade” e “Ferreiros e Alquimistas”.

  12. O que causa estranheza diz respeito ao tempo de evolucao. Se tds nos nao existissemos a partir de hoje ,quanto tempo demoraria para se desenvolver novamente a raca humana ?
    Em 1 ano calendario 365 dias representando a formacao e evolucao de nossa terra,(bilhoes de anos), estamos ocupando so os 20 minutos finais desse ano calendario , como evoluimos tao rapido? Quanto tempo desse calendario seria novamente necessario para ressurgirmos ? Mesmo mantendo todas as especies e vida ja existente, incolumes….!!! de lambuja…rsrs

  13. Deus continua testando a fé dos homens. E o homem continua se distanciando de Deus…

    1. Isso se chama evolução Anacleto! Quanto mais a ciência evolui menor a margem de ignorância (área de atuação das fábulas religiosas) e por consequência maior será a distância do ser humano com as figuras míticas criadas para justificar o que até então não havia justificativas plausíveis.

      1. O problema é que os homens humanizaram DEUS e por ignorância não se divinizaram. … DEUS deve ser cultuado em Espírito e Verdade como disse um grande Mestre. .. O COMO é Divino ele é DEUS….Diante da Edificação Universal do Sistema e Ciência faz parte da Sabedoria do Universo ou seja do Único Verso. .. Acredito que os cientistas não acreditam em Deus humanizado… mas devem aceitar ou pelo menos pensar na EDIFICAÇÃO ou Evolução do Sistema que só será aceito por aqueles que tem olhos de ver…

    2. O conceito de distância só pode ser definido a partir de dois pontos distintos.
      Se um dos pontos não existe, o conceito de distância perde o significado…

  14. Olá, Salvador. Que época fantástica que vivemos. Como você disse no seu livro Extraterrestres, estamos no limiar de descobrir se a vida é (in)comum no universo, seja observando planetas longínquos, seja entendendo como ela surgiu e se desenvolveu no nosso próprio quintal e se os mesmos processos observados aqui podem ser verificados em outros ambientes. É por isso que a ciência é fascinante: reconhecemos nossa ignorância e decidimos desbravar o mundo natural em busca de respostas às nossas perguntas, sempre reformulando nossos princípios e hipóteses num processo constante e magnífico.

    Quanto aos comentários, enxerguemos pelo lado bom da coisa: a astrobiologia é um dos conhecimentos que mais deslumbram os seres humanos na atualidade. Quanto mais a ciência caminha para esclarecer nossas origens e a possibilidade de vida no além-Terra, mais aumenta o interesse da população nessas questões, talvez desencadeando a reformulação de crenças pessoais e coletivas.

    1. Tomara. O que me assusta não é que as pessoas tenham religiões. Não vejo problema nisso.
      O que me assusta é elas recusarem totalmente o pensamento racional. Como uma civilização pode funcionar se 90% da população se recusa a pensar racionalmente?

          1. A China é território do inimigo. Não é por acaso que a bandeira da China é vermelha. Também não é por acaso que todas as tragédias acontecem por lá, terremoto, tsunami, bomba atômica (duas).

        1. Diz aí uma coisa que não se pode fazer sem Deus. Hoje, agora. Não me venha com “ir pro céu”.

          1. Posso rezar para a natureza, posso rezar para meu computador…o que me impede? 😛

            O resultado será o mesmo… 😛

          2. O que impede você de “rezar” para a natureza ou para o seu computador é a semântica da língua portuguesa. O termo “rezar” significa que você está tentando mandar mensagens para Mim.

      1. O que mais me assusta é culto à ignorância, mantido por muitos meios de comunicação, grandes jornais, televisão etc, para manter 90% (Acho que mais mais do que isto.) não pensando racionalmente. Isto permite que sejam tirados muitos proveitos, inclusive financeiros, políticos etc, por alguns.

        Isto já está dando encrenca, pois parecem estar perdendo o controle da ignorância, ela parece estar saindo do controle. Alguns explicam a eleição do Trump assim.

        É bom ver gente como você lutando contra isto.

        1. Pois é. Minha preocupação é exatamente essa. Que a coisa saia do controle, como parece estar saindo. Mas a humanidade tem um certo talento para sair sempre mais forte de cada crise. Tomara que consigamos mais uma vez nos elevarmos à ocasião! 🙂

          1. enquando o dioguinho não aparecer por aqui, acho que fica sob controle, hehehehe! 🙂

      2. Salvador, acredito que temos que encarar a racionalidade como algo relativo. O pensamento religioso (seja a fé na Bíblia ou a crença em uma ideologia qualquer) tem uma razão, uma lógica própria. Para os crentes, é algo inteiramente lógico e racional o que dizem as escrituras, o Manifesto Comunista ou a mão invisível dos mercados. Tanto religiões como ideologias são a mesma coisa: a crença em forças não controladas pelos seres humanos que geram reflexões morais, por vezes influenciando o caminhar da ciência. O que podemos fazer, enquanto cidadãos comuns, é questionar: realizar um exercício de autocrítica e autorreflexão, de modo a extrair um conhecimento mais seguro, em face das evidências. Esta é uma postura científica que, a meu ver, é eticamente mais razoável e racional no contexto da pós-modernidade, em que tudo é fluido e mais interessa aquilo que as pessoas creem e menos aquilo que de fato é. Felizmente, os juízos de fato da ciência vão solapando os juízos de valor das crenças e ideologias. É o que falei sobre astrobiologia: traz reflexões e questionamentos acerca das crenças tradicionais. Para ilustrar, basta ver as últimas declarações do Papa Francisco.

        A propósito, abri o seu vídeo sobre este post e um dos vídeos relacionados era intitulado “Como explicar os fósseis de hominídeos e dinossauros à luz da Bíblia?” (maldito algoritmo do Google hehehe…). Assisti alguns minutos. Era um programa televisivo vinculado a alguma igreja e que se propunha a harmonizar a palavra das escrituras com as recentes descobertas relacionadas a fósseis de hominídeos. Para isso, eles trouxeram um físico chamado Adauto Lourenço que procurava “desmistificar” e “desmascarar” achados arqueológicos, como o esqueleto de Lucy. Por mais asqueroso que o programa me pareceu, tentei avaliar sob o aspecto positivo: o quanto as questões científicas estão encontrando penetração em todos os aspectos da vida cotidiana. Há poucos séculos atrás, tais questionamentos eram considerados crime. Atualmente, as pessoas tentam compatibilizar suas crenças com as descobertas e teses científicas (se é que podem ser compatibilizadas.. a verdade é que as pessoas acham um jeito 😀 ). Não se procuram mais respostas apenas nas escrituras, mas também no conhecimento científico, e isto, para mim, é uma grande revolução 🙂

        1. Nada contra ter qualquer ideologia. Mas o pensamento racional exige: teste sua ideologia. E abandone-a se não der certo.
          Testaram a mão invisível do mercado. Funcionou, mas não tão bem quanto gostariam. Precisa de mãos visíveis dando uma mãozinha. rs
          Testaram o comunismo. Béééé. Deu muito errado. E não me venha com “não testaram direito”. Tentaram em vários lugares, sob diversos líderes. Não deu certo em nenhum. Dá para dizer que provavelmente o fracasso independe das lideranças. Está fadado a dar errado.
          Testaram o fanatismo religioso? Testaram. O resultado são guerras estúpidas, preconceito, ódio de todo tipo. Má ideia.
          Então, veja, ser racional não o desobriga de ter ideologia, mas o obriga a ter uma ética ideológica: abraçar somente ideias que ainda não se mostraram erradas, enganosas ou até catastróficas.

  15. Salvador, excelente matéria e trabalho! Até os créditos das imagens e música do vídeo vocês tiveram o cuidado de relacionar! Parabéns!
    Eu creio que nosso Universo seja tão rico em vida quanto qualquer bioma preservado da Terra! A distânica é que nos retarda para descobrir isto logo, mas creio que há uma diversidade de vida tão vasta, uma vez que cada planeta e satélite tem composição e condições bastante diferentes daqui.
    Você acredita nisto?

    1. Eu acho que deve estar cheio de vida lá fora. Vida complexa, menos. Inteligente, menos ainda. Mas ainda assim, em todas as categorias, seria improvável demais que fôssemos únicos. No fim, a religião aplicada a isso é um exercício supremo de egocentrismo. Como se Deus não tivesse nada mais para se ocupar que não fosse de nós, uma espécie de primata de um pedaço de rocha a orbitar uma estrela comum de uma galáxia comum num Universo com bilhões e bilhões de galáxias…

      1. Grande Salvador não sou muito de entrar nesta de Religião X Ciência, sou católico ( mais praticante de alguns anos pra cá), acompanho algumas coisas do observatório do vaticano(e alguns outros cientistas católicos), livros de ciência, ficção-científica, seu blog(um dos melhores), apolo11,etc
        Mas como toda analise temos que ter cuidado ao generalizar…
        Vamos lá:
        “seria improvável demais que fôssemos únicos” Neste ponto acredito que somos sim, talvez existam outras espécies inteligentes, tecnologicamente avançada, com outras religiões, ou crenças, etc…mas eu sou único( pelo menos eu acho que sou entre os 7 bilhões de habitantes).
        A raça humana é única…

        “a religião aplicada a isso é um exercício supremo de egocentrismo” não podemos generalizar as religiões….e um dos princípios de uma boa religião é não ser egocêntrica.

        “Deus não tivesse nada mais para se ocupar que não fosse de nós, uma espécie de primata de um pedaço de rocha a orbitar uma estrela comum de uma galáxia comum num Universo com bilhões e bilhões de galáxias”
        Aqui é acho que uma questão de Fé…quem sou eu pra falar disso, mas… eu acredito que Deus deve ter criado outras espécies em outros planetas, assim como acredito que ele é o Deus das coisas visíveis e invisíveis (Credo niceno constatinoplano), porém quando você fala em bilhões e bilhões de galáxias cabe a reflexão sobre os bilhões e bilhões de vidas que já passaram por aqui, e outros bilhões que podem existir e já existiram apenas em nossa galáxia(até Marte já deve ter abrigado pelo menos alguns milhões de espécies), e até agora não temos nenhum registro cientifico de um contato( na nossa galáxia e pior ainda de fora), e ainda se tivéssemos, nada impediria um extra terrestre admirar e quem sabe até acreditar em Jesus Cristo…em fim é uma questão de Fé, não dá pra julgar que um ser por acreditar em algo seja mais burra ou inteligente que outra, melhor ou pior, etc…porque no final o que vale é só tentar fazer o bem e procurar fazer com que os demais melhorem e façam o bem também…até porque ai voltamos ao primeiro questionamento…somos únicos sim !

        1. Vitor, acho que somos únicos no sentido de que não haverá ninguém igual a nós (se bem que, se o Universo for infinito no tempo e no espaço, há infinitas pessoas exatamente iguais a nós). Mas tendemos a não ser únicos enquanto espécie em nossos atributos fundamentais (ou seja, bipedalismo, coordenação motora fina, nível de inteligência etc.).

          1. Nisso ai pode até ser, ate porque temos outras espécies existentes e extintas com características parecidas, mas pode ser que tudo seja um caminho…primeiro entender como a vida surge, depois a vida complexa e por fim a vida inteligente ( esta ultima etapa vai ser a mais conflitante, pois acredito que será uma série de grandes coincidências no tempo e espaço)…mas vamos em frente ! e que Deus nos ilumine a fazer da melhor forma.

  16. Tem uma coisa que existe juntamente com toda e qualquer criação e que é umas das coisas que a ciência jamais explicará; a FÉ em um Deus criador, senhor de toda ciência, inteligencia e sabedoria existente…..tudo emana dele e para ele e ponto final.

    1. A ciência consegue explicar porque as pessoas têm fé, na forma de vantagem evolutiva. Dá uma pesquisadinha aí no Google que vc acha.

    2. O que não tem base, não tem lógica. O que não tem lógica, não tem explicação. A ciência é feita de explicação.

      1. Que eu saiba a ciência é feita de perguntas. A explicação é o resultado da ciência aplicada. Seja ela parcial ou total.

    3. Na verdade, a ciência explica a fé em um ou mais deuses criadores perfeitamente. A fé em deuses se baseia em superstição passada de geração em geração, geralmente também sustentada pela cultura do indivíduo. De fato, a fé em qualquer coisa não existente e ilógica é geralmente sustentada da mesma forma.

      1. Acho que é um pouco mais além deste simplismo. Tem a ver com neurociência, com sociologia e com a vida em sociedade.
        Somos programados para efetuar correlações do mundo natural, para nos proteger de predadores. Com o aumento da capacidade cerebral e a redução das ameaças, sobrou tempo para pensar no predador final, a morte. E daí tecer teorias sobre a vida. Inclusive porque estamos aqui.
        A parte da sociologia, tem a ver com o estabelecimento de um padrão moral que servisse para gerar condições mínimas de vida em sociedade. Lembrando que hoje é fácil pois existem leis e estado laico. Na época do tacape, não seria tão fácil assim. A vida era um eterno presídio potiguar: mandava quem podia,e quem não podia perdia a cabeça.

        Deus não sei se existe. Pois segundo Espinoza, Deus é a natureza. Mas sei que religião é invenção dos homens, e tem mais a ver com nossas fragilidades, medos e sobre controle da massa do que com deus ou Deus, ou deuses ou Deusa.

        Nota: tratar a ciência como fé, é a mesma merd@.

      2. A ciência explica as superstições e as crenças pagãs. Mas não explica DEUS porque Ele está acima de qualquer explicação.

        1. Exato. A ciência só explica como o mundo pode perfeitamente funcionar sem a existência de Deus (até porque pressupor que um fenômeno foi causado por Deus é abdicar de qualquer investigação a respeito de suas causas naturais, e a ciência não pode investigar o sobrenatural, por definição).

          1. A ciência tenta explicar como tudo funciona, e segundo muitos cientistas ela pode inclusive provar a existência de Deus, porque não ? até porque tudo que nossa ciência conhece hoje acho que não chega a 10%, o restante é matéria escura e energia escura… Eu fico com os dois, a religião pois a maior lição e função dela não é explicar como tudo funciona e sim como viver com tudo e com todos da melhor forma possível, e isto nos faz crescer. E a ciência, pois graças a Deus, temos a capacidade de descobrir e investigar tudo que existe e isto também nos faz crescer.

          2. A ciência não tem como provar a existência de Deus porque a ciência não pode, a rigor, provar nada. Ela só corrobora e refuta. Então, o método científico só se prestaria de fato a refutar Deus. Só que sempre dá para dizer que Deus se recusou a participar da experiência, e por isso ele não foi de fato refutado. Ou seja, é uma ideia irrefutável. Por isso não serve como hipótese científica. É como eu lançar a hipótese de que tenho um dragão invisível e indetectável por qualquer método na minha garagem, para usar uma figura de linguagem do Carl Sagan. Você pode provar que não existe o dragão? Não. Você só pode concluir que a hipótese do dragão é inútil para explicar os fenômenos que observamos na minha garagem. O mesmo se aplica a Deus e ao Universo. Até hoje nunca vimos um fenômeno que exigisse a intervenção de uma figura divina. Deus é o dragão invisível e indetectável na minha garagem. E eu posso passar a vida toda acreditando nele, porque você nunca poderá refutar — somente dizer que ele é desnecessário para a sua compreensão do mundo.

          3. Tem uma falha de raciocínio aí. As religiões podem, sim, nos ensinar a ser mais tolerantes, se preocupar com o próximo, ou seja, como viver com tudo e com todos da melhor maneira possível.

            Mas isso não é exclusividade da religião. Você não é uma pessoa boa só porque tem uma religião, entende?

            Sou ateu, não sigo nenhuma religião, mas isso não me faz querer o mal dos outros. Eu também sei viver com tudo e com todos da melhor maneira possível.

            Muitas religiões mostram esse caminho, mas esse não é o caminho da religião, se é que me entende.

          4. Ainda bem Fernando, a religião(o uma filosofia de vida aplicada a um grupo através de boas praticas milenares ou não qualquer) apenas ajudam a guiar algumas pessoas através de alguns exemplos. Algumas pessoas não precisam de exemplos para serem solidárias, e amar uns aos outros como a si mesmo…
            Gostei da história do dragão, e quem sabe se a história for passada de geração em geração por mais de 3 mil anos, com varias provas arqueológicas e influência direta na história e até na ciência…muitas pessoas acreditariam no dragão(principalmente se ele fizer o bem), e não poderíamos julgar isto, se isto trouxe ou pode trazer algo de positivo. Talvez o que incomode mais é as pessoas acharem que a função principal da religião é ajudar a compreender o mundo, o universo(ou multiverso), a sua formação, origem, etc… mas é aquela coisa como não sabemos de quase nada (menos de 10%)…ai vou nessa de tentar tirar o melhor da religião( ou filosofia de vida) e da ciência. Assim o cara fica em paz, ajuda os outros e continua evoluindo tanto como ser humano quanto em conhecimento cientifico. Uma definitivamente nunca vai atrapalhar a outra.

  17. Bom dia; só para resumir, a origem da vida vcs vão encontra na Bíblia, na mesma DEUS explica para todos vcs como ele criou o mundo e a origem da humanidade!.

    1. Ah é? Que legal. Indica aí que trecho da Bíblia fala especificamente de cromossomos, porque estou precisando estudar mais essa parte… rs

    2. Sim, está explicadinho que o homem foi feito de barro e que a mulher foi feita após ele, de uma de suas costelas, sendo assim Eva o primeiro clone transexual da humanidade.
      Só não explica as etnias diferentes (como etnias diferentes “surgiram” em menos de 10 mil anos, a idade “real” da Terra segundo a bíblia?), os fósseis de humanos modernos que ultrapassam a idade da Terra segundo a bíblia (o fóssil mais antigo tem cerca de 160 mil anos), etc. Não explica genética. Não explica nada que seja real e útil.

      1. “Eva o primeiro clone transexual da humanidade”…

        colega vc é boa de briga hein!?

        imaginando nós juntos no recreio dando duplos ateus carpados no ar na cara dos criacionistas

        1. A ciencia diz que nada se cria tudo se transforma. Creio então a luz da Ciencia que a vida só pode ter sido criada pelo Senhor nosso Deus. A ciencia não explica realmente o amor, porém nós amamos vocês ateus inteligentes, estudados, decididos e criativos, e quando vcs um dia voltarem se para nosso Senhor Jesus, Ele não vai julga-los, num é bom crer em Alguem assim? Num é mais legal? Deus os abençoe….

          1. Não é a ciência que diz. É o Lavoisier que dizia, lá no século 18. Hoje o que a ciência diz é que a energia/momento se conservam. Só isso.

      2. Eu perguntei COM QUE instrumentos foi feito O MUNDO e não DO QUE foi feito o casal modelo. Dificil, hein.

        1. “(…)e a origem da humanidade”, você disse.

          A humanidade teve um começo, e começou com o barro, não? Pois então. E não foi qualquer pergunta, você afirmou mesmo. É, pra você as coisas devem ser bem difíceis mesmo, hein.

    3. quem escreveu a explicação que está lá não foi deus não.
      acho que foi abrão, moisés, ou algum outro criador de cabritos daquela época…

      1. deus criou o universo em 6 dias (precisou descansar no sétimo, pois achou muito desgastante)

        a física criou em bilionésimos de segundos, e deixou que daí em diante ele continuasse com suas próprias pernas! não precisou mais ficar interferindo o tempo todo (acertando os ponteiros do relógio o tempo todo, como o Salvador já mencionou) 😀

        qual das duas formas de “criação” parece ter sido originada do “ser” mais poderoso?? 😀

  18. Gosto muito de ciência, mais como tudo nessa vida ela também tem suas limitações, processos naturais não criam nada, O NOME JÁ ESTÁ FALANDO: PROCESSOS NATURAIS!!!!

    1. Uma avalanche é um processo natural e pode criar um monte de neve na encosta da montanha. Não entendo de onde você tirou essa ideia de que processos naturais não podem produzir nada novo.

          1. Uma avalanche é um processo natural e pode criar um monte de neve na encosta da montanha. Não entendo de onde você tirou essa ideia de que processos naturais não podem produzir nada novo.

            Salvador Nogueira – 02/03/2017 12:09 pm – Responder

            ==

            essa é a comparação que você fez?

            MARCIO – 02/03/2017 12:43 pm – Responder

            ==

            Qual comparação? Sem contexto, não sei qual foi…

            Salvador Nogueira – 02/03/2017 1:48 pm – Responder

          2. É, foi essa a comparação que eu fiz. Mas poderia fazer muitas outras. Do tipo amônia, metano e vapor d’água + radiação ultravioleta = aminoácidos que compõem nossas proteínas. Ou onda de choque de uma supernova + gravidade + nebulosa = nascimento de novas estrelas. E por aí vai. Processos naturais criam coisas novas o tempo todo. A própria definição de reação química é essa: a mistura de certos compostos gera outros compostos, diferentes! Então é uma babaquice monstra dizer que processos naturais não podem gerar coisas novas. Eles não podem violar o princípio de conservação de energia, vá lá. A mesma energia que começa tem de terminar. Mas, fora isso, vale tudo. 😛

  19. Acredito que um dos fatores que vingaram vida na Terra foi a combinação de água e temperatura, no tempo certo. Sem esses componentes entrelaçados provavelmente Marte, muito frio, não teve condições de desenvolver vida, como conhecemos, similar à Terra.

  20. Deus é o criador de tudo que existe e Jesus nosso salvador! Essa coisa de milhões de anos atrás, não existe. Segundo a Bíblia (que é a única verdade que existe) o mundo tem mais ou menos 6 mil anos! Glória a Deus!

    1. Que bom que é pensar assim… É que nem o avestruz que envia a cabeça na terra para não ver a ameaça chegando… Preferir acreditar num livro que é um apanhado de textos escritos há milenios por centenas ou milhares de pessoas, cheio de contradições. Seja feliz, amigo!

  21. Simplesmente fantástica notícia Salvador! Logo teremos um robusto arcabouço de métodos de pesquisa de vidas para a Astrobiologia. Enquanto, vamos aguardo o James subir, este com certeza será tão, ou mais, importante que nosso velho Hubble.

  22. Me interesso por esse assunto e achei que faltou um pouco de seriedade em certas abordagens feitas. Mesmo reconhecendo nada saber a respeito da nossa origem, arriscaria dizer que somos frutos de complexas formulas de elementos químicos, alguns talvez ainda desconhecidos por nós, com sucessivas mutações ao longo do tempo, que continuam acontecendo nos dias de hoje de uma forma que não conseguimos atentar, seja por desinteresse dos meios científicos ou devido a incompatibilidades entre os mesmos e a esfera religiosa. No meu simples entender o planeta Terra, bem como nossos vizinhos e até mesmo o nosso Sol, possuem a mesma composição de elementos químicos apenas diferenciados em seus estágios de efeitos de reação entre si pela ação do calor ou do frio conforme suas naturezas. Dessa forma permito-me imaginar que as frações que representam os planetas, em princípio seriam todas incandescentes e com formas amorfas numa miscelânea de conflitos de seus compostos;
    Com o decorrer do tempo (calculável ???) em razão de seu movimento perene no espaço e de acordo com a distancia de afastamento da fração maior, que convencionamos chamar de Sol, essas frações foram se resfriando o que tornou possível as mais variadas reações entre seus elementos, com a consequente solidificação das mesmas e o inicio elementar de vida. Não descarto a ideia de um congelamento total ao final para a Terra e uma continuidade do fenômeno nos demais Planetas até um dia chegar ao Sol!!!

  23. Pessoal bom dia,

    Salvador, parabéns pelos textos. Sempre acompanho. Mas, quando se fala em vida extraterrestre e nos esforços de encontrá-las, fico muito preocupado. Sou meio polêmico nesta questão. Penso da seguinte forma: Se encontrarmos formas de vida menos “inteligente” que a nossa, em que acrescentaria? Se encontrarmos formas de vida mais “inteligente” que a nossa, corremos o risco de acontecer com a gente o que aconteceu com os índios quando os portugueses chegaram ao Brasil. Concluindo, acho muito complicado isso. Acho que deveríamos é ficar “quietinhos no nosso canto”. Rsrsrsrsrs…

    1. Eguimar, eu acho que a busca por vida menos “inteligente” é incontroversa. Descobri-la permitiria que compreendêssemos melhor a própria natureza da vida, tendo um padrão de comparação extraterrestre. Vamos combinar que hoje nossa definição de vida é ruim e fortemente enviesada pelo que conhecemos de vida aqui. A natureza costuma ser mais criativa que isso e será fascinante descobrir que a vida seguiu uma receita ligeiramente diferente, ou uma rota evolutiva diferente, em outro planeta. Ajudará a entender a nossa própria rota, usando a outra como referência. E, claro, entender profundamente nossa própria biologia não remete apenas a questões filosóficas, mas a questões práticas: a medicina do futuro dependerá de entendermos muito bem nossa própria biologia. E quem sabe não podemos tirar outras ideias e estratégias de como combater doenças e manusear nossa biosfera a partir do estudo de vida extraterrestre?

      Sobre vida mais “inteligente”, é de fato arriscado. Mas, se for pela via de comunicação interestelar remota, os riscos são menores, suponho. Seria como se os portugueses, em vez de terem vindo ao Brasil, tivessem apenas enviado uma mensagem na garrafa para os índios.

    2. Não tenho medo de encontrar vida mais inteligente que a nossa…
      Seria um oportunidade de aprendermos mais e darmos alguns saltos de desenvolvimento…
      O problema seria achar alguma civilização que gosta de explorar outros mundos…
      Aí o bicho pega… É um risco…

      Discordo sobre a forma que descreve o que aconteceu com os indígenas no Brasil…
      Hoje, um terço dos brasileiros é descendente de índios…
      Estão aí integrados à sociedade… Aproveitaram a oportunidade…
      Estão melhores do que os seus antepassados, em 1500…

      Por falar nisso, nem os índios querem mais viver igual viviam em 1500…
      Veja se algum indígena abre mão do iPAD, do iPHONE, do têns Nike…
      …da calça jeans, da TV, do ar condicionado, da S10, etc…
      Quem quer que índio viva igual em 1500 são os indigenistas…
      E fazem isso não porque se preocupam com os índios…
      Fazem isso porque estão pensando em poder… Em “controle”…
      Aí manipulam a miséria de alguns para disparar contra o Brasil que dá certo…

  24. Mais uma para refletirem sobre os “bilhões” de anos dos fósseis:

    Um fóssil descoberto na Espanha em 2015 revelou um pequeno mamífero já extinto que viveu há [supostos] 125 milhões de anos na região. Diferentemente de outros fósseis dessa idade, ele apresentava estruturas de pele, pelos e tecidos moles bem preservados. A descoberta foi publicada na revista Nature daquele ano.

    Os pesquisadores dizem que a descoberta acrescenta mais dados à compreensão da grande variedade de mamíferos que tinham se desenvolvido naquela época, [supostos] 35 milhões de anos depois do aparecimento dos primeiros mamíferos.

    O que essa descoberta “acrescenta” é que o fóssil era em todos os sentidos praticamente igual aos seus parentes contemporâneos, com todas as estruturas complexas de que ele se compõe perfeitamente identificáveis. “Acrescenta” também que fica cada vez mais difícil explicar como estruturas frágeis (tecidos moles) puderam ser preservadas por tantos milhões de anos. Mas eles quase não tocam nesse assunto. (Em anos recentes, têm sido feitas várias e desconcertantes descobertas como essa).

    1. Na verdade, já tocaram bastante sobre esse assunto de preservação de tecidos moles, porque de início foi intrigante. Mas já foi bem explicado. Você é que talvez tenha pescado sua literatura de fontes enviesadas. Mas vai um link para você se atualizar: http://www.livescience.com/41537-t-rex-soft-tissue.html 😉

      E, claro, não me surpreende que os primeiros mamíferos já tivessem muitas das características dos atuais, embora, aposto, eles fossem bem menores. Se não tivesse características similares, não seria classificado como mamífero! Mas, conforme você anda mais e mais para trás no registro fóssil, encontra formas transicionais. Aliás, é surreal ver como houve espécies de répteis com formas muito similares às dos mamíferos. Confira essa descoberta aqui, por exemplo. Bicho de 235 milhões de anos, parente dos mamíferos, mas ainda réptil. Descoberta brasileira inclusive: https://www.scientificamerican.com/article/meet-the-ancient-reptile-that-gave-rise-to-mammals/

      1. O Ornitorrinco não poderia ser um exemplo dessa transição? Uma espécie que seguiu um rumo diferente das demais?

        Ou seria um experimento de extraterrestres troladores? 😛

        1. Ele é um ótimo exemplo de evolução convergente: se um mamífero precisa de um bico, em algum momento a evolução vai tropeçar com essa solução, e ela será favorecida pela seleção natural.
          O mesmo se pode dizer de asas, que evoluíram de forma independente nos pterossauros, aves e mamíferos (Batman tá aí e não me deixa mentir. rs).

  25. Salvador,
    qual o recorde de comentários num post? Acho que terás um nove recorde! Se os componentes e a as condições da vida são comuns num universo virtualmente infinito, o que poderia explicar uma violação tão brutal do princípio copernicano neste caso, embora as pesquisas, e o nosso entusiasmo, conduzam ao contrário?

    1. Acho que não iremos tão longe. Os do homem na Lua têm mais de mil… rs

      O princípio copernicano não é uma lei estrita. É um palpite informado que diz basicamente que devemos ser humildes. Ele tem acertado de novo e de novo, mas nada garante que não seja violado no futuro.

      1. A Lua é difícil de bater, sabe comé, tem o dedo da mentirosa. Mas eu ainda aposto nesse cavalo. Sobre a questão, a astrobiologia ainda é jovem, certo? Já existe uma linha de evidências sobre o motivo de a vida não se desenvolver, caso seja esse o caso, ou ainda não chegamos nesse ponto da pesquisa? Se existem essas evidências, obviamente a busca por “mundos vivos” passa por isso.

        1. A Lua é difícil de bater, sabe comé, tem o dedo da mentirosa…

          Sarcasmo? Se foi, poderia ter colocado “mentirosa” entre aspas, como fiz. 😉

          1. Faltou as aspas, é verdade, mas a construção frasal é claramente sarcástica. Preferi não usar para não confundir com o termo “mundos vivos”, que uso aspas e não tem conotação sarcástica. Preferi usar o recurso para identificar um neologismo em detrimento da ironia, visto que essa é mais facilmente expressa . 😉

  26. Mas Marte não é mais ou menos da mesma idade da Terra? Apagou os vestígios de Marte mas na Terra ainda se consegue enxergar milhões ou bilhões de anos para trás? …

    Por favor, você poderia falar (em tese) qual ou quais eventos poderia desencadear esse efeito tão devastador aqui na Terra?

    Me parece que você cita os “efeitos” mas não deu pra ver com clareza a “CAUSA” de tudo…

    Obrigado.

    1. É exatamente isso! Se há vestígios na Terra, há de haver vestígios em Marte! Mas na Terra vasculhamos o planeta inteiro em busca deles, e em Marte mal olhamos um quarteirão de terreno, e não necessariamente com instrumentos capazes de fazer a descoberta. O que estou tentando dizer é: se houve vida em Marte há 4 bilhões, há de ter vestígios lá. Mas, a exemplo da Terra, não será fácil encontrá-los. (Claro, se a vida sobreviveu mais tempo em Marte, digamos, até 3 bilhões de anos atrás, aí ficará bem mais simples encontrar fósseis lá, porque Marte tem muitas rochas velhas, em razão do baixo vulcanismo em épocas mais recentes.)

    2. É que é difícil a gente ir até Marte pra procurar, como fazemos aqui na Terra. Nossos recursos ainda são muito limitados para conseguir explorar outro planeta dessa forma.

    3. A Terra é você com um carro e todas as tecnologias disponíveis pra procurar uma aliança na rua que você perdeu

      Marte é você jogar seu neném da sacada da casa dentro da caixa de areia no quintal com uma pázinha de plástico e querer que ela ache pra você

      😛

    1. Você está cultivando o ódio e o desamor ao vir aqui criticar os cientistas em vez de sair da frente da internet e ir oferecer um prato de comida pra alguém. 😉

      1. Tá igual o Facebook…povo acha que só curtir um post e escrever “Amém” vai fazer dinheiro brotar do nada, para fazer aquela cirurgia marota que a pessoa está precisando…

        Acho que eles pensam que reclamar disso aqui vai fazer o pão brotar na frente dos africanos… 😛

    1. Já respondi no seu segundo comentário. Repito aqui: saia da internet e ofereça um pãozinho a um mendigo da sua cidade! 😉

      1. Oferecer um pão não resolve o problema, apenas ameniza…
        O melhor é ele criar um emprego para garantir um futuro ao mendigo…
        Mas aí ele vai ver quantos deles se interessarão pela solução…
        “A maior parte das pessoas quer um emprego, trabalhar nem tantos assim”…

        1. Ah, mas amenizar um problema já é melhor do que vir desfilar hipocrisia aqui, né? 😛

          1. Não era a intenção criticar a sua resposta… A intenção era demonstrar que o problema da pobreza e da miséria não está apenas em quem tem alguma coisa, mas também na falta de vontade daqueles que são miseráveis…

          2. Sim, eu percebi. Também não estava criticando a sua. Só reforçando que o que ele estava pedindo era caridade dos outros — exatamente aquilo que ele mesmo não parecia disposto a dar. 😉

  27. Nós somos a manifestação da própria existência do Universo, considerando uma dimensão de escala última do Big Bang com resultado de infinitos ciclos no passado infinito. A vida binária no lado subconsciente sempre existiu e a matéria e energia são fatores de evolução.

  28. Cada vez mais acho o papel da Ciência fundamental para sairmos da ignorância milenar que a civilização moderna cultivou para manter a religião como parte integrante das decisões políticas em nosso mundo através dos tempos. Aqueles, e são maioria ainda, infelizmente, que atribuem a um Deus a existência do Universo, vão continuar a bater nessa tecla. Mas, o importante é que com os avanços da Ciência, mais e mais novas gerações mundo a fora vão se conscientizar e se informarem que somos produtos de compostos químicos que evoluíram a partir das condições ambientais propícias para o surgimento da vida. É a melhor coluna sobre Ciência. Parabéns, Salvador Nogueira.

  29. Em questão a vida a terra, como alguns acreditam na teoria religiosa. ( Deus criou o mundo em 7 dias), e nas mais antigas, tais como as do Gregos (Os titãs eram Gaia (Terra) e Urano(Céu)). E assim por diante. Ou seja a religião sempre existiu junto a nós para tentar responder as perguntas sobre a origem da vida. É igual tentar enxergar atrás da parede, se alguém fala para gente que tem algo atrás, logo começamos a acreditar nisso, ou seja, não é uma matemática, e por hora, tal informação pode ser manipulada. Começamos a acreditar nisso de uma forma não voluntária, até o fato de (algum grupo de pessoas) começarem a questionar se realmente existe algo atrás da parede, dai vem a ciência.

    Acredito na teoria de Darwin sobre a teoria da vida no planeta Terra. Do mesmo jeito que acredito que não somos o centro do universo, centro da vida. Acredito que o ser humano não é exclusivo, e que a vida na terra não é exclusividade nossa. Por que isso? Se um ser vive nas regiões abissais da terra, onde não existe luz e a pressão é tão forte que esmagaria nossos crânios em segundos, ou seja, um ambiente inóspito. Por que eles conseguem viver lá e nós não? Por que eles são Deuses? Além disso, animais que vivem em nosso planeta nas regiões que não conseguimos viver, como a antartida, desertos, etc.

    Acredito que a vida existe fora de nosso planeta, porém não significa que exista seres humanoides igual a nós.

    Acredito que a reportagem, demonstra que algum grupo seleto de pessoas não aceita as respostas impostas pela sociedade, e tenta descobrir respostas. Desde de a antiguidade, as respostas só vem quando alguém questiona tal fato, e por este motivo somos seres tão desenvolvidos.

    Se a idade , aspectos, sobre os elementos estão corretos nessa matéria, eu não sei, mas o fato é que questionar a existência, e correr atrás da resposta, uma hora ou outra acharemos ela.

  30. A teoria da evolução é mesmo dogmática, uma religião baseada no naturalismo filosófico. Não obstante tal proposta filosófica ser contrária a leis científicas já devidamente estabelecidas (como a 2ª Lei da Termodinâmica, lei da causa e efeito, etc…), há um sofrível esforço, uma fé cega em se sustentar a todo custo a idéia de que a vida surgiu por conta própria, através de processos naturais aleatórios não-guiados, os quais, a partir de matéria inanimada, teriam gerado complexidade e codificação digital para a vida se auto-sustentar e se reproduzir. Para os crentes evolucionistas, apenas deixo a máxima de um dos maiores químicos da nossa história, Charles McCombs: ” Evolution hopes you don’t know chemistry “, ou seja, ” a Evolução espera que você não saiba química “.

    1. Não, não é. E Charles McCombs é só um químico criacionista, como qualquer busca no Google pode demonstrar.

  31. As distâncias no espaço são absurdas para qualquer civilização. Ainda assim, daqui umas centenas de anos encontrarão evidências de vida que obviamente existem em um dos milhões de planetas aí afora. Aí terão que inventar outra bíblia para aquele local.

  32. Têm sido propostos dois modelos para a criação do Universo:

    Modelo da Terra Jovem: o primeiro modelo, em geral, defende a criação da Terra – incluindo a sua modelagem para ter as condições necessárias para a existência da vida, bem como a própria vida em todas as suas manifestações – em seis dias, na semana da Criação, juntamente com a criação do Universo e do nosso Sistema Solar. Nesse primeiro caso, a semana da Criação corresponde, portanto, ao período da criação do Universo, juntamente com a modelagem da Terra para abrigar a vida, tendo os demais planetas e luas do Sistema Solar (criados nessa semana simultaneamente com a Terra) permanecido sem forma e vazios.[1: p. 23]

    Modelo do intervalo passivo: em seu livro Origens, o zoólogo e paleontólogo Dr. Ariel Roth, ex-diretor do Geoscience Research Institute, nos informa que esse modelo é considerado uma variação do criacionismo da Terra Jovem.[2: p. 330] O modelo defende que Deus criou o Universo, inclusive o Sistema Solar e a matéria da Terra (rocha) em eras anteriores (época indeterminada), mas preparou a Terra para a vida e criou a vida somente poucos milhares de anos atrás, em seis dias (note a semelhança com o modelo geral da Terra Jovem).[3]

    Nesse segundo caso, a semana da Criação relatada em Gênesis corresponde, portanto, somente ao período de modelagem da Terra (que sucedeu o período indeterminado desde a criação do Universo) para ter as condições necessárias para a existência da vida, bem como a própria vida em todas as suas manifestações.[4, 5] Nesse segundo caso, ainda, os demais planetas e luas do Sistema Solar teriam permanecido em seu estado original, sem forma e vazios, como eram desde o início da época indeterminada que precedeu a semana da Criação.[1: p. 23]

    Richard Davidson, professor de Antigo Testamento da Universidade Adventista de Andrews, afirmou em artigo publicado na Revista da Sociedade Teológica Adventista que “várias considerações [o] levam a preferir o ‘intervalo passivo’ em relação ao modelo ‘sem intervalo’ [Terra jovem].”[6: p. 21; 7] Ademais, outros teólogos adventistas também concordam que um padrão de criação divina em dois estágios emerge de uma análise escriturística.[3, 5, 8, 9]

    Para fins de esclarecimento, é importante mencionar que o modelo do intervalo passivo, citado acima, não deve ser confundido com o modelo do intervalo ativo (também chamado de Ruína-Restauração), proposto por Thomas Chalmers (1780-1847), famoso teólogo escocês, o qual defendia – sem qualquer evidência direta, científica ou escriturística – que a vida teria sido criada por Deus na Terra em passado distante pré-adâmico.[2: p. 330; 10] Segundo a página ADVindicate, editada pelo geólogo Monte Fleming, doutorando em Geologia pela Universidade de Loma Linda, esse modelo ainda diz que, após Satanás ter sido julgado, ele teria sido arremessado à Terra e destruído essa vida pré-adâmica supostamente existente. Essa destruição teria finalmente sido seguida pela criação descrita em Gênesis 1 e 2.[10]

    Um problema frequentemente associado a ambos os modelos criacionistas (Terra Jovem e Intervalo Passivo) devido à ignorância, primeiro por parte de seus defensores leigos; depois, por parte de seus opositores, diz respeito à questão da criação da “luz” durante a semana da Criação.[2: p. 308] Muitas pessoas se utilizam do argumento de que Deus teria “criado” os luminares somente no quarto dia (Gênesis 1:14). Mas uma análise mais abrangente nos mostra que Deus já havia criado a luz no primeiro dia (Gênesis 1:3); portanto, o sistema solar já existia.

    O erguimento parcial de uma densa nuvem no primeiro dia da semana da criação iluminou a Terra, porém, o Sol, a Lua e as estrelas, embora presentes, não eram visíveis a partir da Terra. A luz era semelhante à de um dia muito nublado. Uma retirada completa da cobertura de nuvens, no quarto dia, fez com que o Sol, a Lua e as estrelas, preexistentes, se tornassem plenamente visíveis da superfície da Terra. Daí os luminares serem mencionados somente no quarto dia. Ou então o Sol e a Lua podem ter sido criados no quarto dia, ao contrário das demais estrelas, que são mencionadas de forma parentética por Moisés, indicando que elas já existiam.

    Outra questão relacionada ao relato da criação do Gênesis diz respeito à interpretação dos primeiros dois versos do livro.[2: p. 309-310] Após o verso 1 de Gênesis declarar que Deus criou os céus e a Terra (entendido como um pequeno resumo ou introdução sobre o relato da criação da Terra e arredores que viria a seguir), o registro prossegue com uma descrição, no versículo 2, de que “a Terra era sem forma e vazia e o Espírito de Deus pairava por sobre as águas”. Isso indica materialidade anterior à semana da Criação. Essa descrição se aplica coerentemente a uma Terra que já existia, sinalizando que o Universo foi criado antes da semana da criação, juntamente com o tempo.

    A maioria das traduções bíblicas propicia, de fato, uma afirmação ambígua, em vista de que o hebraico dos manuscritos bíblicos dá margem a mais de uma interpretação. No entanto, a descrição de uma Terra vazia, envolvida em trevas originais, é reforçada por descrições semelhantes em outras passagens bíblicas que falam de uma Terra original envolvida em “escuridão” (Jó 38:9) com uma veste de nuvens, e de uma Terra que “surgiu da água” (2 Pedro 3:5).

    Em artigo intitulado “A idade da Terra”, publicado na Revista Adventista, vemos a explicação dessa controvérsia e a afirmação de que “acreditar que o Universo seja bem mais antigo do que a vida em nosso planeta não tem que ver com o pensamento evolucionista, mas com as evidências bíblicas”.[11: p.20] Isso corrobora o que ponderou John Lennox, declarado criacionista e professor de matemática da Universidade de Oxford, no livro Seven Days That Divide the World: “É logicamente possível crer nos dias de Gênesis como de 24 horas (ou uma semana terrestre) e crer que o Universo é antigo. E […] isso não tem nada que ver com ciência. Tem que ver com o que o texto está de fato nos dizendo” (p. 53).

    O professor Richard Davidson [12: p. 51], no livro He Spoke and It Was, afirma ainda que as “análises recentes do discurso de Gênesis 1 […] indicam que a gramática do discurso desses versículos aponta para uma criação em dois estágios. A história principal não começa antes do versículo 3. Isso implica uma condição anterior dos ‘céus e Terra’ em seu estado ‘sem forma e vazio’, antes do início da semana da criação”.

    Partindo dessa visão, Provérbios 8:26 diz que houve uma época em que nem sequer o princípio do pó deste mundo existia. O livro de Hebreus 11:3 diz que Deus criou as eras (tempo, eternidade). Ainda sobre o tempo, o astrofísico Eduardo Lütz afirma que “o tempo é um dos atributos do Universo. Existe uma profunda conexão entre a criação do tempo e a criação do Universo, não tem como separá-los. Se o tempo não teve um início, Deus não criou o que chamamos hoje em dia de Universo, pois o tempo depende do Universo para existir”. Em outras palavras, segundo o astrofísico, “tempo pode existir sem matéria, mas matéria não pode existir sem tempo”.

    O livro de Jó também aponta nessa direção. Ali encontramos dois textos que claramente sugerem a existência de outros seres criados além de nós (leia mais sobre isso aqui). Em primeiro lugar, quando Satanás compareceu perante o Senhor (Jó 1:6, 7), o texto faz referência a outros “filhos de Deus”, dando a entender que nosso planeta não era o único habitado.[11] É claro que, como afirma o astrofísico Eduardo Lütz, “a identidade dos ‘filhos de Deus’ em Jó 38:7 não é relevante para o argumento de que a Bíblia sugere a existência do Universo antes da criação da Terra. É apenas uma curiosidade tocada de passagem. Mas o que conta é que alguém criado por Deus comemorava ‘quando’ Ele lançava os fundamentos da Terra”. Em outras palavras, segundo Lütz, Jó 38:7 contradiz a interpretação de que a Terra tem a mesma idade do Universo, mas não contradiz Gênesis 1: “Não há qualquer base bíblica para se afirmar que o Universo tenha cerca de seis mil anos de idade ou que Gênesis 1 se refira à criação do Universo. Muito pelo contrário. Certos textos bíblicos (como Jó 38:4-7) sugerem que, quando o Criador ‘lançou os fundamentos da Terra’, já existiam até mesmo seres inteligentes em outras partes do Universo [como plateia]. E, mesmo que não aceitemos isso por alguma razão obscura, pelo menos precisamos reconhecer que Gênesis 1 não nos dá qualquer informação sobre quando e como o Universo foi criado.”[13: p. 6, 7]

    Ao longo do meu trabalho de pesquisa e divulgação do criacionismo, tenho percebido que boa parte dos criacionistas da “Terra jovem” não consegue aceitar a interpretação de que apenas a “vida no planeta Terra seja jovem”, sendo o Universo e a matéria (rocha) do planeta antigos. Mas, sem querer ser polêmico, percebemos que uma análise escriturística em conjunto com os dados atuais do conhecimento científico nos mostra que essa possibilidade existe, é razoável e deve ser introduzida na discussão sobre as origens.

    Essa posição está em consonância com a declaração emitida pela Sociedade Criacionista Brasileira (SCB), órgão máximo sobre criacionismo no Brasil, em sua análise editorial, como se segue: “À luz dos conhecimentos atuais, a criação dos céus e da Terra é algo posterior à criação do Universo [como exposto no artigo do astrofísico Eduardo Lutz].” [1: p. 18] Logo, a SCB conclui: “A criação de nossa Terra de maneira nenhuma deve ser confundida com a criação do Universo.”[1: p. 23]

    Em suma, portanto, a principal distinção entre a interpretação do “intervalo passivo” e a interpretação “sem intervalo” é devida à questão de quando se deu o início absoluto dos “céus e da Terra” (Gênesis 1:1).[3] Enquanto o último interpreta Gênesis 1:1, 2 como parte do primeiro dia da criação de sete dias, o primeiro interpreta Gênesis 1:1, 2 como uma unidade cronológica separada por uma lacuna no tempo do primeiro dia da criação, como descrito em Gênesis 1:3.

    Ainda segundo o astrofísico Lütz, “não tem como provar pela Bíblia que o Universo seja jovem. Também não tentamos provar pela Bíblia que o Universo seja ‘muito’ antigo. Apenas mostramos fortes indicações de que o Universo é mais velho do que a Terra”.

    Diante do exposto, a pergunta que fica é a seguinte: Você se considera um criacionista da Terra jovem convencional ou um criacionista do intervalo passivo?

    Referências:
    [1] Editores. Antes da semana da criação: vida em outros planetas do sistema solar? Revista Criacionista 2003; 32(69):18-23.
    [2] Roth AA. Alternativas entre a Criação e a Evolução. Capítulo 21, pp.328-41. In: Roth AA. Origens. 2. Ed. Tatuí, SP: Casa Publicadora Brasileira, 2016.
    [3] Sanghoon J. Interpretations of Genesis 1:1. Journal of Asia Adventist Seminary 2011; 14(1): 1-14.
    [4] Coffin HG. Origin by Design. Hagerstown, MD: Review and Herald, 1983, 292–293.
    [5] Widmer M. Older than creation week? Adventist Review 1992; 169(4):454-62.
    [6] Davidson RM. The Biblical Account of Origins. Journal of the Adventist Theological Society 2003; 14(1):4-43.
    [7] Davidson RM. In the Beginning: How to Interpret Genesis 1. Dialogue 1994; 6(3):9-12.
    [8] Terreros MT. What is an Adventist? Someone Who Upholds Creation. Journal of the Adventist Theological Society 1996; 7(2):147–149.
    [9] Moskala J. Interpretation of Bereʼšît in the context of Genesis 1:1-3. Andrews University Seminary Studies 2011; 49(1):33-44.
    [10] Brent Shakespeare. Esboço das teorias propostas para Gênesis 1:1-2. Advindicate (14/03/2013). Disponível em: http://advindicate.com/articles/2996
    [11] Glauber Araújo. A Idade da Terra. Revista Adventista. Abril de 2016, pp. 20-23.
    [12] Davidson RM. The Genesis account of origins. In: Klingbeil G. (Ed.). He spoke and it was: divine creation in the Old Testament. Oshawa: Pacific Press Publishing Association, 2015.
    [13] Lütz E. O criacionismo e a grande explosão inicial. Revista Criacionista 2003; 32(69):5-17.

      1. kkkkk. Não tem nem o que responder, se não lê…e ainda defende a “ciência”. Lamentável.. sem argumentos…

        1. Não, não vou perder tempo respondendo essa pataquada toda. Se quisesse uma resposta, você teria feito uma pergunta objetiva, com uma quantidade de texto razoável. Se bobear, você escreveu mais que eu no post original. Aliás, copiou e colou, aposto. Quer ver?

          Pronto, tá aqui, 15 segundos de Google resolvem o mistério: http://www.criacionismo.com.br/2017/02/genesis-1-universo-jovem-ou-vida-jovem.html

          E claaaro que lá ninguém pode comentar, porque, sacomé, criaciotário não curte liberdade de expressão. Só aqui o sujeito pode vir, copiar e colar um texto, publicar como comentário, e eu ainda dou o direito de que apareça. Ainda quer que eu leia e responda? Tá de zoeira, né?

          1. “Não roubarás!!!”
            Acho que isto é motivo para mandar pro inferno, né?

          2. Ah, bem, se plágio puder ser enquadrado como roubo (na verdade furto, pois o autor provavelmente desconhece a apropriação indevida), talvez ele se lasque quando os joelhos dobrarem, yadda-yadda… rs

          3. O autor desconhece a apropriação indevida ATÉ AGORA, porque eu já estou entrando em contato com ele para caguetar o Paulo…

            ÔPA, relaxa, Paulo!!! Brincadeirinha! Não vou dedurar teu plagio não! 😀

          4. Nem adianta. Ele é criacionista. Deve ficar feliz que alguém se dê ao trabalho de espalhar as bobagens dele, ainda que sem citar autoria…

      2. Para mim, essa estoria aih equivale ao Silmarillion…tanto faz acreditar em um quanto outro…fantasia…mas eu ainda prefiro Tolkien…

      3. É isso aí, Salvador. Parabéns pela coragem de propor diálogos sobre o conhecimento nessa nova Idade Média. Aliás, como já disse um filósofo holandês, “Deus” é o asilo em que guardamos e protegemos nossa eterna e estagnada ignorância.

        1. E vou te falar, tem gente que tem ignorância que não acaba mais. Por isso costumam dizer que Deus é grande, acho. rs

        1. Ah cara. Tou a manhã inteira vendo doses mais ou menos cavalares dessas bobagens. É de doer…

      4. UAU, consegui chegar no terceiro parágrafo!!! mas depois disso começou a me bater o desespero por ler tanta besteira que comecei a rolar a página.

        Proponho uma competição: quem consegue chegar mais longe na leitura deste besteirol todo? 😀

    1. aaaaaaahahahahaaha que besteirol de primeira qualidade !!! Eu seria capaz de ir numa palestra dessas apenas pra me surpreender a que nível chega essas pessoas ! Inacreditável !

      1. Não se pode apenas capturar o texto com biografias e divulgar poraí nesse blog tão respeitoso do Salvador. mesmo porque ele não é obrigado ler. Precisa a pessoa ter capacidade de sintetizar e falar o que interessa.

    2. Muito interessante seu texto. Me restou uma dúvida, concordo que não é possível afirmar que o Universo foi criado juntamente com a terra pelo livro de Gênesis. Porém, segundo seus argumentos, a VIDA na terra teria 6 mil anos? Como explicar isso segundo Gênesis? Explicar que a Terra foi criada posteriormente ao universo, e que a vida foi criada posteriormente a criação da terra, como explicar os 6 mil anos da existência da vida na terra?

    3. Um belo texto, bem escrito, finamente referenciado por citações sobre o CRIACIONISMO é o mesmo que um belo bolo, bem preparado, finamente recoberto com a mais bela cobertura, mas recheado de MERDA.

      Ah, cara, dá licença!

      Vai bostejar em outro lugar!

    4. É interessante ver tanta discussão, e opiniões, sobre uma mitologia. E até formulação de hipóteses, como o “Intervalo Passivo”, que eu nunca tinha ouvido falar antes.

      Aqui temos até algumas semelhanças com coisas que o Giordano Bruno (Mencionado no comentário do Deus ex-machina.) falava, e pelas quais ele foi para a fogueira.

      Nesta discussão, nestas hipóteses, em especial na do “Intervalo Passivo”, foram colocados fatos científicos. Existe uma tentativa de fundir alguns fatos que a ciência provou com o que diz na bíblia, para gerar uma nova interpretação do que diz a bíblia.

      Mas toda esta discussão, estas hipóteses, se baseiam em escolha seletiva de fatos científicos que podem ser harmonizados de alguma forma com o que diz na bíblia, e que a bíblia está certa, não mais literalmente, mas perto de literalmente, ou até mesmo de alguma forma figurada.

      Mas tudo se baseia em uma premissa, que nunca é completamente questionada. E se a bíblia não passar de um conto, uma ficção, que criaram da imaginação para explicar algo que não tinham como saber? Ou uma história infantil que acabou parando neste livro, e que as pessoas passaram a levar à sério demais?

    5. Excelente comentário! Mas “eles” preferem achar que a Terra se criou sozinha, risos.

  33. Os antigos egipcios nos deixaram lições que até hoje interpretamos segundo nossa compreensão.Adoração a RA(deus sol) ou temor ao sol.?Teriam êles já tido experiência anterior em outro planêta e que por esse motivo queriam nos passar uma mensagem de temor?Seria a mensagem que Nostradamus queria nos mostrar em suas profecias?O homem pode abreviar seu apocalípse mas sem dúvida o sol terminará seu ciclo em fusão de duas células em que se bipartidará e assim qualquer tipo de vida se extinguirá pela radiação em todo o sistema solar.Quando?Se procuramos explicações para o início da vida terrestre melhor nos preocuparmos com o futuro e isto as grandes potências já providenciam tanto aqui como universo afora.

  34. Salvador

    Na teoria a Idade das Trevas não acabou no século XV ?

    Eu estou vendo que logo, logo vão querer te queimar em praça pública, tipo Giordano Bruno.

  35. É isto mesmo, hoje temos 9 milhões de formas de vida para 1 forma de vida inteligente, se considerarmos toda a história da evolução acredito que chegaríamos fácil para 1 bilhão de formas de vida para 1 forma de vida com potencial de ser considerada inteligente.
    A tendência é encontrarmos mais alguns bilhões de formas de vida, e talvez só depois de mais alguns bilhões quem sabe encontremos, alguma outra forma de vida no caminho da inteligência…isso tudo, claro, se a gente sobreviver.

      1. É verdade os macacos Bonobo realmente são melhores que muita gente.Acho que com um pouco de tecnologia e treinamento realmente seriam melhores. Mas o meu comentário foi pra ilustrar e tentar fazer uma comparação da quantidade de planetas habitáveis X seres com tecnologia.

    1. Quando o Senhor Jesus Cristo em breve voltar todo o joelho vai se dobrar aos pés dEle mas aí não adiantará pedir perdão por ter preferido essas teorias idiotas de criacionismo. É só mais um pouquinho.

      1. É, vai ter isso sim. Dobrar joelhos. Ranger de dentes. Destruição a torto e a direito.
        Orra, é Jesus ou o Saddam Hussein que vai voltar??

  36. Toda essa informação, está eivada futuro do pretérito. Teorias e não fatos. Datas e especulações. Quantidades de anos enormes, sem registro fóssil de todo esse período. Isso é mesmo ciência?

    1. O problema é que vocês, pentecas, possuem um conceito equivocado do que seja uma teoria, além de demonstrarem profundo analfabetismo funcional na interpretação do que leem (daí, talvez, derive o enorme esforço em colocar na Bíblia, elementos dos quais ela sequer aborda).

      Enfim, qual parte do artigo você não entendeu, em que é dito que foram encontrados fósseis de vida biológica datados em 3,8 bilhões de anos? Isso é um registro concreto de existência de vida há bilhões de anos. A ideia de que a vida surgiu a bilhares de anos, não é uma teoria, é um fato. A teoria está em explicar quando precisamente essa vida de fato surgiu, como era e em quais circunstâncias.

      1. Pedem provas e mais provas, aí quando você pede uma pra eles, querem usar a bíblia… 😛

        Ah, é, esqueci…foi Deus que escreveu a Bíblia, então temos que acreditar, né? 😛

  37. Quando os cientístas descobrirem a origem da vida aqui na terra, ou vida inteligente em outro planeta, os religioso irão mudar o discurso em relação a deus. Criarão outras istórias para não perderem seus rebanhos. Então será criado um novo concorrente, paralelo as que já existem, na tentativa de controlar os seres vivos. Vamos reispeitar a ciência, esta sim, é que sabe de quase tudo, o resto e istória prá boi dormir.

    1. Cara, por favor primeiro aprende a escrever para não passar como ignorante. No dicionário da língua portuguesa não existe istoria, mas história ou estória.

    2. Engano seu. A ciência todo dia muda. A Bíblia não é e nunca teve o interesse de ser um livro científico. O problema entre o discurso Bíblico e a ciência é que o idiota do ser humano também faz da ciência uma verdadeira religião mesmo estando cheia de lacunas e imprecisões e até mesmo engodo e mentiras que os “doutores” empurram goela abaixo dos religiosos da ciência. Outro ponto: Deus é eterno, e quando deu ordem para que tudo se formasse, para que entendêssemos parcamente a sequencia dos fatos graduou sua criação em seis dias, mesmo que quando a ciências apalpa as provas encontre milhoes de anos. Na eternidade de Deus o tempo não conta, e como a propria Bíblia diz: “um dia para Deus é como mil anos” e vice versa.

  38. hahahaha… quanto mais procuram só provam a existência de Deus. não adianta… tudo foi feito e colocado em seu devido lugar para funcionar…. terra, sol, lua, estrelas, galáxias…. ventos, marés, etc… etc… só olhar para o corpo humano…. foi feito com uma combinação de partes para existir vida… assim … as plantas…. etc … etc… ( temos um bilhão de sois no espaço) imagina quantos planetas….

    1. Seu Deus é muito limitado. Eu, se fosse Deus, faria o Universo de modo que ele produzisse todas essas coisas sozinho, sem precisar de minha divina intervenção. O relógio mais bonito é aquele que marca sempre a hora certa, sem que se precise mexer nele, ou aquele em que, a cada segundo, o sujeito precisa empurrar o ponteiro com o dedo?

      1. Ola tolice Salvador. Com todo respeito. Tudo funciona em perfeita harmonia, menos o que é tocado pelo homem, que na sua arrogancia e pretensão duvida do proprio Criador, e não sabe fazer algo que se assemelhe, somos presunçosos não entendemos como pode em universo desse tamanho só temos nós ou alguem provou ao contrario. O resto o boi dormiu ja…

        1. Sim, tudo em perfeita harmonia, exceto pelo fato de que a ESPÉCIE DOMINANTE DO PLANETA faz o que bem entende pra estragar tudo, e Deus não faz nada…

          Quer dizer, os “planos” anteriores não deram muito certo pra exterminar a raça humana…qual será a próxima tentativa?

          1. Não terá proxima tentativa cara amigo, nem houve uma antes. Somos imperfeitos e dificil acreditar que exista um ser Supremo E Perfeito, só um cristão pode amar alguém que não conhece, eu desejo felicidades para vc! Mas pense acima de tudo no amor de Deus

    2. Concordo que tudo foi feito por um Ser supremo, por esse motivo seria in-lógico acreditar que somos os preferidos do Criador . Existem outros e outros e outros …

    3. É uma pena que o seu Deus, apesar de onipotente, onipresente, oni-sei-lá-o que, só não consegue administrar o talão de cheques. Sempre precisa de mais dinheiro.
      Leve suas superstições para outra página. Aqui se reúnem somente quem busca o conhecimento e a verdade através da pesquisa científica, mesmo que tais verdades sejam desconfortáveis. Melhor que viver uma ilusão feliz.

    4. Sempre que a ciência descobre algo novas perguntas surgem. A ignorância e a necessidade humana correm para uma explicação sobrenatural desde o tempo das cavernas…kkkk

  39. Salvador, mais uma excelente matéria, obrigado.
    Rapaz, é incrível a quantidade de bobagens em alguns comentários. Não pode ser sério, eles fazem de gozação, né?

    1. Pior que não. Quem vive na ilha da ciência às vezes não tem ideia do tamanho do oceano da ignorância lá fora… Nesse sentido, os comentários são um alerta importante para nós. Já conseguimos democratizar bastante os benefícios da ciência, mas a ciência em si não.

  40. Olá Salvador, o assunto não tem nada a ver com o post, mas vamos lá:
    No último sábado, eu estava em uma região afastada das luzes da cidade e, como sempre faço nessas oportunidades, estava observando o céu noturno na companhia do meu filho de 10 anos (gostamos de procurar satélites e estrelas cadentes).
    Notei um objeto piscando, um breve pulso a cada 10 ou 15 segundos (talvez um pouco mais), na constelação de Órion, aproximadamente a um terço do caminho entre Rigel e Alnitak.
    Esse objeto ficou lá por, no mínimo, uns 10 minutos e desapareceu.
    Antes de desaparecer eu mostrei para o meu filho, que também o achou interessante (o que descarta excesso de cerveja como causador da visão).
    Não era um avião nem satélite, pois estava parado.
    Você tem ideia de algum objeto com essa característica naquela região ?

    1. Não, só consigo imaginar um balão, num dia sem vento, para emular isso. Na própria constelação, que eu saiba, nada de novo…

      1. Meu caro Ricardo, vc precisava ter assistido curso de Astronomia com doutor em astrofísica do IAG João Steiner, um dos mais iluminados da atualidade em que ele fala que esses brilhos são como farol do forte nos céus e que são provocados pela estrela de íons, uma outra categoria de estrelas. Nada a ver com algum sinal de estraterrestes.

          1. Sim, o curso de Jõao Steiner na Univesptv abordou sobre a estrela de íons, muito didático e interessante.

          2. também aposto em quasares, estrelas de nêutrons…
            mas duvido muito ter aparecido um no meio do cinturão de órion de repente e não aparecer uma linha de notícia a respeito do evento.

      2. O brilho era bem azulado, com magnitude próxima à das estrelas menores naquela região.
        O pior é que procurei nos dias seguintes, mas nada.
        Enfim, preciso me preparar melhor para essas observações! 😀

          1. No comentário acima sobre estrela de íons, no mote científico, e mais comumente chamado estrela de neutrons, é a linha espectral de hélio com a luz ultravioleta absorvida pelos íons de hélio existentes no interior da estrela e reemitida em um comprimento de onda maior, na forma de luz visível capaz de atravessar as atmosferas terrestre e chegar com intensidade forte.

          2. Ahhh bom. Tava aqui coçando a cabeça e tentando imaginar onde ia caber hélio numa estrela de NÊUTRONS. rs

          3. Tá aí a fonte para mais detalhes da sobre a exlicação do comentário acima. Mas na forma didática são vários fatores para tal efeito, de maneira que não vou passar aqui, mas em suma, são pulsos de raios-y quando há fusão duas estrelas de nêutrons ou colapso de estrelas de alta massa.

    2. Querido Ricardo e Salvador, me permite um palpite ?

      Ocorreu comigo não tem muito tempo uma visão semelhante, cheguei até a questionar você no facebook Salvador acho que deve recordar rs

      Dei uma boa pesquisada e enfim encontrei http://eternosaprendizes.com/2015/09/02/o-reflexo-do-satelite-iridium-e-a-via-lactea-por-martin-mark/

      Tem até um passo a passo de como conseguir vizualizar ( não sei se funciona rs ) http://pt.wikihow.com/Ver-o-Brilho-de-um-Sat%C3%A9lite-Iridium-no-C%C3%A9u

      Da uma olhada na matéria pode ser que seja o que você tenha visto Ricardo..

      Valeu ! 😉

      Obs.: Sobre hoje, HAJA PACIÊNCIA com esses criacionistas, povo chato e preguiçoso, não se prestam a estudar um pouquinho e ainda querem criticar o estudo de anos de um cientista.

      Obrigado pela atenção no face aquele dia, abraços !

        1. Se fosse geoestacionário… bom, aí já é muita conjectura! Continuo com a explicação do balão ou da estrela da morte. :d
          Esse site http://www.heavens-above.com/IridiumFlares.aspx (tem um link no eternosaprendizes.com) é bem interessante, mas não encontrei nada em 25/fev.
          Encontrei esse cara http://www.heavens-above.com/passdetails.aspx?lat=0&lng=0&loc=Unspecified&alt=0&tz=UCT&satid=28415&mjd=57809.8061385116, que passa bem perto de onde vi o objeto, mas a magnitude é muito baixa e, de modo algum, se movia desse jeito.
          Valeu pela ajuda!
          P.S.: é a segunda vez que estou enviando essa mensagem. Na primeira deu um bug e acho que não foi postada. Se aparecer uma duplicata por aí, me desculpem.

          1. Então amigo, o objeto que vi não se movia também, se olhar mais fotos dos reflexos deste satélite talvez ajude pois aquela que mandei ontem está parecendo montagem. No meu caso o brilho ficava pulsando e passado alguns segundos parecia se desfragmentar e sumia, depois surgia novamente, e ficou nisso por cerca de 8 minutos.
            Abraços…

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