Planetas de Trappist-1 tiveram tempo para desenvolver vida complexa, diz estudo

Um novo estudo realizado com a ajuda do satélite Kepler, da Nasa, mostra que o sistema de planetas ao redor da estrela Trappist-1 teve, ao menos em princípio, tempo suficiente para desenvolver vida complexa em alguns de seus planetas.

A idade da estrela — uma anã vermelha ultrafria a cerca de 40 anos-luz de distância, na constelação de Aquário — estava até então indeterminada. O único dado concreto é que ela já havia passado de sua “adolescência”, marcada por altos níveis de atividade, o que impunha uma idade mínima de 500 milhões de anos. Os novos dados do Kepler, colhidos durante 79 dias ininterruptos, ajudam a refinar essa conta.

O telescópio espacial está agora em uma nova missão, chamada K2. Ela foi criada após o satélite perder dois de seus quatro giroscópios usados para manter sua pontaria estável no espaço.

A partir dos dados colhidos, os cientistas liderados por Rodrigo Luger, da Universidade de Washington, nos EUA, puderam medir a velocidade de rotação da estrela. Ela dá uma volta em torno de si mesma a cada 3,3 dias.

O campo de visão do satélite Kepler em sua última campanha completada, e a posição de Trappist-1 (Crédito: Nasa)

Os astrônomos sabem que estrelas, com o passar do tempo, lentamente vão reduzindo seu período de rotação. Isso permite estimar sua idade, por um processo conhecido como “girocronologia”.

Mas não tão depressa. Quanto menor o astro, mais lento é esse processo de redução da rotação. E Trappist-1 é tão pequena quanto uma estrela pode ser. Com apenas 8% da massa do Sol, ela tem o tamanho aproximado do planeta Júpiter.

Resultado: os cientistas só podem usar o método, associado a outros parâmetros (como a composição da estrela e sua posição na galáxia), para fazer uma estimativa grosseira da idade: entre 3 bilhões e 8 bilhões de anos.

Os planetas do sistema naturalmente nasceram junto com a estrela, então têm a mesma idade.

A Terra e o Sistema Solar, por sua vez, têm 4,6 bilhões de anos. Mas quando nosso planeta tinha 3 bilhões de anos já havia algumas formas de vida complexa e multicelular nele — um grupo de paleontólogos suecos descobriu recentemente fósseis de algas vermelhas de 1,6 bilhão de anos na Índia.

O Kepler — que “observa” planetas ao detectar a redução de brilho que causam quando passam à frente de sua estrela — também permitiu determinar com exatidão a órbita do sétimo planeta: 18,7 dias.

E esse estudo, submetido para publicação na revista “Nature Astronomy”, é apenas um de uma enxurrada de trabalhos sobre o sistema Trappist-1.

As variações de brilho de Trappist-1 conforme os planetas passam à frente da estrela, detectadas pelo Kepler (Crédito: Nasa)

HUBBLE EM AÇÃO
Diversas observações com o Telescópio Espacial Hubble já tentaram estudar diretamente a atmosfera dos dois planetas interiores, por meio de espectroscopia.

A ideia é observar a estrela no momento em que os planetas passam à sua frente e tentar buscar, na “assinatura” da luz que passa de raspão pelos planetas e chega até nós, pistas da composição desses mundos.

A primeira dessas tentativas foi feita em 4 de maio do ano passado, quando esses dois planetas — até então os únicos conhecidos — fizeram um trânsito simultâneo.

O Hubble foi apontado na direção deles e os resultados obtidos pelo grupo de Julien de Wit, do Instituto de Tecnologia de Massachusetts, descartaram que eles pudessem ter grandes envelopes gasosos de hidrogênio e hélio, similares aos que existem nos planetas gigantes.

A observação, contudo, ainda não descartou a possibilidade da existência de várias atmosferas mais compactas, típicas de mundos rochosos.

Uma segunda tentativa de estudar os planetas com o Hubble se concentrou em detectar uma das assinaturas de luz do hidrogênio (chamada pelos cientistas de linha Lyman-alfa) da própria estrela.

A medição bem-sucedida, liderada por Vincent Bourrier, do Observatório de Genebra, foi publicada no periódico “Astronomy & Astrophysics” e permitiu estimar o fluxo de radiação ultravioleta que banha os mundos de Trappist-1.

De acordo com os pesquisadores, esse nível de atividade seria capaz de erodir fortemente a atmosfera desses planetas, literalmente “soprando-as” para o espaço. Mas isso ao longo de bilhões de anos.

Pressupondo uma atmosfera similar à terrestre para todos os planetas, os astrônomos calcularam que a erosão total aconteceria para o primeiro planeta em “apenas” 1 bilhão de anos. Para o segundo, levaria 3 bilhões. E, do terceiro ao sétimo, entre 5 bilhões e 22 bilhões de anos.

Mais interessante, e consistente com esse fenômeno, foi um efeito observado no momento em que os dois planetas internos passaram à frente da estrela. Eles atenuaram a detecção da linha Lyman-alfa — algo que aconteceria se suas atmosferas compactas estivessem “vazando” hidrogênio para o espaço.

Os pesquisadores destacam, contudo, que ainda é cedo para tirar conclusões sobre se foi isso mesmo que eles detectaram. Variabilidade natural da estrela também poderia explicar as medições.

NO COMPUTADOR
Enquanto os dados concretos de observação do sistema ainda são escassos, alguns pesquisadores têm dedicado seus esforços em simular o clima desses mundos em computador.

Essas pesquisas serão fundamentais para interpretarmos os dados que virão do sistema Trappist-1 com a próxima geração de telescópios, a começar pelo James Webb, satélite que a Nasa pretende lançar no ano que vem.

Eric Wolf, da Universidade do Colorado em Boulder, nos Estados Unidos, usou um modelo climático tridimensional e o aplicou a três planetas do sistema: d, e e f. A ideia era investigar se algum deles poderia de fato ser habitável, ou seja, preservar água em estado líquido em sua superfície.

O experimento digital envolveu a simulação de várias composições e densidades atmosféricas. No caso do planeta mais interno estudado, o d, o modelo sugere que não há meio de impedir que um mundo rico em água — caso ele tenha água — acabe se convertendo rapidamente num inferno quente, com um efeito estufa descontrolado.

Se para o d, é assim, b e c não devem se sair melhor, o que faz Wolf concluir que muito dificilmente eles seriam habitáveis.

O pesquisador aplica o mesmo raciocínio ao estudar o planeta f e constatar que, mesmo com uma atmosfera de dióxido de carbono puro com pressão 30 vezes maior que a da Terra, ele rapidamente se converteria numa bola de gelo.

Em certas circunstâncias, destaca o cientista em seu artigo submetido ao “Astrophysical Journal Letters”, talvez algumas poucas regiões do planeta pudessem viabilizar a presença de água líquida. Estaríamos longe de um paraíso tropical, contudo.

E eis que o quarto planeta, Trappist-1 e, figura como a melhor aposta para habitabilidade. As simulações mostraram que ele se mantém numa faixa de temperatura amena com diversas composições atmosféricas distintas.

Contudo, o próprio autor do trabalho adverte sobre conclusões precipitadas. “É importante destacar que essas simulações de um único modelo de sistema climático em 3D. Existem diferenças entre modelos climáticos, particularmente para problemas exoplanetários que forçam os limites desses códigos originalmente ‘Terra-cêntricos’.”

Ele aposta que, a exemplo do que fazemos com a investigação da mudança climática por aqui, a consolidação de resultados vindas de diferentes modelos ajudará a construir maior confiança sobre simulações climáticas do sistema Trappist-1. E claro que essas predições terão de ser amparadas por observações futuras. Estamos só começando a estudar o sistema a fundo.

BÔNUS: SpaceX tenta lançar pela primeira vez foguete ‘usado’ hoje
A empresa americana dá um passo importante rumo ao barateamento do acesso ao espaço ao tentar pela primeira vez relançar um primeiro estágio do foguete Falcon 9. “Usado” (ou “testado em voo”, como prefere dizer a companhia de Elon Musk), ele já realizou uma missão ao espaço no ano passado. O lançador transportará desta vez um satélite da empresa SES até a órbita geoestacionária. Após a missão, o primeiro estágio tentará pousar de volta numa balsa localizada no oceano Atlântico. A janela de lançamento se abre às 19h27 (de Brasília), e o Mensageiro Sideral transmite ao vivo a partir das 19h15. Não perca!

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Comentários

  1. Senhores:

    Deus não fala nem tampouco se mostra às suas criaturas. Deus manda emissários ou inspira alguém para mostrá-Lo aos olhos dos que têm fé.

    1. Ou não faz isso e algumas pessoas surtam se achando emissárias divinas sem de fato o serem. Como não podemos distinguir entre os dois casos, não deveríamos afastar essa hipótese. 😉

    2. Eu sou enviado de Deus e Ele mandou dizer que não é nada disso do que você falou, e que você tá errado.

      Viu? Qualquer um pode falar qualquer coisa, não significa que seja real.

      1. Eu sou enviado de deus e ele mandou dizer que voces todos tao errados. O certo é o De™, ele é o enviado do senhor.

        Agora para ele poder espalhar a palavra da salvacao, deposite 10% do seu salario e faca a transferencia dos seus imoveis para De™, conta numero 123467-00 agencia 359, senao voces todos vao arder no inferno

  2. O pior de tudo é vir aqui para ler algo interessante sobre o avanço da ciência e ver que alguns psicopatas mudam o assunto para religião. Querem falar sobre religiões, vão para a igreja falar com pessoas que pensam como vocês. Vão para o Oriente Médio, que é o berço de quase todas as religiões. No fundo, são todas iguais, só servem para semear discórdia. Só servem para iniciar guerras. E não venham falar que é apenas o islamismo que age dessa forma. Olhem para o passado e vejam o que a igreja católica fez. Mais recentemente, vejam o que Israel fez e ainda faz. O mundo somente terá paz quando acabarem todas as religiões.

  3. Tá parecendo papo do filme Interestelar, quando estavam decidindo qual mundo era melhor e mais parecido com a Terra. Esse Trapist-e deve ser o “Planeta de Edmund”, aquele para onde eles foram no final do filme começar uma nova Terra.

    1. Daqui a pouco vem um retardado dizer que o homem foi à lua em 69…. quer ver….

      Pois é, afinal como todos sabemos a primeira vez que o homem foi até a Lua foi em 68!
      Esses retardados, viu?

        1. De™ (curti, ™ crew.. hehe), me referia a ir pessoalmente, Apollo 8. Primeiros humanos a orbitarem a Lua em 1968.

          😉

          1. Imaginei que vc queria dizer mesmo em pessoa 😉
            Go tm!
            (No ipad n tem o tm bonitinho, por hora vai sem mesmo) 🙂

  4. Salvador , existe alguma pesquisa ou trabalhos sendo desenvolvidos para, no futuro, fotografar ou visualizar diretamente estes exoplanetas? Isto poderia ser possível algum dia diante das limitações de que os mesmos não possuem luz própria.

    1. Há propostas e ideias, mas nada em andamento e com orçamento. Um passo de cada vez. Os próximos anos serão incríveis. 😉

  5. _ Alguém já viu um ET?
    _ Não.
    _ Então quer dizer que não existe?
    _ Não, pode ser que exista, vamos pesquisar mais, vamos tentar achar, vamos investir bilhões em telescópios em órbita pra tentar achar um ET.

    –x–

    _ Alguém já viu Deus?
    _ Até onde se pode provar, não….
    _ Então quer dizer que Ele não existe?
    _ Óbvio! Isso mesmo! Claro que não existe! Isso é bobagem pra enganar trouxa! Só trouxa acredita nisso! A gente que é cientista fodão não acredita em historinha da carochinha! Viva o ateísmo! Quem acredita em Deus é tudo idiota que vota no Bolsonaro e na bancada da Bíblia! Tudo fanático religioso que não aceita a ciência.

    1. Você está confuso. O certo é:
      – Temos a hipótese de que existe vida fora da Terra. Podemos testá-la?
      – Sim. Podemos usar a Terra com baliza para selecionar alvos potenciais com base em similaridade para pesquisas mais profundas e aí podemos procurar atmosferas em desequilíbrio químico severo que só pudesse ser explicado por atividade biológica. Se, depois de uma busca exaustiva, acharmos em algum planeta esse desequilíbrio e não houver uma explicação abiótica, confirmamos a hipótese. Se, depois de procurarmos em incontáveis planetas em todo o mais similares à Terra, não acharmos nada, podemos considerá-la refutada. Ademais, podemos procurar vida in loco em ambientes habitáveis do Sistema Solar, como os subsolos de Marte e Europa.

      -x-

      – Temos a hipótese de que existe Deus. Podemos testá-la?
      (Cricricricricricri…)

      1. DEUS não é uma “hipótese”. A existência de DEUS é um fato científico amplamente comprovado.

        1. Legal. Apresenta o estudo descrevendo o experimento para eu replicar e verificar o resultado de forma independente. 😉

          1. Pedra 90 só enfrenta quem aguenta rs
            Estudo descrevendo o experimento para eu replicar e verificar o resultado de forma independente, tem?

      2. Testar? Sim, aqui vai algumas evidências ou fatos que Deus existe: O testemunho de milhões de pessoas desde o início da historia dá humanidade, relatos e registros em vários lugares no mundo sobre este Deus Criador, experiências vividas na prática, templos erguido à Ele em vários lugares no mundo em diferentes épocas, até uma nação inteira e esta a mais conhecida(Israel) pois faz parte da história da fé deste povo através do tempo.
        Isto sem falar do maior livro dá face dá Terra, a Bíblia Sagrada, pois tbm é um registro, é o livro mais vendido e impresso de todos os tempos, constituição de países (EUA) foram baseados nela, leis foram orientados por ela, conduta de várias nações e reinos se inspiram nela, o maior império no mundo antigo, Romano se rendeu a ela. Nomes de cidades, país(Israel), talvez a maior influência de nomes dados a seres humanos, João, Mateus, Lucas, Filipe, Evangelista, Maria.
        Exércitos marcharam com o símbolo dá cruz. Ufa me faltam caracteres pra colocar pois são inúmeras EVIDÊNCIAS!!!!!!!!
        Deus é fiel!!!!!

        1. Certo, muitas pessoas viram Deus. Como eu faço para ver Deus? Afinal de contas, para ser testado pela ciência, precisa ser replicável. Não vale maconha, hein? rs

          1. Fé é uma qualidade subjetiva. Você está me dizendo que Deus não pode ser observado de forma objetiva? Se for esse o caso, podemos excluí-lo como hipótese científica válida. 😉

          2. Deus pode ser observado de forma objetiva, se você tiver fé. Assim como os planetas de Trappist só podem ser observados de forma objetiva se você tiver os equipamentos adequados.

          3. Se você precisa de fé, não é objetivo. Fé é inerentemente subjetiva. 😛
            Eu não preciso de fé para testar a existência da Lua. Posso usar uma câmera fotográfica, que não tem fé, para registrá-la.
            Deus não. Eu não posso usar uma câmera fotográfica para registrá-Lo. A confirmação da existência Dele só pode vir dentro de mim — com a fé — e não fora de mim. Logo, não é uma hipótese científica, porque a ciência pressupõe a verificação independente e objetiva (o resultado não pode depender do sujeito que faz a observação).

          4. Como faço pra ver Deus? Excelente pergunta, principalmente se você fizer de coração. Porém não obterá a resposta por processo científico, mas por experiência pessoal!!!!
            Aceite a Jesus Cristo como seu Salvador e arrependa-se dos seus pecados.
            Comece a praticar o que a palavra diz e conheça à Deus comprovadamente e seja mais um criacionista!!!!!
            Pois foi desta forma que todos o conhecemos!!!!!
            Salvador, vc seria um excelente exemplo de ciência e Deus combinam!!!!!
            Quem sabe um dia, eu creio no Deus que ama a sua vida!!!!

          5. Huahuahauah! Achei engraçado você tentando me converter.
            Veja: sou agnóstico. Não digo que Deus exista. Não digo que não exista. E não acho particularmente útil perder tempo pensando sobre algo que é inverificável.
            Como diz o Lawrence Krauss, todos os religiosos são efetivamente ateus para todas as 5.000 religiões que existem na Terra, exceto uma. A única diferença de você para um ateu 100% é que ele desacredita 5.000 religiões, e você 4.999. 😛

          6. Não consigo concordar com essa idéia de que é “inútil perder tempo pensando sobre algo inverificável”.

            Eu acredito em Deus. Tenho certeza que Ele existe? Não. Apenas acredito, pelas minhas razões pessoais. Mas acho importantíssima essa busca, ainda que ela não possa me trazer 100% de certeza.

            Saber quem sou, de onde vim, por que estou aqui, quem me criou, etc., pra mim, são questões importantíssimas. E repito, continuam sendo importantíssimas mesmo que eu nunca chegue a uma resposta definitiva. Entendo que questionar-se é quase uma obrigação filosófica.

          7. Veja, você apresenta no seu raciocínio a própria resposta.

            Você acredita em Deus, mas não tem certeza da sua existência. Você, como eu, é portanto agnóstico. Deísta, mas agnóstico ainda assim.

            E isso de algum modo te deixa angustiado e te obriga a refletir o tempo todo sobre isso? Você fica preocupado em buscar os 100% de certeza? Não. Você está bem como está, aceitando isso como um valor de fé, comportando-se como se Deus existisse, e esse é o fim da história. Você não pensa sobre isso no sentido de tentar chegar a uma conclusão definitiva (e é nesse sentido que digo que é inútil; se você está pensando nisso para tentar chegar a uma conclusão definitiva, é inútil sim). Você acredita e ponto final.

            Seria de algum modo útil ficar se digladiando para tentar enganar os outros (ou a si mesmo, o que seria ainda pior) e fazê-los pensar que há 100% de certeza em algo que é reconhecidamente impossível de se ter 100% de certeza? Não. Discutir a existência de Deus é fundamentalmente inútil. Você pode acreditar ou não nela. Eu posso acreditar ou não nela. O Apolinário pode acreditar ou não nela. Mas não há quantidade de discussão que vá apontar numa ou noutra direção preferencial e mostre que a minha visão, a sua ou a dele tenha maior chance de estar certa. A única real solução para o dilema é cada um seguir com a sua crença, e reconhecer e abraçar o mistério (que é bem diferente da discussão da vida extraterrestre, que pode ser investigada de forma científica e objetiva, de forma que todos concordemos com os resultados obtidos pela ciência).

          8. Sim, eu tenho um grau de agnosticismo. Acho que com exceção do fanático religioso, todos temos. É por isso que tenho fé, não certeza.

            Não acho que debater seja inútil. Não no sentido de eu te convencer ou você a mim (neste ponto concordo que é inútil), mas no sentido de trocar idéias filosóficas que enrobustecem o saber de cada um, e possibilitam melhores reflexões na busca por respostas.

            Mas o ponto do meu ponto anterior não foi a utilidade da discussão, mas do autoquestionamento.

            Você diz que discutir a existência de Deus é fundamentalmente inútil (pelo que entendi, inútil sob um ponto de vista científico). Mas será que tudo é ciência? Não existe utilidade fora dela? Analogamente, não vejo possibilidade de se comprovar que Sartre estava correto ou errado, mas isso não torna inútil debater sobre ele nem refletir sobre a sua obra (ou Nietsche, ou Spinoza ou Schopenhauer)….

          9. É só no sentido de fazer prevalecer uma visão que considero o debate inútil. Se todos pudermos concordar que ninguém realmente pode saber se Deus existe ou não, aí sim, a partir dessas bases, podemos discutir o quanto quisermos e acharmos interessante.

            Infelizmente, Deus só costuma entrar nos comentários desse blog imposto goela abaixo dos outros pelos comentaristas religiosos fanáticos. É nesse sentido que não aprecio em nada o tema.

        2. >>>> O testemunho de milhões de pessoas desde o início da historia dá humanidade
          Há testemunhos, relatos e registros de que a terra é plana, e o mundo inteiro já acreditou nisso… mas ela é redonda.

          >>>> Isto sem falar do maior livro dá face dá Terra, a Bíblia Sagrada, pois tbm é um registro, é o livro mais vendido e impresso de todos os tempos
          Não é porque está escrito num livro que é verdade, o fato de um livro ser o mais vendido não o torna mais real do que um que é pouco vendido

          >>>> Nomes de cidades, país(Israel), talvez a maior influência de nomes dados a seres humanos, João, Mateus, Lucas, Filipe, Evangelista, Maria.
          Até hoje os nomes dos dias da semana em muitas línguas são baseados nos deuses pagãos (romanos ou saxões)… se até hoje você fala Monday, Tuesday… Friday (em inglês) agradeça aos deuses pagãos saxões…
          Só porque eles dão nome a coisas isso os torna mais verdadeiros para você?

          >>>> Exércitos marcharam com o símbolo dá cruz
          Exércitos marcham sob o comando de qualquer louco e pelos motivos mais torpes…

          >>>>> Ufa me faltam caracteres pra colocar pois são inúmeras EVIDÊNCIAS!!!!!!!!
          Nada do que você falou é evidência de nada.

          1. Ricardo, vc está se saindo igual o DM, mas as avessas, nem que eu tire uma self com uma pessoa​ que tinha uma doença grave e foi curada pelo poder deste Deus, nem que se eu te apresentasse muitas pessoas que eu conheço que um dia estiveram na marginalidade e por causa da pregação da palavra foram ressocializados à sociedade, a igreja cristã é o maior órgão do mundo que recupera pessoas do mundo das drogas, da criminalidade e dá assistência social a famílias em crise.
            Tudo feito não por religião mas pelo poder dá fé neste Deus. Pois não é a placa dá minha igreja que faz, nem o meu pastor, mas o nome de Jesus.
            Não é evidência de religião, é EVIDÊNCIAS de atuação Divina, curas, milagres, restaurações de vidas, não estou falando do passado, estou falando de hoje.
            Mas vc parece ser negacionista. Kkkkkkkkkk

          2. Das duas uma, ou a doenca grave é auto-limitada ou a medicina salvou essa pessoa. Entao dizer que foi deus quem curou essa pessoa é mais um caso de charlatanismo…
            A medicina tem evidencias, possui milhoes de estudos e publicacoes. Seu livro de historinhas nao apresenta NENHUMA evidencia.

            Mas nao fique triste. Acreditar em abobrinhas é inerente ao ser humano, nao so brasileiro. Essa semana atendi uma paciente aqui na alemanha que estava toda contente que um abscesso na regiao da bacia havia sido curado sem cirurgia. Tudo, segundo ela, devido ao remedio homeopatico que ela vinha tomando. Quando mostrei a ela a lista de antibioticos que ela recebia, no inicio ela se mostrou cética, depois acabou aceitando que quem curou ela nao foi agua de torneira e sim a medicina alopatica.

            Quem sabe voce ainda se cura desse mal chamado deus…

        3. Cleber, acho que você não entendeu.

          Estamos falando de evidências da existência de Deus.

          Você colocou evidências de que existe uma religião, que possui um livro, e que desde a sua criação se espalhou e influenciou pessoas e governos ao redor do mundo. O fato de existir uma religião não significa que existe a divindade na qual ela se baseia.

          1. Quero pedir desculpas publicamente ao Ricardo, me equivoquei, não é ele o DM as avessas por favor alguém dê o prêmio para o De-
            Negacionista nato.
            Conheço caso de médico que disse para paciente “no seu caso, só um milagre” e está vivo até hj, (vários) vô mandar uma self pra vc dá pessoa e do diagnóstico médico.
            Mas nada vai adiantar pois parece que seu quadro é DM puro!!!!!!
            Busque à Deus que ainda dá tempo!!!!!
            Jesus te ama De!!!!!!!
            Um abraço e prazer em te conhecer!!!!

          2. E quantos casos você conhece em que o médico disse que “no seu caso, só um milagre” e o sujeito morreu? Isso quer dizer apenas que o médico sabe bastante, mas não sabe tudo. E é justamente essa a essência da ciência: saber cada vez mais, mas jamais tudo. Se você quer usar a religião em último caso, vai firme. Mas não tente em primeiro caso — em primeiro caso, vá ao médico. 😉

          3. Pois eh, vou comecar a falar isso para todos os meus pacientes, quase todos saem curados do hospital. Vai haver peregrinacao em massa aqui na cidade

          4. P.s.: Jesus nao me ama nao. Se ele existiu, ja morreu faz tempo.
            Meus pais, minha esposa e filha, esses sim, me amam

        1. Não estou discutindo se basta ou não basta. Estou enfatizando a diferença entre a busca por vida extraterrestre (científica) e a busca por Deus (não científica). Isso porque o comentarista inicial fez parecer que havia atitude contraditória ao defender a primeira e rechaçar a segunda. O seu próprio argumento já mostra que não há contradição. Cientistas gostam de coisas que se pode testar. Deus, como você disse, “não precisa testar”. Logo, não é hipótese científica. E, portanto, os cientistas não precisam dar bola para Ele. CQD.

    2. É tão simples: se houver vida fora da Terra, Deus também criou. Mas tem o livro né, que diz que Deus só criou vida na Terra, o homem à sua imagem etc, etc. O problema todo é que, quando escreveram (compilaram) a bíblia, ninguém tinha a menor idéia do tamanho do universo. Tem água em todo canto, sistemas com planetas rochosos em todo canto, etc.
      Já que temos um monte de versões da bíblia, anotada, comentada, etc, o Vaticano podia muito bem lançar uma bíblia revisada oficial com correções levando em conta o que sabemos que simplesmente existe. Existem bilhões (trilhões?) de galáxias, existem buracos negros, qual o problema em dizer que Deus também criou tudo isso?

      ps. qual a relação do post com o nick??? O Moro disse que não acredita em Deus? Ou vc acha que cadeia não é lugar de colarinho branco? Ou vc acha que o Eduardo Cunha, por se declarar evangélico, só por causa disso é honesto e não merecia ser preso?

      1. Você sabe ler? Onde que a Bíblia diz que Deus só criou vida na Terra? Me mostra?

        Ao contrário, Jesus diz que “a Casa de meu Pai tem muitas moradas”. Você deve ter comprado uma Bíblia paraguaia, kkkkkkkkkkk.

        Leia antes de criticar, rapaz… assim você não passa vergonha.

        1. Opa opa opa, meu amigo, se vc tivesse dito isso alguns séculos atrás vc estaria em maus lençóis.
          No Gênesis, a palavra terra nunca inicia com maiúscula. Quem escreveu simplesmente não tinha como imaginar alguma coisa além do próprio chão que pisava, o mundo era realmente pequeno. Agora, dois mil anos depois, é fácil dizer que a bíblia não delimita a criação ao planeta Terra.
          A bíblia é como um almanaque/guia de costumes escrito há quase DOIS MIL ANOS para um determinado grupo.
          Algumas regras são puro bom senso: não matarás (boa), não roubarás (boa, principalmente o dinheiro que eu pago de imposto), etc. Regras de convívio em sociedade.

          ps. Não é o DM, estilo completamente diferente rs

          1. Melhor você voltar com a loucura. O Gênesis tem uns 4 mil anos de idade.

            Você quer dizer que a Bíblia afirma que não existe vida em outros mundos com base em que a palavra “terra” inicia com minúscula???? Você sabe ao menos se existiam letras maiúsculas no Aramaico arcaico? Cara, JESUS disse a frase acima. Você pode acreditar ou não em Jesus e na Bíblia. Mas afirmar que a Bíblia uma coisa quando ela diz exatamente o contrário é desconhecimento ou má-fé.

            Volte com a loucura.

          2. A Bíblia jamais disse nada sobre vida extraterrestre, nem contra, nem a favor. A narrativa do Gênesis de criação do mundo é completamente inconsistente internamente (ou seja, a Bíblia não concorda com a Bíblia — veja aqui: http://g1.globo.com/Noticias/0,,MUL388514-9982,00-BIBLIA+ABRIGA+DUAS+VERSOES+CONTRADITORIAS+DA+CRIACAO+DO+MUNDO.html). Isso para não mencionar a incompatibilidade com o conhecimento científico. Há duas soluções: ou as partes mitológicas da Bíblia são lidas como alegorias (e nada tenho contra essa opção), ou podemos jogar tudo fora mesmo. Simples assim.

          3. Ah me pegou nessa hein, o Gênesis tem QUATRO MIL ANOS. Para quem escreveu o texto nessa época, o planeta não era mais do que o norte da África, alguma coisa pra cima, outra coisa pro lado direto e mais um pouco além. Enfim, o Mediterrâneo com alguns bárbaros em volta.
            Se vc achar um texto traduzido direto do original em aramaico antigo que mostre a diferença entre terra-chão e terra-planeta podemos conversar.
            Como diria o pedra 90, texto traduzido direto do original em aramaico antigo que mostre a diferença entre terra-chão e terra-planeta, tem?

    3. que coisa mais maluca! o problema é quando a gente prova e de forma irrefutável, pois, é testável por qualquer um, um fato científico. Agora, se o fato não agrada religiosos e outros extremistas, problema. No fim das contas eles usam a internet e toda tecnologia das quais eles tanto odeiam, não é mesmo?

      gastar bilhões estudando as atmosferas de outros planetas é importante para sabermos como o nosso próprio mundo pode evoluir, se um desses planetas foi habitável no passado, como pode ter sido Marte, então, o que aconteceu para a vida desaparecer? E do que adiantaria ficarmos idolatrando deuses inventados por loucos varridos esperando o dia do extermínio apenas para agradar ignorantes? Quase todo ano vem um lunático marcar a data do fim do mundo, o calendário imbecil Maya está aí para os bocós darem crédito e um livro feito sem revisão, no escuro, por ignorantes e arrogantes ser levado tão a sério somente nos trouxe mais problemas do que solução, pois, vem sendo usado para justificar barbaridades como o ódio por simplesmente discordar das ideias inventadas nessa pseudo obra literária.

    4. _ Alguém já viu Deus?
      _ Até onde se pode provar, não….
      _ Então quer dizer que Ele não existe?
      _ Não, pode ser que exista, so para garantir vamos dar bilhoes para os pastores para comprar nosso pedacinho no ceu…

      1. imagine se fosse o contrário e a educação fosse levada a sério! Já teríamos o nosso próprio disco voador. A educação séria, a formação acadêmica até hoje é para poucos. A maioria das pessoas fazem um curso por fazer e não são especialistas ou ainda estão em um curso onde a demanda é baixa e sobra mão de obra para o mesmo tipo de conhecimento superior. No fim, vira quase nada.

        se já vi gente formada em Engenharia Civil ter de trabalhar em loja de doces, imagina um curso qualquer basicão.

        o mais chato é ver tanta gente que acredita no que não vê e já é refutado faz tempo, o próprio colisor de hádrons LHC já praticamente demonstrou a não existência de espíritos ou qualquer deus fantasma, e isso é bom porque demonstra que o ser humano deveria valorizar mais o próximo, coisa que não faz nem acreditando em deuses imbecis como o deus fajuto cristão, muçulmano e seus amiguinhos babacas.

        graças a hipocrisia dessa ideologia por deuses as pessoas acham correto haver tantas e tamanhas diferenças sociais, querem justificar a fome, as guerras, as doenças, a tortura, a crueldade, a escravidão e tudo de ruim feito por pessoas comuns e depois fala que um deus de mentira quis assim ou é castigo ou aquilo. Já tive colegas cadeirantes e religiosos dos quais jamais fiz qualquer crítica por terem uma postura religiosa, ao mesmo tempo canso de ver babaca falando mal de quem não acredita em uma bosta de deus inventado. Tudo bem, mas cada vez que um pastor do inferno ganha um real da mão de quem acredita, vai faltar dois reais para o avanço na ciência contra as enfermidades e outras descobertas que poderiam melhorar significativamente nossas vidas.

        quando era estudante de física eu via a mim e a meus colegas sem saber o que fazer do futuro, não havia lá grandes esperanças de emprego. A melhor coisa que apareceu depois de doze anos desde a entrada na universidade foi um concurso público para a polícia federal, como perito. Apesar do bom salário, nunca mais foi aberta nova vaga com salário semelhante, tanto na polícia quanto em outro lugar, geralmente tem-se uma vaga ou no máximo cinco. Na época do concurso para perito um cursinho famoso aqui ficou lotado de graduados em física que iriam concorrer entre si e com os graduados em outros estados. Por isso eu desisti da graduação nessa área e fui trabalhar porque a minha família também é religiosa e ignora os estudos, mas hoje sou eu quem paga as contas e tem plano de saúde, tudo do meu suor e dos meus estudos em outras áreas. Tive de contornar a realidade dura e cruel de quem pretende fazer exatas em um país de religiosos, e quem sabe acabem evoluindo para a guerra santa.

          1. A religião de fanáticos e ignorantes não deixa um país se desenvolver. A religião sempre foi um fator de desigualdade social. A desigualdade social seria muito minimizada se usássemos mais a ciência para as soluções de nossos problemas. Penso que as religiões de fanáticos e ignorantes possuem demônios que divulgam fanatismo e ignorância.

          2. Quem voce culpa? Os comunistas?
            Nao identifiquei nada no comentario do jose que justificasse chama-lo de comunista. Ele é mais um como eu, indignado como ainda pode haver pessoas que acreditam em tanta imbecilidade, como por exemplo religiao. E eu nao sou nem de longe comunista.

      1. Eu também falo com o Monstro do Espaguete Voador todos os dias. Isso não faz Dele mais real. rs

        1. “Eu também falo com o Monstro do Espaguete Voador todos os dias.”

          Posso indicar um bom psiquiatra a você.

          1. Uau, psiquiatras do mundo todo ficariam ricos tratando religiosos… Se eles já entregam o dinheiro de mao dada a igreja, imagina se fizessem o mesmo com a medicina…

        2. Em geral ele faz o paciente se perguntar se ele acredita racionalmente em uma divindade, ou se ele simplesmente tem fé em Deus, ou se ele ouve a voz de Deus dentro da cabeça.

          Nos dois primeiros casos ele trabalha o desenvolvimento pessoal do paciente através do autoconhecimento. No terceiro caso, internação.

          E no seu caso, como o Monstro do Espaguete Voador se manifesta a você? À bolonhesa??

          1. Ele parece um velho raivoso de barba branca que insiste num papo maluco de “joelhos dobrarão”. Nunca entendi por que o Monstro do Espaguete Voador se importa com os joelhos das pessoas. Vai ver que ele tem artrite.

          2. Você viu o Espaguete? Ouviu ele falar nos joelhos dobrados? Tem certeza que não era simplesmente um Eisbein?

          3. Você duvida?? Eu tenho provas. Mas você só poderá vê-lo se tiver fé também! Boa sorte! Hehehe

          4. Você duvida?? Eu tenho provas. Mas você só poderá vê-lo se tiver fé também! Boa sorte! Hehehe

            All hail our Lord, the Flying spaguetti monster!

    5. Sério que vocês perderam todo esse tempo “debatendo” com os crentes religiosos?
      Como já disse o mito: “Não é possível convencer um crente de coisa alguma, pois suas crenças não se baseiam em evidências; baseiam-se numa profunda necessidade de acreditar.” (CSagan).

  6. Salvador, qual o critério que usam pra apontar esses telescópios? Acho que deve ser pelo menos pra onde tem mais estrelas e maior chance de achar alguma coisa. Por exemplo esse sistema foi pura sorte?
    E qual o alcance? Os telescópios podem achar alguma coisa em galáxias vizinhas? Andromeda não né, muito longe rs.

    1. Galáxias vizinhas, não. Mas houve um caso interessante em que achamos uma estrela zanzando a milhão pela Via Láctea e ela tinha planeta. Só que, pela trajetória, ela foi ejetada de outra galáxia e está aqui só de passagem. Conseguimos, com isso, achar um planeta extragaláctico! 🙂

      Sobre o critério, depende do objetivo. No caso da missão original do Kepler, o objetivo era fazer um censo estatístico por amostragem. Aí sim apontaram para uma região particularmente rica em estrelas no céu. No caso do TESS, por exemplo, o objetivo é outro: é achar alvos mais próximos. Aí a melhor estratégia é buscar no céu inteiro. Mas o que você ganha em céu você perde em tempo gasto observando cada pedaço do céu — e com isso caem as chances de descobrir planetas de período mais longo. (Para ver um planeta numa órbita da Terra você teria de observar pelo menos três anos seguidos a mesma estrela, para pegar três trânsitos da Terra e determinar com segurança o período e o tamanho do planeta.)

      1. Então já sabemos que estrelas de outras galáxias também tem planetas. Ainda vão achar alguma coisa realmente esquisita por aí como aquela cornucópia de Star Trek rs

  7. Fiquei curioso com essas conclusões das simulações climáticas, que (apesar do alerta do autor sobre conclusões precipitadas) condenam veementemente a capacidade do planeta “d” para abrigar vida, e apontam para muito baixa essa probabilidade para o planeta “f”.
    Se, a princípio, todos os planetas estariam na zona habitável, como uma simulação climática sem nenhum dado específico dos planetas já é capaz de apontar esses cenários “catastróficos”? (no sentido da afirmação que nem mesmo uma atmosfera de dióxido de carbono puro com pressão 30 vezes maior que a da Terra impediria o congelamento do planeta “f”, isso é sim bem “castrófico”)
    Se essas simulações tem o mínimo de relevância, então entendo que o conceito de zona habitável está errado e precisaria ser mudado.

    1. J. Peres, o conceito de zona habitável não é rígido e é apenas um critério básico. Há várias definições para ela, e entre estar na zona habitável e ser habitável existem as propriedades intrínsecas do próprio planeta, como presença ou ausência de campo magnético e composição da atmosfera. A zona habitável diz, em essência, “pode ser”. Para saber se é mesmo, precisamos de mais informações. E é justamente isso que as simulações climáticas e as observações já realizadas tentam investigar. Marte, por exemplo, em princípio está na zona habitável do Sistema Solar. Mas tem tamanho muito pequeno, com isso baixa gravidade e ausência de campo magnético, que o fez perder atmosfera, que o fez perder efeito estufa, que o tornou inabitável. Aí você fala: mas então ele não está na zona habitável. Certo. Então como explicar que no passado remoto ele foi de fato habitável? Como se vê, todos esses conceitos são apenas aproximações de primeira ordem, diante de problemas que exigirão investigação muito mais profunda. Estamos apenas começando.

      1. Oi Salvador,
        Eu entendi o que você quis dizer. Entendo também que estar na zona habitável por si só não é suficiente, como seu exemplo de Marte, e poderíamos dizer Vênus também.
        Minha crítica é que, segundo as simulações (que não tem quase nenhuma informação sobre os planetas, como presença ou não de campo magnético – e o pouco de dados que tem sobre os planetas são parecidíssimos com a Terra), nem mesmo extrapolando muito a composição da atmosfera seria possível abrigar a vida nos planetas “d” e “f”.
        Desse modo, com o mínimo de dados específicos sobre os planetas, a simulação já aponta para a inviabilidade de vida mesmo em cenários extremos de atmosfera.
        Aí está minha crítica. Se esses estudos tem mesmo alguma relevância, o conceito de zona habitável estaria bem ruim, no meu ponto de vista.
        Como você disse, estamos apenas começando, daí mesmo meu estranhamento com as afirmações tão contundentes das simulações (ainda que tenha o alerta da precipitação, foi o que ele fez).

        1. Veja, não sabemos nada das atmosferas, e por isso mesmo o cara simulou várias atmosferas diferentes, para ver no que dava. E viu que não conseguia “salvar” nem b, nem c, nem d, nem, f, nem g, nem h. Só e, que, por sinal, ficava numa boa em várias atmosferas diferentes. Daí a gente poder fazer uma aposta que o “e” é o que tem mais potencial. Mas, claro, eu não seria categórico (nem o pesquisador, por sinal) de excluir os outros de antemão. No fim, vai ser da interação entre observação e simulações que a gente vai aprender de verdade sobre o clima dos exoplanetas, sobre o qual não sabemos praticamente nada no momento.

      2. Completando ainda minha crítica, pegando a sua frase de sua resposta: “A zona habitável diz, em essência, “pode ser””.
        Pelas conclusões das simulações, que não tem dados específicos dos planetas, não poderia ser, de jeito nenhum, em nenhuma hipótese.

          1. Sim, exatamente. Você acabou de concordar comigo.

            Pois eu estava me referindo aos outros planetas, que, de acordo com a simulação (novamente, sem ter nenhum dado específico deles) não poderiam ser habitáveis em nenhuma hipótese de atmosfera.

            Logo se as simulações são válidas só o planeta “e” estaria na zona habitável.

          2. Cara, a simulação tem dados específicos deles, como massa e diâmetro — essenciais para calcular a gravidade superficial, um componente importante na retenção atmosférica.
            Não, você está errado. Talvez se os planetas d e f tivessem maior massa, fossem superterras, o resultado fosse diferente. São sistemas dinâmicos e caóticos, de forma que só podemos afirmar algo se rodamos a simulação.

  8. “…teve…tempo suficiente para desenvolver vida complexa…” é uma frase sem sentido. Nenhum tempo será suficiente para realizar algo que é impossível. Não faz sentido algum esperar que tudo possa acontecer simplesmente porque passou-se um tempo que “consideramos adequado”. Isso é um verdadeiro paradoxo, infelizmente repetido à exaustão, que comprova a falácia evolucionista. Tais argumentos são risíveis!

        1. Por ora, o único expulso é o Diogo Morelli. Esse foi cartão vermelho mesmo, Luis Fabiano, 19 jogos de suspensão. rs
          Ontem barrei o JR porque quis fazer pouco do menino que ganhou o concurso da Nasa, e aí transbordou. Mas hoje voltei a liberar. Tomou cartão amarelo.
          Quanto aos demais criaciotários, ainda não me decidi definitivamente que posição adotar. Tanto que estava colocando para debate aqui essa questão. Enquanto não decido, eles em princípio podem aparecer — isso se não quiserem pisotear crianças de seis anos, com o babaca do JR tentou fazer ontem.

          1. Pois é, o inimigo está cada vez mais jovem rs.
            Quem segue cegamente o livrinho não come “o fruto da árvore da ciência”.
            Pode uma coisa dessas?

          2. Acho que iria filtrar bem o blog. Poderiamos nos concentrar em discutir as coisas interessantes… Acho que perco mais tempo chutando religioso do que discutindo ciencia, quando deveria ser o contrario.
            Mas fica muito dificil localizar os coments pertinentes no meio de tanta baboseira

          3. O meu medo também é criar uma falsa sensação de que estamos progredindo como civilização ao barrar crendices, e deixar os bons comentaristas do blog baixarem a guarda. Ainda há muito trabalho a ser feito, meus caros!

          4. Ah nao sei… Acho que eu pessoalmente seria mais feliz se eles nao aparecessem por aqui… Daria uma falsa, mas boa, sensacao de que o mundo ficou mais inteligente… 🙂

          5. Pois é. Entendo a posição de vocês. Mas eu preciso saber quão idiota está o mundo, até para não julgar minha missão cumprida de forma equivocada. rs

          6. Mas voce é quem libera os coments, salva! Entao voce ainda fica por dentro da idiotice mundial… 😉

          7. Verdade. Mas eu sozinho não faço nada. Conto com cada um de vocês para me ajudarem na boa luta. 🙂

    1. Dá para se chegar a conclusão que só o fator Tempo não gera vida principalmente complexa, por isto existe esta polemica sobre assunto “A origem da vida”, não é o Tempo, bilhões de anos luz estão ai para comprovar, pois o que o Universo tem e de sobra é o Tempo porem a vida complexa como a conhecemos e estão a procura não é na mesma proporção, porque será?
      Não negando jamais a atuação do Tempo na vida e na ordem de tudo que existe, pois isto é um fato.

      1. E você não acredita em nada que o Salvador posta, mas continua voltando pra ler todos os posts, como bom masoquista!

        ZAP!

    2. quando um planeta se forma a atmosfera e o solo são muito agitados, a química do planeta vai se cruzando e sabemos que existem elementos que ao se combinarem podem formar compostos mais complexos, muitas vezes orgânicos. Apenas não sabemos exatamente o caminho completo, faltam peças no meio, mas temos o suficiente para saber que é possível devido a alguns experimentos já realizados.

      o tempo faz parte da jogada sim, é preciso alguns milhões de anos para que o processo químico aconteça e pode surgir vida mais rapidamente do que se imagina, talvez apenas algumas centenas de anos. Imagine um planeta recém-nascido como uma betoneira recebendo os ingredientes para formar uma construção, afinal de contas o mundo é agitado e não paradinho como a vida calma que o povo acredita ter.

      pior é ver acreditar em livros mentirosos feitos por pessoas de índole questionável em um passado obscuro, tudo às escondidas. Depois se acham melhores por terem fé nisso ou naquilo como se pudessem até tirar a vida de inocentes e ir aos céus???

    3. Apolinário, argumentos risíveis são as suas falácias baseadas apenas em opiniões pessoais, idiossincrasias, que não tem qualquer validade. Você, pela visível falta de formação acadêmica, continua apelando para o “eu acho” e “considero isso ou aquilo impossível” sem qualquer embasamento científico. Se todos raciocinassem como costuma fazer, ainda estaríamos no tempo do geocentrismo e da Terra plana, com o centro em Jerusalém. Faça um curso de Biologia, Geologia e ciências afins, Depois execute pesquisas e apresente trabalhos que possam ser testados. Por enquanto, suas opiniões são um grande número de zeros à esquerda.

  9. Sei que é muito cedo para se afirmar isso, no entanto cada vez mais parece impossível existir condições ideais de habitabilidade nos sistemas planetários das anãs vermelhas! 🙁

    1. Exato. É cedo para dizer isso. A beleza da ciência é que ela é imune a visões preconcebidas. 😉

  10. Salvador,

    Quão melhor será a imagem produzida pelo James Webb em relação à imagem (“pixelizada”) do Kepler?

    Obrigado!

    1. Não é questão de qualidade de imagem. É questão de espectro. Para tirarmos uma foto desses planetas vai demorar ainda, e nem o Kepler, nem o JW são capazes disso. (O Kepler só registrou a estrela aí.)

  11. Sim 14 bi + 5bi = 19 bi
    Transmutação 20 bi
    Sol 5bi
    Anã 14 bi

    Parece que a vida entorno dos 20bi é improvável

    1. No nosso universo, 20bi é improvável mesmo. Talvez no universo que veio antes do big-bang.

    2. O estudo da astronomia é um ramo da ciência que requer conhecimentos da matemática, física, geologia, biologia e principalmente química entre outras coisas referente aos equipamentos astronômicos instalados em várias regiões da terra. E quando se trata de Universo, a maior parte do conhecimento é didático, são equações até extremamente complexa para leigos. Tem aquela da constante cosmológico que não vou mencionar aqui.

    3. Veja o trecho da matéria publicada em 22/Fev/2017 pela Maria Luciana Rincon com título “NASA anuncia descoberta de sistema solar com 7 planetas como a Terra”: “Com relação à possibilidade de esses planetas abrigarem formas de vida, os astrônomos disseram que ainda é cedo demais para dizer. Entretanto, eles explicaram que a Trappist-1 é uma estrelinha bem jovem e consome hidrogênio a um ritmo tão lento, que ela ainda deve “viver” por mais 10 trilhões de anos”. É fantástico a cifra de TRI, não é mesmo? É de assustar qualquer pessoa desprevenido na informação.

  12. big kick novamente em ação. Pela milésima vez: não existe vida fora da terra. Procura inócua e sem razão de ser, principalmente às distâncias que esses chutes estão chegando nem em milhares de milhões de anos. A ciência só está conseguindo nos ajudar em coisas terrenas e exequíveis.

  13. Já sabemos que o período orbital dos 7 planetas ocorre em ritmo frenético. E o movimento de rotação deles, já dá pra saber alguma coisa? O telescópio James Webb vai ter ferramentas que permitirão medir o período de rotação?

    1. Boa pergunta. Talvez dê para saber algo sim. Mas os modelos climáticos supõem o mais provável — que, a exemplo das luas de Júpiter (e a da Terra), estão todos travados gravitacionalmente, de forma que a rotação seja igual à translação.

      1. Então, estão simulando modelos climáticos sem a variável rotação. Como já foi discutido aqui em outros assuntos, um planeta travado gravitacionalmente pode ter, somente, uma estreita faixa habitável, não é? Caso seja constatado que algum deles está girando, aumentará a chance de ter vida?

        1. Não, incluíram a variável rotação. Pressupuseram rotação síncrona, que é o mais provável para esse sistema.

  14. O homem, na sua ignorância e pequenez, prefere pensar em outros mundos, para não se mexer em criar regras e meios para proteger seu perfeito e habitável planeta terra. Raça Desgraçada ou Amaldiçoada pior que seus próprios políticos que legislam em causas próprias ??

    1. Ah é? Você acha que astrônomos deveriam legislar? Entendi. Faz perfeito sentido. Um Prêmio Nobel para este aqui, por favor.

  15. A imagem quadriculada do sistema Trappist-1 parece ter sido retirada de dentro um jogo do Atari. Mas da mesma forma que hoje rimos dos gráficos graciosamente “toscos” do saudoso Atari, tenho para mim que nossos netos também irão rir dessas imagens, creio que no futuro poderemos focar a imagem de planetas e sistemas distantes e observá-los exatamente como eles são.

    1. Ow Vitor, a imagem quadriculada pode parecer inútil. No entanto, a análise é feita por meios tecnológicos. Lembra das imagens dos gráficos, tipo a tela de um osciloscópio que foram divulgadas? Ah, os gráficos do Atari podem ser ruins, mas alguns jogos são ótimos.

  16. Estou empolgado mas sigo muito apreensivo, espero o estágio reutilizado não apresente problemas na hora do lançamento. Acho temerário que Musk nunca tenha feito um lançamento deste tipo antes, ou seja, de um estágio reutilizado e logo na primeira tentativa já leve consigo um satélite.

    Para mim esse lançamento deveria ter sido feito sem a presença de uma carga tão valiosa como um satélite, pois seu principal objetivo deveria ser o de provar a todos a segurança da ideia e a sua viabilidade.

    Espero que eu esteja me preocupando atoa.

    Trata-se de algo que nunca foi feito antes, então não certo que ele acertará da primeira vez.

    É o primeiro lançamento de um estágio reutilizado e o foguete já carrega um satélite. Se algo der errado, será muito ruim, muito ruim para a imagem da empresa e para o que ela pretende.

    Às vezes penso que Elon se precipita no seu afã de chegar à Marte, às vezes chega a ser imprudente.

    Mas não me entendam por mal, se faço essas críticas, mesmo que negativas, é porque torço para as coisas corram da melhor maneira, pois creio que o futuro da exploração espacial está no setor privado, já que os governos e suas agências não são capazes de inovar e de reduzir custos.

    1. É, um movimento audacioso, sem dúvida, tanto da SpaceX quanto da SES, que quis ser a primeira e topou o risco. Tomara que dê certo. Saberemos em algumas horas! 🙂

    2. “à toa”. Separado e com ocorrência de crase.

      “a Marte”. Sem ocorrência de crase.

      1. Certeza que “chegar a marte” é sem crase? Voce pode trocar por “chegar ao planeta”, entao acho que tem crase sim. Ou to errado?

        1. É errado não porque dá para trocar, mas porque Marte não é feminino. Então é chegar a Marte ou chegar ao (planeta) Marte. Mas é chegar à Terra, porque Terra é feminino.

        2. Amigo, “crase” não é um efeito de “dá pra trocar por ao” ou “não dá pra trocar por ao”. Esqueça isso que sua professorinha de português ensinou.

          “Crase” é o efeito da aglutinação de “a” preposição com “a” artigo. É tão simples! Se há no caso os dois “as”, há aglutinação, há crase, logo, há acento agudo. Se existe só um “a”, logo não tem aglutinação nem acento.

          Tente pensar em vez de usar macetes. Ajudaria você com outros campos do conhecimento onde você demonstra ter dificuldade, também.

  17. Para que pensar em se mudar se na terra não existe, nem a expectativa de um outro planeta habitável. Vamos cuidar melhor dela.

  18. Mais um passo que a ciência dá em busca de vida fora do planeta Terra…qual será ‘a forma’ de vida encontrada, aí já é outra conversa. Espero ter a oportunidade de ver isso acontecer 🙂

  19. Começou uma era de pesquisas sólidas sobre a existência de vida em outras regiões da nossa galáxia. A resposta à pergunta de estarmos sós, mesmo que apenas como seres vivos, influenciara em muito a velocidade em que novas técnicas serão criadas para a verificação. Teremos um ganho científico, filosófico e tecnológico para os próximos anos.

    1. Mas é assustador a quantidade de pessoas que aparecem aqui para descer o sarrafo nessa (e em tantas outras) linhas de pesquisa científicas. Se dependesse desse pessoal ainda estaríamos acendendo fogueiras com gravetos. Ou nem isso…

  20. Olá
    Bom se formos pensar na questão de mudar de casa penso que seria melhor investir em enviar uma sonda para investigar. Gastar dinheiro com Marte não dá, planeta sem vida…..
    O substituto do Hubble, o Webb conseguirá ter uma visualização melhor, certo?

    1. A humanidade não deve pensar em mudar de casa por um loooongo tempo. A Terra será o melhor lugar para estar por pelo menos mais meio bilhão de anos. A colonização de Marte adicionaria apenas mais uma morada para os humanos, mas ninguém pensa em transferir todo mundo da Terra para lá, do mesmo modo que a colonização da América não foi feita com todos os europeus (ou asiáticos, se você contar a primeira onda colonizadora). Vamos aprender bem mais sobre Trappist-1 com o James Webb, mas ainda estamos muito longe de saber como ir até lá.

  21. Ops, entendi, mas mesmo assim, “planeta e figura” parece adição se não colocar em maiúscula.

    1. É, eu sei. É um problema. Estou contando com a esperteza e atenção dos meus leitores. 😉

      1. Neste caso você pode usar aspas (sem ofensa às digníssimas esposas dos comentadores).

        Por exemplo: o planeta ”e” figura……

      1. Vou dar uma dica porque não li toda matéria, somente o título, mas pelo que foi mencionado acima E, deve ser a classificação do espectro de uma estrela que vai desde A até K que mede a intensidade da luz e portanto verificar tipos de estrelas e sua magnitude.

        1. Já havia respondido a dúvida sobre o comentário acima sobre o planeta “e” em outro post por engano, mas vou repassar novamente que esses planetas são b,c,d,e,f,g,h na ordem em que se encontram desde a estrela anã e que o planeta “e” tem mais probabilidade de ter condições atmosféricas para a vida pela distância. Parece com a Terra.

  22. Sim Salvador, o Trappist-1 System precisa ser investigado com a máxima prioridade, porque as estrelas com a massa menor tem sobrevida maior, e se as condições necessárias para vida são propícia, então deve existir vida inteligente. Talvez esse seja o alvo principal na busca da vida tão anciada pela ciência. A vida de uma estrela pode ser calculada em proporções múltiplas da fração da vida do sol, que é de aproximadamente 20bi pelo tamanho de uma outra estrela.

    1. Mas o Universo ainda não tem 20 bi. O Beto Torres, astrofísico que costuma nos visitar aqui nos comentários, chegou a cogitar antes mesmo desse novo estudo que, pelo padrão orbital, Trappist-1 deveria ser bem velha, com uns 8 bilhões de anos, por baixo.

      1. Ah sim, o Universo tem 13.9bi aproximadamente desde o Big Bang. E o Sol tem 4.6bi, isso porque ele é o terceiro estágio de formação com elementos mais enriquecidos , e nas duas primeiras formações foram tempos mais curtos desde inicio quando a matéria bariônica estava transmutando. Então 20bi é uma estimativa de cálculo de uma estrela como Sol que tem 4.6bi atrás, que é a metade da vida agora, mais 5bi até gigante vermelho, e mais 5bi até anã branca e o restante até o núcleo onde nesse período o Sol já espalhou nebulosa. Para as estrelas estrelas que estão se formando em anãs branca agora, a estimativa é menor que 13.9bi e não sabemos se essas estrelas anãs pertencem ao terceiro estágio de formação, senão o aparecimento de vida fica difícil pelo estado primitivo da matéria.

      2. Na verdade são planetas a,b,d,e,f,g,h na ordem em que se encontram a partir da estrela e que o planeta “e” é o objeto que tem mais probabilidade de haver condições atmosféricas ideais para a vida e que é parecido com Terra.

          1. Exatamente Salvador, fiz uma correção na outra resposta antes, e correspondem a planetas de b em diante. O a pode ser a estrela e deve constar no IAU.

      3. então do terceiro ao sétimo é possível que a atmosfera planetária ainda esteja em boas condições para suportar vida. Muito interessante isso.

        1. Eu não seria tão otimista. Se houver um habitável já seria incrível.
          Temos nessa hora de pensar em termos estatísticos. Se Trappist-1 existe, tudo que sabemos sobre o Universo indica que deve haver muitos sistemas bem parecidos.

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