Astronomia: Conquistar Marte não é moleza

Projetos de bilionário americano para a colonização de Marte sofrem com imprevistos.

FALAR É FÁCIL
Quando não está ocupado vendendo carros elétricos, cavando túneis para transporte ultra-rápido e fazendo tetos de painéis solares, Elon Musk gasta seu tempo tentando criar a primeira colônia marciana — objetivo declarado da empresa SpaceX. Mas nem tudo tem saído conforme os planos.

O FIM DA RED DRAGON
No ano passado, Musk havia anunciado que lançaria a cada biênio uma cápsula Dragon para pousar em Marte, começando em 2018. A missão, chamada de Red Dragon, primeiro foi adiada para 2020 e, no mês passado, discretamente, cancelada.

SEM CHÃO
A Red Dragon seria baseada na mesma cápsula que deve levar astronautas à Estação Espacial Internacional a partir do ano que vem. De início, as Dragons foram projetadas para ter pés retráteis e pousar em terra. Mas a SpaceX desistiu da ideia e decidiu que as Dragons só pousarão no mar, com para-quedas. Nessa, o sistema requerido para descer em Marte foi deletado.

O GRANDE FOGUETE
Outro elemento necessário para levar a Dragon além da órbita terrestre é o foguete Falcon Heavy. Quando ficar pronto, será o lançador mais potente do mundo. Mas está atrasado. Musk anunciou que o primeiro lançamento será em novembro deste ano, mas já antecipou que há grande chance de que não funcione.

SILÊNCIO LUNAR
A SpaceX também tem sido discreta sobre como vai realizar um voo com duas pessoas ao redor da Lua até o fim de 2018, como Musk havia anunciado em fevereiro. Esse voo depende de testes bem-sucedidos tanto do Falcon Heavy quanto da cápsula Dragon tripulada, que ainda estão por acontecer.

O FOGUETE MAIOR AINDA
Apesar disso, o sonho de colonizar Marte não foi abandonado. A SpaceX está criando uma nova versão, menor, do seu Sistema de Transporte Interplanetário — um enorme lançador capaz de levar dezenas de pessoas por vez até Marte. Com a promessa de divulgar esses planos no mês que vem, no Congresso Internacional de Astronáutica, Musk já sacou que, apesar dos sucessos, colonizar o espaço ainda é o maior desafio que ele se propôs a enfrentar.

BÔNUS: E AQUELE PAPO DE QUE A NASA ADMITIU RECENTEMENTE QUE NÃO TEM DINHEIRO PARA IR A MARTE…

…não é bem assim. William Gerstenmaier, vice-administrador de Exploração Humana da agência espacial americana, disse numa conferência que não podia determinar em que ano exatamente a Nasa pretendia realizar um pouso tripulado em Marte porque não há no momento verba para o desenvolvimento do módulo de pouso. E concluiu dizendo que esse futuro desenvolvimento exigiria novas verbas para a agência espacial.

Pronto, foi o que bastou para parte da mídia e as redes insociáveis proclamarem que a Nasa havia desistido de sua “jornada a Marte”. A verdade verdadeira é que não houve desistência alguma, e todos os planos da agência apresentados até hoje sempre foram apenas até o ponto em que astronautas poderão orbitar Marte, em algum momento da década de 2030 (o que provavelmente deve ter motivado a pergunta a Gersteinmaier, e a resposta que ele deu).

Imagem da Nasa detalhando o que a agência tem por objetivo para a década de 2030. Procure aí algo sobre um pouso tripulado. Não tem. Nunca teve. (Crédito: Nasa)

Claro que, uma vez que se desenvolva a espaçonave para ir até a órbita do planeta vermelho, haverá pressão para criar um sistema específico para pousar. Mas isso nunca esteve oficialmente nos planos divulgados pela agência. Aliás, toda a noção da “jornada a Marte” sempre foi mais uma aspiração do que um programa propriamente dito.

Todo o planejamento preliminar feito até agora, envolvendo o foguete SLS, as cápsulas Órion e a construção de uma estação/espaçoporto ao redor da Lua como plataforma para o voo até o planeta vermelho, ainda não tem sinal verde da agência ou de seus parceiros internacionais. O plano segue sendo refinado e pode mudar de curso caso o governo americano decida que a prioridade deveria ser um retorno à Lua, em vez de uma viagem a Marte. Mas, até este momento, oficialmente, nada mudou. A Nasa segue, no compasso da tartaruga, em sua “jornada a Marte” para a década de 2030.

A coluna “Astronomia” é publicada às segundas-feiras, na Folha Ilustrada.

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Comentários

  1. Eliomar comenta: Ainda a ÓRION nuclear. Porque insisto nisso: A conquista do espaço mais além está hoje num beco sem saída, a tecnologia iônica ainda está na infância, outras, como a propulsão elétrica por partículas virtuais ainda está na fase de provas se sequer existe, e a propulsão química com suas minúsculas e precárias cápsulas, para mim, mais parece devaneios fora de toda realidade prática, mas a ÓRION não, se quisermos podemos fazê-la, não existe nenhum empecilho técnico. Vocês sabiam que os EUA fabricam rotineiramente 2 bombas nucleares por dia? e que se quisessem poderiam facilmente acelerar isto? a tecnologia de bombas está totalmente dominada por eles e a Rússia podendo fabricar bombas nucleares minúsculas do tamanho de caixas de fósforos, baratinhas. A montagem no espaço também está amadurecida com quase 50 anos de experiência acumulada desde a Saliut e a Skylab. O SLS está a mão e a tecnologia dos lançadores reutilizáveis progride rapidamente barateando a tonelagem em órbita, já se fala em 600 mil dólares a tonelada em órbita. Por sua própria natureza a ÓRION é grande, podendo chegar a milhares de toneladas, nada de minúsculas cápsulas, mas um verdadeiro navio espacial, robusto, forte, com peças sobressalentes a vontade e com uma tripulação de dezenas ou mesmo centenas de tripulantes só para começar, corpo médico, engenheiros, pesquisadores, se um morrer tem vários para substituí-lo, existe mesmo a possibilidade de cabines individuais, salas de jogos etc. um sonho, e nada de anos para ir a Marte, algumas semanas é o bastante, ou seja um cruzeiro no Caribe. Porque não se faz? tem um problema, não é técnico, nem econômico é de GUERRA mesmo, Estados unidos e União soviética fizeram um tratado de proibição de bombas nucleares em órbita, medo de armas nucleares singrando os céus a poucas centenas de quilômetros de altura e com uma janela de aviso de apenas 5 minutos para tentar deter um ataque, é o medo de que alguém, um chefe de estado qualquer, utilize essa brecha e instale armas nucleares de ataque em órbita, por isso enterraram a ÒRION, para ninguém pensar em tal possibilidade, virou tabu e a mais poderosa forma de propulsão que temos nas mãos foi literalmente proibida.

  2. Eliomar comenta: Falando da ÓRION nuclear: Em 1971 com treze anos ouvi falar da Órion pela primeira vez, acostumado com as “cápsulas” espaciais fiquei impressionado com os seus números, parecia algo totalmente irreal, um salto gigantesco em capacidade de carga e velocidade, verdade que a idéia original dela de partir diretamente da terra é sem dúvida impraticável, mas a combinação dos grandes lançadores químicos para a órbita baixa da terra, algo que é da sua praia e está bastante desenvolvido e com os foguetes reutilizáveis amadurecendo tecnologicamente e barateando dramaticamente o preço da tonelagem em órbita, poderíamos usar a tecnologia da montagem da estação espacial e retomar o projeto da Órion, montando-a em órbita, com um pequeno motor químico de fuga e escape da órbita terrestre e a partir de uma distancia segura, iniciar as detonações nucleares em direção a Marte. O processo de cooperação dos países com a estação poderia ser replicado, com Estados unidos e Rússia a frente e com a possível incorporação da China no projeto. Esta sociedade poderia se comprometer a gastar até 1 trilhão de dólares no projeto. Muito? pois saibam que o projeto do F35 americano, seu novo caça de quinta geração já gastou entre gastos diretos e indiretos no desenvolvimento de tecnologias, a bagatela sim de 1 trilhão de dólares. Diretamente no projeto são contabilizados 40 bilhões, mas quando se computa o desenvolvimento paralelo de todas as tecnologias em desenvolvimento chega-se a esse número fabuloso, o que alarmou Trump, mas o desenvolvimento prossegue. O que falta é vontade política para isso, mas se o mundo quiser acredito que se possa construir essa nave e visitar não só Marte, mas todos os planeta do sistema solar, inclusive o misterioso décimo planeta a uma distância que pode chegar a 40 bilhões de quilômetros.

  3. Off:
    Salvador, você e o Apolinário ainda não resolveram suas diferenças? Sempre vejo vocês trocando comentários irônicos…

    1. O Apolinário é chato mesmo! Porque o Salvador precisa estar fazendo réplica a todo hora, em todos dias, e todos os anos, quando tem outros afazeres importantes na vida. Pois bem, este blog é pertinente aos usuários e leitores que expressam a veracidade da ciência, especialmente da astronomia. Por vezes até críticas e opiniões pessoais, mas não misturar a crença religiosa. Tirar o tempo precioso dele para justificar o comentário em dentrimento ao contrário da ciência, é atrapalhar o autor, tirando sono dele.

    2. Quero responder a esse comentador que se denomina “mário”. Primeiramente, um conselho: melhore o seu português. Ele é sofrível. Assassinar o plural e macular a concordância tornam o seu protesto ainda mais patético.

      Em segundo lugar, uma informação: a caixa de comentários foi criada para…comentar! Sim, é isso mesmo. Eu sei que para você isso pode parecer inédito, mas ela foi criada com esse intuito. É um espaço onde os leitores do blog podem colocar suas opiniões de forma respeitosa e, eventualmente, estabelecer relações com outros aspectos da ciência física e metafísica.

      Em terceiro lugar, saiba que eu possuo um conhecimento científico que me habilita a tecer comentários sobre QUALQUER ramo da Ciência e da História da Ciência e, em particular, da Matemática, minha área de formação. Por essa razão, considero minha presença no blog essencial para melhorar a educação científica de todos.

      Por último, mas não menos importante: quem decide sobre o que deve e o que não deve ser publicado é o dono do blog. Minhas opiniões são apenas isso, opiniões. Embora elas sejam muito bem fundamentadas e abalizadas, eu recomendo: se elas o incomodam, não as leia.

      Espero ter sido claro, não gostaria de ter que voltar a esse assunto novamente.

      Muito obrigado.

      1. Cara, em respeito ao Salvador e aos (bons) leitores desse blog, eu não vou colocar em palavras de baixo calão o asco que sua arrogância me causa.

        Sua petulância em se auto elogiar é nojenta. Chamá-lo de chato é um elogio.

        Um pombo. Nada mais do que isso.

      2. Primeiramente digo a você, Apolinário! Os erros de concordância ou de português, acontecem nos meus comentários após a digitação e publicação, pois somente uso o celular, e é notada depois. Mas isso não tira o mérito do meu comentário. A minha crítica é exatamente em cima do que você acabou de comentar. Alguém com conhecimento profundo da área científica como você, ao comentar o assunto sobre a astronomia, agrega os conceitos da religião. Pois cada um tem a sua crença e deve ser respeitada. Mas misturar isso aos conceitos da ciência é baixar o moral com longas discussões. E, é esse o sentido de ser chato!

      3. Apolinário, peço desculpas se fui mal-educado no passado, agora entendo mais seu lado.
        Seria interessante se você comentasse a respeito do assunto aquecimento global, pois nunca o vi falando a respeito. Com seus conhecimentos científicos seria uma grande contribuição para o debate. Principalmente sobre a polêmica que o Marcos Felício vem causando ultimamente com seus argumentos contrários ao “estabelishment”. Mais ainda, o que acha do Nando Moura, que se diz Cristão e anda propagando essas ideais? Confesso que sou um ignorante no assunto, e gostaria muito de saber sua opinião, pois é realmente difícil saber em quem acreditar hoje em dia…

        1. Era uma provocação, mas o Apolinário fugiu dessa…
          Só tenho a dizer: cristão chinfrim… (ps: sou agnóstico)

  4. Eliomar comenta: Teve um comentarista aqui que não entendeu o meu enfoque, quando falei da inutilidade de se gastar dinheiro com essa tecnologia com o objetivo de ir a Marte. Meu amigo, o exemplo que dei do computador mecânico foi bem claro, aquilo era um beco sem saída, não iria levar a lugar nenhum, abandonaram então aquele caminho e partiram para a eletrônica eles “não” deixaram de gastar com a pesquisa, apenas chegaram a conclusão que aquele caminho era sim inútil para o que eles queriam. No começo do século 20, um pesquisador de foguetes lutou até cansar com a pólvora como propelente, até que desistiu e passou se não me engano para gasolina, houve um salto formidável de eficiência. Na década de 60 eles começaram a estudar meios para viagens interplanetárias, desistiram dos químicos e partiram para iônicos e nucleares, entre esses caminhos tinha um formidável, já considerado viável naquela época, os americanos aceleraram o passo em direção a essa tecnologia, o negócio era tão promissor que já se falava entre engenheiros e pesquisadores que eles, os veículos com essa tecnologia, seriam os transatlânticos do futuro, capazes de transportar centenas de milhares de pessoas de um mundo a outro. A viagem a Marte duraria só algumas semanas. Fissão ou fusão por impulsos, detonação de bombas nucleares na traseira da toda-poderosa ÓRION, a super nave interplanetária que a Nasa estava estudando. De repente tudo foi pro espaço, USA e URSS assinaram um tratado proibindo detonações nucleares no espaço. Uma pena que um meio tão bacana de se usar bombas atômicas tenha sido abandonado, poderíamos já está viajando rotineiramente para Marte e quem sabe fazendo turismo em Saturno.

  5. Um pouco de fantasia:
    Imagine que a Terra estivesse, na realidade, no sistema Trappist 1. Com exatamente o mesmo desenvolvimento civilizatório e tecnológico que temos hoje.
    Em que ponto estaríamos em termos de conquista espacial, já que os planetas estão muito mais próximos uns dos outros?
    Será que já estaríamos estabelecendo colônias em outros planetas ou respectivos satélites?

    1. Agora imagine que uma civilização tenha pelo menos 10 milhões de anos à nossa frente? Você acha que toda civilização estaria no atraso tecnológico que nós estamos?

  6. Este tal de Elon Musk, começou a dar uma derrapada no seu planejamento. Ainda há pouco estava recrutando um a quantidade industrial de pessoas para seus voos e formação de uma vilinha em Marte. Da forma que ele falava, a viagem para Marte parecia mais simples que pegar um ônibus Penha-Lapa.Se bem me lembro tinham mais de cem mil pessoas inscritas para a seleção. Depois da seleção prévia ainda tinha uma boa quantidade. Parece que existia até uma braziliana do Acre que foi aprovada e andou dando entrevista por aí. E agora ele deu uma disfarçada postergando o projeto e diminuindo seu tamanho com redimensionando. Estamos aguardando este recalculo como o Salvador bem disse aqui. Também na área de carros ele está um fracasso. O coitado do Nikola Tesla deve ter perdido o sono no túmulo. A Tesla veículos tem uma carteira de quinhentos mil veículos e fabrica só trinta por mês. Neste ritmo ele demorará milênios para atender toda esta carteira. Até o lá o motor elétrico já terá saído de moda e será substituído pelo afamado motor de Táquion que através campos taquiônicos atingirão velocidades indescritíveis deixando assim motor elétrico obsoleto. Por enquanto só emplacou com os foguetes reutilizáveis e olha lá. Vou ficar de olho nele. E mais uma vez parabéns Salvador. Vi muita gente tratando a viagem a Marte como algo consumado e feito com tranquilidade . Seu Post traz a galera para a realidade que é espinhosa e coloca os pingos nos is. Pode não faltar tecnologia mas a grana ainda não dá. Fico pensando como calcular o retorno sobre investimento de um colônia em Marte.

    1. Você está confundindo o truque midiático da Mars One (que só ia usar tecnologia da SpaceX) com o plano do Musk, que não envolve recrutar ninguém. Vai quem quer, pagando a passagem. rs

      E também não sou tão pessimista com relação à Tesla, não. Até agora, eles não precisavam fabricar carros em massa, porque só produziam veículos de luxo. Agora a coisa muda de figura. Se em dois anos a Tesla não estiver vendendo carros feito a Apple vende celulares, aí você pode estar certo. Mas é cedo para dizer. Ao menos nas projeções, tudo anda de acordo com o planejamento.

  7. Caro Salvador, observo que existe um grande esforço na aceleração das naves para reduzir o tempo de viagem no espaço. Mas nunca vi nada a respeito dos métodos de desaceleração quando da chegada ao destino. Pergunto: como se reduz a velocidade?

    1. Se acelerar demais, não há como desacelerar. Por isso justamente o tempo de viagem é sempre maior em missões orbitais do que em flybys. (Compare o tempo que levou para a Cassini chegar a Saturno e o tempo que a New Horizons levou para cruzar a órbita de Saturno rumo a Plutão.)

    1. Temos. O que não temos é a grana. Precisamos melhorar a tecnologia para ela ficar mais barata.

      1. Temos condição de impedir a radicação solar por esse tempo todo? Também o problema da falta de gravidade nos músculos e ossos. Não são impedimentos técnicos, só estruturais?

        1. A radiação solar, se não houver uma tempestade solar no meio do caminho, não seria problema. Falta de gravidade é um problema para missões longas, mas manejável para ir a Marte, como expedições à estação espacial já mostraram. O que falta mesmo é a grana para ir, garantindo uma boa margem de segurança para a volta.

  8. Elon Musk é um desbravador, seja realizando ou lançando desafios e ideias, só por isto merece admiração e respeito. Não sei quando, mas seus planos e ideias algum dia se tornarão realidade, por meio dele ou por iniciativa de outras pessoas ou organizações, a ida a marte se tornará realidade nos próximos vinte anos, já quanto à colonização provavelmente será mais demorada, custosa e problemática.

    Mas a história humana não nos permite pensar que vamos ficar estacionados aqui na terra para sempre, como disse alguém ai, a aventura iniciada na África não parou jamais, e, de embarcações/navios ou em aviões super modernos o mundo hoje é global.

  9. OK, o que poderia fazer um humano em Marte daqui a 30 anos que não poderia fazer um robô? Tirar uma foto com o aifoun35! já que o robô provavelmente vai continuar com uma camera com definição infra-analógica como as que estão voando pelo sistema solar hj em dia, que enviam fotos que parecem do arizona, passadas por aquele filtro envelhecedor do insgratam…

    Humanos na superficie de Marte… se até 2030 botam um pé la Lua outra vez então falamos a respeito, mas sem envolver o século 21 na conversa.

  10. Devido a fortuna envolvida não creio que conseguiremos chegar tão cedo lá (nos próximos 40 ou 50 anos). Sem contar que num primeiro lançamento pode dar tudo errado. Mas…. a intenção de ir pode nos trazer muitas tecnologias novas.

  11. Vênus é muito mais interessante do que Marte. E por quê? Porque lá existe vida abundante. Defendo a ideia que a temperatura de sua superfície fica por volta de 25° C. Penso que foi um grande equívoco a ciência afirmar que a temperatura média de Vênus é de 470°C já que foi feita via indireta por radar e assim não dá para precisar se os resultados colhidos foi da superfície ou do topo de suas nuvens. A UA (unidade astronômica) de Vênus é 0,7 e assim não pode ter uma temperatura tão diferente da da Terra; mas o fundamental aí é que 70% da irradiação solar é imediatamente refletida de volta para o espaço devido as nuvens cobrirem toda sua superfície enquanto nossa Terra reflete metade disso.

    1. Eu defendo a ideia de mandar você até a superfície com um termômetro. Hehehe. Brincadeirinha. 😛

    2. incrível que existem algumas idéias pra terraformar Vênus também, quem sabe teremos tecnologia daqui alguns milhões de anos

      1. As ideias em circulação não tinham em conta a alta densidade atmosférica. Hoje em dia, não vejo como terraformar Vênus. Mas, claro, se você tiver um paper recente para me apontar, adoraria ler. 😉

        1. O raio médio da superfície de Vênus é 6.052 km se, por exemplo, as muitas formações vulcânicas em domos-panquecas descobertas pela Magellan estiverem abaixo disso pode sugerir que estão em fundos oceânicos. Da mesma forma se os “espetaculares canais” cujo maior tem a extensão do Nilo estiverem acima desse raio médio podem se tratar de leitos de rios além do que lavas vulcânicas devido à viscosidade não possuem capacidade de “cavarem canais” tão extensos. Verificou-se também uma grande reflexão de irradiação nos cumes dos montes mais altos o que também pode sugerir que seja neve e gelo. Se se calcular os percentuais de reflexão da irradiação no topo das nuvens, 70%, e absorção 30% mais a distância do Sol que coloca Vênus ainda na “zona habitável” do sistema solar se verificará ser absolutamente impossível seu efeito estufa alcançar infernais 470°C de temperatura média em sua superfície. Penso que a tecnologia que se utilizou para auferir, por via indireta, a temperatura superficial de Vênus só funcionaria se sua atmosfera fosse muito rarefeita o que naturalmente não é esse o caso por isso suponho que os resultados colhidos representam apenas uns 5% da superfície mas 95% de sua atmosfera. Vênus e Terra que muitos consideram planetas gêmeos do sistema solar creio que na realidade sejam “gêmeos vivos” que tiveram desenvolvimento simultâneos, geológico, da fauna e flora.

          1. Não tem o menor cabimento isso. A temperatura elevada não tem mistério com uma atmosfera 90 vezes mais densa que a da Terra. E para você ter uma ideia de que não é uma ilusão, as sondas soviéticas que conseguiram pousar lá faziam a primeira fase da descida de para-quedas e depois simplesmente desciam em queda livre. Elas *caíam* em Vênus! E a descida era lenta por causa da densidade atmosférica brutal. De certa maneira, é mesmo como estar no fundo de um oceano. A pressão atmosférica na superfície de Vênus é a mesma que estar sobre uma imensa coluna de água. Mas não tem água lá. A essa temperatura, água evapora, e aí o H se perde no espaço. Sabemos que Vênus já teve muita água justamente pela fuga do H (sobra proporcionalmente mais D, deutério, que é hidrogênio com um nêutron no núcleo, e a atual proporção, medida por exemplo no ácido sulfúrico de Vênus, HCl, mostra que rolou fuga brutal de H no passado, que provavelmente estava em forma de água).

          2. Há poucos anos um renomado cientista russo analisando imagens de uma das últimas Venera afirmou ter constatado a presença de um animal em formato de escorpião. Embora a qualidade da imagem deixa a desejar acho bem possível que ele esteja certo em sua afirmação. Em “geologia de Vênus” na Wikipidia numa imagem, aparentemente, um rio na junção com um afluente aparece um “quadrado”, com 5 km de cada lado – canais artificiais? – alinhado nos pontos cardeais e com um “chanfro” na ponta noroeste. Isso me sugeriu possibilidade de obra humana. Acho que quem sabe fazer a leitura altimétrica das imagens da Magellan poderá responder se os “canais extensos” estão em terras acima do nível médio da superfície e se as formações vulcânicas em domos-panquecas estão abaixo desse nível. Caso assim seja penso que pode esclarecer muita coisa. A questão da pressão atmosférica 90 vezes maior do que a da Terra, a meu ver, não explica a “altíssima” temperatura da superfície simplesmente porque a irradiação que Vênus absorve é de “apenas 30%” durante o dia. Também o fato dela ser tão densa dificulta a absorção e por outro lado à noite, mesmo nessas condições, talvez 1/3 do que foi absorvido é devolvido para o espaço. A outra questão é que penso que os ventos de 400 km/h no teto das nuvens pode também ter a função de delimitar sua zona de alta pressão aliviando-a drasticamente até a superfície. O albedo da Terra é 35% e sua absorção é 65% enquanto à noite 2/3 da irradiação que foi absorvida retorna para o espaço. Mesmo considerando que Vênus está 30% mais próximo do Sol do que a Terra e seu efeito estufa seja bem mais acentuado de forma nenhuma é suficiente para explicar os “470°C”. Só Mercúrio que está muito mais próximo do Sol pode alcançar 430°C numa incidência solar direta, momentânea e com área delimitada. Vênus teria que estar até mais próximo do Sol do que Mercúrio e absorver 100% da irradiação solar. Eu estou convencido que a questão da temperatura de Vênus tem que ser revisada e se for “bem revisada” se constatará o colossal equívoco.

          3. O cara deve ter tomado vodka com gasolina. Eu me lembro da história na época, e era sem pé nem cabeça. Pegava artefato de processamento da imagem e dizia que eram animais. Não faz o menor sentido.

          4. Ainda fantasiando, não haveria jeito de mandar 99% dessa atmosfera venusiana pro espaço (literalmente)? Não com a tecnologia atual, claro, mas com algo a ser desenvolvido pra esse fim?

          5. Por que será que os soviéticos desistiram de disputar com os americanos a corrida à Lua? Porque perceberam que nada de útil tinha lá e concentraram seus esforços em confirmar o que não poucos suspeitavam em relação a Vênus: além de áreas desérticas lá existe oceanos, florestas, vida animal e … seres humanos! Mas houve um porém, em vinte anos do programa Venera das quinze naves só duas ou três conseguiram por reduzido tempo enviar algumas imagens coincidentemente de áreas desérticas. A desqualificação que alguns fizeram na época do trabalho do renomado cientista russo me parece semelhante à daqueles que desqualificavam o “Santo Sudário” como uma farsa e que hoje é tido por quase todos como autêntico. A única maneira de se constatar se de fato em Vênus existe vida é reunir esforços conjuntos num novo programa de sondas que possam pousar com segurança na superfície de Vênus e sondá-lo não por poucos minutos mas por meses e anos. Faz mais de trinta anos que isso foi interrompido. Me parece que a Nasa nem tentou isso por duas razões principais: primeiro gastou-se uma enorme fortuna para algo sem uso prático que foi a “conquista da Lua” e segundo o gasto de um programa de exploração de Vênus por sondas semelhantes às Venera seria igualmente muito caro e talvez também com resultado insatisfatório. Hoje com a tecnologia tão mais desenvolvida e a possibilidade de trabalho conjunto de muitas agências espaciais as chances de sucesso seriam muito maiores.

          6. Porque perderam. Essa é a resposta certa à sua pergunta. Segundo lugar não ganhava medalha naquela época, porque, para as superpotências, segundo era igual a último.

          7. Para ter uma ideia aproximada da real temperatura de Vênus tem que se comparar seu albedo 0,7com o da Terra 0,35; considerar que Vênus reteria 2/3 da radiação absorvida e a Terra 1/3 e tira-se a média dia/noite acrescentando-se 30% para Vênus por conta de sua maior proximidade do Sol. Encontrei o número 32 para Vênus e 43 para Terra que me indicaria que embora Vênus esteja mais próximo do Sol ele reteria 25% menos irradiação. Por fim acrescentei 50% para Vênus pelo efeito estufa maior e menos 30% para Terra devido ao gelo nos polos. O número 32 sobe para 48 e divide-se por 2 = 24°C e esta seria a temperatura média de Vênus.

          8. Cara, você ainda tá nessa. A temperatura de Vênus é de 460 graus Celsius na superfície, com uma pressão atmosférica de 90 atm. É isso. Não gostou? Chora mais. Pergunta pros soviéticos que desceram lá. Vê o que eles dizem. Até o maluco do escorpião alien vai te dizer que a temperatura é essa. Vira o disco, meu.

  12. Alguém já fez os cálculos para comparar os custos de uma eventual ida à Marte com os da ida à Lua nos anos 60? De lá pra cá, o gasto para ir ao espaço deve ter caído um pouco, ou não? Dai a pergunta, ir à Marte hoje vai ser muito mais caro do que foi ir à Lua há 50 anos?

    1. Tudo depende da arquitetura. Mas uma viagem a Marte é muito mais complexa do que uma à Lua, porque os astronautas precisam de mais espaço para viajar meses e meses no espaço. Até a Lua, eram só 3,5 dias de viagem na ida, e o mesmo na volta. Talvez uma coisa (a redução de custos) compense a outra (o aumento de complexidade), e o custo seja comparável. Musk está apostando em dar um pulo do gato, fazendo um modelo similar ao da Apollo, de lançamento de tudo de uma vez para a viagem, mas com uma espaçonave e um foguete gigantescos, muito maiores do que o Saturn V. Se vai funcionar, ninguém sabe. Ninguém ousou fazer isso antes.

  13. Pois é, quem viver verá…
    Ou melhor, não verá nada, contentem-se com os apps de pedir pizza que já tá de bom tamanho para os grandes desbravadores tecnológicos do novo milênio. Até que nasça um outro Newton, Darwin, Faraday… Ou menos, quem sabe os engenheiros que construíram a ponte do Brooklin no antigo século 19.
    Vamos esperar.

    Sérgio

    1. Viu, salvador, a quem eles recorrem?, eu estava mentindo?, e a culpa esta `tua`,voce pode me moderar , quantas vezes vc quizer, e alegar qualquer retorica filosofica, nao adianta ,a verdade sempre vem a tona, ate quando voce vai mentir pra si mesmo?

  14. Eliomar comenta: Pessoal, devagar com o andor, a tecnologia é de barro, não vale a pena gastar dinheiro inutilmente com isto. Estou esperando alguma tecnologia disruptiva que final mente vai resolver isto, já falei aqui do supercomputador mark dos anos 40, ele era imenso, mas sua tecnologia era mecânica, era uma forçação de barra maciça, de repente passaram para a eletrônica com o eniac que apesar de usar válvulas superou o mark por um fator de 1000 vezes, isso só para começar, depois vieram os transistores e por fim os poderosos chips. Estou esperando alguma coisa nesse sentido, motor iônico, atômico, elétrico, lasers, ou algo totalmente inesperado, quem sabe, até uma propulsão química revolucionária. E para dourar a pílula, supermateriais leves e super resistentes, quem sabe, um grafeno viável ou alguma coisa parecida.

    1. Se não gastar dinheiro com um objetivo claro, nunca teremos nada revolucionário… nada de motor iônico, laser ou “químico revolucionário”, e nada também de grafeno ou algo parecido.

      O dinheiro gasto não é inútil, é fazendo que se encontra soluções. Os computadores só evoluíram pq gastaram muito dinheiro e tempo para chegar a algo revolucionário. Ter idéias e por em pratica custa dinheiro.

      Ficar sentado e esperar que algo aconteça não leva a nada, não revoluciona nada.

  15. Colonizar para destruir mais um planeta.

    A Terra é extremamente favorável se cuidarmos do solo e do cuidado mútuo entre as pessoas.

    Americanos e similares gostam de colonizar, onde quer que seja.

    A tecnologia necessária para Marte também não está disponível!

    1. Todos os humanos gostam de colonizar. Os ancestrais dos índios vieram da Ásia. E os primeiros asiáticos e europeus vieram da África. Somos colonizadores, por definição.

    1. O cara ficou rico criando o PayPal, tem duas das empresas mais valiosas do mundo (Tesla e SpaceX), é pioneiro na exploração espacial privada e você não crê nele. Posso imaginar em quem você crê.

      1. O fato dele ter criado o PayPal, SpaceX e ser dono da Tesla não significa que ele terá sucesso em sua missão à Marte, ou mesmo dinheiro suficiente para tocar o projeto.
        Essa historia para mim é puro marketing.

        Outra, a imaginação é sua meu caro, você pode pensar o que quiser, mas isto não significa que estará certo!

        1. Claro que não. Sucessos passados não garantem o futuro.
          Mas o ponto principal é: Elon Musk já mudou a história da exploração espacial, com sua ação disruptiva sobre o mercado de foguetes. O Falcon 9 era a carona mais barata para o espaço — mais barata até que os chineses, com seus salarinhos — mesmo antes de ser reutilizável. Com reutilização, tende a reduzir o custo de acesso ao espaço de forma ainda mais brutal. E, com a ação disruptiva, obrigou os maiores players (ULA, Arianespace) e recém-chegados (Blue Origin) a adotar também reutilização. Ou seja, a tendência é o custo cair mesmo, e cair forte. Só isso já tornou a exploração de Marte mais viável do que qualquer coisa que tenha acontecido antes, inclusive as missões Apollo.
          Se ir a Marte será um desafio, ir à Lua será um passeio no parque na próxima década. E isso, repito, é o que já está desenhado. Não estamos especulando. São fatos que não se pode mudar. Só por isso, ele já tem um nome reservado na história da exploração espacial.
          (E fez o mesmo pelos carros elétricos que fez pelos foguetes, independentemente de a Tesla se tornar a maior fabricante de carros do mundo ou não. Ele colocou todos os outros fabricantes na trilha para os carros elétricos, e legislação já está sendo feita em diversos países para *eliminar* carros a combustão. Elão vai entrar para a história nesse segmento aí tambem. Nada mau, vai? :-P)

          1. Salvador,

            Seu comentário faz entender que eu estou negando todas as conquistas do Elon, o que não é verdade.

            Estou falando de enviar pessoas à Marte, criar uma colônia em Marte, enfim conquistar Marte. Não creio que o Elon terá sucesso em nenhum destes. Mas isto não significa que seus projetos não serão importantes no futuro.

            Outra, a humanidade não irá à Marte em um carro elétrico. :-P)

        2. Lourêncio,

          Você é destes que não tendo o que falar, prefere criticar e diminuir o sucesso alheio. O Elon Musk, como bem disse o Salvador, já tem espaço reservado na história como grande empreendedor e já mudou em definitivo a cara da exploração espacial.

          1. Paulo,

            E você é daqueles que não sabe nem interpretar um texto! Diga-me, onde eu disse que o Elon não tem seu lugar na historia ou que ele não é um grande empreendedor??

            Apenas disse não acreditar no sucesso de sua missão à Marte!
            Isto por causa da complexidade e do alto custo do projeto.

            Espero que tenha entendido, porque aqui é impossível desenhar..

  16. O lançamento no ano que vem de uma nave Dragon com pouso bem sucedido seria uma grande propaganda para todo o projeto de Elon Musk. Mas uma arquitetura menor do plano de colonização em teste real dará mais confiabilidade ao projeto.

  17. Em 2032 será lançada a primeira nave não tripulada por humanos e levará os primeiros equipamentos para a montagem da base dos astronautas.

  18. Salvador, desculpa pela pergunta extra post, mas estava lendo outros posts seus e me veio o seguinte exercício mental:
    Eu quero ir do ponto “A” ao ponto “B” do universo, e começo a minha jornada viajando à velocidade constante da luz (c), lembrando que o universo está em expansão. Como por exemplo, uma formiga andando em uma esteira ergométrica, vamos supor que no início a esteira está se movimentando bem devagar (expansão), então a formiga consegue chegar ao seu destino, mas percorrendo uma distância final maior, do que era o planejado no início da viagem. Porém, a esteira começa a se movimentar cada vez mais rápida, e a formiga continua com sua velocidade constante (c), pode chegar um momento que a formiga continua caminhando, mas sem sair do lugar? E pior, pode chegar o momento que a formiga continua caminhando para frente, mas começa a ir para “trás”? Ou seja, como a expansão do universo está acelerando, vamos chegar num momento que voltaremos ao passado? 0_o

    1. Não voltaremos ao passado, mas certamente nos afastaremos tanto do “outro lado” do Universo que ele está sumindo da nossa vista o tempo todo. Agora, do ponto de vista de todos os lugares a que poderíamos chegar, é como se todos eles estivessem na esteira. Então, para isso, tanto faz a taxa de expansão do Universo, porque nada na esteira realmente se afasta da formiga.

    2. Imagine que a sua esteira rolante é multi-direcional e a coisa é mais ou menos como vc pensou, só que também imagine que o passado já não existe…

      1. E se um gordo qualquer subir na esteira e esmagar a formiga?
        Ou se faltar energia e parar a esteira, a formiga tropeça?

  19. Quer dizer que desistiram de resgatar Mark Watney ?

    Levar pessoas até a órbita, sem planos para pousar, não é assumir riscos demais por benefícios de menos? Certo que foi o que fizeram na Lua, mas ela está exponencialmente mais perto.

    1. É um argumento. Há controvérsias. A Planetary Society, por exemplo, sugere um approach orbitar primeiro. Diz que astronautas poderiam “pilotar” rovers em solo sem delay da órbita de Marte. Só isso já seria um ganho de produtividade grande.

      1. Se o consumo energético permitir, um controle com menos delay até aceitaria uma velocidade maior do rover, desde que as decisões sejam tomadas em órbita.

  20. E se em vez da empresa assumir os custos da empreitada sozinha, ela formasse um “pool” com outras empresas e governos interessados na viagem? Sairia mais barato dividir os custos para cada integrante dele. Aquela corrida espacial da década de 60 só aconteceu porque existia uma disputa ideológica entre capitalistas e comunistas, junto com muito nacionalismo, e nenhum lado toparia fazer uma sociedade para ir à Lua.

    1. Acho que o Musk sabe que tanto faz ir a Marte se for para gastar um caminhão de dinheiro que só o mundo inteiro pode pagar para meia dúzia de astronautas irem. Ele quer uma colônia em Marte, não só pegadas e bandeiras. Para isso, tem de tornar economicamente viável. E o plano precisa refletir isso. A grande novidade que ele promete para a versão 2.0 do plano, agora em setembro, é um jeito de *pagar* a coisa toda.

      1. Não disse que a empreitada seria só para dar um passeio, mas até para estabelecer uma colônia seria menos custoso para todos. Mas ultimamente se descobriram outras limitações do ser humano para viagens espaciais e dificuldades impostas pelo ambiente que vão fazer tudo ficar bem mais difícil, não é? Não descobriram que até o cérebro de quem fica no espaço muito tempo diminui, talvez diminuindo a capacidade cognitiva?

        1. Não, descobriram que há modificações no cérebro. Mas isso para microgravidade. Em Marte há uma gravidade considerável. Não sabemos se há danos estar a uma gravidade de 1/4 da Terra (não sabemos nem com relação à da Lua, que é 1/6) e qualquer problema com radiação pode ser resolvido enterrando os módulos.

          1. -Colonizamos a lua por uma 300 gerações e os indivíduos estarão adaptados!
            -É, aí nem precisa terraforming em Marte pois gerar aquele campo eletromagnético e injetar tanto gás não parece muito viável…
            -Ah, mas põe outras 300 gerações e já teremos uma esfera de dyson.
            -Tá, esfera de dyson com uma massa metálica que requere outra esfera de dyson pra minerar e processar, sem contar a fiação!

            #spacecoloniesnotforthisspecies

      2. 80.000 pessoas em 2040…

        É um gênio, de marketing pelo menos… Mas como é dono da paypal entre outras tem $ sobrando pra gastar em foguetes.

    1. Se puderem tirar alguma vantagem econômica o farão, mas só vamos perceber quando seja tarde demais…

  21. Por mais deslumbrante e apaixonante que seja como aventura da humanidade longe da bolota azul e benéfico para o desenvolvimento tecnológico. Não vejo de imediato nada que nos lance em definitivo em uma corrida para colonização ou mesmo exploração humana do nosso sistema solar. Haverá interesse se as explorações se mostrarem promissoras no sentido comercial. Exploração de jazidas minerais de coisas escassas aqui no planeta Terra, assim acredito que haverá interesse. Do contrário, ficaremos brigando e nos matando por nacos de terra, religião, questões étnicas, ideológicas e comerciais; exatamente como nos últimos 10.000 anos!

  22. Eliomar comenta: Fui criticado aqui quando falei que não acreditava num voo a marte em 2030. Perigoso demais, caro demais, demorado demais, complexo demais, insuficiência tecnológica ou melhor, inexistencia de tecnologia viável para isso. !000 dias para ir e voltar espaço profundo a dentro, com as fragilíssimas tecnologias de hoje ou de 2030? isso não é loucura é piada mesmo!!!

  23. Eu pessoalmente sempre achei que deveríamos primeiro retornar a Lua e estabelecer uma base permanente por lá, talvez no Polo Sul do nosso satélite onde há fortes indícios de agua na forma de gelo que poderia ser transformada em hidrogeno e oxigeno.Com sua baixa gravidade a Lua é o trampolim ideal para a conquista humana do Sistema Solar.

  24. vivendo no País da polêmica…será que o falecido e grande gênio “diretor da Nasa nas décadas de 60 e 70” Stanley kubrick, ajudaria os gringos com essa empreitada até marte ?…certamente, no mínimo, ele teria um papel relevante no marketing da agencia ou para nosso querido bilionário na spaceX

    1. Stanley Kubrick já morreu. Mas tem um cara que finge ser ele no YouTube e até grava entrevistas. Pergunta isso pra ele. 😉

  25. Muito mais prático e econômico seria fazer colônias no fundo oceânico ou a algumas centenas de metros no subsolo, se o objetivo for sobreviver a grandes catástrofes. Depois de algum tempo, conforme a natureza da catástrofe, a superfície do planeta poderia ser novamente habitada

    1. Não faz o menor sentido a sua ideia. É muito mais difícil colonizar o fundo do oceano do que Marte. Luminosidade solar zero, pressão imensa, qualquer brecha causaria falha catastrófica e nem a longo prazo dá para “terraformar” o fundo do oceano. Se é para ficar no fundo do oceano, melhor ficar na superfície da Terra mesmo.

  26. Ou seja, toda essa conversa de viagens à Marte, exploração cósmica e colonização é pura balela para promover as empresas do “gênio” Elon Musk, ajudar a vender suas bugigangas e enganar os incautos que o adoram como se ele fosse uma divindade. Mais uma prova de que a NASA está falida e que a chegada em Marte vai levar mesmo uns 200 anos, na melhor das hipóteses.

    1. Seu raciocínio “Realista” possui uma falha monumental: a SpaceX já realiza lançamentos comerciais de satélites (ou seja, ganha dinheiro com isso), e é a única empresa/agência com foguetes reutilizáveis (mesmo que seja apenas o 1º estágio). Todos os outros lançadores que vendem esse serviço precisam correr atrás para não ficarem obsoletos.

      Se isso aqui fosse o Facebook, eu te aconselharia “apaga para não passar mais vergonha”, mas aqui não é possível e você se escondeu atrás de um apelido…

    2. E hilariante ver as “musketes” se doendo por causa do macho alfa…
      Mas não há dúvida, o fracasso da viagem à Marte é inevitável.
      Chorem “muskestes”, chorem…

      1. A dor de cotovelo é sua. Musk tá lá, ganhando bilhões e mudando a história da civilização (vide carros elétricos e foguetes reutilizáveis).
        E você, além de sentir inveja, faz o quê da vida?

      2. Ganhando dinheiro? Sim, em cima de otários como vocês.
        Mudando a história da civilização? AhAhAh…só se for para pior…

        1. Ô coitado. É uma dor de cotovelo sem fim. Eu, se fosse você, trocaria o apelido de Realista para Recalcado. 😛

      3. De onde vem essa vontade incontrolável de se colocar de joelhos diante de um farsante?

        Só Freud explica… 😀

        1. Quem será que tem fixação?
          Eu sou pago para vir aqui aprovar comentários. E você, ganha o quê fazendo todas essas alusões? Admiradores secretos? 😛

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