Astronomia: Vida de marciano

Salvador Nogueira

Pesquisador brasileiro passará duas semanas nos EUA vivendo como se estivesse em Marte.

MARTE NA TERRA
Uma viagem tripulada a Marte não deve ocorrer em menos de duas décadas, mas um pesquisador brasileiro já vai ter um gostinho do que é visitar o planeta vermelho em novembro. Ele fará parte de uma tripulação que ocupará por duas semanas a Estação Desértica de Pesquisa de Marte, mantida pela ONG americana Mars Society desde 2001 no deserto de Utah, nos EUA.

PRIMEIRÃO
Julio Rezende, professor do Departamento de Engenharia de Produção da UFRN (Universidade Federal do Rio Grande do Norte), será o primeiro* segundo brasileiro a fazer uma missão por lá. Ele é um dos membros da tripulação 182, que tem, além dele, um grupo de cientistas peruanos.

FALTA D’ÁGUA
Rezende tem um olho em Marte e outro na Terra. Seu foco é o desenvolvimento de habitats que permitam a sobrevivência humana em regiões sob ameaça de escassez hídrica. É um problema que aflige tanto o planeta vermelho como diversas regiões do semiárido brasileiro. Portanto, pesquisar sobre como viver em um dos mundos acaba gerando conhecimentos aplicáveis no outro.

A EXPERIÊNCIA
Entre 4 e 19 de novembro, Rezende viverá como um marciano. Para sair da estação e explorar o terreno local, ele terá de vestir um simulacro de traje espacial. Comerá comida de astronauta e viverá tão isolado quanto as primeiras pessoas em Marte viverão.

Imagem de participante da tripulação 165 na Estação Desértica de Pesquisa de Marte da Mars Society. (Crédito: Mars Society)

HABITAT MARTE
O pesquisador espera que a experiência em Utah também ajude a aperfeiçoar um projeto que ele está tocando no Rio Grande do Norte: a criação da primeira estação de pesquisa marciana no Brasil. Batizada de Habitat Marte, ela ficará dentro do Núcleo de Pesquisa e Engenharia, Ciência e Sustentabilidade do Semiárido, na zona rural da pequena cidade de Caiçara do Rio do Vento.

SÓ O COMEÇO
A primeira missão em solo brasileiro será de 48 horas e ocorrerá nos dias 9 e 10 de dezembro. Um edital ajudará a selecionar a equipe. E os pesquisadores também usarão trajes para explorar os arredores do habitat. Um pedacinho de Marte na Terra, nos ensinando a viver melhor em nosso próprio planeta.

BÔNUS
Não se esqueçam de que a próxima sexta-feira (15) verá o final dramático da missão Cassini, com a espaçonave mergulhando na atmosfera de Saturno após 13 anos de exploração do planeta dos anéis. Confira ao vivo os últimos momentos da sonda, a partir das 8h, na transmissão do Mensageiro Sideral.

*ERREI: Depois da publicação da coluna, fui informado, nos comentários, que houve outro brasileiro, de quem a Mars Society não se lembrou quando consultada, a participar de uma missão em Utah — Antonio Teles, que fez parte da tripulação 144, em 2014. Essa tripulação, por sinal, estava envolvida num processo seletivo para uma missão de um ano no Ártico.

A coluna “Astronomia” é publicada às segundas-feiras, na Folha Ilustrada.

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Comentários

  1. O certo esta fazerem treinamento para hipotermia, tativa de sobrevivencia na selva, em cavernas, uso de lanca chamas, armas de medio porte, e como enfrentar incetos e criaturas gigantes!
    Tipos de comunicacao com ets e aliens,.
    Um bom lugar esta o vale do xingu, podem ter a sorte de um contato imediato de primeiro grau la SE TIVEREM SORTE!

    1. tática!!
      Logo de entrada nas fotos da Rover Opportunity,a minha percepção existe um dorso tombado de lado soterrado no deserto, só com uma das patas laterais para fora !
      enquanto ela fazia a panorâmica do módulo que caiu mais a frente!
      imagino que um Urso Pooh da vida marciana pereceu de hipotermia .

  2. INFORMAÇÃO AOS PALPITEIROS,
    Ofereço um exemplar do último livro do Salvador Nogueira, que comprarei no dia dos autógrafos, como prêmio para quem tiver a opinião mais aproximada do tempo real de sobrevida da sonda Cassini, após o início do mergulho fatal.

    Regras:

    1) Apenas 1 (um) palpite por jogador. Em caso de vários apresentados pelo mesmo palpiteiro, com o próprio “Nick” ou com qualquer outro inventado para este concurso, valerá para efeito do prêmio o que estiver mais “errado”. Rss
    2) Em caso de palpites iguais por mais de um candidato, será considerado como ganhador o que primeiro publicou no Blog o seu chute.
    3) No caso de erros iguais para mais e para menos do tempo considerado correto, será considerado ganhador quem palpitou o erro para menos. Ex… Tempo real “1 minuto e 17 segundos”, Primeiro palpite ganhador “1 minuto e 16 segundos” – Segundo palpite perdedor “1 minuto e 18 segundos”
    4) O premio terá que ser retirado obrigatoriamente pelo próprio ganhador no dia dos autógrafos, em horário a ser marcado, e este ganhador deverá identificar-se devidamente.
    5) Quem já publicou algum ou alguns palpites, antes da postagem desta informação, poderá retificá-los ou cancelá-los até as 23 horas e 59 minutos do dia 14/09/2017.
    6) O julgamento será feito pelo Salvador logo após o término da jornada, (se ele topar!!!).
    7) Se o Salva topar, não poderá haver contestação do resultado, e só haverá ganhador se tanto o resultado final quanto os chutes forem apresentados em minutos e segundo. “X minuto e Y segundos”, contados a partir do instante que o Salvador considerar o início do mergulho.
    8) Se o Salvador não topar ser o arbitro, fica cancelada esta oferta.
    9) Poderei acrescentar novos itens a estas regras, bem como, alterar ou excluir algum dos itens já descritos, até o início da jornada às 8 horas do dia 15/09/2017 e aceito sugestões pertinentes para melhorá-las.

    Se alguém quiser oferecer prêmio de consolação para o segundo e terceiro colocados, que fique a vontade.

    1. Eu topo, claro, com algumas ressalvas. Quem vai dizer quanto tempo a coisa durou é a Nasa, não eu, pobre de mim. E o intervalo deve ser entre a Cassini iniciar o disparo de seus propulsores para compensar o arrasto atmosférico e o contato ser perdido. Para ajudar a calibrar os palpites, a Nasa diz que isso deve acontecer em certa de um minuto.

          1. Com a responsabilidade transferida para a NASA fica fácil comparar os resultados.
            E a propósito, podemos prometer que vai junto um autógrafo do autor do livro?
            Veja bem… Mesmo que o ganhador seja o Apolinário? rss

  3. Salvador, você tem guardado alguma informação bomba, do naipe daquelas que só podem ver a luz do dia depois de um tempo ou quando satisfeitas algumas condições e que deixam jornalistas chateados pela ansiedade?
    Não precisa nem dar dicas sobre sobre o que diz respeito, só diz sim ou não…

  4. Caro Salvador,
    ouro dia escrevi aqui que até gosto de ler sobre opiniões totalmente contrárias à ciência, como o Apolinário. Não para aprender algo com eles, mas por que adoro ciência, de qualquer tipo e acho que para sabermos em que direção ir, temos que conhecer nossos “inimigos”.
    Aturar essa gente que fala sobre Terra plana e teorias conspiratórias sobre o projeto Apollo, faça-me o favor. Sei que você é a favor da liberdade de opinião e deixa passar tudo no blog, mas de uma olhada melhor e analise o tempo e as conversas perdidas com os senhores feudais da atualidade.
    Sou a favor de barrar essa esquizofrenia desenfreada (menos o Gilberto, por que esse é meu ìdolo… kkkkk)
    Forte abraço
    Eduardo

    1. Sei lá. Tenho sempre o medo de moldar o meu mundinho à minha imagem e semelhança — algo que as redes sociais favorecem muito — e perder contato com a realidade.

    2. Gostaria de informar ao ilustre comentador, de nome “eduardo”, que minhas opiniões NÃO são contrárias à Ciência. Tenho sólida formação científica e estou perfeitamente apto a fazer considerações sobre os vários campos do conhecimento.

      Minhas opiniões são fartamente corroboradas por pesquisadores renomados, que estão em plena atividade, e sempre ilustradas com importantes aspectos históricos – muitas vezes esquecidos neste blog.

      Assim, se o colega me considera um “inimigo”, é porque não é capaz de entender minhas considerações. De qualquer modo, aprendi a ser benevolente com aqueles que sabem bem menos do que eu…

      1. Sim, ele é corroborado por pesquisadores medievais, dos quais já se declarou fã aqui diversas vezes. 😛
        E não, você não é inimigo de ninguém — exceto, às vezes, do bom senso. Quer ver? Contaí pra gente o que você achou da condenação do Giordano Bruno pela Inquisição…

        1. O artigo é uma Magnífica exposição de seus delírios

          Narrativas mitológicas influentes, ninguém contesta, porém o que a ciência e pensadores medievais tem a ver com tudo isso?

          Misturando as coisas de novo, novidades? 😛

      2. Apolinário, sou médico, portanto, cientista. Não prático minha ciência baseado em pesquisas medievais. O Eduardo que escrevia aqui no blog antes não sou eu. Tenho formação científica suficiente para conversar sobre qualquer assunto. E NÃO, NÃO sei menos que você. Você seria capaz de conversar alguma coisa sobre medicina comigo?? Acho que não. Vou trocar o adjetivo ” inimigo”, por chato pra cacete…

    3. Já eu gosto que eles existam, porque com as respostas do Salvador e do Eu, sempre aprendo algo “óbvio” que por algum motivo não sabia, hehe.

    4. Num comentário não muito recente, algum leitor, que não lembro agora, também escreveu sobre as relações com Apolinário. Ora, o blog aqui é sobre a ciência, e para o autor discutir sobre ele, precisa responder aquilo que o público quer saber.

      Mas a matéria da ciência está sendo discutida, não com um cientista, astrônomo ou astrofísico, e sim com um jornalista bem versado, e especializado em ciência. Portanto, é mais do que óbvio as relações com com eles, mesmo sendo conspiradores de qualquer natureza.

      Naquele comentário fiz uma dura crítica, dizendo ao Apolinário que estava tirando sono do Salvador, entre outras coisas, que não vou ficar repetindo novamenre aqui.

      Diz ele que, se não gostasse do comentário, que não leia. Não existe uma crítica sem ter lido um comentário. Então, as opiniões dos leitores são pertinentes ao chamado blog.

      Eu, normalmente dentro do meu perfil, não faço pergunta a ninguém, somente faço comentário. E, quando aparece um sujeito desse com num contexto inquisitório, repudio com veemência.

  5. Olá, Salvador! Sou Sebastião Alves Dias, pesquisador do CBPF e amigo de Antonio de Morais Mendonça Teles, que pesquisa Astrobiologia e participou da tripulação 144 do mesmo projeto que você menciona. Assim, o Professor Julio não é o primeiro brasileiro a estar na Estação Desértica de Pesquisa de Marte, em Utah, como você afirmou. Para maiores detalhes, dê uma olhada em:

    https://sites.google.com/a/marssociety.org/mdrs2013/home/crew-144

    De qualquer forma, toda a força para o Prof. Julio, o qual, como Antônio, faz um trabalho excelente representando o Brasil nessa área.

    Posso colocá-lo em contato com Antônio, caso queira. Pode me contatar pelo e-mail que estou deixando no cadastro.

    Um abraço!

    Sebastião

    1. Opa, valeu, Prof. Sebastião. Nem eu, nem o Julio sabiam da participação do Antonio Teles, mas legal saber! Vou corrigir o texto!
      Abraço!

  6. Esperando o dia em que alguma sonda de qualquer país fotografe a bandeira dos Estados Unidos fincada na Lua.

      1. Legal que na “foto” a sombra tá pra esqeurda e no resto da foto as sombras tão pra direita. seems legit.

        1. É claro, né? Você queria que a sonda tirasse a foto na mesma hora do dia lunar em que os caras da Apollo 16 tiraram a foto na Lua? Ou você, bonitão, nunca reparou que o Sol muda de lugar ao longo do dia e com ele a sombra também muda?

          Tem coisa que me deixa tão nervoso, cara. Porque, na boa, ou é má-fé ou é burrice das coisas mais elementares. Sabe primeira série, que o pessoal aprende dia e noite? Então…

          1. Olha, eu não estou de má-fé e (acho que) não sou burro, mas ou eu não entendi a foto, ou o cara parece ter razão nessa…. a sombra de todos os morros fica pra direita e a dos módulos e da bandeira pra esquerda… é uma composição de fotos, ou algum outro fator que eu não entendi?

            Longe de mim apimentar a discussão anticientífica, é porque acho que não entendi a foto mesmo.

          2. Perna, não me deprima, pelamor. Na foto 1, feita em órbita, não vemos morros. Vemos crateras. Claro que crateras e morros, vistos de cima, parecem iguais, salvo pela sombra que projetam. Enquanto um monte projetaria uma sombra para fora, na direção da sombra da bandeira etc., uma cratera projetaria uma sombra dentro, ladeando o lado oposto o das sombras na superfície — exatamente como vemos na foto.

        2. Altair Souza para que tá feio. Ia falar pra apagar que dá tempo, mas não dá mais não. Tá todo mundo vendo as merdas que você escreve.

      2. a outra foto a bandeira tremula furiosamente com o vento lunar….. o mastro da bandeira tem duas sombras divergentes porque tem duas fontes luminosas ! O Sol e o farol da nave! e o astonauta esta em cima do morrinho, nem parece montagem! Ah e a parte da nave onde o Sol nao bate está iluminada porque……porque…..é …. ahn….. ora, vá estudar!

        1. a outra foto a bandeira tremula furiosamente com o vento lunar…..

          E você consegue ver movimento em uma foto? Tá certo, veio do universo do Harry Potter?

          o mastro da bandeira tem duas sombras divergentes porque tem duas fontes luminosas !

          Não, não tem. Só há uma sombra do mastro e da bandeira mais pra frente.

          O Sol e o farol da nave!

          Farol da nave? Qual nave?

          e o astonauta esta em cima do morrinho, nem parece montagem!

          O que é um “astonauta”? E ele não está em cima do morrinho, ele está SALTANDO.

          Ah e a parte da nave onde o Sol nao bate está iluminada porque……porque…..é …. ahn….. ora, vá estudar!

          Porque a superfície da Lua reflete a luz do Sol. Se você tivesse estudado, saberia.

          http://i.imgur.com/Zy5lZil.jpg

          1. O cara não entendeu que a bandeira a ser fincada na Lua foi feita enrugada, para parecer mais como uma bandeira tremulando, não um cartaz. O efeito dos idealizadores da bandeira acabou por incentivar energúmenos a dizerem que havia vento no local da descida e os ajuda a entender tudo de forma distorcida. Uma pena!

            Na época não houve essa dúvida, pois isso foi explicado a todos pela imprensa e TV. As gerações seguintes é que criaram essa fábula.

          2. Não percam o tempo de vcs explicando isso, a maioria do pessoal que visita o blog, já tem o mínimo de conhecimento, que o Salvador e alguns dos amigos do blog já cansaram de explicar e exemplificar.
            Chega.

        2. Eu acho assim: se você quer denunciar uma suposta conspiração governamental de meio século de vida, você precisa PELO MENOS prestar atenção antes de escrever qualquer coisa.

          Porque, primeiro, é uma foto, não é um GIF animado. Nem que bandeira estivesse mesmo tremulando (não está) você não poderia ver isso por uma foto.

          Segundo, a haste da bandeira tem uma sombra só. A outra sombra que você não sabe identificar, porque não prestou atenção, pertence a um objeto na cena que está flutuando no vácuo.

          Manja aquele astronauta composto de forma malfeita em cima do morrinho? NÃO, meu caro Mr. Magoo, ele não está composto de forma malfeita em cima do morrinho. Ele está SALTANDO na foto, prestando continência à bandeira de uma maneira (e de uma altura) que só na Lua se poderia fazer. E ele é o dono da segunda sombra que você atribuiu à bandeira. Repare.

          Por fim, é possível ver o lado sombreado do módulo lunar por causa de fontes secundárias de luz. Embora a luz direta do Sol não esteja batendo lá, a luz refletida pelo solo adjacente está! É mais ou menos como sair sob a luz do luar aqui na Terra durante a noite, sem nenhuma outra fonte de iluminação. Por que a escuridão não é um breu total, se o Sol não está em parte alguma para iluminar nada e também não há outra fonte de iluminação? É a luz solar REFLETIDA pela Lua sobre a Terra que está iluminando o cenário! Agora, se a uma distância de 384 mil km o solo lunar consegue refletir luz solar suficiente para iluminar o seu “banho de lua”, imagine lá mesmo, com o solo cobrindo praticamente metade do seu campo de visão para todos os lados, refletindo a luz solar para todos os lados?

          Enfim, a sua dica final é boa. Estudar é sempre uma boa pedida. E nunca é tarde, viu? 😉

          1. “e o cordão dos puxa saco / cada vez aumenta mais”
            kkkkkkkk
            quando o dono do blog precisa usar um fake pr dar apoio pra ele mesmo é porque a crise ta feia mermão

          2. É, é verdade. Eu preciso de fakes. Você é um fake. Eu sou você. Eu publiquei essas asneiras com o seu nome só para poder discutir comigo mesmo e movimentar o post, que estava devagar. Desculpa se te fiz parecer um idiota completo, mas foi por uma boa causa. 😉

          3. GANHEI A APOSTA!

            AHHAHAHAAHHAHAHAAHHAHAHAAHHAHAHA
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            AHHAHAHAAHHAHAHAAHHAHAHA
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            AHHAHAHAAHHAHAHAAHHAHAHA
            AHHAHAHAAHHAHAHAAHHAHAHAAHHAHAHAAHHAHAHA

          1. Pois é. Nunca vi uma bandeira tremular feito uma estátua, como esta.
            E foi ótimo você trazer esse vídeo. Porque as pessoas acham que a Nasa foi lá e fez meia dúzia de imagens de uma missão, perdeu uma gravação e pronto, tudo sumiu.
            Não é assim. Tem TONELADAS de vídeos e imagens de TODAS AS MISSÕES, inclusive retratando os mesmos momentos de ângulos diferentes. Então, se alguém quer questionar, não basta pegar duas imagens, não reparar que o cara está pulando e dizer que a bandeira está tremulando e tem duas sombras. Tem que olhar TODAS AS GRAVAÇÕES, TODAS AS TRANSCRIÇÕES, estudar o troço a fundo e AÍ SIM, se achar alguma coisa errada, reportar. Boa sorte nisso. Muitos tentaram e falharam. Porque as supostas “incongruências” só existem quando você tira uma foto ou um frame de vídeo de fora do contexto de onde ele foi produzido. Com todo o material à disposição, tudo fica muito claro rapidamente (qual sombra é de quem, é cratera ou é morro etc.).
            Mas, claro, o mais divertido é passar a vida sem ler um único livro e vir na internet cagar asneira, né?

          2. Pois é, Salva. Lembrei daquele idiota que falou que o horizonte estava muito próximo, aí foi só achar outra foto do mesmo local, só que de um ângulo diferente para ver que era a borda de uma cratera, e que o horizonte real estava a km de distância.

            É fácil ser idiota. Não dá trabalho, não precisa estudar, basta existir e comentar merdas nos blogs alheios.

          3. E você quer valer quanto que agora que os argumentos acabaram, o idiota vai começar a falar que eu e você somos a mesma pessoa, ou que eu me “escondo atrás do anonimato” ou qualquer desculpa para mudar de assunto e disfarçar a ignorância?

        3. Bom senso, te apresento o Altair… volta aqui menino!
          Inteligência, te apresento o Altair… ops, Altair! Volta aqui! Não é pq vc não tem, que tem de fugir da inteligência, não me faz passar vergonha.
          Cultura, te apresento o Altair… sim Altair, é a mesma que estava lá na escola, mas vc preferiu não ir lá.
          Altair, Altair… toma juízo!

        4. Altair Souza, eu só tenho uma coisa a dizer depois dos comentários do Salvador e do Eu: Toooooma!!!

  7. A exploração espacial bem feita custa um enésimo do total de custos militares planetários e entregam tecnologia de ponta que ajudam e muito a nossa vivência aqui neste ponto azul do espaço.

    Claro que temos muito a melhorar, começando por tratar melhor esta nossa casa. Mas só sobreviveremos enquanto espécie se cuidarmos melhor da nossa casa E conhecermos outras casas, outros planetas, novas vidas, novas civilizações.

    O que me preocupa é que vemos claramente duas “humanidades” quando o assunto é exploração espacial: os que têm consciência de sua importância e os que vomitam pré-conceitos e pós-verdades, com senso crítico nulo e ignorância cavalar. Mal sabem eles que a qualidade de vida que têm hoje é em parte significativa por causa da exploração espacial que tanto desdenham. Educação de péssima qualidade dá nisso.

    1. Ah, se pelo menos essas pessoas tivessem ideia da imensa variedade de invenções que antes eram restritas à exploração espacial e depois foram adaptadas a outras áreas e ao nosso cotidiano, elas não estariam falando essas sandices.

  8. Sei como eh….. em 1969 fizeram algo parecido e botaram 3 mané pra fingir que estavam na Lua. E até hoje tem um montão de abobado qie acredita.

        1. Agora falando sério, de todas as provas elencadas, Salva, acho que a mais definitiva é que a URSS acompanhou tudo e confirmou, em plena guerra fria.

          Menção honrosa para o fato de os astronautas americanos terem homenageado um astronauta russo que morreu em um acidente durante a corrida espacial, e para o fato de a URSS ter fornecido à NASA todos os dados e coordenadas de uma sonda russa que estava em órbita lunar, pra evitar qualquer acidente.

          1. Pois é. O problema é que a gente, em algum momento dos anos 2000, achou que as novas tecnologias iam disseminar conhecimento e resolver (ou pelo menos mitigar) nossas mazelas educacionais, resolvendo essas bobeiras de teoria da conspiração. E, no final, o que descobrimos é que desinformação viraliza com mais facilidade, tornando o abismo entre educados e deseducados ainda maior do que era.

          2. Ainda tem as sonda chinesas e acho que as indianas é isso né Salva, fora os internos deixados lá para teste na terra, na qual é possível determinar a distância terra lua.
            Bom acho que chega né.

    1. Pô, Altair, você está tão desinformado e desatualizado! Com certeza você é um daqueles idiotas que acham que a Apollo 11 levou um rover, e que alguém filmou o pouso e a decolagem, e que a bandeira se mexe com o vento. Tadinho. Sugiro que largue a internet um pouco e vá fazer algo de útil, tipo capinar um terreno, lavar uma pia de louça suja ou levantar uma parede de tijolos. 😉

  9. Salva, agora no tópico mesmo, acho que já temos todas as tecnologias necessárias, os únicos problemas que vejo são a logística de suprimentos e de como um punhado de gente vai se aguentar na viagem numa nave que não vai ter um quinto do tamanho da ISS… Os custos são outra história…..

    1. Eu acho que uma viagem a Marte seria tão empolgante que a galera ia aguentar de boa. E o custo, estamos esperando o Sr. Musk resolver este problema. rs

  10. PARABÉNS AO PESQUISADOR. QUEM DERA TIVÉSSEMOS MUITOS DESSES PRA SAÍRMOS DO ATRASO.
    HELIO, DEIXA DE SER MANÉ!

  11. O custeio da missão no Mars Desert Research Station será realizado com recursos próprios do pesquisador. Quanto à importância estratégica, debates recentes têm observado como pesquisas desenvolvidas com o propósito de imaginar habitats em Marte poderiam ser replicadas para a criação de soluções que sejam operacionalizadas em regiões áridas e semiáridas.
    Verifica-se a temática de diálogo das tecnologias aeroespaciais com o desenvolvimento humano como de grande relevância estratégica, à medida que apresenta-se como de interface com os Objetivo do Desenvolvimento Sustentável (ODS). Trata-se de também de um modo de se fazer perceber da importância dos investimentos estratégicos em ciência, tecnologia e inovação por parte dos países, via políticas públicas.
    Os referidos debates têm sido empreendidos por organizações como a United Nations Office for Outer Space Affairs (UNOOSA), agência da ONU, e por governos nacionais, como através da organização German Federal Ministry for Economic Affairs and Energy (BMWi) no encontro United Nations/Germany International Conference on International Cooperation Towards Low-Emission and Resilient Societies que acontece em Bonn no período de 22 a 24 de novembro de 2017. Mais informações sobre o referido evento podem ser encontradas em: http://www.un-spider.org/news-and-events/events/united-nationsgermany-international-conference-international-cooperation.
    A temática tem sido reiteradamente debatida recentemente, conforme pode ser observado em evento ocorrido em 2016 em Teerã de 5 a 9 de novembro, durante a United Nations/Islamic Republic of Iran Workshop on the Use of Space Technology for Dust Storm and Drought Monitoring in the Middle East Region. O evento foi organizado pela United Nations Office for Outer Space Affairs
e o governo do Irã. Isso mostra que a temática tem sido observada como estratégica por alguns governos nacionais que procuram perceber quais medidas mitigadoras podem ser desenvolvidas para o enfrentamento de possíveis ameaças à segurança humana advindas de ameaças climáticas, com destaque à seca e a escassez hídrica.
    Tais debates são também de profunda interface com instituições de geração de conhecimento, de modo especial as instituições de ensino e pesquisa que são desafiadas a pensar soluções em sustentabilidade ambiental, social e econômica.
    Nota-se que a temática é também do interesse de empreendedores que observem nas temáticas em questão oportunidades de criação de empresas inovadoras que atuem nesse segmento gerando empregos, riqueza e progresso. O tema aeroespacial é fundamental no despertar de jovens empreendedores saídos das universidades que se inspirem a desenvolver vocações tecnológicas e empreendedoras.
    Desse modo, as temáticas relacionadas ao desenvolvimento dos habitats humanos colaboram na estruturação do que é compreendido como Sistemas Locais de Inovação nos quais se consiga interconectar governos, universidades e empresas, arranjo esse compreendido como Hélice Tripla.
    Habitats humanos, em especial habitats análogos à Marte, tratam-se de um esforço de conscientizar que muitas tecnologias e pesquisas aeroespaciais possuem um impacto prático no cotidiano e no contexto do enfrentamento de questões como Mudança Climática e seus impactos no asseveramento da desertificação, escassez hídrica, secas severas e vulnerabilidade alimentar e humana.
    Nesse sentido, considera-se que pesquisas sobre o desenvolvimento de habitats análogos à Marte apresentam-se como emergentes e projeta-se que seja estratégico a muitos países realizarem investimento nessa área, com um intuito de desenvolvimento de expertises quanto a habitats adaptáveis a regiões de forte vulnerabilidade climática e ambiental.
    Esta pesquisa versa sobre a experiência do Habitat Marte, iniciativa desenvolvida no semiárido no Nordeste Brasileiro, na zona rural da cidade de Caiçara do Rio do Vento no estado do Rio Grande do Norte. A referida iniciativa apresenta elementos de empreendedorismo, criatividade e sustentabilidade em seu processo de criação e concepção, aspectos esses que motivam que a experiência seja estudada e compartilhada de modo a apresentar a outros países que habitats análogos à Marte necessitam ser fomentados. Mais informações sobre a estação de pesquisa podem ser obtidas em: http://www.HabitatMarte.Blogspot.com.

    Prof. Julio Francisco Dantas de Rezende
    UFRN
    juliofdrezende@hotmail.com
    84 99981-8160

    1. Parabéns, prof. Júlio! Desejo uma boa experiência a você – e convido-o a voltar aqui neste blog depois e narrar pra gente como foi. Quem sabe até rola uma sessão de perguntas e respostas com o pessoal que comenta aqui.

      Grande abraço.

    2. Prof. Julio é um grande prazer ver sua participação aqui no blog. Ótima reflexão! De fato, são pesquisas como essa que abrem um leque enorme para inovações, e quando bem aproveitadas são fatores transformadores e alavancas para o progresso.
      Boa sorte com seu trabalho!
      Ah! Ótimas notícias vindo do nordeste! O anúncio de um radiotelescópio na Paraíba, e agora seu trabalho em habitats extremos no RN. Parabéns!

  12. Fico pensando se quando iniciou-se a exploração espacial alguém pensou que isso poderia levar a possibilidade de prever furacões e com isso evitar a morte de centenas ou milhares de pessoas, ou seja, buscou-se estudar o universo acima de nós e só depois foi-se descobrindo como usar esse conhecimento em coisas tão importante para a preservação da vida aqui na terra. Acho que é isso que temos que ter em mente, não sabemos de que forma a exploração de Marte vai ajudar a vida, mas com certeza, muita coisa será apreendida e usada em benefício da humanidade.

    1. Grande parte do que a Ciência produziu transformou o nosso planeta num gigantesco aterro sanitário, os oceanos estão poluídos, as geleiras estão derretendo, o aquecimento global pode dizimar a vida na Terra e a loucura nuclear pode tornar-se realidade e mudar – para pior – toda a nossa sofrida existência.

      1. A ciência não é nem a culpada, nem a redentora. Ela é só a melhor forma que temos de compreender o mundo. A única forma que comprovadamente funciona, por sinal. E o conhecimento em si não é bom nem mau; ele pode ser usado para o bem ou para o mal.

        Agora, é parte integrante do homem a vontade querer conhecer e, eventualmente, desenvolver um método eficaz para isso. A ciência é uma inevitabilidade da nossa espécie. Com isso, o melhor que podemos fazer é desenvolvê-la tanto quanto possível e aí usá-la para o bem. Há garantias? Não, não há. Pode dar tudo errado no fim. Mas é a melhor escolha. A não ser que você curta genocídio. O planeta não suporta 7 bilhões de caçadores-coletores.

  13. Fico imaginando o quanto este pesquisador poderá repassar de suas experiências e vivência pessoal no projeto a alunos do RN, incentivando uma nova geração de pesquisadores! Muito louvável!

    Aos céticos e chatos de plantão, leiam “Crônicas Marcianas”, Bradbury. Perfeito pra vocês…

      1. Qual a densidade da atmosfera de Saturno (na superfície, onde a Cassini vai mergulhar) em comparação com a atm da Terra?

        1. Não consegui achar essa informação. O que sei é que vai acontecer cerca de 1.500 km acima do topo das nuvens, que por sua vez estão a uma pressão de 1 atm. Ou seja, 1.500 km pra cima, a densidade é bem, BEM baixa.

  14. Acho besteira gastar tanto dinheiro em algo tão inútil. Bastaria usar o mínimo de inteligência que temos e resolveriamos todos os problemas que temos em nosso planeta. Não precisamos​ de outro.

    1. OK, só para citar um exemplo de top of mind, como você resolveria o fato de que o Sol está paulatinamente se tornando mais quente e vai evaporar os oceanos da Terra em 500 milhões a 1 bilhão de anos?

        1. Ou carregar uma porta de fusca a tiracolo…. se o calor tiver muito alto ele abre a janela que entra um ventinho.

  15. Há muita coisa que não pode ser simulada nesta experiência, como por ex, a elevada incidência de raios cósmicos, visto que em Marte não há o escudo protetor da atmosfera que temos aqui, o que aliás já estaria ocorrendo a bordo do veículo espacial na longa viagem até lá (seres vivos, em especial os humanos não possuem a mesma composição química das naves não tripuladas para resistirem ilesos a esses raios,cujos efeitos a médio e longo prazos ainda são completamente desconhecidos). A baixa gravidade do planeta também poderá produzir efeitos ainda não conhecidos sobre a fisiologia humana. Resumindo, nosso organismo é adaptado para viver aqui e não em qualquer outro lugar do universo. Seria muito mais viável e isento de riscos mandar robôs humanóides até lá, mas o instinto de conquista do homem faz questão de fincar uma bandeira com suas próprias mãos, sendo que isto poderia ser feito por robôs

    1. O ponto é garantir a sobrevivência da espécie se espalhando pelo Sistema Solar e além. E, como você disse, alguns dos fatores não podem ser simulados. Só vamos descobrir o quanto eles inviabilizam a colonização espacial testando na prática. (E, claro, já mandamos robôs para medir a radiação em Marte e sabemos que, pelo menos para uma viagem de ida e volta, os níveis de radiação estão dentro dos limites toleráveis pelo ser humano. A gravidade baixa é outro fator, mas duvido que ela possa ser pior do que a microgravidade em órbita baixa, e também há como mitigar o problema, ainda que não solucionar, com exercícios físicos.)

      1. Ou os astronautas podem ser submetidos a uma dieta de engorda pra aumentarem suas massas, para compensar a diminuição do peso, hehehehe! 🙂

  16. A colonização de Marte é questão de tempo. Imaginemos o primeiro Humano a nascer em Marte. Ele será um Marciano e não um Terráqueo! Talvez a partir desse fato, nossos documentos pessoais informarão também o planeta de origem, impactando a vida de todos!

    1. ja estou até vendo, o preconceito e discriminação com quem nascer em marte… vi algo parecido na série The Expense… é deprimente a capacidade do ser humano (sociedade) é ser idiota e repugnante.

  17. Mais uma demonstração de como se gasta o dinheiro do contribuinte com coisas inúteis. O RN tem problemas típicos de uma região extremamente subdesenvolvida. No entanto, arrumam tempo e dinheiro para participar de algo que só interessa aos EUA. Grotesco.

    1. Sério que só interessa aos EUA lidar com escassez de água? Ao RN não interessa nada isso? Nordeste brasileiro tá cheio d’água, é isso?

      1. Lembrando que as grandes invenções do século passado foram ou obra das grandes guerras ou da corrida espacial… Eu sinceramente prefiro a – quase sadia – corrida espacial 😀

      2. Em voz rouca
        Poif Falvadô, depoif que a gente fizemof a tranfpu… trampovi… aquela porra no Fão Franfifco, agora tem água no meu nordefte prus nordeftino bebê.

    2. Hoje vi um comentário no G1 sobre as novas sanções que serão impostas à Coreia do Norte, a pessoa se chamava “Armando”, este dizia “deixe os coreanos com os problemas dos coreanos”. Aquele armando acreditava que uma boma de Hidrogênio miniaturalizada para caber em um míssil intercontinental era problema apenas dos coreanos hehe.. acho que só pode ser este mesmo Armando.

    3. Grotesco é seu comentário, Armando. Todos os países que superaram o subdesenvolvimento o fizeram com pesquisa, tecnologia e educação. Se há dinheiro do contribuinte envolvido nessa história, certamente está sendo melhor aplicado do que muito do que é gasto por aí no custeio da máquina pública.

    4. Concordo plenamente com o Armando. É realmente patético que um estado como o RN, que ainda possui uma agenda de desenvolvimento típica do século XIX, participe de algo que não vai trazer nenhum benefício imediato para a região. E o pior é que tudo com dinheiro público. Lamentável.

      1. Quem falou em dinheiro público? O centro está sendo instalado numa propriedade privada do Julio Rezende. Complicado falar sem saber, né? Acaba ofendendo as pessoas que só estão tentando trazer desenvolvimento para sua região investindo do próprio bolso… É por isso que o Brasil não vai pra frente. O cidadão médio tem o mesmo grau de miopia que o Mr. Magoo.

        1. Quem paga o salário do Sr. Júlio Rezende? Quem paga a viagem do Sr. Júlio Rezende? Quem paga a estadia nos EUA do Sr. Júlio Rezende? Com que dinheiro o Sr. Júlio Rezende adquiriu a tal propriedade?

          1. O governo federal paga o salário do professor Rezende, como acontece em todas as universidades federais. Ele fez pós-doutorado na Flórida sobre sustentabilidade com bolsa da Capes, e recebeu um prêmio lá por conta disso (https://www.capes.gov.br/component/content/article/36-salaimprensa/noticias/8089-bolsista-ganha-premio-de-melhor-trabalho-em-evento-nos-estados-unidos). Aliás, foi lá que ele teve a inspiração de tentar criar um movimento de geração de desenvolvimento econômico baseado no espaço no RN. A ideia é mobilizar a economia e trazer dinheiro para a região (não só com o Habitat Marte mas como o Museu Espaço Marte, que ele está desenvolvendo em parceria com a UFRN para promover ciência na região). A propriedade rural onde o Habitat Marte está sendo instalada ele presumivelmente adquiriu com o suor do seu trabalho (além de professor da UFRN, ele é diretor de inovação da FAPERN, formado em administração e psicologia, palestrante, consultor e autor de vários livros). As despesas relativas à participação na missão da Mars Society (US$ 1.100 + extras), no convênio com a Mars Society Peru, estão sendo levantadas pelo próprio Rezende (a captação fecha em 20 de setembro e não consegui ainda checar se envolve bolsas de estudo financiadas pelo poder público).

            Agora, se você se sente no direito de exercer esse escrutínio sobre a vida de um pesquisador brasileiro, espero que você também poste aqui os dados básicos do seu imposto de renda, como suas propriedades e fontes de recursos, para a gente ver se você merece a nossa confiança também. 😉

          2. Portanto, como eu havia afirmado, tudo financiado com dinheiro público! Obrigado por confirmar minhas suspeitas.

          3. Mr. Magoo, então, pela sua lógica, todos os professores de escolas públicas são sustentados pelo dinheiro público, e não pelo trabalho deles. É isso?

            E a sua declaração do imposto de renda, vem quando?

          4. Tudo bem que é dinheiro público. Prefiro ver o dinheiro dos meus impostos usado pra fazer ciência do que pra encher as caixas do Geddel.

          5. Hélio seu idiota.
            Segue abaixo a resposta do Prof. Julio.

            O custeio da missão no Mars Desert Research Station será realizado com recursos próprios do pesquisador. Quanto à importância estratégica, debates recentes têm observado como pesquisas desenvolvidas com o propósito de imaginar habitats em Marte poderiam ser replicadas para a criação de soluções que sejam operacionalizadas em regiões áridas e semiáridas.
            Verifica-se a temática de diálogo das tecnologias aeroespaciais com o desenvolvimento humano como de grande relevância estratégica, à medida que apresenta-se como de interface com os Objetivo do Desenvolvimento Sustentável (ODS). Trata-se de também de um modo de se fazer perceber da importância dos investimentos estratégicos em ciência, tecnologia e inovação por parte dos países, via políticas públicas.
            Os referidos debates têm sido empreendidos por organizações como a United Nations Office for Outer Space Affairs (UNOOSA), agência da ONU, e por governos nacionais, como através da organização German Federal Ministry for Economic Affairs and Energy (BMWi) no encontro United Nations/Germany International Conference on International Cooperation Towards Low-Emission and Resilient Societies que acontece em Bonn no período de 22 a 24 de novembro de 2017. Mais informações sobre o referido evento podem ser encontradas em: http://www.un-spider.org/news-and-events/events/united-nationsgermany-international-conference-international-cooperation.
            A temática tem sido reiteradamente debatida recentemente, conforme pode ser observado em evento ocorrido em 2016 em Teerã de 5 a 9 de novembro, durante a United Nations/Islamic Republic of Iran Workshop on the Use of Space Technology for Dust Storm and Drought Monitoring in the Middle East Region. O evento foi organizado pela United Nations Office for Outer Space Affairs
e o governo do Irã. Isso mostra que a temática tem sido observada como estratégica por alguns governos nacionais que procuram perceber quais medidas mitigadoras podem ser desenvolvidas para o enfrentamento de possíveis ameaças à segurança humana advindas de ameaças climáticas, com destaque à seca e a escassez hídrica.
            Tais debates são também de profunda interface com instituições de geração de conhecimento, de modo especial as instituições de ensino e pesquisa que são desafiadas a pensar soluções em sustentabilidade ambiental, social e econômica.
            Nota-se que a temática é também do interesse de empreendedores que observem nas temáticas em questão oportunidades de criação de empresas inovadoras que atuem nesse segmento gerando empregos, riqueza e progresso. O tema aeroespacial é fundamental no despertar de jovens empreendedores saídos das universidades que se inspirem a desenvolver vocações tecnológicas e empreendedoras.
            Desse modo, as temáticas relacionadas ao desenvolvimento dos habitats humanos colaboram na estruturação do que é compreendido como Sistemas Locais de Inovação nos quais se consiga interconectar governos, universidades e empresas, arranjo esse compreendido como Hélice Tripla.
            Habitats humanos, em especial habitats análogos à Marte, tratam-se de um esforço de conscientizar que muitas tecnologias e pesquisas aeroespaciais possuem um impacto prático no cotidiano e no contexto do enfrentamento de questões como Mudança Climática e seus impactos no asseveramento da desertificação, escassez hídrica, secas severas e vulnerabilidade alimentar e humana.
            Nesse sentido, considera-se que pesquisas sobre o desenvolvimento de habitats análogos à Marte apresentam-se como emergentes e projeta-se que seja estratégico a muitos países realizarem investimento nessa área, com um intuito de desenvolvimento de expertises quanto a habitats adaptáveis a regiões de forte vulnerabilidade climática e ambiental.
            Esta pesquisa versa sobre a experiência do Habitat Marte, iniciativa desenvolvida no semiárido no Nordeste Brasileiro, na zona rural da cidade de Caiçara do Rio do Vento no estado do Rio Grande do Norte. A referida iniciativa apresenta elementos de empreendedorismo, criatividade e sustentabilidade em seu processo de criação e concepção, aspectos esses que motivam que a experiência seja estudada e compartilhada de modo a apresentar a outros países que habitats análogos à Marte necessitam ser fomentados. Mais informações sobre a estação de pesquisa podem ser obtidas em: http://www.HabitatMarte.Blogspot.com.

          6. A resposta do prof. Julio, parafraseado por Oswaldo, tem razões de sobra, para um amplo aspecto do futuro da humanidade.

      1. Não ligue, caro Professor Rezende…. A internet está cheia de gente desse tipo, conspiracionistas, negativistas, míopes, como ressaltou o Salvador…Cegos para tudo o que está fora de seus umbigos.

        Parabéns pela sua iniciativa e pelo seu amor à Ciência.

    5. O pesquisador está indo com recursos próprios, conforme especificou em postagem nos comentários desta matéria.

  18. Muito interessante saber que temos um pesquisador brasileiro, professor da UFRN, envolvido num projeto futurista.

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