Estudo revela segredo do oceano de Encélado

Um estudo feito por pesquisadores na Europa e nos Estados Unidos pode ter descoberto o segredo para a manutenção de um oceano habitável sob a crosta da pequenina lua Encélado, de Saturno.

De acordo com o trabalho, publicado nesta segunda-feira (06) na revista “Nature Astronomy”, o satélite natural pode manter seu oceano aquecido, em princípio, por até bilhões de anos, caso seu núcleo rochoso não seja completamente sólido, mas poroso, ou seja, cheio de vazios e interstícios, por onde a água do oceano pode fluir.

A hipótese é consistente com as observações feitas pela sonda Cassini, que de início foram recebidas como total surpresa pelos cientistas. Desde a missão Voyager a Saturno, em 1980, já se desconfiava que Encélado pudesse ter algum tipo de atividade geológica, uma vez que sua superfície se revelava livre de crateras e cheia de sinais de tectonismo.

Contudo, o que a Cassini revelou, a partir de 2005, foi um mundo extremamente ativo, a despeito de seu pequenino tamanho (504 km de diâmetro), com plumas de água sendo ejetadas para o espaço a partir de fissuras na região polar sul de Encélado.

O resultado, consistente com a presença de um oceano global sob a superfície congelada, era inesperado, porque não se imaginava que houvesse força de maré suficiente para manter a água em estado líquido, como há nas luas Europa e Ganimedes, de Júpiter. Encélado era simplesmente pequeno demais para isso, e os modelos sugeriam que ele deveria ter se congelado completamente poucos milhões de anos após sua formação.

A nova simulação tridimensional realizada por Gaël Choblet, da Universidade de Nantes, na França, e seus colegas mostra que este não precisa ser o caso se o núcleo rochoso de Encélado for poroso. Nesse caso, a força de maré agiria nele produzindo fricção capaz de gerar o calor extra para manter o oceano líquido. “Nós predizemos que essa atividade endogênica pode ser sustentada por dezenas de milhões a bilhões de anos”, escreveram os autores no artigo da “Nature Astronomy”.

Curiosamente, o modelo mostra também que existe uma tendência a liberar mais energia nas regiões polares, o que é consistente com a camada mais fina de gelo no polo sul e as plumas que dali emanam para o espaço, abastecendo de partículas o anel E de Saturno.

Modelo da estrutura interna de Encélado; núcleo poroso permite que a água do oceano seja processada em seu interior. (Crédito: ESA)

SEM ENTREGAR A IDADE
O trabalho é um passo importante para explicar as principais características globais observadas em Encélado pela Cassini: um oceano global, forte dissipação da energia de maré, uma espessura menor da crosta de gelo no polo sul e os indícios de atividade hidrotermal no leito rochoso do oceano, detectados a partir da composição das plumas.

Contudo, ele não nos aproxima de descobrirmos a verdadeira idade de Encélado. Há hoje duas possibilidades: ou a lua é tão antiga quanto Saturno e o resto do Sistema Solar, com 4,5 bilhões de anos, como em geral se pensava, ou ela pode ser tão jovem quanto “meros” 100 milhões de anos.

Nessa segunda possibilidade, apoiada por algumas evidências do estudo da dinâmica das luas mais internas de Saturno, Encélado teria se formado junto com os anéis do planeta e seria relativamente recente, fruto do colapso de um sistema primordial de luas destruído por impactos sucessivos.

Como a idade da lua está atrelada à dos anéis, está todo mundo de olho no processamento dos dados colhidos pela sonda Cassini em suas últimas semanas antes do mergulho final na atmosfera do planeta, em setembro. Eles podem indicar a massa total dos anéis e, com ela, uma estimativa mais fiel de sua idade.

A nova modelagem 3D do núcleo de Encélado é agnóstica com relação a isso: seus resultados são compatíveis tanto com uma lua que tem 4,5 bilhões de anos quanto com uma que tem apenas 100 milhões de anos. Contudo, essa pode ser a diferença entre uma lua habitável e uma lua habitada.

Sabemos, pelos dados da Cassini, que o oceano de Encélado tem a capacidade de abrigar bactérias metanógenas com extrema facilidade. Uma questão que fica é: Encélado teve os ingredientes certos para o surgimento da vida? Claramente, diversidade química não deve ter faltado. Os estudos da Cassini mostram a presença de moléculas orgânicas nas plumas que emanam do polo sul, e as simulações dos pesquisadores mostram que, com um núcleo poroso, toda a água do oceano teria sido “processada”, ou seja, teria passado pelo núcleo e experimentado temperaturas mais altas que 90 graus Celsius num período de 25 milhões a 250 milhões de anos.

Por outro lado, sabemos que o surgimento da vida não depende só de diversidade química e gradientes de energia apropriados. Um dos fatores essenciais na equação é tempo. Será que houve tempo suficiente em Encélado? Se a lua tem 4,5 bilhões de anos, pode apostar que sim. Se, contudo, ela tem apenas 100 milhões de anos, esse pode ter sido um fator limitante.

O mistério central de Encélado, portanto, continua. E os pesquisadores admitem isso. “Apenas missões futuras equipadas com instrumentos capazes de analisar as moléculas orgânicas nas plumas com precisão maior do que as medições da Cassini poderão nos dizer se as condições requeridas foram sustentadas por tempo suficiente para que a vida tenha emergido nesse distante mundo oceano”, concluem os autores em seu artigo.

Não sei quanto a você, mas, mal findada a missão Cassini, já não vejo a hora de termos outra espaçonave para explorar Saturno e suas luas.

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Comentários

  1. Salvador, com o escape de água no polo sul de Encélado, esse oceano interior deve estar com seus dias (milênios) contados, não está? Pelo menos até a pressão interna cair, ele vai perder muita água.

    O fato de haver esse escape atual, não seria uma indicação de que ele é jovem (100 milhões de anos “apenas”)?

    1. Por tudo que li até agora, a perda de água é pequena comparada ao volume total. Não dá para cravar que é jovem por causa disso.

    1. Não tinha visto. Interessante. Mas você pode ver por um dos links que o Scharza indica (https://resonance.is/missing-matter-suns-interior/) que talvez o lance seja só que a matéria se comporta diferente lá embaixo, produzindo oscilações acústicas diferentes das previstas pelo modelo. A concentração de matéria escura, embora faça um certo sentido, é ainda mais controversa. Acho cedo para tirar qualquer conclusão mais concreta. Só mostra como temos muitos modelos precários de estruturas como o Sol. (Galera cansa de fazer modelos 1D e 2D que parecem dizer uma coisa e, quando saltam para o 3D, dá outro resultado. É do jogo. Conforme melhoramos o poder computacional e os modelos 3D vão ficando mais viáveis, vamos aprendendo mais e fazendo esses ajustes.)

      1. Valeu pelas informações adicionais. Mas é como Scharza disse, se estamos errados sobre o Sol, podemos estar errados sobre muita coisa. rsrs

        1. Precisa ver *o quanto* estamos errados sobre o Sol. Não estamos *completamente* errados. Estamos só ligeiramente errados. (1.500 Terras parece muito, mas a massa total do Sol é de 333 mil vezes a da Terra, então nosso erro sobre a composição solar, se existir mesmo, responde por 0,5% do total.) E também lembre que o Sol é o “padrão” para o estudo de outras estrelas. Então, uma vez que a gente entenda melhor o Sol, será fácil entender as demais por extensão.

          1. Mas esse “erro” atinge a diretamente metalicidade da nossa estrela, não? Nisso entra também os cálculos da idade do Sol, certo? Imagine só, se o nosso Sol for um pouco mais jovem do que achamos, já que ele pode ter elementos menos pesados?

            Isso significa que a Terra “ganhou” uma pequena sobrevida de alguns milhões de anos. Já é alguma coisa. É como descobrir que oficial de cartório me registrou com a data erra e eu não tenho 36 anos, tenho 35! rsrs

          2. Não, a metalicidade não é usada para estimar a idade. Só a “geração”, ou seja, o quanto ele nasceu de uma nuvem já enriquecida por gerações anteriores de estrelas. Mas temos uma boa noção da idade do Sol, independentemente de sua composição (ou de sua rotação, que pode ser uma pista indireta melhor da idade) porque ele nasceu junto com o Sistema Solar, que podemos datar por radioisótopos a partir de meteoritos formados na mesma época. Então a idade do Sol é algo conhecido com bastante segurança. Ou seja, o Sol continua tendo 4,56 bilhões de anos, com ou sem essa mudança de composição.

  2. OLÁ A TODOS. Eu aconselho todos não ficarem se preocupando com vida fora da terra que não vão encontrar…
    Ler a palavra de Deus que ela é a real fonte de vida, hai daquele que não acredita lamento em informar vai pagar caro, porque Deus existe disso eu tenho certeza e ele é o autor da vida acreditem …

    1. Vai pagar? Tem que pagar? Com igreja é assim: paga se acreditar, e paga se não acreditar também. 😛

    2. Nao estamos preocupados, apenas interessados no assunto. Por que ? Não pode se interessar por um assunto ? Não entendo por que astronomia incomoda tanto os religiosos fanáticos como você. É uma ciência como tantas outras, que povo chato bitolado !!!

    3. Qual metodologia epistemológica você usou para descobrir que Deus existe com esse nível de certeza? Não vale citar livros mitológicos porque isso não tem valor algum para provar nada, muito menos a fé.

  3. Muito se tem falado sobre Inteligência Superior aqui neste post mas esqueceram de citar que a única, verdadeira e definitiva Inteligência Superior é nosso querido e festejado ARKAN IV que com seus posts inteligentíssemos dão um novo sentido a aurora da humanidade, com assuntos de comporão a realidade futura.

  4. Salvador,
    Onde encontrar seu livro em BH? Já procurei em bancas e algumas livrarias, mas não achei. Obrigado.

      1. Tive sorte de estar em São Paulo no feriado de finados e comprei o meu lá! BH é uma roça grande, as coisas demoram a chegar aqui! hehe

  5. Salvador,

    tenho uma dúvida, pensando no envio de uma sonda para tentar perfurar e entrar um dos oceanos das luas que já sabemos que devem ou podem abrigar oceanos. Sem contar o fato da distancia, pois neste caso acho que Europa seria o melhor candidato.
    Tem alguma destas luas que seria mais propicia a encontrar vida.

    1. Então, perfurar a entrar não vai ser fácil… teria de ter um jeito de mandar a informação de lá de dentro depois de mergulhar. Não é impossível, mas ainda estamos longe de poder tentar.
      Além de preocupações de contaminação acidental, teríamos de descobrir, por exemplo, onde perfurar. Onde o gelo é mais fino? Onde temos maior chance de encontrar vida? E estou pensando mais em Europa do que em Encélado, porque Europa com certeza tem 4,5 bilhões de anos. Encélado pode ser jovem, então seria uma aposta menor. (A vantagem de Encélado é que suas plumas ejetam água para o espaço, então podemos estudar o conteúdo do oceano sem mergulhar nele.)

  6. Apesar de não perder uma só matéria do Mensageiro Sideral, que considero a melhor fonte de informação em Astronomia e afins para leigos, me divirto mesmo é lendo os comentários. É risível como bate o desespero em alguns quando a possibilidade de descoberta de vida em outros lugares fará fatalmente cair por terra dogmas consagrados que fundamentaram/fundamentam crenças primitivas em um ser superior que, por falta de explicação melhor até então, teria nos criado.
    Fica registrada também minha admiração pela fleugma do Salvador que se dá ao trabalho de responder cada uma das atrocidades que certos fanáticos despejam aqui com educação e paciência. Parabéns, garoto, e continue assim!

    1. Não se preocupem, quando (não “se”) descobrirem que há vida fora da Terra, as religiões encontrarão as explicações e até evidências disso nos seus livros sagrados… Nem sequer dirão que haviam entendido errado algum item, apenas se esquecerão que um dia não acreditaram nisso.

  7. Bom dia, Salvador
    Duas perguntinhas – uma delas vc nem precisa responder, hehehe
    1) Da pra saber qual é a força da gravidade nessas luas, em comparação à Terra? (Encélado, por exemplo, Titã, Ceres, Ganimedes, etc…)
    2) Por que será que sempre surgem comentários ‘religiosos’ nestas postagens? Eu sou católico, mas vejo que aqui o assunto é ciência – e não religião, ou fé, ou a origem ‘filosófica’ da vida… Não entendo para quê misturar as coisas.
    Abraço!

    1. 1) Dá sim, porque a interação gravitacionais entre elas e delas com o planeta pode ser medida, e daí se extrapola a massa. E a massa dita a intensidade da força gravitacional. Em todos os casos, ela é bem menor que a da Terra e menor até que a da Lua (já que esses astros têm mais ou menos o tamanho da Lua, salvo Ganimedes, que é bem maior) e são bem menos densos (mais gelo, menos rocha).
      2) Hmm, ideia fixa?
      Abraço!

    2. eduardo, me permite arriscar uma resposta?

      acho que são pessoas que não têm muita firmeza na própria fé que escolheram seguir, e precisam reforçar suas ideias o tempo todo para se convencerem e tentar arrebanhar novos crentes, dar credibilidade à fé tentando aumentar o número dos que compartilham a mesma crença.

      agora, por que desperdiçar energia neste sentido num blog científico, conseguindo na melhor das hipóteses o rótulo de chato, realmente não sei explicar…

    3. O fruto proibido não era a maçã, como acabou sendo difundido.
      O fruto proibido descrito pela bíblia é o conhecimento, algo proibido aos homens.
      E se um homem prova desse fruto, toda a humanidade paga por isso.
      Isso mostra que desde o princípio havia a consciência de que o dogma só se sustenta se não houver investigação e questionamento: tem que acreditar e ponto final.
      Se cutucar demais a árvore cai.

    4. 2) Reação por medo de ter suas convicções abaladas… Então se fecham e odeiam tudo o que pode desafiar suas crenças.

  8. Lendo os comentários e pensando que temos um excesso de vida não inteligente seguindo esse blog…

  9. Salvador,
    grato pelos posts, são um oásis no meio de tanta notícia ruim…

    Pelo avançar das pesquisas, acredito que seja uma questão de tempo – pouco tempo – e encontraremos vida no próprio sistema solar.
    Será então uma grande quebra de paradigmas para muitos – ainda que outros ainda invocarão conspirações.

    No caso de Encélado, minha curiosidade é relativa a ejeção de massa – quanto tempo vai levar até o planeta “secar”?

    1. Ah, muito, muito tempo. A perda de água é pequena comparada à massa total. Nunca vi um cálculo, mas não ficaria surpreso se ela pudesse durar mais que o tempo estimado de vida do Sistema Solar.

  10. Entao tudo se criou do nada? E isso ocorreu no passado, no presente e no futuro, já que essa própria concepção da “falha” nas leis da física inviabiliza a existência do tempo? Então as coisas estão surgindo do nada a todo instante? Podemos então falar que existe algo há X tempo, se não existe tempo? Como saber então se não fomos criados há segundos atrás e eramos nada antes disso? Einstein chegou à sua própria resposta.

  11. Caro Salvador,
    Levando-se em consideração que a existência de vida inteligente em nosso planeta é “recente”, embora tenham sido dados grandes saltos tecnológicos, nós não estaríamos nos enganando sobre a possibilidade de encontrar “outrem” quando outros critérios mais concretos deveriam diminuir tanta ansiedade, por exemplo, distância, tecnologia e tempo? Quando penso, humildemente (quem sou eu pra ir tão profundo em ciência), no infinito (de possibilidades e distância) e no tempo, imagino que a vida também esteve lá fora ou está e/ou vai estar, mas nossa existência jamais conseguirá alcançar antes de seu fim, como pôde ter acontecido com outros, os quais puderam ter ido até mais distante do que um dia poderemos ir.

    Obrigado por tanta dedicação e trazer o melhor para os leitores.

    1. Márcio, acho que a busca principal é por compreender.
      Existe um certo grupo de pessoas que trata a busca por vida extraterrestre como uma espécie de religião — quer encontrar aliens inteligentes que nos elevem a um novo estágio ou que ajudem os terráqueos a se salvarem deles mesmos. Acho isso ingênuo, na melhor das hipóteses, e não muito diferente de pessoas que durante séculos (e ainda hoje) esperam a intervenção de anjos e santos. Só trocamos a entidade de sobrenatural para pretensamente natural, mas, de resto, é só a fragilidade exposta do ser humano, que está sempre em busca de alguém para salvá-lo de si mesmo.
      O que acho fascinante é a busca por entender o nosso contexto, entender o que é o ser humano nesse grande esquema do Universo. Nesse sentido, ficarei tão feliz encontrando uma bactéria em Marte quanto alguns ficariam de ver um disco voador. Porque a descoberta de vida em outros planetas mostra que a vida deve estar espalhada pelo Universo. Tira um peso das nossas costas e ao mesmo tempo nos eleva em nossa compreensão de nós mesmos no Universo. Nos convida à humildade e à reverência pela natureza, ao mesmo tempo que exalta nossa capacidade de compreendê-la mais e melhor. Insinua que o progresso é possível, uma ideia tão esquecida atualmente.
      Concordo com você que provavelmente não encontraremos vida inteligente fora da Terra — a probabilidade, dadas as escalas de tempo e espaço, é pequena. Mas podemos nos reconfortar na ideia de que, como já desconfiamos, o Universo não está aqui para nós e sua legitimidade não pende pelo que fazemos aqui neste planeta. Podemos saber que a vida está aí fora, e muitas outras criaturas devem estar olhando para o céu e tentando compreendê-lo, mesmo que jamais falemos com ela. Só o fato de que podemos ter essa cultura compartilhada — a compreensão do Universo pela ciência — já me arrepia, porque transcende as barreiras do tempo e do espaço, as mesmas que provavelmente nos impedem de contatá-lo.
      E, claro, ainda não podemos descartar completamente a ideia de que a vida é figurinha fácil no Universo, caso em que, talvez (embora eu ache improvável), um contato possa estar logo ali na esquina. Vai saber. O mais divertido dessa história é o descobrir, não a realização de um objetivo. Se estivermos sozinhos, tudo bem. Se estivermos acompanhados, tudo bem também. O legal é sabermos. 🙂

      1. Linda resposta, Salvador.

        Me fez lembrar o Extra do Gil, quando ele diz “E.T. e todos os santos, livrai-nos desse tempo escuro”. Pra mim, a ciência é o caminho para “rachar os muros da prisão”, mas é bom lembrar que esse não precisa ser o único caminho.

  12. Caro Salvador,
    Levando-se em consideração que a existência de vida inteligente em nosso planeta é “recente”, embora tenham sido dados grandes saltos tecnológicos, nós não estaríamos nos enganando sobre a possibilidade de encontrar “outrem” quando outros critérios mais concretos deveriam diminuir tanta ansiedade, por exemplo, distância, tecnologia e tempo? Quando penso, humildemente (quem sou eu pra ir tão profundo em ciência), no infinito (de possibilidades e distância) e no tempo, imagino que a vida também esteve lá fora ou está e/ou vai estar, mas nossa existência jamais conseguirá alcançar antes de seu fim, como pôde ter acontecido com outros, os quais puderam ter ido até mais distante do que um dia poderemos ir.

  13. Entendo que a diferença de custos para missões nos sistemas de Saturno sejam bem maiores que para locais como Marte. Mas não consigo entender como a maioria dessas agencias espaciais não mudaram ainda o foco para essas luas de Saturno. A possibilidade de encontrar vida HOJE em Titã ou Encélado me empolga muito mais que evidências passadas de vida em Marte. Entendo a importância desta última, mas encontrar vida coexistindo conosco me fascina.
    Assim gostaria de perguntar, Salvador, a diferença de custos é o principal fator para não estarem tão empenhados nessas luas? Ou há limitação tecnológica, tornando inviáveis os gastos com isso nesse momento?

    1. Eu acho que são várias coisas. Primeiro, Marte segue sendo a aposta mais segura, porque é o que mais fielmente replica — ou replicou no passado remoto — as condições que deram origem à vida na Terra. Como não sabemos exatamente o que é contingente e o que é necessário no surgimento da vida, Marte se torna uma parada obrigatória.

      Marte também se faz prioridade no que diz respeito a outra busca — a busca por nos tornarmos uma civilização multiplanetária. Ninguém tentaria estabelecer uma colônia em Encélado logo de cara, mas o planeta vermelho parece quase fácil, em comparação. Então, natural que Marte esteja na mira das agências. Ele é mais próximo, mais barato e oferece mais motivos para explorarmos.

      Tendo dito isso, há sim um movimento para explorar os mundos-oceano do Sistema Solar. Mais interessante que Encélado é Europa, que terá uma missão dedicada da Nasa no começo da próxima década. E a ESA também está preparando seu primeiro orbitador de Júpiter, para estudar as luas geladas jovianas.

      Há também projeto para voltar a Encélado, mas ele entrará numa disputa com outros projetos para ver qual a Nasa vai financiar e quando. Esse, aliás, é um aspecto interessante. Como a verba das agências espaciais, sobretudo da Nasa, que gasta mais que todas as outras somadas por ano, é grande, mas limitada, não podemos fazer tudo ao mesmo tempo. Então, tirando as “flagships”, as missões de grande porte e mais caras, todas as outras são selecionadas por competições. Os cientistas propõem as missões, a agência avalia quais têm maior ganho científico, maior chance de sucesso e custo mais razoável, e fazem sua escolha. É por esse crivo que a missão a Encélado terá de passar.

      O Sistema Solar é muito interessante, e a exploração não se resume a buscar vida. Podemos aprender muito sobre planetas rochosos como a Terra estudando Marte e Vênus, temos ainda muito a aprender com os corpos gelados, dois planetas e suas luas sequer tiveram um orbitador ainda (Urano e Netuno), o cinturão de Kuiper, fora Plutão, é largamente inexplorado, ainda há muitos asteroides — algum com potencial valor econômico — a serem visitados, há o sistema de proteção contra impactos de asteroides, há a nossa vizinha Lua, e, se pá, há um nono planeta no Sistema Solar esperando para ser descoberto. Isso sem falar em missões de telescópios, destinadas a explorar o resto do Universo. Tem muita coisa ainda a descobrir. Fico empolgado só de ir listando. 🙂

  14. Caro Salvador, mais uma explicação nota 10. Li essa notícia em outros veículos, mas aqui no Mensageiro Sideral foi a melhor abordagem.Agora uma pergunta, diante do protagonismo cada vez maior de Encelado, será que as agencias espaciais cogitam despriorizar a missao Clipper na lua Europa e focar seus esforços para a pequena lua de Saturno ? Outra pergunta, já se sabe a idade da lua Europa ou ainda é uma incógnita como a idade de Encelado ?

    1. Europa é tão velha quanto o Sistema Solar, 4,5 bilhões de anos. E ainda é um alvo mais interessante e mais próximo. O Clipper vai seguir em frente. 😉

      1. Mas Encelado tem a vantagem dos gêiseres fornecendo material o tempo todo na superfície, nao precisaria nem perfurar nada. Parece que Europa também tem gêiseres mas não tão constantes, certo ? Esse raciocínio é valido para colocar alguma vantagem na exploração de Encelado ?

        1. Então, a distância é o dobro. E Europa talvez tenha plumas também, invalidando a vantagem de Encélado.

  15. Sejam honestos: o que é mais provável? Que esse maravilhoso Universo que se mantém sincrônico, organizado, equilibrado há bilhões de anos seja obra de uma Inteligência Superior ou que tudo é obra do acaso? Dar o mérito a quem o tem por direito não abalaria o equilíbrio cósmico.

    1. Eu não sei onde você está vendo esse equilíbrio todo. Liga pros dinossauros e tenta contar essa história idílica pra eles.

      1. Perfeito comentário Salvador Nogueira!
        Não há um equilíbrio e nem evidência de uma inteligência superior.

      2. Olá, Salvador Nogueira!!!
        Se você tem alguma dúvida de que existe uma inteligência superior, é muito simples de resolver a sua dúvida, basta você estudar o funcionamento do corpo humano e de outros seres vivos, minuciosamente, para entender o equilíbrio que o José, mencionou, não precisa nem estudar o funcionamento de todo o Universo, basta estudar o seu corpo que foi, minuciosamente, desenhado, projetado e construído, com total precisão de detalhes.
        “NO UNIVERSO, NÃO EXISTEM OBRAS DO ACASO, E NADA ACONTECE POR ACASO”
        Quanto aos dinossauros, e outros povoamentos que houveram, fazem parte de uma sequência de povoamentos, até chegar à época atual, com seres cada vez mais inteligentes, o suficiente para entenderem que são livres para escolher entre o caminho do bem (escolha certa) e o caminho do mal (escolha errada).
        A escolha certa leva à consequências boas: O CONTINUÍSMO DA ESPÉCIE
        A escolha errada leva à consequências ruins : A EXTINÇÃO PARCIAL OU TOTAL DA ESPÉCIE

        1. Eu não entendo que raiva é essa que as pessoas têm do acaso. Se eu jogar um dado para cima, Deus vai ter de monitorar o dado para se certificar de que ele não caia ao acaso? Deus dá plantão em Las Vegas cuidando de cada roleta, cada videobingo, cada caça-níqueis…? Deus é tão futil assim que não pode deixar algumas coisas ao acaso? E, se pode, mesmo que seja algo tão besta quanto um dado de Dungeons and Dragons, cai por terra a hipótese do “nada acontece por acaso”. Então vai de você: ou você acredita que Deus é tão inteligente que pode conviver com o acaso, ou Deus é tão desocupado e boboca que tem ojeriza completa ao acaso, mesmo quando ele é irrelevante para o grande esquema das coisas.

          1. Acho que as pessoas não acreditam nas imensas possibilidades criativas do acaso por não considerarem uma variável crucial: o tempo. E é difícil mesmo de entender de verdade o que significam milhões de anos de acaso. E mais uma importante, que dá ordem ao acaso: a seleção. Acaso+tempo+seleção juntos resultam em uma impressionante engenharia, plenamente capaz de produzir sistemas altamente complexos – como seres vivos, por exemplo. E daí mais alguns milhões de anos de acaso e seleção, e temos seres vivos pensando nisso.

            Ou então acreditamos que tudo a nossa volta foi feito para nós, por alguém que criamos a nossa imagem e semelhança (ops, era o contrário né?), e que nos colocou aqui para nos testar, sei lá por que prazer. Pois nos deu inteligência e livre arbítrio para questioná-lo, mas se vinga de quem o questiona, mesmo sem dar provas concretas de sua existência. Porque convenhamos, se Ele assim o quisesse, ele descia do céu, parava o tempo, abria os mares e calava pra sempre a boca de todos esses cientistas chatos, né? 😉

      3. “para entender um simples movimento de rotação a ciência teve que recorrer a um “eixo-imaginário” para entender coisas mais complexas o homem deve imaginar algo mais complexo, pois a física da Terra NÃO PODERÁ PRESCINDIR DA LÓGICA COM DEUS” Chico Xavier

          1. hmmm, aí sou obrigado a discordar de você.

            creio que ele realmente acreditava naquilo tudo que pregava, portanto não estava intencionalmente tentando enganar ninguém. fazia o que fazia por acreditar que era o correto. não o considero um charlatão, no sentido original da palavra.

          2. hehehehe…

            Claro, forjava fotos para enganar as pessoas… Fingia conversar com mortos…

            Era bem inocente ele.

      4. É que estava nos planos da inteligência superior dizimar os dinossauros para milhões de anos depois dar condições para o desenvolvimento da espécie humana.

        Então, não faz mal matar todos os dinossauros e grande parte da biodiversidade existente. Aliás, pode colocar na conta todas as grandes extinções que aconteceram na Terra, tudo foi por nossa causa!

        Essa tal inteligência superior teve que dar mudar o curso da evolução da vida aqui na Terra por meio de grandes extinções até acertar a mão com uma espécia de primata pelado, que cheira muito mal se não tomar banho todos os dias.

        Mas pera, se a inteligência superior é tão inteligente assim, porque ela não acertou a mão logo da primeira vez?

      5. Até onde me consta, os dinossauros são os culpados diretos por terem sido extintos. Se eles tivessem um programa espacial, talvez a história fosse outra. Mas preferiram ficar brincando de comer javalis selvagens por aí…

        1. Nãããão, a culpa dos dinossauros foi porque eles não acreditavam em deus, ou numa inteligência superior, ou num grande arquiteto. Tiveram o que mereceram, bem feito! Ah, também foram extintos porque não construíram igrejas nem cobraram dízimo!

          1. Eu tenho por mim que eles rezavam todas as noites antes de dormir. Isso depois de comerem um mamífero fresquinho no jantar. rs

    2. Putz decida-se: afinal de contas a criação foi em sete dias? sete mil anos? sete milhões? sete bilhões? o dobro? Já estão aceitando a idade calculada pelos infiéis? Porque não setenta bilhões?
      Ou também pode ser seis dias, já que o sétimo foi de descanso, nem Deus é de ferro, né.
      Seis dias? seis mil anos?…

    3. Caro José, para sua satisfação, os anunnaki/nefilim dizem que existe o Criador de Tudo, não explicitam como ele é, se é um ser ou um ponto do universo onde as coisas são criadas(ou surgem). O restante é caos evolucionário.

    4. Experimenta dar uma olhada na Lua com um binóculo e imaginar a “harmonia” que deve ter sido o primeiro bilhão de anos do Sistema Solar.

  16. Valeu Salvador, obrigado pelo seu trabalho de tradução e interpretação das novas descobertas da NASA sobre “mundos oceanos” dentro do nosso próprio sistema solar…

  17. e saber que bilhões de dólares são gastos todos os anos para saber se tem vida fora do nosso planeta,fico imaginando se existe e nós aqui do planeta mais fordístico do universo á encontramos com certeza já vamos destruir tudo como sempre fazemos com nossa super inteligencia e arrogância,deveríamos cuidar de nossos doentes de nossos problemas e tentar entender por que somos tão convencidos de que somos os melhores. inventamos nossas próprias maneiras de morrer, imaginem um alienígena vindo aqui e levando uma fatia de mortadela para pesquisa eles ririam tanto que morreriam em ver como somos tão burros e tendo tudo para sermos bem sucedidos e viver mais que 120 anos com qualidade de vida em fim chega a ser engraçado como de fato somos os mais poderosos do universo pois com um simples toque de um botão um louco tipo Donald Tramp pode dizimar milhares ou ate milhões de vidas em apenas um segundo ou os milhares que morrem mundo afora por dia de fome e outras desgraças criadas por nós mesmos temos tanto a fazer por aqui que quando o homem chegar em marte provavelmente aqui ja não exista mais nada e os que la chegarem vão ter que ficar por la mesmo pois aqui não sera mais habitável.

  18. Em certo comentário alguém resolve racionar considerando uma variável a mais e acaba sendo considerado atrasado, ultrapassado, retrógrado, fanático etc. Ou seja, abrir mais leques para reflexão significa menos poder de raciocínio e de compreensão. E ainda é xingado pelos supostos donos da verdade.

    1. Tentar incluir uma variável a mais em uma equação que já funciona muito bem sem ela, não é nem um pouco razoável. Talvez se este certo alguém parasse para realmente raciocinar não faria tal comentário. Ainda mais quando não há qualquer evidência que suporte a efetividade de tal variável.
      Não vejo como um indivíduo assim possa ser considerado arrojado, progressista ou até mesmo ponderado. Ele tão pouco contribui para qualquer compreensão pois ao invés de tentar “abrir leques” para questões ainda em aberto de forma racional, tenta na verdade levar a discussão a um patamar não racional nem científico.

      Talvez por isso ele seja xingado, mas é apenas uma suposição, né?

  19. Ainda que haja vida apenas na Terra no sitema solar, e que apenas um infinitésimo de sistemas planetarios possuirem vida, ainda assim seriam bilhões de planetas com vida espalhados pelo universo. Comum ou raro, existe muita vida fora da Terra.

  20. Solaris cada vez mais possível 🙂

    Mas existe já algum plano de novas sondas? Se não, quais seriam as alternativas para um estudo mais aprofundado, e não somente especulativo?

    1. Existe, mas nada ainda com orçamento. Mandar um espectrômetro de massa mais capaz que o da Cassini para estudar as plumas de Encélado poderia obter resultados muitos bons, inclusive evidências de vida, se houver alguma.

      1. Por que não colher uma amostra das plumas e trazê-las de volta para uma análise microscópica? Poderíamos achar micro-organismos ali!

        Se houver vida em Encélado, nem precisaremos perfurar a superfície para encontrá-la. Não precisaremos nem pousar uma sonda lá. E só colher amostras de gelo das plumas!

        1. Fazer ida e volta em Encélado não seria trivial. Acho que a próxima rodada será ainda sem retorno de amostras.

  21. Creio que na criação não tem nada sem sentido. Considerando-se que o numero de planetas fora da zona definida como possível de possuir água liquida e de apresentar condições mais favoráveis ao surgimento da vida como se pensa atualmente é imensamente maior do que os que se encontram dentro desta zona de acordo com as ultimas amostragens, creio que devem ter alguma função e como já visto podem abrigar oceanos em temperaturas adequadas ao surgimento de micro-organismos ou até criaturas cuja existência ainda ignoramos. Seria uma grande idiotice achar que o criador desperdiçaria sua energia em coisas sem sentido ou utilidade dentro de um universo totalmente auto-suficiente.

  22. Tomara que em nosso tempo de vida desenvolvamos tecnologia para conseguirmos acessar tais luas rapidamente. Mesmo assim, mesmo que as viagens espaciais tornem-se usuais e os destinos interplanetários sejam encurtados, no futuro, missões como a da Cassini serão sempre memoráveis.

  23. Como sempre, evoca-se a variável tempo para que qualquer coisa, pois mais improvável que seja apareça, mas sabemos que não é bem assim. Sabemos muito sobre como as reações químicas ocorrem, mas muito pouco sobre as moléculas orgânicas (especialmente as mais complexas) e suas interações de modo a formar um organismo auto replicável, que definiríamos como ‘vivo’. Não bastam a existência dos ingredientes certos, no ambiente certo, nas proporções certas e abracadabra, a varinha mágica do tempo faz o resto. Por exemplo, num cadáver ainda fresco, teríamos tudo isso, mas podem passar milhões ou bilhões de anos que nunca essa massa inerte de ingredientes irá se transformar novamente no organismo que o gerou (mesmo que seja totalmente isolado de quaisquer outras interferências externas) . Pelo contrário, tudo volta ao que era antes da existência do organismo

    1. Se você fosse mesmo um cético, e não um fanático religioso disfarçado, entenderia que os cientistas não “evocam” nada com um artifício conveniente. Eles criam hipóteses e aí as testam. Não sabemos se o tempo é a variável mais importante, ou mesmo se tem alguma importância na formação da vida. O que fazemos é formular a hipótese: “E se o tempo for importante?” E aí verificamos onde houve tempo e não houve tempo, e quais foram os resultados nesses lugares. TESTAMOS a hipótese. Mas, como ainda não estudamos de perto Marte, Encélado, Europa e outros mundos oceanos, talvez o tempo não seja importante — talvez a formação de vida seja uma reação rápida, e o que é incomum é a combinação certa dos compostos. Ainda não temos a resposta. O que estamos fazendo é justamente buscar a resposta, pelo único método eficaz: a ciência.

          1. Mas os dois combinam perfeitamente. Ambos parecem vir aqui só para te atazanar também. De certa forma um complementa o outro, Pelo visto você tem um “fã clube” às avessas. hahaha

      1. E talvez não exista mesmo vida em Encélado. Teremos assim mais um alarme falso e mais uma constatação de que vida mesmo só aqui, no nosso admirável e único planeta Terra.

      2. Falou um materialista fanático. A ciência vai levar centenas de anos, talvez, milhares, para descobrir o que a intuição vinda do Espírito descobre em segundos, DEUS!

        1. Eu acho engraçado como falam “materialista” como alguma coisa ruim. Acho bem sensato ser materialista. Ninguém duvida que a matéria exista. Quem acredita na matéria está em terreno firme. Agora, quem acredita em coisas além da matéria, tem quais evidências? Nem estou discutindo se há ou não algo além da matéria. Só estou apontando que não é preciso ser fanático para acreditar na matéria. Até os espiritualistas não negam a existência da matéria. Então ser “materialista” é, na prática, ter uma postura humilde — não fazer afirmações sobre nada que não se pode evidenciar.

          1. O caso é que a evidência material é diferente da evidência espiritual. A evidência material é uma descoberta coletiva, uma constante comum da nossa existência física. Por outro lado, a evidência espiritual é uma experiência individual, única e reconhecida apenas por quem a vivencia, daí a dificuldade de certas pessoas em aceita-la como uma realidade.

          2. Evidência espiritual não é objetiva. É subjetiva. Portanto, não pode ser submetida a outrem. Cada um tem a sua. E por isso mesmo é perda de tempo discutir. Você nunca vai poder me passar a sua fé, mesmo que insista tanto — e como você insiste. Oh boy.

          3. Salvador você está gastando sua energia intelectual superior com esses “religiosos’ de fundo de quintal aí do Brasil. Esses tais de religiosos só fazem sucesso em países de quinto mundo, pobres, piadas internacionais, sem prêmio Nobel, e que ficam em 180o lugar na olimpiada de matemática. Porque será que religião diminui em toda parte desenvolvida do planeta e só cresce em lugares pobres e subdesenvolvidos como o Brasil, a Africa, ou aquela pobraiada do Oriente Medio? Aqui nos EUA os religiosos só continuam existindo nos estados miseráveis do sul racista. Se esse pessoal pobre e burro passasse menos tempo lendo um livro mal escrito cheio de estórias da carochinha e com IMENSOS ERROS DE CONTINUIDADE (além disso, péssimo enredo) e se dedicassem mais a estudar e aprender o método científico talvez conseguissem ser alguma coisa Eu gosto e de ver esses religiosos passarem pela prova do mop aqui nos EUA. Chegam como missionários e acabam COMO JANITORS LIMPANDO O CHÃO. Eu quando vejo um brazuquete assim HUMLHO NA HORA e pergunto: cadê teu DEUS faxineiro pobre e burro? A minha CIÊNCIA ME DEU MEUS MERCEDES, E ASTON MARTINS e minha casa no Cocoplum, além da cidadania AMERICANA. O seu DEUS TE DEU O QUE: MEDO DA IMIGRAÇÃO E ANDAR A PÉ PORQUE NEM DINHEIRO PARA PEGAR UM BUS O CRENTE TEM… Religião é coisa de gente pobre e burra que mora no quinto-mundo.

          4. Caro Popô… refute isso:

            “O caso é que a evidência material é diferente da evidência espiritual. A evidência material é uma descoberta coletiva, uma constante comum da nossa existência física. Por outro lado, a evidência espiritual é uma experiência individual, única e reconhecida apenas por quem a vivencia, daí a dificuldade de certas pessoas em aceita-la como uma mentira.”

            Como você mesmo afirma, a experiência é pessoal. Então, não há porque você tentar impingir a sua verdade a outrem. Se a sua verdade é pessoal, guarde-a para si.

        2. Depois que todos os pastores, missionários, apóstolos, bispos, etc, abrirem mão dos seus….quero dizer, dos bens materiais de suas igrejas, e depois que todos os religiosos seguirem o exemplo dos jesuítas e fizerem voto de pobreza, aí sim depois disso a gente conversa.

      3. Depois de termos tantas informacoes sobre o DNA e a alta complexidade dos organismos vivos, minha conclusao é que somos obra de uma vida ainda mais inteligente, que nos criou a partir da mais alta biotecnologia. Somos inteligencia artificial que, lancada em forma de dna, pode colonizar o universo e se adaptar a cada planeta em que se desenvolver por meio do mecanismo da evolucao.

        1. Eu também penso assim. Mas isso não explica como surgiu e se desenvolveu essa tal vida ainda mais inteligente.
          Acho que a vida é simplesmente uma condição da existência do cosmo. Ou seja: Está intrinsecamente ligada à energia do campo quântico do universo. Da mesma maneira que pequenas variações nesse campo quântico, a longo prazo, podem fazer surgir cordas vibratórias e posteriormente matéria, essas mesmas variações poderiam, também a longo prazo, produzir uma sequência pré DNA que fizesse surgir o Ácido Desoxirribonucleico no interior das células.
          TUDO ESTÁ CONTIDO NA NÃO LOCALIDADE ESPAÇO TEMPORAL. (CAMPO QUÂNTICO)

      4. Sideral, vc está mesmo vagando pelo espaço (vazio), pois está totalmente equivocado a meu respeito. O que posto aqui neste blog não tem nada a ver com religião e muito menos com fanatismo. Como meu user name diz, o cético é aquele que busca evidências para aceitar alguma coisa. No caso em tela, não podemos afirmar que a variável tempo seja importante (muito menos quantificar esse tempo) se não é possível modelar uma função com essa variável, sendo a relação entre esta e as outras totalmente desconhecidas. A grosso modo, se V=f(t) (V de vida), precisamos conhecer a equação que modela V. Como dizia Lord Kelvin:”Se não for possível expressar algo em números, então o conhecimento é limitado e insatisfatório”

        1. Ah é, equivocado? Você é “cético”? Bem, antes de você assumir a alcunha de “mensageiro cético”, você usava outra aqui neste blog, e lançava pérolas como estas:
          ———
          O mundo só acaba pra quem morre ou perdeu a esperança. Coisas realmente sérias só começarão a acontecer no ano 2398, ou seja, daqui a 381 anos. Há muito chão ainda, vivam o que a vida pode oferecer de melhor!
          ———
          Em relação a esses ‘falsos profetas do apocalipse’, fica aqui um recado: nada acontecerá até o ano de 2298, ou seja, daqui a a 281 anos, quando nenhum de nós existirá para contar essa história.
          ———
          Não sou nenhum fanático religioso, apenas considero interessantes as estranhas coincidências que costumam ser citadas nos textos bíblicos e no alcorão, Assim, para quem tiver interesse, veja por exemplo Apocalipse 6:14, Isaías 34:4, e oitava surata 104 do alcorão, onde é citado que o céu se enrola como um pergaminho e as estrelas parecem estar caindo. Obviamente, para os leitores daquela época, isso seria incompreensível, mas se fizermos um paralelo com a curvatura do espaço de Einstein e as ‘dobras espaciais’ da ficção científica…
          ———
          Não soa muito cético para mim, mas talvez você possa esclarecer de onde seu ceticismo o levou a acreditar, por exemplo, na certeza de um cataclismo no ano 2298 ou 2398, não sei bem. Também poderia explicar como seu ceticismo interpreta “estranhas coincidências” em textos religiosos, e qual é seu interesse, como cético, nesse tipo de literatura.
          É fácil se esconder atrás de um apelido e dizer ser quem você não é, né? O seu azar é que o blogueiro, por aqui, leva a sério os leitores, e por isso mesmo tem memória deles. 😉

          1. Bom, se for assim, quem chegar em 2098 que comece a se preocupar.
            Pelo menos temos uma prova de 1998, o cataclismo francês 🙂

          2. Caro espacial, meu ceticismo é tanto com as religiões da forma como se apresentam quanto com os fraquíssimos argumentos daqueles que as combatem. Meu interesse, como pesquisador e autodidata, não está no conteúdo filosófico do que é mencionado nas escrituras ditas ‘sagradas’ e sim com a possibilidade daqueles estranhos eventos ali descritos realmente ocorrerem sob determinadas circunstâncias, o que abriria novas e inéditas fronteiras para o conhecimento. Ao invés de perdermos tempo com as mesmices do tipo ‘contos de fadas’ papai noel, etc,etc que são completamente inúteis em relação aos ‘fanáticos religiosos, poderiamos (como já estou fazendo há muitos anos) harmonizar essas informações com o conhecimento que já dispomos. Isso já foi feito, por exemplo, por Isaac Newton, mas usou uma interpretação completamente equivocada. Se prestarmos atenção, há muita matemática embutida nesses textos, como funções exponenciais, por ex, mas que foram mal interpretadas pelos assim chamados ‘crentes’. Haveria muito para dizer, mas não há espaço e este não é o forum para isso

          3. De fato, esse não é o fórum para isso. Recomendo que você dispense o termo “cético” e funde sua própria igreja, com suas interpretações “autodidatas” de textos religiosos. 😉

    2. Como você sabe que um cadáver não volta à vida depois de passado algum tempo? Já observou um por bilhões, trilhões ou quatrilhões de anos? Se não fez isso, não pode ter certeza.. Talvez um cadáver seja capaz de voltar à vida se passar tempo o bastante, as moléculas do corpo, se movendo por puro acaso, talvez em algum momento restituam a vida, do mesmo modo que sortear letras por acaso acabaria formando a frase “Eu te amo” depois de tempo o suficiente, por por acaso da combinação das letras. Como já foi dito uma vez, se esperarmos tempo o suficiente, tudo que não for impossível é inevitável.

      1. A probabilidade existe, embora seja infinitesimal. Mas a Entropia nos força a acreditar que não

      2. Um cadáver está repleto de vida.
        Que não foi criada por ele, evidentemente, mas que ele já alimentava quando vivo – e continua alimentando depois de morto.
        Acho que o argumento de ressurreição de cadáveres não foi muito feliz aqui nesse contexto…

  24. Toda espécie de vida pressupõe um plano inteligente ,
    do contrário seria um caos completo o Universo!
    Um caos na mente pode levar.nos â diferentes conclusões !

    1. Não é essa conclusão a que chegou a ciência moderna. Essa ideia de “plano inteligente” é medieval, já superado há muito tempo. Vale a pena informar-se melhor.

    2. Um plano inteligente que começou no caos que deu início ao Universo? Improvável.
      Quanto à suposta ordem Universal que você sugere, só pode ser apreciada através de observações realizadas em curtos períodos. Nas observações de qualquer sistema por bilhões de anos, o caos reina absoluto.
      A maioria das mentes caóticas deste planeta é que estão nos levando para o interior desse buraco negro chamado ignorância. Não que eu o esteja chamando de ignorante, apenas mais uma mente no mar do caos.

  25. Incrível, ao explorar Encélado e a possibilidade de haver vida lá, começamos a descortinar os segredos da formação aqui na Terra.

    Metaforicamente, a vida é como um bolo e Encélado tem todos os ingredientes, só que ninguém sabe direito a receita. Qual é o tempo de cozimento necessário? Como os ingredientes se combinam? Senão o bolo desanda. hehe

    Será surpreendente se Encélado, mesmo tão jovem (o que se especula), já tiver produzido vida. (Nesse caso, vou trocar o bolo da metáfora por um miojo). 🙂

    1. Hehehe, eu acho que temos uma boa quantidade de variações de receita no Sistema Solar para formar uma boa ideia. Se acharmos evidência de vida passada em Marte, mas não em Encélado e Europa, saberemos que a interação oceano-atmosfera tem um papel importante. Se acharmos evidência de vida em Europa, mas não em Marte, sabemos que o importante é estabilidade do oceano. Se acharmos vida em Europa, mas não em Encélado (e Encélado for jovem), saberemos que o tempo é um ingrediente crucial. Se acharmos sinais de vida em todos esses lugares saberemos que vida é figurinha muito fácil no Universo. 🙂

      1. É o que eu espero. Se não for isso será bem frustante, pois eu realmente acredito que a vida no universo é muito comum, ou pelo menos que certas regiões das galáxias.

      2. SALVA,voce ainda insiste em dizer que nao encontrar vida em marte.
        esta esta a parte da materia da NASA que voce nao quiz ler..
        Faz lembrar aquelas historias do surdo e mudo por trauma pisicologico.

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