Mensageiro Sideral

De onde viemos, onde estamos e para onde vamos

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Salvador Nogueira é jornalista de ciência e autor de 11 livros

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É a Lua, meu amigo, minha amiga! A LUA!

Por Salvador Nogueira

Então, seguinte.

Superlua – Lua cheia perto do perigeu, o momento de máxima aproximação que o satélite natural faz de nosso planeta em sua órbita elíptica. Acontece várias vezes ao ano. Nada demais. Se ninguém te contar que está acontecendo, a chance é boa de você não notar diferença alguma que vá além de “nossa, a Lua está bonita hoje, né?”.

Lua azul – O ciclo da Lua dura 29,5 dias, ou seja, esse é o tempo que leva para ela ir de uma fase cheia a outra fase cheia. Dependendo do dia do mês em que cai a Lua cheia, dá tempo de, antes de acabar o mês, haver uma segunda Lua cheia. Quando isso acontece, é a tal Lua azul. Mas ela não fica azul, não se preocupe. Eu é que fico azul de ter de ficar explicando essas coisas.

Lua de sangue – É um eclipse lunar total. Ocorre quando a sombra da Terra se projeta sobre a Lua, deixando-a avermelhada (pela refração de raios de luz solar que são desviados pela atmosfera da Terra e acabam chegando à Lua, mesmo encoberta pela sombra do nosso planeta). Mas, na boa, parece mais tijolo que sangue. Acontece mais ou menos uma ou duas vezes ao ano e nem sempre é visível de onde você está.

No próximo dia 31, teremos essas três coisas ao mesmo tempo. Mas nenhuma delas significa nada, nem é particularmente especial. Você não verá a Lua azul, nem perceberá a Superlua como muito diferente de uma Lua cheia normal. Dos três, o único realmente digno de nota seria o terceiro — se fosse visível do Brasil. Não será o caso. Então, desculpem o mau humor, mas nada disso tem muita importância e só vira notícia porque temos uma população (mundial, não é só na República das Bananas, não) que é largamente analfabeta cientificamente.

Bom fim de semana.

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