A tênue luz de 51 Pegasi b

Salvador Nogueira

Pela primeira vez, cientistas conseguiram detectar a assinatura de luz visível emanada de um planeta fora do Sistema Solar. É o retorno triunfal do planeta 51 Pegasi b ao estrelato — duas décadas atrás, ele se tornou famoso como o primeiro exoplaneta a ser descoberto em torno de uma estrela similar ao Sol.

Concepção artística de 51 Pegasi b, o primeiro planeta descoberto a orbitar outra estrela similar ao Sol, que agora teve sua luz detectada (Crédito: ESO)
Concepção artística de 51 Pegasi b, o primeiro planeta descoberto a orbitar outra estrela similar ao Sol, que agora teve sua assinatura de luz visível detectada (Crédito: ESO)

Mais que isso, contudo, é a abertura de uma importante janela para o estudo desses mundos distantes — ao detectar a assinatura de luz, é possível investigar coisas como a composição da atmosfera e, assim, fazer uma caracterização mais completa desses planetas.

E o que torna tudo mais empolgante: o achado foi feito com tecnologia atual, em vias de ser ultrapassada por instrumentos e telescópios bem mais poderosos.

O artigo que reporta o resultado acaba de ser publicado no periódico “Astronomy and Astrophysics” e tem como primeiro autor o astrônomo português Jorge Martins, da Universidade do Porto. Entre os co-autores, Nuno Santos, também do Porto, Michel Mayor, um dos descobridores originais do planeta, do Observatório de Genebra, e o astrônomo brasileiro Claudio Melo, do ESO (Observatório Europeu do Sul).

“O Jorge fez um super trabalho e mostra que a técnica pode ser usada para casos mais ousados”, disse Melo ao Mensageiro Sideral.

PROCESSAMENTO
As observações foram feitas com o espectrógrafo HARPS, do ESO, instalado no modesto telescópio de 3,6 metros em La Silla, no Chile. Ele já é o principal instrumento usado para detectar planetas que não passam à frente de suas estrelas com relação a observadores na Terra. Sem o trânsito, o único meio de detectar sua existência é medir, na assinatura de luz da estrela, sinais do pequeno bamboleio gravitacional produzido por planetas que estejam ao seu redor.

No caso de 51 Pegasi, esse bamboleio nem é tão sutil assim. O planeta exerce um efeito gravitacional considerável sobre sua estrela pelo fato de estar muito perto dela — ele completa uma volta a cada 4,2 dias terrestres. Uma comparação com Mercúrio dá uma noção de como isso é pouco — o planeta mais próximo do Sol leva 88 dias para fechar o circuito em torno de sua estrela-mãe.

E, para tornar tudo mais bizarro, 51 Pegasi b é um planeta gigante gasoso. Até então, nenhuma teoria de formação planetária previa que planetas desse porte pudessem existir tão perto de suas estrelas. Agora, a maioria dos cientistas acredita que eles se formem distantes de seus sóis e depois migrem para dentro do sistema.

Fato é que, com esse tamanho e a essa distância, o efeito do bamboleio gravitacional foi grande a ponto de permitir sua detecção na assinatura de luz da estrela em 1995.

A estrela 51 Pegasi, do mesmo tipo que o Sol, localizada a cerca de 50 anos-luz de distância, na constelação do Pégaso (Crédito: ESO)
A estrela 51 Pegasi, do mesmo tipo que o Sol, localizada a cerca de 50 anos-luz de distância, na constelação do Pégaso (Crédito: ESO)

A grande novidade agora foi desenvolver um meio de subtrair a assinatura de luz vinda da própria estrela, deixando apenas o diminuto sinal da luminosidade refletida pelo planeta, cerca de meio centésimo de milésimo do total da luz. É um nadica.

Ainda assim, graças à técnica de “mastigação de dados” desenvolvida por Martins e seus colegas, foi possível detectar o sinal, com uma confiança de 99,5%. (Tá bom para você?)

Isso permitiu determinar com maior precisão a massa e a inclinação orbital de 51 Pegasi b — estima-se que ele tenha cerca de 46% da massa de Júpiter e sua órbita esteja num ângulo de apenas uns 10 graus com relação à linha que liga a Terra à estrela 51 Pegasi, a modestos 50 anos-luz de distância. Ou seja, por muito pouco ele não passa à frente de sua estrela e provoca um trânsito observável daqui.

Além disso, foi possível calcular o provável albedo (nível de brilho) do planeta e com isso estimar o raio, em 1,9 vez o de Júpiter — o planeta teria metade da massa, mas o dobro do diâmetro, em razão da atmosfera inflada pela alta temperatura, em razão da proximidade com a estrela.

ALÉM DE 51 PEGASI
O sucesso da empreitada demonstra que será possível extrair o espectro de luz refletida por outros planetas. O grupo já ganhou tempo de observação com o instrumento UVES, do VLT (Very Large Telescope), e tentará detectar outros planetas desse modo. Mas a coisa realmente vai ficar interessante quando entrar em operação o espectrógrafo ESPRESSO — sucessor do HARPS a ser instalado no VLT — e quando a próxima geração de telescópios, dentre eles o GMT (de um consórcio internacional com participação paulista, via Fapesp) e o E-ELT (do ESO, que deve ter o Brasil como novo membro se a adesão for aprovada no Senado como já foi na Câmara), estiver funcionando, na próxima década.

Isso permitirá estudar a composição atmosférica e o albedo de um sem número de planetas dos mais variados tamanho, finalmente nos permitindo ter uma noção mais consistente da variedade de mundos existentes nas nossas vizinhanças interestelares. Vai ser sensacional.

O POTENCIAL
Em razão do novo trabalho, troquei ideias com o astrônomo português Nuno Santos, um dos autores do trabalho. Confira abaixo a minientrevista.

O astrônomo português Nuno Santos, da Universidade do Porto (Crédito: UP)
O astrônomo português Nuno Santos, da Universidade do Porto (Crédito: UP)

Mensageiro Sideral – A técnica parece promissora. Você acredita que no futuro poderemos fazer a caracterização completa de sistemas usando só espectroscopia, sem precisar de trânsitos para delimitar o raio dos planetas?

Nuno Santos – Não creio que isso venha a acontecer. As várias técnicas são complementares. Os trânsitos permitem medir o raio do planeta. A espectroscopia permite derivar a sua massa (através das velocidades radiais) ou estudar a composição da atmosfera. Todas se combinam para termos a melhor imagem do planeta possível.

Mensageiro Sideral – Embora um sinal com 3-sigma pareça ser muito convincente, pouca informação parece ter saído dele, com barras de erro significativas. Existe a perspectiva, talvez com novos instrumentos e telescópios, de conseguir mais do espectro visível do planeta, talvez permitindo identificação de moléculas na atmosfera?

Santos – A ideia deste trabalho e da exploração desta técnica foi feita com o objetivo de aplicá-la a dados de espectrógrafos futuros, tais como o ESPRESSO (ESO, VLT) ou outros para o E-ELT. Durante o processo apercebemo-nos no entanto que talvez já se conseguisse detectar algo com instrumentos atuais. Então tentamos… e conseguimos este resultado! Agora temos de melhorar para conseguir extrair mais física. Mas a prova de conceito foi feita.

Mensageiro Sideral – Por ora, a técnica está limitada a Hot Jupiters, ou poderia ser aplicada a outros planetas, de variados portes e períodos orbitais?

Santos – Com a instrumentação atual creio que estamos limitados a este tipo de planetas. Mas com o ESPRESSO ou com o E-ELT poderemos estudar planetas de muito menor massa (ou menor raio). Creio que talvez mesmo chegar a planetas semelhantes à Terra (desde que em órbitas de período orbital mais curto).

Mensageiro Sideral – Ótimo meio de comemorar os 20 anos de 51 Peg b!

Santos – É sim! 🙂

Acompanhe o Mensageiro Sideral no Facebook e no Twitter

Comentários

  1. Caro Salvador,

    Quero fazer um brinde a este artigo. É assim que toda divulgação científica deveria ser. Lendo o artigo original e o seu fica claro o grau de informação transmitida em suas palavras e que não houveram distorções quando você foi didático, o que é muito comum nesta área. Meus sinceros parabéns.

    1. Paulo, note que o lance é “assinatura de luz visível”, não luz simplesmente, mas o espectro, nas frequências da luz visível. Eu mesmo já falei de fotos de exoplanetas aqui, onde obviamente você detecta luz desses planetas — e, claro, tira o espectro deles. Mas aí tem uma coisa — as imagens são em infravermelho. Então note que “luz de planetas”, já detectamos. “Assinatura de luz” também. Mas “assinatura de luz visível” ainda não. E é um avanço importante, porque você pode extrair informações diferentes de diferentes partes do espectro. 😉

          1. Ausência de luz não é luz negra, né, professor?
            O que tem eles? Nunca ninguém viu planetas errantes em luz visível. Só em infravermelho, e mesmo assim só quando eles são muito jovens (e ainda emitem infravermelho pelo calor de formação).

  2. Grande notícia, Salvador. E parabéns pelos textos e pelo modo como você realiza essas entrevistas. Muito esclarecedoras e de fácil compreensão. Grande abraço.

  3. Essa técnica tão sensível não poderia ser utilizada para comunicação a laser com nossas futuras sondas, acelerando a taxa de transmissão de dados. Tanta sonda pousando por aí, nem um videozinho pra dar gosto.

  4. Salvador, seria possível que, por estar a órbita tão próxima da estrela, que estivesse ocorrendo uma aproximação, e que houvesse, num futuro próximo, um espetáculo no céu, com a fusão dos dois astros (que eventualmente já pode ter ocorrido dentro dos 50 anos que nos separam entre a luz emitida e a observada)? Ou mesmo esse evento seria visível como “espetáculo”?

    Ou já temos um pleno equilíbrio orbital nesse caso?

    Digo isso porque minha geração presenciou o fiasco do Halley, e não tivemos nenhum grande evento “visual” nos céus, como minha avó descrevia sua visão do Halley em 1910.

    Claro que tivemos a chegada do homem à lua, grandes descobertas científicas, muitos avanços das sondas e dos grandes telescópios, mas nenhum espetáculo para o deleite dos olhos…

    1. Não teremos espetáculo no céu, isso é certo. Agora, existe a possibilidade de que certos planetas migrem e acabem mergulhando em seus sóis, mas não parece ser o caso aí. Vamos combinar que 51 Pegasi é uma estrela mais velha que o Sol, com seus, digamos, 7 bilhões de anos, e planetas se formam e migram muito cedo na história do sistema. Se 51 Peg b não caiu ainda, não vai ser agora que vai cair. Mas, ainda que caísse, não seria algo espetacular, visível a olho nu, etc. Por mais que seja um gigante gasoso, é um planeta ainda bem menor que sua estrela. Veja a diferença de tamanho entre o Sol e Júpiter. Abraço!

      1. Obrigado, Salvador. Faz todo sentido!

        Resta, então, aguardar por uma supernova… ou que o monolito acenda Júpiter! 🙂

        Claro que o espetáculo que eu gostaria de ver não inclui presenciar um asteroide perdido cujo CEP de entrega coincida com esse planetinha azul…

        Abraços, parabéns pelo blog e obrigado pela atenção!

  5. Olá Salvador, não entendi esta sua frase:
    … sua órbita esteja num ângulo de apenas uns 10 graus com relação à linha que liga a Terra à estrela… Significa que a linha de visada está quase perpendicular ao plano da órbita ?

    1. Significa que a linha de visada quase coincide com o plano da órbita — 10 graus de diferença.

  6. Boa tarde, de fato é uma interessantíssima notícia.
    No mais há uma pequena correção a ser feita na palavra COM.
    “…do planeta e coN isso estimar o raio…”
    Abraço

  7. Muito interessante, sou ligado em tudo que diz respeito a espaço, mas na sua opinião não seria mais proveitoso a preocupação com o que está mais próximo a nós.

    1. No dia a dia usamos dezenas de tecnologias desenvolvidas inicialmente para exploração espacial.

    2. Essa pergunta existe há um bom tempo… desde que ciência custa dinheiro e dinheiro também mata a fome, por assim dizer.

      Porém há dois fatores a serem levados em consideração: O primeiro é a escala de valores e o segundo é o fator desenvolvimento.

      O primeiro é simples: como podemos constatar em inúmeras análises (incluindo esta que nosso amigo indicou no link), o valor destinado a pesquisa científica é muito pequeno comparado às cifras empregadas nos programas sociais. O dinheiro investido em ciência é um “trocado” perto do dinheiro que mata a fome. Então, parafraseando Neil Tyson “se esse tipo de dinheiro pode resolver seu problema, então você tem outro problema”. Em outras palavras, deixar de investir em ciência porque há pessoas passando fome não se justifica. Eu e um amigo meu fizemos essa conta uma vez, na cafeteria do CERN, numa sexta à noite (sim, nerds não têm mais o que fazer) e com 1h de consulta na internet avaliamos qual a ordem de grandeza do valor investido em ciência no mundo e comparamos com estimativas de quanto seria necessário para colocar um prato de comida “brasileiro” para cada ser humano que passa fome no mundo. Com nossas estimativas mais otimistas (que podem ser 10 ou 100 vezes maiores do que a realidade), o dinheiro da “ciência” é equivalente a, no máximo, 1 grão de feijão neste prato. Sem brincadeira, é só isso mesmo.

      Sobre o fator desenvolvimento, quero lembrar que estou escrevendo para pessoas sem rosto, a centenas ou milhares de quilômetros de distância, através da internet. Esta, por sua vez, não existiria sem os investimentos científicos. Mas deixando isso de lado, toda a tecnologia que hoje nos é banal foi um dia apenas uma teoria. Em homenagem aos 20 anos de 51 Peg b, peço que olhem para 20 anos atrás e pensem no que estavam fazendo. Eu era estudante de ensino médio e professor de informática em uma grande franquia de escolas. A internet era a grande novidade! Computadores eram AT486 e havia apenas rumores de algo chamado pentium. Ninguém tinha celular, não no Brasil. Pager era a moda. Nos EUA, celulares eram aparelhos enormes e a sua maioria era fixa em carros. Olhe o quanto nos desenvolvemos. Observem quanto muda em apenas 20 anos. Você consegue projetar onde estaremos daqui a mais 20? Eu não. Mas sei de uma coisa: O que hoje está na prancheta de alguém como “apenas uma teoria” pode ser artigo essencial do estilo de vida humano daqui 20 anos. Se não investimos agora, não há futuro.

      1. Salvador, guarde esse texto assinado e o coloque como resposta em toda pergunta desse tipo. Seus posts têm sempre dois ou três críticos dos investimentos em ciência básica e essa resposta é perfeita!

        Valeu, Gustavo, apareça sempre por aqui, por favor!

  8. Salvador, agora certo: quando se observa o “bamboleio” de uma estrela sei que o movimento é mínimo, mas verificável. Entretanto ao mesmo tempo nossa Terra está se movimentando: girando em torno de seu eixo, em torno do sol, fazendo o “pião”, correndo junto com o Sol pelo espaço, sendo influenciado pela Lua etc. Quando se observa a espectroscopia tudo isto é compensado? Digo: se a estrela “está vindo” e a Terra estiver “indo” no mesmo sentido o gráfico não se altera?

  9. Salvador, quando se observa o “bamboleio” deuma estrela seifazendo o “pião” e outros que é mínimo, mas verificável. Entretantoao mesmo tempo nossa Terra está se movimentando: girando em torno de seu eixo, em torno do sol, correndo atrás pelo espaço, sendo influenciado pela Lua etc. Quando se observa a espectroscopia tudo isto é compensado? Digo: se a estrela “está vindo” e a Terra estiver “indo” no mesmo sentido o gráfico não se altera?

  10. Existe a possibilidade dos planetas gasosos do nosso sistema solar estarem migrando para dentro ? Dizem que o nosso satélite natural, a Lua, está se afastando . A luz refletida desse gasoso pode ter sido captada porque deve ser um gigante muito próximo à estrela dele, além de conseguir refletir mais luz que um planeta rochoso.

    1. Não, nossos planetas estão em órbitas estáveis agora. Mas no começo, quando ainda tinha muito gás e poeira no disco que deu origem aos planetas, eles podem ter migrado mais para dentro ou mais para fora. Na verdade, boa parte dos cientistas acha que Júpiter pode ter migrado até perto de Marte, antes de ser puxado de volta para fora por Saturno.

      1. Ah, e para os céticos de plantão, conseguiram obter esse dado, com essa precisão (3,78 centímetros por ano) GRAÇAS AOS INSTRUMENTOS DEIXADOS NA LUA PELOS ASTRONAUTAS AMERICANOS, ok?

          1. “arremeçado”

            1. Arremessado;
            2. Nada nunca foi “arremessado” para Marte ou para qualquer lugar do espaço;
            3. Vídeos feitos pelos astronautas mostram a colocação dos dispositivos, exatamente nas coordenadas utilizadas para os pulsos de laser;
            4. Mesmo que os espelhos tenham sido colocados por sondas (como os Sovieticos fizeram) não prova que humanos nunca estiveram na Lua.

  11. Salvador, parabéns por mais um post muito interessante. Essa descoberta tem tudo a ver com um outro post seu sobre um cara que fez um catálogo de assinaturas de luz para identificar formas de vida em outros planetas. Achei que você ia fazer um link entre eles.
    Muito obrigado por nos deixar a par das novidades astronômicas. Ciência e arte são as fronteiras do conhecimento humano. Grande abraço!

  12. Vai ter texto sobre os protestos contra a construção do TMT no Mauna Kea? Texto do Cardoso sobre o assunto: meiobit.com/314712/we-are-mauna-kea-jason-momoa-contra-tmt-novo-telescopio-no-hawaii/

    Os melhores textos sobre astronomia eu encontro aqui no mensageiro sideral, excelente trabalho de divulgação científica.

    1. Valeu, Kenny! Não penso em escrever sobre isso, não. Nem acho que esses protestos impedirão o TMT.

  13. Salvador, me diga uma coisa (vc que é homem prá casar e sabe de tudo), Vc diz que a maioria dos cientistas acredita que os planetas gigantes gasosos, depois de formados distantes das suas estrelas, podem migrar para dentro do Sistema Solar…Minha pergunta é: Corremos então o risco de, ao abrirmos nossa janela de manhã, depararmos com Netuno ou Urano passeando aqui no nosso quintal? Isso não seria no mínimo temerário?

    1. Não corremos esse risco, porque a migração acontece ainda durante o processo de formação, quando há disco de gás e poeira para interagir com os planetas e puxá-los para dentro. Hoje em dia — e pelos últimos 4 bilhões de anos — podemos respirar aliviados. Não vai acontecer por aqui.

        1. Já me casei. Só no civil. E não entendo o que minha vida pessoal tem a ver com essa discussão.

        2. imagino que ele não quis cometer tamanha injustiça com tantas religiões diferentes disponíveis, ter que escolher só uma é osso.

      1. Sim, porque vou lhe confidenciar algo: sua esposa é uma mulher de sorte, tem um excelente marido e quando aterrizar será melhor ainda. dará umas piruletas pelo universo, mas como bom homem voltará.

  14. Caro SALVADOR , sempre me interessei muito
    por astronomia mas, lendo suas publicações, muito didáticas, diga-se de passagem, passei a entender bem mais…você conhece demaaaais e sabe transmitir esse conhecimento aos seus leitores. PARABÉNS !!!

  15. Parabéns pela matéria Salvador…
    E é muito importante colocar as referencias, os artigos científicos, e onde foram publicados…(quando possível, rsrs…)
    Sempre passando pelo seu blog para adquirir mais um pouco de conhecimento!!
    Abrçs!!

  16. Não querendo ser chato….e por estarmos num ambiente científico, a denominação correta deste tipo de astro, não seria “exoplaneta” ?

  17. Salvador.
    alguma novidade sobre a missão para CERES? Não era hoje que a sonda iria chegar mais próximo?

    Abraço.

  18. É realmente importante, pois pela luz será possivel conhecer um pouco do planeta. Difícil será chegar lá né Salvador?

          1. Se contar a heliosfera, cerca de 32 horas-luz (lembre-se, você fala em diâmetro, então estou pegando a distância medida pela Voyager e multiplicando por 2). Se contar a nuvem de Oort (por ora hipotética), até 2 anos-luz. Escolha o critério. 😉

          1. Hipotético ou real? o que diabos vc quer dizer com isso?
            Medicoes indicam essa distancia. Ai voce tem duas opcoes:
            – inventa uma voce mesmo, entao hipotético
            – acredita no que foi medido e publicado, entao real

            Cada viagem…

          2. Qual o objetivo do oswaldo gil de souza ? Ele parece querer testar os conhecimentos do Salvador ? kkk , se está com tanto tempo livre para continuar com esta tara, basta ler todo o conteúdo do Blog + Coments e sair caçando erros!

            I die free!

          3. Salvador, eu fiquei um pouco surpreso em saber que há dúvidas sobre a existência da Nuvem de Oort…

            Ontem mesmo li esse texto que peguei via Twitter, “retuitada” por @NewHorizons2015:

            http://www.centauri-dreams.org/?p=33015

            “Right now, the Voyagers will take about 30,000 years to reach the outer edge of the Oort Cloud (the inner edge, according to current estimates, is maybe 300 years away).”

          4. Radoico, nenhum objeto da nuvem de Oort foi observado. Dizem que o Sedna poderia em tese ser um membro da região interna da nuvem. Pela trajetória de alguns cometas, sabemos que a nuvem deve estar lá. Mas enquanto não detectamos pelo menos alguns membros em seu habitat natural, vai continuar sendo uma hipótese. Bem forte, mas ainda assim só uma hipótese.

  19. Devo estar ficando cada vez mais burro !!!
    Afinal os Sóis, os Quasares, as Estrelas e os Planetas não emitem ou refletem a luz ??? Ou será que a Física mudou ???

    1. Planetas refletem. Mas com intensidade muito inferior ao brilho de suas estrelas, o que dificulta a detecção.

    2. Lembrando que planetas podem sim “emitir” luz própria em determinadas situações peculiares, como por exemplo na fase de formação, onde sua matéria é fluida, e muito, mas muito quente! Portanto, em forma de lava, o planeta pode sim emitir Luz! Vide a estrela Dalva, que na verdade é Vênus!

      1. Deixa eu também ser chato ( 🙂 ): a Terra emite luz, mas não luz visível e sim, infravermelha.

        Todos os planetas que têm núcleo “quente” emitem luz infravermelha.

  20. Que descoberta fantástica! Estamos avançando cada vez mais rápido no conhecimento de nosso universo, está sendo emocionante acompanhar as novas descobertas, que tem aparecido com cada vez mais frequência!

  21. Me corrija se eu estiver errado, mas um planeta não consegue emanar luz… Não seria mais adequado utilizar o termo “refletida” ?

    Pela primeira vez, cientistas conseguiram detectar a assinatura de luz visível “refletida por” um planeta fora do Sistema Solar

    1. As duas formas valem, porque parte da luz é refletida e parte é absorvida e reemitida. Não fosse isso, o espectro da estrela e do planeta seriam indistinguíveis.

  22. Lendo esta matéria me lembrei que uma das coisas que me fez interessar por astronomia foi cavaleiros dos zodíacos, haha.

    Alias muito boa matéria salvador!

  23. Mensageiro, bom dia!
    Quando olho para o ‘céu’ até sei identificar o que é planeta do que é estrela. Porém, você poderia indicar algum link ou texto que explica como identificar o que é o quê no ‘céu’?
    (Qual é Mercúrio, Vênus, etc… qual é a Constelação X, Y, etc…)
    Agradeço imensamente!

  24. Uma característica marcante de planetas que possuem vida é uma atmosfera diferente em relação à composição de gases (Estima-se que a da Terra seria predominantemente de CO2 se não tivesse vida). Essa técnica permitirá detectar vida em outros planetas?

        1. Se voce tiver um telescopio poderoso suficiente para ver o possivel habitante desse planeta cutucando o nariz voce nao precisa ir ate la para informa-lo da falta de educacao…

    1. O CO2 é essencial a vida humana pois é elemento essencial a vida vegetal na fotossíntese.

        1. CO2 é um gás, invisivel na temperatura ambiente, há mais ou menos 75 graus centígrados negativos se solidifica. comprovado.

          1. quando falo que voce, um tremendo bagre ensaboado, usa e abusa de sofismas e silogismos falsos, escapa pela tangente.

          2. quando falo que voce, um tremendo bagre ensaboado, usa e abusa de sofismas e silogismos falsos, escapa pela tangente.

            Falou o religioso que até agora não apresentou SEQUER UMA EVIDÊNCIA da existencia de deus.

            KKK

          1. E daí que eu flutuo? Quem disse que é por conta da gravidade? Pode ser porque o monstro do espaguete voador pessoalmente puxa as coisas para o chão. Por que você acha que é a gravidade e não o monstro do espaguete voador? Já me antecipo: porque há uma teoria, matemática, que calcula precisamente o efeito gravitacional, e sabemos que é mais provável que ela esteja certa do que a improvável hipótese do monstro do espaguete voador. O que nos encaminha de volta ao Big Bang. Por que sabemos que ele aconteceu? Pelo mesmo motivo que sabemos que a gravidade existe e como atua — porque hipóteses alternativas são absurdamente mais improváveis. (A única alternativa plausível ao Big Bang seria a de que vivemos num Universo simulado que foi meticulosamente planejado para ter todos os “antecedentes” que remetem ao Big Bang sem que de fato ele tenha acontecido…)

          2. Aristóteles dizia que as coisas caem porque é da natureza dos elementos Terra caírem, enquanto que a natureza dos elementos Fogo é a de subirem…

            Agora, talvez, o oswald aceite essa explicação… 🙂

        1. Sim, porém a matéria é muito mais acertiva do que “mitologia”, onde alguns acreditam num criador imaginário, invisível e improvável e são ignorantes quanto ao método científico.

          Ps.: estou falando de você, caso não tenha entendido a “indireta”.

          1. Eu não acredito no invisivel, imaginário e improvável, eu acredito em Deus. Em ciências acredito no consolidado e não em teorias abstratas não demonstradas e passíveis de alterações.

          2. Peraí, deixa eu ver se eu entendi. Você não acredita no invisível, mas acredita em Deus. Você já viu Deus?

          3. voce não ve o vento, mas sente-o.

            Cacete, esse é um dos argumentos mais clichês que existem na face da Terra.

            Você pode experimentar o ar, isolar suas partículas, suas moléculas, estudar seus átomos, é algo físico.

            Você pode experimentar deus? Isolar as partículas, as moléculas de deus? Consegue estudar os átomos de deus? Deus é físico?

            Ps.: Você não vê a gravidade, e nem por isso sai voando por aí.

          4. argumento consolidado e antigo.
            Deus é sentido pelos sensíveis e talvez algum dia cheque aos paquidermes.

          5. Então a existência de Deus é seletiva? Existe para uns, mas não para outros, já que o critério para realidade, segundo você, é a possibilidade de percepção, e nem todos podem percebê-la? Se for isso, é uma ideia com que posso conviver. E dispensa qualquer pregação religiosa. Porque quem já percebe Deus não precisa dela e, para quem não percebe, por seu próprio critério, Ele nem chega a existir. Perfeito. A diferença entre a ciência e a religião é esta. Enquanto a primeira é universal, vale para todos — ninguém precisa ser sensível para sentir a gravidade –, a religião é pessoal e intransferível — cada um tem a sua, e toda pregação é perda de tempo.

          6. Não acredito que seja seletiva, mas como os poetas, os músicos, os filósofos, os escritores, etc. são seletivos, não. É que tiveram o privilégio de terem bons mestres e foram bons alunos, provocando o afloramento em seus dons. Por isso mencionei que talvez os paquidermes sejam tocados ou venham por seus próprios esforços a conhecerem nosso Grande Arquiteto do Universo= Deus.

          7. A pessoa não precisa ser sensível para desfrutar da gravidade, mas se não tiver um mínimo de conhecimento acadêmico, vai passar a vida inteiro desfrutando dela sem conhece-la.

          8. Essa estória de que cada um tem a sua é puro descomprometimento. É muito mais fácil ficar jogado num sofá, assistindo televisão, enchendo a cara, sem hora que tentar fazer algo por alguém.

        2. seu nome devia ser oswald, o contador de lorotas

          mas num blog de ciência criaturas assim acabam desistindo com o tempo ou se se convertem pro caminho da luz, quem já acompanha o Mensageiro desde mais cedo sabe disso.

          não dou 1 mês até essas dúvidas que andam te rondando tomarem conta e fazerem você enxergar o mundo com outros olhos, meu amigo…

          1. meus netos sempre falam isso. somente o dia que passar das teorias às verdades cientistas

          2. A assiduidade com que passou a postar nesse blog já mostra como está mudando. É assim mesmo, primeiro vem a negação…

          3. Fabio, engano seu. é que o Salvador é uma pessoa iluminada só falta ser moldada.

          4. “Deus, oh Deus, onde estás que não respondes?” (Castro Alves)

            Resposta: está na imaginação de alguns.

          1. É mesmo uma baita sorte quando vc tira um raio x e não sente nada mas ele funcionou? Seguindo sua resposta, logo a gente conclui que vc não acredita nessas lorotas da medicina, né…

          2. eu só conheço medicina terráquea mesmo, mas pq fizeste questão de frisar isso?
            opa, acho que esse blog iluminado já tá fazendo efeito nessa sua carranquice e abrindo sua mente pra novas possibilidades hehehe

            nunca achei que fôssemos tão únicos assim, é muito umbiguismo

          3. Porque é palpável (pode as vezes até falhar) e está aí ao nosso dispor ao contrário dessas viagens nas estrelas e suas teorias megalomaníacas.

          4. vc já percebeu que além de uma viagem interestelar, os telescópios permitem-nos viajar pelo tempo? afinal, estamos vendo o passado de muita coisa…

            baita loucura isso, não? bela peça que o cosmos nos prega

      1. mas o que acontece com quem morre na ignorância sem ter tido o privilégio de poucos de conhecer Deus?

          1. Deus não seria tão cruel

            Evocando maus adjetivos e condenando seus filhos por tão pouco como fazes…

  25. Engraçado que nestas fotos feitas com telescópio aparecem milhares de estrelas e nas fotos tiradas na lua quando da “visita do homem á lua” não tem uma única estrela, por quê será? Sabe-se que na lua a temperatura é muito baixa do lado que bate o sol e eles foram exatamente do lado escuro e não tem estrelas no firmamento, apesar de não ter atmosfera na lua, o que facilitaria a visão das estrelas, por quê será?

    1. Pelo mesmo motivo que, quando a Cassini fotografa Saturno, não aparecem estrelas. É o tempo de abertura do obturador.

    2. Engraçado que ninguém pensa no óbvio: se isso fosse sinal de farsa por que eles cometeriam o erro tão grotesco de não botar estrelas nas montagens pra dar credibilidade?

  26. Acho que estou ficando cada vez mais burro !!!
    Afinal os Sóis, os Planetas, os Quasares e as estrelas não emitem ou refletem a luz, ou mudou a Física ???

  27. Me tire uma dúvida, um planeta gigante gasoso composto basicamente de hidrogênio e tão próximo de um estrela, não é perigoso entrar em combustão?

        1. Não sei se está correto, mas o processo de combustão no Sol é por fusão termonuclear, uma gigantesca e permanente bomba H, é isso?

  28. Porque nunca publicam a imagem real do achado, é sempre essa chatice concepção artística? Seria questão de direitos autorais? Já bastam as inúmeras teorias como a das cordas, M, das branas, multi-universos, 5ª dimensão, etc. sem qualquer comprovação prática até agora.

      1. Humm, entendi, bem que o saudoso e querido Carl Sagan dizia, que o Universo é composto de matéria, energia, gravidade e monotonia, ou qualquer coisa assim ele disse..rsrs.

  29. Salvador,

    Esta técnica com a tecnologia atual, ou melhor, com a próxima geração de equipamentos que esta chegando, poderia nos dar informações de sinais de vida e/ou fatores bioquímicos propícios à vida como a conhecemos?

    Seu blog é “show de bola”, parabéns!

        1. viagem interestelar sim, muito longe

          já possibilidade de detectar vida, próximas décadas promissoras

  30. Prezado Nogueira

    somente uma informação o 51 Pegasi b realiza sim transito em frente da estrela e esta foi a tecnica utilizada para a descoberta dele a 20 anos. Outro detalhe é que o tamanho do planeta também já havia sido determinada na descoberta. Com a espectroscopia fica determinada a massa e o albedo e desta forma outras características orbitais e de composição planetária.

    1. 51 Pegasi b não faz trânsito. Foi detectado há 20 anos por medições de velocidade radial. A primeira detecção de trânsito (e não em 51 Peg) só veio anos depois.

  31. Enquanto países investem milhões para aprimorar a tecnologia do conhecimento, no Brasil investem-se milhões para fundos partidários. Tem é que rir mesmo.

Comments are closed.