Mensageiro Sideral

De onde viemos, onde estamos e para onde vamos

 -

Salvador Nogueira é jornalista de ciência e autor de 11 livros

Perfil completo

Publicidade
Publicidade

Astronomia: Os anéis de Saturno

Por Salvador Nogueira

Difícil achar uma coisa mais “cheguei” no Sistema Solar que os anéis de Saturno. Mas sua origem segue misteriosa.

Saturno e seus majestosos anéis, em imagem da sonda Cassini (Crédito: Nasa)
Saturno e seus majestosos anéis, em imagem da sonda Cassini (Crédito: Nasa)

SEM EXCLUSIVIDADE
Todos os planetas gigantes do Sistema Solar têm anéis. Mas os de Júpiter, Urano e Netuno são tão sutis que só podem ser observados com telescópios poderosos ou sondas espaciais. Já os de Saturno, de indiscretos que são, se ofereceram até mesmo à luneta de Galileu, em 1610.

ORELHADA
Ao astrônomo italiano, contudo, eles se pareciam mais com “orelhas” nas laterais do planeta. Somente em 1655 Christiaan Huygens sacou que se tratavam mesmo de anéis. Hoje sabemos que eles são feitos de partículas de gelo nos mais variados tamanhos, de milímetros a metros.

OLHANDO DE PERTO
Os anéis estão sob a mira constante da sonda Cassini, que está em órbita de Saturno desde 2004 e deve concluir sua missão fazendo diversas travessias em meio aos anéis, antes de mergulhar na atmosfera do planeta, em 2017.

A LEI DOS ANÉIS
Um aspecto curioso é que a distribuição das partículas nos anéis segue uma regra proporcional simples. Partículas com 1 m de diâmetro são oito vezes mais comuns que as de 2 m, 27 vezes mais comuns que as de 3 m, e assim por diante. Um grupo da Universidade de Princeton acabou de descobrir a origem do padrão. E ele é universal — todos os anéis do Universo devem seguir a regra.

A IDADE?
Ninguém sabe com certeza quando ou como Saturno ganhou seus anéis. Mas os modelos mais recentes sugerem que eles são tão antigos quanto o próprio planeta e surgiram, por colisões, na mesma época em que as principais luas saturninas.

O ANEL F
Trabalho recente feito por astrônomos da Universidade de Kobe revelou que um dos anéis mais estreitos (conhecido pela letra F) foi fruto da colisão de dois objetos densos. A farelada resultante produziu o anel, e o que restou inteiro deu origem a duas luas “pastoras” — Pandora e Prometeu.

A coluna “Astronomia” é publicada às segundas-feiras, na Folha Ilustrada.

Acompanhe o Mensageiro Sideral no Facebook e no Twitter

Blogs da Folha

Publicidade
Publicidade
Publicidade