Um foguete que vai ao espaço e pousa

Salvador Nogueira

Você tem esperança de visitar o espaço antes de morrer? Realizado em sigilo, na segunda-feira (23), um voo de teste bem-sucedido no deserto do Texas, nos Estados Unidos, tornou tudo isso bem mais provável. Pela primeira vez, um foguete realizou um voo ao espaço e depois retornou ao solo, num pouso suave.

O foguete New Shepard, após o pouso histórico realizado na segunda-feira, no Texas. (Crédito: Blue Origins)
O foguete New Shepard, após o pouso histórico realizado na segunda-feira, no Texas. (Crédito: Blue Origin)

O feito, anunciado nesta terça, é da empresa Blue Origin, fundada pelo magnata da informática Jeff Bezos, dono da Amazon.com. Seu veículo, o New Shepard, é composto por um foguete de um único estágio e uma cápsula, e reproduz de forma mais ou menos fiel, o voo de Alan Shepard, primeiro astronauta americano a visitar o espaço, em maio de 1961. A exemplo daquela missão inaugural do programa espacial tripulado ianque, o voo é suborbital. O foguete sobe a cem quilômetros de altitude — a “fronteira” oficial entre a atmosfera e o espaço — e depois retorna à Terra, sem entrar em órbita. A experiência garante três a quatro minutos de sensação de ausência de peso.

A grande diferença entre 1961 e 2015 é que agora todo o conjunto, tanto o foguete quanto a cápsula, retorna de forma suave ao solo e pode ser reutilizado. É coisa saída de Flash Gordon. Com a diferença de que é para valer. Dê uma olhada no vídeo que a Blue Origin fez de seu voo bem-sucedido, realizado sem tripulação.

“Reutilização completa é uma revolução, e mal podemos esperar para reabastecer e voar de novo”, disse, em nota, Bezos. E por quê? Porque o custo de cada voo cai drasticamente com a possibilidade de usar o mesmo foguete repetidas vezes.

UMA NOVA ERA
Com o resultado, a Blue Origin entra para valer na competição pelo mercado de turismo espacial suborbital. Até agora, a única perspectiva concreta de voar ao espaço era com a Virgin Galactic, do empresário Richard Branson, que sofreu um forte revés no ano passado durante os testes de sua primeira nave comercial, a VSS Enterprise. O veículo se desmanchou em pleno ar e ocasionou a morte de um dos dois pilotos a bordo.

O esquema da Virgin é também todo reutilizável, mas não envolve cápsulas e foguetes, e sim veículos com asas.

No segmento orbital, por sua vez, quem tem experimentado mais com reutilização é a SpaceX, de Elon Musk. A empresa já revolucionou o custo de transporte ao espaço com novas práticas inovadoras no desenvolvimento do seu principal foguete, o Falcon 9, e também trabalha para recuperar pelo menos o primeiro estágio dele em missões futuras. Duas tentativas já foram feitas de recuperá-lo, numa balsa no mar, e por pouco não deram certo. O sucesso da Blue Origin só confirma que esse é um caminho viável e que o sucesso da SpaceX também está a caminho.

Hoje, um voo suborbital ao espaço custa cerca de US$ 250 mil (pela Virgin Galactic). Já um voo orbital, só disponível no momento pelos russos, não sai por menos de US$ 20 milhões. Não duvide que o custo do suborbital pode cair por um fator de dez e o do orbital, por um fator de cem, nos próximos dez anos.

É difícil estimar o tamanho do impacto que o barateamento do acesso ao espaço pode causar. O principal motivo pelo qual estamos, quase todos, presos a este planeta — o custo de sair dele — pode se tornar um incômodo muito menor, o que por sua vez tornará a ocupação do Sistema Solar uma empreitada possível ao longo do século 21. Elon Musk, da SpaceX, não esconde de ninguém que seu objetivo final é viabilizar a colonização de Marte. Será? Quem viver, verá.

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Comentários

  1. Só 10 vezes a altitude de um vôo comercial doméstico… Muito pouco pelo preço que custa. Pessoalmente, tenho a impressão de que “ir ao espaço” ficou muitíssimo menos interessante depois do fim do programa Apollo. Gastar uma fortuna só pra ficar dando rasante no nosso próprio planeta, cujas belezas são muito mais apreciáveis a baixa altitude.

    Em todo caso, claro que a tecnologia aí desenvolvida servirá de base para turbinar a exploração espacial futura, aí sim é que está a graça do negócio.

      1. Nada, tirando o risco de explosão por um pouso mais violento. Os boosters do ônibus espacial foram projetados para ser recuperados assim, depois de descer de pára-quedas no oceano.

  2. Salvador, fui só eu ou tem alguém pensando em usar essa tecnologia, para ir e voltar a Marte? Seria genial!!! Daria pra ir logo logo.

    1. Não é tão simples. O foguete pode descer porque não entrou em órbita, aí ele “cai” de volta. No caso de um voo até Marte, ele precisa ser impulsionado inteiro até uma trajetória interplanetária e depois cair em Marte, subir de volta e cair na Terra novamente. Ia faltar combustível para tudo isso, e você estaria transportando muito peso morto…

  3. Salvador, compartilho de seu entusiasmo também. Agora, servindo eles de exemplo, existe possibilidade de algum dia vermos algo parecido por essas terras?

    PS: Na torcida pelo nascimento de outro Santos Dumont.

    1. Note que Santos-Dumont teve que ir à França para construir seus balões e aviões… Infelizmente só o gênio não basta. São necessárias as condições para ele trabalhar, sobretudo em aplicações tecnológicas.

      1. Exato! O Brasil tenta mas falta muito….muito mesmo para iniciarmos uma jornada espacial de sucesso. Foram dois lançamentos de foguetes de pequeno porte na base de Alcântara nos últimos 45 dias. Um subiu e o outro explodiu. O problema não é apenas de recursos. Falta mão de obra. falta ousadia e vontade política. Falta ousadia da comunidade técnico científica nacional.

  4. Salvador, Salvador…

    Estava aqui pensando… pois andei lendo vários posts antigos e as respostas. Muitas vezes te vi defendendo com unhas e dentes a ida do homem à Lua.

    Não me saiu da cabeça uma coisa (e longe de mim conspirar contra os fatos, só um exercício de pensamento): você tem a profunda convicção de que não seria afetado (e traído) por suas expectativas e entusiasmo pelas missões Apollo a ponto de ficar cego a eventuais incongruências, caso as encontrasse, como muitos conspiradores alegam?

    A exemplo dum frequentador fanático do blog, que, apesar da Bíblia nunca falar nada sobre o assunto, não pode se deparar com qualquer ameaça às suas crenças de não-existência de vida fora da Terra que nitidamente se descontrola, perdendo qualquer dose de bom senso e razoabilidade demonstrada noutras horas… acho que entendeste onde quero chegar.

    1. Jorge, entendo onde você quer chegar. O problema todo é que não há incongruências — o que esses caras chamam de incongruências eu chamo de ignorância. Se houvesse de fato incongruências, eu começaria a desconfiar. Mas eu ainda teria de responder de onde vieram as rochas lunares. É muito mais difícil lidar com as enormes incongruências que surgem caso os pousos sejam mesmo falsos, como dizem os negacionistas. De onde teriam vindo as rochas lunares? Como explicar toda a despesa em hardware espacial de verdade? Como explicar as transmissões vindas da Lua e monitoradas por diversos países? Como explicar que novas sondas fotografaram o hardware deixado pela Apollo na Lua?

    2. Tanto Soviéticos e Americanos, contavam com grande recursos financeiros, e excelentes engenheiros e cientistas, equipes gigantesca, para fazer a corrida espacial.
      Imagine um destes engenheiros em plena tensão da Guerra Fria, sugerir “fazer em estudio, a ida a lua” mesmo contando com tanto dinheiro, apoio governamental, e centenas de mentes das mais brilhantes que o planeta tinha no momento? E para levar um tiro na testa um sujeito deste.
      E impossivel sustentar uma mentira desta por tanto tempo, são muitas pessoas envolvidas, uma farsa desta seria tão obvio que seria exposta, que os Americanos jamais iam arriscar se humilhar a este ponto, ja que, eles tinham total capacidade de chegar a Lua, assim como os Russos, que foram os primeiros a por o homem no espaço, e a por um satélite artificial em orbita. Não há o que duvidar, chega ser infantil acreditar realmente que eles inventariam isso, mas as pessoas são cegas, quando o assunto e conspiração, não conseguem raciocinar com frieza. Eram tão capazes quem em 1973 ja tinham um laboratorio espacial (Skylab) pense, raciocine a capcidade e conhecimento que os americanos possuiam. A historia fala por si só. Enquanto o Brasil pena para tentar lançar seu proprio satélite com tecnologia nacional, os americanos pousam robos em marte que até perfura rochas com laser, tiram fotos de plutão. Não subestime aquela nação.

  5. Quem não tem sonhos jamais realizará qualquer coisa/feito. Admiro e muito àqueles que além de sonhar conseguem empreender mesmo que falhem 1000 vezes.

    1. É uma maravilhosa teimosia construtiva. Eles aprendem a cada etapa e avançam mais na etapa seguinte, mesmo que tenha havido erros que causaram acidentes.

      Eles estão gastando rios de dinheiro graças a uma visão muito positiva de nossas possibilidades e graças à Ciência que lhes deu a técnica necessária para esses empreendimentos.

      Não são egoístas, apesar de poderem ficar de boa passeando em seus iates, vão à luta. São visionários. Estão mesmo de parabéns!

  6. Neste seculo não acredito, mas neste milênio sim, que colonizaremos nosso sistema solar. Pena que não estarei aqui pra ver. 🙁

    1. Rapaz, lembrando aqui a história das realizações da humanidade, temos esse interessante hábito de realizar grandes feitos como chegar à Lua, voar, descobrir novos continentes, poucos anos depois de quando o conhecimento vigente pregava ser impossível.

      É difícil ocorrer essa colonização na nossa geração? É. Impossível? Nem um pouco!!!

  7. Não seria mais fácil, e também muito mais barato, pousá-lo utilizando paraquedas, como foi feito com a cápsula?

    1. Não, porque o paraquedas não dá controle sobre a área de pouso. Note que o foguete pousou certinho na plataforma deles.

    1. Não precisa construir um foguete tão maior. O foguete pode ser usado só para tirar as pessoas da terra. Quando já estiverem lá em cima, elas podem trocar de veículo e fazer as viagens espaciais.

  8. A humanidade deveria investir pesado na tecnologia do elevador espacial . Foguetes serão sempre caros e perigosos . O primeiro elevador espacial será muito caro. Mas com o tempo ficara mais barato e será um meio seguro e confiável de ir ao espaço . A humanidade não conseguira , ter um programa espacial viável , sem um elevador espacial .

    1. Não sou muito confiante de que elevadores espaciais dariam certo. Mas é uma ideia promissora, sem dúvida.

    2. A meu ver, existem duas questões sobre o elevador espacial:
      – o custo de implantação seria (desculpe o trocadilho) astronômico, muito, muito além do que qualquer esforço conjunto entre as nações poderia ser capaz de bancar nas próximas décadas;
      – o nível tecnológico necessário para sua construção é o mesmo que baratearia e aumentaria a segurança dos foguetes.

      Resumindo: não que não seja viável, mas não me parece ser a melhor opção.

  9. Salvador,
    Este pouso vertical da nave, “visivelmente editado por computação”, é um sonho, mas está muito longe ser realizado. A tecnologia aeronáutica ainda luta para conseguir pouso vertical estável com aeronaves que já possuem grande estabilidade à custa de asas rotativas. Este vídeo comercial e de divulgação é muito bem feito e empolgante, porém com certeza, só será realizável quando tivermos tecnologia anti-gravitacional, ou outras alternativas.
    Não nos deixemos cometer os mesmos fanatismos dos “Ufólogos”

    1. Afrànio, o pouso é de verdade. A única computação gráfica no vídeo inteiro é o pessoal dentro da cápsula no apogeu do voo (o teste foi não-tripulado). O resto é real. O foguete pousou. De verdade. Antigravidade dispensada (ainda bem, porque ninguém sabe se existe!).

      1. Salvador,
        Naquele dia que conversamos pessoalmente contei apenas parte da minha estória.
        Como já sabe me formei em Medicina e terminei a residência Médica em 1976, tenho hoje titulação conferida pala NASA na área de Medicina Aeroespacial, conhecida no Brasil como “Medicina de Aviação”.
        Dois anos depois, a paixão pelo céu me levou a tirar a carteira de piloto, o envolvimento foi tão grande que me afastei um pouco da área Médica, e segui carreira como piloto profissional, voei na TAM, e na aviação executiva por mais de 30 anos.
        Nos últimos 10 anos, como conseqüência da experiência acumulada como piloto e da minha formação Médica, era constantemente requisitado pelas empresas a participar das investigações de acidentes, (para tanto, tive que me credenciar com perito investigador de acidentes aeronáuticos pelo CENIPA, Centro de Investigação e Prevenção da Força Aérea Brasileira).
        Na condição de Comandante de Jato (hoje aposentado), e Perito em Acidentes Aeronáuticos, AFIRMO que com a tecnologia conhecida hoje É IMPOSSÍVEL UM POUSO VERTICAL SEGURO E COM PRECISÃO, CONTROLADO POR RETRO PROPULSORES como este falsamente apresentado neste vídeo!
        Perdoe-me a truculência!

        1. Respeito, Afrânio, não só seu currículo — que é ainda mais interessante do que você deu a entender aquele dia — como seu parecer. E concordaria com você fosse um piloto humano a controlar a tubeira do foguete para controlar sua descida. Mas acho que você está subestimando a capacidade da inteligência artificial para se ajustar e compensar qualquer impulso anômalo vindo da atmosfera. No próprio release eles destacam que o trajeto de descida do foguete pegou ventos laterais de mais de cem milhas por hora (não me lembro do número exato agora). Nenhum piloto seria capaz de fazer isso, verdade, mas um computador com sensores sofisticados, hoje em dia, pode fazer. Eis o que permite essas tecnologias.

          Lembre-se de que a SpaceX já fez coisa parecida, e com um foguete ainda maior! Então ou são todos uns farsantes, ou você está subestimando o poder de controle de retropropulsores comandados por inteligência artificial hoje. 😉

          1. Ok…Ok…!
            Como a tecnologia cibernética evolui mais rapidamente do que a nossa capacidade de entendê-la e divulgá-la, e o que era ficção em termos de informática até 6 meses atrás já pode ser realidade hoje, esperarei por alguma confirmação de que a inteligência artificial a que você se refere, já tenha superado esta barreira que todos nós especialistas, formados a mais de 6 meses, temos com verdade axiomática.
            Grato pelo delicioso diálogo!

          2. Afrânio, é interessante isso. Conversei outro dia com o Lucas Fonseca, que é engenheiro espacial (trabalhou no Philae), e ele acha que não tem muito erro esse negócio de pousar o primeiro estágio do foguete, como a SpaceX está tentando fazer. Ele nem sequer acha que foi preciso um grande avanço em computação para tanto. Daí você vê como diferentes especialistas têm diferentes consensos… De toda forma, os vídeos estão aí. A SpaceX já tem até demanda de gente querendo pegar desconto usando foguete “usado” para lançamento de satélites… então, parece ser consenso entre os engenheiros que não há nada tão impossível nisso. (Veja os vídeos dos “quase-sucessos” da SpaceX com o primeiro estágio do Falcon 9 para ver se não estão perto de conseguir… e para que alguém criaria um vídeo fraudado de um fracasso?)

          3. Salvador,
            Não acho que seja “um vídeo fraudado de um fracasso”. Muitos interesses podem motivar a edição deste vídeo, por exemplo: Melhoria na venda das ações da empresa; Criação de expectativa positiva do projeto; Posicionar-se a frente dos concorrentes como “pai” da idéia, e outros tantos. Agora, sem o complexo controle de uma potente inteligência artificial como você sugeriu e eu aceitei como possível, não há maneira alguma de se pousar verticalmente um charuto metálico como este, quer seja por piloto humano ou pelos melhores computadores que conhecemos hoje, (ou pelo menos que eu conheça hoje), pois as superfícies de comando e de sustentação da nave são absolutamente insuficientes em tamanho e forma para auferir correções que mantenham o equilíbrio vertical dela, e a potência produzida pelos propulsores, que poderiam servir como uma forma de comando auxiliar é inviável devido o retardo do torque produzido pelo foguete, quando ocorre um comando de aceleração.
            E além disto tudo, me deixa intrigado a teatralidade da comemoração dos que parecem ser da equipe, e outros pequenos detalhes de artificialidade do vídeo.

          4. O vídeo da Blue Origin é obviamente comercial. Refiro-me apenas ao pouso em si. A festa toda que vem depois é “oba-oba”.

          5. Salvador,
            Volte lá e assista varias vezes o vídeo com o olho cético, da mesma maneira que você olha um vídeo dos “Ufologistas”, e note que a desaceleração é abrupta, milimétrica e ocorre principalmente junto ao “touch down”, igualzinho aos jogos de vídeo games, o que é absolutamente contrário a uma desaceleração normal e obrigatória para qualquer pouso, tanto vertical como convencional. Note também a desproporção do esforço dos retro propulsores com a rapidez da desaceleração, também própria dos jogos de vídeo games.

          6. Afrânio, não tem ninguém a bordo, e o propulsor é feito para fazer o foguete subir, não frear. Natural que seja uma freada brusca e na reta final. Olhe os outros vídeos que o Eu acabou de colocar aí para você. É uma tecnologia que tem sido desenvolvida — por mais de uma empresa — nos últimos anos. Acredite se quiser, mas está rolando.

          7. O que provoca a estabilidade de descida do foguete são as quatro aberturas no topo que se abrem quando da descida.

        2. E você se esquece que o homem pousou na Lua usando um sistema similar, só que comandado manualmente… Claro, na Lua não há ventos que atrapalhem, mas é um feito técnico maravilhoso e pode ser reproduzido aqui na Terra.

          Lembre-se que há jatos que pousam verticalmente.

          1. Verdade Radoico,
            Mas, nestes jatos que pousam verticalmente, a turbina é mobilizada de maneira a simular um túnel de vento, que aproveita a estrutura aerodinâmica de sustentação e de comandos que eles possuem, mimetizando um pouso horizontal como qualquer avião convencional, e saiba mais, pararam de ser fabricados devido à grande complexidade operacional e as múltiplas e custosas perdas ocorridas durante a delicada operação de pouso.

    2. Afrânio, devido as dificuldades técnicas inerentes (e você, mais que eu, entende) não é a toa que esse é o primeiro caso de sucesso.
      Não entendo de foguetes, mas é obvio que é um processo muito difícil, visto as inúmeras tentativas frustradas.
      Porém acredito na inventividade daqueles que se propuseram a fazer algo e superaram os obstáculos.
      Não acredito que a fase final do pouso tenha sido algo forjado em computação, além do mais, é muito realista. Assim como não acredito que uma empresa que investe milhões nesta tecnologia jogaria todo esse dinheiro fora e sua reputação inventando algo dessa magnitude.

  10. Caro Salvador, achei excelente a matéria, não devemos esquecer a longa lista corrida da contribuição desses sonhadores/empreendedores para o desenvolvimento tecno-cientifico da humanidade.

  11. Vi no Esporte Espetacular domingo passado uma matéria sobre o voo num avião de treinamento da ESA que testa a baixa gravidade e já fiquei fascinada. E fiquei imaginando o custo. Se no avião é caro, pense nesse então. Mas é incrível e dá muita vontade de ir. Quem sabe uma dia
    Abraços a todos
    Elis

    1. Elis, o avião é um convencional, só adaptado para ter a área interna livre. O segredo não está no avião, está no voo. O piloto sobe um monte e depois faz uma parábola sem propulsão, em queda livre. Estar em queda livre equivale a estar livre da gravidade. Enquanto o avião está caindo, todo mundo do lado de dentro flutua (pois estão caindo junto com o avião). Depois ele estabiliza o voo, começa a subir e faz tudo de novo. O avião da Nasa usado para isso é apelidado de “cometa do vômito”, por razões não muito difíceis de imaginar. 🙂
      Abraço!

  12. Boa tarde Salvador;

    Salvador essa matéria me fez lembrar de uma informação que não lembro onde a vi e nem a quanto tempo faz isso… não sei que ainda foi no lá traz no periodo escolar ou em alguma matéria recente.

    Lembro que existia um material (gás se não estou enganado) que era super abundante na atmosfera de Netuno ou Urano e que com apenas alguns metros cúbicos desse gás conseguiríamos energia para uma cidade por muitoo tempo, porém, lembro que o custo era altíssimo…

    Bom, no geral, queria perguntar sobre essas “substâncias” que existe pelo sistema solar afora que seriam assim “incríveis” se utilizadas aqui na terra… saberia falar alguma coisa sobre isso? E se sim, com o custo caindo nessa medida que você está dizendo, acredito que podemos imaginar uma engenharia de materiais e “mineradores/exploradores” do espaço afetando de maneira super drástica nossa realidade de maneiro super direta nos próximos anos, não? Talvez com esse foguete em 10 anos vejamos trabalhadores do espaço que não tenham como designação “Astronautas” pela primeira vez na história…

    Muito legal essa matéria… fui longe na imaginação…

    Obrigado e parabéns pelo blog!

    1. Desconfio que seria hélio-3, que pode ser usada para fusão nuclear “limpa”, sem dejetos radioativos. Já houve quem chamasse Urano e Netuno de “o Golfo Pérsico” do Sistema Solar.
      Para isso, contudo, ainda precisamos desenvolver reatores de fusão eficientes — coisa que ainda não temos. Mas há muitos recursos naturais no espaço que têm valor incrível. Em asteroides metálicos, por exemplo, há trilhões de dólares a serem extraídos. Não por acaso mineração espacial é uma das ideias “da ordem do dia”.
      Abraço!

  13. só recordando q o dono da virgin galactic richard brenson esta até agora tentanto sair da terra e nao consegue e nao tem ninguem pra falar pro pobre q é impossivel sair o cara ja gastou um caminhão de dinheiro atoa pela logico ele nao é maçom pq se nao ja tinha sido avisado q nao tem como sai da terra ele tava tentando arrumar um dinheiro com viagem sub orbital ,coitado

        1. Todo mundo sabe que eu não apago comentário de ninguém. Mas que é irritante, é. Chega a ser tão bobo. Ele ainda não me explicou como funcionam o experimento de Eratóstenes e a circunavegação de Magalhães. Se a Terra é plana, como Magalhães conseguiu voltar ao ponto de partida indo na direção oposta?

    1. Que português horrível! É de dar dó a leitura, se é que alguém consegue ler e entender alguma coisa. Só perde mesmo para o tamanho da ignorância em seu bojo.
      Coitado do Salvador……!

  14. pura propaganda fake e possivelmente uma estrategia pra ganhar dineiro dos bobos , nada sai da terra é impossivel todos os foguetes vão até 32 km de altura e dai não passa o motivo é simples motores a reação de gases nao tem força onde nao tem massa de ar ja q é massa de ar q sustenta e faz o foguete subir ,a massa de ar serve para o foguete se apoiar em algo solido só q quando vc nao esta mais numa zona com a massa de ar o foguete perde sustentação e inclina desde os anos 60 temos essa payasada gasta milhões pra dizer q vão ao espaço quando na verdade nem chega proximo a termosfera pra explodir com as altas temperaturas temos tres leis q impede do homem sair da terra e pra quebrar essa lei simplesmente esta alem da capacidade humana ou seja nunca o homem vai sair da terra pra entender 32 km é na estratosfera poderia usar esse foguete pra engar as pessoas dizendo q elas estão no limite da terra ou seja 100km quando na verdade vão esta bem abaixo seria um bom esquema pra arrumar um dinheiro

    1. Os ingressos estarão à venda, qualquer um vai poder ir ver o espaço. Compre um e prove que você está certo!

      Duvido.

    2. Tá brincando? Nunca ouviu falar em giroscópios? Põe uma bola de gude numa bacia e põe tudo na água, ela fica no meio.

    3. O roger é mais esperto que o mundo todo, mais que os bilionários, mais que os cientistas, mais que o governo. O seu Q.I. é impressionante, deve ser de uns 200 pontos e ele pode um dia ganhar o prêmio Nobel em Física. As leis da Física, newtonianas e einstenianas são todas furadas e desde o século 17 os físicos estão enganando a todos. A teoria de “roger” será a nova Física.

  15. Muito legal! É esse tipo de foguete que será necessário para pousar em Marte e depois tirar os astronautas de lá. Resta saber que tipo de combustível o foguete está usando e se dá pra produzir esse combustível em Marte. De todo modo haverá a vantagem da gravidade de lá ser bem menor que a nossa. Abç

  16. Salvador,

    É possível que essa tecnologia seja adaptada para voos orbitais? Foguetes reutilizáveis, baratos e capazes de irem mais longe ainda só em sonho, né?

    1. Victor, a SpaceX está focada em voo orbital, e a tecnologia de recuperação dos estágios é semelhante. 😉

  17. Estou muito animado com esse pouso. Espero que não demore muito até fazerem o teste lançamento-pouso-reabastecimento-lançamento-pouso. Na velocidade que tem avançado isso deve acontecer até a metade de 2016. Sucesso à Blue Origin!

  18. voos com foguetes reutilizáveis são um fiasco, o caso dos ônibus espaciais é clássico…BUUMMMMM
    será que não aprendem? quantos vão ter que morrer ainda?

    1. O ônibus espacial não foi um fiasco por ser reutilizável. Ele foi um fiasco por ser muito caro.
      Acidentes, todos os veículos terão. Você anda de carro? Tem acidente. Avião? Tem acidente. Trem? Tem acidente. A pé? Tem acidente. Andar, seja qual for o modo de transporte, tem acidente!

      1. Podemos discutir a premissa segundo a qual o shuttle foi um fiasco? Eu visitei a Endeavour no California Science Center e não conseguia deixar de pensar no mundo de oportunidades que aquele projeto abriu. Podemos considerar que o custo dos vôos acabou se tornando mais alto do que inicialmente estimado. Mas os ganhos cinetíficos advindos da concentração de esforços e cérebros humanos no desenvolvimento de uma genuína espaçonave e a experiência adquirida com a sua operação são inestimáveis. Por favor, por um mundo com mais fiascos assim. Um abraço.

        1. Claro, o Shuttle tem muitos méritos e sucessos. Foi a máquina de voar mais sofisticada já construída, e na conta dela colocamos dois grandes sucessos — o Hubble e a Estação Espacial Internacional. Mas a missão original do Shuttle era tornar o voo espacial barato — exatamente o que ambicionam agora esses novos grupos. E nisso ele falhou de forma retumbante. Provavelmente porque nasceu ousado demais. O esforço agora tem um perfil mais evolutivo, similar ao que a aviação teve seus primórdios. Uma comparação que gosto entre o Shuttle e a aviação é que o Shuttle é como se o Santos-Dumont decidisse fazer do seu primeiro avião um Boeing 737. Abraço!

      2. qual é a estatística com acidentes aéreos?
        qual é a estatística com acidentes em ônibus espaciais?

        comparar alhos com bugalhos não dá!

        1. A taxa de acidentes com ônibus espaciais não pode ser comparada com aviões, claro. (Mas poderia ser comparada com os primeiros 40 anos da aviação, tranquilamente.)
          E taxa de acidentes com ônibus espaciais é similar à taxa de acidentes com Soyuz, o que mostra que não é o fato de ser reutilizável que o torna mais perigoso. É o fato de ser um veículo com asas e ter um tanque de combustível externo que solta pedaços quando sobe.

          1. Isso sem falar na aeronave Comet – que operou por apenas dois anos e tinha uma taxa de falhas muito grande, por falha de design estrutural – acho que a maior até agora em aviões. E não se pode comparar um voo espacial com um voo domestico, simplesmente. Condições muito diferentes entre uma e outra.

    2. “quantos vão ter que morrer ainda?”
      Pode ter certeza todos, INCLUSIVE VOCÊ.

      Pelo menos morrer por uma coisa útil, ou apreciada por você, tem muito mais valor, do que dando despesa para familiares.

    3. Só o conserto do telescópio espacial Hubble já dá aos ônibus espaciais o direito de entrar no Hall da Fama dos projetos muito bem sucedidos.

      E os astronautas sempre serão heróis, pois os riscos de sair da Terra para o espaço são imensos, e eles vão e a grande maioria volta. Sinto um respeito enorme pelos que morreram, pois eles morreram por todos nós.

    4. Sem falar que os dois acidentes que envolveu os onibus espaciais, não aconteceram por um erro tecnico ou de engenharia das naves, e sim terceiros.
      A primeira foi o tanque que explodiu, e a segunda foi atinginda na parte inferior da asa por uma pedra de gelo??!!
      E uma pena que o custo era muito alto, pois é realmente incrivel uma nave voltar do espaço e pousar como um avião, por mais eficaz que a Soyus seja, esta idéia de cair de paraquedas no meio do deserto e ter que ter todo um aparato de caminhoes e helicopteros para resgatar os astronautas e a capsula, me parece decepcionante.

      1. Na verdade, as duas falhas do Shuttle foram técnicas. Numa, não levaram em conta que a expansão e a contração dos anéis de vedação dos boosters poderiam rachá-los, permitindo o vazamento de chama que ocasionou a explosão. Noutra, acharam que os pedaços de tanque de combustível — que sempre caíam — não ofereciam perigo ao bordo de ataque da asa da nave. Mas no voo do Columbia a pancada abriu um buraco ali, por onde entrou plasma superaquecido na reentrada e consumiu a nave de dentro para fora.

        1. Bom, isso, porém, problemas tecnicos com o lançamento, e não com a espaceonave em si, não? As mesmas, eram uma excelente maquina de voo, apesar do custo.

          1. Bem, mas considerando que era um veículo reutilizável, a espaçonave e o lançamento se confundem…

  19. Salvador, vejo notícias como estas como muito preocupantes. Quando a iniciativa privada entra numa empreitada dessas a gente sabe que o que conta é retorno financeiro, nada mais. Fico pensando se esse tipo de “corrida espacial” contribui, de fato, para o avanço científico ou se apenas abre mais um mercado de consumo para os milionários, atores holywoodianos, os xeques árabes, as famílias reais e os filhinhos de papai ostentação. Fico imaginando que em breve a Kim Kardashian vai querer uma viagem dessas só para “fazer uma self e mostrar no face”…Daqui mais 100 anos estas empresas estarão explorando, além do turismo, as riquezas minerais de Marte… bom, o final dessa história já sabemos… é só olhar aqui na Terra… O que você acha de tudo isso? Te senti bem entusiasmado ou foi impressão minha? Eu acho que o espaço, assim como o continente antártico, deveria ser um “território” para pesquisas, para avanço da ciência, de cooperação entre países e universidades, etc.

    1. Estou absolutamente entusiasmado! Acho que todo mundo ganha. Qual é o problema de ir ao espaço e tirar uma selfie? Eu faria isso, se pudesse! Quanto à exploração dos recursos naturais, certamente vamos fazer menos estragos explorando asteroides inóspitos do que minérios nas cercanias de Mariana… sou totalmente a favor da exploração comercial do espaço! O Sistema Solar está aí para nós. E a ciência tem muito a ganhar também! 😉

    2. Acho que o capitalismo é um ótimo incentivador para que as inovações ocorram, em especial tecnológicas.

      Empresas com capital privado tem interesse que seus serviços sejam viáveis, baratos e eficientes.

      A competição por uma fatia do mercado, a rentabilidade e redução dos gastos com certeza é um grande incentivador.

      Vamos parar de demonizar a livre inciativa, o mercado, o capitalismo. O capitalismo as vezes é bom!

      Não é atoa que o governo americano quer legar ao setor privado o envio de pessoas e cargas ao espaço.

      Ele sabe que o setor privado pode dar um passo além e e prestar o mesmo tipo de serviço a baixo custo comparativamente aos Russos e a própria Nasa.

      Foi por isso que aposentaram os ônibus espaciais.

      1. Estás certíssimo, Victor. Por que deveríamos deixar de confiar no deus mercado, não é mesmo? Até hoje o sistema capitalista já nos deu muitas provas do seu enorme apreço pelo meio ambiente. Essa história de desmatamento, poluição de rios e mares, destruição de ecossistemas e biomas, aquecimento global, é tudo invenção de comunistas safados. O Rio Doce que o diga…

        Deixando a ironia de lado, as reflexões e receios expostos pelo Fernando me parecem muito pertinentes. Apesar de todo fascínio provocado pela exploração espacial, não podemos ser ingênuos a ponto de imaginar que não haverá inevitáveis consequências negativas no momento em que os interesses econômicos acabarem se sobrepondo à investigação científica.

        1. Ok… então a culpa é do sistema capitalista. A tragédia ambiental do Rio Doce foi ocasionada por uma empresa capitalista, logo a culpa é do capitalismo.

          Perfeito!

          No entanto, o senhor pode me explicar a tragédia ecológica do Mar de Aral e o desastre nuclear de Chernobil?

          Estranhamente, ambos os desastres ocorreram na União Soviética sob o regime comunista.

        2. Agora eu acho engraçado é as pessoas fingirem que as leis de mercado não existe foram do capitalismo.

          Produção de energia, recursos hídricos, minério de ferro, tudo tem um preço.

          Vivemos num planeta de onde os recursos são limitados. A economia visa gerenciar juntamente os recursos escassos.

          As leis de mercado, são como as leis da física, estão em todo o lugar. Uma das ruínas do comunismo é não saber lhe dar com mercado.

          O que aconteceu com a União Soviética? Assim… foi a bancarrota!

          1. A explicação para as tragédias citadas por ti é muito simples: o regime comunista da União Soviética também colocava o crescimento econômico acima de tudo, não havia um mínimo de preocupação com as questões ambientais. Nesse aspecto, não se diferenciava em nada do capitalismo. Somente adotava métodos diferentes. A meu ver, e ao contrário do que disseste, a grande falha do comunismo foi essa: pensar a sociedade apenas em termos econômicos (além, é claro, de todos os terríveis crimes que foram cometidos). As diferenças de metodologia – Estado vs Mercado – não passam de um detalhe. O erro está na premissa de que o crescimento econômico por si só nos levará a um futuro melhor.

            Não considero as leis de mercado necessariamente ruins, apenas acho que elas não são a solução de todos os nossos problemas. Acreditar nisso é ingenuidade ou fanatismo ideológico.

            A exploração espacial – assim como os grandes desafios sociais e ambientais aqui da Terra – é algo importante demais para ficar inteiramente sob a égide dos interesses capitalistas.

          2. O crescimento e o desenvolvimento econômico que uma nação comunista gera nunca poderá ser comparado a países capitalistas.

            Planificando a economia? Estatizando as grandes empresas? Acabando com o empreendedorismo?

            O comunismo não só restringe a liberdade econômica, como mata o germe da inovação, mata a competitividade.

            Empresas como a Apple e Microsoft que começaram literalmente no fundo de uma garagem nunca veriam a luz dia num regime comunista. Muito menos a Space X ou a Blue Origin.

            O quanto de receita essas empresas geram em impostos, os empregos, o crescimento que ela proporcionam, sem falar nos produtos e nas inovações tecnológicas.

            As maiores empresas do mundo estão sediadas aonde nos países em que respeitam o mercado e liberdade econômica.

            OK, concordo que as empresas não tem um fim em si mesmo, concordo que as empresas tem uma função social, hoje a sustentabilidade está na ordem do dia.

            Mas não é o sistema econômica que causou esses desastres e sim a irresponsabilidade das empresas, das agências. A falta de fiscalização dos órgãos independentes.

            O problema do Brasil é que o governo elege os seus empresários, um grupo celeto que recebem todas as benesses do governo e privilégios em troca do dinheiro que geram e favores, é um chute na boca do estômago da competitividade do mercado.

            Essa relação promiscua entre governo e empresas que nem sempre oferecem os melhores serviços, é que prejudica ações de fiscalização, é que vicia as coisas.

            Vale, Samarco, as empresas de Telecomunicações, bancos, grandes empreiteiras como a Odebrecht, Camargo Correa, são empresas que fazem o que querem porque estão nas graças do governo, acima do bem e do mal e obviamente, se não são fiscalizadas, os erros e as falhas começar a surgir e muitas vezes os erros são graves.

          3. CAPITALISMO: a fonte de todo o mal que existe no mundo.

            Afinal, todas as pessoas são boazinhas por natureza, e antes do “boom capitalista” dos últimos séculos a humanidade vivia na maior paz e tranquilidade.

            /ironia

          4. Victor, não consegui entender o teor da tua resposta. Em qual momento eu defendi o comunismo? Parece que sequer te deste ao trabalho de ler o que escrevi.

            Bruno, se achas mesmo que responsabilizei o capitalismo por toda maldade do mundo, apenas lamento o fato de a tua cegueira ideológica ter chegado a esse ponto. Aliás, que eu saiba ninguém aqui estava discutindo a respeito de conceitos tão abstratos como “bem” e “mal”.

            Radoico, vejo a China como o pior modelo possível de “progresso”. Não gostaria de viver em cidades onde não se pode nem respirar sem correr o risco de desenvolver um câncer (isso pra não falar de todos os outros danos ao meio ambiente e aumento das desigualdades sociais). Os números do PIB dizem tudo, menos o essencial.

            Mas por que estamos discutindo essas questões num blog dedicado à Astronomia?

            Ah, lembrei! Minha intenção era somente concordar com o Fernando e dizer que a exploração espacial deve ficar a cargo da Ciência, com as grandes corporações no máximo desempenhando uma função auxiliar, jamais tomando a frente do processo e direcionando-o de acordo com seus interesses econômicos.

            Abraços a todos!

          5. Radoico obrigado pela correção! Não tinha visto, para variar, escrevi na correria. Senti até vergonha agora! haha

          6. Rodrigo, não se faça de rogado. Você fomentou a discussão entre os modelos capitalistas e comunistas.

            “Por que deveríamos deixar de confiar no deus mercado, não é mesmo? Até hoje o sistema capitalista já nos deu muitas provas do seu enorme apreço pelo meio ambiente. Essa história de desmatamento, poluição de rios e mares, destruição de ecossistemas e biomas, aquecimento global, é tudo invenção de comunistas safados.”

    3. “Rumo ao infinito” do próprio Salvador Nogueira, ele dedica umas 50 páginas sobre esse entusiasmo dele em relação aos vôos particulares. Coisa que eu também comoartilho.

    4. Fernando sem fazer menções ao governo que ora está no poder eu acho que se conseguíssemos “não ter governos” a iniciativa privada faria o Brasil um país riquíssimo. O Estado brasileiro é excessivamente intervencionista em todas as áreas; experimente tentar abrir um pequeno comércio e veja o quê irá pagar antes de faturar um miserável centavo. A Embraer era estatal e fazia um Bandeirantes digno de “marreteiro” que pude ver com meus olhos durante visita nos anos 1972; privatizada tornou-se a 3ª ou 4ª empresa aeronáutica no mundo. Além de quê, nas esferas de governos não existem cérebros apenas funcionários públicos que se prestam para casos como Petrobrás, Samarco, BNDES etc. O pouco que o Brasil crescia deveu-se tão somente a iniciativa privada.

    5. É a iniciativa privada que move o progresso, meu amigo… Deixa de preconceito, não vê que o mundo abandonou a ideia de “socialismo” e “comunismo”?

      A China deixou de ser uma “ditadura do proletariado” e declara, em alto e bom som, que “enriquecer é glorioso” (palavras do presidente chinês Xi Jimping). Cuba está implantando a propriedade privada e negócios privados…

      1. Radoico e Tetsuo Shimura, os seus comentários estão perfeitos. Vamos parar de demonizar o capitalismo. Não é um sistema perfeito, mas é o melhor que temos e se bem gerido, produz riqueza e desenvolvimento.

        Difícil mesmo é empreender no Brasil, um empresário consegue vencer no Brasil pode vencer em qualquer lugar do mundo.

  20. Promissor isso. Os custos para se colocar gente no espaço é o grande vilão que impede a conquista real do espaço.

  21. Salvador, uma dúvida off topic: você já leu o ” Origens: Catorze Bilhões de Anos de Evolução Cósmica”, do Neil Degrasse Tyson?

    Caso afirmativo, o que você achou do livro?

    Um abraço do seu amigo Paulo, do blog “Astronomia Observacional e Astrofotografia Amadora”, agora em novo endereço:

    https://astronomiaeastrofotografia.wordpress.com/

    1. Li, mas faz bastante tempo. Na época, gostei. Curiosamente, recentemente, a Planeta me perguntou o que eu achava dele antes de publicar no Brasil. Eu sugeri que valia publicar, até para aproveitar o estrelato recente do Neil deGrasse-Tyson, depois de “Cosmos”. Abraço!

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