Siderações: Encélado, colonização marciana, Nasa e o exoplaneta habitável mais próximo

Os gêiseres da lua-oceano de Saturno, Encélado, estão ficando mais fracos e tênues. Elon Musk, dono da SpaceX e dublê de Tony Stark, diz que devemos colonizar Marte o quanto antes. Papai Noel passa no Congresso americano e prepara um orçamento vitaminado para a Nasa em 2016. E australianos encontram o exoplaneta potencialmente habitável mais próximo do Sistema Solar até o momento. Se ligue no que rolou por aí nesta semana, com Siderações.

ENCÉLADO
Os cientistas se espantaram quando a sonda americana Cassini revelou, em 2005, que a pequena lua gelada Encélado, de Saturno, tinha gêiseres de água em sua região polar sul. Mas novas observações sugerem que as emissões dos gêiseres caíram entre 30 e 50% nos últimos dez anos. O resultado foi apresentado por Andrew Ingersoll, do Caltech, em reunião da União Geofísica Americana. E ninguém sabe o que está acontecendo. Pode ser uma flutuação momentânea. Ou não. Se o fluxo de água parar, vai dificultar os planos para uma futura missão capaz de analisar o conteúdo do oceano que há no interior da lua sem precisar pousar. Aliás, neste sábado (19) a Cassini fará o último sobrevoo de Encélado antes do fim da missão, marcado para 2017.

Sonda Cassini registra água sendo ejetada do interior de Encélado, lua de Saturno (Crédito: Nasa)
Sonda Cassini registra água sendo ejetada do interior de Encélado, lua de Saturno (Crédito: Nasa)

COLONIZAÇÃO MARCIANA
Na mesma reunião, o empresário Elon Musk falou a uma plateia lotada sobre a importância da colonização de Marte. Para ele, pela primeira vez na história humana essa oportunidade está se abrindo, e não deveríamos perder tempo. Musk argumenta que a única maneira de garantir a sobrevivência da nossa espécie a longo prazo seria nos tornarmos multiplanetários. E Marte é o melhor lugar do Sistema Solar para fazermos a tentativa. A propósito, no domingo (20) a SpaceX tentará fazer seu primeiro lançamento do foguete Falcon-9 desde o acidente de junho.

Concepção artística de astronauta explorando a superfície de Marte (Crédito: Nasa)
Concepção artística de astronauta explorando a superfície de Marte (Crédito: Nasa)

PAPAI NOEL VISITA A NASA
Não sabemos se foi o grande sucesso da sonda New Horizons em Plutão, ou a bilheteria do filme “Perdido em Marte”, mas o Congresso americano mostrou generosidade inédita com a Nasa para o Orçamento de 2016. Um aumento de quase US$ 1,3 bilhão com relação ao ano passado. Entre as prioridades, estão o SLS, novo foguete que levará astronautas além da órbita terrestre baixa, os projetos de transporte comercial à Estação Espacial Internacional e o financiamento de uma missão a Europa, a lua-oceano de Júpiter. O Congresso determinou inclusive que a Nasa envie não só um orbitador, mas também um módulo de pouso até lá, e que o lançamento ocorra em 2022. Agora só falta o Obama autografar tudo isso aí.

Europa pode ter um ecossistema alienígena, esperando para ser estudado. O duro é chegar lá. (Crédito: Nasa)
Europa pode ter um ecossistema alienígena, esperando para ser estudado. O duro é chegar lá. (Crédito: Nasa)

ENQUANTO ISSO, NO SISTEMA VIZINHO…
Astrônomos australianos descobriram três planetas em torno da estrela Wolf 1061 a apenas 13,8 anos-luz daqui. Todos os três são provavelmente rochosos, e um deles está na chamada zona habitável — a região do sistema adequada para a preservação de água em estado líquido na superfície. O charme da descoberta é que o planeta é o mais próximo conhecido com potencial para abrigar uma biosfera. Com cerca de 4 vezes a massa da Terra, ele completa uma volta em torno de sua estrela a cada 18 dias. Agora os cientistas querem descobrir se o sistema está alinhado de forma que o mundo passe periodicamente à frente da estrela com relação a nós. Caso isso aconteça, será possível em breve analisar a composição de sua atmosfera, em busca de possíveis sinais de vida.

Configuração do sistema Wolf 1061, com três planetas (Crédito: UNSW)
Configuração do sistema Wolf 1061, com três planetas (Crédito: UNSW)

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P.S.: Nesta sexta-feira (18), às 15h, estarei ao vivo na TV Folha para debater com o ufólogo Ademar José Gevaerd sobre a busca por vida extraterrestre e o embate entre a astrobiologia e a ufologia — ideia que nasceu inclusive nos comentários aqui do blog. Acho que será divertido. Se tiver chance, apareça .

Comentários

  1. Olá SALVADOR ! Sou leitor assíduo de seu blog. Acho mesmo que é O MELHOR espaço da mídia para conhecimento e debate , quando o assunto é astrofísica. Eu acredito, firmemente, na existência de vida extraterrestre. A explicação para minha crença é a mais famosa e prosaica : ” seria um desperdício imenso de matéria, energia e espaço, para só existir vida neste diminuto objeto espacial que chamamos de Lar “. Mas, a meu ver, mesmo que com o “acordo com a concordância do Gevaerd ” para transformar o debate em divertimento, também, acho que vcs não precisavam tentar ridicularizar o ufólogo, a todo o momento, mesmo que suas afirmações pudessem soar como ridículas. Debate exige respeito por opiniões divergentes…mesmo que muuuito divergentes. É só a crítica construtiva , deste seu admirador, que tem a pretensão de colaborar para que vc e sua mente privilegiada, nos ajudem a compreender um pouco mais, a cada leitura, o nosso universo(ou multiverso). Abraços, Salvador !

  2. O problema foi quando Salvador usou essa abordagem para desmerecer o outro lado. Pegou mal pois em qualquer debate, principalmente quando o objetivo é sério, o respeito é muito importante.
    Zombar só mostra que NÃO temos armas mais eficientes.
    Num debate gosto de ver os outros detalhes e tentar ler outras coisas que não foram ditas ou faladas, por exemplo. A troca constante de olhares entre Salvador e o mediador PRA MIM era isso: “Hehe, que bobagem!- É mesmo, vamos deixar ele falar um pouco depois a gente detona.”
    Foi bem “MUNDO ESTRANHO e SUPERINTERESSANTE.
    É claro que Gevaerd é um crente. Mas o Salvador mostrou de outras formas que também é.
    Aplicar tópicos de método científico à ufologia não funciona. Ela não é ciência. No máximo, ciência de observação. Coleta dados, discute, emite opinião. O papel da Ciência é verificar.
    A crença de Salvador no “método” é conveniente. Nem de longe só existe consenso em Ciência, mesmo entre especialistas numa mesma área. Adotar uma postura de maior abertura seria mortal para o Salvador.
    Existem especialistas em buracos negros, em supernovas e big ben. Mas o que fazemos com eles é epenas observar, coletar e discutir com a ajuda da matemática e da imaginação.
    Num debate tembém é legal ver a sinceridade de quem debate. Ambos se mostraram sinceros, reconhecendo pontos de convergência. Existe um fenômeno (ambos concordam). É preciso estudar (acho que só um concorda). Se ufologia realmente é perda de tempo, Salvador deveria dar um golpe final, ver um agroglifo e desconstruir. Buscadores sinceros iriam gostar dessa desconstrução. Mas se realmente for algo inusitado, deve publicar. Em ambas as hipóteses ganha a Ciência.

    1. Você está errado. Estudos de supernovas, buracos negros e o Big Bang não consistem em observações meramente. Consistem em previsões, que podem então ser verificadas por observações. Pegue o caso extremo do Big Bang, que não só explica a proporção observada dos elementos químicos no Universo como fez a previsão da existência da radiação cósmica de fundo, que só depois disso foi detectada e confirmada.

      Disse lá e repito aqui: a ciência não detém o monopólio do conhecimento, mas só ela produz conhecimentos universais. O que a ciência revela vale para todo mundo. (Naturalmente, na fronteira da ciência, na pesquisa que está na divisa entre o conhecido e o desconhecido, não haverá consenso, porque é conhecimento em formação. Mas uma vez consolidado, tem validade universal.) Já o que a religião, a filosofia e, para colocar na mistura, a ufologia revelam não é universal — por isso temos de respeitar que cada um tenha sua religião, cada um tenha seu modo de entender o mundo e cada um interprete a evidência anedótica da forma que achar mais conveniente, sem querer dizer — como o Gevaerd faz frequentemente — que tal coisa está “comprovada”, quando na verdade nunca esteve.

      Por fim, acredito ter desconstruído os agroglifos ao demonstrar que a hipótese mais provável é de fabricação terrestre. Acho inútil ir até um deles pelo simples fato de que não duvido das declarações feitas pelo ufólogo a respeito deles. Considero as observações acuradas. A única coisa que nos distingue é a interpretação. Eu prefiro ir com a hipótese mais simples: a obra é de origem humana. Ele prefere ir com a menos provável: é de origem extraterrestre. Senão vejamos:

      – Ele diz que os agroglifos são grandes, geométricos e vistosos. Concordo. As imagens não mentem. E humanos têm feito coisas assim desde que existem.
      – Ele diz que pega sinal de celular dentro do agroglifo, mas não fora. Acredito. Mas isso seria facilmente produzido se o criador humano de um agroglifo tivesse um celular e escolhesse exatamente o local em que há uma brecha de sinal para fazê-lo. (Quem usa celular na estrada sabe que há locais em que pega celular e em que não pega.)
      – Ele diz que as plantas são dobradas sem se quebrar. Acredito. Qualquer fraudador que quisesse fazer o minímo dano à plantação e quisesse ganhar a chancela do ufólogo que o analisasse teria de aprender a fazer isso. Onde está o paper científico que mostra que seria impossível fazer isso? Não existe.
      – Ele diz que as figuras aparecem todo ano na mesma região. Acredito. E considero evidência de origem humana. Por que alienígenas obedeceriam a qualquer ciclo sazonal terrestre? E, tendo acesso ao mundo inteiro, por que fariam as figuras na mesma região? Já fraudadores podem estar geograficamente restritos e escolherão a época melhor para fazer sua “dobra mágica” de plantas.
      – Ele diz que muitas vezes as figuras têm relações geométricas com números astronômicos. Todos os números astronômicos representados, quando o são, são fartamente conhecidos dos humanos.

      Então veja: o problema não está nas evidências. Está na interpretação. Ele quer me fazer crer que a obra é extraterrestre. É uma afirmação extraordinária. Para acompanhar, ele precisaria de evidências extraordinárias. Não vi nenhuma evidência nem mais ou menos.

      Tudo isso para dizer que respeito os ufólogos. Ao contrário do que vocês possam imaginar, saímos batendo papo do debate eu e o Geva. Ele me elogiou no Facebook ao postar o link para o vídeo, e agradeceu à Folha por dar uma chance de a voz dos ufólogos ser ouvida. Agora, ele mesmo admitiu, no ar: Se tirarmos os testemunhos — que sabidamente não consistem em evidência científica, por uma série de razões –, o que sobra na ufologia? “Muito pouco”, ele disse.

      Aí é que está. A ufologia quer impôr uma série de crenças sobre fenômenos atmosféricos e, vá lá, agrários sem evidência concreta disso, como o próprio ufólogo admite, quando pressionado. Essa é a minha crítica. Se foi isso que você viu de mim lá, então fiz o meu trabalho.

      Agora, pelo seu e-mail, já sei de que lado você milita e sei que você não é imparcial nessa discussão. 😉

      Abraço!

      1. Olá Mensageiros.
        Iniciando pelo fim: claro e não temo em afirmar que sou adepto da hipótese ET. Mas acho que pro debate isso é útil, não?
        Já imaginou em debate de “concordo! isso mesmo!…parabéns…!”
        Debate é tese, antítese, e quem sabe, síntese.
        Quando escolhemos entrar em um debate ou discussão, entramos naqueles cujos assuntos nos são afeitos e inevitavelmente tomamos partidos por um lado. Adoro conhecer, saber, me informar, mas também adoro pensar além, até absurdos e me contendo em me manter assim. Daí a impor minhas elucubrações e meus dogmas…
        Por isso assino a folha e terminando as notícias vou pro seu blog. Li seu livro e prendi muito, mas daí defender que fazer Ciência é concluir à priori, não.
        Agora observemos: na Folha e no blog se faz jornalismo ou ciência?
        Na UFO se faz jornalismo, ou ciência?
        O Gevaerd tem um tablóide, que depende de fontes e essas fontes são inexoravelmente pessoas. Mas a Folha não faz o mesmo? Se vc pedir à folha a sua fonte, o que ela vai dizer?
        A UFO faz jornalismo (e aqui não vou entrar no mérito da qualidade). Seu objetivo (além da grana) é chamara atenção para um fenômeno e ponto pra eles quando são autocríticos. Analise a qualidade das fontes. Outro ponto pra eles é quando convidam a comunidade científica e formadores de opinião para analisarem o que eles já tem.
        E apesar do que os Mensageiros possam pensar a meu respeito e minhas convicções meu maior interesse aqui não é provar a hipótese ET, mas ser a antítese do Salvador e criticar um cientificismo dogmático, que conclui a priori. Também reforçar a ideia de que o universo é muito mais complexo. Lembrar que Leis hoje são “apenas” corolários amanhã. O conhecimento e a informação circulam muito rápido e o conhecimento avançado de hoje é grão de areia amanhã.
        Mas nunca haverá divulgação científica de qualidade com preconceitos
        “…a ciência não detém o monopólio do conhecimento, mas só ela produz conhecimentos universais. O que a ciência revela vale para todo mundo.” Não entendi.
        SÓ a Ciência produz conhecimento, ou NÃO SÓ a Ciência produz conhecimento? De que lado você está?
        Antes de existir Ciência ( aqui com letra maiúscula para lembra do que é conhecimento produzido com Método científico) existiu o pensar (Filosofia) e antes te tudo o índio, que descobriu que cocô e cinza de fogueira ajuda na adubação do solo.
        Você acha que conhecimento só existiu depois do método?
        A isso eu chamo de Dogmatismo científico.

        1. Você se confundiu o que eu disse. Eu disse que a ciência não tem o monopólio do conhecimento. A religião e a filosofia são formas de conhecimento. Elas podem ajudar você em várias coisas, como na busca pelo autoconhecimento ou na ambição de ter contato com algo maior que o guie. Então, não as desprezo como formas de conhecimento humano, assim como as artes. O que eu disse é que, de todas as formas de conhecimento, a única que tem validade universal (ou seja, vale para mim, para você e para todo mundo, na mesma forma) é a ciência. Então, se você me perguntar, é por isso que ela naturalmente se sobrepõe a todo o resto e cria essa confusão de que ela seria a única forma de conhecimento. Não é. Mas é a única forma de conhecimento compartilhável. Você pode ter o seu gosto pessoal de arte, a sua própria religião e seu próprio entendimento da filosofia, e cada pessoa terá o seu próprio. Mas a ciência vale para todo mundo.

          Então o meu lado é: pode acreditar em disco voador quanto você quiser, mas isso vale apenas para você. Se você quer convencer outros de que é verdade, vai precisar da ciência. Ao abdicar da ciência, a ufologia (que, como o próprio Gevaerd admite, não é ciência) não tem apelo universal. Tudo bem você pirar em agroglifos e discos voadores. Mas é só a SUA OPINIÃO, do mesmo jeito que você forma opinião sobre religião, arte ou filosofia. É um tipo diferente de conhecimento, que serve só para você. Se acreditar em alienígenas faz de você uma pessoa melhor e o deixa mais em paz consigo mesmo, quem sou eu para discordar? Mas não tente impor essa visão como algo “comprovado”, e é esse o meu incômodo com a postura dos ufólogos. Várias vezes durante o debate, Gevaerd disse que tal e tal coisa estava “comprovada”. Nunca esteve.

          Agora, falando sobre jornalismo, sim, tanto na Folha quanto na revista UFO a prática é jornalística, não científica. Mas tenho certeza de que existe uma diferença clara de rigor. Basta ler o Manual de Redação da Folha e então ver quantas das reportagens da UFO sobreviveriam após passar pelo crivo das regras que precisam ser cumpridas para um texto virar reportagem publicada no jornal. (E ainda assim a Folha erra, e muito, porque faz parte do fazer jornalístico. Imagine a UFO… rs)

          1. Salvador, vi que vc trancou a resposta do último post. Gostaria de agradecer o debate. Percebi também que vc dá muita atenção à sua audiência. Obrigado por eles também.
            Zebedeu, não foi o ET Bilu quem veio… quem sabe na próxima.rs
            Abraços a todos.

          2. Salvador, nao existe link pra respostas abaixo das ultimas respostas, pensei que fosse de propósito.
            Foi mal.

        2. “Estudos de supernovas, buracos negros e o Big Bang não consistem em observações meramente. Consistem em previsões, que podem então ser verificadas por observações.”
          Exatamente. Não falei que o que os especialista fazem é ficar observando apenas.
          Falei que OBSERVAM, COLETAM e DISCUTEM. E posso acrescentar: PROPOEM. Quando provam, sai Nobel.
          Observaram, coletaram, discutiram (nesse processo modelaram pelo pensamento, imaginação e Matemática), observaram de novo. Nessa ordem. Nesse ciclo.
          Mais uma vez, essa é minha crítica: Propor não é provar. Isso vale pra todo mundo. Para a ufologia e para a Ciência.
          Big ben é uma proposta: Completou o ciclo e mantém-se nele para verificação.
          A “sorte” da qual fala Dawkins é uma opinião. Dawkins é um dos elementos da proposta.
          Ufologia é uma observação. Iniciou o ciclo.

          1. Big Bang já foi demonstrado, como o caso da radiação cósmica de fundo deixa claro.
            E demonstração científica não se faz com testemunho.
            Boa sorte com a ufologia sem lançar mão de testemunhos. 🙂

  3. Pronto. Agoro vi.
    Salvador estava em casa, entrou e foi pro ataque. Mas todo time, digo, debatedor, tem pontos fracos para explorar. Na minha opinião Salvador atacou bem a filtragem falha da UFO. Ela precisa vender. Uma filtragem rigorosa e não sobraria muita coisa.
    Assim como o Salvador precisa e usa essa a abordagem engraçadinha para ter audiência no blog.

    1. Exato, acho que você entendeu bem. Um produto de televisão (seja para internet ou não) precisa entreter a audiência. Tem que ter conteúdo, mas tem que ser divertido. Um debate, para ser divertido, tem que ter tensão e conflito. Falei isso para o Gevaerd nos bastidores e ele entendeu perfeitamente. É assim que funciona. E é por isso que exploro essas minhas qualidades no meu trabalho de comunicação — porque, via de regra, elas caem bem com o público. E um comunicador só consegue se comunicar se o público prestar atenção ao que ele diz.

  4. Olá!
    Não vi o debate mas os argumentos de ambas as partes são antigos.
    Mesmo antes de ver o debate só adianto o seguinte: A existência de fraudadores não invialibiza a possibilidade sa teoria ufológica. E os ufólogos sérios precisam continuar se esforçando para a fundamentação da teoria. Dogmas não funcioram na religião e não funcionam na Ciência.

  5. Salvador, sou um grande admirador de seu blog, mas realmente o debate não foi bem um debate. Não existiu direito de resposta para o ufólogo, ele simplesmente fora massacrado com piadas e expressões jocosas, mas foi um bom entretenimento. Vale lembrar que não sou ufólogo e não acredito em alienígenas da forma como disseminado pelos ufólogos, mas o que custava ter deixado o ufólogo falar o que acredita ? Todo o debate fora fundamentado em opiniões e conjecturas que um dia podem ser refutadas, por exemplo: a operação prato PODE ter visto naves espaciais de outras civilizações? sim. A operação prato PODE ter filmado e fotografado luzes naturais atmosféricas? Sim. Concluindo, tendo em vista a estranheza, expressamente declarada, deste e de outros casos, ninguém tem certeza de nada com relação a este assunto, por isso o respeito e a seriedade deveriam prevalecer. Parabéns pelo blog, abração !

    1. Acho que isso ficou claro: que pode haver visitação extraterrestre, não há discordância. Há discordância existe na questão: existem evidências suficientes para suportar esta hipótese? A resposta, para mim, é não. Para ele, sim. Abraço!

  6. Sobre Enceladus só um comentário. Mais uma prova de que essas flutuações da água ejetada no espaço tem uma origem eletromagnética com Saturno. Interações elétricas que inclusive dependem da atividade solar que anda em baixa nos últimos anos.
    O que acontece em Enceladus é um pouco do que acontece nos cometas onde até hoje, muitos cientistas enclausurados em suas teorias imutáveis, ainda pensam se tratar de bolas sujas de gelo.

    1. Não tem nada a ver. Você cisma com esse lance de origem eletromagnética. Você viu o paper em que refutam isso no cometa da Rosetta? 🙂

  7. Salvador,

    Seria possível usar o Pardoxo de Fermi para afirmar que Wolf 1061c não possui civilização (hiper) tecnológica? Pois se possuísse, suas sondas já estariam entre nós! Ou não?

    1. Difícil. Você pode supor que eles sabem tudo a nosso respeito e não nos visitam porque têm super-antenas que captam nossos telejornais com “apenas” 14 anos de delay. rs

  8. Ronaldo Fenômeno era extraterrestre, afinal, o que ele jogava era de outro planeta! (aproximadamente 38 minutos) hahahahahahahahahahahahhahahahahahhaha!!!

    Enfim, esse debate demonstrou o quanto a ufologia não é conhecimento confiável, porque não consegue elaborar uma metodologia viável para comprovar suas hipóteses! O método científico não é aplicável!

    1. È como o Salvador diz: OVNIs são NI – não identificados. simplesmente especular sobre algo não identificado não é Ciência. Quando identificarem um OV extraterrestre, aí sim, mas já não será ufologia, mas exobiologia.

  9. Salvador, baseado no que se sabe, então as caixas d’água “espaciais”, seriam Europa, Ganimedes e Encélado? Titã teria oceanos ou lagos melequento-gelatinosos de metano, e Marte será que tem água liquida escondida em algum lugar e claro a lenda diz que também tem água nas profundezas do Sistema Cantareira….

    As próximas duas décadas deverão ser de cair o queixo, sondas descobrindo coisas fantásticas e a viagem espacial quem sabe retomada, já que estamos estagnados nisso há tempos.

  10. Prezado Salvador;
    Acabei de assistir ao debate sobre ufologia na TV folha e, apesar de também achar que não existem evidências de extraterrestres na Terra, fiquei impressionado com sua dificuldade para deixar o ufologo expressar a opinião dele. Com todo respeito, achei que vc poderia ter sido mais educado e ter tido respeito em deixar o especialista em ufologia falar o que acredita e pesquisou. Fiquei constrangido com a péssimo debate que vcs proporcionaram. Isso não desmerece nenhum de vcs enquanto pesquisadores ou estudiosos mas apenas remete ao que o expectador sente quando vcs se propõe a fazer um debate num veículo que deveria ser sério como a TV folha

    1. Andre, pois é, talvez eu tenha sido um pouco afoito em certos momentos. Meu espírito talvez estivesse mais aguerrido que o necessário, depois de toda a pilha que o Fernando Aragão colocou nesse debate por aqui, instigando sua realização nos comentários.

    2. Que nada. O debate foi excelente. Salvador colocou o Ademar Gevaerd no seu devido lugar. Demoliu seus argumentos de forma contundente, desmoronando suas falácias.

      O Gevaerd é um propagandista da Ufologia, mas não mede consequências. Ele vende a imagem da Ufologia como se ela fosse mais sólida do que a teoria da evolução. Nós sabemos que o cara sobrevive de vender historinhas de extraterrestres, por mais loucas que elas sejam, como a matéria esdrúxula da revista citada por Salvador no início do debate. O cara tem que vender seu peixe todo mês.

      Foi visível a cara de derrota e frustração do Gevaerd ao longo do debate, vendo seus argumentos de ouro serem avaliados a peso de latão. Todo arrogantão aqui no fórum, exalando pedantismo ao chamar o Salvador Nogueira de garoto e de que pouco entendia de Ufologia, mas saiu do debate com a cabeça inchada da trombada que levou. Sua crista baixou depois deste debate.

      Foi nocaute da ciência. E o papagaio de ombro dele, Fernando Aragão Ramalho, que como um machão de colégio dizia aqui no fórum que o Gevaerd iria lhe pegar no debate, deve tá também com a cabeça inchada. Lembrem-se – e deixe aqui registrado – que o Fernando Ramalho já havia amarelado aqui no fórum ao fugir do debate com o Salvador.

      O que me entristece é que sei que há caras na Ufologia mais competentes e sérios do que o Gevaerd, que poderiam passar uma imagem séria da Ufologia ao público. Isto representaria melhor aquela minúscula parcela de histórias que ainda resistem a uma explicação natural.

      1. Acho legal ver essas diferentes visões sobre o debate. Natural que uns adorem e outros odeiem. Assim que é bom. Pior seria se todo mundo achasse OK. 😛

    3. Eu vi debate e gostei. Concordei com as argumentações do Salvador. A postura do Salvador não seria diferente da minha, visto como os ufólogos usam o “acho” deles como se fosse verdade.

      Na verdade morro de vontade de um dia perguntar para desses ufólogos “renomados”:
      – Você realmente pensa que todo mundo é dumb? Pois sustentar e dizer tamanhas sandices por aí, só pode achar que ninguém tem cérebro.

      Bom, gostaria de citar um episódio para ilustrar minha indignação com esse tipo de “estudioso”. Sabe aquele ufólogo de cabelo arrepiado do History? Teve um dia que ele teve uma diarreia mental. Mostrando uma imagem onde os antigos egípcios passavam uma substancia debaixo das pedras para facilitar o transporte ele disse que era uma substancia anti-gravitacional ensinada pelos extraterrestres! Os egípcios passavam gordura animal para facilitar o arrasto das pedras, nada mais que isso, e o cara vem com substancia anti-gravitacional. O pior de tudo que os ufólogos dizem que é isso mesmo, que é uma “prova” da interferência dos extraterrestres sobre os povos antigos.
      Enfim, o negócio é olhar tudo isso como uma grande piada.

      Seja como for, um dia saberemos a verdade, mas essa verdade virá pelas mãos da ciência e não dos ufólogos.
      Antes q alguém pergunte, acredito sim que deva existir civilizações inteligentes espalhadas pelo espaço… mas isso não valida as sandices ufológicas que vemos por aqui.

      1. Concordo com gênero, número e grau. Eles viajam demais na maionese, enxergam coisas onde não existe e por aí vai. São capazes de afirmar que balões e bexigas voando por aí com formas diferentes são naves alienígenas. Como já vi no HC. Acessem o site ovni hoje para terem uma noção das sandices desse pessoal. E olha que também acredito em vida extremamente avançada no cosmo e até planos diferentes de existência.

      1. Assisti boa parte, Salvador. Em primeiro lugar não vi esse “você não deixou o ufologista falar”, ao contrário, ele falou mais que você e não trouxe nada de positivo para solucionar a questão, pelo contrário, procurava levar o assunto a outros pontos toda vez que se requeria dele um fato conclusivo. Ele parece um sacerdote de uma religião que, ao invés de adorar deuses, adora pretensos ETs.

        Gostei que ele admitiu que ufologia não é Ciência, isso é ótimo, pois o coloca junto aos astrólogos e aos cultores do Bio-ritmo…

      1. Então acertei, 53 mil anos é mais do que 2500… 😛

        Brincadeira… Valeu, agradeço o cálculo mais correto! 🙂

    1. Nem me fale. Linkei pra home da TV Folha… mas como vou adivinhar que não tem o link pro ao vivo na home da TV Folha?? 😛

    1. Esses comentaristas são gente ridícula que nada entendem de Física e outras ciências, mas são capazes de usar o GPS sem desejar imaginar que ele funciona graças a uma rede de satélites que se comunicam com o aparelhinho e permitem o cálculo exato de sua posição… assistem a uma transmissão ao vivo de futebol europeu e nem querem pensar que é via satélite…

      1. Se eu fosse fazer uma lista das piores baboseiras que eu já encontrei na internet sobre ciência em geral, não somente com astronomia, a lista seria enorme. Há muitos palpiteiros dando todo tipo de palpite em assuntos que eles pensam entender, mas na verdade não sabem nada sobre eles.

  11. Bom dia, Salvador!
    Antes de tudo, quero parabenizar pelo novo layout do Blog Mensageiro Sideral. Está excelente!
    Esses dias foram só de notícias boas para a astronomia e astrobiologia. tenho certeza absoluta, que dentro de umas três décadas, iremos colonizar Marte e descobriremos vida alienígena, seja a mais simples possível ou quem sabe a mais avançada.
    Corroboro com a opinião de que precisamos colonizar Marte o mais rápido possível.

    1. Kennedy, acho que podemos estar em Marte em três décadas, mas colonizar? O próprio Elon, que é otimista, disse que a colônia provavelmente não se tornaria auto-sustentável no tempo de vida dele… mas precisamos começar em algum momento! 🙂

      1. Com todo o respeito, Salvador, permita-me discordar: quando JFK decidiu mandar o homem para a Lua, não tínhamos mais que processadores simplórios controlando as naves, e o feito foi realizado em 10 anos, inclusive mandando veículos para lá, em subsequentes missões de sucesso. Acho que essa limitação temporal é deduzida de uma conjectura atual, que leva-nos a crer que ela de fato é peremptória, porém tudo poderia mudar, acaso houvesse um real foco nisso… Embora possa parecer não compensar centrar foco, por prejuízo de outras missões, acho que as tecnologias alcançadas para o encalço, por tabela, iriam servir para outras áreas, inclusive as que já estão sendo exploradas individualmente, podendo inclusive potencializar o ritmo destas.

  12. Fiquei empolgado com o lance do debate. Nunca achei provável que aquelas discussões aqui nos comentários culminariam nisso.

  13. Olá Salvador.
    Sou mto fã do seu trabalho e de astronomia, tenho uma dúvida que a muito tempo nao encontro resposta e gostaria que se fosse possível vc me ajudasse: Como as Voyagens passaram por todos os cinturões de asteróides que existem no sistema solar sem se chocar com nehum? Vi as séries cosmo dezenas de vezes e parecem que seria impossível. Ort cloud, e entre os planetas… Não sei se formulei a pergunta de uma maneira certa, mas tenho esperança que vc entenda e me ajude com essa dúvida cruel! Obrigado!

    1. Vinicius, o pessoal não costuma representar bem os cinturões de asteroides e de Kuiper e a nuvem de Oort. Mostram muitos objetos juntos, próximos. Na verdade, é tudo muito espalhado. De um asteroide, você não seria capaz de ver outro vizinho, salvo talvez por um pontinho no céu. E no cinturão de Kuiper e na nuvem de Oort, a densidade é muito menor. Então a chance de uma colisão acidental é muito, muito, muito baixa.

    2. Acho que vários filmes nos mostram o lado “fantasioso” em relação a asteróides, entre eles um dos antigos Star Wars, na qual a Millenium Falcon passa por apuros em uma região super densa de asteróides…, aí somos erroneamente influenciados, na página 305 do maravilhoso livro Descobrindo o Universo, está escrito que a distância média entre os asteróides no cinturão é de 10 milhões de km, 26 vezes a distancia da Terra para Lua, realmente as Voyager, e todas as outras sondas, passam mais que tranquilo por essa região. Salvador jóia o debate com o Gevaerd, assuntos que adoro.

      1. Na verdade a Milenium Falcon passa pelos detritos do planeta Alderan, o qual acabara de ser destruído pela Estrela da Morte!

        1. Isso no episódio IV. No episódio V ela mergulha num cinturão de asteroides pra fugir dos destróieres do Império. Imagino que a referência seja a esse momento.

    1. Deve ficar no site da TV Folha… acho que eles não usam YouTube. Talvez eu coloque no meu canal, se conseguir e puder.

  14. Grande Salva…

    Todas notícias interessantes…

    Todo aumento de verbas é sempre bem-vindo, mas US$ 1,3 bi para a NASA não é de “cair o c* da bunda”… dá uns 7,5% de aumento em relação a 2015.

    Porém, devemos lembrar que neste ano o orçamento já havia sido reduzido em relação ao de 2014, ou seja, havia uma dívida moral em dar esse aumento…

    1. Sim, é verdade. Mas é um baaaita aumento. Vamos ver se é aprovado em plenário e o Obama autografa.

  15. Fiquei empolgado com a questão do orbitador e módulo de pouso em Europa, mas o prazo estipulado não é muito curto pra uma missão desse nível?

    Outro ponto, não lembro onde li a respeito, mas dizia a respeito de uma nave para pousar e derreter o gelo usando energia nuclear para acessar o oceano subterrâneo, isso é possível mesmo ou não passa de ficção?

      1. Salvador, acho, também, que é possível, mas há vários problemas a serem solucionados. O primeiro deles é a temperatura local, a sonda vai esburacando e o vapor será congelado acima dela, fechando o buraco. e são centenas, senão milhares, de km de profundidade a cavar…

  16. Sr. Salvador,
    Bom dia!

    Sou apenas um curioso na área em que o senhor se dedica tanto.

    Me permita uma pergunta, que talvez seja ingênua:

    É comum nos textos os termos “planeta rochoso” ou “gigante gasoso”.
    Um planeta gasoso teria um núcleo rochoso, mas com uma atmosfera muito densa e espessa?

    Gratíssimo!

    João Luiz Longhi
    Sertãozinho – SP

  17. Concordo com Musk. Demorou. Sobre o planeta habitável, espero que passem logo um scanner pra varrer eventual assinatura biológica na atmosfera, talvez tentando detectar clorofila, ou mesmo tentar captar sinais de rádio. Grande chances de uma boa surpresa nesse sentido. Vamos torcer, porque o sistema tá perto. Animadora a notícia. No mais, boa sorte na treta, Salvador!

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