Mensageiro Sideral

De onde viemos, onde estamos e para onde vamos

 -

Salvador Nogueira é jornalista de ciência e autor de 11 livros

Perfil completo

Publicidade

Astronomia: A verdade sobre a tecnologia de voo espacial ultrarrápido da Nasa

Por Salvador Nogueira

Conheça a verdade sobre a nova tecnologia da Nasa que permitiria ir a Marte em três dias.

O EXPRESSO MARCIANO
Enquanto russos e europeus precisam de sete meses para levar sua mais nova missão não-tripulada até a órbita de Marte, um grupo de cientistas bancado pela Nasa tem batido bumbo dizendo que seria possível realizar a mesma viagem em apenas três dias. Será?

SEM FREIO
É verdade. Mas o segredinho que o líder do projeto, Philip Lubin, não menciona é que não temos ideia de como puxar o freio da nave, uma vez que ela chegasse lá. A sonda estaria destinada a fazer um sobrevoo rápido ou, pior, se esborrachar contra a superfície. Em outras palavras: má ideia.

INTERESTELAR
Certo, então é só um estilingue espacial suicida? Longe disso. Essa é uma tecnologia que permitiria algo muito mais incrível do que ir a Marte, algo até então tido por muitos cientistas como impossível: viagens que cubram rapidamente o vasto espaço entre as estrelas.

O VIZINHO
Imagine ir até Alfa Centauri, o sistema estelar mais próximo. Ele está a uns 4 anos-luz daqui, o que significa dizer que a coisa mais rápida que existe — a luz — faria o trajeto em quatro anos. Com propulsão convencional, uma nave levaria 80 mil anos. Mas, com o projeto DEEP-IN, ela poderia chegar lá em duas décadas.

COMO FUNCIONA
O sistema envolve a construção de um conjunto de lasers na órbita da Terra, apontado na direção da nave _muito leve, e equipada com uma vela, como a dos veleiros solares. Então, a pressão exercida por essa fonte de “luz concentrada” fará o papel de um supersol, empurrando a sonda a até um quarto da velocidade da luz.

O QUE ESTAMOS ESPERANDO?
O maior problema é o tamanho do conjunto de lasers. Ele pode ser montado aos poucos em órbita, mas, para uma missão até Alfa Centauri, seria preciso que ele formasse um quadrado com 10 km de lado — cem vezes maior que a Estação Espacial Internacional. Portanto, não espere que a Nasa vá embarcar nessa tão já.

A coluna “Astronomia” é publicada às segundas-feiras, na Folha Ilustrada.

Acompanhe o Mensageiro Sideral no Facebook, no Twitter e no YouTube

Blogs da Folha

Publicidade
Publicidade
Publicidade