Astronomia: A origem dos anéis de Saturno

Salvador Nogueira

Os anéis e algumas das luas de Saturno podem ser ‘novos’, formados na época dos dinossauros.

DIRETO DO CRETÁCEO
Se os dinossauros tivessem telescópios para observar o planeta Saturno, talvez vissem apenas uma enorme bola de gás, sem os famosos anéis que hoje são sua marca registrada. É o que sugere um novo estudo realizado por pesquisadores nos EUA.

VELHO ENIGMA
A maioria dos cientistas apostava que os anéis e as luas de Saturno teriam se formado com o planeta, há 4,6 bilhões de anos. Para checar, Matija Cuk e seus colegas literalmente rebobinaram o filme, usando a lei da gravidade para ver como era o sistema no passado. Descobriram que um certo sincronismo esperado entre as órbitas de duas das luas, Tétis e Dione, na verdade nunca ocorreu.

DUAS HIPÓTESES
Se isso não rolou, das duas uma: ou as órbitas, moldadas pelo efeito de maré do sistema, evoluíram muito, muito devagar, e as luas ainda estão muito perto de seu local de formação, ou pelo menos essas luas em particular são bem mais novas que o próprio planeta.

O DETALHE
Entra em cena a pequena lua Encélado, famosa por seus poderosos gêiseres de água localizados na região polar sul. A razão para o agito interno é justamente o poderoso efeito de maré. Portanto, é muito difícil conciliar essa fúria toda com a hipótese de evolução lenta das órbitas.

A RESPOSTA
Resultado: o trio de pesquisadores sugere que tanto os anéis quanto as luas mais internas de Saturno — inclusive Encélado — são formações recentes, com uns 100 milhões de anos. Eles teriam sido criados pela desestabilização e colisão de um antigo sistema de luas em Saturno.

Todas as luas mais internas, de Reia para dentro, seriam "novas"; as mais distantes, como Titã e Hipérion, teriam se formado junto com o planeta.
Todas as luas mais internas, de Reia para dentro, seriam “novas”; as mais distantes, como Titã e Hipérion, teriam se formado junto com o planeta.

TESTES E CONSEQUÊNCIAS
Caso isso esteja certo, as chances de encontrar vida em Encélado diminuem bastante. A lua seria jovem demais para isso. A fim de testar a hipótese, os cientistas sugerem acompanhar de forma precisa futuras alterações nas órbitas das luas e também analisar o padrão de crateras nelas, que pode trazer pistas sobre sua idade.

A coluna “Astronomia” é publicada às segundas-feiras, na Folha Ilustrada.

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Comentários

  1. Salvador, em termos de composição química, os anéis são homogêneos ou cada anel apresenta composição distintas?
    As luas internas, supostamente formada pela colisão do sistema anterior de luas também possuem composição química semelhante, ou são consideravelmente distintas?
    Sabe algo a respeito? Abs!

    1. Os anéis têm variações de composição que parecem ter relação com a cor (e de início achavam que com a idade e densidade dos grãos), mas essa relação não está muito clara. Podemos dizer que, tanto das luas internas como dos anéis, há variações sutis de composição, mas são basicamente feitos da mesma coisa — principalmente gelo e rocha.

      1. Fiquei curioso a respeito, visto que se tem origem dos mesmo “destroços” deveriam ser semelhante quimicamente.
        Obrigado Salvador.

  2. Está certo, hipótese é diferente de chute mas a hipótese é baseado em que? numa ideia? num cálculo matemático? ainda acho é uma de algum cientista que surge do nada.

    1. É baseado em ideias testadas previamente e que já passaram da fase de hipóteses, pois foram corroboradas antes. A ciência é como um prédio de tijolos. A fileira atual de tijolos pode ter um ou outro que não fica bem assentado e você tem que trocar. Mas você não desmancha o muro inteiro por causa dele. Os outros tijolos permanecem firmes no mesmo lugar. E são rotineiramente testados. Várias pancadas neles, e nada de eles se moverem. Então, quem aponta o último tijolo mal-colocado (e em vias de ser substituído por outro melhor) para desqualificar todo o prédio da ciência é ou burro ou mal-intencionado, pois não é assim que funciona.

    2. Ary, o grande problema da ciência especulativa é que se por acaso a primeira fileira da parede estiver fundada em areia vai ruir tudo e, pelo que vejo até hoje, comprovado inconteste, não existe nada.

    1. Vi. O “Eu” já tinha mandado para mim ontem uma nota sobre isso. Mesmo com as informações preliminares, estava apostando em vazamento mesmo. Acho que subiu no telhado esse satélite aí. Muito difícil de recuperá-lo nesse estado. Mas vamos aguardar um pouco mais. Uma perda significativa para o programa japonês.

        1. Os comentários são de “cair o cu da bunda”, principalmente os que citam que a Terra é plana. A Igreja dos Morons está muito feliz com tantos seguidores em potencial para seus cultos.

        2. Acredito, deve ser aquela mesma lenga-lenga…

          “Vamos ajudar as criancinhas famintas”, ou, “Tantas doenças e pessoas sem tratamento”, ou ainda, “Parem de jogar dinheiro fora com pesquisa espacial”…

          Dá um cansaço…

      1. Acho que não, satélite girando sem controle quer dizer satélite subindo no telhado. Qualquer transmissão dele ou para ele seria bem difícil.

  3. Os gêiseres de Encélado poderiam de alguma forma contribuir para a formação dos anéis de Saturno?

    1. Eles contribuem! Formam o material de um anel mais externo aos “clássicos”, mais tênue! (O anel E é alimentado por Encélado.)

  4. Salvador, tu ficou sabendo de um mega impacto em Júpiter no último dia 17? Um gigantesco objeto (asteroide ou cometa) chocou-se com a alta atmosfera do gigante gasoso, produzindo um flash no limbo jupiteriano quase do tamanho da Terra. Levante essa informação pra nós pls, se é que já não está vendo. Grato.

    1. Ahhhhhhhh agora entendi… o KBO não é planeta em si, é apenas outro objeto com uma orbita excêntrica que está sobre a influência do nove rsrs 🙁

      1. Qual blogue de ciência que por acaso me viu acessando? Só acesso o que conheço ou tenho condições de ensinar. Quanto a recalque deve ter seu progenitor em alguma clinica esquizofrênica, em virtude do desvairo que o coitado sofreu ao ver o resultado de sua noite de amor com a pécora.

        1. Oswaldo, vc precisa perder esse hábito de envolver os progenitores em suas respostas, coisa mais feia rapaz…

          1. Os progenitores é que são os culpados, que é feio é, mas felizmente não é meu.

        2. Antes que alguém levante, fiz isso em um post anterior e depois que me chamaram a atenção (Wagner) reconheci o erro e me arrependi…

        3. Isto é o “Complexo de Édipo”, aquele que é composto de vitaminas e sais minerais que provocam desejos sexuais pela própria mãe?

  5. Não tenho nada a comentar sobre Saturno, mas, aproveitando a presença de tantos conhecedores de astronomia nesse site, gostaria de saber se há alguma observação recente relativa a queda de meteoritos na Lua, ou sobre o aparecimento de alguma pequena cratera nova no nosso satélite.

  6. O blog do MS não vai dedicar nem um postzinho à atual situação política do país? Tá, é chato porque o blog é de ciência mas… a coisa não tá passando dos limites em Brasília?

    1. Não teria o menor propósito eu fazer um post sobre política. Como cidadão, fico me coçando para me manifestar. Mas certamente aqui não é o espaço adequado para fazer isso. O blog é, na verdade, um porto seguro para quem não aguenta mais essa tragédia que é a política brasileira.

      1. E, ainda assim, quando o post vai pro UOL lota de imbecis “politizados” que querem envolver política em assuntos como buracos negros, cometas, anéis de Saturno…

        Só pra parecer cool.

  7. Bom, aparentemente não vejo nada de novo com a hipótese de um cometa (Chiron) ter se rompido ao aproximar-se do planeta, devido ao Limite de Roche, onde um corpo de menor densidade tende a desintegrar-se ao aproximar-se de um com maior densidade e o resto ter sido remontado por captura permanente, nos casos das luas. E, nesse caso, todas estariam sujeitas ao efeito de maré. Modelos bem parecidos e bem elaborados há cerca de 15 anos atrás ou mais por Robin Canup (Universidade de Boldon, Colorado) explicam isso de forma mais contundente… Sugestão amigo (permita-me, leio todas as suas colunas, inclusive comentários, onde divirto-me até doer a barriga) Salvador: Dê uma bela olhada no que foi produzido antes e depois da chegada da Cassini. Tem muito trabalho bom sobre isso… Um abraço.

  8. Que pena. Uma bela e má notícia. Bela por causa do espetáculo que os anéis saturnianos oferecem – coisa que nem os dinossauros viram – mas má por causa da baixa probabilidade de vida em Enceladus. No nosso sistema planetário, temos 3 planetas em zona habitável e mais dois corpos menores orbitando planetas gigantes com possibilidade de vida. Com vida complexa confirmada, só o nosso, e sobrou apenas na lista de lugares prováveis Europa- se é que algum acontecimento também não vá riscar da lista… Se a probabilidade de ter planetas adequados à vida e com órbitas estáveis em zona habitável já é baixa, imagine aplicar a estatística do nosso sistema aos demais. Tomara que o nosso seja uma exceção na estatística.

    1. Carlos, só para complementar o bom comentário.
      Atualmente somente a Terra esta na zona habitável do sistema solar.
      E além de Europa, temos ainda Calisto, Ganimedes e Titã com potencial para ter vida.
      Tirar Encelados da lista da até uma certa tristeza 😉

    2. Realmente, se esses estudos estão corretos, perdemos um bom candidato a ter vida… Péssima notícia.

  9. Torcedo pela descoberta de um buraco de minhoca colocado ali, que nos permita dar um rolê interestelar… hahah

  10. Salva, mais uma notícia quentinha vinda das proximidades de Saturno.

    Cientistas descobriram que, como muitas outras luas do sistema solar, Titan pode conter um oceano de água líquida abaixo da superfície semelhante ao manto derretido em que flutua crosta do nosso próprio planeta.

    Se por um lado as chances de encontrar vida em Encélado diminuíram, as chances de encontrar vida em Titan aumentaram. 😉

    http://www.techtimes.com/articles/144383/20160326/saturn-moon-titans-mountains-hint-what-lies-beneath-its-crust.htm

    1. Victor, essa do oceano subsuperficial de Titã não chega a ser exatamente nova. Mas é uma perspectiva interessante.

    2. Victor, Titã até pode ter um oceano de água líquida abaixo da superfície, mas o nosso planeta NÃO tem um “oceano de manto derretido”. O manto da Terra é sólido. Ponto. O núcleo externo da Terra é líquido, mas o manto é sólido. O que existe é a astenosfera, uma camada de manto abaixo do manto que faz parte da litosfera, em que as ondas sísmicas que passam por ela sofrem uma redução de velocidade, e essa redução de velocidade é atribuída a bordas cristais fundidas (ondas sísmicas têm velocidade maior em meio sólido que em fundido), mas essa fusão é só nas bordas dos cristais e estimativas não passam de 1% de volume. A astenosfera nem é uma camada contínua, varia de espessura e sob algumas regiões da crosta ela é praticamente inexistente. O manto pode sofrer fusão parcial – a crosta oceânica é formada pela fusão parcial do manto -, mas as taxas, comparadas com o reservatório total que o manto representa, são mínimas, e as causas são as velhas para fusão parcial de rochas: aumento de temperatura (plumas mantélicas, o vulcanismo resulta em ilhas como Havaí e Islândia), adição de água no sistema (magmatismo de margem convergente como os Andes, em que crosta oceânica é subductada e reintroduzida no manto, hidratando o manto ao redor) e alívio de pressão (dorsais oceânicas, onde o manto chega a praticamente aflorar pelo espaço gerado pelo afastamento das placas). NÃO EXISTE UM OCEANO DE MANTO FUNDIDO SOB A CROSTA!!

      1. Bia, obrigado por compartilhar o seu conhecimento, vou inclusive salvar no meu PC para ler de novo quando precisar. Tinha noção de que o que o Victor escreveu estava incorreto, mas você colocou várias coisas que eu não sabia… tks!

        1. Bruno, às ordens. O que o Victor disse ainda é ensinado no ensino médio, mas eu não sei como até hoje não foi atualizado. Ainda lembro dos esquemas mostrando as “correntes de convecção” do manto… Hoje nem a existência dessas correntes de convecção é mais defendida, os movimentos tectônicos da crosta muito provavelmente são resultado da atuação de forças de tração na crosta rígida (geradas pela subducção do manto da crosta mais velha e por isso mais frio e mais denso na outra extremidade, que “puxa” toda a crosta, gerando uma convergência de um lado e um espaço vazio para o manto aflorar e desenvolver uma dorsal oceânica do outro). Sem contar o papel dos movimentos verticais (a boa e velha isostasia) na tectônica global… Não foram totalmente descartados os movimentos de material no interior do manto, mas esses movimentos de convecção seriam muito lentos para ser a causa das forças tectônicas da superfície do planeta (e não teriam magnitude par gerar os esforços necessários para erguer montanhas, por exemplo; a crosta, como qualquer material sólido, é extremamente resistente a forças de contração, mas relativamente frágil quando é submetida à extensão, por isso as forças capazes de provocar as deformações que vemos na crosta só poderiam ser geradas pela distensão da crosta, provocada pelo “mergulho” que partes densas e frias da crosta dão em relação ao manto inferior), e de qualquer forma seriam movimentos de massas sólidas dentro do manto, provavelmente gerados por diferenças de densidade e temperatura, nunca aquele marzinho de lava girando…

          1. Bia, é verdade que o manto não é fluido como se costuma imaginar, mas é bem mais plástico que a crosta e, como você disse, os movimentos de convecção provavelmente existem, embora sejam menos intensos do que pensava para explicar completamente os movimentos tectônicos.

      2. Bia,

        Obrigado pelo esclarecimento, na verdade, eu só reproduzi a informação contida no link e confesso que de fato não conheço a fundo as características do nosso manto, então incorri em erro. Aliás, Imaginava que o nosso manto era de fato fato líquido, no máximo pastoso devido ao color que fundiria as rochas. Assim a crosta sólida recobria esse manto. Para mim, apenas o núcleo seria de ferro e sólido, este por sua vez, giraria criando o campo magnético que envolve e protege a Terra dos raios solares. Bom, minha visão do interior da Terra remete às velhas lições que aprendi na escola. Portanto, mais uma vez, muito obrigado pelo seu esclarecimento, vivendo e aprendendo! E pelo visto de lá para cá o nosso conhecimento sobre o interior da Terra já avançou, então preciso me atualizar rsrs. 😉

        1. Victor, acabei de responder ao outro comentário. Eu vi que o link sobre a lua de Saturno diz exatamente o que você reproduziu, deve ter sido uma bola fora deles, porque o resto parece coerente (eu só sei um pouco mais sobre o nosso planeta porque eu faço geologia, ver notícias sobre astronomia é só um hobby então não saberia dizer). Na verdade, o núcleo externo líquido é o que gira e cria o campo magnético. Ele deve ser uma liga de ferro e níquel, e esse modelo vem da comparação com meteoritos, então é um pouco mais embasado. Infelizmente, é muito mais difícil observar o interior do nosso próprio planeta do que os corpos do nosso próprio sistema solar…

          1. Bia, sua área de conhecimento e estudo é muito interessante. Para mim é fascinante como os geólogos conseguem explicar o passado e a evolução do nosso mundo analisando as rochas. Como o geólogo é um cientista no meu entender, penso que a sua visão científica é muito mais apurada do que a minha.

            Sou apenas um advogado apaixonado pelos céus. Sou bom em filosofar e em viajar na maionese… e como advogado, às vezes gosto de levantar uma boa polêmica. 😛

          2. Na real, mesmo, esses modelos todos do interior da Terra e de evolução planetária vêm da matemágica dos geofísicos… Acho que os geólogos são melhores em contar as historinhas…

      3. Bia, muito obrigado pelos seus ensinamentos! Eu ainda tinha os conceitos aprendidos na escola, sobre o manto terrestre. E acho que vocês geólogos, têm muito a sugerir sobre os objetos celestes, afinal, todos são feitos dos mesmos elementos químicos e têm suas histórias de formação.

  11. Salvador, essa é talvez a matéria mais inquietante e surpreendente dos últimos tempos. Quem poderia imaginar algo assim?

    Estou sem palavras, o anel de Saturno e suas luas internas poderiam ser obra de um passado recente. Será? Eu na minha certeza absoluta pensava que o sistema solar era o mesmo há alguns bilhões de anos. E isto foi posto em xeque!

    80 milhões de anos é uma janela de tempo bastante recente, é praticamente “ontem” na história do sistema solar. A hipótese de que lá para cá de que um grande corpo se despedaçou, originando os famosos anéis e as luas mais internas do sistema é incrível.

    Estou surpreso! E olha que a bem sucedida missão da Cassini nada sobre sobre a suposta origem recente do sistema de anéis e suas luas, principalmente Encélado.

    Salvador, que todos os seus artigos sejam assim. Surpreenda-me sempre!

    1. Victor, é bem surpreendente sim, mas não é conclusivo. Os caras do paper estão apostando que as próprias observações da Cassini nos movimentos das luas — sem falar no mapeamento das luas para estudo de crateras — possam ajudar a confirmar ou refutar as hipóteses deles. Então, longe de nada dizer, os dados da Cassini serão fundamentais para determinar isso. E a hipótese é realmente fascinante e mostra que devemos tomar muito cuidado em achar que o Sistema Solar é basicamente o mesmo desde sua formação. Hoje temos um quadro muito mais dinâmico do passado do Sistema Solar, com possíveis migrações planetárias. E o Konstantin Batygin, o “pai” do planeta 9 (outra história incrível do passado do Sistema Solar, ainda por ser contada!) junto com o Mike Brown, já sugeriu até que uma geração inteira de planetas do Sistema Solar foi destruída e levou aos mundos rochosos de hoje! (Abordei isso num post uns tempos atrás!)

      1. Penso que a destruição de uma lua dessas poderia atirar destroços para além de Saturno. Um evento desse pode até ter reverberado aqui na Terra. O famoso asteroide que causou última agrande extinção há 65 milhões de anos poderia até estar relacionado com este evento.

        Pelo sim ou pelo não, existe alguma outra lua de Saturno ou do sistema joviano ou mesmo do sistema solar que poderá se despedaçar devido as forças de maré nos próximos milhões de anos?

        Sei que Phobos em Marte deixará de existir “em breve”, mas há mais alguma outra lua?

        1. Victor, uns meses atrás li uma matéria que dizia que em Netuno tem uma pequena Lua em vias de ser destroçada pelo efeito maré. Não me lembro de detalhes…

          1. Salva, é Netuno mesmo… Mas eu estava errado, pela nova pesquisa que fiz, li que é Triton (Tritão) que vai ser destroçada daqui alguns milhões ou bilhões de anos (varia com a fonte)…

            Isso seria espetacular de observar, pois é a terceira maior lua no sistema solar, e faria com que Netuno ganhasse anéis pomposos como os de Saturno…

          2. O que me fascina em Tritão é a possibilidade (bem real) de ser um KBO capturado. Ou seja, era um Plutão que Netuno tomou para si. rs

  12. Salvador,
    Primeiro foi a cratera Occator , agora os anéis de Saturno no período próximo a extinção dos dinossauros. Esse evento pode ter lançado pedaços de lua em Occator e na Terra?

    1. Interessante hipótese! Acho que os eventos não estão relacionados, e provavelmente nunca saberemos, mas não é nada impossível, mostrando como funciona esse louco jogo de bilhar cósmico que é o Sistema Solar!

  13. É outro chutão, como tudo na ciência… aí daqui alguns anos vem outro cientista diz que os anéis foram formados mais cedo do eles pensavam.

    1. Não é chute. É uma hipótese. A diferença entre chute e hipótese é que a hipótese vem acompanhada de observações que podem ser explicadas por ela e propõe novas observações que possam confirmá-la e refutá-la, enquanto chute é só resultado de uma intuição, portanto não traz com ele nenhum tipo de aprendizado significativo. Já uma hipótese científica, ainda que refutada, nos ensina algo: que NÃO foi daquele jeito que as coisas aconteceram. Agora, claro, você pode dizer que a ciência não produz real conhecimento e que seu computador funciona por obra do acaso. Boa sorte com esse tipo de mentalidade!

      1. Salvador, bom dia.

        Uma coisa é você criar um computador com matérias primas palpáveis e a seu alcance, outra bem diferente é uma hipótese de algo a essa distância e de um passado remoto!

        1. Jean, o segredo do computador não está na matéria-prima (que, por sinal, é a mesma em todo o Universo; e, não, isso NÃO é um chute). O segredo do computador está na nossa compreensão científica de eletricidade, mecânica quântica, propriedades do silício, portões lógicos, transistores etc. Se a ciência só produzisse chutes, como sugere o outro comentarista, seria impossível um computador funcionar. Tente montar um rádio no chute, veja o que sai. rs

      2. Não vai me dizer que o conhecimento sobre a estrela que piscava não era chute? primeiro pensaram que era uma construção alienígena e depois asteroides e hoje não sabe nem chutar o que é aquilo. rsrs. Era melhor terem ficado quieto do ficar chutando.

          1. Não doeu nadinha, meus questionamentos são bem válidos. Principalmente sobre a estrela que pisca que não sabem o que está acontecendo lá até agora. Ainda irão dar muito chute sobre o que há com a estrela.

          2. Ary, a diferença entre chute e hipótese, como não canso de repetir, é que hipótese é passível de teste, que pode descartá-la ou corroborá-la. Chute será sempre chute.

  14. Salvador, os tiranossauros até tinham telescópio mas eles não conseguiam ajustar por causa dos bracinhos.

      1. Ah sim… Tanto que eles viram o meteoro que os matariam muito tempo antes do impacto. Mas infelizmente era outro tiranossauro que tinha que tocar o sinal de alerta.

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