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Salvador Nogueira é jornalista de ciência e autor de 11 livros

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Astronomia: Qual é a chance de estarmos sozinhos no Universo?

Por Salvador Nogueira

Cientistas calculam a probabilidade de a humanidade ser a única inteligência do Universo.

ESTAMOS SOZINHOS NO UNIVERSO?
Essa talvez seja a mais intrigante das questões já investigadas pela ciência. Mas fato é que ainda não podemos fazer grandes afirmações a respeito da existência ou não de outras civilizações além da nossa.

COLOCANDO OS NÚMEROS
O problema foi sumarizado na famosa equação de Drake, criada pelo astrofísico Frank Drake em 1961. Ela tenta fornecer uma base para estimar a quantidade de inteligências extraterrestres a partir de vários fatores, como o número total de estrelas, a fração delas com planetas e quantos desses efetivamente desenvolvem vida.

CHUTÔMETRO EM AÇÃO
O problema todo é que alguns dos fatores são difíceis de estimar. Por exemplo, de todos os planetas que desenvolvem vida, quantos chegam a ter uma espécie inteligente? E por quanto tempo vive uma civilização, uma vez que surja? Não temos a mais vaga ideia, pois só há um exemplo conhecido: a Terra.

OTIMISTAS E PESSIMISTAS
O resultado é que a equação de Drake pode dar a resposta que você quiser, dependendo do seu otimismo sobre os fatores desconhecidos. Aí não vale. Mas agora uma dupla de cientistas nos EUA resolveu abordar a questão por outro ângulo.

RODA DA FORTUNA
Qual é a probabilidade de que o caso da Terra tenha sido único, nos 13,8 bilhões de anos de existência do Universo? Ao se fazerem essa pergunta, Adam Frank e Woody Sullivan notaram que os fatores exigidos para calcular a resposta já são todos conhecidos.

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Eis portanto a probabilidade de a humanidade ter sido a única instância de inteligência a surgir no Universo: uma em 10 bilhões de trilhões. Isso significa que, mesmo que você pense que a chance de um planeta desenvolver vida inteligente seja absurdamente pequena, algo como 1 em 1 trilhão, ainda assim teria de concordar que devem ter existido cerca de 10 bilhões de civilizações espalhadas pelo cosmos em toda a sua história. É um bocado de ETs.

(Confira o artigo científico da dupla, publicado no periódico “Astrobiology”.)

A coluna “Astronomia” é publicada às segundas-feiras, na Folha Ilustrada.

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