Novo livro: “25 Grandes Gênios da Humanidade”

Salvador Nogueira

Ei, chegou a hora de eu apresentar uma das razões pelas quais a frequência de publicações por aqui andou menor do que eu gostaria. Acaba de chegar às bancas de jornal e livrarias meu mais recente livro, “25 Grandes Gênios da Humanidade — e como a vida deles pode inspirar a sua”.

Enquanto dou um rolê por Hollywood (em compromisso trekker) a partir de quinta-feira, vocês podem dar uma lida na introdução do livro por aqui e, se sentirem muita saudade de mim, comprá-lo. De toda forma, voltamos à programação normal no blog a partir de segunda. 😉

capa-25genios

UMA INTRODUÇÃO PARA 25 GÊNIOS

Ela fascina, encanta e seduz. O que é a genialidade? Identificar em que exatamente ela consiste é um desafio ainda longe de ser vencido. Passaremos algumas centenas de páginas falando disso e não sairemos daqui mais perto de entendê-la do que começamos. E só podemos fazer isso pelo fato de que, apesar de não compreendermos a genialidade, a maior parte das pessoas não tem a menor dificuldade em reconhecer um gênio quando está diante dele.

Este livro parte de duas premissas, ambas bastante seguras. A primeira é de que as grandes mentes que ajudaram a formar e moldar os rumos da civilização são, antes de mais nada, pessoas. Gente de carne e osso, como eu e você. Ao longo de sua vida, tiveram de lidar com problemas – às vezes bem cabeludos – e dilemas existenciais – idem –, superando as dificuldades e desabrochando a ponto de exercer sua genialidade e transformar a história do mundo. E a segunda premissa, quase uma consequência, é de que podemos aprender com a história dessas grandes pessoas e aplicar essas lições em nossa própria vida, seja no âmbito pessoal ou profissional.

Ao explorar a vida desses 25 extraordinários, esperamos encontrar não só a inspiração que os tornou o que foram (e como ela pode nos ajudar), mas também algumas pistas sobre a própria evolução do conhecimento e da tecnologia nos últimos 500 anos.

Acho importante, antes de começarmos nossa jornada, gastar dois dedinhos de prosa contando como foram escolhidos os caras perfilados aqui. Afinal, não é preciso ser gênio para saber que existiram muitas e muitas pessoas geniais na história do mundo e que elas manifestaram sua genialidade de muitas formas diferentes. Pelé, que, dizem as más linguas, calado é um poeta, foi um jogador de futebol genial. John Lennon e Paul McCartney certamente merecem um lugar na lista dos mais mais da música, ao lado de colegas mais eruditos como Beethoven ou Mozart. E o que dizer de Charlie Chaplin, Steven Spielberg e Stanley Kubrick? Gênios. E quanto a Machado de Assis e William Shakespeare? Os exemplos são intermináveis. Resta aí a necessidade de uma primeira camada de delimitação.

Entre as artes e as ciências, optei por me concentrar na segunda categoria, por uma razão muito simples, ainda que não totalmente justa: o impacto na evolução das ideias é mais fácil de mensurar no ramo científico do conhecimento, uma vez que ele tem em sua base a estrutura de pensamento racional. Ou, colocando em termos mais simples, é mais fácil confiar na avaliação que cientistas fazem do trabalho de seus colegas do que no que dizem os críticos de cinema sobre os filmes a que assistem. (Ou vai me dizer que você costuma concordar com os críticos de cinema?)

Fechado esse cerco, chegamos a uma segunda etapa. Quantos gênios o pensamento racional já teve na história humana? Direi agora, sem medo de errar: incontáveis. Sério. Muitos mesmo. Que critério então usar para escolher os campeões dos campeões, os 25 eleitos?

Entra em cena um jogo de equilíbrio. Por um lado, temos de reconhecer que os gênios são como os vinhos: quanto mais antigos, melhores. Por quê? Bem, um gênio contemporâneo ainda não teve seu impacto nos rumos da humanidade completamente apreciado, enquanto uma figura do passado já revelou completamente, de forma transparente, seu poder transformador.

Por outro lado, conforme vamos mergulhando mais e mais no passado, as histórias vão se turvando numa névoa de mistério, lacunas e informações desencontradas. Da Antiguidade, o grande Arquimedes quase entrou na lista final – ele esteve entre os 29 gênios que fizeram parte de uma edição especial da SUPER que escrevi e editei em 2012, revista que serviu de inspiração inicial para este livro. Mas acabou ficando de fora por conta disso? Há momentos de sua vida que são muito nebulosos, há lendas misturadas a fatos (afinal, ele usou ou não espelhos côncavos combinados à luz do Sol para incendiar os navios que sitiavam Siracusa? Ele realmente saiu pelado pelas ruas gritanto “eureka”?), e essa “romantização” não ajudaria a concretizar nosso objetivo central – investigar o que a vida dessas figuras brilhantes têm a dizer a respeito da nossa.

Oprimido entre as brumas do passado e a incerteza do presente, preferi concentrar meus esforços nos gênios dos últimos cinco séculos. Mesmo assim, admito que corri alguns riscos, pelo menos com dois dos perfilados: Steve Jobs e Elon Musk. Não resta dúvida quanto ao mérito deles em figurar em nossa distinta lista, mas também é verdade que só o futuro dirá o real tamanho de sua contribuição à civilização. (Podemos dizer que esse impacto está em algum lugar entre “moda passageira” e “salvação da humanidade”, o que dá uma medida do risco assumido.)

Por fim, numa tentativa de nos aproximar de uma compreensão, ainda que intuitiva, do que define um gênio científico, dividimos nossos personagens em cinco categorias, de acordo com o “poder” mais marcante de cada um deles: temos, portanto, os mestres da observação, da intuição, da superação, da abstração e da visão.

Esse recorte também colaborou no processo seletivo, uma vez que foi preciso encontrar equilíbrio entre as diferentes características, para não deixar nossa lista desequilibrada, por assim dizer – cada categoria ficou com cinco mestres. Importante notar que não é porque o sujeito está na lista da superação que ele não foi um grande observador ou um amante do pensamento abstrato. É óbvio que, nos gênios, assim como em cada um de nós, pobres mortais, todas essas qualidades se manifestam de forma simultânea e com diferentes graus de ênfase.

O que esses recortes fazem é nos ajudar a entrever, em meio às histórias de vida de cada um dos nossos perfilados, algo de essencial no caráter de todo gênio – e, na real, também de todos nós, pobres mortais. Eles também reforçam a ideia de que a decifração da genialidade, embora passível de investigação, dificilmente será reduzida algum dia a uma definição simples e inflexível (ou talvez seja preciso um gênio, ainda não descoberto, para finalmente fazer essa síntese).

Após todo esse processo, terminamos com uma escalação digna de reverência. Uma passagem rápida pelo nosso escrete de craques: Copérnico, Galileu, Darwin, Wegener e Hubble; Leonardo da Vinci, Kepler, Freud, Santos-Dumont e Gamow; Faraday, Landell de Moura, Tsiolkovsky, Marie Curie e Stephen Hawking; Newton, Planck, Einstein, Heisenberg e Pauling; Edison, Tesla, Turing, Steve Jobs e Elon Musk.

Um timaço. Mas não podemos deixar de notar que ele também revela alguma das mazelas da nossa própria sociedade. Dos 25, apenas uma mulher. Nenhum negro. A explicação é naturalmente histórica, uma vez que só em meados do século passado o Ocidente começou a se apegar a noções como a igualdade de direitos e oportunidades entre os gêneros e as etnias. E essa é uma luta que com certeza ainda não terminou. Apesar de reconhecer e compreender esses fatos, não posso me furtar a um sentimento de tristeza ao pensar em todas as pessoas incríveis do passado que não tiveram seu lugar ao sol por terem nascido com o sexo ou a cor de pele “errados”. Espero que, em mais uns cem ou duzentos anos, quem revisitar essa ideia de elencar uma coletânea de gênios num livro tenha a possibilidade de, sem prejuízo de sua honestidade intelectual, formular uma lista mais variada e representativa de todos os habitantes do planeta Terra (e quem sabe até de colônias humanas espalhadas pelo espaço, se Elon Musk, nosso último gênio, conseguir mesmo fazer tudo que está querendo).

Acompanhe o Mensageiro Sideral no Facebook, no Twitter e no YouTube

Comentários

  1. Salvador, resolvi entrar na brincadeira e fiz a minha lista dos 25. Não apenas cientistas, mas aqueles que mudaram os rumos da humanidade de forma significativa.

    Fiz rapidamente, então posso ter esquecido alguém importante. Em todo caso, lá vai:

    Buda;
    Confúcio;
    Gengis Khan;
    Platão;
    Aristóteles;
    Arquimedes;
    Pitágoras;
    Jesus;
    Júlio César;
    Da Vinci;
    Copérnico;
    Lavoisier;
    Foucault (Jean, o físico do pêndulo, não o maluquinho careca).
    Darwin
    Nietzsche
    Freud
    Jung
    Santos Dumont
    Thomas Edison
    Nikola Tesla
    Alexander Fleming (o da penicilina, não Ambrose, nem Ian)
    Einstein
    S. Hawking
    Bill Gates
    Steve Jobs

  2. Parabéns pelo novo livro, Salvador! Eu o lerei, com certeza, mas vou esperar que esteja à venda na Amazon, para o Kindle. Já tenho outro livro seu na lista, aguardando… Tomara que não demore muito!

    1. Estou na torcida também. Mas desconfio que a Abril está tratando o mercado digital como desprezível…

      1. Podem achar desprezível, mas é o futuro. Não tem mais sentido usar o papel, custos de fabricação, impressão, distribuição… a gente nem tem espaço para guardar tanto livro, digital é muito melhor, mais barato e acaba vendendo mais, pois não dá para emprestar.

  3. Salvador mais uma vez parabéns pelo trabalho de divulgação da ciência. Acho muito legal isso mesmo pq muitos da nova geração não compreendem a importância de vários citados e também gostei de vc ter colocado alguns menos pop. Não gostei de landell de moura mesmo sendo de telecom e falando sempre dele nas minhas apresentações para mim o trabalho dele apesar de extenso, variado e importante não alcança nem o top 100 dos maiores gênios da ciência dos últimos 500 anos como vc colocou. Édison e jobs tbm não, ambos são gênios comerciais e do marketing que repetidamente usaram a ideia de terceiros para suas conquistas, que também são muitas, definidoras e importantes, mas para mim não casam com os gênios da ciência. ( gênios sim, ciência não) . Eu colocaria outros nomes de ciências biológicas e da matemática que vc deixou em segundo plano, mas claro é uma lista pessoal, cada um teria a sua. Quanto a Freud vou ler o livro acho q ele entraria no meu top 5 pq é um tema muito difícil de pesquisar e até hoje existe uma discussão da psicanálise ser pseudo ciência. Claro que a pesquisa dele não é completa mas para mim junto com darwin, Galileu/copernico e einstein nos colocam em uma posição de humildade perante a natureza muito importante. Deixamos de ser o centro e razão de tudo para não controlarmos nem mesmo nossos impulsos! 🙂 abraço e parabéns pelo livro será usado aqui em casa com certeza na educação dos pequenos

  4. Não me agradou muito a lista.
    Acho que Thales de Mileto assim como Sócrates influenciaram a maioria desses citados..
    Todos esses usaram os conhecimentos dos antigos filósofos.
    Os filósofos antigos tinham o conhecimento de Freud que o mesmo usou estes e ganhou mérito próprio só pra dar um exemplo.
    Essa é uma opinião particular minha, mesmo assim vou comprar o livro, sou fã seu Salvador, mas esqueceu dos meus filósofos..kkkk

    1. Bruno, sou fã dos filósofos. Mas optei por me delimitar aos cientistas/tecnologistas e aos últimos 500 anos, para ter maior precisão histórica. Personagens como Tales têm vida obscura. Sócrates então, há quem diga que é invenção de Platão. Como usar a história de vida desses caras para inspirar alguém se nem sabemos se de fato viveram? 🙂

  5. Olá, Salvador.
    Não sei se você já respondeu, mas vai rolar versão digital? Moro no exterior e gostaria de adquirir o seu livro de alguma forma. Abraços!

  6. Talvez tenha faltado Carl Sagan… Mas como a lista não é minha, tenho que me render. Parabéns.

      1. É como eu digo no livro: são incontáveis gênios, e tenho certeza de que a maioria deles é desconhecida. Eu tinha de escolher alguns. Escolhi o punhado que achei mais adequado, baseado em algum nível de critério racional e objetivo. Mas como dizer que Einstein foi mais ou menos que Heisenberg, ou que Newton foi muito melhor que Tesla? Não são comparáveis. Teria sido ridículo se o título do livro fosse “Os 25 maiores gênios da humanidade”, porque aí estaria cravando que são os maiores e ponto. Agora, “25 grandes” já denota uma escolha pessoal. Ninguém questionaria o fato de esses aí serem grandes, por mais que você prefira mais outros, que ficaram de fora.

  7. Uma critica a pessoas que comentam aqui, leiam o pequeno texto que o salvador publicou antes de comentar, muitas perguntas já são respondidas lá,
    muitos leitores são apenas leitores mesmo, não interpretam nada.

  8. Cara, vc tem que rever esta lista urgente e seus conceito.
    Nada teria sem Pitágoras e a escola pitagórica. talles e mais alguns.
    E só esclarecendo a istoria do se o cidadão colocou ou não fogo nos barcos.
    Sim, é possivel atraves de foco em lentes gigantes, porem naquela época não existia a tecnologia suficiente para este feito. inclusive ate os caçadores de mito fizeram algumas gravações e concursos nos EUA para determinar a veracidade do feito.
    mas é como vc diz ” vindo de nós simples leitores o que esperar de nosso aprendizado” vc vai longe.

    1. Eduardo, não escolhi personagens da antiguidade porque o livro é focado na biografia das pessoas, e não nos conceitos de cada um. Claro que temos enorme dívida com os gregos da Antiguidade. Pitágoras é um deles. Mas eu poderia citar Platão, Aristóteles, Arquimedes (o que quase entrou, justamente por ter uma biografia mais rica, ainda que duvidosa), Demócrito, Tales e tantos outros, sem falar no incrível (mas possivelmente lendário) Sócrates…

      A questão é: em que ano nasceu Pitágoras? Uma pesquisinha rápida dá a resposta: CERCA de 570 a.C. Não sabemos nem o ano em que o cara nasceu direito!! Como eu posso querer extrair exemplos e lições de vida (e esse é o espírito do livro) de um biografado cuja trajetória de vida é envolta em mistérios e mitos? Não tem como. Por isso — e nada mais — restringi a seleção aos últimos 500 anos, período que manteve continuidade cultural com o nosso, sem rupturas que levaram à perda das informações históricas relevantes.

      Sobre eu criticar os leitores, nada poderia estar mais longe da verdade. Eu critiquei o JR, que nunca perde uma oportunidade para demonstrar toda a sua capacidade intelectual. 😛

      1. Oba, Oba…ói eu aí gente…..

        Faltou ainda dizer que a capa é um exemplo de nojento “políticamente correto”

        Marie Curie e Jobs na frente dos gigantes Einstein e Leonardo da Vinci (encolhido no fundo)……….kkkkkk

        Depois dizem que eu é que implico…..

        1. Bem, quanto à capa e aos personagens que constam dela, a decisão não passou por mim. Aliás, quando me mostraram a capa, o livro já estava na gráfica. (Fica a dica, aliás, para quem tiver essa curiosidade: em geral, editoras reservam para si o direito de decidir sobre capa, título e subtítulo — o autor em geral não manda em nada disso, embora, claro, possa sugerir. No caso, cheguei a discutir o título e o subtítulo antes, mas não a ilustra ou os personagens na capa; apenas me consultaram sobre os ícones na contracapa.)

          Tendo colocado esse disclaimer, de forma geral, entendo que a escolha dos personagens da capa seja inspirada em notoriedade (e variedade), não em importância. Aliás, seria ridículo querer colocar os gênios num ranking. Nesse contexto, acho que estão bem escolhidos. E, claro, fiquei muito feliz com Marie Curie à frente, porque temos a responsabilidade moral de mostrar que a ciência não é reduto exclusivo dos homens, embora a nossa cultura por muito tempo tenha tentado incutir essa noção absurda.

  9. Tenho muitos heróis da área (eletroeletrônica) que estudo e trabalho há mais de 20 anos, porém o meu preferido é o Nikola Tesla, pois ele projetava, calculava, simulava o funcionamento das coisas e fazia alterações – caso fosse necessário – tudo mentalmente. A capacidade cognitiva dele era incrível, tanto quanto Newton e Einstein, tinham uma percepção do universo surpreendente. E vocês, nesse time de gênios, quem é o bam, bam, bam?

  10. Muito bom Salvador, se todos estivessem vivos diria que Steve Jobs iria passar a perna em todos e todos as genialidades seriam em seu nome, Tesla mesmo, ninguém iria se quer conhecer graças a Jobs.

    1. Tá de brincadeira né? Jobs não merece passar nem perto de um livro desses. Marketeiro, não revolucionário. Daqui a cem anos as pessoas ainda vão calcular, voar, usar medicamentos. Mas vão saber o que é um iphone tão bem quanto minha filha de 13 anos sabe o que é uma fita K7 ou um betamax.

      1. Concordo que a marca iPhone tende a sumir. Dispositivo de comunicação com tela e sem botões, portátil e com computador embutido? Hmm, veremos. Agora, mesmo que suma, ele criou a *necessidade*. Ninguém vive mais sem algo que faça isso que o iPhone foi o primeiro a fazer, e duvido que isso vá mudar num horizonte de, sei lá, 100 anos. E 100 anos é um bocado de tempo numa curva exponencial tecnológica…

        1. Os pager tambem foram os primeiros… Os Palm tambem foram os primeiros… Os Blackberry, os Nextel, etc. Sei. Dou 10 anos pro iphone virar mico.

          1. O iPhone pode subir no telhado. O conceito de celular touchscreen, not so much. E diga aí quando você acha que o computador pessoal vai sumir… Já temos meio século quase desde que Jobs introduziu esse… 😉

  11. Elaborar uma lista de “gênios” da humanidade tão pequena como essa é algo muito arriscado. Naturalmente, as escolhas estão repletas de subjetividade e refletem as óbvias preferências do autor. A opção por personagens da Ciência foi acertada, mas nem todos os nomes escolhidos poderiam estar nessa lista.

    Landell de Moura e Santos Dumont são claramente apenas “patriotadas” de um autor brasileiro.

    Provavelmente “ídolos” do autor, Steve Jobs e Elon Musk são nomes simplesmente absurdos e jamais deveriam estar na lista.

    Arquimedes fora da lista é algo surreal e o argumento usado para excluí-lo é ainda pior: existe farta documentação a respeito do trabalho desse gigante da Ciência.

    Wegener, Hubble, Gamow, Tesla e Turing embora tenham feito importantes contribuições para a Ciência, jamais seriam classificados como “gênios”.

    Darwin e Hawking são as escolhas mais escandalosas, ambos são notórios farsantes.

    Por fim, excluir Poincaré, Lobachevsky, Gauss, Euler, Riemann e Cantor de uma lista de “gênios do pensamento racional” é uma autêntica heresia. Ficou mesmo parecendo que o autor procurou nomes mais populares a fim de tornar a sua obra mais acessível e comercial.

    1. É isso mesmo Apô. Dá só uma olhada na capa….só faltaram colocar o Santos Dumont na frente do Einstein……….kkkkkkkkk

    2. Ahn… Quais os gênios que você colocou no livo que escreveste? Ops, pera aeh, você não tem livro publicado!

    3. Ninguém ai tem uma foto do Apolinário para colocar na capa da próxima edição deste livro? 34Z1N64!

        1. Não sei qual é a discussão, por aqui não dá para ver. Mas duvido que o Apolinário tenha razão, só por fator estatístico. rs

      1. Só se for uma edição especial dedicada a mim. Não me misturo com cientistas de pouca relevância…

        1. Eu não consigo achar você nem no Google. Fico imaginando que tipo de relevância você tem… rs

    4. Darwin e Hawking, farsantes?!! Darwin deduziu a evolução das espécies antes de existir o conceito de genética, meu amigo… E essa lista do Salvador está muito boa, tendo em vista que cada um tem sua lista preferida. Já viram listas do tipo “os 100 melhores filmes”, “as 100 melhores músicas”? Nunca há unanimidade em nenhuma delas 🙂

  12. pergunta : Como ousa dizer que a terra orbita o sol ,visto que nas santas escrituras o sol “parou ” ,Milagre de nosso deus para Josué ?

    Einstein sofreu também perseguição ,em outro contexto , enfrentando uma ciência conservadora e extremamente nacionalista. “Se minha Teoria da Relatividade estiver correta, a Alemanha dirá que sou alemão e a França me declarará um cidadão do mundo. Mas, se não estiver, a França dirá que sou alemão e os alemães dirão que sou judeu.” .

    Vale muito a pena mergulharmos nessas biografias e extrairmos coragem, determinação, ousadia e visão destes gigantes da Ciência.

    Parabéns Salvador

  13. Tudo Bem Salvador !

    É fascinante olhar para estas pessoas e tentar enxergar o que os motivou a realizar o que realizaram . Alguns deles viveram em ambientes sociais absolutamente adversos para ciência e a inovação. É o caso de Copérnico,Galileu e Kepler que enfrentaram além dos desafios naturais, uma engrenagem religiosa absolutamente esmagadora e dispondo de mecanismos como a Inquisição que tolhiam quaisquer possibilidades de livre pensamento, essencial para ciência. Gostaria de ter um pouquinho da ousadia e da coragem que tiveram. Coloque-se na pele de Galileu . A sua frente uma tropa de inquisidores com a seguinte

  14. As grandes invenções que surgiram através da história muitas vezes não vieram de ‘gênios’ e sim de oportunistas que já eram milionários e tiveram visões de mercado que muitos não tem. São poucos aqueles que procuram trazer algum benefício para a humanidade além de para eles próprios. Há também um lado negro nessa história toda,no sentido em que a tecnologia atrás de um aparente ‘benefício’ esconde as oportunidades de ser usada para fins bélicos, criminosos, efeitos colaterais não desejados (como a dependência excessiva de dispositivos móveis e o isolamento social das pessoas), mortes desnecessárias por intoxicação medicamentosa, mutilações e até mortes desnecessárias decorrentes de procedimentos terapêuticos invasivos só por causa de exames de rastreamento para câncer, e por aí vai

    1. Cite evidências que corroboram seu pensamento, isto é, cite os oportunistas que viram uma oportunidade de mercado e mostre como eles enganaram a todos em benefício próprio. Explique como a dependência de aparelhos móveis e erros médicos foram arquitetados por “gênios do mal”. Quero entender.

    2. O conhecimento e desenvolvimento tecnológico sempre vem para somar. O uso inadequado é de responsabilidade de quem o faz e não do conhecimento ou da tecnologia em si. Mas não nos enganemos. Tecnologia é poder e os seres humanos querem sempre mais poder. Barrar o desenvolvimento é impossível. Melhor então fazer parte dele.

    3. E o que você pensa do uso de partes de animais como substitutos de partes de seres humanos, Térsio? Como por exemplo, válvulas cardíacas retiradas de porcos?

  15. Parabéns Salvador..

    Achei que era o único a estranhar a frequência dos materiais aqui no blog, mas agora vejo que o foco estava em mais uma obra de sua autoria!

    Parabéns!

  16. UFA, ainda bem que vc escolheu um quadrado perfeito!
    eu ficaria meio aflito se o título de seu livro fosse “31 grandes gênios…”, ou “19 grandes gênios…” 😀
    25 é um número bem escolhido, hehehee!!

  17. Olá Salvador. Estou lendo Rumo ao Infinito e estou adorando. Já li Ciência Proibida e Extraterrestes e também gostei muito. Mas quero fazer uma crítica: não tem nenhum nome da Antiguidade (e temos muitos nomes) entre os que você elencou. Abraços!

    1. Explico isso no livro. Arquimedes quase entrou. Mas como o foco eram as biografias, quanto mais mergulhamos no tempo, mais difícil fica separar fato de lenda. Arquimedes teria mesmo incendiado barcos com espelhos? Não sabemos. E aí, com a pegada “como a vida deles pode inspirar à sua”, era importante se manter factual.

    1. Foquei em gente da ciência. Não abordei as artes, que são algo muito subjetivo. Agora, na minha lista, Julio Verne aparece bem alto. 🙂

      1. Entendi. Mas mesmo dentro desse contexto, não acho a indicação de Verne um absurdo. Ele teria previsto algumas tecnologias, como Leonardo da Vinci e George Lucas, por exemplo.

        1. Sou fã dos três, mas o único que realmente foi além da especulação foi o Da Vinci. 😉

  18. Impressão minha ou não tem nenhum político?
    Sei que o termo “herói de guerra” é uma contradição em si, mas também não temos nenhum, ou me engano?

  19. Salva, bom dia.

    Esperava ver nessa lista o Clair Patterson…

    Penso isso pois, vendo alguns dos seus indicados, como Santos-Dumont, Landell de Moura, Tsiolkovsky e até mesmo Jobs, tenho algumas considerações a respeito de seus impactos:

    Santos-Dumont: Sem dúvidas um aeronauta genial e pioneiro, mas contemporâneo dos Wright e ainda posterior a Ader, além de outros que, teriam sido capazes por conta própria dar o impulso suficiente ao desenvolvimento da aviação… Neste ponto, faço um paralelo com Steve Jobs, pois, na prática, quanto realmente seriam diferentes o PC e o celular (Lumia 640) que eu uso diariamente se apenas Wosniak tivesse sido suficiente à época…

    Landell foi o pioneiro das telecomunicações, mas a falta de estrutura e divulgação fizeram com que seus resultados só fossem conhecidos internacionalmente quando outros já tinham obtido os mesmos avanços… E aqui faço um paralelo a Tsiolkovsky, cujo trabalho padeceu do mesmo mau, ou seja, só foi reconhecido internacionalmente após alemães já terem replicado, mesmo que com mais de uma década de atraso…

    1. Sobre Landell e Tsiolvosky, você tem razão. Por isso mesmo eles entram na lista de superação. Santos-Dumont, por outro lado, foi de fato um revolucionário, mesmo considerando que o 14bis voou 3 anos depois do Flyer. Mas para justificar isso eu escrevi outro livro inteiro! (Conexão Wright-Santos-Dumont, 2006, Ed. Record). 🙂

    2. Steve Wosniak é o gênio que criou o microcomputador pessoal, mas sem Steve Jobs, sua invenção seria distribuída a esmo e não existiria a Apple. Acredito que a humanidade estava “madura” para a computação pessoal, como estava madura para o voo do mais pesado que o ar há cem anos. Se Santos Dumont não tivesse existido, teríamos aviões hoje do mesmo jeito.

      O que marca esses homens é o fato de estarem no lugar certo, no momento certo e terem inteligência, capacidade e determinação para realizarem coisas novas, desbravarem caminhos, vencerem resistências enormes. E ajudarem, com seu trabalho, a desenvolver a civilização, mesmo, às vezes, sem terem noção disso.

  20. Quantos são de famílias de baixa renda? Quantos são americanos? Quantos tiveram oportunidade de cursar universidades? Quantos enriqueceram-se com os inventos ou descobertas? Quantos receberam prêmios Nobel? Quantos necessitaram da lei Rouanet? Quantos tiveram cotas em Universidades? Se houvessem negros, indios, homossexuais, amarelos, pardos, favelados, etc., um de cada, quais dessa lista seriam excluídos?

  21. Sou radioamador e fiquei muito feliz em ver Landell de Moura na lista!

    Vou comprar meu exemplar hoje mesmo!

  22. Estou atrasado com seus livros, depois de Extraterrestres não tive tempo pra ler mais nada =/

    Salvador, tenho uma curiosidade sobre seu trabalho, tenho o hábito de ler alguns “concorrentes” nacionais e estrangeiros e em ambos os casos a frequência de postagens é muito alta, mas na maioria das vezes o conteúdo não é la grande coisa.

    Seu caso não é esse, então qual seria, qual a cobrança do seu chefe?

    1. Meu chefe, para ser bem honesto, não me cobra. Tenho total autonomia no blog. O combinado é 3 postagens semanais, em média. Tem vezes que passo. Nos últimos tempos, tenho faltado…

  23. tambem vou comprar , otimo trabalho ! estava aproveitando o frio anormal que estava fazendo em manaus mais o calor voutou contudo hoje

  24. Ótima lista! Sem sombra de dúvidas são todos merecedores de figurarem nesta distinta lista. Já quero ler o livro. Risos!

    Se me permitir extrapolar a lista de gênios da ciência, tenho três personagens históricos que estão no meu panteão de heróis do século XX, não foram cientistas, não eram brancos, mas transformaram e inspiraram o mundo: Gandhi, Martin Luther King e Nelson Mandela.

    Lutaram pela liberdade e pela igualdade entre pessoas e povos, foram perseguidos, renunciaram a violência e a luta armada, pregaram a paz e pagaram um alto preço por defender tais ideais.

    Num século em que a humanidade, a despeito do avanço científico, quase se destruiu ao travar guerras mundiais e lançar mão de armas nucleares, esses três homens foram verdadeiros gigantes.

    Einstein demonstrando um profundo respeito por Gandh uma vez disse: “As gerações por vir terão dificuldade em acreditar que um homem como este realmente existiu e caminhou sobre a Terra.”

    Sabe, as vezes eu também quase não acredito que eles fizeram o que fizeram. 🙂

  25. Na pratica ; o maior gênio para mim; sem duvida esta nikolas tesla!! ele ainda esta a frente do nosso tempo! a versões dos discos voadores rich ;hauneibu como viril evoluiram dos inventos dele; como inúmeras patentes que usamos ate hoje, na industria eletrica , eletro-mecanica e espacial.

  26. Minha nossa!!!!!!!! o farsante do hawking citado com gênio???????? ahahaha

    elon musk citado como gênio comparável à Einstein?????????? MEU DEUS!!!!!!!! que heresia…

    george gamow, apenas um divulgador da ciência, comparado a Heinsenberg?????????

    steve jobs, um bobinho que deu certo fazendo aparelinhos tontos, comparado a LEONARDO DA VINCI?????????? ahahahahahah………

    mensageiro sideral – viajando na maionese…….kkkkkkk

    1. Gamow era só divulgador de ciência? Check your facts. Musk e Jobs são apostas mesmo, e os qualifico como tais. Hawking é brilhante, mas o que o torna mais brilhante é superar a deficiência dele. Mas o que esperar de você, né?

      1. Salva, JR está coberto de razão. E Jobs não foi apenas um marqueteiro, mas fez escola… tanto que você o incluiu no livro com uma clara intenção…

        1. Eu o incluí o Jobs no livro porque eu acho que ter o conceito de computador pessoal é uma coisa que não acontece todo dia. Note que Jobs não inventou a tecnologia. Ele descobriu um uso para ela que ninguém imaginava. E repetiu a dose com o iPhone e com o iPad — dois conceitos em que eu, particularmente, não acreditava quando ele os apresentou. E, entre um e outro, apostou na Pixar e tornou animação digital o padrão da indústria, desbancando a tradição enraizada dos desenhos convencionais à la Disney. Subestimar a capacidade do cara de “ler” o ser humano e saber o que ele vai gostar de usar ou ver antes que ele mesmo saiba é incrível.

          Outra coisa: não existe definição estrita de genialidade. Jobs está nos gênios que eu listei numa categoria específica chamada “visão”. Os demais que estão com ele são Edison, Tesla, Turing e Musk. Dos cinco, o único que indubitavelmente tinha genialidade em termos de QI tão somente era Turing. Possivelmente Tesla também. Mas certamente não Edison, Jobs e Musk. E, no entanto, são sujeitos geniais porque conseguiram imprimir sua visão ao mundo, deixar uma marca. A invenção da lâmpada elétrica é quase trivial, mas o impacto dela — e da necessidade de distribuir eletricidade — é inestimável. O mesmo com os computadores pessoais e os dispositivos portáteis de computação. E carros elétricos, embora ainda uma novidade em termos de popularidade, também prometem revolucionar o mundo — para não falar em voo espacial de baixo custo, tema caro ao blog aqui.

          Eu o incluí no livro porque acho que ele merece (diferentemente de Bill Gates, que acho que não merece). A Abril o colocou na capa porque achou que ele ajudava a vender. Tomara. Mesmo quem discorda da escolha há de reconhecer que há um ganho se o Jobs ajudar a vender histórias como as de Pauling e Heisenberg, não?

          Agora, sinceramente, o menos favorito dos meus gênios (e assumo a lista como pessoal, não havia como ser de outro modo), para mim, é Freud. E ninguém falou mal dele aqui. Está na capa também. Me surpreende que ninguém se incomode. Eu desço a lenha nele no livro… rs

          1. Oi Salva, sinceramente achei legal a idéia do livro, e minha discordância de um ou outro gênio não visa desmerecer seu trabalho. Sua escolha é claramente relativa e pessoal como seria a minha. Até Santos Dumond aceito pela brasucada, mas Jobs nunca, o cara era marketeiro e fez brinquedos que adoramos mas não vão revolucionar o mundo não, e nesse sentido os nazistas foram bem melhores enganando um povo todo por anos (e os americanos, russos, etc). O cara não sabia apertar parafuso. Assim que fizerem algum dispositivo falar descentemente e entender os comandos de voz com a precisão suficiente adeus aparelhinhos de botão único…

          2. O iPhone parece ter um sistema de comando de voz bem decente. Aliás, diria que a Apple foi precursora de inteligência artificial em celular ativada por voz, a famosa Siri. Mas tudo bem, respeito que você não curta o Jobs. Eu pessoalmente acho que o sucesso dele — e das inovações que ele ajudou a introduzir — fala por si.

          3. Ninguém entende o Freud, ou realmente o conhece, a não ser os psicólogos, então é natural que não tenham comentado nada sobre ele. Claro, lendo o livro vou entender porque você o colocou na lista. De primeira, eu não o colocaria, mas não entendo nada de psicologia., nem gosto do assunto. 🙂

          4. Eu o coloquei basicamente por identificar a existência do inconsciente. Mas você vai ver que sou, digamos, menos que lisonjeiro para com ele. rs

  27. Salvador, você mencionou o Arquimedes, mas mesmo assim pergunto: quem foi que “doeu” mais de deixar de fora dessa lista, hein, hein? Não vale vir com a resposta padrão “muitos”! hehehe!

      1. Eu diria que concordo plenamente no caso de Maxwell, mas sou suspeito para dizer isso pois meu emprego só existe por causa das equações dele! Hehehe!

  28. Parabéns Salvador!
    Que seu livro seja um grande sucesso
    Vou compra-lo, pois tenho a certeza que irei apreciar bastante.
    Bela seleção de gênios, muitos aí só conheço por citações, será bom conhecer um pouco da obra de cada um.

    Gostei da capa, Marie Curie na frente trouxe um ar fresco.

    Bom retorno! Faz falta por aqui 🙂

  29. “Somos um planeta com aproximadamente sete bilhões de bobos vivendo numa civilização que foi projetada por uns poucos milhares de dissidentes interessantemente inteligentes”

    Scott Adams (do livro “O Princípio Dilbert”)

  30. De todos aí…qual o que você acha que tem a história mais surpreendente?
    Gosto muito da Merie por todas as barreiras que ela venceu….
    E tenho extremo interesse na história do Tesla, pois conheço um pouco dela, mas hoje em dia com as redes sociais aparecem mil coisas e seu respeito, mas muita delas parecem ser mitos…acho que ele se tornou um mito da internet.

  31. Salvador,
    Desculpe-me mas um único nome que não concordo é Edson. A visão dele era de curto alcance , voltada para lucro a qualquer preço.

    1. O que motivava de verdade cada um dos chamados gênios da humanidade? Como disse o Salvador, eles eram, e são, apenas seres humanos com seus defeitos e qualidades. O que importa é o resultado dos trabalhos que eles fizeram, se feitos honestamente, é claro. Duvido que algum deles imaginava estar mudando o mundo, mas mudaram.

Comments are closed.