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Salvador Nogueira é jornalista de ciência e autor de 11 livros

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Dia de ver a chuva de meteoros Perseidas!

Por Salvador Nogueira

Na virada desta quinta (11) para sexta-feira, acontece o pico de uma das mais famosas chuvas de meteoros anuais, os Perseidas.

O nome da chuva é derivado da constelação de Perseu, onde fica o radiante — ponto de onde parecem emanar os meteoros. Como ela tem visibilidade melhor no hemisfério Norte, a chuva é muito mais espetacular por lá. Ainda assim, também se pode ver do lado de cá do equador, embora com menos intensidade.

A melhor hora para observar é a madrugada, de cerca de 2h da manhã até o amanhecer, quando a Lua já se escondeu e Perseu surge no horizonte Norte. Mas você não precisa olhar naquela direção. Os meteoros podem aparecer em qualquer parte do céu. Agora, se você traçar uma linha na direção contrária ao do movimento deles, ela o levará até a constelação de Perseu (é o conceito de “radiante”, que serve para identificar a origem da chuva).

Em condições ideais de observação, é possível ver cerca de 30 meteoros cruzando o céu em uma hora. Claro, isso vale para quem está monitorando o céu inteiro e está livre de poluição luminosa e atmosférica.

Os Perseidas são produzidos pela entrada na atmosfera terrestre de pequenos detritos do cometa Swift-Tuttle, astro que passa pelas redondezas do Sol a cada 133 anos. Quando nosso planeta cruza a órbita do cometa, em intervalos de 12 meses, encontra a nuvem de detritos deixada por ele. Essa chuva já é observada regularmente há mais de 2.000 anos — trata-se, antes de mais nada, uma incrível oportunidade de comunhão com nossos ancestrais que viveram milênios atrás.

“Para ver uma chuva de meteoros, você só precisa dos seus olhos, uma cadeira de praia e motivação”, explica Gabriel Hickel, astrônomo da Universidade Federal de Itajubá. “Não há região específica do céu a olhar. O ideal é procurar um lugar escuro, longe da poluição luminosa das grandes cidades, com o horizonte livre, e deitar-se em uma cadeira de praia, de modo a ver o máximo do céu possível.”

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