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Salvador Nogueira é jornalista de ciência e autor de 11 livros

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Astronomia: O último ano da Cassini em Saturno

Por Salvador Nogueira

Missão Cassini entra em seu último ano antes do mergulho final na atmosfera de Saturno.

O LONGO ADEUS
Tudo que é bom um dia termina. E a sonda Cassini, que já explora o planeta Saturno há mais de 12 anos, se prepara para a sua grande despedida. Entramos agora em seu último ano de operação.

POR UM PUNHADO DE BYTES
A espaçonave comandada pela Nasa vem estudando o segundo maior planeta do Sistema Solar, suas luas e seus majestosos anéis desde 1o de julho de 2004. Já foram transmitidos à Terra cerca de 700 gigabytes de dados, que incluem muitas medições e quase 380 mil fotografias.

AS BRUMAS DE AVALON
Em Titã, a maior das luas saturninas, a Cassini enxergou rios, mares e lagos de hidrocarbonetos, sob sua densa névoa atmosférica. E, num feito inédito, depositou em 14 de janeiro de 2005 o módulo europeu Huygens na superfície daquele estranho mundo.

HOLIDAY ON ICE
Em Encélado, uma bolota de gelo com apenas 500 km de diâmetro, a Cassini fez uma descoberta ainda mais surpreendente: gêiseres de água, ricos em compostos orgânicos, que indicam a existência de um oceano potencialmente habitável sob a crosta de gelo.

O SENHOR DOS ANEIS
Chegando agora a seu último ano de operação, a sonda deve concentrar seus estudos sobre os anéis e o planeta em si. É quase uma missão nova, batizada de “Grand Finale”. Em 30 de novembro, a sonda fará um sobrevoo de Titã que ajustará seu curso para uma órbita quase polar ao redor de Saturno, passando periodicamente de raspão pelo anel F, o mais externo do conjunto principal de anéis que cercam o planeta.

IMPACTO PROFUNDO
Então, em abril de 2017, uma nova alteração fará com que a Cassini passe espremida entre os anéis e o próprio planeta — realizando mergulhos rasantes que permitirão um estudo da estrutura interna de Saturno, similar ao que a Juno está fazendo agora com Júpiter. E tudo termina em 15 de setembro de 2017, quando a sonda mergulhará na atmosfera transmitindo tantos dados quantos puder antes de ser destruída como uma furiosa estrela cadente nos gélidos céus saturninos.

A coluna “Astronomia” é publicada às segundas-feiras, na Folha Ilustrada.

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