Mensageiro Sideral

De onde viemos, onde estamos e para onde vamos

 -

Salvador Nogueira é jornalista de ciência e autor de 11 livros

Perfil completo

Publicidade
Publicidade

Confira os Leonídeos nesta madrugada!

Por Salvador Nogueira

Na virada desta quinta para sexta-feira (18), os amantes da observação celeste poderão acompanhar o auge de uma das chuvas de meteoros mais tradicionais do ano, a dos Leonídeos.

O fenômeno acontece quando a Terra atravessa a nuvem de detritos deixada pelo cometa 55P/Temple-Tuttle. Ou seja, é a poeira do astro, entrando em alta velocidade na atmosfera, que produz as chamadas estrelas cadentes.

Como faz já 17 anos desde a última passagem do cometa por essas redondezas, a quantidade de fragmentos presentes é menor, e por isso a chuva deve ser menos espetacular do que em anos anteriores. Mas os meteoros são marcados por seu brilho intenso, de forma que vale ficar de olho.

Desnecessário dizer que o fenômeno não apresenta nenhum perigo e é absolutamente democrático: dispensa o uso de qualquer instrumento óptico. Podemos esperar uma taxa de 20 a 40 meteoros por hora, levando em conta as melhores condições de observação e o céu inteiro.

Como o nome sugere, o radiante, local no céu de onde parecem emanar os meteoros, fica na constelação de Leão, que passa a ficar mais visível no céu, na direção do leste, a partir das 2h30 até o amanhecer. Esse, portanto, é o intervalo para observar melhor o fenômeno: das 2h30 até o amanhecer. E você não precisa olhar para aquela direção — os meteoros podem aparecer em qualquer região do céu.

O único porém é a Lua quase cheia, que foi heroína alguns dias atrás como a “superlua”, e agora vira vilã. Como ela ainda está bastante brilhante no atual momento, sua luminosidade deve dificultar a observação das estrelas cadentes menos brilhantes. De toda forma, vale a pena tentar.

O segredo para ver chuvas de meteoros é encontrar um lugar com céu aberto, de preferência longe das luzes das grandes cidades, e observar por pelo menos uma hora, numa posição confortável, para contar um bom número de bólidos celestes. E, como sempre recomenda o astrônomo Gabriel Hickel, da Universidade Federal de Itajubá (MG), não espere um show pirotécnico. Aliás, pelo contrário. A observação de chuvas de meteoros é um exercício ancestral de paciência e comunhão apaziguadora com o cosmos.

Acompanhe o Mensageiro Sideral no Facebook, no Twitter e no YouTube

Blogs da Folha

Publicidade
Publicidade
Publicidade