Cientistas da Nasa sugerem criar escudo magnético para tornar Marte mais amigável à vida

Salvador Nogueira

Com a cabeça na segunda metade do século 21, um grupo de cientistas da Nasa acaba de apresentar uma ideia audaciosa: criar um escudo magnético para proteger — e então adensar — a atmosfera de Marte. Em princípio, isso poderia tornar o planeta vermelho mais quente e, quiçá, habitável — como um dia ele já foi e no futuro distante tende a voltar a ser.

Marte, no passado remoto, já teve um campo magnético. E então, entre 4,2 bilhões e 3,7 bilhões de anos atrás, ele foi desligado, provavelmente por conta do rápido resfriamento interno do planeta, que tem pouco mais da metade do diâmetro da Terra. Com isso, o vento solar passou a agir desimpedido sobre sua atmosfera, paulatinamente destruindo-a. Hoje, ela tem apenas um centésimo da densidade da nossa, o que resulta em um efeito estufa muito modesto. De acordo com os cientistas, essa provavelmente foi a principal razão para Marte ter se convertido de um mundo hospitaleiro, rico em oceanos, rios e lagos, num deserto seco e frio.

Acredita-se que, no momento, a atmosfera de Marte esteja em equilíbrio com o vento solar. Ela continua sendo erodida (a sonda Maven, da Nasa, já mediu a taxa de perda atmosférica atual em pelo menos um quilo por segundo), mas acredita-se que outros mecanismos, como a sublimação do gelo de dióxido de carbono das calotas polares, estejam reabastecendo a atmosfera e mantendo-a no mesmo patamar de densidade.

Agora, o que aconteceria se pudéssemos de algum modo restituir certa proteção magnética a Marte, rebatendo as partículas carregadas — prótons e elétrons de alta energia — para longe da atmosfera, do mesmo modo que a magnetosfera terrestre faz, protegendo nosso próprio invólucro de ar?

Outro dia, no espaço de comentários do blog, um leitor me perguntou se seria possível de alguma forma reativar o campo magnético de Marte. Eu respondi peremptoriamente que não. E por isso exatamente que eu não sou Jim Green, diretor de ciência planetária da Nasa. Mas, por sorte, Jim Green é Jim Green, e ele apresentou uma ideia fabulosa a respeito disso num evento interno da agência espacial americana, o Planetary Science Vision 2050 Workshop.

Brincadeiras à parte, o que eu respondi nos comentários naquela ocasião continua sendo tão verdade quanto antes — até onde entendemos a estrutura interna dos planetas, não haveria o que fazer para religar a magnetosfera própria de Marte. Mas o que Green e seus colegas propuseram é a segunda melhor coisa depois disso — dispor um escudo magnético artificial entre o planeta e o Sol.

A ideia seria colocar um satélite num lugar especial do espaço em que a gravidade do Sol e de Marte se contrabalançam perfeitamente, um ponto que os cientistas chamam afetuosamente de L1 (ou ponto lagrangiano 1, em homenagem a Joseph Lagrange, o matemático que calculou esses chamados pontos de libração pela primeira vez).

Lá, uma espaçonave poderia permanecer o tempo todo no caminho entre o Sol e Marte, a cerca de 1,1 milhão de km do planeta. E, com o equipamento apropriado (basicamente um ímã supercondutor caprichado), ela poderia gerar um campo magnético cuja cauda se estendesse até o planeta vermelho, efetivamente conferindo proteção contra as partículas do vento solar.

Concepção artística do campo magnético artificial que poderia proteger Marte (Crédito: Nasa)

AS CONSEQUÊNCIAS
Valeria a pena o esforço? Bem, para começo de conversa, nesse caso, a intensidade do campo magnético gerado é um parâmetro. Os pesquisadores liderados por Green realizaram simulações com diferentes forças, indo de 5 nanoteslas (medidos a uma distância de um raio terrestre do satélite) a 500 mil nanoteslas, subindo uma ordem de grandeza de cada vez. O primeiro caso (5 nT) não faz nem cosquinha em Marte. Mas cada subida na escala melhora o desempenho significativamente, conferindo crescente proteção ao planeta vermelho. A partir de 50.000 nT, já ficam bem bom. E o último caso (500.000 nT) praticamente zera a erosão atmosférica pelo vento solar. Para efeito de comparação, na apresentação, Green indica a intensidade do campo magnético da Terra a um raio terrestre do centro (ou seja, na superfície): 31.100 nT.

O passo seguinte então foi rodar modelos climáticos de Marte levando em conta a possível mudança de equilíbrio da atmosfera com o campo magnético artificial. Lembre-se: hoje o planeta vermelho perde atmosfera para o vento solar, e ganha atmosfera por outros processos internos. Se cortarmos pelo menos parte do vento solar, a atmosfera ganhará mais do que perde e acabará atingindo um novo estado de equilíbrio, mais densa.

Quão mais densa e com quais consequências? Para tentar responder a isso, uma simulação climática 3D de Marte foi rodada por cinco anos em diferentes níveis de pressão atmosférica à superfície: 10, 50, 100, 250 e 500 milibares. Hoje ela tem em média 6,5 mbar, aproximadamente. (Para efeito de comparação, a da Terra tem 1.013 mbar, ao nível do mar.)

E o que eles descobriram com isso foi… estranho. A temperatura subiu, mas não tanto quanto eles esperavam — apenas 5 graus Celsius, na média. Mas um efeito curioso de desequilíbrio e instabilidade surge em algum momento entre os 50 milibares e os 100 milibares que torna o equador mais quente (boa!), mas leva ao colapso da atmosfera na região das calotas polares, aumentando a quantidade de dióxido de carbono congelado nelas! Outro efeito identificado no modelo é o aumento de poeira na atmosfera — esperado, com o aumento da densidade.

“Ainda não é o que Mark Watney enfrentou”, destacou Green em sua apresentação, citando o filme “Perdido em Marte”, em que um astronauta fica sozinho no planeta vermelho depois de encarar uma tempestade de areia muito mais intensa do que seria possível na realidade.

Os resultados de forma geral sugerem, de acordo com diretor da Nasa, que ainda faltam elementos no modelo climático para que ele seja suficientemente realista. Exemplo: ele atualmente não inclui os potenciais efeitos de nuvens de água (algo que ainda não está presente, mas seria potencialmente importante num Marte com atmosfera mais densa, uma vez que há muito gelo de água sob o solo marciano).

Contudo, ter uma atmosfera mais densa já seria um ganho considerável para a habitabilidade marciana. Vale lembrar que mesmo nas condições atuais há lugares no equador marciano em que as temperaturas frequentemente sobem acima de 0 grau Celsius. Ali, o que impede a água de se manter estável em estado líquido é a baixa pressão atmosférica.

Além disso, o campo magnético artificial reduziria muito da radiação de alta energia que incidiria sobre Marte — uma boa notícia para quem pretende ir morar lá na segunda metade do século 21.

Legal. Mas um detalhe que ficou de fora até agora é: temos a tecnologia para criar esse satélite capaz de gerar uma magnetosfera artificial para o planeta vermelho?

“Nós precisamos no momento postular como gerar campos magnéticos como esse”, diz Green. “Atualmente nós podemos lançar e colocar no L1 um sistema que pode gerar 2.000 gauss [ou 0,2 tesla, o que pode parecer muito, mas isso é na fonte; a intensidade do campo magnético cai proporcionalmente ao cubo da distância]. Então, pode ser concebível que possamos chegar aos níveis maiores forças de campos necessárias para fornecer essa escudagem. Também deveremos ser capazes de modificar a direção do campo magnético para que ele sempre empurre o vento solar para longe, sem reconexão na região frontal da magnetosfera.”

Tem todo jeito de que, com algumas décadas de pesquisa e desenvolvimento, pode dar pé.

ISSO É TERRAFORMAÇÃO?
A ideia pode soar muito parecida com propostas de terraformação — ou seja, tentativas de transformar artificialmente o ambiente de Marte para torná-lo mais parecido com a Terra ou mais amigável a formas de vida terrestres.

Jim Green fez questão de enfatizar que esse não seria o caso, porque não há alteração direta no ambiente marciano e porque os efeitos seriam exatamente os mesmos esperados para daqui a 700 milhões de anos, quando o nível de luminosidade solar — que tem crescido paulatinamente desde o nascimento do Sistema Solar — for capaz de acelerar a sublimação do gelo nas calotas polares marcianas e adensar a atmosfera naturalmente. (Incidentalmente, o mesmo processo tornará a Terra um inferno similar a Vênus mais ou menos nessa mesma época.)

“Pode ser daqui a 700 milhões de anos, ou pode ser mais cedo”, defende o cientista da Nasa. “Como eu disse antes, o Sistema Solar é nosso. Vamos tomá-lo. E isso, claro, inclui Marte. E, para humanos explorarem Marte, precisaremos de um ambiente melhor.”

Depois dessa frase, um membro da plateia perguntou a Green se “vamos tomá-lo” não soava imperialista demais e se ele estava dizendo isso como membro da espécie humana ou como representante do governo dos Estados Unidos. “Como humano! Espécie humana! Com toda a diversidade que temos, pode apostar!”

E você, o que acha? Devemos moldar Marte aos nossos desejos? A ideia certamente cai bem com os planos mais arrojados de colonização marciana para as próximas décadas. E mostram como a engenhosidade humana pode ter efeitos poderosos e rápidos sobre planetas inteiros. Aqui na Terra, a lição está sendo aprendida a duras penas.

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Comentários

  1. É na teoria tudo funcionaria perfeito, mas a pergunta é a seguinte, como querem criar um campo magnético em Marte, se não sabem nem como fariam na prática? deveriam estudar mais como manter os astronautas em um lugar remoto e não se preocuparem em religar algo que ainda não sabemos como fazer. O ser humano tenta brincar de ser Deus, mas jamais vai conseguir. Tem coisas que não são para o homem e sim para as leis de Deus.

    1. Meu Deus, que comentário mais retrógrado. É o mesmo que falar para os inventores do avião que lugar do homem é no chão e que nada mais pesado do que o ar pode voar.

    2. Primeiro você abre os olhos, depois levanta a cabeça e quando vê a montanha, aí decide que dá pra ir até lá. Como operacionalizar a viagem e se você vai são outros assuntos.
      Aqui o estudo é o que fazer, o como fica pra um segundo momento…Mas te digo que dá sim pra fazer.

  2. Acho que o maior desafio em colonizar Marte é a baixa gravidade, quais seriam os efeitos a longo prazo no corpo humano? Será que a evolução vai dar conta dessa mudança repentina? Como compensar isso? Acho que conviver com 1/3 da gravidade terrestre vai gerar algumas vantagens, porém muitas desvantagens.

      1. Será? A evolução é muito boa em adaptação quando a mudança do meio ambiente é lenta, porém quando a mudança acontece de repente a extinção é quase certa.

    1. No espaço podemos usar força centrípeta pra “gerar” gravidade. Em Marte é questão de tempo até resolver…

  3. Conheço muito pouco sobre o assunto e sobre as escrituras, mas parece-me que a tal Arca de Noé foi construida ou anunciada sua construção 100 anos antes do dito acontecimento.
    Acho que não devemos discutir se o conhecimento e a ocupação de outros lugares fora da terra deve se desenvolver ou não e sim: Conhecer antes para depois ter condições de apresentar propostas e projetos viáveis a médio e longo e a longínquo prazo; esta pode ser uma.
    Para viabilizar isso acredito que deveriam ser criados empreendimentos a nível internacional para que os internados puderem participar com conhecimentos e investimentos, pois é certo que se não nós, os nossos descontentes um dia irão precisar muito e certamente irão nos acusar se não tomarmos nenhuma iniciativa. Podem estar certos de que Deus e nenhum et vai encostar uma nave milagrosa e salvar os terráqueos quando o dia de chegar.

      1. Por que não?
        Não sei se você sabe mas, segundo o próprio catecismo da Igreja Católica, ser criacionista não é o oposto de evolucionista não… Os dois raciocínios podem e devem andar juntos!
        Vejo muito comentário no seu blog taxando os cristãos como anencéfalos que não conseguem compreender a ciência porque a religião os torna cegos. Isso é um tratamento altamente preconceituoso.
        Reclamam tanto das ignorâncias que alguns religiosos fanáticos dizem, que não reparam que estão sendo tão ignorantes quanto, ao taxar os adeptos das religiões como “isso” ou “aquilo”.
        Sou físico de formação. Sou também teólogo de formação.
        Considero o seu blog como uma das melhores plataformas de propagação da astronomia. Seu blog está de parabéns.
        Porém preciso afirmar, sem medo de errar, que os comentários que encontro aqui são -de longe- os mais preconceituosos com respeito à religião.
        Existe muito anencéfalo fanático religioso que fala besteira sobre a ciência. Isto é fato. E, no que precisar de mim, serei o primeiro a contestar cada bobeira dita por eles.
        Mas, por favor, não imagine que todo religioso é ignorante. Isso é se igualar a eles.

        1. Nelson, eu sempre defendi aqui que religião e ciência não são antagônicos, como você mesmo pode atestar. Veja como comecei meu texto sobre as evidências irrefutáveis da evolução: http://mensageirosideral.blogfolha.uol.com.br/2014/05/26/cinco-provas-da-evolucao-das-especies/

          Os comentários anti-religião aqui às vezes se excedem, mas afirmo com a experiência de quem os modera diariamente: são meramente reativos. Tem muita, mas muita gente mesmo, que vem aqui movida apenas pelo discurso religioso mais tacanho e fundamentalista para atacar a ciência e os cientistas. É uma postura abominável, que realmente deveria não existir. E é natural que muitos comentaristas caiam para o extremo oposto em reação a essas bobagens.

          Eu mesmo tenho tido de travar esse debate cansativo e improdutivo dos religiosos fundamentalistas em todas as arenas: aqui, Facebook, YouTube… é realmente exaustivo e demonstra o tamanho da população ignorante que serve de presa para os líderes religiosos picaretas (não estou acusando todos) que fazem uso disso para arrancar dinheiro de seus fiéis. É a famosa “teologia da prosperidade (do pastor às custas dos seguidores)”. rs

          Então, por mais que seja triste o ódio às religiões, pelo menos ninguém pode dizer que os cientistas vendem ignorância para pedir dinheiro. Muito pelo contrário: eles advogam em favor do pensamento crítico e da dúvida como valor maior, contra os argumentos de autoridade e contra as verdades absolutas.

          Já tive vários debates muito interessantes e produtivos com religiosos inteligentes — e agradeço a você por mais um. Mas vamos e venhamos: a maioria dos defensores da religião aqui é composta por tapados ignorantes, e isso por si só é preocupante, desgastante e enervante. Não concordo com ataques frontais à religião, mas consigo compreender por que eles surgem. São os religiosos que estão fora de seu lugar em vir fazer pregação aqui, num blog de ciência. Ou não? Você mistura conceitos de teologia em seus trabalhos como físico?

          Abraço!

          1. Entendo perfeitamente seu ponto de vista. Não sei se trataria do assunto de maneira distinta.
            Mas do mesmo jeito que você entende os desabafos que são feitos contra os “pseudo cientistas religiosos”, que acabam atacando a TODOS os religiosos, espero que entenda também o meu desabafo.
            E mais uma vez, obrigado pela sua generosidade em difundir a ciência de maneira tão aprimorada.

    1. 100 anos, cara pálida? Gostaria de conhecer o modelo meteorológico que conseguiu prever a catástrofe com tamanha antecipação…

      O que a Bíblia não sabe fazer (mas os fundamentalistas conseguem interpretar de maneira imprudente) é precisar datas. Aceitar que Matusalem viveu 900 anos e que o Barbudo criou o mundo em 7 dias é uma belíssima prova de que tempo, ali, é absolutamente irrelevante. Como todo o texto, se analisarmos cientificamente.

  4. Salvador, não há dúvida que vamos colonizar Marte, seja com for o metodo, faz parte do modelo de sobrevivência humano, mas tb faz parte deste modelo o movimento a independência…Seja

  5. Muito instigante essa ideia. Uma questão : qual seria o problema em se construir o super magneto no próprio planeta ao invés de faze-lo num satélite relativamente distante ? E se isso fosse possível, talvez não fosse uma má ideia construir alguns desses imãs em tamanhos menores mas de forma que se somem seus efeitos.

    1. Não é um super magneto, o campo é bem pequeno na verdade…mais ou menos da mesma intensidade do que um imã de geladeira. Não estamos falando de Mega Teslas, mas de nano Teslas.

  6. Não conseguem nem acabar com a poluição na terra , vem com essas viagens de escudo magnetico em Marte kk

  7. Parabéns. Mais um belo post , apaixonante, para aficionados por ficção científica, como eu. No entanto, cada vez mais, a NASA parece uma “mercadora de ilusões.” Como anda as pesquisa do motor “Emdrive”? Não temos tecnologia nem para proteger eficientemente os astronautas, dos efeitos das radiações, em uma viagem longa até Marte ( ou mesmo curta como até a Lua), fora das saias de Gaia e já estamos discutindo proteção em escala planetária! Teria mais sentido e útil se o assunto fosse proteção das naves que levariam os humanos além da magnetosfera, com uma tecnologia que envolvesse a capsula com um campo magnético. E assim vamos sonhando…. E a Lua logo ali, quietinha, sendo traída pela NASA. Uma outra coisa que chama atenção, é sobre a falácia do efeito do CO2 (causas antropogênicas) como o principal causador do aumento da temperatura global. Os “caras” rodaram durante 5 anos as simulações aumentando em 90 x a pressão atmosférica marciana , portanto, aumentando 90 x a quantidade de gases , talvez, o CO2 já que é o gás disponível em forma de gelo seco (atmosfera hoje, formada com seus 95% de CO2 e com pressão 155x menor que a da Terra, mesmo assim, possuindo 15x mais gás carbônico que a terrestre! e recebendo o equivalente a 70% da radiação terrestre) e resulta em apenas um aumento de 5oC? O terrível “poder” do efeito estufa do CO2 só funciona para a Terra?

    1. “O terrível “poder” do efeito estufa do CO2 só funciona para a Terra?”
      Se nao acredita no poder do CO² vai visitar Venus…

      1. Talvez fosse melhor ler o comentário dele novamente, entenda, 95% de CO2 na atmosfera e 90 atm contra 0,4% de CO2 na atmosfera e 1 atm…

    2. Sobre o lance do CO2, note que o modelo marciano não lida com nuvens de água, algo que certamente teria efeito. O CO2 não é o mais poderoso gás-estufa (tanto H2O quanto CH4 são mais poderosos), mas ele pode servir como gatilho para liberar maiores quantidades na atmosfera. Se o CO2 na Terra elevar a temperatura média só em 0,1 grau Celsius, quanto isso vai representar em aumento de evaporação de água nos oceanos? E quanto essa H2O extra na atmosfera vai aumentar o aquecimento? É por isso que essas questões não são respondidas com aritmética e sim com modelos não-lineares complexos em simulações de computador. Por fim, a mudança climática aqui na Terra é tida como catastrófica com aumento de apenas 2 graus Celsius. Em Marte, estamos falando de 5, e isso com o bizarro (e provavelmente glitch do modelo) aumento da calota polar e colapso da atmosfera nos polos… sem isso, o aumento seria maior (como é de fato maior, nesse modelo, na região equatorial do planeta).

      1. Mas, se as informações apresentadas não podem ser detectadas com aritmética simples, ao alcance te todos, mas somente com modelos complexos e , talvez, longe da realidade como se mostraram os modelos matemáticos no século passado (porque não consideravam todo o potencial do vapor de água como gás estufa), então, novamente, temos um caso de crença : “alarmistas” vs ” negacionistas” . Isto fica muito claro quando vemos as discussões em foruns sobre o assunto como : http://climatechange.procon.org/view.answers.php?questionID=001445 onde especialistas do mesmo naipe se digladiam . Atualmente ainda nem sabemos simular com clareza sobre o efeito da água ( principal gás estufa quando na forma de vapor) formando nuvens e aumentando o albedo terrestre e esfriando o planeta. Supondo que o CO2 antropogênico foi o “estopim” do aquecimento global, uma vez iniciado, não adiantaria retirá-lo ou estabilizá-lo, como pregam! Quem alimenta o acréscimo dos gases estufa (vapor de agua, CH4 e CO2) na atmosfera em maiores quantidades é, atualmente, a natureza com o calor resultante de sua dinâmica . Mais calor, implica em derretimento das calotas (menor albedo) e liberação do gás metano preso nos gelos (maior efeito estufa), maior temperatura no mar gerando mais vapor de água (e também mais nuvem, portanto maior albedo ) e menos solubilidade do CO2 na água (liberando-o para atmosfera e, assim, aumentando o efeito estufa) e daí por diante de uma maneira catastrófica para os humanos e muito boa para as plantas (mais verde , menos albedo e mais calor) até atingir um novo equilíbrio. Em 200 anos, houve um aumento de 30% de CO2 atribuída aos humanos e um aumento de 10% de vapor de agua ( considerando-se 0,4% a quantidade atual na atmosfera em volume ) atribuída como consequencia. Será? Assim na “aritmética de padaria” conclui-se que houve um aumento de pelo menos 4x mais moléculas de H2O em relação ao CO2. Bater na tecla da redução de CO2 como salvação, como parece o consenso nos acordos do clima, é a mesma solução que um bombeiro teria ao tirar a caixa de fósforo das mãos de um moleque incendiário que pôs fogo na casa e continuava jogando os fósforos na fogueira. Mas, deixou o irmãozinho ,lá, jogando livros, roupas e álcool no incêndio. Apesar do aquecimento global não ser o foco , já que o assunto é sobre Marte, o tema vai voltar à tona, com força, quando o TRUMP começar a bater nos “alarmistas” para impulsionar a indústria do xisto nos EUA.

        1. Diógenes, seu raciocínio é bastante lógico matematicamente, só peca na avaliação do contexto completo da questão, se me permite dizer… Se os “aquecimentistas” tivessem razão não precisariam manipular gráficos de temperatura global e tampouco trocar e-mails para combinar mentiras… A questão é que o modelo climático é extremamente complexo e eles sequer sabem dizer se chove daqui a 7 dias… O ponto não é o clima, é o poder, é o dinheiro e o controle disso tudo junto… O que eles visam é o controle das ações econômicas do planeta, para continuarem se mantendo no poder… Só isso…

          1. Lendos seus comentários, infere-se que você acabou de concluir o último livro da coletânea: O Capital (Das Kapital)

          2. Não Erich, estás enganado sobre mim… Não sou comunista, muito pelo contrário… Mas entenda que quando o capitalismo se desvirtua a ponto de haver monopólios e oligopólios controlando as principais cadeias produtivas do planeta ele passa a funcionar como um comunismo privado, e as consequências disso são as mesmas…

    3. Diógenes, me parece que escudo de radiação para nave espacial utilizando campo magnético já é um consenso desde a corrida para a lua. Poderia comentar um pouco sobre o assunto Salvador ?

      1. Não. Na verdade, sempre usaram a configuração da espaçonave, com tanques e materiais capazes de absorver a radiação, protegendo os astronautas no interior. Campo magnético consome eletricidade, e as baterias nunca foram grande coisa… nas missões Apollo, nem painéis solares havia, então a bateria (no caso fuel cells) tinha de durar a missão toda. Economia de energia era essencial.

        1. Opa! Estamos falando de projetos diferentes! Eu estou falando dos designs que levam em consideração o reator nuclear embarcado. Pra uma viagem longa como será até Marte, não acho muito prudente usar as baterias solares como fonte primária de energia…

  8. Ouvi uma teoria que evaporando a aguá congelada em marte ( principalmente nos polos ) artificialmente, uma atmosfera seria formada rapidamente possibilitando a vida, cairia bem com esse escudo magnético. Isso é verdade ?
    Outro ponto é a questão de devemos ir ou ficar neste planeta. Já pensaram se os europeus no passado não tivessem se lançado nos mares ? Acho que nossas perspectivas de nossa capacidade como humanos seria bem pequena.

  9. Boa tarde,

    Lendo sobre a implantação artificial no planeta Marte me trouxe um raciocínio: A terra iniciou o processo de inversão magnética normal para nosso planeta, mas durante este processo nosso campo magnético ficará “louco”, expondo nosso planeta aos mesmos perigos que Marte vem sofrendo a bilhões de anos. Acredito que essa tecnologia pensada por Green pode nos auxiliar até que o processo de inversão seja concluído ( o que demorará muito)

    1. Calma, a inversão do nosso campo magnético nem de longe é tão demorada a ponto de causar por aqui as consequências de perda atmosférica igual ao que ocorreu ao longo dos bilhões de anos em Marte.

      Eu me preocuparia mais é com os nossos sistemas elétrico-eletrônicos, que ficariam expostos aos efeitos das tempestades solares!

  10. Parabéns. Mais um belo post , apaixonante, para aficionados por ficção científica, como eu. No entanto, cada vez mais, a NASA parece uma “mercadora de ilusões. Como anda as pesquisa do motor “Emdrive”? Não temos tecnologia nem para proteger eficientemente os astronautas, dos efeitos das radiações, em uma viagem longa até Marte ( ou mesmo curta como até a Lua), fora das saias de Gaia e já estamos discutindo proteção em escala planetária! Teria mais sentido e útil se o assunto fosse proteção das naves que levariam os humanos além da magnetosfera, com uma tecnologia que envolvesse a capsula com um campo magnético. E assim vamos sonhando…. E a Lua logo ali, quietinha, sendo traída pela NASA. Uma outra coisa que chama atenção, é sobre a falácia do efeito do CO2 (causas antropogênicas) como o principal causador do aumento da temperatura global. Os “caras” rodaram durante 5 anos as simulações aumentando em 90 x a pressão atmosférica marciana , portanto, aumentando 90 x a quantidade de gases , talvez, o CO2 já que é o gás disponível em forma de gelo seco (atmosfera hoje, formada com seus 95% de CO2 e com pressão 155x menor que a da Terra, mesmo assim, possuindo 15x mais gás carbônico que a terrestre! e recebendo o equivalente a 70% da radiação terrestre) e resulta em apenas um aumento de 5oC? O terrível “poder” do efeito estufa do CO2 só funciona para a Terra?

    1. A propósito Salvador, eu fiz um curso com o Prof. Lawrence Townsend, da Universidade de Tenesse, e lembro que ele vivia falando sobre os sistemas eletromagnéticos de proteção de radiação, sei que ele não é a maior autoridade no assunto e então me ocorreu o seguinte: “Será que esse tema ainda está sendo pouco discutido ?” tanta gente dizendo que “…o problema dos escudos de radiação das espaçonaves não está resolvido…” me faz pensar. Tem tantos outros problemas realmente não resolvidos(e que ainda não fazemos muita idéia de como resolver eficientemente) e sempre volta essa história da radiação na nave…

  11. Como è que em dia do 26 de julho 1969 o Apollo 11 chegou na lua com Amstron e Aldrin, e agora precisa de um escudo mgnatico para marte?

    1. Em 20 de julho. E tudo bem passar uns dias em Marte, como na Lua. Morar lá é que é complicado…

  12. O universo, ou a grande potência, é de uma simpliscidade constante. Em todos os lugares do corpo universal as mesmas leis atuam para a harmonia. Essas leis são impossíveis de transgredi-las. A matéria não pode viajar em viagens intergaláticas, mas em estado espiritual circulam no grande corpo sem fronteiras para o desenvolvimento da vida, como o sangue circula em nosso corpo. O sopro de vida, a inteligência pura, incorpora temporarariamente para o desenvolvimento da vida material (não somente em humanos, mas em toda vida material).
    Esta é a base do universo, conforme “Nós, viajantes, meu livro, editado pela Editora Scortecci, em breve na praça.

    1. Por favor mande seu livro para revisao antes de publicar; erros grotescos de portugues ficam ainda mais feios quando impressos.
      E o que impede a matéria de viajar intergalaticamente? E o que permite esse seu “estado espiritual” faze-lo acima da velocidade da luz (como fica implícito no seu comentario)?

      P.s. aqueles (com acento) que estao com o dedo cocando para comentar sobre a falta de acentos e “cedilha” no meu comentário: O meu teclado e configuracoes de Windows nao permitem a colocacao destes sem que tenha que utilizar dezenas de teclas de atalho.

      1. Fora a arrogância de achar que conhecemos todas as leis do universo e dizer que somos “inteligência pura”.

    2. kkkkkkkkkkkkkkkkkk

      Falar que a matéria não pode viajar em viagens intergaláticas, é extrema falta de conhecimento.
      Até o ser humano poderia, se estivesse, convenientemente, protegido dentro de uma cápsula, ou nave espacial, construída com material adequado para resistir a tal viagem.
      Um exemplo bem atual e bem absoleto é o de humanos terem tecnologia para começarem a pensar em viagens tripuladas até o Planeta Marte.
      Quanto a possibilidade de viagens intergaláticas, o que mudaria seria somente a tecnologia para a execução de tal viagem, pois, o exemplo mostra que a matéria pode viajar pelo espaço sideral, mesmo que isso dure bilhões de anos.,

    3. Meu caro, me desculpe, mas se seu livro tem a mesma retórica de seu comentário, será difícil ler.

      E espero que tenha tido um bom revisor.

    4. Panteísmo? A ideia geral é até interessante, mas comete deslizes quando faz questão de entrar nos detalhes técnicos…

      Veja só, respeito como forma de fé, mas não como forma de predizer como isso ou aquilo devem se comportar diante de “algo” maior…

      Então, desculpe, mas não vou comprar o seu livro… truly sorry…

  13. Salvador,

    Uma base de operações na Lua não seria mais prático e mais conveniente para desenvolver tecnologia, observar o cosmos e apoiar logisticamente as futuras missões espaciais do que estações em nossa órbita? Há planos das agências, como a NASA, de resgatar a exploração lunar e construir bases de apoio por lá? Por que a exploração lunar foi abandonada há mais de 40 anos?

    Abraços!

    1. Há planos. Fala-se numa estação orbital lunar para depois da ISS. A exploração lunar ficou parada tanto tempo essencialmente por falta de recursos…

  14. Salvador,

    Em 1h59min de exibição do vídeo da coletiva de imprensa da Nasa o motor Emdrive é apresentado como um meio de propulsão alternativo, no melhor estilo devagar e sempre.

    Temos um veleiro solar que é uma tecnologia real que funciona e outros meios de propulsão que desconheço e fiquei muito curioso para entender melhor, mas na mesma imagem, vemos o Emdrive.

    Os resultados quanto ao Emdrive são controvertidos. Isso não gera um problema de credibilidade para Nasa?

    Pois não sabemos se o aparato realmente funciona, se ele é de fato uma tecnologia real ou uma fraude.

    https://livestream.com/viewnow/vision2050/videos/150701155

  15. Salvador, acho que essa ideia deveria ser posta em prática para testar sua viabilidade. Seria extremamente útil para ganhar experiência e utilizar esse conhecimento quando o campo magnético da terra sofrer reversão, coisa que já aconteceu antes mas que agora seria um problemão para a civilização

    1. Que exagerado. Cava um buraco e pronto. Ou faz dois satélites. Você dizer isso é meio como dizer, pifou um satélite de comunicação, agora fica o mundo inteiro sem TV. Not quite, né?

      1. Não achei tão exagerado assim.
        A idéia proposta pela Nasa é super empolgante, mas considero realmente importante pensar que um problema nesse satélite teria um impacto colossal em um Marte com atmosfera e povoado.
        “Cava um buraco e pronto” é que é uma afirmação exageradíssima. Se fosse fácil assim nem seria necessário desenvolver a tecnologia do campo magnético protetor, era só chegar em Marte na situação de hoje, “cavar um buraco” e povoar o planeta.
        O nível de redundância na segurança de um satélite como o proposto é algo inimaginável na tecnologia de hoje.

        1. É vc que não entendeu nem o texto nem o comentário do Salvador. O imã gigante irá proteger a atmosfera dos ventos solares. Se o imã parar de funcionar não significa que as pessoas irão morrer instantaneamente por falta de proteção. Acho q vc está assistindo muitos filmes de ficção de segunda categoria.

          1. Não, é você que não entendeu o comentário que eu fiz.
            Em nenhum momento questionei o texto da matéria, mas apenas o comentário simplista do Salvador, de “Cava um buraco e pronto”.
            Em nenhum momento cogitei uma “morte instantânea” das pessoas, apenas ressaltei o impacto colossal que uma falha no campo artificial pode causar.
            Acho que vc precisa aprender um pouco mais de interpretação de texto e parar com esses sofismas de me remeter palavras que eu não disse.

  16. Parabéns pela coluna, como sempre muito explicativa.

    Agora, “criar” um campo magnético em Marte não pode, de alguma maneira, interferir no campo magnético terrestre?

    Obrigado!

    abs,
    FJR

  17. Caro Salvador,
    Tenho lido com atenção, interesse e respeito os artigos, perguntas e respostas em seu site.
    Com respeito a MARTE, além do que foi dito, desde que o planeta está frio, não poderíamos usar algumas de nosssas “bombinhas de hidrogênio” e explodí-las lá bem no centro do planeta?

    E VENUS? Sendo o planeta tão quente não poderíamos bloquear parte (pelo menos) da incidência de luz solar com anteparos colocados no L1 de Venus? Claro que isso por alguns milhares de anos…
    Quando bem pequeno, no interior do Brasil admirava o céu de estrelas, e principalmente esses 2 planetas…Li naquela distante época a “Guerra dos Mundos” de H.G.Wells e imaginava Venus como irmão gêmeo da Terra. Tive uma grande decepção…

    1. O problema de Vênus é a atmosfera muito, muito densa. Mesmo que o calor se dissipasse (e o albedo já reflete 90% da radiação solar de volta para o espaço), a pressão atmosférica seria um problema incontornável. H.G.Wells tinha bons motivos para tratar Vênus como gêmeo da Terra. Mas hoje sabemos que não é bem assim…

    2. No caso de marte, talvez a maior dificuldade seja chegar no centro do planeta para explodir as tais bombinhas de hidrogênio. 🙂
      Aqui no nosso próprio planeta o buraco mais fundo que escavamos tem 12 km de profundidade, bem longe dos 6371 km até o centro do planeta!!
      O centro de marte estaria mais perto, 3390 km, mas ainda longe demais destes 12 km que conseguimos por aqui…

      E no caso de Vênus, surpresa!! Se quisermos podemos viver confortavelmente lá HOJE mesmo! Lógico que não na superfície, mas numa altitude entre 40 e 50km a pressão atmosférica é igual a que temos aqui ao nível do mar, e a temperatura é bem suportável. O problema é que a falta de oxigênio e as nuvens de ácido sulfúrico nos obrigariam a viver dentro de habitats flutuantes. Só que, como nosso ár é mais leve que a atmosfera de vênus nesta temperatura e pressão, o gás que respiraríamos seria exatamente o mesmo gás que dária flutuação a estas estruturas de “balões”. legal, né? 🙂

  18. Ola a todos! So li o primeiro e o último comentario. Não concordo com a resposta do primeiro e concordo* com a do ultimo. Ninguém sentiria a falta de Marte? E Marte seria a solucao para controle de natalidade?Acho que Marte é a primeira (não a unica) solução para o caso do ser humano ser obrigado a sair da Terra. Simplesmente por estar mais proximo. Se pensarmos que estatisticamente falando, é uma probabilidade acontecer um evento de extinção, o fato do ser humano estar em dois planetas diferentes, aumenta astronomicamente a probabilidade de perpetuação da espécie. E esse é o meu argumento para as questões: sentiríamos a falta de Marte? e para que deixar a boa e velha Terra para trás?
    Para os interessados no assunto, sugiro a série Marte de 2016 da National Geografic. Bom divertimento!

  19. Fascinante esse texto, ainda mais considerando que a 2a metade do seculo XXI está bem próxima em termos da evolução do universo e mesmo humana. Salvador, esse escudo também poderia atingir, por tabela, a habitabilidade do planeta anão Ceres, que está um pouco mais além, no cinturão de asteroides ?

    1. Daria para fazer parecido em Ceres, mas para quê? Lá não tem atmosfera. Seria muito difícil formar uma só com isso. Gravidade muito baixa.

  20. Legal, agora é arranjar um jeito de diminuir o efeito estufa em Vênus e #partiucolonizar !

    hahahah

    1. Em teoria, não seria mais “simples” terraformar Venus? Já li em alguns artigos que “bastaria” ter um escudo defletor de calor posicionado de forma a esfriar o planeta e, talvez, isso seria mais “simples” de ser feito. Seria, também, factível?

      1. Não. O problema de Vênus é a densidade atmosférica. Estar na superfície é como estar no fundo do mar na Terra, em termos de pressão.

      2. Venus ja reflete mais de 80% (se nao me engano +90%) da luz/”calor” solar, mesmo assim é o planeta mais quente do sistema. Um escudo defletor nao ajudaria muito…

  21. Os humanos, antes de pensarem e desejarem povoar qualquer planeta deste sistema solar, deveriam se preocuparem em unificar o Planeta Terra, em um único país, e comandados por um único governo que seria a ONU, formada por uma comissão (presidentes e vice-presidentes) de cada país, e eleitos, democraticamente por cada país e representando-os, e sem direito à vetos, independentemente, de seu poder militar e econômico, antes da fusão de todas nações, em uma só.
    Só um idiota não perceberia, que sem isso, se repetirá os mesmos caminhos do início das civilizações humanas, e que perduram até hoje.
    Não aprendem a lição, e isso é considerado, falta de capacidade e irresponsabilidade para terem seus desejos realizados.

    SE HOJE EXISTEM MUITOS PAÍSES É PORQUE NUNCA HOUVE INTERESSE GERAL, ATRAVÉS DO DIÁLOGO EM UMA UNIÃO, MUITO PELO CONTRÁRIO; A GANÂNCIA PELO PODER E RIQUEZAS, OS LEVAM A CADA VEZ MAIS A SE DIVIDIREM, OU SEREM TOMADOS (FUNDIDOS) À FORÇA, PELOS MAIS PODEROSOS.
    É FÁCIL DE IMAGINAR., O PLANETA MARTE DECLARANDO INDEPENDÊNCIA DO PLANETA TERRA, FUTURAMENTE, LOGICAMENTE, ACARRETANDO GUERRAS E DESTRUIÇÕES.

    1. Não sei sinceramente se unificação política do planeta é o caminho. Há necessidade de regulação supranacional, claro. Mas um governo global? Sei não…

    2. Lamento dizer, mas o mundo é extremamente captalista. Isso pode ser bonito para uns, mas está longe de ser ideal. Aqui se sobrevive e prospera não só o trabalhador (grande maioria dos pobres são trabalhadores), mas quem for melhor oportunista. A maior nação é oportunista. Os árabes são oportunistas e exploradores, verdadeiros molestadores de nosso planeta, sugando tudo o que tem. Aqui se respeita não pela sabedoria, mas pelo medo. Um lider mundial não quer o ônus de sustentar uma região carente ou sequer preocupar com ela. Aqui mesmo no Brasil vemos tentativas de separação da região sul. Classe elitizada não querendo “sustentar vagabundo”, políticos desviando dinheiro destinado a educação e saúde. Pense, educação, milhares de crianças estão deixando de receber comida e ter chance de desenvolverem inteligência e conhecimento para o futuro. Saúde, pessoas com dores terríveis, doentes, próximas a quadros terminais ou terminais, sofrendo e morrendo porque outros querem mais dinheiro, dinheiro roubado dessas pessoas que contribuíram a vida inteira. Posso citar também família do norte, que literalmente assaram seus semelhantes. Posso ainda citar guerras, ideologia política, religiosa e intelectual. Muito citei do Brasil. Muitos, muitos mesmo são melhores que nós. E nos lugares melhores, muitos fazem o que fazemos. E existem muitos lugares piores. Como um único poderia governar? Para onde correr se você não concordar? Avançamos em tecnologia, mas intelectualmente somos fracos. Não é culpa nossa, somos burros, idiotas, gananciosos, cruéis, individualistas, egoístas e oportunistas por causa de nossa, natureza, não por escolhermos sermos assim. Mas não podemos esperar pela evolução do nosso intelecto, pois talvez nunca iremos tê-lo. Temos que avançar na tecnologia, em breve outras raças chegarão (acho que já chegaram). Não podemos ser arrogantes achando que somos únicos no infinito e nos agarrar a essa ideia. Temos que ser humildes, entender que o tempo é curto, o avanço é rápido demais para nosso intelecto, mas muito lento para nossa necessidade.

    1. Porque não um? Só podemos responder isso quando analisarem opções e custo/benefício… 😛

      1. Porque um só precisa ser maior que “muitos”. Quando pensamos na complexidade que é criar e manter um satélite, percebemos que os pequenos levam muita vantagem:
        – São individualmente mais baratos inclusive para se lançar;
        – Se perdermos alguns o projeto não se perde todo;
        – Na hipótese da manutenção(e um sistema desses SEMPRE vai requerer manutenção) você não desiga todo o escudo de uma vez;
        – Possibilidade de renovação. Entendi que este seria um projeto permanente, então será necessário ir substituindo partes do sistema conforme essas perderem sua eficência ou forem danificadas(colisão com asteroides, cometas, nibiru, bule espacial e outras coisas do gênero têm que ser consideradas);

        Fiquei impressionado foi com tamanho do campo a ser gerado, 500.000 nT ou ou 0,5 mili Tesla é dez vezes menor que a força de um imã de geladeira (tipicamente esses têm 5 mT) então utilizar eletroímãs para essa função é perfeitamente viável com o uso de painéis solares de tamanho “realista” em pequenos satélites, formando uma matriz.
        Porém se a opção for utilizar um único grande satélite, acho que a melhor saída ainda é o uso de reatores nucleares compactos.
        Ou então usar um misto dos dois, uma matriz de geradores de campo alimentados por um (ou mais) reatores nucleares….

        Há possibilidades…Mas não vejo razão em se desenvolver algo do tipo sem um projeto de terraformação de marte, já que não há indícios de vida complexa por lá, colonizar é uma obrigação da raça humana!

  22. Obrigado Salvador por nos informar sobre o que esta acontecendo em trono deste tema.
    Pena que o Brasil esta fora disso.

  23. olá Salvador.

    achei essa ideia fantástica! gosto da ideia de podermos habitar outros planetas além da Terra, embora isso seja uma coisa bem distante por conta destes inúmeros fatores que exigem muito raciocínio e tecnologias que ainda não temos.

    uma dúvida que eu fiquei: com esse escudo artificial, Marte pode ter novamente seu campo magnético ativado? essa interferência poderia gerar condições para isso acontecer “naturalmente” no futuro, com a atmosfera mais densa e sem o efeito tão forte dos ventos solares? ou o escudo artificial precisaria existir “para sempre”?

    abraços!

  24. Fala Salva! Pelo que eu entendi daria para gerar com um pequeno satélite de alto poder magnético uma grande sombra, quanto as radiações ou ventos solares, sobre marte devido a grande distância entre o satélite e o planeta. Parecido quando a nossa sombra pode ficar do tamanho de um edifício ao por do sol. O desafio de criar tal satélite, com a tecnologia atual, está muito distante? Pergunto isso pois não entendo sobre a quantidade de energia necessária para atingir tal efeito, nem se um satélite de tamanho padrão poderia gerar tal campo magnético.

    1. Pelo que o Green falou, já haveria tecnologia para fazer algo na linha das versões mais suaves. Para a versão full power, precisaríamos de P&D forte. Mas nada impraticável para o futuro de médio prazo…

  25. os caras tem uma idéia…..mas não tem tecnologia para fazer, não sabem se vai dar certo e não sabem quando ela poderá ser aplicada…….só daqui a 700 milhões de anos….???????

    tá parecendo piada de português….KKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKK

    1. Tudo começa com uma ideia. Se quem tiver a ideia não contar pra ninguém, nada acontecerá. E está claro que isso é para 2050.

      Eu sei que deve ser duro para você ser uma pessoa sem ideias. Mas deixa quem tem ideias desenvolvê-las. É graças a elas que você pode desfilar seu pensamento tacanho aqui no blog hoje! 😉

    2. Zap!

      E se vc voltar e reler, verá que a tecnologia pra isso pode ser testada em um prazo muito mais curto.

      Mas é bem mais fácil peidar um porrilhão de K’s no blog dos outros, pois não?

  26. Os sabichoes tem que construir tambem um duto de um zilhao de quilometros da Terra para supri-los de oxigenio para respirar, ou vai viver de eletrolise de agua (esta por sua vez inesgotavel…nos oceanos, rios e mares de Marte tem ate peixe!!!) pra sempre? Essa ideia de colonizar o incolonizavel me irrita.

    1. Na verdade, podemos extrair O2 do CO2. O jipe de 2020 vai levar um instrumento só para fazer isso e testar a tecnologia. 😉
      (É exatamente isso que plantas e cianobactérias fazem por nós aqui, by he way: converter CO2 em O2.)

      1. No próprio comentário já apresenta uma possível solucao, mesmo assim fica irritado:

        ou vai viver de eletrolise de agua (esta por sua vez inesgotavel…nos oceanos, rios e mares de Marte tem ate peixe!!!) pra sempre?

        Voce mesmo diz que a agua é inesgotável. Talvez voce nao aceita respirar O2 extraído do H2O. Quem sabe seja puro demais para o seu gosto?

        1. Auponho que ele está sendo irônico, indicando que Marte não tem água. Ele desconhece que há água suficiente congelada no subsolo e nas calotas de Marte para produzir um oceano global de 30 metros de profundidade. 😛

          1. Hoje o dia tá meio parado aqui no servico. To tentando acertar na cabeca das baratas do blog antes que elas se espalhem incontrolavelmente 😛

    2. Sabe o que me irrita? O tamanho da má vontade de certa parcela da população. Então o cara tem criatividade suficiente pra imaginar hipóteses incorfimáveis e estuda pra sustentar toda uma mitologia e depois não consegue imaginar que uma planta de gases como as que existem hoje na terra seja suficiente pra resolver o problema até a terraformação. Viu seu Teixeira : Ar sintético já existe ! E a matéria prima está TODA disponível em Marte…Sem soluções de “Tecnologia de ponta”, tudo coisa que já usamos há mais de 30 anos na indústria.
      Ou é falta de conhecimento, e nesse caso você vê o tamanho da arrogância do sujeito que comenta sem conhecer se achando o próprio senhor da verdade; Ou é a mais pura falta de vontade mesmo, a necessidade de justificar a própria fé.

  27. Obrigado Salvador por nos informar um pouco.
    Assim nós leigos não continuaremos totalmente por fora do que esta rolando em torno destes temas.
    Pena que o Brasil esta praticamente fora destes programas.

  28. Se a espécie humana quer sobreviver a passagem dos tempos, isso é um passo natural. Não significa que habitaremos Marte – ou talvez sim – mas é um primeiro passo para desenvolvermos tecnologias grandiosas que nos permitam, inclusive, mudarmos de casa.

  29. Qual seria o preço desta estrutura? Ao que tudo indica a tecnologia está bem encaminhada. Em quanto tempo a pressão atmosférica subiria e se estabilizaria? Até hoje foi a proposta mais interessante para a colonização de Marte.
    Vamos começar já…

    1. Na verdade, tudo que temos é um rascunho de plano, com resultados incertos. Mas é de fato uma ideia meritória. Tenho certeza de que os estudos vão prosseguir. O custo, por exemplo, é uma incógnita. Mas imagino que caiba dentro dos orçamentos típicos de missões espaciais de grande porte.

  30. Interessante artigo, parabéns! Criar campo magnético fora do planeta é novidade, ainda não tinha lido essa ideia. Existir um equilíbrio deste com a atmosfera também é interessante e desconhecia. Porém após a ativação do escudo creio que esta recuperação seria muito lenta para os padrões humanos.
    Lembro de ter lido a ideia de criar escudos magnéticos pontuais na superfície, ou um geral ao redor do equador. No primeiro caso, o mais viável, a preocupação era apenas para viabilizar uma colonização e evitar algumas radiações (para outras o próprio adensamento já daria conta do recado). Não se estava preocupado com a perda atmosférica. No geral lembro que a perda era significativa, segundo o artigo, na casa de mais de 10.000 anos e era mais fácil recupera-la parcialmente. Isso levando em conta que a atmosfera já foi adensada para a pressão desejada para a habitação humana.

    1. Bom, o benefício de redução de radiação perigosa na superfície seria imediato. O adensamento atmosférico seria mais lento, mas na escala de anos e décadas, pelo que pude entender. (Não ficou claro isso.)

      1. Salvador existe outro detalhe. A camada de ozônio, se não estou enganado, é criada pela choque do campo magnético do planeta com o vento solar. Com o campo magnético tão longe do planeta isso não ocorreria (pelo menos não seria significativo). E esta camada é importante por filtrar alguns raios UV.

        1. Sim, radiação UV continuaria sendo um problema em Marte. O campo magnético só barra prótons e elétrons. Mas o mesmo vale para a Terra. O campo magnético não barra o UV, o ozônio faz isso. E ele é resultado de termos bastante O2 atmosférico. Se quisermos camada de ozônio em Marte, teremos de encher a atmosfera de O2. Não é má ideia, mas não é simples também.

    2. Almir, quando eu estava na faculdade (lá pelo início dos anos 90) fizemos um exercício de desenvolvimento de um projeto pra viajar entre Terra e Marte, e uma solução que imaginamos para proteger as pessoas que fariam a viagem era exatamente a geração de um campo magnético na própria espaçonave, não lembro qual era a intensidade ou o tamanho do campo, mas lembro que a turma que calculou chegou à conclusão que um reator nuclear de submarino dava conta do recado…

  31. Moldar o ambiente às nossas necessidades faz parte da natureza humana. Como, até agora, não existe indicação de vida no planeta, não existiriam questões éticas envolvidas. A questão está na aplicação de recursos para isto. Enquanto não ocuparmos a Lua, os custos para a colonização de Marte serão inviáveis. E investir recursos somente para deixa-lo mais quente sem uma finalidade prática …

  32. Olá Salvador, bom dia!
    Talvez não sejas ainda um Jim Green, mas gostamos muito de você mesmo assim.
    considerando que esse campo magnético vai se expandir em todas as direções, não há a hipótese, mesmo remota de que possa superar os mais de 200 milhões de km (sabemos que pode ser menos), na contra mão e atingir, a terrinha de alguma forma?

    1. Não teria como. O campo só é soprado para longe pelo vento solar, na região frontal estaria bem contido, e para trás só tem o Sistema Solar exterior…

  33. Concordo com você Aldo,
    Só Jesus é o caminho a verdade e a vida.
    Quanto ao Salvador Nogueira, ele pode ir a Marte, Deus dá o livre direito de escolha a ele,
    mas Deus só não garante que lá ele possa viver, os riscos fica com quem quis ir.

    1. Deus, a rigor, não garante a segurança de ninguém nem na Terra. Por isso temos polícia, hospital, médico… numa tentativa de mitigar os riscos inerentes à existência, em qualquer lugar do Universo.

        1. Não diria isso. Mas que muita gente comete crime de estelionato em nome dele, para não mencionar coisas ainda mais bárbaras, é verdade.

          1. Esse era a ideia underlying no meu comentario. Deus nao existe e os homens comentem seus crimes usando o barbudo como desculpa

          2. Heheh, você tá de zoeira, né? Já respondi uma do Sócrates na boa vontade, mas essa… rs

      1. Imaginem só, o Salvador tá lá de boa em Marte, plantando batatas para sobreviver.
        Quando houve a campainha tocar.

        Ele então veste o seu traje espacial, despressuriza a cabine e abre a comporta. Do lado de fora, duas testemunhas de Jeová.

        Oi, você quer ouvir a palavra de Deus?

        1. Sócrates (o filósofo, não o doutor!) disse isso. O método socrático consiste em questionar até demonstrar a ignorância. É bem parecido com o método científico, no sentido de que, a cada resposta, abrem-se novas perguntas. Só que o Sócrates preferiu olhar o copo meio vazio — ao chegar a uma pergunta cuja resposta desconhece, conclui que nada sabe. Eu prefiro olhar o copo meio cheio — ao chegar a uma pergunta cuja resposta desconhecemos, quantas perguntas fomos capazes de responder no caminho até lá? 🙂

  34. Acredito que possa funcionar! Acredito que tudo que o homem imagina e sonha um dia se tornará realidade! Mas Salva, não estão sendo muito prepotentes pra pensar em algo tão grandioso? Mesmo conseguindo colocar o satélite no L1 e o mesmo funcionando, quanto tempo seria necessário para a atmosfera ganhar pressão naturalmente? Não daria pra dar um “empurrãozinho” nesse ganho de pressão?
    Abraços admiro muito seu blog e seu trabalho!

    1. Daria para usar outras estratégicas clássicas de terraformação. Elon Musk sugeriu detonar umas bombas atômicas sobre as calotas pra sublimar o gelo. São uma boa ideia? Uma das coisas que esse estudo mostra são as deficiências dos modelos marcianos. Então, não sabemos. Precisamos melhorar os modelos, para ter a certeza de que estamos no caminho certo. Esse é o passo zero.

  35. eu gostaria de aprender mais sobre temas tão relevantes. sobre marte, uma coisa é certa Marte tem um papel fundamental no equilíbrio .do sistema solar, vamos supor que Marte desapareceria . como seria o sistema solar? sofreria alterações?………….KAKKKKKKKKKKKKKKKKK

    1. Acho que ninguém sentiria muita falta, não. Marte é o segundo planeta mais “levinho” do Sistema Solar.

    2. Marte nem tanto, agora Jupiter esse sim poderia ser catastrofico para nós, sem ele receberíamos algumas “pedrinhas” a mais por aqui. rsrs

  36. Fala Salvador, te acompanho aqui e no YouTube, assim como Sacani. Acredito que devemos sim tomar as rédeas das coisas, por mim poderia já começar a implantar uma ideia dessa pra ontem, essa é a função das nossas agências espaciais! Vi muita gente falar: “Ai nem resolvemos a Terra, porque pensar em Marte”, gente, temos que pensar sim nos nosso problemas, mas deixem as agências espaciais fazerem os trabalhos dela, uma exploração nesse nível deve fazer a gente, por exemplo: uma língua universal para a humanidade (indico Esperanto, sem nacionalidade, sem eliminar sua cultura original), uma moeda universal (na mesma pegada do Esperanto, usar o bitcoin) e depois começar resolver nossos problemas básicos de convívio! Abraços Salvador, espero que essa ideia da magnetosfera seja colocada em prática logo menos!

    1. Fala, Carlos! Obrigado pela audiência! O que muita gente não se liga é que resolver os problemas da Terra *passa* por explorar o esapço. Há muita riqueza e muito conhecimento a ser adquirido lá fora que pode nos ajudar aqui.

  37. “Como eu disse antes, o Sistema Solar é nosso. Vamos tomá-lo. E isso, claro, inclui Marte. E, para humanos explorarem Marte, precisaremos de um ambiente melhor.”. Lembra o filme O dia em que a terra parou, quando a secretária de estado diz para o Klatu, nosso planeta. Putss, seres humanos não prestam

  38. Vejo a tecnologia espacial muito importante, mas… vamos devagar, existem problemas terríveis no nosso planeta que não sustentará esses projetos enquanto não houver união mundial em torno dele. Acabar com a violência, fome, falta de moradia, educação e saúde do povo e investir na medicina preventiva, esportes e emprego sustentável com uma previdência qualitativa e distributiva a nível mundial, aí sim haverá escala para fomentar esse desenvolvimento espacial robusto com a participação de toda a população mundial no investimento e resultado dessa odisseia.

    1. Parece-me que estamos no caminho já para resolver o problema da fome. Hoje, proporcionalmente ao tamanho da população, temo menos fome do que em qualquer época da história. O principal entrave a uma solução definitiva, como eu disse em outro comentário, é a corrupção, sobretudo nos países africanos. Mas a gente chega lá.

    2. No seu comentário: “Acabar com a violência, fome, falta de moradia, educação e saúde do povo e investir na medicina preventiva, esportes e emprego sustentável com uma previdência qualitativa e distributiva a nível mundial (…)”

      Todas as situações apontadas acima são muito importantes, e devem ser resolvidas, por órgãos e agências específicas dos governos, porém nenhuma dessas atribuições é de responsabilidade de uma agência espacial, que está fazendo muito bem o seu papel.

  39. opinião……seria maravilhoso ..se por meio da ciencia comseguissemos povoar outros planetas mas devido as nossas tecnologia não vejo posibilidades?? …mas eu tenho uma proposta melhor a biblia fala de um novo mundo chamado ceu e muito simples o rei que nele habita oferece de graça uma morada eterna nesse planeta celestial mas o ser humano ele quer o mais dificil e improvavel que isso aconteça quem crer o for fiel sera salvo e ira habitar nesse novo ceu e nova terra crendo em Jesus cristo como seu salvador ………a n la ja existe uma cidade toda feita de ouro e pedras preciosas …creia somente e iras morar na nova jerusalem celestial

    1. Sabe Aldo, o paradoxo é que estudam viabilizar um escudo magnético em marte sem perguntar ao dono da propriedade se pode fazer isso, e mais, se a terra tem um quem foi que fez?

      1. Marte tem dono? Essa é uma boa pergunta, na verdade. Green parte do pressuposto de que o Sistema Solar é nosso. É? Quis provocar essa discussão aqui.

        Sobre a magnetosfera da Terra, quem fez foi o núcleo externo de ferro líquido em rotação, agindo como um dínamo. 😉

          1. O núcleo é dividido em duas partes, o interno (no centro) e o externo (que faz interface com o manto).

      2. O dono de Marte é quem tiver recursos e tecnologia pra se instalar lá ! O grupo que tiver mais cientistas e engenheiros capazes e dispostos a trabalhar em torno do mesmo objetivo.
        Lógico que se ao invés de estudar física e outras ciências, o sujeito for estudar só a Bíblia o único lugar fora da terra que ele vai visitar é (questionavelmente) o “céu”.
        Opinião : Como Marte existe de verdade,(posso ver ele sem precisar de “inspiração divina” e sem ter que acreditar em nada) aposto mais em visitar Marte do que um lugar que nunca ninguém conseguiu fotografar.

    2. Em que essa “proposta” seria melhor, na verdade? Pensei que dinheiro não tivesse valor no “céu”, então pra que uma cidade feita de ouro e pedras preciosas?

      Eu já vi Marte, já vi estudos, medições, etc, etc…já o “céu”…

    3. Deus não existe e a Bíblia é uma farsa. Jesus nunca existiu, ele foi copiado dos egípcios e babilônios. Enganou-se de blog? Ou veio aqui para colocar terror na cabeça de quem tem medos e dúvidas?

    4. Acreditar nessa cidade de ouro e pedras preciosas não tem nenhuma diferença do paraíso com 70 virgens dos xiitas fundamentalistas que se explodem por aí.

      Mas tenho certeza que você os considera pecadores e indignos do seu céu e de seu deus.

      Como aceitar religiões se elas colocam essas imbecilidades na cabeça de seus fiéis? Como aceitar religiosos se eles aceitam ser tangidos desta forma? E ainda pagam o dízimo?

  40. Tive uma ideia “inovadora”!
    Que tal usarmos todo esse conhecimento cientifico,
    todo dinheiro,
    tempo,
    para criar condições de vida na terra?!!?
    Africanos que passam fome,
    latino americanos tendo que destruir florestas,
    asiáticos…e por ai vai…que tal a ideia?

    1. As condições de vida na Terra já são excelentes. O que precisamos é acabar com a corrupção — com mais urgência nos países africanos, que são miseráveis por conta disso. Mas não serão os cientistas planetários e astrônomos a resolver esse problema, então você está fazendo a cobrança no blog errado.

      1. Excelente resposta, Salvador. Acrescente-se que quando uma região do nosso planeta melhora sua qualidade de vida, outra região envia seus miseráveis em vez de procurar melhor suas políticas. E quem melhorou com seus esforços ainda tem que aturar acusações de não querer contribuir para um mundo melhor quando tenta preservar suas conquistas.

    2. Ótimo, comecemos por voce!
      Doe seu tempo e dinheiro para os miseráveis e talvez outros sigam seu caminho.
      Se nao, pare de palhacada e hipocrisia.

    3. Sim! Usamos todo o dinheiro pra financiar campanhas políticas aqui na Terra, aí temos um evento de extição global e todo mundo na Terra morre. E acabou a humanidade porque alguém teve a brilhante idéia de gastar o dinheiro tentando acabar com os efeitos de um problema que é basicamente de gestão e de cultura sem agir na fonte..
      Mas, não seria mais inteligente criar um programa global de colonização de Marte, onde teríamos dezenas de institutos de pesquisa, universidades e fábricas empregando pessoas do mundo todo num esforço global ? Se colocarmos esses mesmos institutos de pesquisa, fábricas e universidades não só na África, mas em lugares como o Brasil e Índia também resolvemos os dois problemas não é mesmo ?

  41. Fantástica matéria Salvador.
    Qual seria o tamanho desta estrutura? Fiquei aqui pensando em algo colossal rsrsrs.Abraço.

    1. Acho que não seria tão grande, não. O campo magnético precisa ser grande, mas não o aparelho em si.

      1. Um array de ressonâncias magnéticas espaciais? Temos equipamentos hoje em dia aptos a produzir campos magnéticos de 5T.

        1. A declaração do Green me faz pensar que eles já avançaram alguma coisa em termos de cálculos práticos — computando massa transportável e energia colhida por paineis solares — para mencionar o valor de 0,2 T. Mas, claro, temos hoje ímãs supercondutores mais poderosos que isso. Vá ver os que operam no LHC! 🙂

    1. Quando os climatologistas falam em salvar a Terra e sugerem o corte das emissões de gases-estufa, muita gente reclama e diz qué o custo é alto demais… 😉

  42. A preservação das espécies aqui do nosso já condenado planeta Terra parece estar determinado para acontecer, em primeira instância, em alguma lua de Júpiter. Como serão essas luas daqui a 700 milhões de anos, quando a Terra virar uma sucursal do inferno, Salvador?

    1. Acho que não serão muito diferentes de hoje em dia. E lá há pouca oportunidade para fotossíntese e, portanto, para metabolismos movidos a oxigênio. Marte ainda parece uma opção muito melhor para colonização — sem falar que Europa tem uma chance muito maior de ter vida nativa.

  43. Após saber da teoria de que foi o fim do campo magnético que acabou com a atmosfera de Marte, nos colocamos a pensar se isto poderia ou não acontecer com a Terra no futuro, sei lá, entre 500.000 e 1.000.000 de anos. Mas de acordo com estes cientistas, este problema estaria resolvido, pois se nos dias atuais já se consegue imaginar como proteger Marte, com certeza com a tecnologia do futuro a Terra estará bem protegida, e isto não seria o fim da vida no nosso planeta, será que podemos pensar assim?

    1. Até podemos. Mas, como o texto indica, nosso principal problema não será o fim do campo magnético terrestre, que deve durar mais uns bilhões de anoa, mas o paulatino aquecimento do Sol. Contra esse, os remédios possíveis são bem mais complexos (desviar ocasionalmente um cometa de raspão pela Terra para que sua gravidade eleve suavemente a órbita so planeta em torno do Sol).

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