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Salvador Nogueira é jornalista de ciência e autor de 11 livros

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Astronomia: O clima em Proxima b

Por Salvador Nogueira

Modelo consagrado em estudos do aquecimento global ajuda a entender clima de Proxima b

IPCC ESPACIAL
A conspiração chinesa da mudança climática, denunciada enfaticamente pelo presidente Donald Trump, chega ao espaço interestelar. Cientistas estão usando um dos modelos mais consagrados de investigação do aquecimento global para estudar como deve ser o clima em Proxima b, o exoplaneta mais próximo do Sistema Solar.

PLANETA É PLANETA
O trabalho foi liderado por Ian Boutle, do Escritório de Meteorologia do Reino Unido, em parceria com pesquisadores da Universidade de Exeter. Eles usaram o Met Office Unified Model, um modelo climático completo de circulação global, para investigar a possibilidade de Proxima b ser de fato habitável.

A VIZINHA
O planeta orbita a estrela Proxima Centauri, a 4,2 anos-luz de distância. Com massa 30% maior que a da Terra, ele completa uma translação em apenas 11 dias. Mas sua estrela-mãe é uma anã vermelha, menor que o Sol, o que o deixa exatamente na zona habitável do sistema _a posição orbital ideal para a presença de água líquida na superfície.

SEM CLIMA
Estar no lugar certo, contudo, é só o começo. Para que possam existir lagos, rios e oceanos em Proxima b, o clima também tem de cooperar. Foi isso que os cientistas investigaram. Eles ajustaram o modelo original com os parâmetros do exoplaneta, e rodaram várias simulações, com atmosfera similar à da Terra e com uma versão alternativa só de nitrogênio e gás carbônico.

1:1 ou 3:2
Outro parâmetro que variou foi a rotação do planeta. Eles investigaram tanto um modelo com trava gravitacional, em que a rotação acompanha a translação, como um com um padrão de três rotações para duas translações, como o de Mercúrio no Sistema Solar. Também variaram o grau de achatamento da elipse que descreve a órbita do planeta.

AS ÁGUAS VÃO ROLAR
Em todos os casos, o planeta de fato se mostrou capaz de preservar água na superfície. Mas as regiões habitáveis são maiores nos casos sem trava gravitacional e com achatamento orbital maior. O estudo foi publicado no periódico “Astronomy & Astrophysics”.

A coluna “Astronomia” é publicada às segundas-feiras, na Folha Ilustrada.

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