Sapiens compartilhou a Terra com outras espécies humanas no passado recente, diz antropólogo

Salvador Nogueira

Apenas 30 mil anos atrás — um piscar de olhos do ponto de vista evolutivo –, falar em espécie humana imediatamente traria uma outra pergunta: qual das espécies humanas? De acordo com o antropólogo evolutivo Walter Neves, da Universidade de São Paulo, a situação atual, em que só há um tipo de humano no planeta inteiro, o Homo sapiens, é um ponto completamente fora da curva na nossa linhagem evolutiva.

“Esse negócio de ter só uma espécie [humana] no planeta — nós, infelizmente — é de 30 mil anos para cá”, disse Neves ao Mensageiro Sideral. “É uma exceção absoluta à evolução da linhagem humana. Há 30 mil anos — só 30 mil, não é nada — nós tínhamos no planeta: Homo sapiens, Homo neanderthalensis, Homo erectus, denisovanos, Homo floresiensis e talvez algum resquício de Homo heidelbergensis. Então, essa coisa de ter só uma espécie humana no planeta no mesmo momento é uma exceção.”

Todas essas espécies humanas do passado tiveram grande sucesso evolutivo, e algumas delas até fazem com que o Homo sapiens não pareça grande coisa. Se por um lado os mais antigos fósseis do ser humano moderno têm cerca de 200 mil anos, por outro lado sabemos que os Homo erectus existiram na Terra por mais de 1 milhão de anos. Ainda temos que comer muito feijão com arroz para quebrar esse recorde de sobrevivência, e há quem duvide que Kim Jong-un e Donald Trump estejam a fim de permitir que a gente chegue lá. (Em tempo: o Mensageiro Sideral é otimista a esse respeito.)

De toda forma, uma dos traços marcantes da evolução humana é o crescente aumento do cérebro e da inteligência. Por que isso aconteceu? Segundo Neves, o resultado não é tão inesperado.

“Existem algumas estruturas que, quando surgem, trazem grande adaptabilidade ao organismo. Um exemplo disso são os olhos. A estrutura ‘olho’ surgiu 40 vezes de forma independente na evolução. Por quê? Oras, você conseguir enxergar ao seu redor tudo que está acontecendo, principalmente a presença de predadores, dá uma grande adaptabilidade”, afirma.

Para o antropológo evolutivo, o surgimento do cérebro mais avantajado e uma inteligência mais sofisticada entram nessa categoria. “Inteligência é uma dessas coisas que traz grande adaptabilidade, não só porque isso permite você viver e manejar contextos sociais mais complexos, manejar tudo que está acontecendo em volta e inclusive arrumar soluções tecnológicas”, diz Neves.

E essa tendência não estaria limitada à linhagem humana, segundo o pesquisador. “Parece que há outros exemplos na linhagem de mamíferos onde você vê também um aumento, não tão exagerado quanto o nosso, do tamanho do cérebro ao longo do tempo. E se forças seletivas ambientais existirem e existir variabilidade na população para isso, provavelmente é um traço que vai ser fixado pela seleção natural. Então eu acho que [a nossa inteligência] não é simplesmente obra de deriva genética. Eu acho que de fato você tem uma seleção para adaptabilidade.”

Isso, é claro, interessa diretamente a quem se pergunta sobre a possibilidade de haver vida inteligente fora da Terra. Mesmo que haja condições adequadas para a evolução biológica em outros planetas, ainda há grande incerteza sobre a probabilidade de evolução de civilizações tecnológicas como a nossa lá fora justamente porque, ao menos na história da Terra, o surgimento de tecnologia sofisticada foi um fenômeno até agora restrito a uma única linhagem — a nossa –, em cerca de 4 bilhões de anos de evolução. Não é decerto algo tão comum quanto “olhos”, mas pode também não ser puramente um acidente evolutivo.

Confira a seguir a entrevista completa com Walter Neves, em que ele comenta, entre outras coisas, a descoberta recente de fósseis ancestrais do Homo sapiens com 300 mil anos em Marrocos e os progressos da compreensão que os antropólogos têm da evolução humana, em mais um episódio da série CONEXÃO SIDERAL.

Para ver episódios anteriores da série, clique aqui.

E uma dica para quem se interessa para valer por este assunto: a reportagem de capa da edição de agosto da revista “Superinteressante”, que já está nas bancas, é justamente sobre a saga da evolução humana. Assinada por este escriba, ela vai além do breve resumo da evolução biológica que abre o best-seller “Sapiens”, do historiador Yuval Harari, e aborda os mais novos achados de fósseis — dentre eles os ancestrais humanos de 300 mil anos de Marrocos –, bem como as mais recentes evidências genéticas — a exemplo do sequenciamento do genoma de neandertais e denisovanos –, para apresentar a noção de que o Homo sapiens não é o resultado de uma simplória escadinha evolutiva, mas sim fruto de um longo processo de miscigenação e convívio de diferentes espécies humanas ao longo dos últimos milhões de anos.

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Comentários

  1. SEM MAIORES PALAVRAS, EXCELENTE ENTREVISTA DE UM ASSUNTO FASCINANTE QUE ACOMPANHO DESDE A INFÂNCIA. PARABÉNS

  2. Salva, eu tentei expressar a minha ideia de que esta conta não fecha.
    Para você parece sem sentido?
    então me conta ai; como você pensa ,qual tua fórmula para que esta conta possa fechar?
    Como pode se extinguirem varias sub-espécimes de hominídeos e outras não, se elas compartilharam no mesmo espaço tempo,como diz o entrevistado.
    e olha que isso não tem tanto tempo assim!
    Para onde elas foram ou se foram?

    1. Não entendo onde você não entende isso. Se todos os ursos polares morrerem e eles forem extintos, como está acontecendo, e os ursos pardos ficarem, você vê isso como uma coisa impossível? 😛

      1. Digamos no exemplo extremo, Os Ursos polares vivem isolados, A tua extinção se da por fatores Artificiais, Caçados pelo homem.
        Basta investigar nos ursos pardos, se existe traços genético dos Ursos polares. mas na maioria dos ursos acredito que deva haver traço de outra raça na mistura, mesmo que em minoria.
        No minimo diante de tua lógica, haveria racismo e eles estiveram caçados em específico e viveram em um continente isolado, onde não havia outras espécimes adaptadas.o que acho pouco provável.
        Sabemos que pela capacidade de adaptação do homem, estas possibilidades estão quase nulas.
        a questão esta ? onde esta os gens destes extintos no homem moderno?, ou como a evolução do homem moderno anula estes gens extintos?
        ou realmente eles se extinguiram antes de transmitirem teus gens?

        1. Ursos pardos e polares são primos. Os primeiros se adaptaram para viver em floresta, os segundos para viver no gelo. Os ursos polares não está se extinguindo por caça. Estão se extinguindo porque o planeta está esquentando e agora tem menos gelo para eles viverem. Seu principal alimento era pegar foca por buracos no gelo. Sem gelo, estão tendo de ir para a terra firme, e aí a adaptação deles para esse novo terreno é bem pior. É isso que os está levando à extinção.

          Da mesma forma, humanos de diferentes espécies podem ter sido extintos por mudanças ambientais — ou simplesmente por perderem a competição por recursos escassos com os sapiens. Não precisa ser só na pancadaria. (Embora, claro, sapiens sejam especialistas em extinguir espécies na base da pancada.)

          1. Sem querer prolongar mais , respeito teu ponto de vista, mas parece esta faltando números, exponenciais, variáveis, constantes nestes teus cálculos.
            Eu levo o pensamento para o lado do programador, uma sequência de cromossomos que esticado daria para ir em plutão, não se produziria aos poucos, imagina que a cada milhões de anos se inseriria 300 milhões de quilômetros, teria que ter uma inserção muito perfeita, imagina cada tempo você acrescentar sem destruir outro código e imagina que adaptação teria códigos gerados a 300 milhões de anos, a receber códigos da novas era!
            eu particularmente creio que não haveria compatibilidade, nem física nem matemática.
            Creio que as espécimes estão pré-programadas a mutações, devido a fatores de alimentação(proteínas).
            Possa esta que o processo seletivo se de ate por fatores alimentares, já que espécimes que se alimentam das mesmas proteínas terão mutações em comum , o que os tornaram passiveis de hibridação genética por reprodução sexuada ou não no caso das espécimes asexuadas.
            Os homens sapiens provável que esteja um hominídeo hibrido.
            E outras espécimes não se extinguíram, apenas se transformaram em homo sapiens híbridos por terem a mesma proteína como alimentação .
            dai se multado quando liberando o código genético da tripla hélice pré-programada para se multar para espécime homem sapiens, e os neandertais como outras espécimes, estejam dentro de nós, guardados em uma das tripla hélice, num destes espaços do cromossomos ,entre a terra e plutão.

          2. Você leva o pensamento pro lado da loucura.

            E na verdade, se você esticasse todo o DNA do genoma humano, daria uma fita de 3 metros, não uma até Plutão. (O que daria uma fita além de Plutão seria multiplicar um único genoma por todas as células que você tem no seu corpo, estimadas em 10 trilhões. Aí teríamos 30 trilhões de metros, ou 30 bilhões de km (cerca de 200 UA, ou umas 5 vezes a distância até Plutão). Mas é tudo figurinha repetida. E veja como a natureza não tem dificuldade alguma em fabricar DNA de montão. Seu corpo sai de 3 metros a 30 bilhões de km de DNA em menos de 20 anos. 😛

          3. Os quilômetros que coloquei ai, pode estar substituídos por 3 bilhões de seqüências elevadas ao exponencial(das x diferentes seqüências NANDx X) de dois metros, se levando em conta que a partir da descoberta da tripla hélice as 3 bilhões de seqüências estão elevadas exponencial de sistema de exceção (NANDx X).
            O raciocínio lógico da complexidade daria o mesmo, em relação a dificuldade de se montar aos poucos(forma periódica) toda complexidade destas seqüências; e não de uma vez só; já que estão mais de 3 bilhões de seqüências exponenciadas a não sei qual Nand x fator , existindo em 160 tipos e sub-tipos de células diferenciadas , dai a concepção dos os 97% dos genes inativos , se modifica na medida de que descoberta da tríplice hélice , insere a um x exponencial seqüencial, como o regime de exceção (lógica do NAND)ainda não calculados.
            A acredito que no final do cálculo para conversão de medida espacial, entenderemos que poderíamos chegar ate final da nuvem de Ootz, se emendássemos todas as(3 bilhões ^ Nand x) diferentes seqüências de dois metros x X, dentre as 160 tipos e sub-tipos diferentes de células(^ exponênciadas a lógica NAnd x
            dentre todas as( 3 bilhões ) de células do organismo X que formam o corpo.
            Entendendo que cada célula, dentre teus diferentes tipos células, sincronizam com teu próprio tipo de sub-genes(sub-sequências), a fator liberação de genes e de mutação, dentre os (3bilhões)=2AND)^NANDxX possíveis e a formação do organismo esta ainda mais complexo do que se imagina.

  3. Salva, você teria algum link para quem deseja se aprofundar mais na afirmacao “A estrutura ‘olho’ surgiu 40 vezes de forma independente na evolução”?

    Abraços e parabéns pelo blog mais uma vez!

    1. Moacir, acho que esse número é uma estimativa. A Wikipedia fala em 50 e 100, e indica como referência este livro:
      Land, M.F. and Nilsson, D.-E., Animal Eyes, Oxford University Press, Oxford (2002)

      Provavelmente será a melhor fonte a respeito. Mas a afirmação do prof. Walter não me espantou em nada. Temos toneladas de evidências de evolução convergente. Pegue asas, por exemplo. Surgiram pelo menos três vezes: pterossauros foram os primeiros, depois as aves (ou dinossauros, como queira) e por último os mamíferos (morcegos). A mesma coisa para nadadeiras típicas de tubarões e golfinhos, que apareceram em peixes, depois em répteis e depois em mamíferos. Quando o problema é muito específico, a natureza acaba tropeçando na mesma solução diversas vezes, que é fixada pela seleção natural.

      No caso dos “olhos” (e ele meio que dá a entender essas aspas, que seriam para indicar que “olho” seria órgão sensorial para detectar radiação eletromagnética, não necessariamente um olho com forma de olho, como os da maioria dos animais), como disse o prof. Walter, a vantagem é tão óbvia que deve mesmo ter sido a resposta evolutiva em muitos contextos diferentes.

      Abraço!

  4. Oi Salvador! Acho que essa foi, de longe, a melhor entrevista que você já fez! Ótima abordagem, ótima discussão! Eu fui aluna do Walter Neves em Biologia Evolutiva, e ver esse vídeo me deu saudades das ótimas aulas (o curso dele era bem básico, para alunos do primeiro semestre, e no entanto foi uma das disciplinas mais bem dadas que eu tive na vida, uma qualidade que vai servir de referência sempre), que eram basicamente uma discussão entre ele e os alunos. Muito obrigada por divulgar materiais assim no seu blog e no seu canal do YouTube, todas as pessoas interessadas deveriam ter acesso a conhecimento de qualidade e seu trabalho de divulgação científica é uma grande ajuda, acredite. Aproveito para deixar uma saudação ao Walter Neves, que ele saiba que é sempre lembrado com carinho, e que é lembrado com frequência porque querer saber sobre evolução humana se tornou um hobby para mim graças às aulas com ele.

    1. Não sei se foi “de longe, a melhor entrevista” que eu já fiz (tenho carinho por muitas delas), mas o prof. Walter é realmente excelente. 🙂

  5. Boa tarde Salvador, posso fazer uma pergunta bem offtopic? Seguinte, vi em algum post seu que os planetas no sistema solar estão num mesmo plano devido a poeira em volta da estrela que da origem a eles. E olhando o todo do Universo? Tem alguns sistemas que possuem a rota dos planetas alinhadas com a Terra, o que nos permite ver quando passam na frente de sua estrela e outros não. A via lactea, por exemplo, é uma espiral, mas um observador beeeeeem afastado do universo, olhando o todo (ignorando que nem todo ele seria observavel), o Universo também está em um plano, ou se expandiu para todo lado a partir do BIG BANG sem nenhum padrão?

  6. Para algumas “estrelas” desrespeitosas que costumam escrever asneiras em sua página, Salvador, chame o Ross Geller para respondê-los. É mais apropriado.

  7. Que alienígenas do passado ? Para de acreditar nas bobagens desses picaretas que escrevem um monte de lixo sobre deuses-astrounautas para vender livro.

    Você realmente acredita que alienígenas que conseguem viajar pela galaxia, vieram aqui na terra para ficar construindo piramides e fazer desenhos engraçados no chão ???

    1. Ei, ei, não sei para quem você está dizendo isso, mas eu não sou fã dos deuses-astronautas. rs

      1. Foi mal, saiu no lugar errado. Estava respondendo para aquele fã numero 1 de nibiru, Zecharia Sitchin e cia.

        1. Eles viajam até o nosso planeta para levantar pedras, dar umas “pegas” nas Sapiens e..
          depois somem por x… mil anos.
          Daí, voltam para amassar plantações, aparecer nas varandas de velhinhas em Minas Gerais, pegar(abduzir) uma mulherada que dói só de ver nas fotos, chupar cabra,…etc…
          E um bando de idiotas ainda acredita nisso! – Faça me o favor!
          Vão trabalhar para pagar o ar que respiram.

    2. Não podemos aceitar tudo que lemos, muitas coisas realmente são difíceis de aceitar, outras até podemos conversar, mas uma coisa eles estão ajudando, isso não podemos negar.
      Acho que hoje em dia as pessoas estão aceitando mais a ideia de vida fora da Terra, talvez por causa destes escritores, ufologistas e alguns videos na internet,KKk , vcs não acham?

      1. Eu não vejo vantagem (ou desvantagem) de aceitarem ou não a ideia de vida na Terra. A rigor, sem evidências pró ou contra, cada um pode acreditar no que quiser. Mas acho, por outro lado, extremamente danoso que as pessoas acreditem que os egípcios eram incapazes de construir pirâmides sozinhos ou que cada civilização antiga precisava de ETs até para limpar a bunda. Também acho danosa a ideia de que os ETs virão nos salvar de nós mesmos. Temos de tomar nossos problemas nas mãos (como fizeram os egípcios com as pirâmides, by the way) e resolvê-los nós mesmos.

      2. Pelo contrário, o ceticismo toma conta da sociedade. Este blog é um exemplo. Num passado não muito distante, Salvador era um entusiasta da existência de vida fora da Terra. Hoje, depois de vários alarmes falsos e eloquentes observações que deixam clara a grande dificuldade de se encontrar um equilíbrio químico que torne a vida sustentável, ele tomou uma postura muito mais realista e muito mais conservadora.

        1. Continuo sendo um entusiasta da existência de vida fora da Terra. Mas sou um entusiasta do São Paulo também, que corre sério risco de rebaixamento. Não confundo entusiasmo com os fatos objetivos. Você, por outro lado, é bem diferente. Afirma categoricamente a inexistência de vida fora da Terra (ou melhor, afirmava, já deu uma baixada de bola recentemente) baseado apenas no seu “entusiasmo” por uma leitura particular de uma religião particular, sem se importar com os fatos objetivos (que, no momento, obviamente deixam a questão em aberto, impedindo respostas categóricas).

          1. Este é um método recorrente do Apolinário. Ele põe pensamentos em sua cabeça e palavras em sua boca.

        2. Ei, Salvador, já que fizeste o embate com o Gevaerd, por que não convidar o Apolinário pra um debate sobre evolução? Não muito tempo li que ele estaria lançando um livro, parece que ele já estuda há tempos o assunto, que tal?

          1. Nah, o livro dele, se não for mais uma ficção do cara, seria sobre sábios medievais, nada a ver com evolução. E outra: quem é ele? Para todos os efeitos práticos, é só um troll da internet… o Gevaerd pelo menos tem nome, sobrenome e edita uma revista de ufologia para falar daquele assunto em particular.

        3. Esta acontecendo exatamente o contrário, quanto mais a ciência anda, mais evidente fica que existe vida lá fora. O universo é grande demais, o nosso quintal que é o sistema solar nem arranhamos e mesmo assim, com o pouco que temos, já vislumbramos que mais cedo ou mais tarde vamos encontrar vida em outros lugares. Para os cientistas será uma grande descoberta, uma nova janela para a humanidade. Para os religiosos que tem uma fé honesta, será motivo para glorificar mais ainda o Deus da vida. Para quem torce pela vida será motivo de grande alegria… mas para quem prefere um universo morto e estéril, será motivo de choro e ranger dos dentes.

  8. Salvador, e aí? Ocorreu convivencia nessa evolução de espécies? De que tipo? Subserviencia….escravidão? Algo semelhante entre darmos de cara com um alienígena mais (ou menos) evoluído que nós…

    1. Salvador, delete minhas duvidas; a analogia coiote-lobo é suficiente. Parabens pela condução do programa, das entrevistas, etc. “O importante é gerar boas perguntas!”

    2. Não sabemos. Mas tem uma coisa curiosa. A miscigenação entre sapiens e neandertais foi predominantemente de machos neandertais e fêmeas sapiens (sabem disso porque no DNA mitocondrial, que é passado de mãe para filha, não parece ter tido mistura). Normalmente, quando um povo é dominado pelo outro, a miscigenação se dá entre os machos do dominante e as fêmeas do dominado. Esse resultado genético dá o que pensar, portanto… 😛

      1. Mas então a teoria da evolução estaria errada. Se os dominadores fossem os neandertais, por quê só os sapiens sobreviveram?

        1. Teoria da evolução não tem nada a ver com isso, pelamor.
          Mas há aí um mistério: porque somos sapiens e não neandertais?
          A resposta pode estar nos números. Talvez os sapiens fossem mais numerosos. Ou pode estar num viés — a linhagem que sobreviveu por coincidência tinha uma relação atípica, que envolveu neandertal homem e sapiens mulher. Ou pode ainda significar que os sapiens dessa história eram matriarcados — a mulher era a dominante. Ou pode indicar que temos dados incompletos.
          De todo jeito, é uma coisa intrigante.

          1. Naquela época, as comunidades deveriam ser em número bem pequeno. Então, acredito que a disputa por recursos era decisiva pela sobrevivência. Acho que o fator decisivo foi a inteligência mesmo que se sobrepôs a maior força bruta dos neandertais.

          2. Pode ser, mas eu não descartaria os neandertais como brutos tão depressa. Há evidências de cultura material e simbolismo (como enterrar os mortos) entre eles. Lembro de um caso emblemático, de vários anos atrás, de um fóssil estudado pelo português João Zilhão que era o enterro de uma criança meio sapiens, meio neandertal. Na época, a interpretação era controversa. Hoje, parece bem mais crível.

          3. Maria Mednikova, pesquisadora russa sobre Nenadertais, com seus braços de popeye:

            Neanderthal females weren’t delicate creatures either.
            Mednikova and her colleagues believe that “compared to anatomically modern humans, (both male and female Neanderthals) had a larger muscle mass and experienced a higher loading on the upper extremity than did Homo sapiens.” Also, “they differed from modern humans by a greater functional difference between the sexes in the use of the right arm.”

          4. Tem o paper? Ter mais massa muscular não necessariamente o coloca como mais forte. Tudo depende da funcionalidade. Veja que esquisita a frase final: uma diferença funcional maior entre os sexos do uso do braço direito. Ahn? Era pelo uso ou era genético? Que diferença funcional era essa? Tipo as do arremessadores de peso? E por que o dimorfismo entre homens e mulheres nesse aspecto? Realmente gostaria de ler mais para poder tecer comentários a respeito dessa citação em particular.

        2. Imagine um Neandertal estuprando uma mulher Sapiens, enquanto os Homo Sapiens estavam lendo Mensageiro Sideral.
          Molezinha, né ?
          Agora imagine um homo Sapiens tentando estuprar uma mulher Neandertal !
          Não teria como !
          Elas eram muito mais fortes que eles !
          A explicação pode ser tão simples assim…

          1. Isso é uma visão estereotipada. Os neandertais eram mais atarracados, mas eram menores que os sapiens e não deviam ser muito mais fortes, se é que eram alguma coisa mais fortes. Mas me ocorre agora que talvez houvesse um problema de compatibilidade para o parto. Talvez homens sapiens acasalassem com mulheres neandertais também (acho bem provável isso, na verdade, pois imaginar uma via de mão única é loucura), mas talvez por alguma razão mulheres neandertais parindo bebês parcialmente sapiens tivessem mais complicações e morressem mais no parto do que o inverso, explicando a herança genética que vemos hoje.

      2. Pois é, caríssimo e brilhante Salvador: “porquê somos sapiens e não neandertais?” Pensando bem, será mesmo que pode ser “mistério”, “numerosidade”, “viés”, “matriarcado”, oooouuuu será que é alguma “coisa” exatamente igual ao “quê”, com absoluta certeza, está acontecendo agora mesmo nesta nossa turbulenta convivência entre nós todos, “sapiens” atuais????? Explico: Estão aí os extremistas e truculentos muçulmanos, especialmente do EI querendo exterminar TODOS do Planeta que não se submeterem ás suas crenças e ideologias, invadindo, dominando, executando e exterminando os (passivos?) sapiens Homens “infiéis”, sequestrando e transformando em escravas sexuais as sápiens mulheres “infieis”, né???? Também estão aí esses terroristas fanáticos explodindo, atropelando, esfaqueando, ameaçando com sua truculência e barbarismo o Mundo, querendo IMPOR o TERROR, querendo impor pela força sua liderança, domínio, ideologia e fanatismo, querendo dominar pela sua ferocidade todos os demais “sapiens” AINDA passivos, né???? Será que os “sápiens” atuais não acabarão por reagir e, para sua sobrevivência, exterminar aos autênticos “neandertais” atuais que os ameaçam de morte????? OOOOuuuu será que os inteligentes, cultos, pacíficos e ordeiros “sápiens” atuais, passivamente e educadamente, obedecendo e acatando de forma absoluta o “politicamente correto”, permissivamente VÃO aceitarem que sejam mortos e que suas mulheres e filhas sejam transformadas pela força e truculência em “escravas sexuais” pelos atuais “neandertais”???? Será que não foi uma situação semelhante à essa que estamos presenciando ao vivo e à cores, que levou os antigos “neandertais” ao extermínio, extermínio esse que, ainda que cruel e desumano, se mostrou como única alternativa de sobrevivência aos antigos “sápiens” ???? Ou não é nada disso, caríssimo e sábio Salvador????

        1. Acho que não é nada disso, pois não consigo imaginar que sapiens e neandertais fossem muito diferentes nesse aspecto. Imaginar que, num mundo de recursos escassos e organizações na melhor das hipóteses tribais, neandertais não eram dados a esse tipo de rivalidade selvagem entre grupos diferentes é ingênuo. E, de novo, cito o fato de que neandertais enterravam seus mortos, o que indicava já algum indício de pensamento religioso de algum tipo. Então, considerando que, no aspecto de violência, sapiens e neandertais provavelmente tinham a mesma propensão, há de haver alguma outra explicação para a predominância de um sobre o outro.

          1. Eu acho que enterrar os mortos pode ser algo menos complexo do que um indício de religiosidade. No momento que a tribo passou a ser menos nômade e fixou-se, mesmo que provisoriamente, enterrar os mortos, inclusive animais, passa a ser importante pelo cheiro e pelo ataque de animais selvagens.

  9. Ah Salva, para… Por mais que você odeie Trump, dizer que também depende dele a nossa sobrevivência é de lascar, né…
    Responder alguém que: ameaça Japão, Coreia do Sul, Austrália e o resto do mundo fazendo teste nucleares e ameaçando bombardear tudo quase todo dia.
    Alguém duvida de que ele é louco e poderia muito bem vir a um dia fazer isso?

    Como se responde? Aqui tá todo mundo de acordo que guerra é algo totalmente estúpido mas, vai fazer o quê? Pedir paz enquanto ele cospe na sua cara?

    Pelo menos ele tem certeza que se fizer algo, não tem mais Coréia… E talvez seja isso que continue prevenindo que a raça humana se extermine um dia, não concorda Salva? Que outro jeito teria? Às vezes é melhor se reconfortar e nem pensar nisso, estamos perdidos mesmo…

    1. Cara, quem resolveu a parada lá e acalmou os dois lados foi a China. Seu Trump e seu Kim parecem duas crianças de sete anos trocando insultos. É patético. Aí a China olhou pra um e falou: “Se você brigar com ele, vai brigar comigo.” Virou pro outro e falou: “Se você brigar com ele, vai brigar comigo.” E pronto. Os dois sossegaram o pito. Ainda bem que tinha um adulto na conversa, né?

      1. Se a gente ignora o fato que foi com a conivência da China que a Coreia do Norte desenvolveu todo seu armamento, bomba de hidrogênio, míssil intercontinental, sem contar nos inúmeros exercícios militares e ameaças fica mesmo parecendo que é uma briga de crianças.
        Depois do Trump ter mostrado firmeza bombardeando o estado islâmico e a Síria e enviando o porta-aviões à península, até a China viu que não podia mais continuar com essa canalhice. Lembre-se eles sempre deram total suporte ao regime!

        1. A China não tem mesmo interesse em ter uma Coreia unificada e alinhada com os EUA. Quem pode culpá-la? Só os que culpam os EUA pelos embargos a Cuba… ninguém gosta de confusão no próprio quintal.

          E, me desculpe, se o Trump tivesse mostrado firmeza, teria prosseguido na investida contra o EI. Na verdade, fez só um teatrinho para fingir independência da Rússia, que evidentemente não colou, haja vista as investigações que rolam por lá sobre a promiscuidade entre a campanha dele e os russos.

          Concordo com você que a China foi conivente com a Coreia do Norte durante muito tempo. Mas não é diferente dos EUA serem coniventes com a Arábia Saudita. Toda potência tem os seus “amigos” questionáveis. A China é uma ditadura. Do ponto de vista dela, o regime norte-coreano não é absurdo. Já a situação entre EUA e Arábia Saudita é bem mais hipócrita.

  10. Parabéns Salvador, pelos conteúdos e principalmente pela paciência e delicadeza de manter os comentários com opiniões opostas àquelas que acreditamos. A liberdade de expressão é fundamental para o crescimento de qualquer sociedade, mesmo quanto se tornam um “pé no saco”.

    Ps. Na área do nome e do e-mail já estão preenchidos com o nome de “Mauricio” e seu e-mail.

  11. Achei muito interessante estes 30 mil anos… vale estudar doenças, impacto da religião, etc para tentar entender melhor. Mas a vida foi criada para se multiplicar e sim, podemos ser os responsáveis por espalhar ela pelos lugares que conhecemos.

  12. Oi Salvador,

    Ótimo post! Assunto muito interessante! Lembrei de um TED Talk que vi já há alguns anos, da Elaine Morgan sobre a “Aquatic Ape Theory”. Você já ouviu falar? Existe algum estudo recente sobre isso? Sou completamente leigo em biologia, mas na palestra ela fala de pontos que parecem fazer sentido para defender que nossos ancestrais poderiam ser uma espécie de primatas aquáticos: não termos pelo no corpo, sermos capazes de prender a respiração, etc. Existe algum interesse por essa teoria, ou ela já está descartada?
    Obrigado e parabéns pelo blog!

    1. Nunca vi isso. Soa muito maluco e sem amparo fóssil e/ou genético. Os mamíferos aquáticos (baleias e golfinhos) estão bem distantes de nós. Mas, claro, se você recuar o suficiente, todos tivemos parentes aquáticos antigos.

  13. Caríssimo Salva, boa tarde.
    Li com muito interesse a publicação feita pelo Escriba Nogueira na Superinteressante “Sapiens – uma nova história da humanidade”. É uma visão inovadora essa hipótese da miscigenação. É muito mais crível propor que através de cruzamentos sucessivos as espécies foram evoluindo de alguma forma até onde estamos. Infelizmente a escalada evolucionista é precária com relação ao tempo, onde de repente acontecemos no último segundo numa escala de bilhões de anos. A riqueza de detalhes do seu artigo é desafiadora. Me sinto na obrigação de parabenizá-lo mais uma vez e incentivá-lo para que continue nesta trilha, onde nós leitores só ganhamos com a diversidade de temas.
    Abraços

    1. Desculpe, mas está errado dizer “de repente acontecemos no último segundo”. Não acontecemos nada “de repente”, a mudança de mamíferos para primatas e desses para homo sapiens e outras espécies humanas (as verdadeiras raças diferentes) foi muito gradual. Em pequena escala de tempo (“de repente”) foi o predomínio da nossa raça e o desaparecimento das outras, apenas isso.

      E vale ressaltar que só existe hoje uma espécie humana, seja a pele do indivíduo negra, branca, oriental, indígena…

  14. O que seria do Homo Sapiens se o asteróide famoso não tivesse batido aqui e exterminado os dinossauros há 65 milhões de anos?

    1. Provavelmente não haveria Homo sapiens. Os mamíferos só dominaram a Terra e cresceram de tamanho porque os dinos saíram sem nem pedir licença.

  15. O argumento que compara a evolução dos olhos com a evolução do cérebro é enganoso e simplista. Existem espécies animais que possuem um sistema ocular muito superior ao nosso mas que, naturalmente, não desenvolveram os seus cérebros e muito menos sua inteligência. Portanto, a “adaptabilidade” não explica o formidável avanço intelectual obtido pela espécie humana em tão pouco tempo. Explicar porque apenas a nossa espécie gerou conhecimento e Ciência é uma história que ainda está por ser contada. Vai muito além de teses evolutivas…

    1. Você está confuso. Espécies tem olhos melhores porque eles foram mais úteis em seu próprio nicho. Por isso lobos ouvem melhor e enxergam pior que humanos. Para eles, que vivem, comem, caçam e dominam as florestas frias, é mais útil ter bom olfato que bom olhar. Da mesma forma, para um tiranossauro, um cérebro grande seria uma perturbação. Um gasto desnecessário de energia, porque com aquele tamanho, aquela força e aqueles dentes, ele não precisava de inteligência para ser um predador de topo da cadeia alimentar. O cérebro só fez falta quando veio o asteroide.

      Então, circunstâncias diferentes exigem adaptabilidade diferente. Nadadeiras são úteis para golfinhos, mas inúteis para bichos de terra, como nós. Nadadeiras nem sempre são a resposta; olhos nem sempre são a resposta; cérebro grande nem sempre é a resposta. Aliás, supõe-se que cérebro grande atenda a uma demanda evolutiva bem específica, pois o custo energético dele, comparado ao resto do corpo, é enorme. Só vale a pena se fizer uma grande diferença. Talvez por isso só tenhamos uma linhagem tecnológica (não uma espécie, pois neandertais, erectus e até chimpanzés têm doses razoáveis de tecnologia) na Terra.

      1. gente, de vez em quando passo aqui para ver o estado de delírio do mensageiro e seu séquito de cientolouquistas analfabetos em termodinâmica e estatística. Por estas duas verdadeiras ciências tanto a evolução sem “força motriz” consciente quanto a adaptação que muda genoma a partir de estímulos externos são PURAS FANTASIAS! superinteressante é supersuperficial …é para cientoilouquistas mesmo! enquanto houver trouxa o mensageiro e outros espertos faturam..

        1. Haja escuridão,

          Então qual é sua teoria a respeito do que vê em termos de evolução? Somos assim porque está escrito no livro? Ou terei que estudar termodinâmica e estatística a fundo para compreender?

        2. E o mais irônico é que você – supostamente – não acredita em nada do que o Salvador posta, mas continua frequentando o blog. É masoquista, mesmo. 😉

        3. “a adaptação que muda genoma a partir de estímulos externos são PURAS FANTASIAS! ”

          Nunca diga nunca… Dá uma estudada a respeito de epigenômica e depois volta aqui para corrigir a besteira que acabou de dizer… 😛

        4. Cientolouquistas analfabetos em termodinâmica e estatística? Haja luz, você é formado em física?

          1. Ah, faço questão. Demonstre aí sua sabedoria em termodinâmica e estatística. Mas quero uma aula mesmo, hein? Daquelas pra arrebentar. Quero saber tudo sobre termodinâmica — clássica e quântica. Vai. Valendo.

          2. Até agora ele não respondeu. Vai ver ele está conseguindo o diploma dele no Google. Mas se ele demorar muito vai acabar conseguindo também um PhD.

        5. Moreli é vc? Quanto tempo, saudade migo! Quanto à matéria, que decepção!! Nem uma palavrinha sobre o gene alienígena dos Astronautas Antigos, tsk, tsk… Giorgio tamo junto!!! 🙂

        6. É sempre assim! Apolinário, e depois a réplica com bug. Deveria aparecer como Apolinário versão 1.2. Assim teremos a tréplica com a versão 1.3, e assim sucessivamente, sendo que versão original é 1.0. Hehehe!

        7. Os trouxas cientolouquistas analfabetos em termodinâmica e estatística não pagam nada por suas crenças, enquanto os experts em termodinâmica e estatística, perdem no mínimo 10% !

    2. A tese do asteróide que exterminou os dinossauros é apenas isso, uma tese. Bruscas mudanças climáticas também seriam uma possível explicação. Além disso, alguns mamíferos (mesmo alguns primatas), que partilhavam o mesmo habitat que os humanos, também possuem visão e olfato superior. O fato é que o ser humano é excepcional, seu desenvolvimento intelectual mostrou-se único em toda a história terrestre conhecida. Não há como comparar os maravilhosos feitos da Ciência humana, em um espaço de tempo histórico relativamente curto, com os parcos atributos mentais de chimpanzés e gorilas.

      1. Ah para. Tem *O BURACO* do asteroide. Tem o irídio do asteroide. Tem a data de impacto do asteroide, que coincide com uma mudança brutal de clima compatível com os efeitos de um asteroide e uma extinção em massa no mesmo momento. Não se faça de idiota.

        1. Salvador,

          O Apolinário está mais cuidadoso em suas colocações (que continuam sem qualquer nexo). Isto já é fruto da pulga que o MS colocou atrás da orelha dele.

        2. E mesmo assim ainda há um monte de pesquisas que atestam falhas na teoria da extinção dos dinos.

          Por isso que não gosto da teoria da evolução, tem muito ‘achismo’ disfarçado, todo dia chega um cientista e conta uma história diferente.

          Da mesma forma que podemos prever o futuro do Sol observando os diversos estágios evolutivos de outras estrelas , a melhor maneira de se provar a teoria seria encontrando outros planetas em seus diversos estágios de evolução.

          Mas antes de começarem a me criticar, já aviso que sou a favor de todos os estudos científicos sobre o evolucionismo, mesmo porque eles são fundamentais na busca de vida fora da Terra.
          Só acho de muito arrogante afirmar ‘de pé junto’ que a evolução se deu no planeta Terra da forma como que é descrita atualmente. Seria mais sensato utilizar as palavras, ‘achamos’, ‘supomos’, etc.

          1. Cara, deixa eu te explicar: a teoria da evolução não explica a extinção dos dinos, tá? São duas coisas completamente diferentes. A teoria da evolução versa sobre seres vivos, não sobre asteroides. Aí é física. A pedra bate, o estrago é grande. Simples assim. Se sua casa desabar na sua cabeça, ninguém vai chamar a teoria da evolução para explicar… por mais que isso seja tentador. 😛

          2. Cara, alguém aqui tá afirmando que a teoria da evolução explica a extinção dos dinos? Quem está citando essa ideia biruta é você.

            Porém a evolução das espécies aqui na Terra sofreu influência direta dos eventos de extinção, pelo menos é isso que ensinam nas escolas e por isso citei as duas coisas.

            Então, sem essa de casa desabando na cabeça dos outros. Quer ser didático? Acredito podes fazer melhor do que isso! ; )>

          3. Mas é óbvio que eventos de extinção impactam na evolução das espécies SOBREVIVENTES. Seria surpreendente se não impactasse. 😛

        3. Não, Salvador… todos os indícios provas do impacto são apenas enganações que o velho barbudo vingativo e narcisista fez para enganar incautos como nós.

          Sorte termos iluminados como o Apô.

          É possível que o barbudo, qual cartomante, sabia que iríamos contestar ele ter feito o homem de barro, a mulher de costela, e sermos todos filhos de incesto, que armou para nós. Pois ele é vingativo, então criou a vingança antecipada. Tudo para nos mandar para o inferno.

          (pasme, esse argumento foi a resposta que um religioso uma vez me deu quando eu o questionei porque o barbudo tinha feito tanta gente aleijada, doente, câncer infantil etc… o cara disse que era para nos servir de exemplo… êita!)

          Feliz é o Apô, que vai pro céu.

          1. O sujeito fica doente e todos rezam para que Deus o cure… em primeiro lugar, se Deus existe, por que deixou o coitado ficar doente? Para se divertir com a cura? Para que outros fiquem implorando para ele que o cure?

            Deus é tão fiel que faz uma árvore cair sobre uma procissão, matando 50 pessoas e deixando 200 feridos. Beleza de fidelidade, né Apolinário?

        1. Estamos esperando até hoje o livro “gênios medievais cristãos que mudaram a história do mundo mesmo sem você nunca ter ouvido falar de quase nenhum deles”.

        2. Gostaria de dizer aos interessados que o meu livro será publicado, em breve, pela prestigiosa editora Springer-Verlag. Informo ainda que também terei o meu próprio blog, talvez hospedado nesta Folha, chamado de “O Mensageiro Cristão”. Seria um contraponto ao repugnante ateísmo que está sempre presente neste jornal.

          1. Huahuahau, legal, tou ansioso pela estreia e pelo lançamento. Aí quem sabe você sai do anonimato, né? Afinal, seu nome verdadeiro, todos sabemos, não é esse… 🙂

          2. Será pelo menos, um blog com patrocínios gigantescos. Toda lateral coberta de quadrinhos ….”Não esqueça os 10% desse mês, para Zeus Claro !!! ele te ama ! “……ou “Vc não precisa de casa e carro, venda tudo e entregue para Zeus, deposite na conta xxxxxx”……, ou ..” se não der seu dinheiro para Zeus vc vai queimar no fogo eterno.”””….hahahaha

      2. Ela é tão única que gerou cérebros iguais ao seu. E curioso. Você agora fala de Ciência como se fosse uma pessoa que a aceita. Onde estão seus argumentos religiosos? Cansou deles? Ou só se vale dela quando é conveniente para seus dogmas criacionistas?

        1. Tenho uma outra visão Salvador e leitores do blog, em relação religião vs ciência.
          Esta discussão não leva ninguém a mudar sua forma de pensar, seja criacionistas ou evolucionistas. A ciência tem papel importante na nossa evolução, assim como a religião.
          Acho que a religião está até mais próxima da ciência atualmente, pelo menos em algumas questões, como por exemplo.
          A religião católica admite desde de 2008 a possibilidade da existência de outras civilizações em outros planetas e ela possui uma área ligada a Ciência. A doutrina espírita admite tanto a questão evolucionista quanto de civilizações em outras planetas ha mais de um século, então não consigo entender como as pessoas ainda discutem tentando e forçando o seu ponto de vista em questões tão delicadas da nossa sociedade, isso parece um retrocesso, ou lugares onde o fundamentalismo impera.
          Estamos juntos neste planeta e se quisermos continuar aqui, temos que nos tratar com mais respeito, consideração, empatia, pois querendo ou não dependemos uns dos outros e por isso a religião,filosofia e sociologia também tem sua função nas relações humanas.
          Vamos trocar Religião VS Ciência para Religião + Ciência, podem sim andar juntas para nosso crescimento intelectual e moral.

          Bom fim de semana a todos.

          1. Concordo que não há antagonismo entre ciência e religião. Já repeti isso aqui tantas vezes. Não iria tão longe e dizer que o melhor é “+”; cada um é cada um. Mas certamente não é “ou”.
            E é verdade que as religiões têm evitado antagonismos com a ciência. O catolicismo já aceitou a evolução das espécies e o Big Bang também. Pediu desculpas a Galileu (ainda que com 400 anos de atraso). É sinal de que podemos convergir para um mundo em que a crença pessoal de cada um não precisa antagonizar com o conhecimento de validade universal produzido pela ciência.

        2. Respondo a esse comentador que se identifica por “ronald”, e que certamente não é o saudoso Ronald Golias, embora pareça estar querendo ombrear com o falecido comediante burlesco.

          Gostaria de dizer que sempre fui um entusiasta da Ciência, basta examinar os meus comentários aqui no blog. E nem poderia ser diferente, pois tenho formação em Matemática, o que me habilita a tecer comentários sobre os mais variados ramos da Ciência. Além disso, não poderia existir nenhuma incompatibilidade entre Ciência e Religião uma vez que, a primeira atividade foi consequência da segunda.

          De fato, como eu já tive a oportunidade de dizer aqui, a crença no ordenamento do Universo foi a semente que produziu a Ciência. E essa crença só pôde existir por causa de pessoas que acreditavam na racionalidade do mundo e das coisas, ou seja, na crença em um grande Mestre.

          1. Você distorce as coisas. Existe uma diferença entre acreditar que o mundo é apreensível pela razão (essencial à ciência) e que o mundo é racionalmente ordenado (essencial à religião). Note que é perfeitamente possível entender racionalmente a evolução das espécies, mas não é por isso que ela é racionalmente guiada, só para citar um exemplo.

          2. Você é que não possui uma visão histórica mais profunda e, por essa razão, está sempre inclinado a acreditar que a História da Ciência começou com o Iluminismo, mas você está errado. As evidências históricas de que o culto ao pensamento foi forjado através da crença em Deus estão em toda parte, em todas as culturas e são eloquentes. Você, como todo jornalista, tem a triste tendência de olhar para o passado com os olhos do presente de maneira conveniente e servil aos propósitos de outros.

          3. Claro que não começou com o Iluminismo. Ela ganhou contornos firmes no Iluminismo. Mas vem de muito antes. Vem, sabidamente, dos gregos antigos, e podemos especular que seja ainda mais antiga, pois até mesmo pensamentos simples como os expressos por pinturas em cavernas têm um viés de investigação de causas e consequências, a base de sustentação do empirismo.

            Você é que tem fixação pela época mais tosca da história humana, pois representou enormes retrocessos. É óbvio que houve pensadores valiosos durante a Idade Média — é impossível, por mais que se quisesse, proibir as pessoas de pensarem — e é verdade que os mosteiros medievais foram responsáveis por preservar boa parte do conhecimento antigo que chegou até nós, mas toda a filosofia da época ensejava a restrição ao livre pensar e a noção de que a cultura é para uns poucos privilegiados — e por isso mesmo estava fechada em mosteiros, e não aberta a todos. O movimento iluminista criou essa noção de que o conhecimento é para todos (vide Galileu escrevendo em italiano, em vez de latim, suas obras científicas) e isso multiplicou enormemente as chances para a descoberta porque permitiu que muito mais gente empreendesse na aventura do conhecimento. Faraday, que era pobre, não teria a menor chance de revelar seu gênio científico na Idade Média. Quantos gênios não perdemos na Idade Média pela cultura de tabus intelectuais e pela restrição ao conhecimento, seja pelo Index, seja pelo acesso restrito a livros, mediado pela Igreja apenas?

            Enfim, você não se cansa de vir aqui defender a Idade Média, mas o seu livro que é bom, nada…

      3. Definitivamente tem uns comentários aqui que me fazem pensar por que cargas d’água eu criei o mundo… Mas como eu não existo mesmo (o que significa que eu NÃO criei coisa nenhuma), pelo menos não sou responsável pela vida desinteligente que aflora em certos posts! 😀

  16. Olá Salvador.
    Gostaria de saber pq a natureza produziu nossa sofisticada inteligência, se ela extingue as demais formas de vida e talvez ela própria – qual a lógica da natureza em sua opinião?

    1. A lógica da natureza é um grande campeonato. A natureza produz variedade, e o ambiente seleciona os campeões de cada rodada para passarem à próxima fase. Não há número máximo de campeões, mas sabemos que de vez em quando muita gente perde (quando acontece uma grande catástrofe, tipo um asteroide) e de vez em quando muita gente ganha (os sobreviventes do asteroide tendem a ganhar porque pegam muito terreno livre pela frente). E com essa experimentação ininterrupta, a vida vai ocupando de forma cada vez mais abrangente todos os ambientes possíveis. A evolução não é uma escadinha rumo à inteligência. A evolução é sobre como a vida sobrevive, não importando se as características dos sobreviventes têm atributos mais ou menos nobres de acordo com nossa visão particular.

  17. É interessante como o homo Sapiens tem a capacidade de extinguir outras espécies e desequilibrar todo ecossistema da Terra num piscar de olhos.

  18. Não deixa de ser curioso o fato de terem sobrevivido dezenas de espécies de símios, teoricamente “menos evoluídos”, e apenas uma de homo. Você saberia dizer se essa “seleção exclusiva” é comum na natureza? Imagina como ficaria a ideia de “imagem e semelhança” se tivéssemos outras espécies irmãs andando por aí…

    1. Acho que, com nosso clássico (e burro) preconceito, devemos ter acabado por matar (diretamente, na porrada, ou indiretamente, competindo pelos mesmos nichos ecológicos) nossos colegas humanos de outras espécies, com algum grau não muito grande de miscigenação. E, veja você, o chimpanzé, embora siga por aí, está à beira da extinção, assim como o gorila, e ambos porque resolvemos caçar esses bichos. Em mais alguns séculos, é possível que sejamos ainda mais solitários em nossa linhagem. O bicho homem é extremamente eficiente em matéria de extinção em massa.

      1. Salvador, acho que vc está sendo pessimista ao tratar a humanidade como burra.

        Será que não foi justamente a extrema eficiência em matéria de extermínio (e em consequência em matéria de extinção em massa) que nos fez chegar até aqui? Evidentemente não defendo que continuemos assim. Mas acredito que essa característica nos fez sobreviver e talvez tenha sido o que nos fez superar os outros sapiens.

        Tivéssemos seguido o mesmo caminha deles, talvez ainda existissem junto conosco, todos usando ferramentas rudimentares, com grandes épocas de fome diante de mudanças climáticas mínimas, morrendo em massa por causa de gripe ou morrendo por causa de arranhões (e sem astronomia refinada… hehe).

        Talvez justamente a nossa “vocação” por dominar e subjugar tenha permitido, de outro lado, a construção de tecnologias que acabaram servindo para o bem.

        Claro que há momentos que recomendam mudança, até por exigência da natureza (e talvez seja esse o momento), mas até nisso nossa inteligência é superior.

        Talvez sejamos a única espécie que não apenas tem um “dom” de exterminar incontáveis outras, mas que ao mesmo tempo consegue perceber que em alguns momentos é conveniente que essa característica seja atenuada, principalmente quando conseguimos encontrar métodos de produção de alimentos que não precisam agredir (muito) as outras espécies.

        Só uma grande inteligência, somada a uma construção cultural muito refinada (e aqui me refiro aos valores ocidentais e talvez mais uma ou duas outras culturas históricas) é capaz de fazer essa auto-crítica e, talvez, conseguir refrear esse ímpeto a tempo de causar uma catástrofe ecológica irreversível.

        O importante é que ao menos o primeiro passo conseguimos de forma já quase consensual, que é justamente a de perceber que se não segurarmos esse impulso de forma racional, seremos em breve atingidos pelas consequências. Agir de acordo com esse entendimento é apenas questão de tempo.

        1. Burra foi modo de dizer. Ninguém pode de fato ser burro por ser excessivamente inteligente, o que foi o nosso caso. Claro que sou fã da humanidade e da inteligência. O que argumento é que ainda é uma questão sub judice se a alta inteligência é uma coisa realmente boa para uma espécie (e seu planeta) ou não. Eu acho que é. Mas até quando? Até o dia que não for. Fato é: nossa longevidade é muito curta ainda para dizermos que evolutivamente foi uma ótima escolha. Ela certamente funcionou às maravilhas no curto prazo. Vamos ver se funciona no longo prazo.

          1. Bom, há um argumento final e definitivo em prol da inteligência: o sol um dia engolirá a terra, e a única adaptação possível para a sobrevivência é a inteligência.

          2. Salvador,

            Uma coisa é esta inteligência que permite o desenvolvimento de tecnologias, acúmulo de riquezas etc. Outra bem diferente é a inteligência que permite entender o contexto em que nossa espécie vive. Acho que uma boa parte dos humanos que chegam a um desenvolvimento econômico e alcançam alguma evidência social, sobretudo os que lidam com o poder, utilizam a primeira e, via de regra, são carentes da segunda. Somos ainda moldados pelos nossos ancestrais de 50.000 anos atrás e vemos na competição a forma de sobrevivência. Uma humanidade verdadeiramente colaborativa e igual, seria o indício que realmente alcançamos um grau de inteligência diferenciado.

          3. Acho que a evolução moldou a cooperação e o altruísmo. Mas nem sempre funciona. O ambiente social, em alguns lugares, é extremamente indutor de posturas egoístas, e põe por terra. Todo ser humano tem o egoísmo e o altruísmo. E, como um sujeito bem adaptado, ele dança conforme a música.

  19. Os paleontropólogos estão tão bitolados nessa onda de ‘evolução’, que parecem esquecer que existem outras causas que podem explicar aquilo que encontram, as quais não podem ser excluidas pela falta de elementos mais concretos. Por ex, todos esses humanóides que se acredita serem ‘espécies diferentes’ podem ser variantes de uma espécie única, pois os estudos se baseiam quase que inteiramente na morfologia de fragmentos dos espécimes, que obviamente é insuficiente para caracterizar uma ‘espécie’. Vide por ex, a enorme variedade morfológica que existe entre os cães.
    No passado remoto, o ecossistema do planeta era muito diferente do atual, onde os níveis de radiação eram maiores, com maior taxa de mutações e malformações genéticamente transmitidas. Nem sempre mais inteligência significava mais vantagem evolutiva, pois a força bruta e a resistência física poderiam ser as dominantes. Comparar p ex, com um ‘coxinha engravatado’ sem celular e um aborígene australiano abandonados numa ilha deserta, quem teria mais chances de sobreviver?

    1. Não é verdade. Sequenciaram genoma de neandertal e denisovano. Dá para derivar o grau de ancestralidade de forma independente a partir disso, sem depender só de morfologia. Mas, claro, a genética validou a morfologia. É um conjunto de evidências bem sólido, goste você ou não.

      1. Exatamente, e ‘concluíram’ que houve ‘mistura de genes’ ou cruzamentos entre essas ‘pseudo espécies’, o que inviabiliza a teste de uma verdadeira ‘espécie’, cujos eventuais ‘cruzamentos’ resultariam em descendentes estéreis. Tal ‘mistura de genes’ poderia muito bem ser os genomas um pouco distintos em função da alta mutagênese existente naquela época. Aliás, o próprio DNA de um indivíduo pode apresentar discretas diferenças se obtido de diferentes células desse mesmo indivíduo

        1. Se você visse a entrevista, teria um pouco mais de clareza na discussão sobre o que é espécie e o que não é, e quais são as divisas. Saberia que lobo e coiote são duas espécies diferentes, mas podem cruzar e ter filhos férteis. Enfim, o que isso tem a ver com a coisa toda? Onde isso invalida a evolução? Adoro gente que se faz de “cética”, mas acredita nas mais bárbaras crendices. Já reparou como tá cheio de cético que acredita em Terra plana por aí ultimamente? Ceticismo é não acreditar em coisas sem evidência. A evolução tem tantas evidências que daria para te enterrar com elas. Qual é o seu problema então?

  20. Olá salvador.
    Se observarmos o quanto o cérebro dos animais que evoluíram em terra seca é diferente dos animais marinhos podemos ter uma ideia de quanto as pressões evolutivas importam para o caminho até a vida inteligente. Necessidades como interações sociais para acasalamento e reconhecimento da hierarquia no grupo, estratégias para caçar em grupo, decisões sobre o melhor momento para se esconder ou atacar, são vantagens evolutivas que requerem uma forma de inteligência que primeiro os répteis e depois mamíferos desenvolveram e nossa espécie se especializou em particular. Acredito que o mesmo deva ocorrer em outros planetas. Eles podem nunca ter ouvido falar de Darwin, mas se existem certamente experimentam a evolução.
    Abr.

  21. Qual o relacionamento entre “mensageiro sideral” e evolução humana? Realmente, não estou entendo. Antropologia adaptável a geologia? Mesmo em sendo o caso, nosso planeta é único e nossos habitantes especiais.

    1. A Terra pertence ao espaço sideral. Além disso, o mote do blog é “De onde viemos, onde estamos e para onde vamos”. Antropologia parece bem dentro do escopo.
      Engraçado que os únicos nenês chorões do post têm aquele conhecido viés criacionista… por que será, né, Zelão? rs

      1. Mas acho que o MS já está alterando a confiança que esta turma tinha na base que usa para as argumentações. A arrogância deles está dando lugar a uma postura mais cuidadosa.

  22. Olá, Salvador! O tema da evolução humana é fascinante! Sou absolutamente interessado nele.

    Uma questão: lembro que o Walter Neves e outros pesquisadores tinham uma hipótese de que o homem chegou muito antes do que o esperado nas Américas, possivelmente por uma rota marítima, em virtude do estudo comparativo dos crânios dos índios botocudos com indivíduos da polinésia. Lembro também que o Parque Nacional da Serra da Capivara tinha indícios de ocupação humana muito anteriores ao que tradicionalmente se dizia. Como andam as pesquisas neste sentido?

    1. Rapaz, andam confusas. Aquele modelinho clássico, uma única migração, há cerca de 12, 11 mil anos, já foi pro saco. Agora existe muita força na ideia de múltiplas migrações, mas não sabemos se ainda pela mesma rota (Behring) ou por vias transoceânicas (sejam no Pacífico ou no Atlântico). Para complicar tudo, encontraram evidências de atividade humana (não necessariamente sapiens) de 130 mil anos na América recentemente. O quadro vem se complicando. Sabemos que os indígenas remanescentes são descendentes de uma onda migratória que veio da Ásia por Behring, mas é provável que outras populações tenham ocupado a América antes, e o quanto isso recua no tempo ainda está sub judice. Realmente um cenário conturbado e em constante mudança esse da ocupação original da América.

  23. Salva, esse vídeo mão é indicado para quem é idiota e acredita na terra plana ou no criacionismo.

    A inteligência é um fator de grande adaptabilidade da espécie, isso em tese já justificaria o aumento da inteligência como um fator de sobrevivência, no entanto. o que o Prof. Walter Neves disse é muito interessante. Isto é, de que talvez o cérebro dos nossos ancestrais cresceram não para ser tornarem mais inteligentes, mas dar conta das complexas relações sociais dos nossos ancestrais, e que talvez a inteligência acabou sendo catapultada no processo.

    No fim das contas, fica mais do que evidente não existe um projeto pré concebido para a evolução e que o cérebro grande não necessariamente, visava dotar os “Oh meninos!” apenas de inteligência, mas tinha outros objetivos.

    No livro Sapiens: Uma Breve História da Humanidade de Yuval Harari (que ainda estou lendo, ainda que modo devagar e sempre), há lago descrito como “teoria da fofoca”, que os nossos cérebros se tornaram grandes que o ser humano desenvolveu a fala para poder, no final das contas, fofocar kkkkkkk, do jeito que a gente adora falar da vida dos outros, faz algum sentido. 😛 (Ok, estou simplificando muito a coisa)

    O legal é que na ciência nada é como se parece, e que novos questionamentos vão mudando aquilo que era tido como certo há apenas duas ou três décadas atrás. Os paleontólogos tem muito o que responder.

    Gostei de saber que os fósseis do Marrocos, descoberta publicada recentemente, não eram homo sapiens. Ficou claro de que se trata de uma espécie ainda não catalogada que guardava algumas características típicas do homo sapiens, mas que as diferenciações morfológicas dos crânios sugerem trata-se de uma outra espécie, um “elo perdido”.

    Salvador, esses crânio pre-histórico são moldes, né?Não creio que o Prof. iria manusear algo de milhares de anos sem luvas e sem o devido carinho… 😛

      1. Vc foi lá? Se tivesse avisado eu faria questão de te pagar um café…trabalho no prédio ao lado! E sempre passo na frente da sala dele!

          1. Que legal! Gosto muito daquele prédio, ali tem mais de 50 anos de história da ciência. Eu trabalho no prédio ao lado com uma conhecida geneticista pesquisadora da área de células tronco. Sinta-se convidado para um café!!

          2. Sou fã! Estou há tempos pensando em entrevistá-la para o Conexão Sideral, para falar de CRISPR/Cas9, aconselhamento genético, células-tronco etc. Vamos ver se rola mais pra frente! 🙂

          1. Perfeita resposta, Salvador! Nós, leigos, vemos uma entrevista como essa que você fez e acha que é simples, é só ir lá e sair perguntando. Na verdade, uma entrevista exige muito estudo prévio, conhecer o básico do que o entrevistado é especialista, conhecer a trajetória profissional do especialista, planejar as perguntas, para que se obtenha o máximo de informações e o resultado seja profícuo, não uma perda de tempo para o entrevistado.

            Quando o entrevistador fez o dever de casa, as respostas do entrevistado podem levar a novas e esclarecedoras perguntas. 🙂

  24. Provavelmente, essas diferentes espécies humanas estão presentes na genética nos seres humanos atuais, Homo sapiens, mais especificamente a carga genética dos neandertais, quais , comprovadamente, se acasalavam com os Homo sapiens. Será que isso traz alguma diferença de inferioridade ou superioridade ?

    1. Acho complicado discutir “inferioridade” ou “superioridade”. Em termos de longevidade, por exemplo, o erectus ganha de lavada do sapiens até o momento. Qual seria o superior? O sapiens era sem dúvida mais esperto. Mas superior? Quanta esperteza é esperteza demais para a própria longevidade? A natureza é quem vai responder isso. 😛

      1. Talvez eu não tenha sido bem claro, mesmo porque é um assunto delicado, mas a inferioridade e superioridade a que me refiro é intelectual.

        1. Luiz Hoss,

          Conforme colocado pelo Salvador o que é superioridade e inferioridade? Nós temos o preconceito de achar que a superioridade intelectual torna o ser mais importante. E superioridade intelectual me parece mais uma questão cultural e educacional do que genética, sem querer parecer aqui politicamente correto. Nos EUA ou Japão a cobrança de pais ou escola em relação às crianças é para ser o melhor, incentivando a competição. O resultado são sociedades adultas egoístas e individualistas, muito preparadas para atividades como o desenvolvimento tecnológico, por exemplo, mas pobres em relações interpessoais. Eles são incapazes de entender a real situação do resto do mundo, só considerando os interesses próprios em suas ações. A falta desta sensibilidade interpessoal causa hoje um enorme prejuízo econômico pela crescente necessidade de sistemas de segurança cada vez mais sofisticados.
          Acho que cada um de nós tem habilidades que se manifestam em nossos talentos. Muitos destes talentos são desperdiçados simplesmente por não serem detectados e incentivados, principalmente nas sociedades pouco desenvolvidas.

  25. Salvador, se tínhamos várias espécies há 30 mil anos atrás, vivendo ao mesmo tempo no planeta, porque, somente a nossa linhagem sobreviveu? Os Homo erectus existiram por mais de 1 milhão de anos e não conseguiram uma melhor adaptação ou não tiveram um meio (em seu último período) ambiente que o forçasse a um aumento gradativo do tamanho do cérebro? A pergunta dele é muito boa: será que o nosso cérebro cresceu em tamanho devido ao convívio social como forma de adaptabilidade para soluções de problemas sociais ou foi a própria evolução que aumentando o seu tamanho, nos forçou a vivermos grupos?

    Parabéns, pela sua tenacidade e empenho ímpar na divulgação científica em nosso país.

    1. O “Sapiens” é muito sumário no aspecto evolutivo. Ele aborda mais o Sapiens em diante mesmo.

  26. Caro Salvador,
    Parabéns pelo excelente Mensageiro Sideral.
    Meus respeitos ao estudioso dr. Walter Neves pela sua busca e esforço para obter consistentes conhecimentos pelo primórdios da Raça Humana. Relativo ao questionamento feito no 4° parágrafo, com devida resposta no 5°, gostaria de ressaltar algumas considerações que não foram contempladas naquele item: os humanoides eram criaturas de baixa estatura, possuindo portanto órgãos de dimensões muito pequenas. O grande salto – e que permitiu um grande aumento da massa encefálica ocorreu quando eles começaram a INGERIR PROTEÍNAS através do consumo de carnes o que concorreu enormemente para o aumento da capacidade cognitiva. Cérebro maior, redes neurais maiores, fixação de pensamentos mais duradouros, formaram o ambiente ideal para que a espécie tivesse expressiva evolução.
    Seria interessante conhecer a abordagem do tema pelo Professor Walter.
    Com sinceros respeitos,
    abs/Jadir

    1. Essa ideia recente da ingestão de proteína animal PROCESSADA PELO FOGO (essa é a chave; não vemos leões muito inteligentes por aí) é bem interessante e acho que ela pode estar na base do aumento de capacidade cognitiva. Na verdade, são várias coisas. Começa pelo bipedalismo. Andando em duas patas, sobram outros dois membros livres para usarmos, o que encoraja coordenação motora fina, o que exige maior capacidade de processamento cerebral (se você olhar no mapa do cérebro as regiões responsáveis pelo controle das mãos verá que elas são proporcionalmente muito maiores que todo o resto). Depois vem o lance da alimentação, impulsionada pelo domínio do fogo, que forneceu mais proteína digerível e, de maneira geral, mais energia para alimentar cérebros grandes (que consomem energia brutalmente, em comparação ao resto do corpo). O empurrão final pode ter sido a crescente socialização. Nossas relações sociais são mais complexas do que qualquer coisa no reino animal. Enquanto animais têm comunicação rudimentar para alertar sobre perigos, alimento ou atrair parceiros sexuais, nós fazemos fofocas, contamos histórias e estórias, criamos religiões e desenvolvemos e comunicamos pensamentos abstratos uns para os outros — tudo isso ajudou na sobrevivência e certamente foi facilitado por cérebros cada vez maiores. E aí basicamente batemos num limite de tamanho entre a capacidade de nascer como mamíferos e a capacidade de termos cabeças grandes. Esse, acredito eu, seja um bom resumo da ópera.

      1. mas como os ets não nascem mais, mas são gerados em tanques dentro de laboratórios de reprodução, isto permitiu que suas cabeças pudessem ficar ainda maiores, e permitiram que seus cérebros desenvolvessem habilidades inéditas como telepatia e telecinese…

        hehehe. foi mal, não resisti! 😀

  27. Salvador, existe um pequeno erro no texto “De toda forma, uma dos traços marcantes da evolução humana é o crescente aumento do cérebro”.

    Muito boa matéria.

    Abraço

  28. Parabéns pela matéria Salvador! Vale lembrar que os sumérios sabiam de um tal Adamu (Neandertal) , fruto cruzamento anunnaki com homo erectus há 300 mil anos e depois Adapa 100 mil anos, fruto do cruzamento sexual anunnaki com neandertal, que resultou no Cro-Magnon ou sapiens sabido conforme o Gen 6 da Bíblia., que teve seu ápice nos últimos milênios.

        1. Não é questão de acreditar. É questão de admitir que é uma crença. Se você admitir que essa porra toda de Nibiru é uma crença maluca sem pé nem cabeça que você calhou de achar acreditável, tudo bem. Mas você AFIRMA as coisas. Eu não afirmo nada sobre a existência de vida extraterrestre, porque eu NÃO SEI e seria desonesto afirmar sem saber. Você passa décadas enfiado com a cabeça no Nibiru e quer convencer os outros disso.

        1. Ele não precisa provar isso. Na falta de quaisquer evidências, deve prevalecer a hipótese mais simples. E é mais fácil imaginar humanos, que habitavam a região, movendo pedras do que supor uma civilização alienígena vir até aqui para mover pedras… Isso se chama navalha de Occam.

        2. Citando um site que fala, na mesma página, em illuminati, sitchin e nibiru. Escrito por um sujeito sem nome (aposto que começa com “julio” e termina com “dalcin”).

          Eu, segundo eu (sem ™), afirmo que isso é verdade.

          Uau! É o mesmo que puxar o próprio cabelo pra evitar se afogar. Parabéns campeão!

        3. Eu te peço uma prova irrefutável e vc vem com um blog que trata de triângulo das bermudas, reptilianos e draconianos, nibiru e outros lixos. Dacin, vc é digno de escárnio! Se não tem provas, não venha aqui passar vergonha.

          1. Do site citado, o que interessa é somente a matéria sobre Baalbek, se quiser mais provas leia o Livro de Enki, é uma prova documental, foi escrito em 2017 a.C. e deixado na biblioteca de Nippur (são 14 tabuletas em cuneiforme deixadas pelo próprio Enki). Baalbek é uma prova irrefutável da presença extraterrestre no passado. O maior guindaste do mundo não consegue deslocar uma pedra de 1000 t por mais de três metros, imagina ele nas montanhas do Líbano há milênios. Tem também Gobleki Tepe na Turquia, pedras com 16 t em circulo, cuja datação é 10000 anos, época em que eramos caçadores coletores. Gobleki Tepe foi o foi o primeiro templo e observatório astronômico construído após o Dilúvio, foi por lá, no Ararat que Noé (Utnapishtim/Atrahasis/Ziuzudra) atracou.

          2. Cara, desde quando livro de mitos é prova documental? A Ilíada é então prova de que os deuses gregos eram reais?!

        4. Que isso de annunaki, nibiru, reptilianos, ….cacetada! Só bobagens! Perda de tempo, Dalcin.
          No Gen 6 da Bíblia fala em 6 mil anos….o pessoal que escreveu no séc.2, não sabiam nada de 300 mil…100 mil anos….só chute!
          Sai dessa.

          1. O G 6 é apenas uma prova de que alguém cruzou com as humanas, foram os Nefilim (gigantes), conforme o original hebraico.

    1. “conforme o Gen 6 da Bíblia”, ah sim, e que foi escrito nesta época, né? 300 mil e 100 mil anos atrás. Mas… pera aí, ela não diz que o mundo tem só 6 mil anos? Tem alguma coisa inconsistente nesta sua ideia…

      1. 3760 a. C., Anu, pai dos deuses da Suméria (Enki, Enlil e Nimah) vem a Terra, começa a contagem do calendário judeu (nippurano), nome dado em homenagem a Enlil deus de Nippur, que mais tarde tornou-se Javé em Israel.

        1. Deve ser duro misturar ficção e realidade assim, né? Tipo, assistir a O Senhor dos Anéis e achar que é um documentário… complicado.

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