Astronomia: Baldes de luz

Por que astros a bilhões de anos-luz podem ser mais fáceis de ver que planetas no Sistema Solar?

AS LUZES DO CÉU
A busca por um possível novo planeta no Sistema Solar deixou muita gente se perguntando como é possível estudar galáxias e supernovas a bilhões de anos-luz de distância, e não conseguirmos nem achar um vizinho nosso, a menos de um centésimo de ano-luz. Pode isso, Arnaldo?

CHUVA DE LUZ
Para entender, basta sacar que telescópios são baldes. Só que, em vez de água, eles juntam a luz que cai do céu. Quanto maior o balde, mais água ele pode colher, certo? Daí a obsessão dos astrônomos em construir telescópios cada vez maiores. É para poder enxergar os Cantareiras cósmicos, por assim dizer.

O TAMANHO DA PISCINA
Certo, mas por que objetos distantes às vezes são mais fáceis de detectar que outros mais próximos? Bem, porque quando você está colhendo água (ou luz) não é só a distância que conta, mas também a quantidade que a fonte emite. É mais fácil você se molhar a 3 m de uma piscina onde alguém acaba de dar uma bomba do que a 20 cm de um copo d’água onde acaba de cair um pingo de chuva.

AS TEMPESTADES
Quando observamos uma supernova a bilhões de anos-luz, estamos falando de um objeto que, pelo menos por alguns instantes, emite mais luz que alguns bilhões de sóis juntos! Mesmo muito longe dessa piscina, alguma água ainda respinga em nossos baldes.

AS GAROAS
Já um planeta na fronteira do nosso Sistema Solar está meramente refletindo a luz de um único sol — e apenas a pequena fração dela que chega lá e é refletida, em vez de ser absorvida. Com um problema adicional: um planeta pequeno e próximo pode acabar juntando a mesma quantidade de água no nosso balde que uma estrela maior e mais distante.

A CHAVE DA DESCOBERTA
Como fazer a distinção? Isso só é possível quando os astrônomos analisam a composição da luz e medem o movimento da fonte no céu com o passar do tempo, para determinar sua distância e real natureza.

A coluna “Astronomia” é publicada às segundas-feiras, na Folha Ilustrada.

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Comentários

  1. Pelo que sei, existe um modelo de formação do sistema solar que aponta para uma curiosa hipótese, a de que Júpiter teria expulsado um planeta de sua orbita original e o arremessado diretamente para os confins do sistema solar, tal modelo tenta justificar o arranjo planetário atual, levando em consideração o caótico período em que Júpiter realizou migrações em sua órbita.

    É um belo modelo na verdade, além de intrigante, mas, infelizmente, não existe nenhuma comprovação de que isso tenha ocorrido e também existem outros modelos de formação do sistema solar que explicam bem a atual conjectura do sistema solar sem, no entanto, jogar com o hipotético arremesso de planetas em seus cálculos.

    Contudo, se um dia o encontrarmos um mundo exilado ma nuvem de oort, talvez tal hipótese venha a ganhar força e sustentação.

    Curiosamente, no final de 2015 dois objetos distantes foram avistados na nuvem de oort e, ao menos um deles, possui uma pequena chance de ser sim um planeta, ou melhor, uma superterra.

    Os estudos das suas órbitas ainda são muito preliminares e novas observações são necessárias para avaliar com precisão o tamanho destes dois corpos. Mas um balde de água frio se faz necessário aqui, é provável de que esses dois objetos sejam no máximo apenas mais dois planetas-anões.

    Aliás, os próprios astrônomos envolvidos nesses dois estudos acham pouco plausível que se encontre outros objetos maiores do que planetas anões-naquelas distantes regiões do sistea solar (o que não deixa de ser uma boa coisa também – penso eu que planetas anões são tão subestimados).

    Como disse anteriormente, a descoberta destes dois corpos foi noticiada no final de 2015 e desde então, espero ansiosamente por novas notícias vindas diretamente da distante nuvem de oort.

  2. Salvador, seus comentários continuam pertinentes ao que acredita, por sinal muito bem escritos. Enxergo que o problema é que o pessoal está chegando a conclusão que, por melhor explanado que seja o tema carece de definições inquestionáveis, ou seja, no desconhecido tudo é questionável e passível de correções, resumindo, o chutômetro continua atuante.

    1. Vamos ter de concordar em discordar sobre o que é ciência e o que é chute. Por mais que eu explique, você se recusa a ver a diferença.

  3. Salvador ótima analogia, mas pegando um gancho dos comentários do pessoal. Você está em uma estrada à noite com uma cidade toda iluminada a frente (céus, galaxias) e tem uma lanterna iluminando o uma parte do caminho (Sol) e estamos procurando uma bolinha de gude perdida.

  4. Saudações Salvador! Perguntei a você em um post anterior sobre observações de exoplanetas que poderiam estar sendo feitas na constelação de Alpha Centauri. Agora, o ESO divulgou um programa de observação, que poderá ser aconpanhado pelo público, chamado “Pale Red Dot” que focará a estrela Próxima Centauri (a que está mais próxima de nós) na tentativa de descobrir algum planeta ao seu redor. Bela iniciativa!

  5. Salvador,
    Qual é a sua opinião sobre o sistema solar até a órbita de 1 ano luz (nuvem de oort)?
    Eu acho o sistema solar como conhecemos hoje um pouco “calmo demais”.
    Você acha podem haver planetas rochosos grandes nessas região pertubando orbitas de cometas e asteroides em interlalos de tempo de milhares ou milhões de anos?
    Ou mesmo uma anã marron, sei lá. rsrs. O que vc pensa sobre essas suposições?

    1. Alan, eu tendo a achar que não há nada além de Netuno, porque é para onde se encaminham nossas teorias de formação planetária, mas não é impossível que exista algo mais. Não custa lembrar que os modelos de formação são basicamente engenharia reversa sobre o que sabemos sobre sistemas planetários. Quando nosso conhecimento progride, os modelos progridem junto. Anã marrom ou anã vermelha já foram excluídos pelas observações do Wise, assim como um gigante do tipo Júpiter. Talvez uma superterra possa existir, mas não boto muitas fichas nisso.

  6. Prezado Salvador.

    Li sua coluna na Folha e é sobre ela que vou comentar (espero que não haja diferenças em relação ao seu texto aqui).

    Com exceção da correta e clara explicação de que vemos mais facilmente astros cuja luz emitida ou refletida chega de forma mais intensa para nós, independente da distância, algumas partes da sua coluna causou-me certa estranheza em relação aos dados e fatos citados.

    A começar pela pergunta: “Por que astros a bilhões de anos-luz podem ser mais fáceis de ver que planetas no Sistema Solar?”. Sem maiores detalhes, eu responderia simplificadamente que a pergunta está errada, porque não é mais fácil ver astros a 2 bilhões de anos luz do que planetas no Sistema Solar!
    Podemos ver a olho nu 5 planetas (os mais próximos) mas nenhum corpo celeste a 2 bilhões de anos luz, mesmo galáxias inteiras, são visíveis a olho nu. E o mesmo vale para o uso dos telescópios, que só ampliam a capacidade dos nossos olhos. O corpo celeste – no caso, galáxia – mais distante visível a olho nu é Andrômeda, a 2 milhões de anos luz.

    Sobre a descoberta de novos planetas no Sistema Solar, Urano e Netuno foram descobertos em 1781 e em 1846 respectivamente, muito antes da descoberta de que nebulosas eram na verdade galáxias fora na nossa Via Láctea, em 1923, por Edwin Hubble. Assim, tal afirmação, de que a descoberta de planeta vizinhos a nós é mais difícil não corresponde à realidade histórica.

    Quanto a achar planetas vizinhos a menos de 1 centésimo de ano-luz, que corresponde a aproximadamente 95 bilhões de quilômetros, Plutão, que foi rebaixado e nem planeta mais é, está a 6 bilhões de quilômetros, ou seja, quase 16 vezes mais perto do que esta citada vizinhança. Ou seja, não é uma vizinhança tão próxima assim, principalmente para localizar objetos sem luz própria.

    Entendi bem a idéia do texto, que foi usada para enfatizar porque conseguimos ver alguns astros enquanto outros não. Meus comentários se referem exclusivamente à forma como colocou a questão e os exemplos citados.

    Por favor, corrija-me onde estiver errado, medidas astronômicas são fáceis de induzir a erros.

    Sérgio Bréscia

    1. Sérgio, obrigado por seu comentário! Você é o primeiro que se diz leitor da coluna no impresso e aparece aqui para comentar online! Seja bem-vindo!
      Bem, eu disse, como você citou, que astros a bilhões de anos-luz “podem” ser mais fáceis de ver que outros no Sistema Solar (como um hipotético nono planeta), não que todos os objetos a bilhões de anos-luz de fato são mais fáceis de ver que todos os objetos do Sistema Solar. Nem disse que isso se dava à vista desarmada. Isso desfaz completamente qualquer possibilidade de erro.
      Você está absolutamente correto com relação ao nosso limite de observação a olho nu — Andrômeda é o mais longe que podemos enxergar. E mesmo ela é um ótimo exemplo do que estou dizendo. Andrômeda, a 2 milhões de anos-luz, é mais fácil de ver que Netuno, um planeta gigante no nosso Sistema Solar, a meras 30 UA de distância (ou 0,0005 ano-luz)!
      Já sua comparação entre Urano e Netuno e as galáxias, com relação às datas, não procede. É verdade que só com Hubble conseguimos definir que as galáxias são de fato outras Vias Lácteas, e não meras nuvens de gás dentro da nossa própria Via Láctea. Mas as galáxias — ainda que não identificadas como tais — já eram observadas muito antes disso. Basta ver que um catálogo de nebulosas e galáxias famoso, o Messier, foi iniciado pelo astrônomo Charles Messier em 1771, antes da descoberta de Urano e Netuno! (Por esse catálogo, Andrômeda é a M31!)
      Sobre a distância que menciono como termo de comparação (0,01 ano-luz), uso-a porque os astrônomos que trabalham com a hipótese de mais um planeta (possivelmente uma superterra) além de Netuno esperam encontrá-lo numa distância entre 200 UA e 1.000 UA. Um centésimo de ano-luz equivale a uns 624 UA, que considerei uma boa aproximação média dessa faixa de distâncias.
      Obrigado pelo feedback!
      Abraço!

    2. Prezado Salvador.

      Grato pelos esclarecimentos!

      Ainda sou “da antiga”, por enquanto mantenho a assinatura da versão impressa, enquanto ela existir…

      Quando comentei sobre a descoberta de Hubble ser posterior à descoberta dos últimos planetas, usei a expressão “descoberta de que nebulosas eram na verdade galáxias”, o que concorda com a sua afirmação. Ou seja, por muito tempo (na verdade, desde a antiguidade), já observávamos corpos que eram chamados de nebulosas, mas só com E. Hubble soubemos tratar-se de galáxias inteiras, e muito distantes da nossa.

      Não sabia dessa busca pela superterra. Aliás, se não fosse a partir de uma fonte como voce, nem me interessaria, pois mais parece coisa de “caçadores de OVNIS”. Mas vou pesquisar a respeito!

      Abraços.

  7. Se o raios solares aquece a terra o porque que fora da nossa atmosfera os raios não aquece, sei que está fora do assunto, mas uma duvida que carrego, e o porquê do fenômeno quanto há entrada de objetos em nossa atmosféra, ocorre fogo é estilhaçamento de alguns objetos

    1. Calor é basicamente agitação de partículas. Quando os raios solares batem na Terra, agitam as moléculas que a compõem. Ela esquenta. No espaço, não há moléculas para serem agitadas, por isso não há calor. Mas, claro, se você coloca uma espaçonave no espaço, a luz do Sol bate nela, as moléculas se agitam, e ela esquenta. 😉

      1. O atrito dos objetos caindo a grandes velocidades na atmosfera destrói a maioria deles, caindo somente uma parte deles ou simplesmente vaporizando-os completamente. Quanto mais rápido ele cai, maior é o atrito e maior é a explosão em objetos maiores que podem cair e a cratera produzida pela queda. A termosfera (uma das camadas da atmosfera que é pouco densa) também ajuda um pouco pré-aquecendo os objetos antes de chegarem a uma camada mais densa.

    2. Wesley, completando a resposta do Salvador, a luz solar aquece e muito no espaço. Imagina uma nave no espaço, o lado onde a luz solar bate pode aquecer a mais de +100 graus, enquanto o lado na sombra pode ir para muito menos de -100.
      Quanto a outra pergunta o resposta é o atrito do objeto com a atmosfera, pois a velocidade de entrada é muito grande (a resposta completa é mais extensa e tem a ver com a pressão dos gases e outros fenômenos físicos, mas acho q vai complicar muito)

      1. Excelente exemplo! E é para minimizar essa diferença que as naves, tripuladas ou não, viajam girando em seu eixo como um pedaço de picanha numa churrasqueira… 🙂

  8. Boa Salvador! Agora ficou bem simples e claro! Tão simples que me senti até mal de não ter pensando nisso antes… 🙂

  9. Outro exemplo que pode ser dado: Imagine voce numa estrada a noite e porem proximo á uma cidade. O farol de teu carro ira iluminar até uma certa distancia da estrada, porem as luzes da cidade proxima podem ser vistas

    É muito louco tudo isso, são os misterios da vida.

  10. Salvador, outra pergunta de leigo, mera curiosidade: quando olhamos o céu noturno a “olho nu”, mesmo que seja no deserto do Atacama, só conseguimos ver estrelas da nossa via Láctea ou conseguimos enxergar alguma estrela de outra galáxia? Se não, conseguimos enxergar uma outra galáxia inteira? Grato. Abraços

    1. Ivan, não dá para ver estrelas de outras galáxias a olho nu. Mas dá para ver outras galáxias a olho nu. As mais fáceis são as Nuvens de Magalhães (duas galáxias anãs, satélites da Via Láctea) e a galáxia de Andrômeda. Abraços!

    2. E na verdade, a gente não “vê as estrelas de via láctea”. A gente vê cerca de 2.000 até 4.000 estrelas da Via Láctea (depende de uma séria de fatores) com a vista desarmada (o famosos “olho nu”..

      As outras 499.999.999.999 a gente só “vê” de telescópio.

  11. Dúvida de leigo, correndo o risco de fazer uma pergunta super idiota: quando olhamos pro céu, vemos o passado, certo? Portanto, quando olhamos pro céu com o auxilio de um super telescópio, vemos o passado mais remoto ainda. Se até aqui minhas premissas forem verdadeiras, pergunto: se a civilização humana construísse um super-hiper-mega-power telescópio, poderíamos ver um evento tão remoto quanto um milésimo de segundo após o big-bang? Se não, qual o limite de “passado” a civilização humana conseguiria alcançar caso inventasse o mais eficaz dos telescópios, milhares ou milhões de vezes mais potentes que os atuais? Desculpe se perguntei besteira. rsrsrs

    1. Marcelo, seu raciocínio está correto. No entanto, a luz não andava livremente pelo universo logo após o Big Bang. A primeira luz a viajar com liberdade foi a radiação cósmica de fundo, libertada uns 380 mil anos após o Big Bang. E essa nós já detectamos! A luz não fica mais velha que isso! 😉

      1. Então se viajarmos até o limite q a luz já chegou, poderemos ver o q aconteceu 380 mil anos após o big bang?
        E o “já detectamos” quer dizer q já passou pela gente, certo? Há muitos anos atrás, ou essa luz fica sendo refletida e ainda podemos vê-lá da Terra?

        1. A questão é que a luz se libertou em todo o Universo. Então a radiação é perene, a diferença é que a que detectamos ontem foi liberada e começou a viajar um pouco mais perto do que a que detectamos hoje.

  12. Salvador,

    Em uma resposta sua, você descarta a existência de civilizações extraterrestres. Sei que até o momento não foram detectadas, mas Carl Sagan por exemplo, acreditava em sua existência, daí o SETI, do qual participou, e Sagan está longe de ser um crédulo. Gostaria que comentasse.

    1. Renato, fiquei curioso, porque nunca descartei a existência de civilizações extraterrestres. Você poderia citar a que resposta você se refere?

      1. Eu sou capaz de chutar que foi naquela “entrevista” no UOL com o babaca do ufologista que declarava que estas tais civilizações já estavam aqui, e vc perguntava: “tá, aonde, cadê, me prova”

        Para quem pratica a “desonestidade intelectual”, é fácil reverter a resposta/pergunta e uma “verdade absoluta”: Você, Salvador, não acredita em civilizações extraterrestres, hehehe

        1. Em nenhum momento eu disse que descartava a existência de civilizações alienígenas. O que disse é que não há evidência palpável, hoje, de que elas existam. E que “disse que disse” não é evidência. E o próprio Gevaerd admitiu que, quando a gente tira os relatos testemunhais da ufologia, sobra “muito pouco”.

    2. O fato é que as respostas do Salvador sobre o assunto já não contém o mesmo entusiasmo de outrora, parece que ele ficou mais cético com respeito ao tema…

      1. Meu ceticismo nunca mudou. Continuo achando que não se pode afirmar nada sem evidências. Mas minha opinião pessoal é de que certamente existem outras civilizações lá fora, embora estabelecer contato com elas não deva ser simples, a não ser que elas sejam ainda mais comuns do que eu imagino que sejam. É isso o que eu disse em 2006 quando fui ao Jô na primeira vez, é o que eu falei no meu livro Extraterrestres em 2014 e é o que falei na minha análise pessoal da equação de Drake, aqui no blog, em 2015. Não vi razão para mudar de opinião sobre isso até hoje. Mas ressalto que esta é a minha OPINIÃO. Em termos de fatos, não há nenhuma evidência concreta no momento que suporte essa ideia. (Há evidências importantes de que a vida seja comum no Universo, mas daí a ela evoluir frequentemente para seres inteligentes e comunicativos, já entramos no terreno da especulação.)

  13. Gostaria que alguem me respondese, Por que todas as noites vemos as mesma estrelas, sempre o mesmo lado do universo, sempre os mesmos 180 graus e o outro lado. ?.

  14. Gostaria de saber que se as supernovas possível de serem visualizadas no céu ainda existem ou se são meros raios de luz emitidos por astros que podem ter falecido a muito tempo.

      1. Então em matéria de supernovas e estrelas distantes milhões ou bilhões de anos luzes da terra tudo que vemos ou imaginamos ver são quimeras ou ficção, mesmo admitindo capacidade de deslocamento próxima da velocidade da luz.

        1. Como assim, ficção? São realidade. Ainda que realidade histórica, pois já se modificaram muito desde que a luz que vemos hoje partiu delas.

  15. Excelente a matéria, Salva! Gostei muito da comparação com a água e simplificou o nosso entendimento.

    Quando pequeno, me lembro de aprender que a Lua e as estrelas tinham luz própria, mas os planetas não. Parece que a ciência naquela época não estava muito avançada! =)

    Grande abraço!

    1. De fato, luz visível própria, os planetas não têm. Por isso só vemos a luz solar que eles refletem.

  16. O estudo das trajetórias dos planetas e objetos “vizinhos” não poderia dar pistas e indicações sólidas? Afinal, se houvesse um planeta próximo ao nosso, provavelmente veríamos alguma influência gravitacional dele sobre nós ou sobre nossa lua – ou não?

    1. Melhorando a resposta do Salva (ui, tô me achando, hahahaha)

      No artigo da semana passada (sobre a procura do planeta X), ele cita EXPLICITAMENTE que o tal pretenso planeta desconhecido está muito longe, além das órbitas de Netuno e Plutão, e por lá os astrônomos estão encontrando estas tais perturbações gravitacionais, que você citou.

      Pela extrema distância, não afeta as órbitas da terra ou da lua.

  17. Simplesmente estão com medo de revelarem a existencia de seres, civilizações muito mais avançadas que nós. O que com certeza já sabem que existe!

      1. Como você pode dizer isso com tanta convicção?
        Conseguiu construir uma nave intergaláctica, capaz de vasculhar todos os cantos do universo?
        Vê se acorda idiota.

        1. Você consegue provar que eles existem e estão entre nós? E que os governos estão escondendo isso?

          Não, né?

          Vê se acorda, bostão.

        2. Ele apenas emitiu a opinião dele, e você o xinga? Espero que esses supostos ets que acredita existirem sejam mais educados que você.

        3. O que o EU (não, não EU, mas o EU, hahahahaha) quis dizer é que estas balelas dos ufologistas de que “eles estão entre nós” ou que estão lá na “Área 51” trabalhando como escravos dos americanos é coisa que só otários (ops, não quis ofender, hauhauahu) falam…

          10 a 0 pro EU (ou seria NÓS?????)

        1. Eu, agora que o blog está alçado a uma diversidade maior de leitores, os comentários da “velha-guarda” têm que ser mais bem estudados antes de clicarmos em enviar. Vide o comentário abaixo, de uma pessoa que não conhece o teu histórico e tirou conclusões completamente erradas sobre você…

          1. Pois é. Por isso ignorei e não respondi ao cara.

            Pensei em uma coisa e escrevi outra. Mas ok, serviu de isca pra desavisados.

            😀

      2. Você tem certeza do que esta falando? Nós só não temos confirmação (em grande escala) da existência de vida fora da terra ainda, a dúvida persiste. Vou tentar explicar de uma forma bem simples. Sabemos que existem bilhões e bilhões, trilhões de estrelas neste universo. Sabemos que existem (alguns já detectados) milhares de planetas, quando não, milhões de planetas. Estatisticamente falando, em vários bilhões/trilhões de sóis (estrelas), fatalmente alguns milhares/milhões são similares em tamanho e podemos dizer tempo de vida de nosso sol. Se na faixa de luz/calor destes sóis que proporcionam condições favoráveis a vida existirem planetas sólidos e de tamanho suficiente para reter atmosfera, a possibilidade de vida pode ter se desenvolvida como aqui na terra. Se houver vida ela pode muito bem ser diferente da forma como a conhecemos (nosso aspecto humano), sendo que pode ter uma forma totalmente diferente, porém inteligente em maior ou menor grau que a nossa. Agora se você estiver pensando pelo lado religioso, posso te dizer que o engenheiro que criou isto tudo teria de ser muito burro para fazer algo gigantesco a ponto de conhecermos apenas uma parte do universo e colocar vida somente aqui, você não acha não? Vou te dar uma sugestão, existe um livro que se chama ENCONTRO COM RAMA de Arthur C. Clarke. Procure lê-lo, talvez sua cabeça se abra um pouco. Um outro livro que você pode ler chama-se O FIM DA INFÂNCIA de Arthur C. Clarke também, Embora sejam livros ficção científica farão você pensar de outra forma.

  18. TANTA TECNILOGIA PRA VE O ESPACO E OS ASTRONOMO NAO CONSEGE NEM ACHAR UM AVINHAO CAIDO NA PROPRIA TERRA!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!! KKKKKKKKKKKKK FAS ME RI!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!

  19. Salva,
    Parece que o novo formato prejudicou a freqüência de visitas, ou pelo menos o número de comentários!

    1. Ou eu estou perdendo a mão. Ou os temas são menos controversos. Ou tem muita gente de férias ainda. Ou pararam de ver o Mensageiro no fim do ano e não voltaram mais! Vai saber…

      1. Não perdeu a mão nao, ta tudo certo! Acho que o pessoal precisa de um tempo pra se acostumar! Venho sempre que tem uma nova postagem…

        : )

      2. Nada disso Salvador, seus textos são ótimos e de fácil interpretação. Em resumo seu trabalho tá cada dia melhor.

  20. Muito legal a comparação da piscina com o copo d’agua… antes de ler essa comparação estava um pouco dificil de entender…depois do comparativo ficou tudo mais claro!

  21. Boa explicação, Salvador!
    Eu tento explicar para os meus amigos, de forma análoga, quando perguntam se a Roseta não consegue tirar uma foto da Philae no cometa: Imagine o que é 300 km de distância (órbita de trabalho da Roseta), tenha por base cidades que vc conheça e que tenha esta separação… agora, vc conseguiria ver e distinguir alguma coisa nesta cidade à esta distância? Melhor ainda: ao chegar em uma grande cidade, da rodovia vemos os prédios (+/- 20 km de distância), e não conseguimos identificar nenhum deles individualmente. Imagine desta pequena distância identificar um apartamento e uma TV ligada!
    Agora um exercício mental que fiz ontem: olhando a Lua (+/- 380.000 km), o diâmetro do sol é de +/- 1.400.000 km. Mais de três vezes e meia!!! Uma bola de fogo daqui até a lua e mais além!!! Dá pra imaginar?

    abs,

    1. Na primeira sério do “Cosmos” com o Carl Sagan, tem um episódio que mostra exatamente isto que vc está citando, com várias fotos de satélites e aviões, que mesmo a “baixa altitude” (logo, próximo do foco), muito pouca coisa se distingue, sejam grandes cidades, plantações ou congêneres.

      Quando eu era criança (há cerca de 200 anos, hauhauhauahuahu), naquelas aulas imbecis de OSPB ou educação moral e cívica, as professoras falavam que da lua dava para ver a Transamazônica, o que deveria ser orgulho para os brasileiros.

      Hoje nós sabemos que da Lua NÃO se vê a Transamazônica nem as muralhas da China (uma lenda mais recente).

      A única coisa que dava pra ver da Lua, a olhos desarmados, era a roubalheira e os crimes que os milicos cometiam….

    1. É o mais completo absurdo. As constelações oficiais foram definidas pela IAU e não há espaço para outras. Além disso, Marte transita por todo o zodíaco e não vai ficar parado aí. É tudo uma idiotice monstro. Como se eu pegasse um mapa do céu, riscasse umas linhas ligando estrelas e batizasse em homenagem ao Oswaldo Gil. Todo mundo pode fazer isso que esses caras fizeram. É bobo demais.

      1. Foi exatamente o que pensei ao ler a notícia: se é verdade, a que constelações essas estrelas pertenciam antes? E duvidei que os astrônomos aceitassem mudar assim as constelações. O céu não é rua de nossas cidades, cujos nomes os vereadores adoram ficar mudando…

        1. Exato! Ainda mais assim. Até é possível (mas não muito provável) mudar constelações, mas isso exigiria um bom motivo e aprovação pelos velhinhos da IAU, que só se reúnem de três em três anos… rs

  22. Olá Salvador!
    Excelente explicação, bem didática! Qual a chance de encontrar planetas pela radiação emitida pelo próprio planeta e fora do espectro visível? Radiação infravermelha, uv, etc…

  23. Bom dia Salvador!

    Comentário de leigo, portanto, me perdoe pelas burras divagações: um planeta ainda desconhecido poderia ter sua órbita em plano diferente dos demais? Ou o planeta estaria em órbita elíptica mas muito além de Plutão, portanto sua aproximação à Terra ocorreria em milhares de anos; existe alguma ciência que “balanceie” a massa (gravidade) do Sol versus as massas dos planetas circundantes? A primeira pergunta/divagação vai de encontro às buscas de exoplanetas ou seja, se o planeta não passar no “alinhamento Terra e a estrela” ainda não os teríamos encontrados.

    1. Tetsuo, ele poderia estar em outro plano se tivesse sido atirado para lá por algum encontro com um astro capaz de interagir gravitacionalmente com ele para isso.

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