Mensageiro Sideral

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Salvador Nogueira é jornalista de ciência e autor de 11 livros

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Astronomia: Baldes de luz

Por Salvador Nogueira

Por que astros a bilhões de anos-luz podem ser mais fáceis de ver que planetas no Sistema Solar?

AS LUZES DO CÉU
A busca por um possível novo planeta no Sistema Solar deixou muita gente se perguntando como é possível estudar galáxias e supernovas a bilhões de anos-luz de distância, e não conseguirmos nem achar um vizinho nosso, a menos de um centésimo de ano-luz. Pode isso, Arnaldo?

CHUVA DE LUZ
Para entender, basta sacar que telescópios são baldes. Só que, em vez de água, eles juntam a luz que cai do céu. Quanto maior o balde, mais água ele pode colher, certo? Daí a obsessão dos astrônomos em construir telescópios cada vez maiores. É para poder enxergar os Cantareiras cósmicos, por assim dizer.

O TAMANHO DA PISCINA
Certo, mas por que objetos distantes às vezes são mais fáceis de detectar que outros mais próximos? Bem, porque quando você está colhendo água (ou luz) não é só a distância que conta, mas também a quantidade que a fonte emite. É mais fácil você se molhar a 3 m de uma piscina onde alguém acaba de dar uma bomba do que a 20 cm de um copo d’água onde acaba de cair um pingo de chuva.

AS TEMPESTADES
Quando observamos uma supernova a bilhões de anos-luz, estamos falando de um objeto que, pelo menos por alguns instantes, emite mais luz que alguns bilhões de sóis juntos! Mesmo muito longe dessa piscina, alguma água ainda respinga em nossos baldes.

AS GAROAS
Já um planeta na fronteira do nosso Sistema Solar está meramente refletindo a luz de um único sol — e apenas a pequena fração dela que chega lá e é refletida, em vez de ser absorvida. Com um problema adicional: um planeta pequeno e próximo pode acabar juntando a mesma quantidade de água no nosso balde que uma estrela maior e mais distante.

A CHAVE DA DESCOBERTA
Como fazer a distinção? Isso só é possível quando os astrônomos analisam a composição da luz e medem o movimento da fonte no céu com o passar do tempo, para determinar sua distância e real natureza.

A coluna “Astronomia” é publicada às segundas-feiras, na Folha Ilustrada.

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