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Salvador Nogueira é jornalista de ciência e autor de 11 livros

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Astronomia: os cinco grandes feitos da Rosetta

Por Salvador Nogueira

A missão Rosetta acabou, mas vai deixar saudades: relembre cinco grandes feitos da sonda.

SÓ NO PAINEL SOLAR
Lançada em 2004, a Rosetta foi a primeira sonda a operar alimentada por paineis solares no Sistema Solar exterior. É verdade que ela precisou “hibernar” no trecho mais afastado de sua órbita, mantendo ligado apenas um “despertador”. Mas seu esforço pioneiro apontou o caminho para sondas como a Juno, que hoje opera lá nos cafundós de Júpiter usando só energia solar.

LAÇADA INÉDITA
Várias naves já visitaram cometas, a começar pela europeia Giotto, que tirou fotos do Halley em 1986. Depois dela, houve outras que sobrevoaram um cometa, as americanas Deep Space 1 (2001), Stardust (2004) e Deep Impact (2005). A primeira tirou fotos, a segunda colheu poeira cometária e a terceira literalmente deu um tiro no cometa. Cometa bom é cometa morto. Humpf. Mas nenhuma até então havia feito o mais difícil: colocar-se lado a lado com o cometa de modo a ser capturada por sua débil gravidade.

PRIMEIRO POUSO
Não bastasse isso, a Rosetta ainda levou consigo um companheiro — o pequeno módulo Philae. Em 12 de novembro de 2014, o pequeno frigobar voador fez história ao realizar pela primeira vez um pouso num cometa e proceder com análises de sua superfície.

LEVANTOU POEIRA
A Rosetta acompanhou o cometa Churyumov-Gerasimenko no trecho mais tenso de sua órbita — a passagem pelo ponto de máxima aproximação com o Sol, em agosto de 2015. E resistiu para contar a história. Com isso, revelou dados incríveis sobre esse astro que, a exemplo dos outros cometas, é basicamente um agregado de gelo e rocha feito do que sobrou da formação dos planetas, 4,6 bilhões de anos atrás.

CIÊNCIA DAS ORIGENS
Uma das descobertas mais notáveis foi a de que a nossa água não deve ter vindo de cometas. Em compensação, a Rosetta revelou uma incrível riqueza de moléculas orgânicas. É bem possível que colisões com cometas no passado tenham semeado a Terra com os compostos que se tornariam os precursores da vida em nosso planeta.

A coluna “Astronomia” é publicada às segundas-feiras, na Folha Ilustrada.

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