Astronomia: ‘Oumuamua, o vagabundo interestelar

Salvador Nogueira

O que já aprendemos sobre o objeto 1I/’Oumuamua, o primeiro vagabundo interestelar.

DAS ESTRELAS
A descoberta do primeiro objeto interestelar a visitar o nosso Sistema Solar deixou os astrônomos em polvorosa. A União Astronômica Internacional teve de criar uma nova categoria em seus catálogos e pesquisadores estão freneticamente publicando novos resultados do rápido encontro com esse intrigante viajante cósmico.

DE SAÍDA
Ele foi descoberto em 19 de outubro, pelo telescópio Pan-Starrs, quando já estava de saída do Sistema Solar. Sua trajetória e velocidade indicavam que ele havia vindo de algum lugar na constelação de Lira e agora rumava para a constelação de Hércules.

COMETA OU ASTEROIDE
Na descoberta, ele foi catalogado com o nome provisório C/2017 U1. “C” de cometa, pois observações iniciais pareciam sugerir que se tratava de um. Imagens posteriores, contudo, mostraram que ele parecia mais um asteroide, o que levou a uma novo nome provisório, A/2017 U1.

FAZENDO TIPO
Em seguida, os astrônomos notaram que um objeto desses, numa rápida passagem por aqui, jamais teria número suficiente de observações para ganhar nome definitivo, pelos critérios estabelecidos. Decidiu-se então criar uma nova categoria: “I”, de interestelar. E seu primeiro membro é o 1I/’Oumuamua. Na língua nativa do Havaí, significa algo como “o primeiro a ir além”.

VERMELHO E ALONGADO
Bem, e o que conseguimos aprender sobre ele até agora? Não muito. No Observatório de Palomar, foi possível determinar que sua cor é avermelhada. Outro grupo, fazendo observações com o Telescópio Discovery Channel, sugere que seu período de rotação tem pelo menos 5 horas e que sua forma deve ser bastante alongada.

TEM MAIS
O mais interessante, entretanto, é o que essa descoberta prenuncia: a noção de que objetos interestelares devem ser bem comuns. Com os atuais instrumentos de detecção, podemos encontrar um desses vagabundos interestelares a cada cinco anos, e, a partir de 2022, com a chegada do LSST, um novo telescópio de varredura, a tendência é o ritmo de descobertas do tipo aumentar para uma por ano.

BÔNUS: Uma cidade marciana em Dubai
Caso você não tenha visto, o Mensageiro Sideral publicou nesta Folha, no domingo, uma reportagem sobre o projeto de US$ 140 milhões dos Emirados Árabes Unidos para construir um protótipo de cidade marciana no deserto de Dubai. Leia clicando aqui.

A coluna “Astronomia” é publicada às segundas-feiras, na Folha Ilustrada.

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Comentários

  1. Pessoas passando fome no mundo, indústrias evitando curas pra vende mais remédio, governo golpista no Brasil, Trump construindo muros pelo mundo e o capitalismo comemora que vai mandar robozinho pra outro planeta.

  2. Olá Grande Salvador !
    Uma dúvida muito específica : porquê uma órbita hiperbólica e não uma órbita parabólica? Qual seria a diferença entre as duas possibilidades?
    Grande abraço
    Fabio

  3. Salvador, beleza.
    No seu livro Einstein página 49 primeiro parágrafo, vc se refere ao jovem francês Louis de Broglie que em 1924 estaria com 27 anos, tendo nascido em 1892?

    Não seria 32?

    1. Ruy, a tese de fato é de 1924 (como diz o livro) e ele nasceu em 1892 (como diz o livro), então ele tinha 32, e não 27 (como diz o livro)! Boa pegada! Corrigirei na próxima edição! Obrigado!

  4. tambem, passei pra salva o link da possivel imagem do possivel sYstema( Y) HERCOLUBUS.
    Na analigia ele pode esta tanto,
    como , o terceiro (que falta)sol sincrono dos quatro soys do sistema(Y), como um systema (Y), Paralelo ao nosso em (Peixes), como o espelho de nosso Systema (Y)-quatro soys, em uma parede de gases(-H).

  5. Não sei se já teve post sobre isso, mas por que o Halley foi tão menos visível em 1986 do que havia sido em 1910? As fotos de 1910 mostram um baita cometão, será que somente a poluição urbana de 86 explica tanta diferença?

    1. Se bem me lembro, o ângulo da cauda com relação à Terra desfavoreceu a observação na ocasião. Vimos a cauda meio que alinhada com a nossa linha de observação, o que fez dele um algodãozinho no céu, em vez de um objeto com um rabo longo.

  6. Um eventual choque de um objeto muito maior com, digamos, Plutão ou Caronte, não poderia ser uma causa de dentro do próprio Sistema Solar para explicar essa velocidade maior do Oumuamua?

  7. Prezado Salvador
    As correções que fez no texto que enviei me esclareceram as dúvidas que tinha. Vou incorporá-las.
    Muito grato pela sua atenção e um fraterno abraço,

    Espedito Laerte Holanda

  8. E os nibirutas não eram assim tão doidos, é cada vez mais evidente que o sol faça parte de um sistema binário e tem um irmã bem menor, provavelmente uma anã marrom, vagando nas imediações do sistema solar. Ela seria inclusive a responsável por interferir na nuvem de Oort e arremessar pedregulhos gelados (cometas) em nossa direção. Se possível faça uma reportagem a respeito.

    1. Isso já foi descartado sumariamente pelas observações do satélite Wise. Podemos, no limite, ter mais um Netuno lá fora, mas o Sol é uma estrela solitária.
      E, mesmo que não fosse, os nibirutas continuariam tão birutas quanto de costume, porque eles não falam de uma estrela ou anã marrom companheira do Sol, eles falam em um planeta solar com órbita excêntrica que seria supostamente mencionado na mitologia suméria, seria habitado por alienígenas inteligentes e se aproximaria rotineiramente das regiões internas do Sistema Solar, muito embora todos os estudos de mecânica celeste mostrem que um planeta nessas condições seria expulso por Júpiter nos primórdios da formação do Sistema Solar. Então, os nibirutas continuam sendo completamente birutas. 😉

      1. Pergunta de leigo. Não parece um contrassenso que consigamos detectar exoplanetas com tanta precisão de tamanho e distância, e não consigamos detectar esse possível planeta 9 em nosso próprio sistema solar?

        1. Não, por uma razão muito simples. Onde você procuraria exoplanetas? A resposta é óbvia: nas proximidades de estrelas que você pode ver, e usando a luz dessas mesmas estrelas como forma de “denunciar” a presença dos planetas.

          Agora, onde você procuraria o planeta 9? Bem, tem o céu inteiro para vasculhar, e o cruel é que não há método indireto disponível — você vai ter de ver a luz que é refletida diretamente pelo planeta. Como ele está longe do Sol, seu brilho é bem pequeno. Isso significa que você precisa de um poder de aumento enorme para vê-lo. E, quanto maior o seu poder de aumento, menor o seu campo de visão — mais imagens você precisa fazer para cobrir a mesma região do céu.

          No fim das contas, ambas as buscas são exercícios de paciência — mas os exoplanetas você ao menos sabe onde procurar.

  9. Salvador, uma pergunta técnica: Os cometas que tem origem na jovem de Oort ou cinturão de Kuiper, que de vez em quando dão um rasante no Sol em órbita hiperbólica, não têm como destino sair do sistema solar? Já fizeram estudos a respeito deste assunto?

    Grande abraço deste assíduo leitor!!!

    1. Sim, esses, em rota hiperbólica, vão ser ejetados do Sistema Solar (isso quando sobrevivem à passagem pelo Sol, o que não é sempre). Mas vêm numa rota hiperbólica com excentricidade muito próxima de 1, o que indica que provavelmente têm origem no próprio Sistema Solar e foram apenas ligeiramente desviados de uma elipse para uma hipérbole por algum choque ou interação gravitacional. O ‘Oumuamua tinha uma hipérbole com excentricidade 1,2, o que indica além de qualquer dúvida que ele veio de fora do Sistema Solar! Abraço!

  10. Olá Salvador. Comentário fora do tópico. Voltei de Madrid esta semana e na Fundação Telefonica tem três exposições sensacionais. Duas delas são itinerantes: uma sobre a vida no futuro de Norman Foster e outra sobre Conquista de Marte – um sonho. Seria tão bom se alguém pudesse trazê-las para cá no Brasil…

  11. É possível estimar a idade dele?

    Se está vagando a bilhões de anos, pode fazer parte do material de criação da primeira geração de estrelas?

    A detecção tardia foi devido a órbita dele? Vão corrigir essa “lacuna” e passar a observar mais fora da eclíptica?

    1. Já observam fora da eclíptica. O problema foi que ele veio e foi muito depressa, e na parte mais próxima do Sol é mais difícil de ver.

  12. Essa concepção artística do Oumuamua é fiel? É porque se parece até com um bunda, assim de relance e com o perdão da palavra. Segundo esse artista, ele passou por nós e ainda fez um banda-lê-lê!

    1. Não, não é fiel. Ninguém sabe a forma do Oumuamua. E, se você quer saber, este aí é o Halley do SpaceEngine visto de perto. 😛

  13. Ainda sobre o “Carlitos intraestelar” posso conjecturar que de alguma forma ele conseguiu se desprender da gravidade do sistema estrelar de origem. Teria sido ejetado? Seria fruto de algum cataclismo? Suponho que a sua velocidade, se for bastante elevada, deve fornecer alguma pista.

    1. A velocidade é típica para objetos em órbita ao redor da Via Láctea. Um dos estudos dinâmicos que li sugere uma ejeção relativamente suave, provavelmente na formação do sistema planetário de origem.

  14. Sou um admirador demais em astrologia bem que si estivesse entre nós uns extraterrestres colocando este planeta em ordem sem fome e com direitos iguais seria uma maravilha…seria coisa de filme,pois nos filmes eles vem para nos explorar e destruir é mais fácil o terráqueo abater primeiro e depois perguntar….

  15. Salvador, quer dizer que se esse objeto viesse em rota de colisão com a terra provavelmente morreríamos sem saber de nada sobre a aproximação dele ?

    1. Eu não estaria tão certo, porque a trajetória seria diferente e talvez fosse detectado antes. Mas é talvez. É possível que algo bata na gente sem sabermos de antemão. De toda forma, esse objeto aí, a julgar pelas estimativas de tamanho, não seria capaz de uma extinção global. Estima-se que o objeto precise ter 1 km pelo menos para acabar com a gente. As estimativas de tamanho dele giram entre 100 e 400 m. O suficiente para um belo estrago, mas não extinção global.

  16. Salvador, fale mais deste objeto extraordinário. Há muito tempo eu desconfiava que uma pequena fração de cometas descobertos por estarem em órbitas acentuadamente hiperbólicas podiam sim ser extrassolares, por isso sempre me interessei por este tema. Descobrir a composição destes corpos é de enorme importância para comparar com os objetos de nossa vizinhança. Acho que a espectroscopia terá dificuldades em captar suficiente luz de objetos pequenos e escuros, mas vale a pena tentar!

    1. Esse é o primeiro numa rota hiperbólica decididamente extra-solar (excentricidade 1,2). Os cometas hiperbólicos observados até hoje tinham excentricidade bem perto de 1, que indicavam origem solar, com interação gravitacional que o colocasse em rota hiperbólica.

  17. 140 milhões de dólares e eles constroem uma cidade nova copiando as características de um assentamento em outro planeta; no Brasil, no maximo recapam uns 100 ou 200 km de asfalto, que em um ano precisará de novo de novo recapeamento

  18. Não se refira assim ao nosso amigo errante que veio até aqui nos visitar.

    Quem nunca desejou levar um vida desprendida e solta? As vezes, até tenho inveja dos vagabundos.

    Aliás, o que o são as Voyagers 1 e 2, senão duas errantes que como ele, estão destinadas a vagarem infinito? 🙂

      1. EM TESE, isso seria possível?

        Digamos que a Voyager ou a Pioneer sigam seu caminho espaço vazio afora, é possível que vá juntando poeira, detritos, gelo, e daqui a algumas centenas de milhares de anos quando passar por um outro sistema estelar pareça um asteróide ou um cometa?

        Diz que sim, Salva, diz que sim, vai….

        1. É uma ideia fascinante, mas acho que você precisaria de realmente MUITO TEMPO — bem mais que a idade do Universo. O espaço é beeeem vazio.

          1. é…. ‘coloque três grãos de areia dentro de uma catedral e ela estará mais densa que o universo’. Li isso em algum lugar…

  19. Ninguém pensou em extrapolar para o passado a trajetória de tal “vagabundo”? Só para ter uma noção se ele passou próximo a outra estrela e quando aconteceu isto. Fico pensando também no que fez ele ter esta velocidade toda acima da velocidade de escape do Sol. Colisão violenta nas vizinhanças outra estrela? Passagem muito próxima de uma estrela bem mais massiva? E se ele veio de dentro do cinturão de Kuiper ou na nuvem de Oort e adquiriu esta velocidade numa colisão? Eu sei que a resposta para estas perguntas é difícil, talvez nunca saberemos, mas se perguntar e imaginar as respostas pode ser instrutivo.

    1. Sim, fizeram isso. Tem alguns estudos sobre de onde ele pode ter vindo, mas são bem inconclusivos. Por tudo que sabemos, ele esteve em órbita da Via Láctea por bilhões de anos antes de chegar aqui, o que torna impossível dizer de onde veio. Mas há pelo menos um estudo que sugere que ele pode ter vindo de um grupo de estrelas jovens, sendo um resquício da formação do sistema planetário de lá… só não é muito conclusivo. Os astrônomos estão atirando para todo lado, com a novidade. 😉

        1. Já expliquei isso no post anterior sobre esse objeto, não é assim que funciona.

          Seguindo a lei de Kepler, cometas solares viajam em elipses, e avançam tão mais depressa quanto mais perto estão de um dos focos da elipse, onde está o Sol. Isso significa que um cometa como o Halley, por exemplo, viaja bem devagar quando está além de Netuno e vai acelerando conforme se aproxima do Sol, para depois reduzir a velocidade de novo conforme se afasta.

          A velocidade deste objeto por si só não é atípica para cometas passando pelas nossas redondezas. Ela é atípica apenas porque estava muito alta (26 km/s) já além da órbita de Netuno, ou seja, o objeto chegou ao Sistema Solar voando rápido, o que implica que veio de fora e não está numa órbita elíptica ao redor do Sol. É isso.

        2. A velocidade de escape em relação ao Sol na distância de Netuno é 7,7 km/s (cálculo a partir da mecânica newtoniana) e se a velocidade do objeto era de 26 km/s nesta mesma distância do Sol, então ele só poderia escapar do Sistema Solar para sempre se não colidisse com nada na sua trajetória conforme aconteceu.

  20. Salvador, saudações!
    Na sua opinião, há alguma possibilidade de prever a chegada de um “viajante” interestelar e se “ancorar” alguma sonda a ele, como a Roseta da ESA fez com o cometa 67P/C-G, que além de analisá-lo puder acompanhá-lo ao além? Sou leigo no assunto, mas, pelo que vi no desenho de sua passagem por nós, o 1I/’Oumuamua não segue o alinhamento do “disco” que os planetas solares possuem, isto seria uma vantagem para a exploração espacial já que temos que usar o estilingue espacial para ganhar velocidade e de certa forma ficamos presos ao alinhamento desse disco?

    1. Não é grande vantagem. Note que a Rosetta, para chegar ao cometa Chury, teve de igualar sua órbita com a dele. Ou seja, mesma velocidade, mesma posição. Não há diferença no gasto energético entre levar uma sonda até esse objeto e simplesmente mandar uma sonda para fora do Sistema Solar na mesma trajetória desse objeto.

  21. Um tema de tamanho interesse para os que gostam de ciência e tecnologia poderia ser bem mais explicito sobre o objeto abordado, incluindo histórico e prováveis dimensões, entretanto o autor optou por tratar assunto de tamanha relevância no mesmo nível das fofocas de novela que pululam na Internet. Esse é o país que merecemos, da ciência abordada como banalidade, da imprensa a serviço de interesses particulares, da desonestidade de propósitos explicita e da safadeza como método e a ignomínia como atitude. Pobre Nação com potencial de gigante e desempenho de anão com as bênçãos dos que foram ungidos ou apossaram-se de maneira venal do direcionamento comprometido de seu destino.

    1. Ronaldo, entenda que (1) eu já falei sobre este objeto recentemente, quando foi descoberto (o link está no texto, clique e seja feliz; foi o primeiro texto no Brasil a abordar a descoberta e um dos primeiros no mundo), e (2) minha coluna de segunda-feira sai no jornal impresso e está limitada pelo espaço a 2.000 caracteres.

      Então, por tudo isso, acho meio injusta essa sua afirmação. Quem acompanha o blog sabe que às vezes faço posts que têm tamanho de capítulo de livro.

    2. Ah, não. Pode dizer o que quiser, mas dizer q o Salvador tratou o assunto com leviandade não é legal.
      Mas como não devia conhecer o blog vou dar uma dica: clica no nome “Mensageiro Sideral”, é um link q vai te levar para os outros tópicos. Da uma olhada, são muitos. Todos tratados com esmero pelo Salvador, e aproveite e veja as discussões que complementam os textos.
      Tem textos e comentários tão bem elaborados, que se vc gosta de ciência e busca conhecimento vai amar o blog.
      Fica a dica 🙂

  22. Salva, se voce estivesse uma pessoa menos cetica, voce poderia ajudar a humanidade a desvendar este quebra cabeca uma vez por todas,
    A questao esta saber quem estar quem na antropologia ( incluindo a sumeria,
    WORNWOOD, (ABISINTO), precede a orbita de NEMESYS ,a estrela marron,
    De onde ele veio e pra onde ele vai , sabemos que nao esta preciso, cada reoortagem traca uma possivel orbita.

    1. Giba, teu português peculiar até vai, mas por favor abra e feche todos os parênteses 🙂 eu quase tentei fechar o parênteses aqui rs.

  23. Uau! Quanto tempo será que levou a viagem da constelação de Lira até aqui? Quanto tempo levará para chegar á constelação de Hércules?

  24. Salve Salvador bom dia! Fico feliz por ver que nem os próprios cientistas tem um conhecimento “fixo” e alteram conforme fazem novas descobertas: de cometa para asteroide e ao final para interestelar! Grande abraço, Marcelo

    1. A grande vantagem da ciência é justamente essa. Ela não tem aversão à novidade. Pelo contrário, ela tem ansiedade pela novidade, que é o que permitirá que ela melhore seu entendimento da natureza cada vez mais. 😉

    1. Eles podem ser capturados dependendo da trajetória e da velocidade. Mas, em geral, a chance é sempre bem maior de entrarem e saírem em velocidade de escape do sistema.

  25. Bom dia Salvador!

    Saudosos abraços! Não quero entrar para o clube dos fatalistas, mas se o corpo “agarrou na gravidade do Sol para mudar a trajetória e ganhar mais um pouco de aceleração, por favor explique porque o Sol não o atraiu e engoliu??? Abraços!

    1. A velocidade e sentido do movimento do objeto só mudou com relação ao centro da galáxia. A rigor, com relação ao Sol, toda a velocidade que ela ganhou ao se aproximar, ela perdeu ao se afastar. É como o efeito estilingue usado por sondas espaciais. A Voyager passa por Júpiter, acelera ao rumar para perto dele, e desacelera ao se afastar. Com relação a Júpiter, a velocidade de aproximação espelha a de afastamento. Mas, com relação ao Sol, como Júpiter em si também tem seu próprio movimento ao redor do Sol, a sonda acaba ganhando velocidade (e Júpiter acaba perdendo velocidade, mas numa mudança que é desprezável no caso dele, ao se contrastar a massa do planeta com a massa da sonda).

      Resumindo a resposta em poucas palavras: Newton explica. 😉

  26. Nós que somos vagabundos de tratar tão mal o planeta terra. Ainda dizem nosso planeta kkkk, que título safado rapa, o universo é perfeito na sincronia, inclui aí a terra, aí surge uma civilização atrasada tratar objetos que não compreende de vagabundo

    1. Vagabundo, em bom português, é aquele que vaga por aí. É o que esse objeto faz, pela Via Láctea. Não há conotação negativa no uso da palavra.

  27. Nada é surpresa aqui, um vez que estamos nos movendo em torno de nossa galáxia, e esta por sua vez se move no universo, podendo encontrar n coisas pelos infinitos caminhos do espaço tempo, até mesmo algo que sequer ainda imaginamos

    1. Nossa, alguém dê um Nobel para este cara! Que fala profunda.
      Sigo aguardando sua explicação “cética” sobre o cataclismo que vai acontecer no século 23 ou 24, ó, profeta nobelista. 😛

      1. Isso envolve cálculos matemáticos complexos (além de leis físicas um poco diferentes daquelas que conhecemos), que não são o escopo deste blog

          1. Não tenho nada a ver com esse camarada aí! Minha formação matemática é soberba e inimitável!

    1. Difícil dizer. A aposta dos cientistas é de “wheathering” pela longa viagem interestelar. Ou seja, o efeito de raios cósmicos sobre o objeto, que tornam sua superfície avermelhada (por razões, que francamente, não sei dizer quais são).

    2. A cor avermelhada se deve ao desvio para vermelho ou “redshift”, que corresponde a uma alteração na forma como a frequência das ondas de luz é observada no espectroscópio em função da velocidade relativa entre a fonte emissora e o receptor observador.Neste caso aqui é observado pelo efeito Dopler em homenagem a Johann Christian Andreas Doppler, que o descreveu teoricamente pela primeira vez em 1842. Como ele estava se aproximando do sol, sua velocidade vinha diminuindo , e daí avermelhando. Depois da estilingada gravitacional, quando ele acelerou de novo, se fotografássemos a cor já seria azulada.

      1. Não, claro que não. Não tem nada a ver com redshift. O vermelho é real, não é distorção por efeito Doppler.

      2. “Como ele estava se aproximando do sol, sua velocidade vinha diminuindo”. Quer dizer que quando se aproxima do Sol perde velocidade? E depois quando se afasta do sol ganha velocidade de novo? Quanta besteira vc falou agora, Chucrute!!!

      3. Dificil montar este quebra cabeca,
        TALVEZ UM SISTEMA EM FORMA DE (Y). COM QUATRO SOIS, TRES de especto GK, NA PONTA E UM NO MEIO , ,UMA ANAM MARROM QUE OS TRES GIRAM AO REDOR DELE, COMPOSTO dE NHOFe ,
        Uma anan em peixes QUE JA MOSTREI A IMAGEM A SALVA,, o andarilho esta um trojan( woornwood)?,
        para fechar so falta outro sol em virgo -hercoles, eu ja vi varios sistemas assim, por isso nao a detectamos, nos giramos junto do sistema trino em um vetor axial ao redor , dela., mesmo que tudo gire ela vai parecer parada para nos.

        1. Agora ficou bem mais claro. Faltava compreensão de um sistema trino e o trojan woornwood. Também, é claro, tem que ser composto dE NHOFe, onde eu pensava que era nhoque com uisquinho. Obrigado pelo esclarecimento.

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