‘Reprise’ da Estrela de Belém hoje?

Vênus e Júpiter se encontrarão no céu na noite desta terça-feira (30) a menos de meio grau de distância um do outro — tão perto que parecerão uma estrela dupla. A conjunção pode ser observada por volta das 19h, na direção oeste, a mesma em que o Sol se põe, e promete um espetáculo tão encantador quanto democrático — instrumentos ópticos agregam valor ao camarote, claro, mas são desnecessários.

Imagem obtida no dia 29 por Ferreira RA mostra Vênus e Júpiter no céu de Antonina (PR). (Crédito: Ferreira RA)
Imagem obtida no dia 29 por Ferreira RA mostra Vênus e Júpiter no céu de Antonina (PR). (Crédito: Ferreira RA)

Curiosamente, o fenômeno pode ter sido o mesmo que inspirou a lenda da Estrela de Belém, que, segundo os relatos bíblicos, teria informado os reis magos do nascimento de Jesus. Rebobinando a fita da posição dos astros para aquela época, os astrônomos sabem que um trio de conjunções semelhantes entre Vênus e Júpiter — os dois planetas mais brilhantes a olho nu — aconteceu entre os anos 2 e 3 a.C.

Importante que se diga que essa não é a única possível explicação científica para a lenda. Alguns pesquisadores falam que pode ter sido uma supernova que detonou naquela época (alguns registros antigos chineses parecem apoiar essa possibilidade), e outros evocam outras conjunções, como uma entre Júpiter e Saturno em 7 a.C. Também é possível que tenha sido um cometa — quiçá até o Halley, que passou por essas redondezas em 12 a.C. Vai saber.

De todo modo, a proximidade dos dois planetas, evidentemente, é aparente. Vênus está a 90 milhões de km da Terra, e Júpiter, quase dez vezes mais distante, a 890 milhões de km daqui. O que, na modesta opinião do Mensageiro Sideral, torna o fenômeno ainda mais interessante, porque mostra como a profundidade desaparece diante da escala gigantesca do Sistema Solar — que por sua vez é um nada, comparado ao tamanho das distâncias até as outras estrelas.  Além disso, revela como as órbitas dos planetas em torno do Sol parecem organizadas quase exatamente no mesmo plano.

Se você tiver céu limpo, não deixe de observar.

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Comentários

  1. Salvador, devido a distancia entre a terra e Vênus por exemplo e devido ainda a pequena distancia entre nossos dois olhos perdemos a visão tridimensional dos dois planetas não sendo possível julgar profundidade muito bem (exceto pela luminosidade), porém, considerando o diâmetro da terra como 12742 km, se construíssemos dois o observatórios em pontos opostos do planeta (ou dois satélites) e ao mesmo tempo capturássemos fotos (considerando uma regra de três simples da distancia dos nossos olhos e aplicando para a distancia dos dois pontos na terra) conseguiríamos capturar em três dimensões uma área infinitamente maior, e talvez ter fotos até de Vênus com seu relevo em perfeição e em três dimensões. Seria isso mesmo? Ou estou equivocado? Isso não seria interessante?

    1. O relevo de Vênus é complicadíssimo de observar por causa da densa cobertura de nuvens. O melhor jeito de observá-lo é por radar, e para obter alta resolução é preciso mandar o radar até lá. Foi o que fez a Magellan nos anos 1990. Mas, mesmo sem bloqueio das nuvens — pegue Marte, por exemplo –, a diferença de perspectiva jamais permitiria resolução a ponto de produzir mapas 3D de revelo — a variação do relevo é muito pequena, dada a distância imensa.

      Por outro lado, o seu raciocínio geral sobre perspectiva está correto. Note que as estrelas mais próximas têm sua distância medida usando observações feitas quando a Terra está de um lado e de outro do Sistema Solar (diferença de posição de 300 milhões de km). Aí, medindo a pequena diferença de posição, por trigonometria, os astrônomos podem calcular a distância. 🙂

  2. Salvador, acho legal as pinceladas entre religião e ciência. A tradição herdada de nossos antepassados nos levavam a acreditar piamente na literalidade de todos os relatos religiosos. Mesmo quando se defende algum mito, lenda ou verdade religiosa, acende um sinal de interrogação em todos perguntando a si mesmo….será?? Será que isso que acredito foi assim mesmo? Na verdade ainda não temos certeza de nada, inclusive para os mais céticos. Por isso gosto de ler seu blog e os comentários com diversas opiniões.

  3. Ja venho acompanho os dois planetas no céu há vários dias, pena que a maioria das pessoas não está nem aí, e a maioria nem sabe que a gloriosa “Estrela D’alva” é o planeta Vênus… Infelizmente hoje céu nublado aqui para os meus lados de SP , que pena…
    .
    Salvador vi em outro post um dos leitores falando de Plutão podendo ser assimétrico, eu também tinha essa dúvida, pelas fotos de 27 de junho, que estão mostrando com 25 pixels da “longe-range camera” ele já aparece bem mais esférico, dia quatro de julho já estará em 50 pixels, a foto do dia 29 é intrigante, e já tem vários posts em ingês sem perguntando se tem uma gigantesca cratera em Plutão, pela foto se oque se vê for um “buraco

    1. Ja venho acompanho os dois planetas no céu há vários dias, pena que a maioria das pessoas não está nem aí, e a maioria nem sabe que a gloriosa “Estrela D’alva” é o planeta Vênus… Infelizmente hoje céu nublado aqui para os meus lados de SP , que pena…
      .
      Salvador vi em outro post um dos leitores falando de Plutão podendo ser assimétrico, eu também tinha essa dúvida, pelas fotos de 27 de junho, que estão mostrando com 25 pixels da “longe-range camera” ele já aparece bem mais esférico, dia quatro de julho já estará em 50 pixels, a foto do dia 29 é intrigante, e já tem vários posts em inglês sem perguntando se tem uma gigantesca cratera em Plutão, pela foto se oque se vê for um “buraco” bem grande, seria espantoso realmente a proporção em relação ao tamanho total de Plutão, mas no post que li estão falando que também pode ser excesso de processamento, de qualquer forma, está esquentado dia a dia as imagens, muito legal.

    2. Pois é, pode ter uma cratera, mas a esfericidade já não se discute mais… 🙂

  4. Quem eram “os três reis magos”?
    As cenas da Natividade costumam retratar três homens trajando túnicas, com seus camelos, chegando a um estábulo onde o menino Jesus está deitado numa manjedoura. Os visitantes, esplendidamente trajados, em geral são chamados os três reis magos. O que a Bíblia diz sobre eles?

    Segundo a Bíblia, os chamados sábios eram “das regiões orientais”, e foi ali que souberam do nascimento de Jesus. (Mateus 2:1, 2, 9) Esses homens devem ter feito uma viagem muito longa para chegarem à Judéia. Quando finalmente encontraram Jesus, ele não era mais um recém-nascido num estábulo. Em vez disso, os homens encontraram Maria e a “criancinha” morando numa casa. — Mateus 2:11.

    A Bíblia chama esses homens de magos, ou de “astrólogos”, e não diz quantos eram. The Oxford Companion to the Bible (Manual Bíblico, de Oxford) explica: “A relação entre a magia e a astrologia é refletida na fascinação dos visitantes pela estrela que os levou a Belém.” A Bíblia condena claramente todos os tipos de magia e a prática babilônica de procurar obter informações de estrelas. — Deuteronômio 18:10-12; Isaías 47:13.

    A informação transmitida a esses homens não resultou em nada bom. Suscitou a ira ciumenta do iníquo Rei Herodes. Isto, por sua vez, resultou na fuga de José, Maria e Jesus para o Egito, e no assassinato, em Belém, de todos os meninos “de dois anos de idade para baixo”. Herodes averiguara cuidadosamente quando Jesus nasceu à base do que soube dos astrólogos. (Mateus 2:16) Em vista de todas as dificuldades causadas pela visita deles, é razoável concluir que a estrela que viram e a mensagem sobre “aquele que nasceu rei dos judeus” procedia do inimigo de Deus, Satanás, o Diabo, que queria matar Jesus. — Mateus 2:1, 2.

      1. Fica tranquilo,

        Como disse seus comentários tem DNA próprio! Não vi nenhum palavrão neste acima! Certamente é fake!

  5. Estão todos confusos quando o assunto é Religião x Ciência. Vejo que terei que ser eu a explicar e a esclarecer.

    A Ciência foi criada pelos seres humanos como uma forma de adaptação, um desenvolvimento lógico de habilidades intelectuais superiores pertinentes à sua sobrevivência num ambiente hostil. O homem conseguiu a compreensão do funcionamento das Leis Físicas e, a partir disso, foi capaz de utilizar esse conhecimento em seu benefício. Fez isso de forma muito competente, ambora ainda necessite de mais tempo para progredir.

    A Religiosidade, por outro lado, é a matriz do nosso pensamento, de nossa Alma e de nossa origem transcendental. Portanto, não tem sentido comparar feitos científicos com as palavras da Bíblia ou ainda com futuras especulações a respeito do nosso avanço tecnológico. A Religião se ocupa do mundo espiritual, das idéias, das concepções e do pensamento puro. O pensamento e a Ciência só foram possíveis devido exatamente à essa origem. Mesmo aqueles que se dizem “ateus” possuem religiosidade de alguma espécie. Só uma criatura que esteve em contato íntimo com o seu Criador poderia perceber a estrutura Matemática que explica o funcionamento do Universo. Isso deveria ser o suficiente para convencer os mais céticos, uma vez que nenhuma outra criatura possui tal habilidade.

    Espero ter esclarecido esta interessante questão.

    Atenciosamente,

    AM

    1. Apolinário,

      Religião é algo baseado apenas em fé, onde não é necessário provar nada, já que tudo foi definido pelo Criador e devidamente registrado em livro (este inclusive depende de que religião estamos falando).

      A busca da origem, de nosso pensamentos, de como a coisa acontece e exatamente quem somos é um dos objetivos das ciências e não da religião. Esta última já definiu toda a história….basta acreditar.

      Veja que respeito muito as pessoas que vão à igreja e se sentem confortáveis em acreditar em um Criador. É um direito das pessoas e para muitas traz um benefício efetivo,não na forma de alguma graça, mas em função da pessoa olhar para dentro de si mesma e procurar o melhor.

      Religião está na mesma classificação das crenças folclóricas.

      1. Não concordo. As palavras do Apolinário parecem fazer sentido quando são analisadas de uma perspectiva histórica. Todas as civilizações humanas desenvolveram mitos ou algum tipo de religiosidade, independentemente da prosperidade, da importância e da influência que tiveram. Isso não pode ser uma mera coincidência. Devemos, de fato, possuir algum vínculo transcendental. O seu argumento é apenas um outro tipo de mitologia, achando que a Ciência vai explicar tudo e que todo o resto é folclore. É uma grande bobagem achar que os povos antigos eram compostos por gente absolutamente ignorante simplesmente porque acreditavam, como os egípcios, na vida após a morte. Esses povos desenvolveram Ciência de alto nível, e não abandonaram suas convicções…

        1. José,

          Eu não disse que os povos antigos eram absolutamente ignorantes por acreditarem em mitos. Mas veja que as mitologias se adaptaram ao longo do tempo. Ou você acredita nos Deuses do Olimpo? Se para você hoje, estes Deuses não passam de mitologia, os Gregos acreditavam piamente na existência deles. Como os índios da Amazônia também têm seus deuses particulares. A religião traduz apenas o desconforto humano ao lidar com o desconhecido.

          Quanto à existência ou não de vida após a morte, é um assunto que as ciências tentam desvendar seriamente. Já a religião, dependendo de qual você escolher, decreta sua versão sobre o assunto, sem qualquer prova e sem aceitar discussão a respeito.

  6. Ciência é como água e religião como óleo.
    Num copo contendo os dois fluidos, quanto mais se acrescenta água, mais óleo é expulso, até que no final só reste água. Se tentar fazer a experiência inversa, acrescentando óleo, verá que a água jamais será expulsa pelo óleo.

    1. E quem classificou a ciência de água e religião de óleo, por acaso voce não está enganado e é o inverso?

      1. Com certeza não é o inverso. Não acho a metáfora boa porque não julgo que a ciência possa preencher o copo inteiro, por assim dizer, não importa o quanto avance. Mas é certo que, historicamente, a ciência é que tem ocupado espaços originalmente atribuídos à religião (como explicar a organização e a evolução do Universo e da vida, por exemplo), mas nunca vi nenhum espaço originalmente atribuído à ciência que tenha sido ocupado pela religião mais tarde. Você poderia citar um?

        1. Sim, do início de tudo “do nada não pode surgir o nada”. Visemos o lógico, após o início, esse equilíbrio universal, criando e modificando com precisão infinitesimal sem interferência ou ingerência de ninguém. Porque em Deus sendo perfeito sua obra é perfeita, já foi criada perfeita e chegará ao fim destinado sem necessidades de reparos ou acertos.

          1. A ciência não fala nada sobre o início de tudo. Só desde que iniciou pra frente. Então não qualifica. Você precisa citar algo que a ciência tenha dito primeiro e depois a religião tenha desdito. A origem do Universo é um tema que começou com a religião, não com a ciência.

          2. Nossa Salvador…você perde muito da credibilidade ao dizer que “é certo que, historicamente, a ciência é que tem ocupado espaços originalmente atribuídos à religião (como explicar a organização e a evolução do Universo e da vida, por exemplo)”…essa tal “explicação” da ciência não passa de mera especulação…muito menos do que a religião tem como provar alguma coisa, a ciência tem…a cada dia que passa, a ciência descobre coisas novas que as vezes até contradiz a si própria…
            a ciencia humana ainda é muito pobre pra alguém afirmar que ela simplesmente substitui alguma “crença”, muita gente ainda crê…

            depois dessa sou mais um a deixar de frequentar esse blog…

          3. Bruno, se você realmente acha que a ciência não avançou nada em explicar, por exemplo, a origem das espécies, antes descrita pela religião por ação divina, de pouco está lhe valendo a leitura do blog. Note que é sobre o poder dessa explicação que se assenta toda a medicina moderna. Não se pode compreender coisas como o surto de ebola sem lançar mão do parentesco entre as espécies e a seleção natural.

            E agora fiquei curioso: qual é o sentido de ler um blog de ciência se você acha que ela não explica nada?

        2. Você não vê espaços da ciência preenchidos pela religião porque o seu propósito não é esse e os ensinamentos religiosos foram escritos e ensinados com exemplos da época, donde o cuidado ao trazermos ao presente.

          1. Perfeito. Então por que você disse que era o contrário, que a religião é que seria a água, e a ciência o óleo, no experimento? Foi lá que começamos… 😛

          2. Porque na realidade, ao meu modo de ver, não existe exclusões com uma das partes tornando-se dominante sobre a outra, mesmo porque em tese nem a mais antiga ou a mais moderna sabem nem 1% de nada a que se propõe,

    2. Salvador, muito bom seu post, como todos os outros, comprei um telescópio, mas estou achando muito difícil de enxergar planetas nele, tem alguma dica?

      1. Cara, brincar com telescópio exige paciência. O ideal é primeiro você apontar pra algum lugar distante no chão, para que você consiga ver se ele está bem focado, e se a mira está correspondendo ao telescópio (caso seja um refrator, especialmente), e depois dê uma checada na posição dos planetas. Vênus e Júpiter são uma boa pedida para começar, no horizonte oeste, logo após o poente.

      2. Adriano,

        Um telescópio é caracterizado pela sua abertura (diâmetro do espelho) que indica a capacidade de captar luz e definir detalhes do que se está observando. Pequenos telescópios (com menos de 100mm de diâmetro), normalmente são interessantes para observar alguns aglomerados, a Lua, Vênus e suas fases, Marte, Júpiter e Saturno. Eu sempre digo que as primeiras observações por estes telescópios é normalmente uma grande decepção, pois espera-se muito mais. Como disse o Salvador, observações astronômicas exigem paciência e gosto pela coisa. Ai sim, pode-se buscar objetos interessantes no céu. Agora, montar seu próprio telescópio ou até polir seu próprio espelho, agrega muita satisfação a quem se interessa por observações astronômicas.

    3. A comparação mais correta que já vi, é isso mesmo, assim como diz o ditado que as religiões são como os pirilampos, só brilham na escuridão! E não adianta discutir com esses fanáticos, pois é o mesmo que medicar um cadáver.
      A ciência é a única cura para a ignorância!

  7. Salve, salve, Salvador!

    Amigo, ontem, mesmo com muita nebulosidade, consegui fotografar nossos vizinhos de prosa no horizonte. Queria muito que você visse as fotos (não precisa publicá-las, rsrsrs). As fotos foram feitas com um par de binóculos 10×50 e um smartphone adaptado. Tenho feito fotos da conjunção nos últimos 4 dias. Como faço pra te mandar? É certo dizer que ambos os planetas estão em fase (meia lua, rsrsrs)? Confesso que estou encantado, mas queria saber de um especialista até que ponto posso confiar nas imagens que estou fazendo. Não são nítidas, mas consigo identificar padrões nas superfícies de ambos os planetas. Estou me preparando para comprar um equipamento mais sofisticado, mas antes quero sentir um pouquinho o fascínio e a superação dos primeiros astrônomos.

    Abraços!

  8. Pelo relato bíblico, é impossível que a famosa estrela de Belém fosse qualquer tipo de corpo celeste distante, pois era um objeto brilhante que se deslocava do oriente para o ocidente, e foi seguido por 3 personagens que deveriam ter algum conhecimento de astronomia e certamente sabiam que não adianta ‘seguir’ uma estrela. Além disso, o objeto ficou estacionário sobre o local em que o menino estava.

    1. Tersio, é perigoso interpretar literalmente descrições astronômicas na Bíblia. No Velho Testamento, o Sol é que se move ou para. 😉

      1. Caro Salvador
        Não estamos aqui entrando no mérito da questão se a descrição bíblica é fiel ao conhecimento científico atual ou não. O fato é que existe uma narrativa incompatível com o objeto seguido ser uma estrela e ponto. Se ainda não há outra explicação além de um corpo celeste, são outros quinhentos, e não significa necessariamente que só por isso ou por não ser mencionado por historiadores contemporâneos o fato seja uma lenda. Pergunto ainda: será que devemos acreditar em tudo que esses historiadores descreviam?

        1. Não há nada incompatível entre ser uma estrela e ser seguido por viajantes. Navegadores usaram as estrelas por centenas de anos como referências para se guiar no mar, só para citar um exemplo.

          Acho que não devemos acreditar em tudo o que os historiadores escrevem, mas certamente podemos enquadrar tudo que eles NÃO ESCREVEM na categoria de lendas. Ser lenda não significa que não tenha acontecido, significa apenas que não há evidência concreta de ter acontecido. É como a diferença entre rumor e boato. O primeiro é duvidoso, mas pode ser verdadeiro; o segundo é falso e ponto.

      2. Não só no Velho Testamento. Para mim ainda é o Sol que nasce, se move para o alto e depois para o poente.
        Embora eu saiba que não é assim. Minha sensação se sobrepõe ao meu conhecimento. E se eu não tivesse o conhecimento, como era o caso dos que escreveram o Velho Testamento, minha sensação seria a tradução da verdade.

  9. Salvador, por que os planetas (exceto Plutão) estão quase todos no mesmo plano ao redor do Sol? Seria algum efeito gravitacional específico ?

  10. Oi Salvador, acompanhei no último dia 18 júpiter, vênus e lua “próximos” formando um triângulo e espero observar hoje, graças ao teu post, vênus e júpiter. quase como uma estrela dupla de nosso ângulo de visão. Que outros fenômenos parecidos envolvendo outros astros já se tem registrados e quais outros estariam previstos para acontecer? Obrigado e parabéns pelo blog.

    1. Reinaldo, tenho feito a seção “Céu do Mês” da revista Scientific American Brasil, e sempre que tem efeméride bacana posto aqui também! Fique ligado! 🙂

  11. A ESTRELA DE BELÉM não é uma “lenda”, ela foi um fenômeno cósmico, devidamente documentado no Evangelho de Mateus, que revelou o nascimento do MESSIAS aos Magos.

    Inúmeras maravilhosas obras de Arte foram produzidas com o intuito de registrar este fato. Uma de minhas preferidas é a “Adoração dos Magos” do grande Botticelli que pode ser apreciada abaixo:

    https://upload.wikimedia.org/wikipedia/commons/9/9a/Adoration_of_Magi_II.jpg

    Ou ainda a fabulosa obra, demesmo nome, produzida por Jacopo e Leandro Bassano em 1580, que pode ser apreciada a seguir:

    http://www.snpcultura.org/fotografias/expo_poder_e_graca/14.jpg

    Contemplem a beleza dessa estupenda dessas obras ETERNAS e vejam a insignificância da “arte” atual perto delas…

    1. Apolinário, meu querido, acho que você não entende. O Evangelho de Mateus não é prova documental, é um texto com propósito religioso. É meio como usar folheto do MST para entender o problema da reforma agrária no Brasil. Não vai rolar. Toda história tem vários ângulos, e na de Jesus só temos um, distorcido pelos propósitos dos autores dos textos. E sabe por que só temos um? Porque ninguém mais achou importante na época. Duro dizer, mas essa é a verdade.

      1. Comparar o Evangelho de Mateus a um panfleto do mst é mais do que uma blasfêmia – é uma irracionalidade.

        As verdades sagradas da BÍBLIA são incontestáveis, mas eu não poderia esperar que uma mente deformada pela crença nas “supercivilizações” pudesse aceitar esse fato.

        1. Eu ia responder, mas cansei. Eu fico imaginando como se sente a sua família ouvindo essas coisas 24h por dia… rs

          1. São todos muito felizes. Além disso, meus filhos não precisam mais ouvir meus relatos, uma vez que eles já dominam todo conhecimento bíblico e estão IMUNES à essa cultura detestável dos ETs.

          2. Muito. A gente se diverte sempre que alguém menciona a tal “flutuação quântica” e a tal “mutação aleatória”. É gargalhada garantida!

          3. Fico me perguntando, oque essas pessoas vem fazer aqui. Todos tem o direito de falar aquilo que pra eles são a verdade. Mas oque eles vem fazer aqui não sei, de verdade. Quer falar sobre isso, vai na igreja ou algo do gênero para falar com quem acredita nisso (eu não acredito) pois essa pagina é sobre Ciência, universo e tals. é a mesma coisa de um envagelico querer falar oque ele acredita para algum centro espirita rs não vai rolar. Se entrou aqui, é pra falar sobre a matéria e não pra falar contra ela. Salvador admiro muito seu trabalho, gosto muito de suas postagens, continue sempre assim sou fascinado por esse assunto abraços.

          4. O colega Bruno está equivocado. O post do Salvador toca frontalmente no tema Religião. Assim, voluntária ou involuntáriamente, permite que pessoas ligadas à Igraja Católica se manifestem. Além disso, acho ridículo alguém, que não seja o dono do blog, querer estabelecer regras para aprovação de comentários…

          5. Meu post não toca no tema religião. Não discuto nenhuma implicação religiosa da narrativa bíblica. Apenas reporto o que astrônomos já pensaram sobre a Estrela de Belém ao longo do tempo. Não discuto nem mesmo se a Estrela de Belém de fato existiu, quanto mais se foi um sinal divino ou se anunciou de fato o nascimento de Jesus.

          6. Bruno, também não entendo certas posturas de alguns leitores…

            Por vezes eu acesso alguns sites de áreas que sou cético (sites religiosos por vezes, entre outros assuntos), mas pelo fato de ver qual a visão do outro lado, se posso encontrar algo consistente (até hoje não encontrei), mas NUNCA deixei registros difamando o que está escrito ali, entro, leio e saio calado, acho uma questão de respeito. Para que simplesmente invadir para criticar? Acho que devemos ter respeito pelos diversos pontos de vista.

            Não acredito em Deus/Deuses, nem em religiões e nem nas milhares aparições de E.T.s aqui em nosso planetinha, afinal, não existe nenhuma evidência comprovada (e coerente) de que tais fatos ocorreram ou existem.

            No lado oriental do nosso globo, a maioria não sabe nem quem é esse tal de “Jesus”….

            Mas enfim…

            Abraço!

          7. Citou a “estrela de Belém”, citou religião. Não dá para excluir uma coisa da outra. Embora, por parte do blogueiro, exista um esforço muito grande em classificar o evento bíblico como “lenda”. A Ciência está LONGE de explicar tudo, e talvez seja INCAPAZ de explicar tudo, como muitos cientistas sérios do mundo inteiro já admitem…

          8. JR, você está exagerando. Eu citei um texto religioso, mas obviamente não me propus a discutir religião. A adotar o seu critério, toda reportagem de TV sobre compras de Natal estará falando de religião, meramente por se referir a uma festividade de fundo religioso. Sobre “lenda”, o Houaiss diz o seguinte: “narrativa de caráter maravilhoso em que um fato histórico, centralizado em torno de algum herói popular (revolucionário, santo, guerreiro), se amplifica e se transforma sob o efeito da evocação poética ou da imaginação popular; legenda”. Parece-me perfeitamente adequado. Sobre os limites da ciência, jamais deixei de admiti-los, embora o tema do texto obviamente também não seja esse.

          9. O Apolinário deve ser pago pelo Salvador Nogueira para criar as discussões propositalmente, uma vez que já virou business aguardar os comentários dele hahahaha

          10. edinaldo, o seu comentário é absolutamente ridículo! Se você lê e sai calado é problema seu! Caixa de comentários, como o próprio nome diz, é para comentar. Colocar seus pontos de vista sobre um tema nunca foi sinal de desrespeito, pelo contrário, é a partir de discussões aparentemente antagônicas é que se chega a algum lugar! Capiche?

          11. O Apolinário deve ser um dos leitores dos posts que entendem bastante de astronomia/astrofísica e gosta de uma zoação com a galera!! heheheeh

        2. Apolinário, você está no blog errado… Vá para o “Darwin e Deus”, lá fazem um belo “pastiche” com a ciência e religião, você vai adorar!

      2. QUE PENA! A HUMANIDADE CONTINUA CERCADA POR FUNDAMENTALISTAS DE TODOS OS CREDOS. GENTE COMO ESTE SR. APOLINÁRIO AO LONGO DOS SÉCULOS ATRASOU A EVOLUÇÃO DA HUMANIDADE.
        CONTINUE SALVADOR A ILUMINAR OS CAMINHOS DA CIÊNCIA.
        ESSE SR. DEVERIA PEDIR PARA MUDAR DE NOME POIS O DELE GLORIFICA UM DEUS ROMANO, SIGNIFICA:
        CONSAGRADO A APOLO, DEUS DA MITOLOGIA GRECO-ROMANA.

  12. Prezado Salvador, se estamos vendo Vênus e Júpiter juntos e Vênus está na direção geral do Sol, não seria certo dizer que Júpiter estaria a mais do dobro da distância entre sua órbita e a da Terra, ou seja, mais de 2 bilhões de km?

    1. Denis, a órbita de Júpiter tem 5,2 UA, o que significa que a distância máxima que pode ter da Terra é de 6,2 UA (Imaginando a Terra de um lado e Júpiter do outro do sistema). Isso dá 930 milhões de km. 😉

  13. Pois é, eu vi algo parecido com essa foto ontem. Mas do alto da minha ignorância achei que fosse algum planeta e a ISS passando por ele. Fiquei tão feliz de ver a estação daqui da terra =/

    1. Se fosse a estação, você a veria em movimento, cruzando o céu em poucos minutos. 😉

  14. Caso fosse a explosão uma supernova, dependendo da distância, teria sido muitos anos antes? E ficaria visível, de acordo com o tamanho, por muito tempo?

    1. Com certeza muitos anos antes, se fosse uma supernova. Há registros de supernovas que ficaram vários meses visíveis.

  15. Vale lembrar:

    Pertinente ao assunto, quem for de (ou estiver em) SP no dia 30/06, apareça!

    Telescópios na Rua – Conjunção Vênus/Júpiter

    30/06 – Terça – Dia da conjunção – Estação Metrô Jardim São Paulo (linha 1) a partir das 18h
    Evento publico gratuito, em caso de chuva ou céu nublado, eventos cancelados.

    http://i.imgur.com/fBHrx0I.png

  16. Só especulando: Se “sabiam” que o messias iria nascer por conta da estrela de belém (seja a conjunção, supernova ou cometa), então estavam a procura dele entre os nascidos da época. Algum seria ele, de qualquer jeito.

    Nada de especial nos nascimentos, exceto um: Uma mulher grávida que alega veementemente ser virgem. Seria um sinal suficiente de milagre divino, nessas circunstâncias. Também já deviam estar cansados de procurar o messias…

    1. Besteira pouco é bobagem, mesmo desacreditando, leia a bíblia antes de opinar.

      1. Deixei claro que é uma especulação. Pode ter sentido ou não. Mas é uma sugestão. E eu li a Bíblia.

        Com essas ressalvas, minha sugestão é válida. O que não é válido, é negar uma suposição sem apresentar nenhum argumento. E ainda sugerir que eu não deveria opinar, outra colocação absurda.

        Se não concorda com o que foi dito, apresente seus argumentos. É leviano simplesmente tentar desqualificar quem disse.

          1. Euclides, o seu aparte, mesmo que insano, me provoca um grande mau estar.

        1. Especulação chula: quem te disse que o Messias ia nascer por conta da estrela de Belém? Era pelas Escrituras judaicas, povo de Deus, por ser o primeiro povo monoteísta. Quanto ao segundo parágrafo impera a imbecilidade tônica do contexto, pois a virgindade é um dogma de fé da Igreja Católica.

          1. Os primeiros monoteístas foram os egípcios! Eles até tiveram um faraó que implementou a religião: Aknaton!

            E aboliu o culto a Amon-Rá e aos outros deuses egípcios, mas, os sacerdotes de Amon conseguiram reconquistar o poder.

            É possível que os judeus converteram-se a uma religião monoteísta a partir deste faraó.

      2. A experiência de vida me ensinou que cada um acredita em crenças que melhor se adapta a sua realidade e estilo de vida. Logicamente dentro de uma racionalidade e veracidade possível. E toda unanimidade é burra.

        1. É verdade, e cada um, ainda, adapta a sua religião conforme seus interesses. Por exemplo, está cheio de divorciados que se dizem católicos, mas só o fato de se divorciarem os torna automaticamente excomungados.

          E é bom que seja assim, de fundamentalismo já estamos cheios!

          1. Você nasceu no Brasi, independente da cidadania que venha a adquirir no futuro, sempre será brasileiro. Você foi batizado na Igreja Católica, independente de outros batismos, você será sempre católico. Como católico, para que você desfrutar dessa benção é necessário que siga as normas eclesiais vigentes, caso não siga, estará impedido moralmente de certos atos e ritos. Não existe nada de fundamentalismo. l

    2. E o fenômeno é mais uma prova que o chamado Ano 1 D.C. está demarcado na época errada, deveria ser algo entre 4 e 9 A.C…

      Aliás, em termos históricos já se sabe que a data está errada. Se o tal “massacre dos inocentes” aconteceu – e não há provas disso – teria que ter ocorrido antes da morte de Herodes, que está documentada como sendo em 4 A.C.

      1. Bem, mas a julgar pelos que protestam contra a lembrança da Estrela de Belém, eu também não deveria falar de vida extraterrestre, origem da vida e origem do Universo. Lamento muito por eles, mas são temas muito caros a mim para que eu os abandone. 🙂

  17. Salvador, parabéns novamente pelo ótimo texto. Vênus e Jupiter estão dando um show no céu, e me sinto previlegiado em assistir. Gostaria de uma dica, para um amador interessado em investir em um telescópio bom. Pode me ajudar, sem citar marcas, se quiser.
    obrigado, um abraço

      1. Euclides, você é um eco, ou escuta e repete, do lugar onde está dependurado?

  18. Estou desde o ano passado, quando descobri no Stellarium essa conjunção, esperando para fotografar os dois juntos. O tempo estava ótimo aqui na minha cidade desde a semana passada. Mas como sempre acontece quando tem alguma coisa interessante no céu, começou a chover hoje.

  19. Isso faz tanto sentido quando questionar em como Moises abriu o mar vermelho. Sendo que não existiram judeus no Egito, nem escravos. Provavelmente Moises não existiu, ele bizarramente narra sua própria morte no fim do pentateuco. Não sei se Jesus existiu, mas não se sabe nem que ano ele nasceu. Os tais reis magos são tratados na bíblia como “alguns magos”, inventaram o mito de que eram três por causa dos três presentes. Quando o assunto é mitologia, não dá pra confiar em nada.

    1. Não é questão de confiar, é questão de especular. Quanto à historicidade de Jesus, há pouca dúvida dela — é muito improvável que não tenha existido. Agora, quem foi de fato, aí são outros 500.

        1. Sabe, Apolinário, em jornalismo a gente tem uma coisa chamada “corroboração cruzada”. Para darmos uma informação, ainda que a fonte queira permanecer anônima, precisamos de duas fontes independentes, que não se conhecem, dizendo a mesma coisa. Só depois disso ela se torna um “fato”. O problema com Jesus é que ele não é mencionado em nenhuma fonte alternativa, e embora os evangelhos sejam de autores diferentes, há de se presumir que a fonte zero das histórias seja a mesma. Não há nenhum registro romano, por exemplo, do julgamento de Jesus por Pilatos, o que ajudaria pelo menos a corroborar parte da história. Então, do ponto de vista jornalístico, Jesus não passaria no critério para publicação. Aí entra, é claro, a questão da fé. Você pode acreditar que não existe nenhuma dúvida de quem foi Jesus. Os historiadores, sem o viés da fé, dirão outra coisa. Embora sua existência em si seja pouco questionada — é improvável que uma pessoa inventada pudesse ter impacto tão imediato em tanta gente –, a real natureza de sua pregação e de suas ideias sem dúvida está envolta numa aura de mistério. Você não pode, como historiador, aceitar que um texto com fins religiosos sirva de relato fiel de episódios históricos. Como fiel, manda ver.

          1. Salvador, tenho acompanhado os seus blogs e admiro o seu interesse pela astronomia e temas correlatos, mas por favor, evite debater temas religiosos, onde é nítido que não são a sua praia, onde os argumentos que vc usa já são pra lá de obsoletos e falaciosos. Não sou religioso fanático, apenas estudo o tema com outros olhos, lembrando a vc duas coisas básicas: ‘ausência de evidência não é evidência de ausência’ e ‘toda possibilidade logicamente coerente deve necessariamente existir’ (esta do filósofo Baruch Espinoza)

          2. Tersio, obrigado pelos elogios aos posts de astronomia. Quanto ao debate de temas religiosos, juro que nunca sou eu quem começa. 😛

          3. A Bíblia é fonte histórica. Certamente é. O historiador meticuloso tem uma formidável gama de informações nesses textos. Mas para se tornar histórica, racionalmente falando, a informação tem que ser confirmada por outras fontes. Particularmente estou convencido da existência de Jesus Cristo (mas isso ainda não é determinado historicamente), tendo em vista o vigoroso crescimento da comunidade cristã, 100 anos depois dos fatos. Mais ou menos nesta época foi escrito o texto de Mateus, o único a citar a Estrela de Belém. Não há confirmação nem nos outros Evangelhos.
            Um historiador perguntaria por exemplo:
            1) A menção à estrela seria instrumento estilístico, que fizesse sentido na época, de um texto que tem evidente finalidade educativa?
            2) O fenômeno cósmico seria fato real, não citado nos outros textos por não se crer digno de nota?
            3) A menção seria fruto de alguma tradição mais antiga?
            Estas hipóteses são bastantes simplistas. Mas supondo que fossem as únicas três, o historiador teria que testa-las, em confronto com outras fontes históricas e, finalmente, confirmar uma das três, refutando as demais, ou excluindo as três.

          1. Desaparecido dos incrédulos, vejo-o constantemente nas missas e no sacrário.

  20. Pode ser visto. Em minha cidade, não. O céu está cheio de nuvens desde ontem. E além da Vênus/Júpiter, tem a linda lua e a passagem da estação espacial internacional. Estou torcendo para que elas vão embora

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